"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#71 Setenta vezes sempre



Leitura: Mateus 18:21-22
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=jsCtHTu3fTI
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/71_Setenta_vezes_sempre.mp3

O apóstolo Pedro está com uma dúvida. "Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão? Até sete vezes?" Para entender a pergunta de Pedro, é preciso entender o significado dos números na Bíblia.

O número "um" obviamente significa unidade. "Dois" é o número de testemunhas necessárias. Três é um testemunho perfeito, o número mínimo de pernas para uma mesa, algo suficiente em si mesmo. Deus é um, mas é também três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não tente entender. É Deus!

Quatro nos fala de simetria, dos 4 cantos da terra. Cinco é responsabilidade, é ação executada pelos cinco dedos da mão. Seis é o número que não chega a sete, é incompleto. Sete, portanto, é algo completo. Ele aparece em profusão no livro de Apocalipse, que completa a revelação de Deus.

Portanto, Pedro estava perguntando se sete vezes, um número completo, era suficiente para perdoar alguém. Jesus responde que deve perdoar setenta vezes sete, o que equivale perdoar setenta vezes sempre.

Mas isso também não é uma lei, como nada é lei para o cristão. No Antigo Testamento Deus deu 10 mandamentos e centenas de preceitos, que só serviram para provar que somos incapazes de atingir as expectativas de santidade exigidas por Deus. Então Deus revelou a sua graça, ao nos perdoar incondicionalmente.

Ok, você dirá que é injusto perdoar alguém sem uma reparação, sem que pague pelo que fez. Correto, e foi isso que Jesus veio pagar pelos pecados do pecador, para que o perdão agora pudesse ser gratuito. Uma vez salvo por graça, que é um favor imerecido, o cristão perdoa não por obrigação ou para receber algo em troca, mas porque Deus fez isso com ele.

Deu para entender que o cristão não vive por leis ou regras, mas por reflexo? Ele deve refletir o que vê em Cristo. Quando eu perdôo, faço isso porque fui perdoado. Quando dou algo a alguém, faço isso porque Jesus abriu mão de tudo por mim. Quando amo, é porque fui absurdamente amado.

Não há nada que eu possa fazer para Deus me amar mais, e coisa alguma poderia fazer ele me amar menos. Afinal, quando ele me encontrou, me amou e me salvou, eu era um pecador perdido, inimigo dele, uma completa ruína. Você não será perdoado por amar muito a Deus; você só pode ser perdoado por ser muito amado. Sua dívida é impossível de você pagar com seus próprios meios, como a do servo da história dos próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.