"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#195 As razoes de Deus



Leitura: João 9:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=27oQmk_j-Ak

Por pertencer à espécie humana, o cego do capítulo 9 do evangelho de João era um pecador, portanto sujeito às imperfeições causadas pelo pecado. Mas por que um nasce cego e outro não? Pensando que sua deficiência fosse resultado direto de algum pecado seu ou de seus pais, a pergunta dos discípulos sugere duas possibilidades.

A primeira é de que ele tivesse pecado antes de nascer, mas a ideia de alguém viver, morrer e reencarnar para se livrar de pecados é claramente descartada na Bíblia. Na carta aos Hebreus diz que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo".

A outra possibilidade é que sua deficiência fosse um castigo por algum pecado cometido por seus pais. Em ambos os casos, ou o homem é visto como responsável por um defeito que não poderia ter causado a si mesmo, ou estaria sofrendo pelo pecado cometido por terceiros.

Jesus resolve o enigma afirmando que "nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus". O cego tinha pecados? Sim. Seus pais? Também, como qualquer ser humano. Mas neste caso sua deficiência não era fruto de algum pecado em particular, seu ou de seus pais. Ao permitiu que o homem nascesse assim, Deus tinha em vista algo maior: manifestar nele a obra e o poder de Deus.

Todos nós somos cegos quando o assunto é enxergar as razões de Deus, por isso nos indignamos sempre que algo ruim acontece conosco. Em 1 Coríntios diz que "quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido".

Quando pequeno eu não entendia como meus pais podiam me amar na hora da bronca ou das palmadas. Que amor de mãe era aquele que me fazia engolir uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau? E por que meu pai me segurava e não me socorria quando o farmacêutico me atacava com uma seringa? Por mais que me explicassem as razões, naquela idade eu não entenderia. Só hoje eu entendo.

Nossa dificuldade não está em não existir uma razão para o sofrimento. O problema é que, ou não entendemos, ou simplesmente não querermos aceitar as razões de Deus. Na carta aos Filipenses, depois de dizer que aprendeu a viver contente em quaisquer circunstâncias, o apóstolo Paulo conclui: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece". Em Cristo, eu e você também podemos todas as coisas. Inclusive aceitar que Deus está com a razão.

Nos próximos 3 minutos os olhos do cego ficam cheios de lama.


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#194 O cego que nasceu assim



Leitura: João 9:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=aOnjcGphGO8

Ao encontrarem o cego de nascença, os discípulos de Jesus tentam descobrir a causa do problema, e erram ao levantarem apenas duas possibilidades. Eles perguntam: "Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?".

A origem de um rio é sua nascente, mas a razão de ele correr neste, e não naquele lugar, depende de vários fatores. É simples entender que a origem de todo o sofrimento é o pecado que arruinou a criação, mas não é tão simples assim descobrir por que um sofre e outro não.

Apesar de existirem problemas que são um resultado direto de nossos erros, como bater no poste por dirigir embriagado, é preciso cautela antes de culpar alguém por algum defeito, doença ou desgraça. Ao encontrarmos uma pessoa que sofre, costumamos agir como os três amigos que visitaram Jó em sua tribulação: eles estavam indo muito bem até decidirem abrir a boca.

A interpretação que os três amigos dão para a desgraça de Jó no livro de mesmo nome não representa a sabedoria de Deus, e sim a sabedoria humana. Em 1 Coríntios diz que o mundo não conheceu a Deus pela sabedoria humana, portanto o método usado por Elifaz, Bildade e Sofar não serve para discernir a razão do sofrimento de alguém.

Elifaz fala da experiência própria e individual. Ele diz no capítulo 4 do livro de Jó: "Conforme tenho visto...". Bildade, o outro amigo, apela para a tradição. No capítulo 8 ele diz: "Pergunte às gerações anteriores e veja o que os seus pais aprenderam". No capítulo 11 é a vez de Sofar apresentar seu argumento religioso e legalista. Segundo ele, se Jó consagrar seu coração a Deus e parar de pecar, tudo irá bem.

Somos assim: julgamos as pessoas pela nossa experiência, pelas nossas tradições e pela religião, e deduzimos que, se alguém sofre, é por ter falhado em algum destes pontos. É claro que esse tipo de julgamento também me faz sentir superior à pessoa que sofre, e minha mensagem acabará sendo: Seja como eu e você não irá sofrer. Mas, parafraseando José no livro de Gênesis, "estaria eu no lugar de Deus?".

Paulo, na carta aos Romanos, diz: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor?". Pois é, nem eu nem você somos capazes de entender os motivos e razões de Deus. O melhor é não sairmos por aí dando o nosso veredito para a razão do sofrimento de cada um.

Quando os discípulos perguntam se o cego nasceu assim por causa de algum pecado dele ou de seus pais, Jesus responde: "Nem ele pecou nem seus pais". Então por que ele nasceu cego? A resposta está nos próximos 3 minutos.

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#193 Por que sofremos?



Leitura: João 9:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=w_UR6PCT4xM

No final de uma notícia na Internet sobre o terremoto do Haiti, um leitor deixou seu comentário: "Se Deus existe, então ele é incompetente". Você já reparou que sempre que algo dá errado tem gente que aponta o dedo para Deus? Os ateus são os que mais gostam de jogar a culpa no Deus que eles afirmam não existir.

Esta prática não é nem um pouco original. Adão foi o primeiro a culpar Deus, por ter lhe dado a mulher que o levaria a pecar. "Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi". Adão insinua que nada daquilo teria acontecido se Deus não tivesse criado sua esposa.

Você já culpou alguém por seus próprios erros? Isso mostra que você é tão pecador quanto Adão. Ah, você nunca erra? Bem, então seu caso é mais grave. Todo profissional de saúde conhece os cinco estágios pelos quais passa um paciente ao receber a notícia de que está com câncer.

Primeiro vem a negação: "Isto não está acontecendo comigo". Em seguida, a raiva: "Por que eu?". O passo seguinte é barganhar e tentar resolver o problema sozinho: "Se eu mudar de vida, o problema desaparece". Depois, a depressão: "Ai de mim! Estou perdido!". Finalmente vem a aceitação e a disposição para receber ajuda externa.

O pecado - primeiro dos anjos e depois do homem - é o câncer que arruinou não só a espécie humana, mas toda a criação. O apóstolo Paulo explica, em Romanos 8, que "a criação ficou sujeita à vaidade" e vive na expectativa "de ser liberta do cativeiro da corrupção" e "toda a criação juntamente geme e está com dores de parto até agora".

Tudo - absolutamente tudo - ficou arruinado: as criaturas, a terra, o universo, o tempo e o espaço. E quando a Bíblia fala que toda a criação está com dores de parto, entenda que a metáfora é bem precisa: as dores de parto tendem a aumentar e ocorrem a intervalos cada vez menores até a hora final. Sofrimentos cada vez maiores e mais frequentes devem ocupar as manchetes até Cristo voltar.

Neste capítulo 9 do evangelho de João, Jesus vê um homem cego de nascença e seus discípulos lhe perguntam: "Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" A resposta você verá nos próximos 3 minutos.

Enquanto isso, que tal analisar em que estágio você se encontra? Você nega que é pecador? Sente raiva e culpa outros por seu pecado? Decidiu mudar de vida para resolver o problema. Caiu em depressão por não conseguir? Bem, quer um conselho? Vá logo para o último estágio e peça ajuda externa: recorra a Jesus para receber o perdão e a salvação.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.