"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#228 Em cima do muro - Jo 12:42-43



Leitura: João 12:42-43
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=cLGuo-zFfCo

Qualquer que seja a razão de irmos ou não a Jesus, ela será egoísta. Vamos a ele por estarmos doentes, necessitados ou perdidos, e o evitamos por medo de perder família, amigos ou posição na sociedade. É o caso deste capítulo 12, que diz que "muitos dos principais creram nele, mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus". Hoje diríamos que ficaram em cima do muro.

Em sua salvação não há nada de que você possa se gloriar. Ela vem de Deus, não de você. "Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua [de Deus], criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas". Isso não agrada o ser humano, que adora ser bajulado pelos seus feitos. Para não perderem as regalias que têm em sua religião, alguns judeus aqui creem em Jesus, porém não o confessam como Senhor e Salvador.

Todavia, a Palavra de Deus é bem clara ao afirmar, na carta aos Romanos, que "se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" Rm 10:9-11.

Este capítulo fala dos que não confessavam publicamente sua fé em Jesus por medo de perderem sua posição no arraial da sociedade e religião. Você acha que isso mudou com a Igreja? Os cristãos são feitos da mesma carne que eles, portanto era de se esperar que dessem um jeitinho para que a fé do coração e a confissão da boca pudessem ser exercitadas, sem, contudo, perderem o gostinho da bajulação humana.

Por isso você encontra hoje muitos grupos de cristãos que criaram seus próprios meios de garantir um recheio para o ego. Primeiro, os dons como evangelista, pastor e mestre - que não são a mesma coisa que talentos como a habilidade de cantar, falar ou escrever - viraram títulos honoríficos como os que usamos para autoridades civis e militares.

Depois foram criados cargos eclesiásticos como diretor disso e presidente daquilo. Até mesmo títulos como "Reverendo", que a Bíblia só usa para Deus, passaram a ser usados por homens comuns e foram criados cursos de teologia que concedem títulos honrosos como "Doutor em Divindade". O ego adora essas coisas.

Não se engane: Jesus não teve qualquer honraria no arraial do judaísmo. Ele só experimentou desonra, vergonha e desprezo. Hoje existe igualmente uma espécie de "arraial da cristandade", e a admoestação de Hebreus 13 vale para nós também: "Saiamos até ele [Jesus], fora do arraial, suportando a desonra que ele suportou".

Nos próximos 3 minutos saiba por que é impossível que alguém creia em Deus sem crer em Jesus.

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#227 Luz e trevas - Jo 12:34-41



Leitura: João 12:34-41
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_iqwXQ0SKeU

Os judeus, familiarizados com as Escrituras, estão intrigados com as declarações de Jesus. Eles sabem que o Filho do Homem permanecerá para sempre. Então quem é esse Filho do Homem que Jesus insiste em dizer que será levantado para morrer?

No capítulo 7 de seu livro, Daniel fala do Filho do Homem que viria do céu para ter um domínio eterno sobre todos os povos. Esse Filho do Homem é Jesus, o Cristo ou Messias, que apesar de assumir a condição humana, não nasceu neste mundo como um ser humano comum. Ele veio em carne, porque já existia antes de vir.

Nos evangelhos Jesus usa a mesma expressão "EU SOU" que Deus usou ao se apresentar a Moisés. A expressão significa aquele que tem em si mesmo a existência, independente das coisas criadas. Em Apocalipse, Jesus se apresenta como o "Alfa e o Ômega", primeira e última letra do alfabeto grego, e também como "aquele que é, que era, e que há de vir, o Todo Poderoso", títulos que obviamente só cabem a Deus.

O profeta Isaías previu que o Messias nasceria de uma virgem e seria chamado de Emanuel, que significa "Deus conosco". É assim que Jesus é chamado no primeiro capítulo do evangelho de Mateus. Juntando tudo você entenderá por que João, em suas epístolas, refere-se a Jesus, não como aquele que nasceu, mas como o que veio em carne. Diferente de apenas nascer, a expressão "vir em carne" denota pré-existência.

Em sua primeira epístola, João alerta que "todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo". Hoje somos constantemente bombardeados por livros, filmes e programas de TV promovendo a espiritualidade e a comunicação com os espíritos. O que dizem esses "espíritos"? Que Jesus é um espírito elevado, evoluído, reencarnado etc.

Porém, o apóstolo João termina sua primeira epístola dizendo a respeito de Jesus: "Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna". De que mais você precisa para renegar como satânica toda doutrina ou filosofia que negue a divindade de Jesus? Ainda que ela venha até você com o nome de evangelho, Paulo nos alerta em sua carta aos Gálatas com todas as letras: "Ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!".

Em João 12:35, Jesus alerta os judeus que a luz estará entre eles só por um momento. Se não receberem a Jesus tal qual ele é - Deus e Homem - só lhes restam trevas. Após avisá-los, Jesus se esconde deles. A pior coisa que pode acontecer a alguém é não ser mais capaz de encontrar a luz, após ter sido exposto ela. Para estes vale o que Isaías disse: "Cegou os seus olhos e endureceu os seus corações, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure".

Nos próximos 3 minutos alguns decidem ficar em cima do muro.

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#226 O juizo do mundo - Jo 12:27-33



Leitura: João 12:27-33
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=muGtdFPFWxU

Embora sem pecado, Jesus compartilha dos sentimentos humanos. Em João 12:27 ele diz: "Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas para isto vim a esta hora". Quem poderia imaginar que o Filho de Deus viria em carne para ser o "Emanuel" ou "Deus conosco"? Que sentiria fome, sede e cansaço, e seria atribulado pela perspectiva da cruz? Da próxima vez que você reclamar que não é amado por Deus, pense nisto.

Ao invés de orar para ser livre da morte, Jesus ora para que o nome do Pai seja glorificado. A resposta é imediata. Uma voz do céu diz: "Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei". O nome do Pai foi glorificado pela vida perfeita de Jesus neste mundo. Agora seria mais uma vez glorificado pelo sacrifício perfeito do Cordeiro de Deus.

O destino do mundo é selado: os homens pregarão o Cristo numa cruz na maior prova de ódio e rejeição contra o Criador. Você ainda acredita na humanidade e espera um mundo melhor pelo esforço conjunto da sociedade? Na crucificação o esforço conjunto da sociedade uniu todos contra Jesus: religiosos, políticos e até ladrões.

O mundo é culpado de ter rejeitado Jesus. Os judeus, em particular, atraem sobre si a maldição que pronunciaram em Mateus 27:25: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos". Assim tem sido desde então. E Jesus avisa que "será expulso o príncipe deste mundo", declarando a cabal vitória contra Satanás. Na cruz a serpente teria a cabeça esmagada pelo calcanhar ferido da semente da mulher, conforme Deus prometera no jardim do Éden.

Mas se Jesus morreu e ressuscitou, e se Satanás foi derrotado, por que as coisas continuam como estão e Cristo ainda não voltou? Vamos deixar que Pedro responda em sua segunda epístola:

"Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios. Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada... Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça".

Se você ainda não creu em Jesus como seu Salvador, é a paciência de Deus que está retendo o juízo por amor de você. Talvez você seja o último passageiro para o céu. Se você já foi salvo por Jesus, pode estar aqui para testemunhar ao último que irá crer.

Nos próximos 3 minutos a luz está prestes a se apagar.

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#225 Vamos fechar



Leitura: João 12:23-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ZRyBBQxGuCA

Já aconteceu de você estar em um lugar e ouvir alguém dizer: "Saiam todos porque vamos fechar"? É mais ou menos o que vemos a partir de João 12:24: "Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida a perderá, e quem neste mundo odeia a sua vida, a guardará para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo".

Para não voltar sozinho ao céu, Jesus deve morrer, colocando assim um ponto final na primeira Criação. Em Romanos 5:14 o primeiro Adão é chamado de "figura daquele que havia de vir". Jesus é o Homem segundo o plano original de Deus, é o "último Adão". Jesus, o Filho Eterno de Deus, veio em carne, porém sem herdar o pecado e a corrupção que caiu sobre ela. Ele se colocou temporariamente numa condição menor que a dos anjos. O primeiro homem veio da terra e recebeu vida física. O segundo Homem veio do céu e dá vida eterna.

Ao associar-se à primeira Criação, Jesus glorificou a Deus como Homem perfeito. Com sua morte ele resolveu de uma vez por todas a questão do pecado, e por isso é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mesmo que ninguém fosse salvo, seu sacrifício teria tirado o pecado do mundo, removendo aquilo que manchou a Criação original. Agora ele está prestes a morrer, ressuscitar e ser glorificado como "as primícias" da nova Criação. No que diz respeito à primeira Criação, sua obra traz a mensagem: "Saiam todos porque vamos fechar".

Leia 1 Coríntios 15, do versículo 35 em diante, para entender. Lá você encontra sempre duas coisas, uma da Criação original, outra da nova Criação. Tem o grão de trigo e a planta do trigo; tem corpo semeado em corrupção e corpo ressuscitado em incorrupção; corpo natural e corpo espiritual; o primeiro Adão, feito alma vivente, e o último Adão, Cristo, feito espírito vivificante; o homem terreno e o homem celestial; o corpo mortal e o corpo revestido da imortalidade.

Em João 12 o grão de trigo está prestes a morrer para colocar um fim ao homem em sua condição terrena, e ressuscitar, para revelar o homem na nova Criação. Aquele que crê em Jesus subirá ao céu à semelhança dele, em um corpo de carne e ossos, porém incorruptível e imortal. Os novos céus e a nova terra pertencem ao estado eterno, o "grand finale" do qual a Bíblia quase não fala. Jesus diz: "Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo".

A Criação original, de corpos terrestres, mortais e corruptíveis, está com os dias contados. Mas Deus já providenciou uma baldeação segura para a nova Criação em corpos ressuscitados, incorruptíveis e imortais. "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas" 2 Co 5:17.

E você está em Cristo pela fé nele? Então como é que continua aqui? A resposta você verá nos próximos 3 minutos.

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#224 Um Homem na gloria



Leitura: 1 Coríntios 15
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6spl-VcnNuA

Se, por um lado, os católicos transformaram São Francisco de Assis em garoto propaganda de uma vida despojada, os protestantes europeus, influenciados por Rousseau, partiram para o Novo Mundo acreditando que o lugar do cristão era nas fazendas, longe do burburinho das cidades. Ambos desenvolveram a ideia de que o mundo material é intrinsecamente ruim, e que tudo o que é etéreo e intangível é bom.

Por causa desse engano, qualquer coisa vestida de espiritualidade é hoje engolida como boa, e cristianismo virou sinônimo de espiritual, etéreo e intangível. Mas o que Deus pensa do mundo material? No relato da Criação, em Gênesis, a frase "viu Deus que era bom" é repetida cinco vezes, sempre falando de coisas materiais. No final "viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom".

Portanto o problema não está na matéria, mas no pecado que a corrompe. Se o mundo material fosse intrinsecamente maligno, o Filho de Deus jamais teria assumido a forma humana. No entanto, 1 Timóte0 3:16 afirma que "Deus se manifestou em carne". Depois de ressuscitado, Jesus reencontra os discípulos em seu corpo material e deixa claro não se tratar da materialização de um espírito desencarnado. Lucas descreve esse encontro com estas palavras:

"Eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele [Jesus] lhes disse: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés... E disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; o que ele tomou, e comeu diante deles". Lc 24:37-43

O evangelho de João acrescenta que Jesus diz a Tomé que coloque o dedo em sua mão varada pelo prego e no seu lado furado pela lança do soldado. As cicatrizes eram reais e acompanharão Jesus por toda a eternidade. Por isso em Apocalipse 5 ele é visto no céu como "um Cordeiro como havendo sido morto".

Foi com seu corpo humano e material, embora transformado, que Jesus subiu ao céu diante dos olhos dos discípulos. Se você acha que ele permaneceu na forma humana só até subir, voltando a ser um espírito no céu, precisa ler Colossenses 2:9. Ali diz que, em Jesus ressuscitado e glorificado, "habita corporalmente toda a plenitude da divindade". O verbo "habitar" está no presente, e corporalmente significa em um corpo humano de carne e ossos no céu.

Mas para isso Jesus precisou morrer, e é para os momentos que precedem sua morte que voltaremos nos próximos 3 minutos.

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#223 Morte e ressurreicao



Leitura: 1 Coríntios 15
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JZViI9-sNqw

Para entender como a morte e ressurreição de Jesus são essenciais ao cristianismo, leia o capítulo 15 de 1 Coríntios. Ali o apóstolo Paulo resume o evangelho da seguinte forma: "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras... foi sepultado... e foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras".

Primeiro, o evangelho ou "boas novas" está em conformidade com as Escrituras, neste caso aquilo que hoje chamamos de Antigo Testamento que os judeus já conheciam. Segundo, a morte e ressurreição de Jesus são inseparáveis. Não há como você crer numa sem crer na outra.

Isto traz duas implicações importantes: uma é que não há outra forma de você se livrar de seus pecados a não ser pelo sangue de Cristo. Qualquer esforço seu, como caridade, sofrimento ou rezas, não podem salvá-lo, a menos que você duvide do que a Bíblia diz. E o que ela diz?

Em 1 Timóteo diz que "Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores", e ele deixou isso muito claro quando afirmou: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; NINGUÉM vem ao Pai, senão por mim". Todos os caminhos podem levar a Roma, mas só um leva ao Pai: JESUS. Só ele morreu como substituto do pecador; só ele levou sobre si os nossos pecados, e só ele ressuscitou para nossa justificação. Ou você acha que ele mentiu ao afirmar ser o único caminho que leva ao Pai?

Em Atos 4 diz que "em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos". Em 1 Timóteo diz "que há um só Deus, e um só Mediador [ou Intermediário] entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem", portanto nem Maria nem outros santos poderão servir de intermediários entre você e Deus.

Mas muita atenção aqui: é Cristo Jesus HOMEM o único mediador entre você e Deus. Não se trata de um ser angelical ou etéreo, mas de um Jesus que agora está no céu, glorificado em seu corpo humano de carne e ossos. A dificuldade que alguns têm de aceitar isto é por terem sido criados achando que a matéria é intrinsecamente ruim. Mas essa ideia foi emprestada da filosofia grega e também das religiões orientais, e depois divulgada pelos monges e ascetas.

Porém não havia monges entre os primeiros cristãos. Essa prática surgiu 300 anos mais tarde e criou a falsa ideia de que uma pessoa santa, isto é, separada para Deus, deveria viver longe de tudo e de todos. Escrevendo de Roma, Paulo termina sua carta aos crentes em Filipos com a frase: "Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César".

César, o imperador, tinha parentes cristãos vivendo no palácio em Roma? Sim. Onde mais estariam? Numa caverna no alto de uma montanha? Nos próximos 3 minutos você aprenderá que a ideia de um cristianismo avesso ao mundo material não é bíblica.

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#222 O grao de trigo deve morrer



Leitura: João 12:23-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=4FqTLXUrXdQ

Se você entender o que Jesus diz no versículo 23 do capítulo 12 de João, verá que ele fala do fim do homem em sua condição terrena. "É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto".

Acompanhe meu raciocínio: Os gregos ou gentios expressam seu desejo de ver Jesus, enquanto os judeus o aclamam como Rei, antes de o entregarem aos romanos para ser morto. Aquela é uma sociedade fundamentada numa tríplice cultura, como mais tarde os dizeres na cruz comprovariam: a frase "ESTE É O REI DOS JUDEUS" foi escrita em caracteres gregos, romanos e hebraicos.

Vivemos numa sociedade que herdou suas crenças religiosas do judaísmo, seja você cristão ou muçulmano. Ao mesmo tempo nossa organização social, política, jurídica e militar é romana em sua essência, e nosso pensamento está impregnado de filosofia grega. E é para esse grego que trazemos em nós que Jesus fala aqui.

Nos tempos do Novo Testamento a filosofia grega ia desde os que queriam aproveitar o aqui e agora até os que acreditavam na imortalidade da alma. Para uns, entregar a própria vida era um desperdício. Para outros, ressuscitar não passava de ficção. Ao falar do grão de trigo que precisa morrer para dar fruto Jesus está falando de sua morte e ressurreição, uma loucura para qualquer grego.

Em Atos 17 os atenienses ficam divididos com o que Paulo diz no Areópago. "Quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez". Alguns creram, mas precisaram abandonar seu pensamento filosófico, pois a ressurreição não cabia nele.

Paulo mostra isso em 1 Coríntios, ao dizer que "a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus". Deus destruiria a sabedoria dos sábios e a inteligência dos inteligentes, tornando louca a sabedoria deste mundo, a mesma sabedoria que os gregos vendiam e a sociedade moderna comprou.

O evangelho nada tem a ver com sabedoria humana, mas com a que é ensinada pelo Espírito de Deus e entendida pelos que possuem a mente de Cristo. A cartada final contra a sabedoria humana acontece no capítulo 15 de 1 Coríntios: "Como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé... Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem".

Ao crer em Cristo você leva o pacote completo que inclui morte e ressurreição. Ontem um Homem morreu em seu lugar para pagar pelos pecados que você cometeu. Hoje esse Homem está no céu, em carne e ossos. É disso que falaremos nos próximos 3 minutos.

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#221 Montado em um jumentinho



Leitura: João 12:12-22
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=07nNNKPFjWE

Voltando ao capítulo 12 do evangelho de João encontramos uma cena diferente. As ruas de Jerusalém estão cheias de peregrinos, quando começa a circular a notícia de que Jesus virá à cidade. A multidão sai para esperar aquele que ressuscitou Lázaro.

Nem mesmo os discípulos, que conheciam as escrituras, percebem que isso é o cumprimento das palavras do profeta Zacarias: "Não temas, ó filha de Sião! Eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta". Aquele que um dia virá montado nas nuvens do céu, agora entra em Jerusalém montado em um jumentinho.

A multidão lança ramos de palmeiras em seu caminho e clama empolgada: "Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor". "Hosana" significa "salva-nos, te suplicamos", mas a salvação que o povo espera é a libertação do invasor romano. Em poucos dias essas mesmas pessoas irão clamar "Crucifica-o! Crucifica-o!" e, depois de coroá-lo com espinhos, darão a ele um trono singular: a cruz.

Ninguém quer um Jesus manso e humilde, mas um Rei poderoso e implacável. O que aqueles judeus não entendem é que Israel tem maior culpa que os romanos, por falhar em ser um testemunho de Deus no mundo. Seiscentos anos antes Deus falara pelo profeta Ezequiel:

"Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações, estando os países ao seu redor; ela, porém, se rebelou perversamente contra os meus juízos, mais do que as nações, e os meus estatutos mais do que os países que estão ao redor dela" Ez 5:5.

Se você se diz cristão, se orgulha de conhecer a Palavra de Deus e sai por aí proclamando "Hosana!" e "Aleluia!" como se fossem palavras mágicas, saiba que aquelas pessoas também faziam isso. Elas queriam um Jesus que as libertasse da opressão, multiplicasse o pão e curasse seus enfermos. Um Jesus talismã da prosperidade.

Talvez você diga que hoje os tempos são outros e os cristãos realmente estão dando um bom testemunho neste mundo. Então eles devem ser diferentes daqueles que Paulo denuncia em 1 Coríntios 5 como piores que os pagãos: "Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de alguém de vocês possuir a mulher de seu pai".

Infelizmente a ruína da cristandade tem 2 mil anos de história, e hoje um cristão sincero tem dificuldade para testemunhar de sua fé. Para o incrédulo, ou ele é o pregador esperto que pede dinheiro, ou o crente bobo que dá. Mesmo assim sempre haverá pessoas como os gregos do versículo 21 deste capítulo 12 de João. "Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, com um pedido: Senhor, queremos ver Jesus". E você? Quer ver Jesus ou está em busca de outras coisas?

Nos próximos 3 minutos o grão de trigo avisa que vai morrer.

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#220 Deixados para tras II



Leitura: 2 Tessalonicenses 2
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=xc-Sn-CwAvc

Ao falar do arrebatamento da igreja, Paulo se incluiu entre os que participariam dele. Ele diz: "nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados". Será que ele não leu Mateus 24:14, que diz que "evangelho do reino será pregado no mundo inteiro... e então virá o fim"? Daria tempo de o evangelho ser pregado no mundo inteiro no período de vida de Paulo?

Acontece que Mateus fala do evangelho do reino, e não do evangelho da graça que hoje é pregado. O evangelho do reino anunciava a chegada do Messias e Rei dos judeus, foi pregado por João Batista e pelos apóstolos, e voltará a ser pregado pelos que se converterem após o arrebatamento da igreja. Jesus é o Rei dos judeus, mas a Bíblia nunca diz que ele seja rei dos cristãos. Para os cristãos ele é Senhor.

Uma das chaves para se entender a Bíblia está em entender que Deus tem um povo, Israel, escolhido desde a fundação do mundo, e outro povo, a igreja, escolhido antes da fundação do mundo. Israel recebeu promessas de bênçãos terrenas; a igreja recebeu promessas de bênçãos celestiais. Daí o contraste entre o Antigo e o Novo Testamento.

Quando Israel rejeitou seu Rei e o pregou na cruz, o relógio profético parou quando faltavam 7 anos para o fim do mundo atual e o início do reinado de mil anos de Cristo. Deus abriu um parêntese na história para inserir aí a igreja, mas não disse quanto tempo esse parêntese iria durar. Por isso Paulo aguardava o arrebatamento a qualquer momento.

O parêntese será encerrado com o arrebatamento, e então o relógio profético voltará a bater seus últimos sete anos. Nesse período, um remanescente judeu se converterá ao Messias e o evangelho do reino voltará a ser pregado, anunciando a volta do Rei Jesus. "O evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim", quando Jesus voltará com a igreja, para inaugurar seu reino de mil anos. É por isso que o capítulo 3 de 1 Tessalonicenses termina falando da "vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos". São os que tinham sido arrebatados.

Agora preste atenção: após o arrebatamento da igreja só irá se converter quem ficou no mundo e nunca escutou o evangelho da graça. E os que escutaram e foram deixados para trás? Deus fará com que estes acreditem na mentira do anticristo. É o que a Bíblia chama de "operação do erro" em 2 Tessalonicenses 2. Se essa pessoa for você, saiba que tudo o que o separa de crer no anticristo é um "piscar de olhos".

Não acredite nos livros que mostram cristãos se convertendo após o arrebatamento, ou em vídeos com gente dentro de um templo esvaziado pelo arrebatamento, caindo de joelhos e pedindo perdão a Deus. "Porque não receberam o amor da verdade para se salvarem... Deus lhes enviará a operação do erro" - um poder sedutor - "para que creiam a mentira". 2 Ts 2:10-11

Nos próximos 3 minutos Jesus entra em Jerusalém.

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#219 Deixados para tras



Leitura: 2 Tessalonicenses 2
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=TbFiCQX_S2Y

O capítulo 4 de 1 Tessalonicenses fala do arrebatamento da igreja. O capítulo seguinte fala do dia do Senhor. O arrebatamento era um mistério desconhecido dos profetas do Antigo Testamento e só revelado a Paulo, como ele explica em 1 Coríntios 15. Já o dia do Senhor era bem conhecido dos judeus como um tempo profético de juízo e tribulação.

A bendita esperança do crente em Jesus é o arrebatamento, porém o dia do Senhor é a perspectiva aterradora para os que forem deixados para trás. Ele é comparado a um ladrão que ataca de noite. O capítulo 2 de 2 Tessalonicenses dá detalhes do que acontecerá após o arrebatamento da igreja. Mas que igreja é essa que será arrebatada do mundo, e quem faz parte dela?

Bem, na Bíblia igreja nunca é um edifício de tijolos, mas é uma casa espiritual construído com pedras humanas sobre o alicerce dos apóstolos e profetas do Novo Testamento, e tendo a Jesus como pedra de esquina. A igreja da Bíblia não é denominada "Igreja X" ou "Igreja Y", e nenhum de seus membros a chama de "minha igreja" ou "igreja do pastor fulano". É a igreja de Deus e só Jesus a chama de "minha igreja".

Você não consegue tornar-se membro dela, porque é Jesus quem acrescenta a ela os que vão sendo salvos. Por ser esta igreja o corpo de Cristo, nem você, nem o pecado e nem o diabo é capaz de arrancar um membro desse corpo. A igreja é formada por todos - sim, TODOS - os que creem em Jesus, que tiveram seus pecados lavados pelo sangue derramado na cruz e receberam o Espírito Santo. Mesmo porque "quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" Rm 8:9.

Depois do arrebatamento da igreja o mundo ficará à mercê do diabo e de seu anticristo. A apostasia, ou abandono da verdade, que já pode ser vista por aí, correrá solta, até o anticristo se apresentar como Deus. Antes do arrebatamento o Espírito Santo estava no mundo habitando na igreja e nos crentes individualmente, mas então não haverá mais impedimento para a deterioração completa do mundo.

Por mais que as coisas pareçam ruins hoje, elas ainda têm Deus no controle. Quando Pilatos se gabou de ter autoridade para soltar ou crucificar Jesus, ficou sabendo que só tinha tal autoridade porque a recebeu de Deus. Além do controle que Deus exerce hoje sobre os governos humanos, o Espírito Santo nos crentes também forma uma barreira à total manifestação do mal.

Quem crê em Jesus é sal e luz neste mundo, e o sal é usado para preservar a carne. É também luz, e basta saber que a iluminação pública inibe a prática criminosa para você entender essa influência. Os cristãos sempre foram os estraga-prazeres neste mundo, mas com o arrebatamento o problema acabará e quem ficar no mundo poderá viver do jeito que o diabo gosta. Literalmente.

Nos próximos 3 minutos Deus manda a operação do erro.

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#218 Num piscar de olhos



Leitura: 1 Tessalonicenses 4:13-18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=k_1u21Rwnk4

Algumas coisas podem fechar de vez a janela de oportunidade que Deus oferece para você ser salvo. Um acidente ou enfermidade que o torne incapaz de decidir é uma delas. A menos que você seja um feto, uma criança ou nasceu incapaz de responder por seus atos, o pleno domínio de suas faculdades mentais o torna responsável por suas decisões.

Isso não ocorre apenas nas coisas de Deus, mas até na lei dos homens, que diz que ninguém pode alegar desconhecer a lei. Do mesmo modo ninguém será tido por inocente diante de Deus. Quer saber como?

Você já julgou as ações de outra pessoa? Então você está apto a julgar a si mesmo e isso o torna responsável diante de Deus. Na carta aos Romanos, Deus afirma: "És inescusável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu que julgas, praticas o mesmo" Rm 2:1.

Além de uma enfermidade que o impeça de tomar a decisão de crer em Jesus, a morte também pode por um fim às suas chances. Neste exato momento no necrotério mais próximo de sua casa existe alguém que ontem não fazia ideia de que hoje estaria deitado ali.

Outra coisa que pode impedir você de crer, após ter escutado o evangelho, é o arrebatamento da Igreja descrito em 1 Tessalonicenses 4:16: "O próprio Senhor descerá do céu... e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor"

O arrebatamento podia ter ocorrido já nos dias de Paulo, por isso ele se inclui dizendo "nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados". Não existia coisa alguma que devesse ocorrer antes, e continua não existindo, exceto a paciência de Deus em aguardar que mais gente se converta. Porém, uma vez dada a ordem da partida, a Bíblia diz que isso acontecerá em um piscar de olhos. E depois?

Bem, depois o mundo seguirá sem os restos mortais dos que morreram na fé desde Abel e sem os verdadeiros cristãos que estiverem vivos nesse momento. Os primeiros ressuscitarão e os outros serão transformados. Se você quer saber a explicação que os jornais darão no dia seguinte para a falta de tanta gente, terá de comprar os jornais do dia seguinte. Mas aí será tarde demais para você.

Antes da minha conversão na década de 70 me envolvi com esoterismo. Na época havia uma teoria de que um planeta passaria perto da Terra e as pessoas menos evoluídas espiritualmente seriam tiradas daqui e levadas para lá por extraterrestres. O mundo ficaria livre delas para viver uma nova era de paz e prosperidade. Segundo aquela ideia esotérica, hoje eu seria um dos atrasados que serão tirados daqui.

Nos próximos 3 minutos veja o que acontecerá aos que forem deixados para trás.

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#217 Impossivel



Leitura: João 12:3-9
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=afOguDKdv0s

Judas é uma figura do homem religioso, que teve a chance de ser salvo e não foi. É de pessoas assim que fala o capítulo 6 da carta aos Hebreus. Pessoas que perderam a chance de serem salvas. Lá diz:

impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento".

Judas foi iluminado. Andou na presença da luz do mundo, mas escolheu as trevas. Ele provou da dádiva celestial - Cristo - como quem apenas prova uma bebida sem querer bebê-la. Teve a sua parcela dos benefícios do Espírito Santo, que convence do pecado, da justiça e do juízo vindouro, mas cauterizou a própria consciência.

A boca de Judas provou e pregou a boa Palavra de Deus, e ele também experimentou os poderes ou milagres do mundo vindouro. Mesmo assim decidiu não crer. É impossível alguém se arrepender depois de rejeitar tantas oportunidades.

Quem visse Judas andando com Jesus jamais duvidaria de sua fé. Mas essa fé nunca existiu. Judas apenas vestiu uma fantasia cristã, como muitos fazem, sem crer em Cristo como Senhor e Salvador. Todos gostam da ideia de um Jesus Salvador, mas nem todo mundo o quer como Senhor ou dono absoluto de sua vida e vontade.

Tudo o que fazemos de vontade própria é rebelião contra Deus. Quando andou aqui, Jesus deixou claro que seu desejo era fazer a vontade do Pai, não a sua própria vontade. Oras, se ele, que é Deus e Homem, sem pecado, cuja vontade é mais que perfeita, não quis fazer sua própria vontade, o que dizer de nós, fracos e pecadores?

Sabe o que significa a palavra "pecado"? Em 1 João 3:4 diz que "qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; o pecado é iniquidade". Algumas versões da Bíblia trazem que "o pecado é a transgressão da Lei", mas é um erro de tradução, pois o pecado existia antes da Lei dada a Moisés. O sentido original é que pecado é ser governado pela vontade própria, que é o mesmo de estar desgovernado.

Assim tinham sido os cristãos de Éfeso antes da conversão, e Paulo lhes lembra disso na carta aos Efésios, capítulo 2: "Estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos".

É hora de você submeter sua vida e vontade ao Salvador e Senhor Jesus para ser salvo eternamente. Esta é a sua oportunidade. O que pode acontecer se não fizer isso? Veremos nos próximos 3 minutos... se você ainda tiver 3 minutos.

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#216 Veneno de rato



Leitura: João 12:3-9
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kqZgOVUZ-KM

Quem lê o início do capítulo 12 de João tem a impressão de que Jesus está ali apenas com Lázaro, Maria e Marta. Mas o versículo 4 revela que tinha muito mais gente na casa. Os outros apóstolos estavam ali, e outros correram para lá querendo ver Jesus e Lázaro, o ressuscitado.

Mesmo assim, os primeiros versículos representam uma espécie de ilha de tranquilidade, comunhão e adoração, da qual participam apenas Jesus, Lázaro, Marta e Maria. Em redor há um mundo de indiferença e interesses escusos, como é escuso o interesse de Judas pelo perfume que Maria derrama nos pés de Jesus.

"Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?" - reclama Judas. Um denário era a moeda de prata correspondente a um dia de trabalho, portanto Maria derrama aos pés do Senhor meses de economia. Mas Judas, que em poucos dias irá trair seu Mestre por um décimo desse valor, acha um desperdício.

Aparentemente Judas retruca por uma boa causa: dar o dinheiro aos pobres, e é aí que mora o perigo. Toda mentira diabólica tem sempre um fundo de verdade. Ouvi dizer que veneno de rato é 99% milho e 1% estricnina. O veneno mortal é muito pouco, mas suficiente para não ser notado em meio à quase totalidade de alimento real.

No capítulo 3 de 2 Timóteo Paulo alerta para os falsos pregadores dos últimos dias: como Judas, eles têm aparência de piedade e são gananciosos, ou seja, adoram dinheiro. Sua especialidade é atrair mulheres levadas por várias concupiscências. Concupiscência não é um desejo por coisas más, mas um desejo extremo por qualquer coisa, inclusive coisas lícitas como saúde, dinheiro e felicidade no amor.

Maria age corretamente ao gastar o que tinha de valor com Jesus. Sempre que ela quisesse ajudar os pobres, haveria pobres para serem ajudados, mas esta ocasião é única. Em breve ela já não poderá contar com a presença física do Senhor. Ele está prestes a morrer.

Algumas oportunidades surgem e desaparecem em questão de minutos. Se não forem agarradas na hora, podem nunca mais voltar. Nos evangelhos vemos pessoas fazendo coisas ridículas, só para não perderem a oportunidade de um encontro pessoal com Jesus. Com o baixinho Zaqueu foi assim. Homem rico e importante, ele não deu a mínima para o que os outros poderiam pensar. Subiu numa árvore só para ver Jesus passar.

E você, estaria disposto agora mesmo a fazer como Maria e entregar o que tem de mais precioso a Jesus? Sua vida, por exemplo. Estaria pronto a enfrentar o desprezo de amigos e familiares para receber o Salvador, como fez Zaqueu? Então agarre esta oportunidade e creia agora no Salvador que morreu por você.

Nos próximos 3 minutos veremos o que pode acontecer com quem não agarra uma oportunidade assim.

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#215 Cristo, o centro



Leitura: João 12:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FBYMkjGo_Ps

O capítulo 12 do evangelho de João abre com uma cena que representa bem a nova vida em Cristo. Estamos outra vez em Betânia, naquele lar onde Jesus tem o prazer de estar, cercado por Lázaro, Marta e Maria. Os três nos ajudam a enxergar melhor o que é ter a Jesus como o único centro de comunhão, serviço e adoração.

Lázaro representa a nova vida, vivida em comunhão com Jesus no poder da ressurreição. Há pouco ele era um homem morto, mas foi chamado para fora da morte por Jesus. Agora seu prazer está em passar seu tempo na presença daquele que o salvou.

Marta está ocupada em servir, mas não como da outra vez, quando foi repreendida por fazer do serviço o centro de suas atenções. Em Lucas 10:40 diz que Marta "andava ocupada com muito serviço". Lá ela reclamava por ter de fazer tudo sozinha, enquanto Maria ficava aos pés de Jesus ouvindo sua palavra. O Senhor a repreendeu, então, com estas palavras: "Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada".

Agora, em nosso capítulo, Marta, que viu seu irmão ressuscitar, também serve em novidade de vida. O centro de suas atenções não está mais no serviço, mas no Senhor a quem ela serve. Ela aprendeu a se ocupar com Jesus, e com ele somente.

Maria continua aos pés de Jesus, porém agora não está ali como aluna, mas como adoradora. Ela derrama um perfume caríssimo sobre seus pés e os enxuga com seus cabelos. Por mais que serviço e aprendizado sejam importantes, o Pai não busca por servos ou alunos. O Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

Porém não existe adoração real se esta não estiver focada no fundamento da obra de Jesus: seu sacrifício na cruz. Ele próprio ensina isto, ao dizer que aquilo que Maria faz aponta para a sua morte.

No céu os salvos irão adorar ao Cordeiro que foi morto e com o seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Na terra, a expressão máxima da adoração está no "Fazei isto em memória de mim". Na ceia, pão e vinho são um retrato do corpo e do sangue de Jesus sacrificado. Mas mesmo ali, não é o pão e o vinho o centro das atenções, mas o que eles representam: Jesus na morte.

Quando Jesus curava doenças ou multiplicava os pães, era seguido por multidões interessadas em boa saúde e barriga cheia. Mas, quando o assunto é adoração, vemos estes três irmãos em sua presença, tendo a ele como o centro das atenções. O que atrai você? Um pregador eloquente, uma banda afinada, um show de milagres... ou só Jesus?

Nos próximos 3 minutos Judas troca Jesus pelos pobres.

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#214 Um por todos



Leitura: João 11:49-57
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MbQei5vJk-0

Uma das chaves para se entender a Bíblia é o capítulo 9 de Gênesis. Após julgar a maldade humana, Deus estabelece novas regras para os sobreviventes do dilúvio, Noé e sua família. O fundamento do recomeço está no sacrifício que Noé faz sobre um altar no final do capítulo 8, uma figura de Cristo morrendo para garantir a sobrevivência do homem.

Isto é prefigurado também na permissão que Deus dá a Noé e seus descendentes para que se alimentem da morte dos animais. Antes disso os seres humanos eram vegetarianos e os animais não fugiam deles. A partir daquele momento Deus coloca nos animais o medo dos homens.

Ali Deus também estabeleceu o governo humano, delegando ao homem poder de vida e morte sobre seus semelhantes. Quem derramasse o sangue de alguém poderia ter seu sangue derramado pela autoridade. O apóstolo Paulo fala disso no capítulo 13 de Romanos:

"Não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas... Aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu... Se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal".

Repare que a autoridade tem o direito de usar a espada. Governo e pena de morte são duas coisas que Deus instituiu e nunca revogou. Porém, quando a autoridade faz a sua própria vontade, terá de prestar contas disso, mesmo que seus atos sejam usados por Deus para cumprir seus planos eternos. Isso vale para as autoridades de Israel e de Roma que condenaram Jesus à morte. Quando Pilatos se gabar de sua autoridade para soltar ou crucificar Jesus, receberá dele a resposta: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado".

Em nosso capítulo 11 do evangelho de João, os sacerdotes judeus e os fariseus estão preocupados: "Que faremos? Porquanto este homem vem operando muitos sinais". É curioso que muitos hoje duvidem dos milagres que Jesus fazia, sem nunca terem morado na Judéia há 2 mil anos. No entanto, os inimigos contemporâneos de Jesus viam seus milagres, reconheciam que eram genuínos, e se preocupavam com eles.

O sumo sacerdote, Caifás, profetiza: "Vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda". Ele não diz isso de si mesmo, mas Deus revela através dele que Jesus seria morto para reunir num só corpo todos os salvos dentre os judeus e os gentios.

Ironicamente, foi justamente por tentarem se livrar de Jesus para não perderem sua nação, que os judeus a perderam. Ironicamente também, aqueles que hoje tentam se livrar de Jesus, por medo de perderem sua vida aqui, irão perdê-la eternamente.

Nos próximos 3 minutos vemos a nova vida manifestada em comunhão, serviço e adoração.

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#213 Pobre judeu, pobre incredulo



Leitura: João 11:45-48
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Qyo8yz9YDvg

Quatro dias antes da cena que acabamos de ver diante do túmulo de Lázaro, os discípulos de Jesus o aconselhavam a não voltar à Judéia para não ser apedrejado. Jesus respondeu revelando que Lázaro já estava morto e que ele iria até lá para ressuscitá-lo.

Ele acrescentou que era grato por não estar lá quando Lázaro adoeceu, pois poderia curá-lo. Ao permitir que a morte levasse seu amigo, Jesus dava aos discípulos a oportunidade de crerem nele, não só como o Messias de Israel, mas como o próprio Deus encarnado, o Senhor da ressurreição e da vida.

Você viu que o texto menciona Tomé logo depois dessa breve lição sobre crer? Tomé é conhecido por sua incredulidade, mas o versículo 16 dá a ele um voto de confiança: "Disse, pois, Tomé... aos seus condiscípulos: Vamos nós também para morrermos com ele". Tomé amava o Senhor ao ponto de estar disposto a morrer com ele, e o Espírito Santo fez questão de registrar isto nas páginas sagradas.

O Senhor conhece nossas fraquezas, mas não deixa de reconhecer que o amamos. Ele não busca por super-homens e super-mulheres, mas por seres humanos iguais a você e a mim, com falhas, dúvidas e temores. Porém o amor lança fora o temor. Vivemos confiantes quando entendemos o quanto Deus nos ama. Mas o quanto Deus nos ama?

A resposta é simples: a medida do amor de alguém está no valor daquilo que essa pessoa está disposta a dar como prova desse amor. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito". Esta é a medida do amor de Deus por mim e por você. Se você tem um filho, certamente iria preferir morrer a entregá-lo à morte. "Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores".

A ressurreição de Lázaro é o estopim dos eventos que culminam com a prisão e morte de Jesus. Alguns dos que veem Jesus ressuscitar Lázaro creem nele e decidem segui-lo. Outros parecem gostar mais de jogar lenha na fogueira do que de desfrutar da companhia de Jesus. Estes vão correndo contar aos religiosos judeus.

"Então os principais sacerdotes e os fariseus reuniram o sinédrio e diziam: Que faremos? Porquanto este homem vem operando muitos sinais. Se o deixarmos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e nos tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação".

Pobres judeus! Temem perder o que os romanos já tiraram deles há muito tempo. Aqui Israel é uma nação invadida e tributária do invasor romano. Pobre incrédulo! Teme perder o que Satanás já tirou dele há muito tempo. Assim como os judeus de então, cada ser humano é uma nação invadida e tributária do invasor de sua mente e vontade: o diabo.

Nos próximos 3 minutos Deus usa o sacerdote Caifás para anunciar que um homem deve morrer pela nação de Israel.

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#212 A palavra que da vida



Leitura: João 11:37-45
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=C5jQDLDTdyc

Quatro mil anos depois da queda de Adão, que levou o homem à morte, Jesus está parado diante do sepulcro de um Lázaro morto há quatro dias. Para Deus, um dia é como mil anos e mil anos como um dia.

Ele ordena que a pedra que bloqueia a entrada da gruta seja tirada, porém Marta protesta. Afinal, um cadáver de quatro dias já cheira mal. Mas Jesus cobra de Marta a fé que contempla o invisível e torna realidade o impossível. Jesus podia muito bem tirar ele mesmo a pedra, ou até fazer Lázaro atravessá-la, mas então não haveria o ato de crer, que vem antes de ver; o exercício da fé, esse passo de certeza que desafia todo o ceticismo da razão.

Nos evangelhos encontramos Jesus ora emprestando dos discípulos os poucos pães e peixes que carregam, ora passando lama nos olhos do cego e indicando um determinado tanque para ele ir se lavar. A obra certamente é de Deus, mas ele quer que o homem responda ao comando da sua Palavra, mesmo que esteja morto. Para isso ele antes dá vida, como faz com Lázaro aqui.

Primeiro Jesus se dirige ao Pai dizendo: "Pai, graças te dou porque me ouviste". Porque me ouviste? Mas quando foi que ele falou com o Pai? O que foi que ele pediu e em quê o Pai lhe atendeu? Certamente ele está se referindo a uma oração feita na comunhão secreta entre Jesus e seu Pai. Antes mesmo de ordenar que Lázaro saia vivo do sepulcro, o Filho já teve seu pedido atendido e esta oração audível é apenas para que os presentes creiam que o Pai enviou o Filho. O próprio Jesus explica isso após suas palavras de gratidão.

Então vem o brado: "Lázaro, vem para fora!". A mesma Palavra de Deus que trouxe o Universo à existência agora tira da morte um corpo em decomposição e o traz para fora ressuscitado. O modo como Lázaro sai do túmulo é uma incógnita, pois sabemos que ele está com as mãos e os pés atados. É necessário que o desamarrem para que ele consiga andar, e mais uma vez Jesus deixa aos homens essa tarefa.

A história termina dizendo que "muitos... que tinham vindo visitar Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele". É uma pena que ali diga "muitos" e não "todos". Hoje há milhões de pessoas que vivem indiferentes ao brado de Jesus: "Vem para fora!". Será você uma delas?

O que o faz pensar que pode esperar para decidir mais tarde dar ouvidos à voz de Jesus? Não importa qual seja a sua idade, a qualquer momento poderá fechar a janela da oportunidade que Deus determinou para você. Seu coração tem um número finito de batimentos. Quando você menos esperar, ele irá parar.

É bem significativo vermos que a vida que Jesus dá a Lázaro terá um preço: a sua própria vida. Nos próximos 3 minutos os judeus tramam como irão matá-lo.

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#211 Jesus chorou



Leitura: João 11:20-36
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JykYszhWnZw

Maria e Marta são muito diferentes entre si. Marta parece ser mais racional e indagadora. Maria, por sua vez, tem uma personalidade mais contemplativa.

Alguém poderia achar Maria mais "espiritual" do que Marta, mas nossas características naturais de nada servem para Deus. Elas são qualidades que foram contaminadas pelo pecado.

Mesmo assim Deus respeita essa diversidade e é capaz de atender a cada um conforme as suas particularidades. Repare que tanto Marta quanto Maria vão se encontrar com o Senhor dizendo a mesma coisa: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido".

Para a racional Marta o Senhor explica que ele é a ressurreição e a vida, que quem vive e crê nele não morrerá eternamente, e ainda a desafia com uma pergunta: "Crês tu isso?". Marta responde que sim, que crê que ele é o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. E corre chamar Maria, dizendo: "O Mestre está aqui e te chama".

Ao se encontrar com Marta, Jesus fala. Ao se encontrar com Maria, ele perde a fala. Quando Jesus vê Maria chorar, a versão em português diz que ele "moveu-se muito em espírito e perturbou-se". A palavra grega traduzida aqui como "perturbou-se" é a mesma que em Marcos 14:5 é traduzida como "bramavam contra ela".

Lá as pessoas se indignaram com o aparente desperdício de perfume que a mulher derramou sobre a cabeça de Jesus. Aqui, diante do túmulo de Lázaro, Jesus fica indignado com o desperdício da vida. Por isso ele chora. Os judeus o veem chorar e comentam: "Vejam como ele amava Lázaro". Mas por que ele choraria por Lázaro se sabia que minutos depois iria transformar o funeral em festa?

Jesus chora por causa do estrago que o pecado e a morte causaram na criação. Ele chora por mim; ele chora por você; ele chora por nossa dor, nossa aflição e pela saudade que a morte traz. Um pouco antes era Jesus Deus quem falava com Marta em verdade. Agora é Jesus Homem quem fala com Maria em humanidade.

Você precisa de Jesus porque ele é Deus Todo-Poderoso manifestado em verdade. Você precisa de Jesus porque ele é Homem, manifestado em graça. Nele graça e verdade se encontraram. Deus, em toda a sua perfeição, e Homem, capaz de entender seu sofrimento e chorar com você quando você chora. Isso sem perder um átomo sequer de sua divindade.

Nos próximos 3 minutos o Verbo de Deus ressuscita o morto.

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#210 Celebridades para Deus



Leitura: João 11:1
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Am1FC9RFDlg

Todos os anos os jornais e revistas publicam listas de celebridades. São pessoas que fizeram sucesso, ganharam dinheiro e foram destaque na mídia. O tempo passa, as listas mudam, e os nomes desaparecem. Será que existe uma lista permanente de celebridades? Existe, a Bíblia.

Nela você encontra celebridades cujos nomes resistem à poeira dos séculos. Tirando os reis, como Davi e Salomão, a grande maioria das celebridades bíblicas jamais teria aparecido nas listas dos famosos. É a opinião que Deus tem dessas pessoas que as torna célebres.

Quer um exemplo de como Deus não se esquece das pessoas? Se eu perguntar quem ele usou para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito, você responderá apenas "Moisés" ou, no máximo "Moisés e Arão". É quase certo que irá se esquecer de Miriã, a irmã de Moisés que Deus usou para preservar a vida do futuro líder.

Mas quando Deus menciona os libertadores de Israel no livro do profeta Miquéias, ele diz ao povo: "Te fiz subir da terra do Egito, e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti a Moisés, Arão e Miriã". Deus não se esquece dela, como não se esquece de cada um dos seus, não importa o quão desprezível seja aos olhos do mundo. Na parábola do rico e Lázaro, apenas o mendigo tem nome. O rico não.

Neste capítulo João chama Betânia de "aldeia de Maria e de sua irmã Marta". Talvez você more em uma cidade famosa por ser o berço de um grande escritor, de um político famoso ou de um empresário bem sucedido, mas Betânia é conhecida até hoje por causa dessas mulheres. Elas não escreveram livros, nunca se elegeram a um cargo público e nem saberiam como administrar uma empresa. Então o que elas fizeram? Simplesmente deram a Jesus a atenção que ele merecia.

No capítulo 5 do livro de Cantares, a noiva escuta as outras mulheres perguntarem: "Que é o teu amado mais do que outro amado?". Então ela responde: "O meu amado é branco e rosado; ele é o primeiro entre dez mil. A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma. As suas mãos são como anéis de ouro engastados de berilo; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras. As suas pernas como colunas de mármore colocadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto como o Líbano, excelente como os cedros. A sua boca é muitíssimo suave, sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo".

Quando você se perguntar o que os crentes veem em Jesus, a resposta é esta. "Ele é totalmente desejável".

Nos próximos 3 minutos, Jesus é visto chorando.

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#209 Lepra e pecado



Leitura: João 11
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mLy2LpBFbV8

A Lei dada aos judeus no Antigo Testamento determinava que o leproso fosse desterrado para fora do convívio da sociedade. Naquele tempo, a lepra era incurável, por isso, na Bíblia, ela aparece como figura da mais temível enfermidade espiritual: o pecado.

A lepra é a doença mais antiga mencionada nos papiros egípcios. O pecado assola a humanidade desde o Éden. A lepra pode ser contagiosa. Em Romanos 5 diz que "por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram".

A lepra corrompe o corpo, compromete os nervos e tira a sensibilidade da pele. O leproso corre o risco de se auto destruir sem perceber. O pecado corrompe o ser humano, e o torna insensível à sua própria destruição. Já nascemos pecadores e espiritualmente mortos em nossos delitos e pecados, mas, assim como ocorre com a lepra, é aos poucos que se manifesta a nossa degradação física e moral.

Isaías descreve o nosso estado assim: "Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas nem atadas, nem amolecidas com óleo... pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia". Is 1:5-6; 64:6

O pecado é como um aguilhão ou anzol que fisga o homem e o arrasta para a inevitável morte, enquanto ele se debate para permanecer vivo. E não acaba aí. No livro de Hebreus diz que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo". Hb 9:27

Se a morte física determina o fim de toda esperança nesta vida, o juízo de Deus sela nosso destino eterno. Esta palavra, "juízo", não é no sentido de um julgamento para ver se o homem é ou não pecador, se merece ou não a condenação, pois pecadores culpados todos nós somos por natureza. No juízo, Deus irá lavrar a sentença eterna para aqueles que não tiveram seus pecados lavados pelo sangue de Jesus.

Lázaro representa o ser humano, morto e sem esperança de cura. No Antigo Testamento os sacerdotes examinavam regularmente o leproso. Curiosamente, quando a lepra tinha coberto toda a pele, da cabeça aos pés, o homem era declarado, pelos sacerdotes, como curado.

Antes de seu maior milagre, Jesus espera até que o pecado cubra Lázaro da cabeça aos pés com sua mortalha final. Ele espera a morte cantar vitória. O Lázaro que sai do túmulo prefigura cada salvo por Cristo, cada um em quem se cumprirá o que Isaías profetizou e Paulo endossou com estas palavras: "Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" Is 25:8; 1 Co 15:54-55

Nos próximos 3 minutos vamos conhecer a lista das celebridades de Deus.

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#208 Crer sem ver



Leitura: João 11
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FEldeXZnmOE

Jesus não cura Lázaro porque tinha outra coisa em mente, muito maior e melhor. As curas e milagres que Jesus e seus apóstolos faziam tinham um objetivo bem definido para cada pessoa, momento e lugar. Ora serviam para provar a fé de pessoas como Marta e Maria, ora para demonstrar a incredulidade de pessoas como os fariseus.

Em Atos 19 diz que "Deus pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários, de sorte que lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as doenças os deixavam e saíam deles os espíritos malignos". Aqueles sinais serviam para mostrar que a mensagem de Paulo vinha de Deus. Porém as boas novas do evangelho não são de curas e milagres, mas de salvação eterna para todo o que crê em Jesus, que morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

Os próprios apóstolos ficavam doentes e usavam remédios. Paulo tinha "um espinho na carne", algum tipo de enfermidade ou limitação. Por três vezes ele pediu ao Senhor que o livrasse. Sabe qual foi a resposta? "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Por que Paulo não curava a si mesmo? Por que deixou Trófimo doente em Mileto? Por que receitou a Timóteo um remédio caseiro para seu estômago? Por que não dar a ele um lenço milagroso?

Provavelmente Deus queria ensinar algo a eles, ou a nós, sobre o seu modo de agir. Paulo, Trófimo e Timóteo não precisavam de provas de que Jesus era o Salvador. Quem crê, anda por fé, não por vista. Tomé, que gostava de ver para crer, ouviu de Jesus que mais bem aventurados seriam os que viriam a crer sem ver.

Não sei por que tanta gente tem essa fixação por curas e sinais. Acaso Jesus não é suficiente? Lembre-se de que ele não confiava naqueles que o seguiam por causa dos sinais. Se você ficar doente, ore. Se for da vontade de Deus, ele irá curá-lo, diretamente ou por meio dos médicos e medicamentos. Se isso não acontecer, Deus certamente tem um propósito para você ou para as pessoas ao seu redor.

A diferença entre um pagão idólatra e um cristão verdadeiramente nascido de novo é que o primeiro só acredita que Deus está ao seu lado quando tudo vai bem. O verdadeiro crente, porém, se regozija também na falta de saúde, dinheiro, prosperidade, liberdade etc. O apóstolo Paulo escreveu: "Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece". Fp 4:13

Se Paulo podia todas as coisas, você também pode, inclusive aceitar a vontade de Deus para você, seja ela qual for. Nos próximos 3 minutos Jesus mostra a Marta e a Maria que a vontade de Deus é sempre a melhor.

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#207 O homem que nao foi curado



Leitura: João 11
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Y2KoKzLtJ3o

O capítulo 11 do evangelho de João é conhecido como o capítulo em que Jesus ressuscita Lázaro. Mas pode também ser visto como a história do homem que Jesus não curou. Aqui Jesus sabe que um de seus melhores amigos está doente, mas não faz nada para curá-lo.

Quando Marta e Maria, irmãs de Lázaro, mandam avisá-lo de que Lázaro está enfermo, Jesus apenas comenta: "Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela". Então, ele fica ainda dois dias onde está, sem demonstrar qualquer urgência.

Se você acha normal essa atitude, imagine ligar para o Pronto Socorro pedindo uma ambulância para um familiar doente e ouvir o médico dizer: "Estarei aí em alguns dias. Não se preocupe porque esta enfermidade não é para a morte, mas para o progresso da medicina, pois trará grande prestígio à minha carreira".

Você ficaria decepcionado, como ficam Marta e Maria quando Jesus chega atrasado ao enterro de Lázaro, após uma viagem que durou dois dias, mais os dois dias que permaneceu no lugar onde estava. Ambas fazem o mesmo comentário: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido".

A questão é que Jesus não é médico. Se ele tivesse vindo para curar doentes, teria curado toda a população do planeta com a mesma facilidade que ressuscitou Lázaro. Mas ele é o Filho de Deus que veio ao mundo com a missão específica de morrer para salvar pecadores.

Para entender a diferença, vou usar um exemplo bem tosco. Imagine um moribundo sendo consumido por uma doença incurável. O médico avisa que é capaz curá-lo para sempre, dando a ele saúde perpétua, porém que não irá fazê-lo imediatamente, mas em um dia futuro. Enquanto isso, apenas para demonstrar que tem capacidade, o médico faz sua dor de dente desaparecer como num passe de mágica.

Este exemplo dá uma ideia da diferença entre um benefício passageiro nesta vida e a salvação eterna que Jesus oferece. Os milagres e curas que Jesus e seus discípulos faziam eram para demonstrar suas credenciais de Messias. Era como se abrisse uma fresta no tempo e dissesse aos judeus: "Vejam como será quando eu reinar".

Quando João Batista mandou perguntar se ele era o Messias ou se deviam aguardar outro, Jesus respondeu: "Os cegos veem, os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho" Mt 11:5. Aquelas credenciais provavam que o Messias havia chegado.

Nos próximos 3 minutos vamos entender melhor o papel das curas e milagres no ministério de Jesus e de seus discípulos.

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#206 Seguros eternamente



Leitura: João 10:22-42
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=w7zx6iW_s9Q

Repare no versículo 22 deste capítulo 10 de João: "E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno". Uma cena de inverno é bem apropriada para descrever a frieza com que o Messias está sendo tratado pelo seu próprio povo.

Mais à frente, no capítulo 13 deste mesmo evangelho, encontramos Jesus dando um bocado de pão molhado em vinho para Judas, antes da última ceia com seus apóstolos. Ali diz: "E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite." É inverno quando os judeus rejeitam o Messias. Quando o entregarem à morte, será noite.

Os judeus voltam a questioná-lo no Templo em Jerusalém: "Se tu és o Cristo, dize-nos claramente. Jesus respondeu-lhes: Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas".

O verdadeiro Pastor continua explicando: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai. Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram, então, outra vez, em pedras para o apedrejarem".

Veja quantas coisas há nestas palavras: as ovelhas sabem discernir a voz do Pastor, ele as conhece uma a uma, elas recebem dele a vida eterna, nunca irão perecer, ninguém pode tirá-las das mãos de Jesus que as recebeu do Pai, ninguém pode arrancá-las das mãos do Pai, e Jesus e o Pai são um.

Aqui diz que, vida eterna, nós recebemos de Jesus; nós não a temos de nós mesmos. Não se trata apenas de uma vida que não termina; por ser eterna, é também uma vida que não tem começo. É a vida de Jesus, o Filho Eterno de Deus. Esta é a garantia interna de que, ao crermos em Jesus, recebemos em nós uma vida que nunca mais perderemos, caso contrário ela não seria eterna.

Então vem a dupla garantia contra as ameaças externas: Ninguém pode arrebatar uma ovelha, nem das mãos de Jesus, nem das mãos do Pai. Foi o Pai quem as deu ao filho e nenhuma delas se perderá. "Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida". 1 Jo 5:12

As ovelhas que o lobo arrebata no versículo 12 são as que não têm a Jesus como Pastor. Lá ele alerta: "O mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa".

Nos próximos 3 minutos Jesus não cura um doente. Ele espera o doente morrer para visitá-lo.

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#205 O poder de dar a vida



Leitura: João 10:16-21
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=-0jAeCL1WV8

Fazendo uma retrospectiva dos eventos deste capítulo, o verdadeiro Pastor, Jesus, entra no aprisco pela porta e chama suas ovelhas para que saiam dali. Elas ouvem a sua voz e o seguem. Então ele diz que o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

No versículo 16 ele revela: "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor". Jesus fala dos gentios que seriam beneficiados por sua morte. Já não se trata de um aprisco, mas de um rebanho. Um aprisco precisa de cercas, muros e porteiras para manter as ovelhas juntas. Um rebanho só precisa do Pastor.

A morte de Jesus mudaria tudo. O aprisco de Israel seria deixado de lado e Deus estenderia sua graça em salvar qualquer um, judeu ou gentio. Até a razão do amor do Pai pelo Filho é revelada aqui: "Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la".

Com sua morte Jesus glorificou a Deus em todos os aspectos. Mesmo que ninguém fosse salvo, ele ainda teria glorificado a Deus por ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, solucionando a questão do pecado que manchou a Criação. Mas Jesus é também o Salvador de pecadores, por salvar individualmente todo aquele que o Pai lhe deu para que cresse nele e na suficiência de sua morte substitutiva.

Há uma outra verdade revelada aqui que põe por terra toda a especulação dos que tentam desvendar a causa da morte de Jesus. Uns falam em asfixia, outros em colapso resultante dos flagelos, e há quem pense ter sido a lança do soldado romano, mas ela foi fincada num corpo já morto. O próprio Jesus explica a causa de sua morte:

"Dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai."

Nenhum ser humano tem o poder de dar a vida. Você pode decidir morrer para salvar um amigo, mas haverá uma causa externa da morte. Nem mesmo um suicida é capaz de dar sua vida. Ele mata a si mesmo. Jesus fala do verbo morrer na primeira pessoa do singular, do ato de encerrar a vida e entregar o espírito sem uma causa externa. Ele recebeu esse poder para cumprir uma ordem dada pelo Pai.

Lucas descreve como ele fez isso na cruz: "E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou". Lc 23:46 As afirmações de Jesus eram tão radicais que alguns judeus dizem que ele está endemoninhado.

Nos próximos 3 minutos encontramos Jesus num cenário típico de inverno.

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#204 Os falsos pastores



Leitura: João 10:1-15
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ZZgJrVRmcQw

Nos três Salmos das últimas três mensagens vimos o verdadeiro Pastor, que morreu, ressuscitou e voltará. Neste capítulo 10 do evangelho de João, Jesus é o legítimo pastor, que entra pela porta do aprisco.

Os fariseus, que resistem a ele, são chamados de ladrões e salteadores. Seu intento é manter o rebanho preso e explorá-lo para benefício próprio. Quando alguém decide seguir a Jesus, como fez o cego depois de curado, esse é expulso e perseguido pelos falsos pastores.

Ao contrário do Pastor verdadeiro, que vai à frente das ovelhas e é espontaneamente seguido por elas, os falsos pastores tocam suas ovelhas, como se costuma fazer com o gado. Eles as sobrecarregam com fardos de regras que eles próprios não seriam capazes de levar.

Suas ovelhas não os seguem pela gratidão de terem sido salvas e libertas de seus pecados, mas pelo medo de serem castigadas, como acontecia com os pais do cego que foi curado. Não são pessoas atraídas pela voz do verdadeiro Pastor, mas aprisionadas pelo terror das ameaças feitas pelos falsos guias.

Uma ovelha de Jesus sabe que o seu Pastor não a levará por um caminho que ele próprio já não tenha percorrido. Sua sensação não é de aprisionamento, mas de liberdade. Afinal, Jesus promete: "se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens... eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância".

Uma ovelha de Jesus não se torna ovelha por segui-lo. Ela o segue por ser ovelha, uma natureza que recebeu ao nascer de novo. Deus dá a ela a capacidade de discernir a voz do verdadeiro Pastor e fugir do falso. As ovelhas de Jesus "o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas, de modo nenhum, seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos".

A diferença entre Jesus e os falsos pastores, é que Jesus, sendo rico, se fez pobre por amor de suas ovelhas. Ele deu tudo por elas, inclusive a própria vida, sem pedir nada em troca. Os falsos pastores, por sua vez, sendo pobres, querem ficar ricos às custas das ovelhas. Por isso, neste capítulo, são chamados de mercenários.

O dicionário define mercenário como alguém que faz as coisas interessado apenas no dinheiro. No capítulo 3 de 2 Timóteo encontramos a condição da cristandade nos últimos dias, isto é, hoje. Ali vemos homens amantes de si mesmos e avarentos, fazendo o papel de Janes e Jambres, os magos de Faraó que imitavam os milagres que Deus fazia através de Moisés. Avarento significa obcecado por dinheiro.

Nos próximos 3 minutos Jesus dá algo que ninguém poderia tirar dele. E o faz de livre e espontânea vontade.

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#203 O Pastor reina



Leitura: João 10; Salmo 24
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=PPyvd3GiV84

Depois de nos ocuparmos com o "bom Pastor" do Salmo 22, que dá a vida por suas ovelhas, e com o "grande Pastor" do Salmo 23, que apascenta suas ovelhas, chegamos ao Salmo 24. Aqui o "supremo Pastor" estabelece o seu reino neste mundo. O mesmo que morreu e ressuscitou, é o que voltará para tomar posse daquilo que é seu.

Quando Cristo voltar ele reinará por mil anos neste mundo sobre o seu povo terrenal, Israel. Então, a Igreja, o povo celestial que está sendo reunido num só corpo neste período da graça, voltará com Cristo para reinar com ele sobre o mundo.

O Salmo diz que a terra é dele, pois ele a fez. No primeiro capítulo de João, referindo-se a Jesus, o evangelista escreve: "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez". O mesmo que fez o mundo e assumiu a forma humana para morrer numa cruz e ressuscitar, neste Salmo é chamado de Rei da Glória.

Você só irá entender a Bíblia quando perceber que ela é uma única história - a história de Jesus - apresentado em seus muitos aspectos por diferentes personagens e episódios. Ele aparece como Criador em Gênesis, quando Elohim, palavra hebraica plural, declara: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança".

Ele aparece também representado em cada sacrifício de animais que eram mortos por causa do pecado do homem, começando pelo que foi morto para cobrir a nudez de Adão e Eva. À medida que você avança na leitura da Bíblia, as figuras vão se tornando mais nítidas, quando os profetas passam a anunciar sua vinda na forma humana.

No capítulo 7 de seu livro, escrito 700 anos antes da vinda de Cristo, Isaías profetizou que uma virgem daria à luz um filho. No capítulo 9 do mesmo livro, o profeta dá detalhes de quem seria aquele menino: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz".

Ele é humano, e ao mesmo tempo divino. Traz sobre os seus ombros o governo. Jesus é o Rei da glória deste Salmo. Ele é maravilhoso conselheiro, pois onisciente, conhece todas as coisas. É Deus forte, porque é onipotente. É Pai da eternidade, a origem de tudo. Finalmente, é Príncipe da paz. Jesus é Deus.

Mas a encarnação continuará sendo um mistério maior que nossa capacidade de compreensão. Você só pode aceitar e desfrutar de seus benefícios pela fé. Nos próximos 3 minutos voltaremos a nos ocupar com Jesus em sua humanidade no capítulo 10 do evangelho de João.

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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.