"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#93 A hipocrisia de Pedro



Leitura: Gálatas 2:11-14
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=tpnf7uX0sS8

Vamos deixar o evangelho de Mateus por 3 minutos para dar uma olhada na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas, os cristãos que viviam na Galácia. Nela Paulo conta de um encontro que teve com o apóstolo Pedro dizendo assim:

"Quando Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável. Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios" - isto é, cristãos não judeus. "Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão" - isto é, os judeus convertidos a Cristo que achavam que ainda deviam obedecer a Lei do Antigo Testamento.

Paulo continua: "Os demais judeus se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: 'Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?'"

Você já percebeu que havia uma diferença de opiniões aí. Os judeus que se convertiam a Jesus queriam continuar seguindo os mandamentos do Antigo Testamento, guardando o sábado, dando o dízimo, circuncidando seus filhos etc. Tudo isso tinha valido para Israel, mas agora eles eram Igreja. A carta aos Gálatas é uma carta dura, porque os próprios cristãos da Galácia tinham caído nesse engano de acreditar que a salvação vinha pela obediência aos mandamentos.

Aqui Paulo conta como repreendeu particularmente o apóstolo Pedro por agir com hipocrisia. Pedro conhecia a verdade e entendia a diferença, mas com medo de desagradar os judeus convertidos que insistiam na manutenção da velha ordem de coisas, Pedro se afastava de seus irmãos gentios quando seus irmãos judeus estavam por perto. E ainda por cima queria obrigar os gentios a viverem como judeus quando ele próprio, Pedro, já não vivia mais assim.

Pedro era um homem como qualquer um de nós; não tinha nada de infalível e estava sujeito às mesmas fraquezas e hipocrisias às quais eu e você estamos sujeitos. Você já quis parecer o que não é só para impressionar? Eu também e Pedro idem. Você já mandou alguém viver de determinada maneira quando você mesmo não vivia assim? Eu também e Pedro idem. Portanto, se tiver que olhar para alguém como seu exemplo, olhe para Jesus. Esse nunca falhou. Esse nunca foi hipócrita. Esse nunca decepcionará você.

Eu, você e todos os seres humanos que já passaram ou estão passando por este planeta somos falhos, e é por isso que não há salvação em nenhum outro além do Filho de Deus. Deus não encontrou um sequer que pudesse morrer pelos pecados do mundo, por isso enviou o Seu Filho e é nele que você deve crer. Nos próximos 3 minutos vamos voltar ao Evangelho de Mateus para ver o que o clero dos judeus andava aprontando.

#92 O clero



Leitura: Mateus 23:1-3
Vídeo: http://il.youtube.com/watch?v=fG0BJ6pUzzw

Jesus volta a dedicar um capítulo inteiro do evangelho de Mateus, o capítulo 23, àqueles que sempre foram um problema para Deus: o clero. Mas o interessante é que ele não prega a desobediência ou a rebelião. Enquanto não viesse o tempo da Igreja, o judaísmo continuava valendo, o Templo em Jerusalém continuava sendo o lugar de adoração e as pessoas continuavam adorando em verdade, segundo as Escrituras, mas não em espírito.

Aqueles religiosos judeus ocupavam um lugar de autoridade, e Jesus reconhece a autoridade deles ao lembrar que se assentavam na cadeira de Moisés. Portanto o povo devia fazer o que eles diziam, mas não o que faziam. Sim, porque eles diziam uma coisa e faziam outra.

Tudo isso já era, e você não pode hoje querer fazer valer esse mesmo tipo de autoridade. Estamos na época da Igreja, não de Israel, e quando digo "igreja", por favor, entenda que estou falando do corpo de Cristo, formado por todos os que nasceram de novo pela fé em Jesus, e não de alguma denominação ou organização religiosa.

O cristão não vai a um templo; ele próprio é o templo do Espírito. Ele não vai a Jerusalém para adorar, ele adora onde dois ou três estão reunidos ao nome de Jesus. Ele não precisa de intermediários, pois está apto a entrar diretamente na presença de Deus. O apóstolo Pedro diz isso em sua primeira carta:

"Como pedras vivas, vocês estão sendo edificados como casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo... vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para anunciar as virtudes daquele que chamou vocês das trevas para a sua maravilhosa luz".

Isso vale para qualquer convertido, novo ou velho. Se você se converter a Cristo e crer que ele morreu por você na cruz e que o seu sangue foi suficiente para purificar você de todos os pecados e salvá-lo eternamente, isso vale para você. Ao contrário da religião judaica, na qual havia uma classe especial de homens, um clero, na Igreja todos são especiais, todos são sacerdotes, todos têm igual acesso a Deus.

Mas será que é isso que você vê ao redor? Infelizmente não. A cristandade adotou muitas coisas do judaísmo, principalmente a forma do clero. Sabe como é, o ser humano sempre quis exercer poder sobre as pessoas. Mas vamos voltar ao clero dos judeus.

Ao dizer que o povo devia escutar o que eles diziam, mas não fazer o que faziam, Jesus mostra que a principal característica do homem religioso é a hipocrisia; é fingir ser algo que realmente não é; é caprichar só na aparência para conquistar o respeito dos outros; é exigir que os outros vivam de uma maneira que ele não vive. Nos próximos 3 minutos veremos Pedro agindo assim, com hipocrisia.

#91 O segundo mandamento



Leitura: Mateus 22:39-40
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=TwdM88zqU2k

Depois de falar do primeiro grande mandamento - amar a Deus acima de tudo - Jesus fala do segundo: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Este segundo mandamento tem sido muito usado nos dias de hoje por escritores espiritualistas, só que de uma forma capenga que induz o seguinte raciocínio:

"Bem, se preciso amar o próximo como a mim mesmo, é melhor eu começar a me amar mais. Hmmm... não tenho me amado muito ultimamente, não tenho me valorizado, não tenho dado a mim mesmo a auto estima que mereço..." Já percebeu onde quero chegar, não?

Exatamente. O próximo passo é pedir ao meu próximo que aguarde uma vida enquanto resolvo essa parte de amar a mim mesmo. Isso nos leva àquela máxima cada vez mais utilizada pela propaganda: "Você merece ser feliz!" Já que o coração humano é insaciável, eu nunca vou achar que já me amo o suficiente para amar meu próximo.

Essa atitude me leva de volta à idolatria da qual falei nos últimos 3 minutos, mais especificamente à adoração de mim mesmo. Terá sido assim que Jesus amou? Não. Para me amar ele esvaziou-se de si mesmo, veio a este mundo na forma de um servo, tornou-se semelhante aos homens, humilhou-se a si mesmo e obedeceu ao Pai até à morte, e morte de cruz. Isso sim é amor.

Mas, por possuirmos uma natureza corrompida pelo pecado, eu e você somos incapazes de amar do jeito que Jesus amou, a menos que haja uma intervenção divina que implante em nós esse amor. Essa intervenção acontece quando você crê em Jesus e no efeito que o seu sacrifício na cruz tem sobre a culpa que você tem no cartório de Deus.

O apóstolo João, aquele de quem é dito ser "o apóstolo que Jesus amava", escreveu que devemos amar uns aos outros porque o amor procede de Deus e aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Percebe a ordem das coisas? Não é amando o próximo que você é salvo, mas aquele que é salvo, que é nascido de Deus, esse é capaz de amar com um amor que não é seu, mas que procede de Deus.

O mesmo João escreveu em seu evangelho que "o Pai ama o filho [Jesus] e entregou tudo em suas mãos. Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele." Que ira é essa? A pena que todos nós merecemos por sermos pecadores. A justiça exige uma condenação do transgressor. Mas Deus não tem prazer em condenar você a uma eternidade nas trevas, e aí entra outra vez João em sua primeira carta:

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados". "Propiciar" significa aplacar a ira de Deus. Agora preste atenção: Jesus morreu na cruz para você ser salvo. Ele fez isso por você. Será que existe amor maior do que esse? Não. Será que existe ingratidão maior do que desprezar esse amor? Não.

#90 O grande mandamento



Leitura: Mateus 22:34-38
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=rLyH6dFCET4

No final do capítulo 22 de Mateus os fariseus tentam outra vez fazer Jesus tropeçar em alguma palavra. Agora é a vez de um teólogo da época. Ele pergunta: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?"

Jesus responde: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento". O evangelho de Marcos acrescenta "de todas as tuas forças". Isso abrange a totalidade do nosso ser: emoção, ânimo, intelecto e vigor. Se este é o grande mandamento, o grande pecado é amar assim qualquer outra coisa.

O homem moderno, que assiste o Discovery Channel, se acha mais evoluído do que as pessoas mostradas nos documentários adorando uma pedra, uma vaca ou um guru senil. O problema é que você pode ser idólatra de terno e gravata e com um pós doutorado no currículo. Basta confiar em qualquer coisa que não seja Deus.

Você só se sente seguro com os bolsos cheios? O dinheiro é seu deus. Perdeu a vontade de viver porque levou um fora da garota? Queime incenso no altar dela. É na academia e na dieta que está sua garantia de vida eterna? Cante louvores à balança. Aquilo que você mais ama, em que mais confia, no que aposta todas as suas fichas, esse é o ídolo ao qual você dá o crédito por sua segurança, felicidade e bem estar.

Idolatria é ser controlado por qualquer outra coisa que não seja Deus. Escolhemos nossos ídolos e nem nos damos conta do quanto acabamos controlados por eles. Todas as coisas que consideramos a razão de nosso viver, das quais dependemos e nas quais confiamos, isso é o nosso panteão, o nosso Olimpo, o altar de nossos sacrifícios.

Nossa má conduta também revela quem está no controle. Quando você comete um pecado, como por exemplo a mentira, está confiando em seus próprios instintos, esquemas e raciocínios, ao invés de confiar em Deus. Quando se deixa levar pelas tentações, idem. Você dispensa Deus e entrega o controle a elas.

Talvez não exista um culto mais freqüentado pelo homem moderno do que o culto à vontade própria. Vivemos prostrados diante do altar de nossos caprichos cantando o mantra: "Eu mereço ser feliz". Isso nos torna indulgentes para com nossas manias e iguais a aborígines que alimentam de oferendas um hipopótamo mal acostumado.

O moderno espiritualismo nos leva a acreditar que a solução para tudo, inclusive nossa salvação eterna, esteja em nós. Aí achamos que somos bons por natureza ou que os possíveis defeitos e pecados possam ser sanados por uma boa dose de boas ações e espiritualidade.

Quando pensamos assim estamos de costas para Deus, para aquele que quer ter 100% do controle de nossa vida e vontade, para poder resolver 100% de nossos problemas, a começar pelo primeiro: a purificação de nossos pecados feita há 2 mil anos na cruz. Nos próximos 3 minutos Jesus vai falar do segundo grande mandamento.

#89 Palavra, poder e fidelidade



Leitura: Mateus 22:23-33
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=DHAbbew2-vU

Os saduceus, outra seita do judaísmo, eram racionais e céticos ao extremo. Não acreditavam em milagres, anjos ou ressurreição. Questionavam o sobrenatural e, obviamente, Jesus sempre será um estorvo para aqueles que não querem acreditar no que vai além do que os olhos vêem ou o cérebro entende.

Eles tentam colocar Jesus na parede, querendo fazer com que a ressurreição pareça uma idéia absurda. Baseados na Lei do Antigo Testamento, que dizia que uma mulher que ficasse viúva sem ter filhos deveria se casar com o irmão de seu marido para garantir sua descendência, eles perguntam: E se ela se casar 6 outras vezes com os irmãos do marido pelo mesmo motivo? De qual dos sete ela será esposa na ressurreição?

Jesus aponta três falhas no raciocínio deles. Primeiro mostra que ignoram as Escrituras. Caso contrário, saberiam que o matrimônio cessa na morte e que os ressuscitados serão como os anjos, que não se casam ou têm relações sexuais. Mesmo assim conservaremos nossas identidades segundo o gênero. Eu continuarei sendo o Mario e a Maria continuará sendo a Maria.

Segundo, se conhecessem o poder de Deus saberiam que a ressurreição não é problema para quem criou o homem do pó da terra. É do pó que ele nos ressuscitará, pois tem poder suficiente para isso.

Em terceiro lugar, Deus fez uma aliança com Abraão, Isaque e Jacó e continuou falando deles como de pessoas vivas, não mortas. Além disso, as promessas que Deus fez a eles não se cumpriram no tempo em que viveram aqui, portanto eles ainda vão desfrutar delas. A ressurreição é coerente com a fidelidade de Deus.

Sempre que alguém questiona a Palavra de Deus é porque, primeiro, não a conhece. Segundo, essa pessoa não faz idéia de que tudo o que existe só veio à existir pela mesma Palavra de Deus, e que essa Palavra tem poder. Deus falou, e as coisas passaram a existir. Jesus clamou "Lázaro, vem para fora", e o cadáver mal cheiroso de um homem morto há quatro dias reviveu.

Terceiro, a mesma Palavra que nos revela tudo isso vem de alguém que tem credibilidade suficiente para garantir que, apesar da morte, suas promessas se cumprirão. Deus faz promessas a vivos, e é a vivos que ele vai entregar o que prometeu. Os que morrerem crendo serão ressuscitados para receber as bênçãos prometidas. Os que morreram se recusando a crer, serão ressuscitados para o lago de fogo, do qual foram avisados pela mesma Palavra.

Mas o coração incrédulo é como concreto. À medida que o tempo passa ele endurece cada vez mais. Nos próximos 3 minutos os fariseus vão tentar outra vez.

#88 Eu, César e Deus



Leitura: Mateus 22:15-22
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=O_IZA5sXvSY

"A Deus o que é de Deus". Você reconhece esta frase? É claro que sim, só que é mais comum ouvirmos a primeira parte dela: "a César o que é de César". É que a maioria das pessoas prefere omitir a segunda parte porque é comprometedora. É certo que damos a César o que é de César, mas e a Deus?

Os judeus tentam pegar Jesus em alguma palavra para terem de que o acusar. Primeiro vêm os religiosos e legalistas fariseus, junto com os herodianos, mais políticos, que paparicavam o rei Herodes. Lembre-se de que Herodes e outros reis que passaram por Jerusalém durante o domínio romano eram fantoches de Roma.

Depois de tentarem bajular Jesus, dizendo que ele era isso e aquilo, eles perguntam: "É certo pagar imposto a César?" Imediatamente Jesus os chama de hipócritas por testá-lo. Se ele respondesse que era certo, eles o acusariam de traidor e inimigo dos judeus; se dissesse o contrário seria acusado de subversivo e inimigo dos romanos.

Jesus pede uma moeda usada para pagar o imposto a César e pergunta de quem é a efígie e a inscrição na moeda. "De César", respondem. "Então dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Eles saem dali admirados com a resposta.

Jesus tem sempre uma resposta para tudo, mas pode não ser aquela que esperamos. Como aqueles fariseus e herodianos, tentamos prendê-lo dentro dos nossos próprios limites, tentamos controlá-lo, sempre visando nossos próprios interesses. Levamos no bolso uma moeda de três faces: Eu, César e Deus. Nesta ordem.

Ao crer em Jesus você abre mão de sua própria vontade, aquela que levava você cada vez mais longe de Deus. Não que ao se converter você perca a vontade própria. Ela continuará querendo botar as asinhas de fora e de vez em quando acabará assumindo o controle, só para você se arrepender depois.

Com o tempo você descobre que a comunhão com Deus é o que transforma sua vida, e não há coisa melhor do que viver fazendo a vontade dele, e não a sua própria ou a de César. Não que você não precise mais obedecer ao governo e às autoridades, ou fique isento de impostos. Você ainda precisa dar a César o que é de César, mas sem deixar de dar a Deus o que é de Deus, e ele merece a melhor parte, pois tudo o que você é e tem veio dele. Quer saber como ele às vezes se sente?

Experimente dar um chocolate ao seu filho e depois pedir um pedacinho. Se o seu filho negar você saberá como Deus se sente quando você não compartilha com ele tudo o que recebeu. Os fariseus e herodianos não queriam dar a Jesus coisa alguma, nem mesmo o reconhecimento que lhe era devido. Davam a César o que era de César, mas não a Deus o que era de Deus. Nos próximos 3 minutos será a vez dos saduceus tentarem pegá-lo em alguma palavra.

#87 Traje a rigor



Leitura: Mateus 22:11-14
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=EyGO7AxVddw

A festa de casamento da parábola contada por Jesus no capítulo 22 de Mateus exigia traje a rigor. O convite era para qualquer um, independente de sua condição, e tudo estava preparado, inclusive o traje adequado para os convidados, como aqueles paletós de reserva que os restaurantes chiques têm para clientes desprevenidos.

A graça de Deus convida a todos, e Deus preparou tudo para sermos salvos. Portanto não há coisa alguma que você precise fazer ou trazer para desfrutar da salvação eterna. Porém essa dádiva precisa ser aceita na sua totalidade para ser considerada como entregue. Ao receber uma encomenda você assina um recibo aceitando tudo o que vem no pacote.

O rei anfitrião indaga de um convidado como ele tinha entrado ali sem o traje a rigor. O homem emudece. Não há argumento quando se está na presença de Deus. Eu posso enganar muita gente, mas Deus sabe se eu sou ou não genuíno. Só ele é capaz de distinguir o joio do trigo, e fará isso no momento certo. Por enquanto continuará existindo neste mundo uma mistura de genuínos e falsos.

O traje a rigor não são regras ou mandamentos para se merecer uma salvação que Deus oferece de graça. Nem zelo religioso, coisa em que os judeus eram campeões. Eles eram tão zelosos que tomaram o cuidado de tirar o corpo de Jesus da cruz na sexta feira, para não violarem o mandamento da guarda do sábado.

A falta do traje a rigor está mais para libertinagem, que é acreditar que a graça de Deus possa ser recebida parcialmente. Não pode. Aceitar o convite implica se deixar vestir de forma a expressar a dignidade exigida na presença de Deus. Quem não aceita a graça de Deus na sua totalidade tem o mesmo destino no convidado mal vestido, que o rei manda amarrar e lançar nas trevas. Jesus explica que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Ao aceitar o convite você concorda em deixar a velha roupa do lado de fora e ser vestido com a nova. Você assina o recibo de um pacote que inclui se deixar revestir de Cristo, ser transformado à sua semelhança e trazer em si aquela justiça prática que expressa a dignidade daquele que o salvou. Você concorda em se deixar vestir com as vestes de justiça que Deus preparou para você.

A salvação recebida por graça não é um aval para viver do jeito que você bem entender. Aquele que realmente se converteu irá querer saber o que agrada ao seu Senhor, e fará isso como forma de expressar sua gratidão. O cristão genuíno é um apaixonado por Cristo e odeia desapontá-lo. Não é o caso dos religiosos judeus, que nos próximos 3 minutos tentarão confundir Jesus com suas perguntas.

#86 A festa de casamento



Leitura: Mateus 22:1-10
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=eyVrOjjycE8

Na parábola anterior Jesus deixa claro para os religiosos judeus o que eles estão prestes a fazer: matar o filho do dono para ficar com o vinhedo. Agora, no capítulo 22 do evangelho de Mateus, ele mostra outro aspecto dessa rejeição. O filho assassinado na parábola anterior reaparece como um príncipe em seu casamento.

O rei manda seus servos distribuírem os convites para a festa de seu filho, mas os convidados não querem ir, apesar do rei avisar que tudo já está preparado. Não era preciso fazer coisa alguma, bastava aceitar o convite. Os convidados preferem cuidar de seus próprios negócios, e alguns chegam até a maltratar e matar os servos do rei.

Irado, o rei envia seu exército para destruir a cidade e aqueles assassinos. Depois diz aos servos para saírem pelas ruas e convidarem todas as pessoas que encontrarem, de boa ou má reputação, porque o banquete já está preparado. O salão fica cheio de pessoas totalmente desqualificadas, mas que aceitaram o convite.

João Batista e os discípulos de Jesus convidaram os judeus para desfrutarem da benignidade de Deus, mas estes recusaram. Eles não apenas mataram João, mas pregaram o próprio Filho de Deus numa cruz. Mesmo após a morte e ressurreição de Jesus, por algum tempo o convite permaneceu literalmente em pé.

No capítulo 7 do livro de Atos dos Apóstolos você encontra Estevão mais uma vez convidando os judeus a crerem em Jesus. Antes de ser apedrejado, ele vê os céus abertos e Jesus em pé à direita de Deus. Jesus ainda não tinha se sentado em seu trono, como se aguardasse por um arrependimento de última hora dos judeus, que acabou não acontecendo.

No ano 70 o exército romano destruiu e queimou Jerusalém, exatamente como acontece com a cidade da parábola. Com a rejeição dos judeus Deus passou a tratar com uma outra classe de pessoas. Os judeus eram, por assim dizer, os privilegiados, os socialities, cujos nomes estavam na lista de convidados. A lista foi rasgada e agora o convite é feito a qualquer um, sem discriminação. Qualquer um mesmo!

Para você imaginar esta parábola aplicada aos dias de hoje, pense numa festa de casamento do herdeiro do maior milionário do país, para a qual são convidados ladrões, traficantes, prostitutas, viciados... todo tipo de gente. Imagine uma fila de ônibus parando no lugar mais barra pesada da cidade e anunciando: "Pessoal, boca livre pra todo mundo! Qualquer um está convidado! Venha como você estiver!"

É exatamente este o convite que está sendo feito agora através do evangelho da graça de Deus. Você o aceita do jeito que está, sem pré condições. Aliás, apenas com a condição de se reconhecer incapaz de pagar por isso, e aceitar vestir a roupa que o anfitrião lhe dará nos próximos 3 minutos.

#85 A pedra de tropeco



Leitura: Mateus 21:33-46
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=He9MSzVUjho

Jesus termina o capítulo 21 do evangelho de Mateus com outra parábola dirigida aos religiosos. Já reparou como a bronca é sempre contra os religiosos? Agora ele fala de um proprietário de terras que planta um vinhedo, constrói benfeitorias e arrenda o lugar a alguns lavradores antes de sair de viagem.

Na época da colheita ele envia alguns empregados para buscarem a sua parte, mas um é espancado, outro morto e outro apedrejado. Outros empregados são enviados, em maior número, mas recebem o mesmo tratamento. Então o dono do lugar decide enviar seu próprio filho, acreditando que este será respeitado. Quando os homens vêem o filho, dizem: "Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e ficar com sua herança".

Jesus pergunta aos religiosos do Templo o que acham que o proprietário deve fazer, e a sentença é clara: "Deve condenar à morte os lavradores perversos e arrendar o vinhedo a outros que lhe dêem a parte que lhe cabe da produção". Aqueles religiosos acabavam de condenar a si mesmos.

Deus preparou um vinhedo, Israel, e o entregou nas mãos dos israelitas. Mas aquele povo, liderado por seus religiosos, decidiu fazer as coisas ao seu próprio modo, rejeitando os avisos que Deus lhes enviava por meio seus profetas, que eram perseguidos e mortos.

Finalmente Deus enviou o seu Filho. Os religiosos sabiam que ele era o herdeiro, porém não queriam admitir isso publicamente. Preferiam matá-lo a abrir mão do poder que exerciam sobre o povo. Ao rejeitarem a Pedra que Deus tinha escolhido para ser a principal na construção do seu reino, eles não só perderiam o vinhedo que lhes tinha sido confiado, mas Jesus, a pedra que os construtores rejeitaram, se tornaria para eles uma pedra de tropeço.

Jesus alerta os religiosos que "aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó". Repare que Jesus fala da mesma pedra como estando no chão, sobre a qual as pessoas tropeçam e caem, e como descendo do alto, caindo sobre os que a rejeitam. Enquanto Jesus está sendo anunciado neste mundo ele é motivo de tropeço para aqueles que não crêem ou que tentam manipulá-lo. Em breve ele descerá do céu para julgar essas pessoas.

Será que você também tropeça em Jesus? Será que a simples menção do nome dele incomoda você? Enquanto você está aqui ele pode ser a rocha de refúgio onde você encontra abrigo no temporal. Pode ser também a rocha sobre a qual você decide edificar sua vida. Mas pode ser um tropeço caso você se recuse a crer nele. Por que você não pára de tropeçar e aceita agora mesmo o amável convite de Deus para a festa dos próximos 3 minutos?

#84 Da boca pra fora



Leitura: Mateus 21:28-32
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6YaFERSz1aM

Existe nas empresas um negócio chamado Norma ISO, que é um padrão de excelência. Para a empresa receber uma certificação ISO 9000, por exemplo, ela precisa passar por uma bateria de testes e adequações comparando seus processos, produtos, serviços e pessoas com um padrão. Nos evangelhos os religiosos são testados segundo o padrão de Deus: Jesus. O resultado você sabe: todos reprovados.

Os religiosos que abordam Jesus no Templo querem apenas manter uma aparência de piedade e religiosidade. Quanto mais longe você estiver de Deus, mais irá querer convencer os outros de que está perto. É só alguém lhe falar do evangelho da graça e você irá logo desfiando tudo o que tem feito em favor dos pobres ou os cargos que ocupa numa religião. Quando o interior do sepulcro está cheio de podridão, só resta embelezar o exterior. A religião formal é assim. É a reforma exterior do sepulcro, coisa pra inglês ver. Mas Deus, que não é inglês, não cai nessa.

O primeiro sinal de que o sepulcro acaba de ser pintado é você falar de si mesmo, de suas boas obras e fervor religioso. Li de uma pesquisa que aponta que pessoas com a consciência pesada têm maior propensão a tomar banho. Quando se sentem limpas por fora elas se sentem melhor por dentro. Mas, para Deus, há mais esperança para um pecador assumido do que para um religioso enrustido.

E é isso que Jesus diz aos líderes religiosos. Ele conta a parábola dos filhos que recebem a ordem de irem trabalhar no vinhedo de seu pai. O primeiro diz que não vai, mas depois se arrepende e acaba indo. O segundo diz que vai, mas não vai e nunca planejou ir. Quer apenas causar uma boa impressão. Qual dos dois fez a vontade do pai? Os religiosos do Templo respondem que foi o primeiro e acabam condenando a si mesmos por sua resposta.

Exteriormente eles aprovavam o ministério de João Batista só para serem bem vistos pelo povo. Mas, no fundo, não tinham qualquer intenção de atender ao que João dizia: "Arrependei-vos!". No entanto, os coletores de impostos e as prostitutas, que tinham tudo para se opor à pregação de João, eventualmente acabavam se arrependendo de seus pecados. Muitos deles se tornaram discípulos de Jesus.

Quem é você? O carola religioso, o que força o tom de voz quando fala de Deus, que se esconde atrás da caridade e da religião para se mostrar digno de receber o favor divino, ou o pecador assumido que não se atreve a fingir para Deus? Se for este último, saiba que Deus está pronto a salvá-lo do jeitinho que você está. Deus está de braços abertos esperando que você creia que o sangue de Jesus derramado na cruz é o único banho que purifica você de todos os seus pecados. Mas se você for o religioso que vive de aparência, se vivesse nos dias de Jesus teria feito o mesmo que as pessoas da parábola dos próximos 3 minutos fizeram.

#83 A autoridade de Jesus



Leitura: Mateus 21:23-27
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=hjp4PFuJTl0

Jesus volta ao Templo no capítulo 21 do evangelho de Mateus, agora para ensinar. Os líderes religiosos logo vão tirar satisfação pelas coisas que ele há pouco tinha feito ali. Eles já tinham colocado em dúvida seus milagres e seus ensinos. Agora tentam questionar sua autoridade. Com ordem de quem ele tinha expulsado os mercadores do Templo?

Na sociedade existem autoridades e existe uma hierarquia. Quando você acha que um tribunal foi injusto ao julgar uma questão, você apela para um tribunal superior. Se chegar ao Supremo Tribunal e nem este lhe parece justo, não há mais o que fazer. Só lhe resta apelar para Deus, que está acima de todas as autoridades. Mas, e quando se trata de julgar a autoridade de Deus?

Bem, aí você vai precisar mostrar capacidade para fazer isso, o que é totalmente impossível. Aqueles líderes religiosos têm a petulância de questionar a autoridade do Criador, daquele que é maior até do que o próprio Templo do qual ele expulsou os mercadores. Aqui não se trata de uma questão de Jesus provar ou não sua autoridade, mas de provar se eles tinham ou não capacidade de julgar.

Por isso ele lhes pergunta se o batismo de João Batista era do céu ou dos homens. Os líderes religiosos discutem entre si. Se responderem que o batismo de João era do céu, Jesus perguntará por que não creram nele. Se responderem "dos homens", eles temem uma rebelião do povo, que considerava João um profeta. Por isso dizem simplesmente: "Não sabemos".

Eles demonstram assim sua incapacidade de julgar e, portanto, Jesus não lhes deve qualquer explicação. Pior do que os que ignoram as coisas de Deus são os que se consideram alguma coisa, que se acham mestres de ignorantes e guias de cegos, mas não passam de soberbos perdidos em suas jactâncias.

Outro dia vi numa livraria um livro que se propunha a apontar os erros da Bíblia. Na capa dizia: "Escrito pelo maior especialista do mundo em Bíblia". Pura bobagem. Se o autor fosse mesmo o maior especialista, ninguém poderia dizer isso dele, pois quem o fizesse já seria maior. A avaliação ou julgamento de uma autoridade termina quando se chega ao topo, àquele que já não pode ser avaliado, àquele que não pode ser julgado. A Deus.

Para julgar Jesus, é preciso ser superior a ele. Você é? Então o melhor á se sujeitar, crer e obedecer ao Salvador e Senhor de todas as coisas. Que tal parar de julgar Deus e descansar na certeza de que ele é justo e perfeito? São as nossas imperfeições que às vezes nos fazem pensar o contrário. Nos próximos 3 minutos Jesus vai mostrar a inutilidade da mera aparência religiosa.

#82 A figueira



Leitura: Mateus 21:17-20
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=yEpjrgq_tsw

Ao sair de Betânia, onde dormiu decepcionado com o que viu no Templo de Jerusalém, Jesus tem fome. Ele encontra uma figueira à beira do caminho, mas não há frutos nela, apenas folhas. "Nunca mais dê frutos!", ordena ele, e imediatamente a figueira se seca. Este é o único milagre de Jesus feito às avessas, no qual ele amaldiçoa e mata, ao invés de abençoar e dar vida.

A figueira é um símbolo da nação de Israel. Se juntarmos isso com o que acabamos de ver no Templo fica fácil perceber que Deus abomina o povo que professa o seu nome da boca para fora, como um pretexto para alcançar seus próprios objetivos. A recepção calorosa que ele recebeu em Jerusalém não passava de folhas de uma profissão de fé exterior, porém sem frutos como a figueira.

Diante do espanto dos discípulos, Jesus diz a eles que se tiverem fé e não duvidarem poderão ordenar a um monte que se lance no mar e isso acontecerá, e tudo o que pedirem, crendo, receberão. Antes que você tente mover a montanha para que seu apartamento fique com vista para o mar, deixe-me explicar uma coisa.

Nunca leia a Bíblia como um papagaio de realejo, aquele que tira a sorte com o bico. A Bíblia não é um jogo de búzios feito de versículos soltos, que você chacoalha e lança para ver o que dá. Não é um livro de adivinhações. Para compreendê-la é preciso levar em conta o texto e o contexto em sua totalidade.

Outras passagens mostram que a oração, para ser atendida, deve estar em conformidade com a vontade do Pai. Para saber a vontade do Pai é preciso andar em comunhão com ele e, quando isso acontece, você sabe o que convém ou não pedir, por estar em sintonia com os pensamentos de Deus. Aí sim, tudo o que você pedir ele fará, pois será exatamente o que ele gostaria mesmo de fazer de qualquer modo.

Há vários casos de orações não atendidas, o que demonstra que Deus não está ao nosso dispor. Paulo orou três vezes para ser liberto de algo que o afligia e Deus disse não. O mesmo apóstolo sugeriu a Timóteo que tomasse um remédio caseiro, água misturada com vinho, para sua enfermidade no estômago, ao invés de orar por uma cura mágica. Em uma de suas viagens Paulo é obrigado a deixar seu companheiro Trófimo em Mileto por estar doente.

O Deus da Bíblia não é nem um pouco parecido com aquele deus que é vendido pelos pregadores da prosperidade, que ordenam que Deus lhes obedeça, como se o Criador do Universo estivesse à disposição do homem. Esses pregadores que tentam manipular Deus ao seu bel prazer não fazem idéia de quem é esse que estão tentando manipular. São iguais aos líderes religiosos dos próximos 3 minutos, que não reconhecem a autoridade de Jesus.

#81 Covil de ladroes



Leitura: Mateus 21:12-17
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2MT15B9vA2U

Jesus continua no Templo de Jerusalém e o que vê ali o deixa furioso. Jesus não tratava com dureza as prostitutas, os adúlteros ou coletores de impostos corruptos. Ele veio em graça chamar pecadores ao arrependimento, antes de vir outra vez para julgar aqueles que não o receberam. Mas se existe algo que o deixa indignado é transformar a casa de Deus num negócio.

Ele expulsa de forma tempestiva os comerciantes do Templo, mostrando assim que tem autoridade sobre o próprio Templo. Aquela "casa de oração" tinha sido transformada em "casa de negociação" e covil de ladrões. Esta é a segunda vez que Jesus expulsa os comerciantes do Templo. A primeira aconteceu 3 anos antes, quando iniciou seu ministério.

O problema não está no comércio. As pessoas que visitavam o Templo precisavam comprar animais para os sacrifícios, e os cambistas eram úteis para converter as moedas que os fiéis traziam do exterior para as ofertas. O problema é fazer da casa de Deus em uma grande feira e do próprio Deus um negócio.

Será que é isso o que acontece hoje na cristandade? Não, hoje é muito pior. Os comerciantes da cristandade vendem o próprio Deus, condicionando bênçãos e salvação às ofertas. Vendem Deus numa garrafa, como se fosse um gênio pronto para satisfazer os desejos de riqueza e prosperidade de seus compradores.

Não há nada de errado em você ir a uma livraria comprar bíblias, livros ou música cristã. Transformar Deus e os cristãos em negócio é outra história. O livro de Apocalipse mostra o contraste entre a Igreja, a noiva de Cristo, e a Babilônia, a Grande Meretriz. O testemunho da igreja neste mundo, que deveria ser o de uma noiva fiel, transformou-se no testemunho de uma meretriz.

Experimente ler o livro de Atos e as cartas dos apóstolos para ver se encontra qualquer semelhança com o que vê na cristandade. Não havia pregadores vivendo como milionários à custa do dinheiro dos fiéis. As reuniões dos cristãos não eram shows com platéias histéricas. Não havia imagens, novenas, correntes, fogueiras santas e um sem número de superstições para entreter as pessoas. E o evangelho era pregado para as pessoas serem salvas pela fé em Jesus, para se tornarem membros do corpo de Cristo, não de alguma organização ou denominação.

Quando Jesus voltar, não virá para expulsar os mercadores do Templo. Ele virá para julgar aqueles que pregam, fazem milagres e curas em seu nome como fonte de lucro. Jesus sai dali e nem mesmo dorme em Jerusalém, tamanho o seu desgosto com esse tipo de coisa. Prefere dormir em Betânia. Israel havia se tornado uma figueira sem frutos, como a que ele encontra nos próximos 3 minutos.

#80 O Templo



Leitura: Mateus 21:12-17
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=31couHgHbkg

Após libertar o povo de Israel da escravidão no Egito Deus ordenou que construíssem um tabernáculo, uma tenda, para ser o lugar de adoração em sua peregrinação pelo deserto. Aquela tenda portátil era o único lugar onde os israelitas deviam adorar a Deus.

Quando o povo entrou na terra prometida, Deus ordenou que Salomão construísse um lugar fixo de adoração, o Templo, em Jerusalém. Ali Deus colocou o seu nome, o que equivale dizer que aquele lugar era a representação visível da presença de Deus. Estar ali era estar na presença do próprio Deus. Aquele era o único lugar do planeta reconhecido pelo nome de Deus, o único aprovado por ele. Alguém que construísse um templo ou altar em qualquer outro lugar estaria pecando.

O Templo que Jesus visita neste capítulo 21 de Mateus não é o mesmo construído por Salomão. Trata-se de uma reconstrução, mas que é endossada por Jesus por estar no único lugar que Deus estabeleceu para colocar o seu nome. Esse Templo não existe mais e hoje o seu terreno é ocupado por uma mesquita. Portanto, em nossos dias não existe um lugar físico de adoração que possa ser chamado de Templo. Deus não ordenou a construção de nenhum outro templo.

O Antigo Testamento e os Evangelhos apresentam contrastes importantes em relação às cartas dos apóstolos. Até o livro de Atos Deus estava tratando com Israel, o povo que ele escolheu desde da criação do mundo. A partir do livro de Atos dos Apóstolos Deus passa a tratar com a Igreja, o povo escolhido antes da fundação do mundo, formado por todos os que são salvos pela fé em Jesus.

Para Israel havia um lugar físico de adoração, o Templo de Jerusalém; para a Igreja esse lugar é onde dois ou três são reunidos pelo Espírito Santo em nome de Jesus. Em Israel havia um clero de sacerdotes, alguns pouco privilegiados para entrar na presença de Deus. Na Igreja não há um clero, todos são igualmente sacerdotes com livre acesso à presença de Deus.

A lista de contrastes é interminável, mas já deu para perceber que qualquer local físico de adoração ao qual se dê o nome de "templo" nos dias de hoje não passa de uma triste caricatura da adoração dos judeus. Qualquer designação de um clero ou de sacerdotes, idem. Qualquer nome que identifique os cristãos além do nome de Jesus é também uma afronta ao nome que está acima de todo nome.

Aqui Jesus está antes da cruz, portanto dentro da ordem de coisas estabelecidas por Deus para os israelitas no Antigo Testamento. Mas ele encontra no Templo algo que infelizmente se tornaria uma marca registrada da cristandade dois mil anos depois. É o que você vai ver nos próximos 3 minutos.

#79 O Messias



Leitura: Mateus 21:1-11
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=x1UYUQZFHc8

No capítulo 21 de Mateus Jesus chega ao monte das Oliveiras, nos arredores de Jerusalém, e manda que dois discípulos sigam adiante até encontrarem uma jumenta amarrada com um jumentinho ao lado. O evangelho explica que aquilo era o cumprimento do que tinha sido previsto pelos profetas Isaías e Zacarias:

"Digam à cidade de Sião: Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta".

Os discípulos encontram tudo como Jesus havia previsto, e trazem o jumentinho para ele montar. Observe que aquele animal nunca tinha sido montado, e ninguém ousaria fazer algo assim a menos que estivesse participando de um rodeio. Mas Jesus não apenas sabia da existência do jumento e onde podia ser encontrado; ele também tinha o total controle de tudo.

Afinal, amansar um jumento era fácil para quem era capaz de amansar o mar revolto, curar cegos de nascença e ressuscitar mortos. Quando você vê o poder que Jesus tinha sobre o tempo e o espaço, os elementos e as circunstâncias, os homens e os animais, entende também que sua morte na cruz não foi um imprevisto.

Jesus veio voluntariamente morrer na cruz como um sacrifício pelo pecado. Ele não foi um revolucionário que acabou martirizado, como se os seus planos de mudança do mundo tivessem sido frustrados pela ação do poder político e religioso vigente. Ao contrário, do início ao fim de sua jornada aqui ele sempre esteve no total controle da situação e olhando para a conclusão de sua missão. Se quisesse, ele poderia até ter descido da cruz, mas aí não poderia dizer "Está consumado", como disse, referindo-se ao completar sua obra.

Agora Jesus entra em Jerusalém montado no jumento e é aclamado de modo triunfal. As pessoas lançam ramos de árvores e vestes para forrar o caminho do Messias, o Filho de Davi. O povo reconhece sua glória, clamando, "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!" Em nenhum momento Jesus rejeita esse tratamento, demonstrando assim ser verdadeiramente o Messias esperado.

Obviamente tudo isso acontece pelo poder de Deus, e não por iniciativa das próprias pessoas. Deus quer deixar claro quem Jesus realmente é. Quanto às pessoas... bem, em cinco dias essas mesmas pessoas, nessa mesma cidade, estarão gritando "Crucifica-o! Crucifica-o!". Jesus sabe disso e decide visitar o Templo, o lugar no qual Deus tinha colocado o seu nome e que era o único lugar onde um israelita podia adorar a Deus. Nos próximos 3 minutos você conhecerá o Templo de Jerusalém.

#78 Cegos individuais



Leitura: Mateus 20:29-34
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=GimiLkn5DWI

No final do capítulo 20 de Mateus Jesus sai de Jericó seguido de uma grande multidão e no caminho é abordado por dois cegos. Ao ouvirem dizer que Jesus passava, imediatamente eles começam a gritar: "Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!". Eles não perdem tempo. E se fosse aquela a última oportunidade que tinham para se encontrar com Jesus? E se for esta a sua última oportunidade de se encontrar com ele?

Apesar de cegos eles enxergavam melhor do que os religiosos de seu tempo. Chamar a Jesus de Filho de Davi era reconhecer que ele era o Messias, algo que os fariseus não queriam admitir. Uma coisa fica muito clara aqui: os cegos não fazem parte da multidão, eles se dirigem a Jesus individualmente expondo sua angústia. A multidão pede que os cegos se calem, mas eles não estão nem aí com a multidão.

Muitos seguem a Jesus junto com a multidão achando que têm visão. Outros se reconhecem cegos, mas enxergam quem Jesus realmente é. Você não será salvo seguindo a multidão ou as tradições religiosas que recebeu de seus pais. A salvação é individual, é algo entre você e Deus; algo que começa com o reconhecimento de seu pecado e um clamor por misericórdia.

Aquelas pessoas tentam impedir os cegos do mesmo modo como uma multidão de amigos e parentes tentará manter você longe de Jesus. São pessoas com boas intenções, mas que estão enganadas achando que a salvação você obtém na coletividade de uma religião, como se Deus salvasse no atacado.

Os cegos clamam por misericórdia e Jesus pergunta o que eles querem que lhes faça. A resposta vem sem rodeios: "Queremos que abra nossos olhos". Nada de pompa ou discursos cheios de termos teológicos. Eles tampouco estão preocupados se aquele testemunho público de incapacidade, e a confissão de quem realmente era Jesus, poderia arranhar sua imagem. Eles não têm vergonha de saírem atrás de Jesus clamando por misericórdia.

O que Jesus faz? Manda os cegos se tornarem membros de alguma igreja ou pagarem algum tipo de carnê? Não, ele simplesmente toca seus olhos e imediatamente eles passam a enxergar.

Você já foi tocado por Jesus? Já teve seus olhos da fé abertos para enxergar a beleza do Salvador e perceber o valor de sua morte na cruz como seu substituto? Os cegos curados agora seguem a Jesus, e seus novos olhos terão a oportunidade de ver sua entrada triunfal em Jerusalém. Nos próximos 3 minutos.

#77 Na base da piramide



Leitura: Mateus 20:20-28
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=1rkl05RhUCY

Na continuação do capítulo 20 de Mateus encontramos a mãe de Tiago e João pedindo a Jesus um lugar para seus filhos à direita e esquerda de Jesus em seu reino. Jesus diz que não fazem idéia do que estão pedindo.

"Vocês podem beber o cálice que eu vou beber?", pergunta ele referindo-se ao seu martírio iminente. Os dois respondem que sim, mal sabendo que realmente seriam martirizados. Tiago sofreria a morte de um mártir e João levaria a vida de um mártir, exilado na ilha de Patmos.

Os outros discípulos ficam indignados, provavelmente porque Tiago e João foram mais rápidos em requisitar uma posição. Da primeira vez que Jesus anunciou sua morte, Pedro o interpelou dizendo que isso jamais aconteceria. Da segunda vez os discípulos estavam mais interessados em saber quem seria o maior no reino. Agora eles estão preocupados com as posições que irão ocupar.

Assim é o ser humano, ignorante e indiferente aos pensamentos de Deus. A menos que você tenha o Espírito Santo de Deus habitando em você, o que é recebido pela fé em Jesus, os seus pensamentos nunca serão os pensamentos de Deus. Para responder às pretensões de poder e domínio dos discípulos Jesus aponta para si mesmo, aquele que não veio visando receber algo, mas dar o que tinha de mais precioso: sua vida.

Ao contrário do que acontece no mundo, para Deus as pessoas mais importantes não são as mais poderosas; não são as que estão no topo da pirâmide, onde todos querem estar. Para Deus, importante é quem está na base. Se Jesus não tinha vindo para ser servido, mas para servir, que posição seus discípulos deviam esperar?

Como eu e você, os discípulos acreditavam que os mais fortes, inteligentes e poderosos são os que sobrevivem, vencem e dominam sobre os mais fracos. Na natureza pode até ser assim, mas não nas coisas de Deus. Ali estava um que era o contrário de tudo isso: um fraco e humilde servo de todos; alguém que o mundo em breve veria como um perdedor pendurado numa cruz.

Jesus tinha vindo dar sua vida em resgate por muitos. Já pensou nisso? Um resgate é dado para libertar um prisioneiro. Se você acha que é livre não irá dar valor algum a esse resgate. Mas, se reconhece que precisa de libertação, porém acredita que ela seja obtida por seus próprios esforços, será que entendeu por que Jesus morreu? Observe também que esse resgate é "por muitos" e não "por todos"? Isso mesmo, muita gente vai ficar de fora e espero sinceramente que você não esteja entre esses. Nessa hora é preferível ser como os cegos dos próximos 3 minutos.

#76 O tema recorrente



Leitura: Mateus 20:17-19
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=q44mlqGxU9M

No capítulo 20 de Mateus você encontra Jesus e seus doze discípulos indo a Jerusalém. Ele chama os discípulos em particular para lhes revelar algo, mas o que diz não é novidade. É a terceira vez neste evangelho que ele diz que vai a Jerusalém para ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da lei de Deus, para ser condenado à morte e entregue aos romanos para ser humilhado, açoitado e crucificado.

Muita gente pensa que a Bíblia é um livro de instruções. Algo do tipo "o que devo fazer para ir para o céu". O tema central da Bíblia não é você e nem o que deve fazer. A Bíblia inteira fala de Jesus e do que ele fez. O tema central e recorrente da Palavra de Deus é Jesus, sua morte e ressurreição. É para isso que ele explica que está indo a Jerusalém. Foi para isso que ele veio ao mundo.

Quando o apóstolo Paulo explicou o que é o evangelho em sua carta aos cristãos de Corinto, na Grécia, ele resumiu assim: "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras".

De que Escrituras ele falava? Do Antigo Testamento, já que ainda não existia o Novo. Jesus já era o tema central das Escrituras séculos antes de vir ao mundo. É de Jesus em sua morte que fala cada sacrifício de animal inocente encontrado no Antigo Testamento, começando pelo primeiro: Deus sacrificando um animal para, com sua pele, cobrir o pecado de Adão e Eva.

Veja os Salmos, por exemplo. Muita gente lê como se fosse um livro de orações, mas o texto assume uma nova perspectiva quando é lido como a expressão dos sentimentos, sofrimentos e glórias de Jesus.

O Salmo 23, aquele que diz "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará...", só existe porque antes vem o Salmo 22, que diz: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?... sou motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo... lançam insultos contra mim... a minha língua gruda no céu da boca... homens maus me cercaram... traspassaram minhas mãos e meus pés... sortearam minhas vestes..." Sim, é Jesus dizendo isso mil anos antes de vir ao mundo.

O que a morte e ressurreição de Jesus significam para você? Será que isso é a coisa mais importante do mundo para você? Tomara que sim, pois pelo jeito os discípulos não davam a mínima para isso, pelo menos a essa altura dos acontecimentos. Nem bem acabam de ouvir Jesus anunciar sua própria morte e eles já estão preocupados em saber quem ocupará as melhores posições no reino de Jesus. Não acredita? Então veja os próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.