"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#115 O julgamento



Leitura: Mateus 26:57-68
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=g0Ry53gS2KE

O julgamento de Jesus é surreal. Os principais religiosos procuram por falsas testemunhas que possam acusá-lo de algo grave o suficiente para condená-lo à morte. As únicas que trazem uma acusação consistente nada mais fazem do que distorcer o que ele mesmo havia dito: "Destruam este templo e eu o levantarei em três dias".

Seus acusadores não percebiam que Jesus tinha se referido ao seu corpo, o templo de Deus, que morreria e ressuscitaria três dias depois. Não é algo incomum as pessoas distorcerem as palavras de Jesus para encaixá-las em seus próprios pensamentos, ou então por não entenderem seu sentido. Em 1 Coríntios capítulo 2 o apóstolo Paulo explica que é impossível entender a Palavra de Deus se não for pelo Espírito de Deus.

O profeta Isaías havia predito que o Messias se comportaria como ovelha muda diante de seus tosquiadores, e é assim que ele permanece até o sumo sacerdote colocá-lo sob juramento, como é feito nos tribunais de hoje: "Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos!"

Jesus responde: "Tu mesmo o disseste". E vai além: "Digo a todos vós que chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo Poderoso e vindo sobre s nuvens do céu". O sumo sacerdote, conhecedor das Escrituras que era, não podia deixar de se lembrar do que havia sido dito pelo profeta Daniel:

"Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído".

Indignado, o sumo sacerdote anuncia que as palavras de Jesus o condenavam por blasfêmia. Ele devia ser morto. Então os demais membros do conselho passam a cuspir no rosto de Jesus e a espancar aquele Homem de mãos atadas, que não era ninguém menos do que o Senhor do Universo, o criador da saliva daqueles que cuspiam e dos punhos que acertavam sua face.

A expressão "Filho de Deus" geralmente não é compreendida em nossos dias, quando a frase "eu também sou filho de Deus" pode ser ouvida da boca de qualquer um. Mas nenhum israelita no Antigo Testamento ousaria dizer tal coisa. Eles sabiam que eram criaturas de Deus, não filhos. Lendo o evangelho de João você aprende que os judeus consideravam a expressão "Filho de Deus" equivalente a alguém dizer ser igual a Deus.

Portanto temos aqui Jesus, sob juramento, afirmando ser igual a Deus e conectando sua pessoa ao Messias esperado por Israel. Aqueles judeus não podiam ficar indiferentes. Ou eles aceitavam estar diante de Deus na forma humana, ou cuspiam em seu rosto. E você, de que lado vai ficar. Nos próximos 3 minutos Pedro escolhe de que lado quer ficar.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.