"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#142 O vento invisivel



Leitura: João 3:8-13
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=bQoAWTGkJFE

Se Jesus usou a água para simbolizar a ação da Palavra de Deus no novo nascimento, agora ele usa o vento como figura daquele que é nascido do Espírito Santo. Lembre-se de que ele está falando de um novo nascimento espiritual, gerado de cima para baixo, de Deus para o homem, e não de um renascimento da velha vida natural que trazemos em nós, nem tampouco do velho corpo de carne. “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”, por isso nem pense nisso como uma suposta reencarnação.

O novo nascimento é um ato soberano de Deus, não uma decisão do homem, e sem ele é impossível ao homem crer em Jesus. Em Efésios Paulo explica que o homem está espiritualmente morto em seus delitos e pecados. Coloque uma tonelada de pedras sobre um morto e nada acontecerá. Ele não sentirá o peso e tampouco será capaz de movê-lo ou terá qualquer desejo de fazer isso. Ele está morto.

Olhe para o ser humano como morto espiritualmente e você entenderá por que ele não sente a tonelada de pecados que pesa sobre si e nem tem qualquer desejo de se aproximar de Deus. Não há como fazer nem uma coisa, nem outra. É preciso uma intervenção divina que injete vida nesse homem morto para ele sentir o peso de seus pecados e clamar a Deus por libertação. Como isso acontece? Ninguém sabe, ninguém viu.

“O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Isso é o mais longe que podemos chegar para entender o novo nascimento. Sua ação é tão invisível quanto o vento, mas podemos ver os resultados naquele que nasceu de novo. A mudança é real. Nicodemos, porém, continua achando que Jesus está falando de um acontecimento físico, que pode ser analisado pela lógica racional de uma mente natural. Não pode.

Ele continua sem entender, e ganha, por assim dizer, um puxão de orelha: "Tu és mestre em Israel e não entendes estas coisas?" A resposta mais simples é "Não", porque Nicodemos ainda precisa nascer de novo. Ele até entende que o Messias deve vir e estabelecer seu Reino, mas não como isso acontece, ou como uma alma é transformada para poder participar desse Reino. Jesus deixa de lado o Reino e outras coisas terrenas e passa agora a falar de coisas celestiais. Mas quem tem autoridade para falar das coisas celestiais?

Somente alguém que tenha livre trânsito entre o céu e a terra -- alguém que não fosse levado para o céu, mas tivesse o poder de subir de moto próprio sempre que desejasse; alguém pré existente, que não apenas nascesse aqui, mas descesse para nascer aqui; alguém que seja Deus onipresente, para estar no céu ao mesmo tempo que está diante de Nicodemos -- tem autoridade para falar das coisas celestiais. Porque "ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu". Nos próximos 3 minutos vamos aprender o significado da serpente de bronze, cuja história Nicodemos já conhece do Antigo Testamento.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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