"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#178 Os falsos mestres



Leitura: João 7:18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1NcW3Lkz0yc

Todos nós gostamos de falar de nós mesmos. Falamos de nosso trabalho, de nossos filhos, de nossos talentos e até de nossos problemas e defeitos para chamar atenção. Eu e você somos assim, imperfeitos e loucos por admiração, piedade ou bajulação. Somos como Caim, que matou seu irmão Abel: não queremos que o nosso nome seja esquecido.

Caim construiu a primeira cidade e colocou nela o nome de seu filho para perpetuar sua descendência. Depois do dilúvio foi construída a torre de Babel para perpetuar o nome do ser humano neste mundo. Sadam Hussein tentou reconstruir Babilônia gravando o seu próprio nome em cada tijolo. O Salmo 49 diz que o insensato acha que vai viver perpetuamente e dá às suas terras o seu próprio nome. É por isso que temos ruas, praças e cidades com nomes de pessoas importantes.

"Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro e não há nele injustiça". Jesus diz isso no capítulo 7 de João, condenando a exaltação própria É claro que quando enviamos um currículo ou uma proposta de trabalho precisamos falar de nós mesmos, pois quem nos contrata quer conhecer nossas habilidades. Nas coisas de Deus isso não tem lugar. Jesus disse que dentre os homens ninguém era maior do que João Batista. No entanto, João diz de si mesmo: "Importa que Jesus cresça e eu diminua".

Nas cartas às sete igrejas em Apocalipse, Filadélfia não fala nada de si mesma, mas Jesus fala muito bem dela. Por outro lado, Laodiceia dá um grande testemunho de si mesma, dizendo-se rica e abastada, mas Jesus a chama de desgraçada, miserável, pobre, cega e nua. Na Bíblia há homens e mulheres admiráveis pelo serviço que prestaram a Deus, mas são os outros ou o próprio Deus que dão testemunho deles.

Gabar-se de seus feitos, buscar a própria glória e exaltar o próprio nome é o inverso do que Jesus faz. Ele foi o único que não buscou fama. Apesar de ser Deus, ele viveu aqui como um servo, um Homem perfeito, sem pecado ou qualquer imperfeição de caráter. Ele, o único que realmente podia falar de si mesmo, que podia buscar a própria glória e exaltar o próprio nome, buscou aqui tão somente a glória do Pai que o enviou. Um verdadeiro embaixador nunca promove a si próprio.

Hoje é fácil identificar um falso mestre: ele fala de si mesmo, se gaba de suas obras, e busca seguidores que o apoiem, admirem e se submetam à sua vontade. Você tem seguido alguém assim?

Nos próximos 3 minutos Jesus fala daqueles que usam a Palavra de Deus para negarem... a Palavra de Deus!
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.