"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#192 Eterno



Leitura: João 8:51-59
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6fsGxk5ZKA4

A palavra eterno não faz muito sentido para nós, que nascemos e vivemos no tempo. Assim como os céus e a Terra, o tempo também foi criado e está intimamente ligado ao mundo material. A Bíblia afirma isso e Einstein também. Ele disse:

"Supondo que toda matéria desaparecesse do mundo, então, antes da relatividade, acreditava-se que espaço e tempo continuariam a existir em um mundo vazio. Mas, de acordo com a Teoria da Relatividade, se matéria e movimento desaparecessem, já não haveria mais espaço ou tempo".

Muito antes de Einstein, Agostinho escreveu: "Não há dúvida de que o mundo não foi criado no tempo, mas com o tempo", e acerca de Deus, ele diz: "Teus anos permanecem ao mesmo tempo... Teus anos são um dia, e Teu dia não é como nossa sequência de dias, mas é hoje".

Imagine você o nó na cabeça dos judeus neste capítulo quando escutam Jesus dizer: "Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU". Ele não diz "antes que Abraão existisse, eu já existia", mas usa novamente a mesma expressão usada por Deus para se apresentar a Moisés: "EU SOU".

Isto revela que Jesus é Deus, o Filho Eterno, não sujeito ao tempo, ou pelo menos não mais do que naquilo que ele mesmo quis se sujeitar em sua relação com a criação. Este aspecto atemporal de Jesus pode ser visto no mesmo evangelho de João, quando ele diz no capítulo 3:

"Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu". Veja que na passagem o "Filho do Homem", que é o Filho Eterno em sua condição humana, desceu do céu, está no céu e, ao mesmo tempo, conversa na terra com Nicodemos. Quer mais? Então veja o capítulo 1 da carta aos Colossenses:

Jesus "é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele".

Em João 17 Jesus ora: "Glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse". O Filho Eterno já estava com o Pai antes que o tempo e a matéria viessem a existir. Em Hebreus diz que ele sustenta "todas as coisas pela palavra do seu poder". Além de ser o Verbo ativo da criação, Jesus governa as leis da física e mantém coesas as partículas que compõem a matéria.

Nosso capítulo termina dizendo que os judeus "pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se e, saiu do templo, passando pelo meio deles". Como ele fez isso?

Nos próximos 3 minutos Jesus revela por que o cego nasceu assim.

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#191 Justificados pela fe



Leitura: João 8:37-50
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=NXJ41eFpUT0

Os judeus que conversam com Jesus tentam se justificar de várias maneiras. Além de apelarem para a linhagem de Abraão, eles também se comparam a outras pessoas e se consideram melhores do que a mulher adúltera, os nascidos de prostituição e os samaritanos.

Eles parecem até insinuar serem melhores do que Jesus. Afinal, não são "samaritanos endemoninhados", como acusam Jesus de ser, e nem são nascidos de uma gravidez inexplicada. Até hoje os judeus chamam Jesus de "ben Panthera", ou "filho de Pantera", um soldado romano.

Gostamos de nos justificar pela comparação com outros piores do que nós. O problema é que a única justificativa plausível para alguém ser aceito por Deus é ser tão puro, santo e justo quanto o único Homem perfeito que já passou por aqui: Jesus. Assim como acontece com o perdão, que deve partir daquele que foi ofendido, a justificação também não pode partir de nós, mas de Deus.

Quando você crê em Cristo, você não é apenas perdoado, mas é justificado, isto é, considerado justo aos olhos de Deus, que passa a enxergá-lo através do que Cristo representa para ele. A justificação não muda o fato de você ser um pecador e nem diminui a gravidade do seu pecado. Ela altera a opinião que Deus tem de você, que passa de ímpio para justificado aos olhos dele. No perdão, Deus diz ao pecador: "Pode ir, você não me deve mais nada". Na justificação, ele diz: "Pode vir morar comigo, você é idôneo".

Mas como alguém pode mudar sua opinião em relação a um transgressor? Imagine um estudante na sala de aula que, sem motivo aparente, nocauteia com um soco o colega ao lado. Antes de encaminhar o agressor para a diretoria para ser expulso da escola, o professor encontra uma arma no bolso do rapaz desmaiado e fica sabendo que ele planejava matá-lo.

Imediatamente o agressor passa de vilão a herói aos olhos do professor. Não ocorreu nenhuma mudança na violência da agressão. O que mudou foi o conceito que o professor passou a ter daquele aluno.

O capítulo 3 de Romanos diz que "nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei... porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue... para que ele [Deus] seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus".

Você só pode ser justificado por Deus através destas 3 coisas: a graça, o sangue e a fé. Aí eu pergunto: será que você está tentando ser justificado com base nos seus esforços ou se comparando com os que considera piores que você?

Nos próximos 3 minutos Jesus revela que sempre existiu.

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#190 A fe de Abraao



Leitura: João 8:37-47
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=nmjlLCq_lVo

A justificativa dos judeus para não precisarem da libertação que Jesus oferece, é que eles são filhos de Abraão. Jesus então cobra deles: "Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão".

Deus ordenou a Abraão que saísse de sua terra e fosse para uma terra que ainda iria lhe mostrar. Abraão obedeceu e saiu, sem saber para onde ia. Em Romanos o nome de Abraão está associado à fé, o firme fundamento ou alicerce das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.

A fé liga o mundo visível com o invisível; ela faz a conexão entre o passado, o presente e o futuro. Pela fé no que Deus diz do sacrifício de Cristo no passado, eu posso desfrutar, no presente, do perdão de meus pecados e da certeza da vida eterna, além do livramento do juízo futuro.

Portanto, a fé é uma resposta à Palavra de Deus. Jesus diz àqueles judeus: "A minha palavra não encontra lugar em vós", e complementa, "quem é de Deus ouve as palavras de Deus". Mais uma vez ele afirma ser Deus , mas aqueles judeus, ao duvidarem, seguem na contra-mão de Abraão.

Quando Sara, que era estéril, estava na casa dos 90 anos, e Abraão em torno de cem, Deus prometeu que teriam um filho. Quando o filho, Isaque, já era crescido, Deus provou a fé de Abraão pedindo que o sacrificasse. Crendo que Deus ressuscitaria Isaque, pois havia prometido que ele teria descendentes, Abraão fez conforme Deus pediu.

Abraão subiu com Isaque um dos montes que Deus indicara na terra de Moriá, onde hoje ficam Jerusalém e o Calvário. Enquanto Abraão levava a faca e as brasas para o fogo do sacrifício, Isaque carregava nos ombros a madeira sobre a qual seria colocado para morrer. No último instante, Deus deu a Abraão um carneiro para substituir Isaque no sacrifício.

Você certamente já ouviu falar de uma cena assim: um Filho obediente ao Pai, subindo um monte, onde hoje fica Jerusalém, com um madeiro às costas para ser sacrificado sobre ele. A diferença é que, no caso de Jesus, não havia um animal para substituí-lo. Ele era o próprio Cordeiro.

Quando viu o quanto Abraão amava a Deus, e a confiança que tinha na sua Palavra, Deus lhe disse: "Agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho". Se você crê em Jesus como seu Salvador e tem a Deus por Pai, você pode dizer o mesmo a ele: Agora sei que me amas, visto que não me negaste teu Filho, o teu único Filho.

Nos próximos 3 minutos você irá entender o que é ser justificado pela fé.

#189 Escravos viciados



Leitura: João 8:33-36
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=LF-FAg9ON-s

Quando os judeus escutam Jesus dizer que a verdade os libertará, eles retrucam que nunca foram escravos de ninguém, pois são descendentes de Abraão. Para quê oferecer liberdade a quem nunca foi escravo? Mas eles eram escravos. Apenas não sabiam disso.

Quando jovem, tentei falar de Cristo a um amigo. Eu era recém convertido e apresentei a ele um evangelho que não era exatamente o evangelho da graça de Deus que salva o pecador do juízo eterno. Falei mais do que Jesus tinha feito comigo e insisti para que ele cresse, a fim de experimentar uma mudança de vida.

Como eu vinha de um envolvimento com o esoterismo e espiritualismo, dei meu testemunho de libertação dessas coisas e de como minha vida tinha sido transformada. Falei também de casos de conversões de drogados, bandidos e prostitutas. Ele não demonstrou qualquer interesse.

Para ele, a última coisa que queria era mudar de vida. Ele tinha religião, família, trabalho - tudo o que quer ter uma pessoa normal e bem sucedida. Depois de agradecer minha boa intenção, sugeriu que eu levasse aquela mensagem a pessoas escravizadas em falsas religiões, vícios ou prostituição, não a pessoas normais como ele.

Neste capítulo encontramos pessoas normais. São judeus que podem comprovar sua linhagem como povo de Deus, que professam a religião instituída por Deus e adoram no Templo que Deus determinou. Não estão envolvidos com drogas, roubo ou prostituição. São pessoas honradas em sua sociedade. De quê exatamente Jesus quer libertá-las?

Confiar numa vida boa, numa religião e numa condição social estável é continuar escravo do pecado e de Satanás sem perceber. Ir a Jesus para garantir uma vida boa, uma religião e uma condição social estável, é a mesma coisa. Jesus chama aqueles judeus de filhos do diabo, por estarem sendo enganados pelo pai da mentira.

O capítulo 2 de Efésios diz que, antes de nos convertermos a Cristo, estamos espiritualmente mortos em pecados e andamos segundo o curso deste mundo e de Satanás. Agimos de acordo com os desejos de nossa carne e dos pensamentos, e somos por natureza filhos da ira, não filhos de Deus. Somos escravos e nem nos damos conta disso.

Embora Cristo possa mudar exteriormente a vida de alguém, reduzir a conversão a uma mudança de vida é comprometer a essência do evangelho. Um viciado pode mudar de vida através de um tratamento médico, mas nem por isso deixará de ser escravo do pecado, da carne e de Satanás. Cristo não morreu na cruz para dar a você uma vida certinha, mas para livrá-lo do juízo e da condenação eterna.

Nos próximos 3 minutos você irá aprender algo com a fé de Abraão.

#188 A verdade que liberta



Leitura: João 8:30-32
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Au2QgOyRYDk

Ao escutarem o que Jesus diz, muitos creem nele, e a estes ele diz: "Se permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos". Você não é salvo por permanecer na palavra de Jesus, mas permanece na sua palavra por ter sido salvo. É isso que diferencia um verdadeiro discípulo de alguém que só professa ser cristão.

Jesus diz ainda: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Mas como alguém pode ser livre colocando-se sob o senhorio de Cristo e entregando a ele a direção de sua vida? Acaso liberdade não é ter o livre arbítrio de fazer o que bem entender e ser dono do próprio nariz?

Não. Primeiro, porque a ideia de que alguém tenha livre arbítrio é falsa. Ninguém faz suas próprias escolhas de livre e espontânea vontade. Adão pôde escolher, nós não. Desde a queda do homem as nossas escolhas passaram a ser ditadas pelo pecado que habita nós. Por isso Jesus diz que aquele que comete pecado é servo do pecado. Ao pecar você está sob a direção de sua velha natureza. Ao crer em Jesus você é liberto.

Mas nem sempre o cristão desfruta dessa liberdade. Se você ler a carta aos Romanos, verá ali uma progressão. Os primeiros capítulos dizem que ninguém busca a Deus, por sermos pecadores por natureza. Portanto não temos livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal: nascemos configurados para escolher o mal. O capítulo 7 de Romanos diz que na carne, isto é, em nossa natureza, não existe bem algum.

É só depois de receber a nova vida pelo novo nascimento que você passa a desejar o bem, mas encontra em sua carne a tendência de fazer o mal. Você descobre que é um novo homem, porém com o corpo do velho homem atado a você. É neste ponto que a alma clama e descobre que sua libertação está fora de si, em Jesus, e não em tentar domesticar sua carne pelos preceitos da lei dada a Moisés:

"Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado".

É no capítulo 8 de Romanos que Paulo explica como se ver livre da lei do pecado e da morte. Quando o cristão vive no espírito de Romanos 8 ele tem uma vida livre e de comunhão com Deus. Quando ainda se encontra em Romanos 7, tentando fazer sua carne obedecer à lei de Deus, ele vive frustrado, isso quando não se transforma num hipócrita.

Ser verdadeiramente livre é estar em Cristo e ser guiado por sua palavra aplicada pelo Espírito Santo, do mesmo modo como um trem precisa estar nos trilhos e ser guiado por eles para correr livre. Um trem correndo fora dos trilhos não é livre, é um desastre.

Nos próximos 3 minutos os judeus retrucam que nunca foram escravos.

#187 Levantado



Leitura: João 8:26-29
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ylacSrJc0is

Este trecho revela um abismo entre Jesus e os judeus. Nada do que ele diz parece penetrar na mente deles. Sua incredulidade os torna impermeáveis à verdade. Mas Jesus diz que um dia eles iriam entender, embora nem por isso viriam a crer.

Ao falar que será levantado, Jesus prediz sua morte na cruz. No capítulo 3 deste evangelho ele já havia usado a mesma expressão, ao se comparar à serpente de bronze que Moisés levantou no deserto. Agora ele vai além, e diz: "Quando tiverdes levantado o Filho do Homem, então conhecereis que EU SOU".

Algumas traduções trazem "conhecereis quem eu sou", mas o correto é "conhecereis que EU SOU", pois ele volta a usar aqui a mesma expressão que usou um pouco antes no versículo 24, e que Jeová também usou no Antigo Testamento ao revelar-se a Moisés. Ao dizer "então conhecereis", Jesus lança sobre eles a responsabilidade de conhecer a verdade e deliberadamente descartá-la.

Aqueles judeus ainda veriam muitos milagres, inclusive a ressurreição de mortos como Lázaro. Além disso, quando Jesus fosse "levantado" eles veriam o dia se transformar em noite, a terra tremer e as pedras se partirem. O véu do templo se rasgaria, sepulcros se abririam e pessoas ressuscitariam e entrariam em Jerusalém para o assombro de muitos.

Finalmente, eles veriam o túmulo de Jesus vazio e mais de quinhentas testemunhas afirmando tê-lo visto ressuscitado. Mesmo assim continuariam inimigos da verdade. É de pessoas assim que a carta aos Hebreus fala no capítulo 6, que diz:

"É impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério".

A passagem fala de apóstatas, pessoas que conheceram, provaram e participaram da verdade, mas não creram. Não são crentes que tropeçaram, mas pessoas que caíram dessa posição de grande privilégio. Pessoas que, apesar de terem à disposição todas as evidências para crerem em Cristo, voltaram suas costas para ele.

Conheço um europeu que se diz "pós-cristão". Ele quer dizer que na Europa eles já passaram dessa fase. Se você também foi criado à sombra do cristianismo e se acha tão avançado, que já até passou dessa fase, sugiro que volte à fase anterior. Há mais esperança para um aborígene analfabeto, do que para um ocidental ilustre e bem educado, que conheceu o evangelho e voltou suas costas para ele.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala da verdade que liberta.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.