"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#166 A obra de Deus



Leitura: João 6:27-29
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=eOUI4N69oZ0

O que você pretende da vida? Se você for jovem, é provável que pretenda estudar ou terminar o curso que está fazendo. E depois? Ter uma profissão e ser bem-sucedido nela, penso eu. E depois? Talvez encontrar seu par perfeito. E depois? Constituir família e ver seus filhos crescerem e também se realizarem. E depois? Se aposentar, talvez, viajar, ver seus netos. E depois?

Depois a morte. Se você acha que o ser humano não passa de uma feliz combinação de moléculas, deve ser frustrante viver assim. Afinal, todas as coisas que você planejou, como estudar, trabalhar e constituir família, pareciam ter um propósito, mas sua vida, como um todo, não! Ela não será mais que um tique no relógio do tempo universal. Você e todos os seus esforços, planos e aspirações irão virar literalmente pó.

Mas digamos que você seja daqueles que acreditam sim que existe algo depois da morte, porém prefere não pensar nisso. Será que você é igualmente relapso quando o assunto é investir seu dinheiro? Não, você procura no mínimo saber se está investindo num negócio seguro para não jogar fora alguns anos de trabalho suado. E o que dizer do investimento de toda a sua vida?

Jesus diz: "Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, colocou nele o seu selo de aprovação". Jo 6:27 Três pontos importantes aí: Primeiro, tudo o que você faz nesta vida é passageiro; segundo, existe uma vida eterna e, terceiro, ela é recebida do Filho de Deus, Jesus, o qual Deus aprovou.

Preocupado com isso, é provável que neste ponto você faça a mesma pergunta que é feita a Jesus no capítulo 6 do evangelho de João: "O que precisamos fazer para realizar as obras de Deus?". Jesus responde: "A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou". Sabe o que chama minha atenção nesta passagem? Que eles perguntam de "obras", no plural, e Jesus responde de uma "obra", no singular.

Se você for do tipo que se preocupa com a eternidade e está disposto a fazer um milhão de coisas para Deus, esta é a boa notícia: Deus não requer de você coisa alguma além de crer em Jesus, que morreu na cruz em seu lugar para pagar pelos pecados que você cometeu. Após crer nele Deus usará você como instrumento para as obras que ele preparou de antemão. Você não receberá a vida eterna por tê-las praticado, mas irá praticá-las por ter recebido, de graça, a vida eterna.

Trabalhar a vida inteira sem se preocupar com o que vem depois é tão inútil quanto trabalhar a vida inteira achando que isso lhe dará o direito de merecer a vida eterna. Já ouviu falar em graça? Pois é, desde quando algo recebido de graça é pago por algum tipo de esforço?

Nos próximos 3 minutos os incrédulos judeus voltam a bater na tecla dos sinais e milagres.

#165 Satisfacao e' ter a Cristo



Leitura: João 6:25-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=eogVWfXD1EY

Depois de fazer muitos milagres, Jesus é seguido por uma multidão mais interessada em comida do que em Deus. Ele diz àquelas pessoas que elas o procuravam, não porque viram os milagres, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitas. Era evidente que se outro oferecesse um pão mais gostoso elas não iriam atrás de Jesus.

O objetivo dos sinais e milagres não era dar uma vida confortável àquelas pessoas, com saúde permanente, pão de graça e alguns sermões da montanha cheios de palavras bonitas para entreter o intelecto. O objetivo dos milagres era demonstrar que o Messias, o Criador e Mantenedor de todas as coisas, estava bem ali no meio deles.

Você já parou para pensar nos motivos que levam você a buscar por Jesus? Você decidiu ir a ele para ter uma mesa farta e saúde permanente para aproveitar esta vida? Ou quem sabe seu interesse está em poder comprar tudo que atrair seus olhos? Ou será você o tipo intelectual, que lê a Bíblia para aumentar seus conhecimentos e ser admirado por isso.

Quando Eva olhou para a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden, seu fruto lhe pareceu agradável ao paladar, atraente aos olhos e desejável para se obter discernimento. A primeira carta de João chama isso de cobiça da carne, cobiça dos olhos e soberba da vida.

Quando Jesus foi tentado, Satanás o desafiou a transformar pedras em pães para saciar sua fome. Também procurou encher seus olhos com a visão da glória e riqueza dos reinos deste mundo. O desafio para que Jesus se jogasse do alto do templo lhe daria a oportunidade de provar que era o tal, pois os anjos voariam para socorrê-lo.

Em tudo isso existe sempre a mesma promessa do diabo de satisfazer as necessidades da carne, dos olhos e de fazer a pessoa sentir-se importante. Acaso não é a mesma ladainha que você escuta no rádio e na TV? Muitos fingem pregar o evangelho, quando na verdade simplesmente repetem as tentações do Jardim do Éden. E muitos fingem escutar o evangelho, quando na verdade estão dando ouvidos às suas próprias cobiças.

É claro que Deus atende as orações feitas segundo a vontade dele, mas o foco não deve estar na resposta a essas orações ou em nossa pessoa, mas na Pessoa de Jesus. Tiago escreveu: "Vocês cobiçam coisas, e não as têm... porque não pedem, e quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres". A cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida nos atraem quando Jesus não é suficiente para o nosso coração.

Paulo escreveu aos Filipenses: "O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas riquezas em glória em Cristo Jesus". Quem suprirá? Deus. Quantas necessidades? Todas. Com quê? Com suas riquezas em glória. Em quem você encontra isso? Em Jesus. Se ele não for suficiente para você, nada mais será.

Nos próximos 3 minutos Jesus nos ensina com que devemos nos ocupar.

#164 Jesus no Antigo Testamento



Leitura: João 5:45-47
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=n63r6yV6F2I

Jesus não acusa os fariseus, que o interrogam e querem matá-lo por ter curado um homem no sábado. E nem precisa acusá-los, já que há outro que os acusa: Moisés. Os judeus dizem seguir os escritos de Moisés, os cinco primeiros livros da Bíblia conhecidos como Torá, e são esses mesmos escritos que apontam contra eles o dedo acusador.

Jesus diz a eles: "Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito". Mas o que Moisés teria escrito a respeito de Jesus? Muita coisa. O livro de Gênesis começa falando de Jesus: "No princípio Deus criou os céus e a terra". Onde está Jesus ai? Na palavra "Deus", tradução usada para o original hebraico "Elohim".

Acontece que "Elohim" é o plural do singular "Eloha", que significa Deus ou divindade. Por que Moisés escreveu "Elohim", plural, e não "Eloha", singular? Uma tradução ao pé da letra ficaria mais ou menos assim: "No princípio as divindades criou os céus e a terra". Eu sei, é errado dizer "as divindades criou", mas é isso que o texto original diz. É como se uma pluralidade de Pessoas executassem uma única ação de criar. Você já ouviu falar em Pai, Filho e Espírito Santo?

Moisés, inspirado por Deus, continuou falando de Jesus de diversas formas nos livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Muitas coisas e personagens descritas por Moisés são também tipos ou figuras de Jesus, começando por Adão, o homem que Deus coloca sobre toda a sua Criação, e também o animal morto por Deus no Éden para confeccionar vestimentas de peles para os caídos Adão e Eva. Um inocente morria assim para cobrir a culpa dos pecadores.

Outros tipos de Cristo são os animais e oferendas que você encontra na Lei dada por intermédio de Moisés que, por sua vez, é também uma figura de Jesus como libertador. Antes dele, José, que foi vendido por seus irmãos e acabou se tornando vice-rei de todo o Egito, é um exemplo magnífico de Cristo. O tabernáculo ou tenda que os israelitas usavam para adorar a Deus em sua peregrinação no deserto é outro tipo, bem como a arca da aliança. Ok, sua lição de casa agora é ler o Antigo Testamento procurando descobrir Jesus em suas páginas.

Existem também mensagens diretas saídas da pena de Moisés anunciando a vinda de Jesus, como as que aparecem nos capítulos 15 e 18 de Deuteronômio. O ponto principal, porém, é que Jesus exige coerência da parte daqueles judeus, ao dizer: "Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?".

A mesma pergunta pode ser feita aos que se dizem cristãos e não creem nos escritos de Moisés. Se você acredita na teoria da evolução e não na criação que Moisés descreveu, como pode crer no que Jesus diz? Se você não crê no que Moisés escreveu sobre adorar imagens, como pode crer em Jesus? Se você não aceita o que Moisés disse sobre não invocar os espíritos dos mortos, como diz que crê nas palavras de Jesus?

#163 Quatro testemunhos



Leitura: João 5:31-44
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=NYpJyde4Ucc

O Antigo Testamento diz que para um testemunho ser válido é necessário ter no mínimo duas testemunhas. Por isso Jesus diz que se ele der testemunho de si mesmo o seu testemunho não é válido. Então ele aponta pelo menos quatro testemunhos de sua divindade: João Batista, suas próprias obras, o Pai e as Escrituras.

João Batista deu testemunho da divindade de Jesus ao dizer que "o que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu". Ele se referia, não apenas à primazia de Jesus, mas também à sua precedência no tempo. Apesar de ser seis meses mais novo do que João, Jesus já existia antes dele. João Batista também disse que "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou". E o próprio Jesus afirmou: "Quem me vê, vê aquele que me enviou", e "quem me vê, vê o Pai".

O próximo testemunho que Jesus apresenta de sua divindade são suas obras, as mesmas obras do Pai. Em 1 Coríntios Paulo diz que os judeus pedem sinais visíveis do poder de Deus, enquanto os gregos, ou gentios, buscam sabedoria. Por esta razão a vinda de Jesus para os judeus foi acompanhada de obras miraculosas do poder de Deus, mas Jesus foi rejeitado mesmo assim, provando que não basta ver para crer.

Em seguida Jesus fala do testemunho do próprio Pai: "O Pai que me enviou, ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz, nem viram a sua forma". Isto coincide com o testemunho de João Batista, de que "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou".

Finalmente vem o testemunho das Escrituras, que nos tempos de Jesus se limitavam ao Antigo Testamento. Aqueles fariseus e escribas estudavam cuidadosamente as Escrituras por acreditarem encontrar nelas a vida eterna, sem perceber que elas testificavam de Jesus.

Agora Jesus revela o real motivo de não ser recebido pelos judeus: "Vocês não querem vir a mim para terem vida". Era tudo uma questão de vontade, de querer, o mesmo obstáculo para todo ser humano. Nós, por natureza, não queremos ir a Jesus para termos vida eterna, e foi por isso que ele explicou a Nicodemos um pouco antes que era necessário nascer de novo, nascer do alto, tornar-se nova criatura.

Por não terem o amor de Deus, os judeus receberiam qualquer um que viesse em seu próprio nome. Eles amavam a si mesmos e gostavam de bajular outros homens e serem bajulados por eles. Todos nós somos assim. Mas Jesus, que não veio buscar glória ou aplausos, como se fosse uma celebridade qualquer, não interessava àqueles fariseus, incapazes que eram de enxergar Jesus nos escritos de Moisés.

Mas o que Moisés teria escrito de Jesus? Veja nos próximos 3 minutos.

#162 O gabarito de Deus



Leitura: João 5:30
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=WEvxRXMCKYY

Jesus diz: "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou".

Não poder fazer coisa alguma de si mesmo pode parecer incapacidade. Mas lembre-se de que um pouco antes Jesus revela que tudo quanto o Pai faz, o Filho também faz, portanto aqui se trata de onipotência aliada a dependência.

O ser humano pecou quando decidiu ser independente de Deus, e isso foi sua ruína. Temos agora diante de nós um Homem perfeito, Jesus. Tão perfeito e dependente do Pai, que não existe entre ele e o Pai uma fresta sequer de separação. Se Deus quisesse nos mostrar como deve ser o homem perfeito, quem você acha que ele usaria como protótipo?

Infelizmente não somos assim. Por natureza nascemos separados e independentes de Deus. Por mais que a palavra "independência" tenha uma conotação positiva na sociedade atual, ser independente de Deus é a pior desgraça que podia nos acontecer. Se você nunca entendeu exatamente o significado da palavra "pecado", aqui vai: pecado é independência de Deus; é fazer a própria vontade.

Com base na afirmação de Jesus já deu para perceber que ele não tinha pecado e nem podia pecar. Para pecar ele precisaria ser independente do Pai, o que era tão moralmente impossível quanto é fisicamente impossível que gêmeos siameses caminhem em direções opostas. “Eu e o pai somos um”, diz Jesus em outra ocasião. Ele é tão Deus quanto o Pai e o Espírito Santo.

Agora pense nisto: o gabarito ou padrão para Deus aceitar alguém no céu é Jesus, o Homem perfeito. A menos que você seja 100% como Jesus, não há chances de entrar lá. É por isso que na carta de Paulo aos Romanos ele fala de sermos justificados gratuitamente pela graça de Deus e pela redenção que há em Cristo Jesus. Para ser justificado é preciso que você tenha algo ou alguém que o justifique.

Quando você presta vestibular, sua nota é o que irá justificar ou não seu ingresso na faculdade. A escola estipula um gabarito que você precisa atingir como justificativa de que sabe o suficiente para estudar ali. No vestibular do céu você não passa se não atingir o gabarito de Deus que é Jesus, o Homem perfeito. Isso reduz suas chances de admissão para zero.

Mas você há de concordar que se o histórico ou currículo de Jesus valesse para você seria imediatamente aceito na presença de Deus. E assim é. Ao crer nele você é purificado de seus pecados e, como diz em Romanos, é gratuitamente justificado. Deus irá enxergar você através de Jesus, o Homem perfeito. As notas que ele tirou passam a fazer parte de seu histórico e você é aprovado.

Mas quem diz isso tudo de Jesus além dele mesmo? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

#161 Duas ressurreicoes



Leitura: João 5:27-29
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mRuLin1roF8

Muita gente rejeita a ideia de um juízo final. É estranho isso, já que todos nós passamos a vida julgando os outros. Julgamos criminosos, julgamos o governo, julgamos os parentes, os amigos... a lista é interminável. Somos juízes por natureza, mas não admitimos que Deus possa nos julgar, como se ele não tivesse direito ou capacidade para tanto. Veja você, julgamos até o próprio Criador!

Jesus é chamado de Filho de Deus por ser igual a Deus, e Filho do Homem por ser igual aos homens, porém sem pecado. Ele é, ao mesmo tempo, Deus e Homem. Eu e você somos apenas humanos e, apesar de conhecermos a natureza humana, não somos oniscientes a ponto de conhecer os pensamentos e motivos das pessoas e podermos julgar perfeitamente. Por ser Deus e Homem, Jesus está apto a julgar os seres humanos, e é o que fará quando voltar.

Então, todos os que estiverem nos sepulcros ouvirão a voz de Jesus e sairão: os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação. Esta passagem parece indicar que a salvação seja recebida como uma recompensa por praticarmos o bem. Se fosse assim, estaria contradizendo a afirmação feita há pouco por Jesus, de que quem ouve a sua palavra, e crê naquele que o enviou, tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida. O que crê passa longe do juízo final.

Considerando que somos salvos pela fé, e não pelo bem que praticamos, os que fizeram o bem, mencionados nesta passagem, são os que foram salvos pela fé em Jesus e passaram a praticar o bem como consequência dessa salvação. Uma vez salvos eles se tornaram instrumentos de Deus. Não foram salvos pelo bem que fizeram, mas fizeram o bem por causa da salvação que receberam. É por isso que há duas ressurreições: uma da vida e outra da condenação.

Os que não aceitarem o perdão que Deus oferece de graça serão julgados e condenados, pois o mal que praticam os condena. E antes que você diga que só pratica o bem, lembre-se de que Jesus irá julgar também os pensamentos. E se ainda assim achar que ele não pode julgar você pelo padrão moral dele, por você não aceitar esse padrão, sua situação continua péssima. Você será julgado também pelo juízo que fez dos outros. Acaso você sempre agiu do modo que exigiu que os outros agissem?

Se você considera injusto Jesus julgar e condenar os pecadores, lembre-se de que ele oferece uma saída, uma salvação que não depende de seu modo de agir, mas unicamente de crer. Você só se encontrará com o Juiz Jesus se não tiver um encontro agora com o Salvador Jesus. Se não existisse esta alternativa você poderia até reclamar, mas ela existe.

Nos próximos 3 minutos Jesus diz que ele, de si mesmo, não pode fazer coisa alguma. Como assim? Então ele não é Deus?

#160 A fonte da juventude



Leitura: João 5:26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=rOQnm637ni4

Conta a lenda que, no século 16, o navegador espanhol Juan Ponce de León viajou ao Novo Mundo em busca da Fonte da Juventude. Ele acreditava que se bebesse de sua água ganharia a imortalidade. Se você fosse Ponce de León, iria querer beber daquela água? Eu não.

No Jardim do Éden, Adão e Eva desobedeceram a uma ordem de Deus e comeram do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Por duvidarem da bondade e fidelidade de Deus, eles caíram na conversa de Satanás e se deixaram enganar pelos desejos da carne, dos olhos e da soberba. Deixaram de fazer a vontade de Deus para fazerem sua própria vontade, e isso fez deles pecadores, mortais e separados de Deus.

Depois de anunciar as consequências do pecado, que além da morte incluíam todas as dificuldades e sofrimentos da raça humana, Deus prometeu enviar alguém para morrer e vencer Satanás. Depois vestiu o casal com uma roupa feita com a pele de um animal, um ser vivo inocente que foi morto para cobrir seres humanos culpados. Aquilo era um prenúncio de que um dia um inocente morreria para salvar o pecador.

Deus expulsou os dois do Jardim do Éden antes que comessem do fruto de outra árvore, a Árvore da Vida, e vivessem para sempre na condição de pecadores. Você iria querer viver para sempre com o mesmo corpo e no mesmo mundo em vive hoje? A imortalidade em um corpo sujeito à dor, doenças e mutilações, não é uma bênção, mas uma maldição. Por um ato de misericórdia Deus não permitiu que Adão e Eva ficassem no Jardim do Éden. A volta só seria possível passando por um querubim empunhando uma espada inflamada, o qual Deus colocou para guardar a entrada do Jardim. Mas passar por aquela espada era morte certa.

A boa notícia é que Jesus passou pela espada inflamada do juízo de Deus, morreu, ressuscitou, e agora quer dar a você vida eterna. A Árvore da Vida no Éden era uma figura de Cristo, o único que tem vida em si mesmo, um atributo divino. É disso que fala o versículo 26 do capítulo 5 do Evangelho de João. Quando você nasceu, recebeu de Deus uma vida com data de vencimento, por você ser descendente de Adão e pecador. Ao crer em Jesus você recebe vida eterna e o direito a um corpo transformado ou ressuscitado quando ele voltar. Morrer, nunca mais!

Que tipo de vida você gostaria de ter? Uma vida sem Deus, preso a um corpo imperfeito e arruinado, ou a vida eterna que está em Jesus, em um corpo ressuscitado e perfeito como o dele? O apóstolo João escreve em sua primeira carta: "Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida". (1 Jo 5:11, 12) É simples assim. Se você tem Jesus, tem vida eterna. Se você não tem Jesus, não tem vida eterna. E se você morrer? Falaremos disso nos próximos 3 minutos.

#159 Da morte para a vida



Leitura: João 5:25
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ob3go6c1zXE

Se Jesus diz que aquele que ouve a Palavra de Deus e crê, tem a vida eterna, não entrará em julgamento, mas passou da morte para a vida, isso significa que essa pessoa deve estar morta. E está, caso contrário não faria sentido passar da morte para a vida. Ele fala da morte espiritual.

No versículo 25 ele diz que "vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que ouvirem viverão". Portanto esse tempo é agora, e aqui ele fala da condição espiritual de todo ser humano: morto em seus delitos e pecados, como Paulo explica muito bem no capítulo 2 da carta aos Efésios.

Quando Deus ordenou a Adão que não comesse do fruto de uma determinada árvore no Jardim do Éden, a questão não estava no fruto ou na árvore, mas em quem tinha dado a ordem. A desobediência levaria à morte, que é a separação da vida e de sua fonte, que é Deus. Como Adão e Eva comeram do fruto, a morte entrou na Criação. Eles e todos os seus descendentes morreram.

Num primeiro sentido essa morte foi a separação de Deus, e ocorreu imediatamente após eles desobedecerem. Depois viria a morte física, outra separação, desta vez do corpo com sua consequente degradação por lhe faltar vida. Todos os seres humanos nascem separados de Deus, em quem está a vida, e também sujeitos à morte física.

Você já parou para pensar que, para Adão, não fazia qualquer sentido dizer que ele morreria se comesse do fruto? A morte era desconhecida no Jardim do Éden e Adão nunca tinha visto uma criatura morta. Portanto, Deus não esperava que Adão obedecesse por medo da possibilidade de morrer. Deus esperava que Adão obedecesse por Deus ser quem ele é.

Do mesmo modo, não é pelo pavor do inferno que você deve crer em Jesus. Também não é pela perspectiva de ser abençoado e morar no céu que você deve crer nele. Ambos os motivos são egocêntricos. Se você crê para escapar da dor do inferno ou para obter o prazer do céu, está pensando em si mesmo e perdendo de vista que deve crer em Jesus por causa de quem ele é: Deus.

Escapar do inferno e ganhar o céu são consequências da conversão, mas não devem ser o motivo dela. Seu motivo, ou o que move você nessa direção, deve ser o próprio Jesus. Se o seu motivo for evitar o sofrimento do inferno e conquistar as bênçãos do céu, Jesus acabará sendo apenas o seu meio, mas não o seu objetivo e fim. No fundo, você não estrá interessado em Jesus, mas em fugir do inferno e em receber vida eterna.

O problema é que não há vida fora de Jesus, e é isso que vamos ver nos próximos 3 minutos.

#158 Os verbos e seus tempos



Leitura: João 5:24
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=C_NgEhcMPNw

Você certamente se lembra das aulas de português, quando aprendeu a conjugar os verbos. Vamos ver se você sabe identificar os tempos dos verbos do versículo 24 do capítulo 5 do evangelho de João:

"Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida".

Há seis verbos nesta passagem, mas nem todos prestam atenção nos tempos. Os verbos "ouvir" e "crer" estão no presente. Isto significa que ouvir a Palavra de Deus e crer são coisas que você pode e deve fazer imediatamente. Ouvir hoje para crer amanhã, nem pensar. A hora é agora. Mas crer em quê?

Jesus diz que é crer naquele que o "enviou", um verbo que está no passado, pois fala da vinda de Cristo há dois mil anos. Inclui crer em Deus, em Jesus, que Deus enviou, e obviamente nos dois principais momentos de sua vinda: sua morte e ressurreição. Muito bem, agora você não pode alegar não ter ouvido. Mas será que pode afirmar que crê em Deus e em Jesus na cruz substituindo você no juízo de Deus e derramando seu sangue para limpar todos os pecados que você cometeu e irá cometer?

Como assim irá cometer? Até mesmo os pecados futuros? Bem, se você levar em consideração que o sangue de Jesus foi derramado há dois mil anos, é claro que naquele momento todos os seus pecados ainda eram futuros, pois você nem existia. Então, quando ele morreu para limpar os seus pecados, foi para limpar todos eles. Caso contrário, quem iria limpar os pecados cometidos após sua conversão?

Se você ouviu a Palavra de Deus e creu, o que pode esperar? Repare no tempo do verbo seguinte: "tem a vida eterna". Está no presente. Se você realmente crê, neste exato momento você é um feliz proprietário da vida eterna. Acaso uma vida eterna tem data de vencimento? Não, portanto a vida eterna que você recebe no momento em que crê é sua para sempre.

Vamos ao verbo seguinte: "não será condenado". Ouviu isso? Não será condenado. Quando? No futuro, como o tempo do verbo, quando Jesus julgar todos os seres humanos. E quer saber mais? A tradução literal é "não participará do julgamento". E como poderia, se você acaba de ser perdoado de todos os seus pecados? Nenhum juiz perderia tempo julgando alguém que já teve sua dívida paga e seu crime perdoado. Deus seria injusto se condenasse alguém que teve todos os seus pecados pagos por Jesus.

A confirmação disso está no tempo do último verbo: "passou da morte para a vida". A morte ficou para trás, o juízo deixou de existir para aquele que realmente crê, e a única perspectiva futura é viver com Cristo no céu. Mas para Jesus dizer que a pessoa passou "da morte para a vida", isso quer dizer que ela está morta? Sim, como veremos nos próximos 3 minutos.

#157 Igual a Deus



Leitura: João 5:18-23
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=n7vV04DF8Nw

Ao afirmar que Deus é seu próprio Pai, Jesus deixa claro para os judeus que ele é igual a Deus. Mas suas afirmações não param aí. Ele continua dizendo: "Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente, porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz".

Como podia Jesus ver o que o Pai fazia se não tivesse um acesso contínuo e direto à presença do Pai? O que ele acaba de dizer aos judeus revela que, mesmo estando na terra, ele está ciente de tudo o que acontece no céu. E como ele não apenas conhece todas as coisas que o Pai faz, mas pode também fazer essas mesmas coisas, Jesus está afirmando ser onisciente e onipotente, duas características exclusivas de Deus.

Aqueles judeus já tinham visto Jesus fazer milagres, como curar o homem à beira do poço de Betesda, mas ele promete fazer coisas ainda maiores. O Pai podia ressuscitar os mortos? Jesus podia igualmente vivificar quem ele quisesse. Ele diz ter recebido do Pai o encargo de julgar todos os homens, algo que apenas Deus pode fazer, pois é o único que conhece os pensamentos e motivos do coração. Todavia, aqui são os judeus religiosos que pensam ter o poder de julgar o Juiz de todas as coisas!

Jesus agora revela que a razão do Pai ter dado a ele o poder de julgar todas as coisas foi "para que todos honrem o Filho, como honram o Pai". A ideia de honrar alguém com a mesma honra devida a Deus é absurda para os judeus, pois equivale reconhecer esse alguém como divino. Porém Jesus continua dizendo que "aquele que não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou", o que deixa os judeus em um terrível impasse. Se ele é quem diz ser, então os judeus devem se prostrar aos seus pés e adorá-lo.

Você dá a Jesus a mesma honra devida ao Deus Criador? É bom se acostumar com a ideia de que Jesus é Deus. Se você diz que ama e honra a Deus, mas considera Jesus um mero homem ou algum tipo de mestre iluminado, está negando sua divindade. Não existe cristianismo sem o reconhecimento de que Jesus é Deus encarnado. Considerá-lo menos que isto é enquadrar-se no alerta dado por João em sua primeira epístola:

"Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo". Confessar que Jesus veio em carne é diferente de confessar que Jesus nasceu. Vir em carne implica sua pré existência e divindade como o Filho eterno de Deus. Você crê nisto?

Nos próximos 3 minutos vamos aprender a conjugar seis verbos: ouvir, crer, enviar, ter, ser e passar.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.