"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#82 A figueira



Leitura: Mateus 21:17-20
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=yEpjrgq_tsw

Ao sair de Betânia, onde dormiu decepcionado com o que viu no Templo de Jerusalém, Jesus tem fome. Ele encontra uma figueira à beira do caminho, mas não há frutos nela, apenas folhas. "Nunca mais dê frutos!", ordena ele, e imediatamente a figueira se seca. Este é o único milagre de Jesus feito às avessas, no qual ele amaldiçoa e mata, ao invés de abençoar e dar vida.

A figueira é um símbolo da nação de Israel. Se juntarmos isso com o que acabamos de ver no Templo fica fácil perceber que Deus abomina o povo que professa o seu nome da boca para fora, como um pretexto para alcançar seus próprios objetivos. A recepção calorosa que ele recebeu em Jerusalém não passava de folhas de uma profissão de fé exterior, porém sem frutos como a figueira.

Diante do espanto dos discípulos, Jesus diz a eles que se tiverem fé e não duvidarem poderão ordenar a um monte que se lance no mar e isso acontecerá, e tudo o que pedirem, crendo, receberão. Antes que você tente mover a montanha para que seu apartamento fique com vista para o mar, deixe-me explicar uma coisa.

Nunca leia a Bíblia como um papagaio de realejo, aquele que tira a sorte com o bico. A Bíblia não é um jogo de búzios feito de versículos soltos, que você chacoalha e lança para ver o que dá. Não é um livro de adivinhações. Para compreendê-la é preciso levar em conta o texto e o contexto em sua totalidade.

Outras passagens mostram que a oração, para ser atendida, deve estar em conformidade com a vontade do Pai. Para saber a vontade do Pai é preciso andar em comunhão com ele e, quando isso acontece, você sabe o que convém ou não pedir, por estar em sintonia com os pensamentos de Deus. Aí sim, tudo o que você pedir ele fará, pois será exatamente o que ele gostaria mesmo de fazer de qualquer modo.

Há vários casos de orações não atendidas, o que demonstra que Deus não está ao nosso dispor. Paulo orou três vezes para ser liberto de algo que o afligia e Deus disse não. O mesmo apóstolo sugeriu a Timóteo que tomasse um remédio caseiro, água misturada com vinho, para sua enfermidade no estômago, ao invés de orar por uma cura mágica. Em uma de suas viagens Paulo é obrigado a deixar seu companheiro Trófimo em Mileto por estar doente.

O Deus da Bíblia não é nem um pouco parecido com aquele deus que é vendido pelos pregadores da prosperidade, que ordenam que Deus lhes obedeça, como se o Criador do Universo estivesse à disposição do homem. Esses pregadores que tentam manipular Deus ao seu bel prazer não fazem idéia de quem é esse que estão tentando manipular. São iguais aos líderes religiosos dos próximos 3 minutos, que não reconhecem a autoridade de Jesus.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.