"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#280 Livrando-se de Deus



Leitura: João 19; Gênesis 3 e 4
Vídeo: http://youtu.be/OoWPqxwFCeU

Chegamos agora ao capítulo mais solene, não só deste evangelho, mas de toda a história da humanidade: a morte de Jesus. Ele já havia indicado que se o grão de trigo apenas caísse na terra, de nada adiantaria, pois ficaria só. Mas se morresse, germinaria e daria muito fruto. Por isso Jesus deve morrer.

Porém, ao mesmo tempo em que ele deve cumprir o propósito de sua vinda ao mundo, os seres humanos devem revelar sua real disposição para com Deus: livrarem-se dele. No capítulo anterior Jesus diz a Pilatos que aquele que o tinha entregado ao governador romano era "culpado de um pecado maior". Portanto deve existir uma escala de culpabilidade conforme a gravidade do mal.

Neste capítulo atingimos o ápice dessa escala da maldade: o homem está prestes a livrar-se de Deus, não apenas conceitualmente falando, mas de uma maneira prática, cruel e cabal. Ao menos ele pensa que pode conseguir isso para perpetuar-se no poder como deus e senhor de seu próprio destino.

Ao longo das eras Deus tratou com o homem de diferentes maneiras. Chamamos a isso de dispensações. No Éden ele lidou com o ser humano em um estado de inocência, e o homem falhou ao querer livrar-se de Deus. A palavra "pecado" significa viver independente de um elemento regulador. "Vocês serão como Deus", prometeu a serpente apontando para a autossuficiência. Eva acreditou.

No período que vai da queda do homem ao dilúvio Deus tratou com a humanidade em um estado de consciência. O ser humano agora conhecia o bem e o mal, embora fosse incapaz de fazer o bem e evitar o mal. Abra o jornal e você verá que é assim até hoje. No Éden o homem tentou dispensar a Deus e ocupar sua vaga. Não deu certo, então ele tentou a mesma coisa de diferentes maneiras.

Não satisfeito em livrar-se da concorrência divina, o homem quis também livrar-se da concorrência humana. Caim matou seu irmão, tornando-se, juntamente com seus descendentes, pioneiro em muitas coisas. Foi pioneiro no homicídio e fundou a primeira cidade, sendo também o primeiro a dar nomes de pessoas às coisas feitas pelo homem. Sua cidade ganhou o nome de seu filho Enoque.

Lameque, descendente de Caim, foi o pioneiro da poligamia e do homicídio em defesa própria, e seus três filhos inventaram a pecuária, a música e a tecnologia. O homem fincava assim sua bandeira no mundo e o adornava para viver nele confortavelmente, porém sem a intromissão de Deus. Enquanto isso Adão e Eva tinham outro filho, chamado Sete, de quem nasceu Enos, que significa "frágil" ou "mortal". Foi nessa época que se passou a invocar o nome do Senhor e é dessa linhagem que veio Jesus, o Salvador do mundo.

Nos próximos 3 minutos a terra antes do dilúvio parece tirada de um conto de literatura fantástica.

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#279 De costas para a Verdade



Leitura: João 18:28-40
Vídeo: http://youtu.be/HDoFpMGk-3s

Após terem julgado Jesus sem conseguirem acusá-lo de coisa alguma que não fosse a verdade, os sacerdotes decidem enviá-lo a Pilatos, o governador romano. A cena é bizarra, pois representa bem como age o homem religioso e zeloso, porém longe de Deus. Os judeus que acompanham Jesus não entram na residência de Pilatos a fim de evitarem se contaminar com o mal que havia nas habitações dos que não eram judeus. Afinal, era o tempo da Páscoa, e eles queriam continuar participando das celebrações limpos de qualquer culpa.

Seria cômico se não fosse trágico: ao mesmo tempo em que cumprem suas responsabilidades religiosas eles entregam à morte o próprio Filho de Deus. Este é um exemplo clássico da responsabilidade moral sendo atropelada pelo costume ritual. Enquanto evitam se contaminar na casa de um juiz romano e humano, se contaminam com a culpa do assassinato do Juiz divino de todos os homens! Que paredes podiam ser mais imundas que as de seus próprios corações? Pilatos, sim, é quem deveria temer receber aqueles monstros em sua casa.

Mas ali está um homem igualmente ímpio, indo encontrar os judeus do lado de fora para não desagradá-los. "Qual é a acusação", pergunta ele. A resposta é que Jesus é criminoso e merece morrer, uma sentença que apenas o invasor romano pode declarar. Na verdade, a acusação que os judeus têm contra Jesus tem dois aspectos. Primeiro, o aspecto religioso: Ele deve morrer por ter blasfemado ao declarar-se o Cristo, o Filho de Deus, fazendo-se assim igual a Deus. Segundo, o aspecto civil: Jesus diz que é o rei dos judeus, e qualquer um com tais pretensões é visto pelo Império Romano como reacionário e digno de morte.

Pilatos está claramente incomodado pela obrigação de julgar aquele homem em quem não vê crime algum, mas apenas uma intriga dos judeus. No diálogo que se segue Jesus declara que seu reino não é deste mundo, aonde ele desceu para dar testemunho da verdade. Todos os que são da verdade dão ouvidos a ele. É aqui que a sorte de Pilatos é selada. Ele não é da verdade e nem quer ser. Por isso, ao perguntar "O que é a verdade?", não espera pela resposta. Dá as costas para Jesus e volta-se aos judeus, com os quais quer manter boas relações. Pilatos é político.

Numa última tentativa de livrar Jesus da morte, ele oferece cumprir o costume de soltar um prisioneiro por ocasião da Páscoa, uma espécie de indulto governamental. Mas os judeus não querem Jesus solto. Preferem que Pilatos solte um criminoso, Barrabás. E Jesus? Que seja crucificado. Se você já escutou a frase "A voz do povo é a voz de Deus", saiba que ela não está na Bíblia. Nesta eleição democrática ocorrida há dois mil anos a voz do povo vota em Barrabás.

Nos próximos 3 minutos a humanidade revela qual é a sua real intenção para com Deus: acabar com ele.

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#278 Um prisioneiro perfeito



Leitura: João 18:17-27
Vídeo: http://youtu.be/ZZrHrA96jO0

Um grande engano disseminado até mesmo entre cristãos é que a salvação possa ser obtida pela imitação de Cristo. Evidentemente o cristão, que já teve os seus pecados perdoados pela fé em Cristo graças à sua morte na cruz, tem em Jesus o exemplo de um homem perfeito e deve sim imitá-lo. Mas isso é depois de ter nascido de novo e ter a certeza de sua salvação.

Em sua carta aos Efésios, capítulo 5, Paulo escreve para que "sejam imitadores de Deus, como filhos amados" (Ef 5:1), e segue falando das virtudes que devem acompanhar a vida cristã. Em 1 Coríntios 11 ele exorta os cristãos: "tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo" (1 Co 11:1). Paulo os convida a seguirem seu próprio exemplo, portanto é salutar imitarmos aqueles que andam na fé em Jesus. Mas isso é um complemento à vida cristã, e não o meio pelo qual você recebe a salvação, a qual só pode ser obtida pela fé em Cristo.

Se você tentar imitar Jesus para obter a salvação, terá de começar sendo sem pecado, porque Jesus veio ao mundo sem pecado. O problema é que eu e você viemos ao mundo com uma natureza arruinada que nos fez pecadores desde a concepção. É impossível que, pela imitação, você se torne puro e sem pecado. Por mais que um cão imite um gato, o máximo que consegue é latir com um "miau". Mas ele continuará sendo um cão em sua essência e por natureza.

Compare os julgamentos de Jesus aqui e de Paulo no capítulo 23 de Atos. Aqui Jesus é esbofeteado por um dos guardas do sumo sacerdote, que diz: "Isso é jeito de responder ao sumo sacerdote?", ao que Jesus responde: "Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu? ". A resposta de Jesus é perfeita e desmonta todos os argumentos de seus juízes.

Paulo, em uma situação semelhante, porém guiado pela própria carne e não pelo Espírito, responde: "Deus te ferirá, parede branqueada! Estás aí sentado para me julgar conforme a lei, mas contra a lei me mandas ferir?", e recebe o troco: "Você ousa insultar o sumo sacerdote de Deus?", ao que é obrigado a se retratar: "Irmãos, eu não sabia que ele era o sumo sacerdote, pois está escrito: 'Não fale mal de uma autoridade do seu povo'".

Jesus, Deus e homem perfeito, jamais precisou se retratar porque em momento algum foi movido por outra natureza que não fosse a sua natureza divina e perfeita. Paulo, nascido de novo e possuidor da nova natureza e do Espírito Santo habitando em si, foi obrigado a pedir desculpas por ter deixado sua carne tomar o controle da situação. Assim somos nós em nossas atitudes e palavras, quando comparados ao Senhor Jesus.

Nos próximos 3 minutos Jesus é enviado a Pilatos para ser julgado pelo poder civil.

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#277 Na roda dos impios



Leitura: João 18:17-27
Vídeo: http://youtu.be/CGe64gFrnKo

Enquanto os homens conspiram para entregar Jesus à morte, a carne de Pedro conspira contra ele. Graças à intervenção de João, ele é admitido no pátio interior da casa do sumo sacerdote, mas logo procura a companhia dos guardas e outros que ajudaram a prender Jesus, para se aquecer em torno da mesma fogueira.

Pedro é reconhecido por uma mulher: "Você não é um dos discípulos desse homem?" Ele nega por medo da mulher. Então é a vez dos que estão ao redor da fogueira questionarem: "Você não é um dos discípulos dele?". Pedro nega outra vez. Finalmente é reconhecido pelo parente do homem que teve a orelha cortada: "Eu não o vi com ele no olival?". Pedro nega pela terceira vez e o galo canta.

O evangelho de Lucas dá mais detalhes do que acontece após o galo cantar: "O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: 'Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes'. Saindo dali, chorou amargamente" (Lc 22:61). Prestes a morrer, Jesus preocupa-se com seu discípulo. Ele já sabia que Pedro iria fraquejar e tinha orado por ele. Agora é com o olhar, e não com uma repreensão, que Jesus toca o coração covarde do discípulo corajoso. Aquele que se dizia disposto a encarar a morte por Jesus não teve sequer coragem de encarar a pergunta de uma mulher.

Se Pedro vivesse nos dias de hoje ele seria um assíduo consumidor de livros e palestras de autoajuda, com mensagens do tipo "Confie em si mesmo", "Descubra o poder que há em seu interior" ou "Siga o seu coração". Tudo isso pode soar bonito, mas não passa de confiança na carne. Um pouco antes Jesus tinha deixado claro aos discípulos que, por maior disposição de espírito que eles demonstrassem ter, a carne é fraca. Confiar na carne e nos sentidos nos deixa vulneráveis ao pecado. Pedro que o diga.

Sempre desconfie de sua capacidade natural quando ela é colocada ao serviço do Senhor pela vontade própria. Jeremias escreveu que é maldito o homem que confia no homem, e isso inclui confiar em si mesmo. O temperamento de Pedro só podia ser útil quando controlado pelo Espírito de Deus, como em Atos 4:13, quando Anás e Caifás darão testemunho da intrepidez e coragem de Pedro ao testemunhar de Jesus sob o risco de morrer por isso.

O primeiro Salmo diz que é feliz o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Assentado na roda dos ímpios guardas, em busca daquilo que os aquece, Pedro nega a Jesus. Sempre que você buscar conforto na companhia dos ímpios, seu testemunho será enfraquecido e você acabará sendo uma negação daquilo que deveria ser neste mundo: um testemunho para Jesus.

Nos próximos 3 minutos Jesus é interrogado.

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#276 Temperamentos



Leitura: João 18:15-16
Vídeo: http://youtu.be/SInx7tZ-8zs

Tem início o julgamento de Jesus. Dois discípulos o seguem na incerteza do que irá acontecer. Um deles é Pedro, e o outro talvez seja João, o autor do evangelho. Este deve ser conhecido da família do sumo sacerdote, pois entra na casa e em seguida sai para buscar Pedro, que não conseguira entrar.

Cada um de nós nasce com um temperamento que faz parte de nossa identidade. João parece ser um homem dócil e afável, que ama e é fácil de ser amado. Pedro, por sua vez, é impulsivo e direto. São características humanas que podem estar sob o controle do Espírito ou dos sentidos, às vezes chamados de carne. Assim como eu e você, Pedro e João são pecadores por natureza, e tudo neles, inclusive o temperamento, foi corrompido pelo pecado.

João, com seu temperamento dócil, é mais diplomático e apto a conquistar amizades e acessos, como o da casa do sumo sacerdote. Pessoas acessíveis têm fácil acesso. Pedro, por sua vez, está no outro extremo. Ele é o homem de pavio curto, muito útil para comandar um batalhão, trabalhar de capataz ou ser o primeiro a mergulhar no mar para ir ao encontro do Senhor. Mas dificilmente conseguirá um emprego como relações públicas. Pedro e João sempre foram assim, e essas características fazem deles indivíduos, cada um com uma identidade própria. O problema não é o temperamento, mas o que o controla.

O ser humano passa por diferentes estágios -- infância, adolescência e fase adulta -- sem perder sua identidade. Em cada fase ele pensa e age de modo diferente, mas é sempre o mesmo ser humano e jamais perderá essa essência. Deus criou o homem e disse que era muito bom. Se assim não fosse, Jesus não teria vindo em um corpo humano. Ao contrário de Jesus, porém, todos nós temos uma natureza pecaminosa que nos incita a pecar. Mas é você, como um ser responsável, quem peca ao se deixar guiar por ela, e deverá prestar contas disso.

O problema é que se você ainda não se converteu a Jesus, você só possui a carne para movê-lo; você só pode ser guiado pela carne e pelos pensamentos, como uma marionete de Satanás. Aquele que, pela fé em Jesus, é nascido de Deus possui, além dessa mesma velha e caída natureza, uma natureza santa e perfeita que vem de Deus. Quando você deixa a velha carne no comando, você peca. Quando você se deixa guiar pelo Espírito de Deus, você age segundo a vontade de Deus.

O problema no Éden foi Eva se deixar guiar pelos sentidos: a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e boa para dar entendimento. Havia um apelo sensorial ao corpo, à alma e ao espírito, e ela se deixou levar. Quando nos deixamos guiar pelo que é sensorial, pecamos. Na carta do apóstolo Judas, encontramos a característica dos homens ímpios: eles são "sensuais". Como animais irracionais, eles são guiados pelos sentidos, não pelo Espírito de Deus.

Nos próximos 3 minutos o temperamento intrépido de Pedro é colocado à prova.

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#275 O julgamento do Juiz



Leitura: João 18:12-14
Vídeo: http://youtu.be/p74CRVAQTzY

Apesar de Jesus pregar publicamente, nunca as autoridades conseguiram prendê-lo. Não faltou ocasião, pois neste mesmo evangelho de João, nos capítulos 8 e 10, os judeus tentam apedrejá-lo sem conseguirem. Ainda não era chegada sua hora. A morte de Jesus estava nos planos eternos de Deus, por isso ela só poderia ocorrer quando Deus assim determinasse.

Agora Jesus se deixa amarrar e ser levado a Anás, que tinha sido sacerdote no ano anterior. Primeiro Jesus deve passar pelo julgamento das autoridades religiosas, e só depois ser entregue à autoridade civil. Por estarem sob o domínio romano, os judeus não têm poder para condenar alguém à morte.

É interessante este detalhe, pois séculos antes havia sido profetizado que o Messias de Israel seria crucificado conforme o costume romano, e não apedrejado, que era a execução imposta pela lei judaica. Portanto era preciso que a nação de Israel estivesse na condição em que está aqui, sujeita a um invasor gentio, para que as profecias da morte de Jesus se cumprissem.

No Salmo 22 você encontra: "Traspassaram -- isto é, perfuraram ou atravessaram -- minhas mãos e meus pés" (Sl 22:16). O profeta Zacarias previu: "Olharão para mim, aquele a quem traspassaram" (Zc 12:10). Isaías profetizou o mesmo, acrescentando ainda a razão de sua morte: "Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões" (Is 13:5).

Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo lembra uma citação do capítulo 21 de Deuteronômio que diz: "Qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus" (Dt 21:22, 23). Mas como Jesus, na cruz, poderia ser amaldiçoado por Deus? Por ter sido feito pecado ali por nós. Deus não podia ter qualquer ligação com o pecado, portanto não só o abandonou na cruz, como também o considerou maldito e lançou sobre ele o fogo do juízo contra o pecado.

O que Jesus sofreu nas mãos dos homens não difere muito da tortura que muitos prisioneiros receberam ao longo da história. Mas o que ele sofreu nas mãos de Deus é inigualável; é a soma de todos os medos que aterrorizam cada pecador que terá de se apresentar diante de Deus com seus pecados para receber o juízo. Em Jesus esse terror, sofrimento e dor foram multiplicados pelo pecado do mundo e dos que seriam salvos por ele, e elevados à enésima potência da eternidade.

Mal sabiam os juízes Anás, Caifás e Pilatos que Jesus estava prestes a ser julgado com maior rigor e severidade pelo próprio Deus. E tampouco poderiam eles imaginar que aquele réu, fraco e humilde, voltaria como Juiz, para julgá-los e a todos os que não tiveram seus pecados pagos por Jesus na cruz.

Nos próximos 3 minutos Pedro e João têm seus temperamentos revelados.

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#274 Traicao e valentia



Leitura: João 18:2-11
Vídeo: http://youtu.be/mRwXxLQPaaA

Judas, o traidor, conhece o lugar onde Jesus está, portanto leva consigo "um destacamento de soldados e alguns guardas enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus, levando tochas, lanternas e armas" (Jo 18:3). A luz do mundo estava ali, e mesmo assim os homens precisam de lanternas para encontrá-la. Outro evangelho mostra que Judas beija Jesus para identificá-lo para os guardas na noite escura.

Jesus se adianta a ir ao encontro deles. Ele está pronto para ser preso e conduzido à morte. Mas antes os soldados terão uma pequena amostra de quem é aquele que pretendem aprisionar. "A quem vocês estão procurando?", pergunta Jesus. "A Jesus de Nazaré", respondem eles.

A resposta de Jesus nos remete ao encontro de Moisés com Deus no capítulo 4 do livro de Êxodo. Ao perguntar a Deus o seu nome, Moisés ouviu a resposta: "EU SOU o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: EU SOU me enviou a vocês". A mesma expressão -- "EU SOU" -- sai agora da boca de Jesus e isso é suficiente para fazer os soldados caírem de costas. Ali está o Criador, o Senhor do universo, o "EU SOU", e os soldados são incapazes de suportar apenas um lampejo de sua glória. Este é Jesus e Jeová.

Jesus intercede pelos discípulos. Era a ele que buscavam, portanto que deixassem ir livres os outros. Nenhum deles sofreria dano, nem mesmo Pedro, que em sua impetuosidade sacou da espada e decepou a orelha do servo do sumo sacerdote. Jesus o repreende: "Guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?". O evangelho de Lucas revela que Jesus curou a orelha do rapaz.

A Palavra de Deus é chamada em Efésios 6 de "espada do Espírito", e em Hebreus 4 de "espada de dois gumes", portanto a repreensão de Jesus faz todo sentido. Jamais deveríamos usar a espada da Palavra de Deus para deixar as pessoas surdas à mesma Palavra. Mas quando é que cortamos orelhas? Quando usamos a Bíblia para agredir as pessoas e as tornamos endurecidas e avessas à verdade.

Você já se viu metralhando pessoas com versículos, mais para defender sua posição do que por desejo de salvá-las? Pessoas inseguras usam a Palavra de Deus como forma de marcar território. Quando brandimos a espada da Palavra com agressividade, ou a usamos para criar em nós uma aura de piedade, podemos estar tentando compensar nossa própria falta de comunhão com Deus.

A valentia de Pedro só confirmava sua insegurança. Horas depois ele negaria Jesus. O piedoso beijo de Judas escondia a traição do filho do diabo que ele realmente era. E você, como tem usado a Palavra de Deus? Para cortar orelhas ou para curar os surdos? Para exibir sua piedade ou para revelar o Salvador?

Nos próximos 3 minutos o Juiz é julgado.

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#273 Dragao em pele de cordeiro



Leitura: João 18:1; Apocalipse 13:11
Vídeo: http://youtu.be/LMZgVaI1WTQ

No Antigo Testamento Davi é uma figura de Jesus, o rei traído e desprezado que o profeta Isaías descreveu como não tendo "qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos" (Is 53:2). Por sua vez, Absalão, o filho de Davi elogiado por sua beleza, é uma figura do Anticristo, o usurpador do trono e representante visível do príncipe deste mundo, Satanás.

Porém, quando Jesus voltar para reinar, já não virá mais como o servo manso e humilde, mas como um rei poderoso e implacável para com seus inimigos. Aqueles que hoje creem nesse Jesus desprezado e exilado no céu, recebem a salvação. Os que o rejeitam serão levados a crer no Anticristo, aquele que João descreve como a "besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão". (Ap 13:11).

Como fez Absalão, cujo nome significava "Patrono da Paz", o Anticristo virá vestido em pele de cordeiro para encobrir sua natureza de dragão herdada de Satanás. O apóstolo João previu que muitos "anticristos" surgiriam antes do derradeiro Anticristo, e algumas características os denunciariam. Uma seria o fato de negarem que Jesus veio em carne, isto é, que Deus assumiu a forma humana. Outra seria a sua habilidade em fazer sinais e milagres.

Se você vive atrás de sinais e maravilhas, saiba que pessoas assim serão as vítimas do Anticristo. Paulo fala que "a vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar" (2 Ts 2:8-10).

Quando Deus ordenou a Faraó que deixasse os israelitas saírem livres da escravidão no Egito, Faraó se opôs. Ao invés de libertar o povo de Deus, mandou que este recebesse uma carga maior de trabalho. Nos capítulos 7 e 8 do livro de Êxodo, por cinco vezes Faraó endureceu seu próprio coração. Então, no capítulo 9 diz que "o Senhor endureceu o coração de Faraó". O homem que se recusa teimosamente a ouvir a Palavra de Deus chega a um ponto sem volta, quando o endurecimento de seu coração passa a vir de Deus.

É o que ocorrerá após o arrebatamento da Igreja. Para aqueles que ouviram o evangelho e foram deixados para trás, "Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade" (2 Ts 2:11, 12). Quanto tempo falta para isso acontecer? A Bíblia responde: um piscar de olhos. A hora de crer em Jesus é agora.

Nos próximos 3 minutos, Judas, outra figura do Anticristo, leva os soldados até Jesus.

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#272 Um pai omisso



Leitura: João 18:1; 2 Samuel 13-20
Vídeo: http://youtu.be/8tS7--6GiUo

Mil anos antes da cena do capítulo 18 do evangelho de João, outro homem fez o mesmo caminho que Jesus faz aqui. O rei Davi, quando teve seu trono usurpado por seu filho Absalão, cruzou o ribeiro de Cedrom fugindo de Jerusalém por ter sido um pai omisso. Jesus cruza o mesmo ribeiro por ser um Filho submisso.

Mas quem era Absalão? A história do terceiro filho de Davi, e o seu trágico fim, você encontra nos capítulos 13 ao 20 de 2 Samuel. Seu nome significa "Patrono da paz", o que Davi certamente queria que ele fosse, ao adotar um método pacífico para educar seus filhos. Absalão foi tratado do mesmo modo que Davi tratava Adonias, seu quarto filho. Dele é dito que "seu pai nunca o havia contrariado; nunca lhe perguntava: 'Por que você age assim?'" (1 Rs 1:6).

Absalão era filho de uma das esposas pagãs de Davi, uma união contrária à vontade de Deus. Em seu plano original, Deus queria que cada homem tivesse apenas uma mulher, e que esta adorasse o Deus verdadeiro. Mas nada disso foi levado a sério por Davi, que paparicava seu belo filho. "Em todo o Israel não havia homem tão elogiado por sua beleza como Absalão. Da cabeça aos pés não havia nele nenhum defeito" 2 Sm 14:25.

Filho de um casamento não autorizado por Deus, criado na idolatria de sua mãe, bajulado por sua aparência e recebendo de seu pai uma educação pacífica, de modo a nunca ser contrariado, advertido ou castigado -- esse era Absalão. Os modernos educadores devem muito a Davi por seu método de educar os filhos. É o método do homem, contrário ao método de Deus, descrito em Hebreus 12:

"O Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho. Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados" (Hb 12:5-11).

Ao contrário da ideia de que a criança nasce boa e é estragada pelo ambiente, a Bíblia ensina que nascemos pecadores. O livro de Provérbios diz que "a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela. A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma. Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura" (Pv 22:15; 29:15-17; 23:13-14). Davi não fez assim e só lhe restou chorar a perda de seu filho.

Nos próximos 3 minutos veremos um dragão em pele de cordeiro.

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#271 Para que sejam um



Leitura: João 17:20-26
Vídeo: http://youtu.be/DkBjR3OpSF8

Quando você entra em um aposento e descobre que tem alguém falando mal de você, o sentimento é de tristeza e indignação. Mas e se a pessoa estiver falando bem de você? E se estiver fazendo mais que isso: estiver intercedendo por você, querendo para você tudo de bom? É o que encontramos aqui. Entramos na intimidade de uma conversa que Jesus está tendo com o Pai, e o assunto da conversa são os que viriam a crer nele no futuro. Há dois mil anos Jesus já intercedia por mim diante do Pai. Veja o que ele diz:

"Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles [dos apóstolos] para que sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste" (Jo 17:20-24).

A mesma unidade que existe entre o Pai e o Filho é a que deve existir entre os que foram salvos por ele -- todos tem um mesmo e único Salvador. Além deste aspecto da unidade, assim como Cristo manifestava Deus no mundo, o cristão deve ser a expressão de Cristo em seu caráter e andar. No livro de Atos, capítulo 4, quando os apóstolos foram interrogados pelas autoridades e pelo sumo sacerdote, estes "ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus" (At 4:13). O testemunho dos discípulos era coerente com o de Jesus; havia ali uma unidade de caráter e propósitos que o mundo podia perceber.

Mas Jesus vai mais além em sua oração: "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo" (Jo 17:24). Lembre-se de que aqui ele fala como já tendo cumprido a obra da redenção, morrendo, ressuscitando e assentando-se à destra da Majestade nas alturas. E é nesse lugar de indescritível glória que Jesus quer que estejamos, para contemplarmos a sua glória.

Ele aponta para o futuro eterno e, ao mesmo tempo, para o passado eterno: "Estejam comigo onde estou...", e aqui ele está falando da imutabilidade de sua glória eterna; "porque me amaste antes da criação do mundo", ou seja, na eternidade, antes de todas as eras (Jo 17:24). Entre uma coisa e outra está o tempo, essa coisa linear, que Deus criou juntamente com a matéria que conhecemos, e que deixará de existir quando chegarmos ao estado eterno.

Apesar de toda a ruína em que se transformou a cristandade, com milhares de denominações negando justamente o princípio da unidade, ainda é possível encontrar unidade naquilo que identifica cada cristão: o nome de Jesus. Por que será que alguns dão tão pouco valor a esse nome ao ponto de se deixarem identificar por nomes de religiões criadas por homens?

Nos próximos 3 minutos Jesus faz o mesmo caminho que fez o Rei Davi mil anos antes.

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#270 Nenhum deles se perdeu



Leitura: João 17:10-19
Vídeo: http://youtu.be/DpnSZLyS8-M

Jesus glorifica o Pai salvando pecadores, e é glorificado por cada um que ele salva. É assim que ele diz: "Eu tenho sido glorificado por meio deles". E Jesus não é glorificado apenas pelos seus neste mundo, mas também pelo cuidado que tem por eles para que nenhum se perca. Tanto o recebimento da salvação quanto sua manutenção não vem de nós, mas de Deus. Caso contrário, o homem seria glorificado por sua salvação e por sua perseverança em manter-se salvo.

Enquanto estava aqui Jesus protegia os discípulos, de modo que nenhum deles se perdeu, exceto Judas, que estava destinado à perdição. Agora ele pede ao Pai que guarde os que são seus, e essa mesma intercessão Jesus continua a fazer no céu por cada um dos que são salvos por ele. Se você realmente crê em Cristo saiba que nada e nem ninguém pode tirar você das mãos do Pai.

Jesus guardava os seus discípulos enquanto ainda estava com eles, e mais ainda depois da formação da igreja no dia de Pentecostes em Atos, capítulo 2. A partir daquele dia cada pessoa que crê em Jesus é selada com o Espírito Santo, a garantia de que jamais poderá se perder. Veja o que dizem estas passagens das cartas de Paulo aos Efésios e aos Coríntios:

"É Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir... Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus... Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia... o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção" (2 Co 1:21-22; Ef 1:13-14; 4:30; 2 Co 5:5).

Antigamente os reis validavam um documento colocando nele o seu selo, a marca de seu anel pressionado sobre uma gota de lacre derretido ou simplesmente com tinta, como se fosse um carimbo. O selo era a garantia de propriedade. Assim Deus sela com o Espírito Santo cada um que é salvo por Jesus, como se dissesse: "Este é minha propriedade, ninguém pode tirá-lo de minhas mãos". Aqueles que acham que podem perder a salvação, ou o Espírito Santo com o qual foram selados como garantia, não fazem ideia de quem é Deus e de como ele é zeloso daquilo que é seu.

Mas o que dizer dos que um dia pareciam tão convertidos e depois voltaram a ser o que eram ou até piores? Bem, talvez nunca tenham nascido de novo, nunca creram em Jesus, mas apenas adotaram uma religião cristã e aprenderam a fingir. O apóstolo João fala desse tipo de gente em sua primeira carta: "Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos" (1 Jo 2:19).

Nos próximos 3 minutos Jesus revela o que deseja para aqueles que viriam a crer nele nas gerações futuras, ou seja, eu e você.

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#269 Um mundo melhor?



Leitura: João 17:6-9
Vídeo: http://youtu.be/E3_e0rqDdos

A afirmação que Jesus faz no versículo 9 pode surpreender alguns: "Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus" (Jo 17:9). Como assim? Como pode ele deixar o mundo de fora de sua intercessão, se o mundo precisa tanto de progresso, paz e harmonia entre os povos?! Você pode escutar o Papa, o Dalai Lama e outros líderes religiosos rogando pela paz mundial e pelo progresso da sociedade, mas jamais encontrará Jesus fazendo isso.

Ele intercedeu por seus algozes na cruz, ao dizer "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lc 23:34), mas em nenhum momento tentou mudar o sistema, incrementar a economia ou lutar por leis mais justas. A razão é simples: Deus desistiu de melhorar o mundo que rejeitou o seu Filho. O que Deus tem feito é se empenhar em resgatar do mundo um povo para si. São os que creem nele como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, o Filho de Deus que veio morrer para nos salvar.

Se você fosse o capitão do Titanic depois de atingir o iceberg, o que diria aos passageiros? Que pegassem pincéis e tinta para pintarem o navio de uma cor mais alegre? Não! Você diria a eles para caírem fora dali que o navio estava condenado. O apóstolo Pedro escreve em sua segunda carta: "Os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios... Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada" (2 Pd 3:7-10).

Quando você crê na Palavra de Deus, faz tanto sentido tentar melhorar o mundo quanto pintar de cores alegres o carvão que você comprou para o churrasco. Seu destino é o fogo, não importa o quanto você capriche em melhorá-lo. É por isso que no capítulo 17 de João, Jesus intercede, não pelo mundo, mas pelos que o Pai lhe deu do mundo, os escolhidos antes da criação. Estes são os que creem na Palavra de Deus e foram salvos pela fé em Jesus. O evangelho não é uma missão de melhoria do mundo; o evangelho é uma missão de resgate.

Muitos cristãos não entendem a sua vocação, achando que devem se intrometer na política e nos sistemas daqui como se fossem cidadãos do mundo. Não são, e uma passagem na carta de Paulo aos filipenses mostra isso: "A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20). Se eu viajar ao Nepal posso até alimentar e vestir os necessitados ali, mas não tenho nada que me intrometer na política do país. Serei estrangeiro ali, como o cristão é estrangeiro aqui neste mundo. Não sou eu quem diz, é Jesus quem repete por duas vezes neste capítulo: "Eles não são do mundo, como eu também não sou" (Jo 17:14, 16).

Nem todos os passageiros do Titanic que tiveram acesso aos botes salva-vidas sobreviveram. Será que todos os que o Pai deu a Jesus estarão seguros eternamente? A resposta está nos próximos 3 minutos.

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#268 Para a gloria de Deus



Leitura: João 17:1-5
Vídeo: http://youtu.be/MueZSbU-gyM

No capítulo 7 de seu evangelho, João diz que "tentaram prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque a sua hora ainda não havia chegado" (Jo 7:30). No capítulo 8 ele diz que "ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora" (Jo 8:20). Agora no capítulo 17 Jesus diz: "Pai, chegou a hora" (Jo 17:1). A morte de Jesus não foi um imprevisto; sua vida não estava à mercê dos homens. Deus estava no controle de tudo, mas mesmo assim os homens seriam responsabilizados por o terem entregado à morte.

Primeiro Jesus pede ao Pai que este o glorifique. Ele está falando de sua ressurreição, que seria o reconhecimento do Pai de que o Filho teria cumprido a missão para a qual foi designado. Em 1 Timóteo 3:16 você tem o roteiro completo dessa missão: "Deus foi manifestado em carne, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória" (1 Tm 3:16). Ao ressuscitar a Jesus e recebê-lo na glória, o Pai o estaria glorificando.

Jesus, por sua vez, também glorificaria o Pai. Como? Ele mesmo explica aqui em sua oração ao Pai: "Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste". Jesus glorifica o Pai salvando pecadores. Deus é grandemente glorificado no fato de suas criaturas caídas e perdidas serem transformadas em adoradores que adoram a Deus em espírito e verdade. Foi para isso que Deus nos criou.

Repare que é Jesus quem concede a vida eterna -- não somos nós que a obtemos com nossos esforços. Repare também que ele concede a vida aos que o Pai lhe deu para esse propósito. Quando foi que isso aconteceu? Quando Deus "nos escolheu nele [em Jesus] antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus" (Ef 1:4-7).

Escolhidos e predestinados antes da criação do mundo, para sermos adotados como filhos, feitos santos e irrepreensíveis, e tudo isso Deus fez gratuitamente para nós, mas a um enorme preço que foi pago por Jesus na cruz. No final, é essa gloriosa graça que será digna de louvor, e não nossos meros esforços. Percebe agora como é ingênua e mesquinha a ideia de que poderíamos ser salvos por nossas boas obras? Se assim fosse, a glória seria nossa, não de Deus!

Jesus também explica de que vida eterna está falando: "Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (Jo 17:3). Repare que aqui Jesus diz com todas as letras que ele é o Cristo, o Messias enviado a Israel. Os judeus não poderiam jamais alegar que não sabiam com quem estavam lidando. Nos próximos 3 minutos Jesus afirma que não roga pelo mundo, por seu progresso ou bem estar.

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#267 Voce tem um advogado?



Leitura: João 17:1
Vídeo: http://youtu.be/rwkeelRDGi8

Se você já creu em Jesus como seu Salvador -- se já recebeu de Deus o perdão de seus pecados ao reconhecer que Jesus o substituiu no juízo -- agora existem dois no céu falando de você o tempo todo. Eles são incansáveis na tarefa de comentar com Deus tudo a seu respeito. Eles são Jesus e Satanás.

Se você ainda não se converteu a Cristo, não precisa se preocupar com Satanás. Ele não vai gastar saliva falando mal de alguém que ele ainda mantém em suas garras. Mas neste caso você também não terá um advogado, Jesus, intercedendo por você diante do Pai. No céu Jesus fala bem dos que salvou. Satanás fala mal.

Em Apocalipse 12:10 Satanás é chamado de "acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite". Nos primeiros capítulos do livro de Jó o diabo aparece no céu acusando Jó. Foi também nas regiões celestiais que o diabo lutou com o arcanjo Miguel para saber onde Deus escondera o corpo de Moisés. Talvez o diabo quisesse transformar os ossos do patriarca de Israel em objeto de idolatria e sua sepultura em local de peregrinações (Jd 1:9). O diabo costuma entreter as pessoas religiosas com qualquer coisa que não seja o próprio Jesus.

Mas enquanto Satanás acusa os salvos diante de Deus, Jesus intercede por eles. A oração que Jesus faz neste capítulo 17 de João é um protótipo da intercessão que ele está fazendo neste exato momento no céu. Veja que ele não fala uma palavra sequer contrária aos seus discípulos. Hoje, no céu, ele fala bem de mim para o Pai, sem mencionar minhas falhas e tropeços. Como acontece neste capítulo, no céu Cristo não intercede para que eu receba honras mundanas ou bens materiais, mas roga para que eu seja mantido separado do mundo. A prosperidade que ele quer para mim é espiritual, a única que dura uma eternidade.

Nesta passagem do evangelho ele começa sua intercessão enquanto ainda está no mundo, dizendo que é chegada a hora de morrer, mas logo pensa nos discípulos. Diante da perspectiva de uma morte horrível e do juízo de Deus que cairia sobre si, é neles que Jesus está pensando. Isso é amor verdadeiro; o amor que não procura seus próprios interesses, mas os da pessoa amada.

Jesus roga ao Pai para que o glorifique na morte, e isso inclui ser ressuscitado e assentado à destra da majestade nas alturas. Ninguém poderia tirar sua vida; ele a daria espontaneamente e, apesar de ter o poder de reavê-la, ele não usaria desse poder: deixaria isso a critério do Pai. Em João 10:18 ele diz, a respeito de sua vida: "Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".

Após pedir ao Pai que o glorifique, ele roga pela oportunidade de glorificar o Pai por sua morte e ressurreição. Como Jesus iria fazer isso? Veja nos próximos 3 minutos.

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#266 Amor ou juizo?



Leitura: João 16:33
Vídeo: http://youtu.be/S7W7AWbXGds

Nos últimos 3 minutos Jesus afirmou que seus discípulos o abandonariam na hora de sua morte, porém o Pai estaria consigo. Vimos também que ele seria abandonado por Deus. Duas verdades aparentemente contraditórias revelam que "Deus é amor" (1 Jo 4:8), mas que também "é fogo consumidor" (Hb 12:29). Amor ou juízo -- o que você quer?

Nós não nascemos neste mundo como Jesus nasceu. Somos gerados pela vontade da carne e trazemos em nós o pecado de Adão, o primeiro homem da velha criação. Não nascemos com o direito de chamar a Deus de Pai. Mesmo assim, ele nunca nos abandona, esperando que venhamos a crer em Jesus, o último Adão, que é também o segundo homem e as primícias da nova criação.

Jesus, por sua vez, saiu do Pai e entrou no mundo na forma humana por geração divina. Ele foi concebido pelo Espírito de Deus no ventre da virgem Maria. Diferente de nós, ele veio sem pecado, isto é, sem o princípio ativo que nos leva a pecar. Por ser Deus e sem pecado, Jesus era incapaz de pecar. Ele era o único que podia chamar a Deus de Pai.

De um lado temos o homem, pecador e destinado ao juízo eterno quando se encontrar com um Deus santo. De outro, temos Jesus, Deus e Homem perfeito, o Filho eterno que saiu do Pai para cumprir uma missão: tomar o lugar do pecador e receber sobre si a culpa dos nossos pecados, e o terrível juízo de Deus. O Salmo 37:25 diz: "Nunca vi o justo desamparado". No entanto, na cruz Deus o abandonou para poder receber os pecadores cujos pecados foram julgados e condenados ali em Jesus.

Percebe a importância do que ele fez? Na cruz Jesus foi feito pecado e abandonado por Deus. Pense nesse amor, que assumiu a culpa de pecados que não cometeu, para receber o castigo que jamais mereceu! Mas ele foi até o fim, e Deus, satisfeito com seu sacrifício, o ressuscitou de entre os mortos. Agora ele vive para sempre no céu, em um corpo humano, o primeiro homem a entrar ali assim, as primícias da nova criação.

Deus é um juiz santo, justo e terrível em julgar. Por outro lado, o Pai é amoroso, cheio de graça e vontade de salvar. Aqueles que ainda não têm o perdão dos pecados pela fé em Jesus se encontrarão com Deus na condição de juiz. Os que creem em Jesus receberam o poder de serem feitos filhos de Deus. Já não entrarão em juízo. E você, como está?

Jesus termina o capítulo dizendo: "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". Ele não promete paz no mundo, mas sim nele. Ao contrário dos pregadores de mentirinha, que prometem saúde, prosperidade e paz neste mundo, aqui Jesus prevê aflições para os seus. Mas ele venceu o mundo, e isto é suficiente para aquele que crê.

Nos próximos 3 minutos Jesus nos dá uma prévia do que está fazendo agora no céu.

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#265 A hora da despedida



Leitura: João 16:27-32
Vídeo: http://youtu.be/HQmzZb-8jiw

Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar da época quando eles teriam o Espírito Santo habitando em si -- isto é, a nossa época -- Jesus diz: "Nesse dia, vocês pedirão em meu nome", e acrescenta: "Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês". Enquanto estava aqui, Jesus orava ao Pai pelos discípulos. Em breve eles próprios orariam por si mesmos ao Pai.

Ele continua revelando uma verdade fundamental da fé cristã "Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai". Este versículo põe por terra qualquer crença em Jesus como um mero homem, apenas mais evoluído espiritualmente. Ele não foi criado como eu e você. Ele saiu do Pai. Isto significa que Jesus coexistia com o Pai na eternidade antes mesmo de assumir a forma humana ao nascer da virgem.

Ao escrever aos Colossenses Paulo deixa claro quem é este que entrou no mundo: "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória" (1 Tm 3:16). Os alicerces do cristianismo se assentam sobre o fato de Jesus ser Deus e Homem: tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo, e tão humano quanto eu e você, exceto o pecado.

Mas agora ele diz aos discípulos que irá deixar o mundo e voltar ao Pai, e em seguida revela que seria abandonado por eles na pior hora, mas que não ficaria só, pois o Pai estaria com ele. Este é outro mistério da Trindade. Na cruz Jesus seria abandonado por Deus ao ser feito pecado por nós. Deus não poderia ter comunhão com o pecado; ele é luz e a luz sairia de cena nas três horas de trevas quando o juízo divino caísse sobre Jesus.

Cumprindo a profecia do Salmo 22:1, Jesus daria o brado: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?". Mas, do mesmo modo como Abraão acompanhou seu filho Isaque até o altar, o Pai faria o mesmo com Jesus, o Filho. Só que neste caso não haveria um carneiro para substitui-lo: Jesus, o Cordeiro de Deus, seria a vítima. Ele seria abandonado por Deus, porém consolado pelo Pai: "Na adversidade estarei com ele", diz o Salmo 91:15.

Como pode ser isso? Deus abandona Jesus, mas o Pai não? Parece uma contradição, mas não é. Trata-se apenas de nossa limitação humana para entender a intimidade das coisas de Deus. Aqui Jesus diz claramente aos discípulos: "Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas, eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo" (Jo 16:32). E assim seria, até mesmo na hora de seu brado, "Deus meu! Deus meu ! Por que me abandonaste?". Deus longe, o Pai perto.

Talvez você entenda isso melhor nos próximos 3 minutos.

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#264 Orando ao Pai e ao Filho



Leitura: João 16:23-26
Vídeo: http://youtu.be/rszUtQfXtCE

Após Jesus morrer, ressuscitar, subir ao céu e ser glorificado, os discípulos não iriam mais perguntar as coisas a ele, como faziam aqui. Eles iriam orar diretamente ao Pai em nome de Jesus, na certeza de serem atendidos graças à estima que o Pai tem por Jesus. O Espírito Santo os capacitaria e ensinaria como orar.

Antes disso nenhum judeu se dirigia a Deus como Pai. Nos evangelhos Jesus introduz a oração ao Pai, e nas epístolas você encontra o apóstolo Paulo dizendo "orei ao Senhor", isto é, a Jesus. Mas em nenhum lugar na Bíblia você encontra alguém orando ao Espírito Santo, apesar de ele ser Deus. Se os apóstolos e profetas, que escreveram o Novo Testamento inspirados pelo Espírito, não ensinaram que ele deva ser invocado, adorado ou louvado, é melhor você não fazê-lo. Nunca se sabe que espírito irá atender à sua invocação.

Nos bastidores do mundo físico existem espíritos malignos com milhares de anos de experiência em enganar os seres humanos. Nós não os vemos, mas eles nos veem e nos acompanham. Sabem quase tudo a nosso respeito, conseguem prever nossos próximos passos pela observação de nosso comportamento, e são hábeis na arte de iludir e enganar. Pense neles como estelionatários espirituais.

Paulo advertiu que "o Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (1 Tm 4:1). João exortou: "Não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus" (1 Jo 4:1). Embora ele fale do espírito do homem que ensina, isso vale também para um espírito que porventura o esteja influenciando.

Como ter certeza se um espírito é de Deus? Não indo além do que está na Bíblia. Invocar o Espírito Santo é ir além do que está escrito. Se o próprio Espírito não nos autorizou a fazê-lo, devemos evitar.

As aparências enganam. Quando passavam pela Macedônia, Paulo e os que estavam com ele foram seguidos por uma jovem que proclamava: "Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação". Aquilo que parecia ser uma propaganda do evangelho revelou ser um espírito maligno.

Agora você entende por que algumas reuniões de cristãos mais parecem rituais pagãos, com pessoas rodopiando, caindo e se debatendo no chão, como se estivessem possuídas por algum espírito. Um cristão cheio do Espírito Santo não perde o domínio de si mesmo; ao contrário, Paulo afirma na carta aos Gálatas que o fruto do Espírito é "domínio próprio" (Gl 5:23). Confira na Bíblia.

Nos próximos 3 minutos Jesus se despede dos discípulos.

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#263 Alegria, alegria!



Leitura: João 16:16-22
Vídeo: http://youtu.be/JhHVXDZ3iuA

Jesus diz aos seus discípulos: "mais um pouco e já não me verão; um pouco mais, e me verão de novo". Como assim? Ele iria morrer e ser sepultado, e eles não o veriam mais até Jesus ressuscitar e ficar com eles por 40 dias. Então ele subiria aos céus e outra vez não seria visto até voltar para buscá-los no arrebatamento da igreja, ou antes, caso morressem. Quanto tempo se passaria nesses intervalos? Nem eles saberiam dizer, de tão rápido que seria.

Pelo menos é assim que Jesus ilustra a situação: "A mulher que está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter nascido no mundo um menino" (Jo 16:21). Ainda que um trabalho de parto seja demorado, toda a angústia da espera desaparece quando a mãe vê a criança. Aí é só alegria.

Os discípulos se angustiariam quando o vissem desfigurado e morto numa cruz, e pouco depois suas esperanças seriam literalmente sepultadas para sempre. Enquanto isso os incrédulos se alegrariam por terem se livrado de Jesus.

A ressurreição de Jesus pegaria os discípulos de surpresa e injetaria neles uma renovada dose de alegria. Mas não seria nada comparada à alegria que sentiriam a partir do dia em que o Espírito Santo de Deus viesse habitar neles e em cada crente em Jesus. No livro de Atos você encontra aqueles tímidos e amedrontados discípulos transformados em ousados pregadores. Aquela alegria ninguém poderia tirar deles.

De que tipo é a sua alegria? Se você só quer gozar esta vida sem prestar contas a ninguém, você se encaixa no perfil daqueles que se alegraram quando viram Jesus morto. Ele seria uma pedra no sapato deles se continuasse vivo por aí. Jesus nem precisava abrir a boca para deixar as pessoas incomodadas. Bastava ele ser quem era: o Filho de Deus, o único homem perfeito, a luz dos homens.

Qualquer coisa exposta à luz tem seus defeitos revelados, e é esse incômodo que Jesus causa nas pessoas até hoje quando ele é apresentado numa pregação do evangelho. Naturalmente fugimos da Palavra de Deus, pois ela é "viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4:12-13) .

Você fica incomodado quando ouve falar de Jesus? Então você ainda não tem uma alegria eterna. E nem o acesso ao Pai, que é o assunto dos próximos 3 minutos.

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#262 Toda a verdade



Leitura: João 16:12-15
Vídeo: http://youtu.be/Q_TFN433SHY

Jesus revela aos discípulos que ainda tem muito para dizer, mas eles não podem suportar. A verdade é absoluta, mas sua transmissão é progressiva e sua recepção depende da condição do homem. Falta algo a eles, e esse algo é o Espírito Santo que desceria alguns dias depois para habitar neste mundo. Até aqui o Espírito agia para os seus. A partir de então agiria nos seus.

A vinda do Espírito Santo após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus capacitaria os apóstolos a receberem a revelação de TODA a verdade, e os crentes a compreendê-la. O Espírito os guiaria a "toda a verdade" (Jo 16:13). Ouviu isso: TODA a verdade foi entregue aos apóstolos e pode hoje ser encontrada no Novo Testamento, tanto de forma explícita, como implícita. É só por meio do Novo que é possível entender o Velho Testamento.

Não existe mais verdade do que a que já foi revelada aos apóstolos. Nada mais há para ser revelado. Tudo agora está na completa Palavra de Deus, à qual você e eu temos acesso. Surpreso? Então veja o que Jesus diz no versículo 15: "Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês". "TUDO"! Nada menos que tudo o que pertence ao Pai é de Cristo e esse "tudo" o Espírito revelou aos apóstolos.

Em 1 Coríntios 2:9-10 Paulo escreve: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" -- esta era a situação no Antigo Testamento. "Mas Deus o revelou a nós [apóstolos] por meio do Espírito" -- esta é a situação do Novo Testamento, a completa revelação de Deus.

Em Hebreus capítulo 1 diz que "há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo". No original grego, a expressão "falou-nos por meio do Filho" está "falou-nos no Filho".

No início de sua primeira epístola, o apóstolo João explica: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada" (1 Jo 1:1-2). Essa vida é Jesus.

Mas neste evangelho os apóstolos ainda não podem conter tamanha revelação. Apenas após terem recebido o Espírito Santo é que este os inspiraria, ou ditaria tudo a eles, palavra por palavra. O apóstolo Paulo explica: "Temos empregado as próprias palavras que nos foram dadas pelo Espírito Santo, e não palavras que nós, como homens, pudéssemos escolher. Assim, usamos as palavras do Espírito Santo para explicar as realidades do Espírito Santo" (1 Co 2:13-14).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de tristeza e também de alegria.

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#261 Pecado, justica e juizo



Leitura: João 16:8-11
Vídeo: http://youtu.be/mQqrDvI-jto

Após Caim ter matado seu irmão Abel, Deus lhe perguntou: "Onde está seu irmão?". Caim alegou que não era responsável por seu irmão e ouviu de Deus a sentença: "Da terra o sangue do seu irmão está clamando. Agora amaldiçoado é você pela terra, que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão" (Gn 4:9-11). Algo semelhante acontece aqui.

Abel é uma figura de Jesus, que foi igualmente entregue à morte por seus irmãos judeus. Jesus revela aos discípulos que o Espírito Santo viria preencher a lacuna criada por sua rejeição e morte, e assim convencer "o mundo do pecado" (Jo 16:8). É como se Deus perguntasse: "Onde está meu filho?". A presença do Espírito Santo no mundo é a evidência de que Jesus foi expulso daqui. A vinda do Espírito torna o mundo convicto do pecado.

Além de convencer o mundo do pecado, o Espírito o convence "da justiça". Jesus, o justo aos olhos do Pai, foi considerado pelos judeus como possuído por demônio. Deus atestou sua justiça ressuscitando-o de entre os mortos. O Espírito só viria depois de Jesus ressuscitar e ir para o Pai, que o chamou de "meu servo, o Justo" (Is 53:11). A presença do Espírito aqui convence o mundo da justiça.

Jesus diz ainda que a vinda do Espírito Santo convenceria o mundo "do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado" (Jo 16:11). Isso demonstra que Satanás é o príncipe deste mundo e os seres humanos seus súditos. Ele conseguiu liderar a humanidade em sua rejeição ao Filho de Deus. Como fora prometido no Éden, a serpente feriu o calcanhar do descendente da mulher, mas teve sua cabeça esmagada por este.

Na cruz Satanás foi vencido e condenado. Agora só falta ele receber a pena e ser lançado no "fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos" (Mt 25:41). O lago de fogo não foi preparado para o homem, mas para os anjos. Quem insiste em permanecer na incredulidade irá compartilhar com os anjos caídos de um destino que Deus não havia preparado para o homem.

Há quem diga que se Jesus estivesse aqui o mundo não teria tanta tristeza e dor. É verdade, se ele tivesse sido recebido teria dado início ao seu reino aqui. Mas ele não está aqui, e sua ausência torna o homem ainda mais culpado. O Espírito não desceu para endireitar o mundo; Ele veio para tornar o mundo convicto do pecado, da justiça e do juízo. E para consolar, edificar e exortar os que pertencem a Cristo.

O fato de o Espírito Santo habitar hoje no corpo de Cristo, que é a igreja, formada por todos os salvos por Jesus, cria uma espécie de barreira para Satanás não agir livremente. Sim, pode crer que o mundo ficará muito pior depois que a Igreja e o Espírito forem tirados daqui. Jesus voltará para buscar os que são seus, aqueles aos quais foi dado tudo o que é dele. "Tudo"? Sim, saiba nos próximos 3 minutos.

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#260 O Espirito de verdade



Leitura: João 16:1-7
Vídeo: http://youtu.be/cx_xjoZrZ1I

No capítulo 16 do evangelho de João os discípulos de Jesus são avisados que receberiam algo que ninguém jamais recebera: o Espírito Santo. Até mesmo um israelita, que se considerava cidadão de uma nação governada por Deus, nunca pensou em ter o Espírito Santo de Deus habitando dentro de si.

No Antigo Testamento, nos evangelhos e no período anterior ao dia de Pentecostes descrito em Atos 2, o Espírito Santo inspirava e influenciava os que eram de Deus, capacitando-os para coisas extraordinárias. Era assim com os apóstolos de Jesus. Porém o Espírito, que estava com eles ou sobre eles, jamais esteve neles.

Com a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, o Espírito de Deus seria enviado para habitar na igreja, como um todo, e no crente individualmente. É esta a promessa que Jesus agora faz aos discípulos, não sem antes alertá-los de que neste mundo eles seriam odiados, como o próprio Jesus era odiado e seria odiado até hoje.

Não se iluda: o ódio da humanidade contra Jesus é o mesmo do dia em que a multidão escolheu Barrabás. Não falo só do ódio que se traduz em perseguição aos cristãos em países avessos ao cristianismo. Nesses o ódio a Jesus é notório e o diabo "anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar" (1 Pd 5:8).

Falo dos países cristianizados, onde "Satanás se disfarça de anjo de luz" e seus servos fingem ser "servos da justiça" (2 Co 11:14-15). A civilização ocidental disfarça seu ódio com uma fachada de reverência que esconde guerras, torturas psicológicas e estelionatos praticados em nome de Jesus. Se você quiser arruinar a reputação de alguém é só associar o nome dessa pessoa a atividades criminosas. É o que o Ocidente vem fazendo com o nome de Jesus há dois mil anos.

Você acha que os discípulos entendem o que Jesus lhes diz? Absolutamente nada! Neste momento eles não passam de cabos eleitorais em plena euforia de campanha. Para eles Jesus é o candidato vitorioso a Rei de Israel. Afinal, ele acabara de ser aclamado pelo povo em sua entrada triunfal em Jerusalém. Eles estão certos de que Jesus veio libertá-los do opressor romano e estabelecer seu reino.

Mas Jesus lhes diz: "Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus" (Jo 16:2). Bem, não é exatamente isso o que eles esperam. Ser expulso da sinagoga é humilhante; é como perder a identidade de judeu em uma nação considerada teocrática, isto é, governada por Deus.

Mal sabem eles que muito em breve os únicos governados por Deus neste mundo seriam aqueles que tivessem o Espírito Santo de Deus habitando em si. E que nos séculos seguintes o mundo seria como um grande tribunal, com Deus perguntando à humanidade: "Onde está meu Filho?". É o que veremos nos próximos 3 minutos.

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#259 Um mundo sem conserto



Leitura: João 15:16-27
Vídeo: http://youtu.be/9Q8daarHdAk

Se você prestou atenção no episódio anterior, entendeu que Deus transforma um inimigo seu em filho, co-herdeiro com Cristo e destinado a participar da glória que Jesus recebeu do Pai. Nada disso vem por mérito, mas Deus dá graciosamente àquele que crê em Jesus.

Bem, mas pelo menos sobra para você o mérito de ter decidido crer em Jesus, certo? Errado. Veja o que ele diz: "Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça" Jo 15:16. Não somos nós que escolhemos a Jesus, mas ele nos escolhe. O fruto que permanece é um fruto que só pode ser produzido enquanto você está aqui, mas cujo valor será mais bem apreciado no céu. Que fruto é esse?

Na carta aos Gálatas o fruto do Espírito é descrito como "amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" Gl 5:22. Assim como o fruto apenas identifica o tipo de árvore, essas qualidades não tornam você um cristão, mas apenas evidenciam aquilo que você é pela fé em Jesus. Esse fruto serve de testemunho para que outros venham a crer em Jesus e sejam destinados à glória eterna.

Muitos cristãos acreditam que devem tornar o mundo melhor e que um dia, depois de eliminadas as injustiças, Cristo dirá, "Ok, agora que vocês já deixaram a casa arrumada, eu posso voltar". Não existe nada disso na Palavra de Deus. Este mundo caminhará inevitavelmente para um juízo de fogo e não há nada que você ou eu possamos fazer para mudar isso. Tudo o que aqui for construído, melhorado ou conservado será queimado.

O que então permanece para sempre? Aquilo que for despachado para o céu, onde a traça não rói, a ferrugem não corrói e o ladrão não rouba. Jesus não se intrometeu na política do seu tempo, não se preocupou em mudar o governo, promover agitações e guerras, ou construir grandes monumentos que marcassem sua passagem aqui. Tudo o que ele fez tinha por objetivo o céu. O que ele fez é o que permanece para sempre.

Para Jesus o mundo foi o lugar de sua rejeição e onde ele foi imolado em sacrifício a Deus. O fogo do castigo divino caiu sobre ele para que aqueles que nele creem não sejam réus do juízo e fogo eterno. Jesus veio, não para melhorar o mundo, mas para resgatar pessoas do mundo e colocá-las na lista de passageiros destinados ao céu.

Enquanto o dia da partida não vem, a função desses é testemunhar de Jesus com palavras e obras, e exercer o papel de misericórdia e amor que ele desempenhou aqui. Mas não espere aplausos por isso. Ele avisou: "Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia... Se me perseguiram, também perseguirão vocês" Jo 15:18-25.

Nos próximos 3 minutos Jesus revela de onde vem a capacidade para testemunharmos dele aqui.

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#258 Servos, amigos, irmaos e co-herdeiros



Leitura: João 15:14-15
Vídeo: http://youtu.be/f7JXIoZgGPQ

"Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", diz o ditado popular. Nossos relacionamentos definem quem somos, e o tipo de relacionamento que temos com Jesus é o que define se somos ou não amigos dele. Ele diz: "Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido" Jo 15:14-15.

Amigos! Que promoção maravilhosa quando nos dispomos a fazer o que Jesus ordena. Obviamente ele não vai nos ordenar coisa alguma sem antes nos capacitar para isso. Ao serem promovidos a amigos, os discípulos passaram a fazer parte do círculo de comunicação interna de Deus, sendo informados das conversas entre o Pai e seu Filho Jesus.

Agora você entende a razão de alguns céticos não fazerem ideia do que diz a Palavra de Deus. E como poderiam? Para aqueles que insistem em permanecer na condição natural de pecadores inimigos de Deus, a Bíblia não faz qualquer sentido. É preciso receber antes vida de Deus para entrar nesse círculo, primeiro de servos e depois de amigos.

No início os discípulos ignoravam totalmente a existência de Jesus. Então foram apresentados a ele, porém não entendiam exatamente quem era aquele homem tão perfeito. Na condição de discípulos, passaram a servi-lo e aprender com ele. Tornaram-se servos de Jesus. Agora vemos que Jesus os promove à condição de amigos, pois começa a confidenciar a eles seus segredos.

Hoje sabemos que ele não parou nesse ponto, de chamá-los apenas de amigos, por mais privilegiado que isso pudesse ser. Depois de entregar sua vida na cruz por nós, e ressuscitar ao terceiro dia, antes de subir ao céu Jesus diz a Maria Madalena: "Vá a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês" Jo 20:17.

Irmãos! Que privilégio sermos chamados por Jesus de seus irmãos! E ele próprio faz questão de frisar que isso significa desfrutar do mesmo relacionamento de parentesco que tem com o Pai. "Meu Pai e Pai de vocês... meu Deus e Deus de vocês" Jo 20:17. Mas espere; isso não é tudo.

Depois de subir ao céu e se assentar à destra da Majestade nas alturas, Jesus enviou o Espírito Santo de Deus para habitar em cada um dos que creem nele. Estes são agora chamados, na carta aos Hebreus, de "irmãos santos, participantes da vocação celestial" Hb 3:1, e na carta aos Romanos, "co-herdeiros com Cristo" e "participantes da sua glória" Rm 8:17.

Vou dar um tempo para você digerir tudo isso antes de passarmos aos próximos 3 minutos.

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#257 Amor sem medida



Leitura: João 15:9-13
Vídeo: http://youtu.be/vnPKmameszo

"Ninguém me ama!". Acho que todos nós já sentimos isso em algum momento da vida, não é mesmo? Porém há quem adote isso como um lema, uma muleta para a vida inteira. São pessoas que vivem cantando a velha canção, cuja letra dizia: "Ninguém me ama, ninguém me quer; Ninguém me chama de meu amor. A vida passa, e eu sem ninguém, e quem me abraça não me quer bem".

Ok, vamos supor que você, que tem tanto amor para dar, não encontrou alguém capaz de amar você. Será que você procurou direito? Como identificar alguém capaz de amar você com um amor sem medida? Jesus dá a dica no evangelho de João, capítulo 15, versículo 13: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos". Quem realmente ama está disposto a abrir mão de tudo pela pessoa amada. Até da própria vida.

Está na hora de você conhecer o amor de Deus e a expressão máxima desse amor: Jesus. Ele não desceu do céu como um Avatar, para dar um exemplo de como você deve ser. Ele desceu para entregar sua vida numa cruz e tornar você apto para morar com ele no céu. É somente pelo sacrifício de Jesus, colocando-se no seu lugar de réu e recebendo a paga pelos pecados que você cometeu, que você pode ter agora todos os pecados perdoados e ser visto por Deus como uma nova criação.

Da próxima vez que você começar com aquela ladainha de que não é amado, pare e pense em Jesus. Ele ama você com um amor que ninguém seria capaz de expressar. E quando cogitar que ninguém lhe quer, pense na distância infinita que ele percorreu da magnífica glória até este mundo arruinado, só para ter você ao seu lado.

Não é com um amor qualquer que ele ama você, mas com o mesmo amor divino com que ele próprio, o Filho Eterno, foi amado pelo Pai. Veja o que ele diz: "Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor... Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa" (Jo 15:9-11.

Quando você crê em Jesus como seu Salvador e Senhor, sua alegria é completa, seu cálice transborda. Você passa a viver em feliz comunhão com o próprio Deus. Se não tem sido esta a sua experiência, então é por não estar cumprindo a condição que Jesus colocou, não para a sua salvação, que depende apenas da fé em Jesus e sua obra, mas para a alegria da comunhão, que depende de obediência. Ele explica assim:

"Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço... O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei" (Jo 15:10-12). O que?! Amar como Cristo me amou?! Impossível, não é mesmo? Por isso nem tente encontrar em si mesmo esse amor sem medida. É com o amor de Deus que você deve amar as pessoas. Mas para isso é preciso conhecer esse amor, deixando-se abraçar por Jesus, aquele que lhe quer bem.

Nos próximos 3 minutos você pode ser promovido.

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#256 Discipulado



Leitura: João 15:8
Vídeo: http://youtu.be/zOkM6qPBBcA

Jesus diz: "Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos" Jo 15:8. Fiz uma busca no Novo Testamento para ver quantos cristãos eu encontraria como discípulos de outros cristãos e não encontrei nenhum. Eles eram discípulos só de Jesus, e nenhum deles tinha discípulos, só Jesus.

Na cristandade hoje há muitos que buscam discípulos para si, e outros que se deixam transformar em discípulos de homens. Mas em Atos 20, depois de avisar os cristãos de Éfeso que os lobos não poupariam o rebanho, Paulo os alertou de que alguns tentariam arrebanhar discípulos para si. Veja o que ele disse:

"Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos" At 20:29-30.

O antídoto contra isso está no versículo 32 do mesmo capítulo 20 de Atos: "Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados" At 20:32. Você só está seguro se sujeitar-se a Deus e à sua Palavra, e não sair por aí correndo atrás de novidades. A segunda carta a Timóteo ensina que nos últimos dias os homens "não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos" 2 Tm 4:3.

Em sua primeira carta aos Coríntios, Paulo chama de carnalidade a tendência que temos de nos identificar segundo preferências humanas. Ele diz: "Cada um de vocês afirma: 'Eu sou de Paulo'; 'eu de Apolo'; 'eu de Pedro'; e 'eu de Cristo'. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?... Pois quando alguém diz: 'Eu sou de Paulo', e outro: 'Eu sou de Apolo', não estão sendo carnais? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer" 1 Co 1:11-13; 3:3-5.

Considerando que alguns se identificavam como sendo de Cristo, como se os outros não fossem, o ponto aqui são as divisões que esse tipo de atitude causa. Seguirmos a homens, ou nos identificarmos por nomes de homens ou denominações criadas por homens, é uma atitude carnal. O Senhor jamais identificou os seus discípulos como membros da religião A, B ou C, mas simplesmente como "irmãos" Mt 23:8.

Quando no capítulo 6 deste evangelho muitos deixam de seguir o Senhor, após ele dizer que "a carne não produz nada que se aproveite" Jo 6:63, 66-69, Jesus pergunta aos discípulos se queriam fazer o mesmo. Pedro responde: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus". Se você foi salvo por Cristo, e não por um homem ou religião, não irá querer ser identificado por nomes que os homens inventaram.

Nos próximos 3 minutos conheça o amor que sempre esteve ali.

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#255 Tudo o que voce quiser



Leitura: João 15:7
Vídeo: http://youtu.be/BgS4ZWQYyno

Jesus prometeu aos que são seus: "Pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito". Será que isso inclui prosperidade, sorte no amor e saúde para toda a vida? Não é bem assim. Vamos ler todo o versículo: "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito".

A primeira condição para você receber tudo o que quiser é estar em Cristo, como no exemplo da videira e das varas. Somente uma conexão direta com ele pode fazer você produzir fruto para Deus. Então você poderá dizer como Paulo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim". Você já não viverá para si, mas para Deus.

Ao se converter você ficou sob nova direção, como explica a Palavra de Deus: "Fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". Portanto o seu corpo e o seu espírito passaram a ser propriedade exclusiva de Deus, que pagou por eles com o sangue de Jesus. Em seu vocabulário já não existe lugar para frases como "A vida é minha, eu faço o que quero". Isso foi antes, quando você obedecia à carne e ao diabo.

Depois da primeira condição -- "se vós estiverdes em mim" -- vem a segunda -- "e as minhas palavras estiverem em vós". Isto significa que você deve ler ou ouvir a Palavra de Deus até ficar encharcado com ela; até que seus pensamentos sejam formados por ela, e não mais pela sua mente natural, pela opinião pública ou por aquilo que aprendeu.

A Bíblia diz que "as más companhias -- ou más conversações -- corrompem os bons costumes". Parafraseando isso poderíamos dizer que as boas companhias ou boas conversações corrompem os maus costumes. Se as amizades e conversas dos ímpios são poderosas para fazerem você pensar e agir como um ímpio, a comunhão com Deus, a oração e o escutar a Palavra também têm o poder de fazerem você pensar e agir do jeito que Deus gosta.

Juntando tudo, se você estiver em Cristo e as palavras dele estiverem em você, tudo o que quiser Deus fará, pois você irá pedir segundo o pensamento de Deus. É como se Deus dissesse: "Oras veja que coincidência! Isto que você acaba de pedir é justamente o próximo item em minha lista de coisas para você!". É a vontade de Deus, não a sua que prevalece.

Acho que já deu para entender o quanto estão errados esses pregadores que dizem para você pedir o que quiser e até desafiar a Deus, não é mesmo? Eles acham que Deus é como o gênio da lâmpada de Aladim, que vive só para satisfazer nossas vontades e caprichos. São esses que a carta aos Filipenses chama de "inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas".

Nos próximos 3 minutos Jesus explica quem são os discípulos.

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#254 Fruto



Leitura: Gálatas 5:22
Vídeo: http://youtu.be/DndFH-u3Vnc

Muita gente lê o versículo 22 do capítulo 5 da carta aos Gálatas colocando um "s" na palavra "fruto". Mas veja o que diz o texto: "O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio". Percebeu que "fruto" é singular? A palavra aparece no singular também no capítulo 15 de João, quando Jesus diz: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto".

Na carta aos Gálatas, as palavras amor, gozo, paciência etc. são as qualidades do fruto do Espírito na vida daquele que crê em Jesus e está conectado à videira verdadeira. Talvez você diga que conhece muita gente amorosa, paciente, benigna, mansa e equilibrada que nunca creu em Jesus. Sim, algumas dessas qualidades podem ser encontradas naturalmente nos seres humanos e até nos animais.

Mas o assunto aqui não são as características naturais, e sim o fruto do Espírito de Deus, ou as nove facetas que compõem o caráter cristão. As três primeiras são interiores: amor, gozo e paz. Depois temos três exteriores, de nossa relação com as pessoas: paciência, benignidade e bondade. As três últimas, fé, mansidão e domínio próprio, falam de nossa relação com Deus. Junte tudo e você tem a expressão de como Jesus é.

Em Gálatas 2:20 Paulo revela como ele era capaz de dar esse fruto: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim". Percebe que a vida cristã não é uma lista de leis e regras, mas a expressão, em nós, daquilo que Cristo é em si mesmo?

Você pode ter características naturais, como amor, paciência ou mansidão, e até desenvolver mais uma do que outra, pois são independentes. Mas quando o assunto é o fruto do Espírito em nós, todas elas formam um conjunto harmônico, um fruto perfeito. Pense numa tangerina com gomos de diferentes tamanhos e você terá uma aberração, não um fruto perfeito. O fruto do Espírito no cristão traz todas essas qualidades em igual medida.

Perceba também que existe uma grande diferença entre um fruto artificial, de plástico e inerte, e um fruto natural, vivo e cheiroso. O primeiro é produzido numa fábrica pelo esforço humano. O outro cresce naturalmente, desde que esteja recebendo continuamente a seiva da árvore que o produz. Agora vai fazer muito mais sentido para você o que Jesus disse no capítulo 15 de João:

"Como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer".

Nos próximos 3 minutos, tudo o que você quiser, Deus fará.

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#253 A videira verdadeira



Leitura: João 15:1-6
Vídeo: http://youtu.be/w1RsuHFzHTU

O Salmo 80 diz: "Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste". Atente para o fato de que uma vinha é plantada na terra. Então em Isaías 5 diz que "a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel". É preciso ter isto em mente para entender o que Jesus diz neste capítulo 15 do evangelho de João. O que ele diz?

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador". Israel falhou em seu papel de vinha ou testemunho de Deus para frutificar neste mundo. Deus então deixou Israel de lado e enviou o seu Filho ao mundo para ocupar esse lugar. Enquanto estava no mundo, Jesus era a videira verdadeira, o único capaz de dar fruto.

Aqui Jesus não fala de salvação, a qual não vem como recompensa por qualquer obra ou fruto de nossa parte. A salvação você só recebe de graça, pela fé em Jesus e em sua obra na cruz. Portanto o assunto aqui é a vida na terra, não no céu. Ele fala de fruto ou resultado, algo que só faz sentido enquanto estamos no mundo, não na glória.

Então ele segue falando: "Toda a vara em mim, que não dá fruto, [o Pai] a tira". Quem apenas professa estar em Cristo, mas não é verdadeiramente nascido de novo, obviamente não faz parte dessa videira. Nada mais lógico que tal vara seja excluída. Ele avisa: "Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo e ardem".

Após dizer que a vara que não dá fruto é tirada, pois Deus só quer o fruto real de uma vida nova, Jesus explica que seu Pai "limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto". Quem já viu uma videira depois de podada se surpreende de como a planta fica despojada de folhas e ramos desnecessários. Tudo o que resta é o tronco principal e alguns galhos mais robustos. Desaparecem as varas que não servem para nada e as folhas, que formam a beleza exterior da planta. Se isto não for feito, não haverá fruto naquela estação.

E como as varas são limpas? Jesus responde: "Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado". É pela leitura da Palavra de Deus que o cristão é mantido limpo das contaminações, aparências e futilidades desnecessárias. Mas não basta ler a Bíblia. É preciso estar em comunhão com a videira, da qual vem a seiva que dá vida às varas.

É o que Jesus diz aqui: "Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer".

E já que estamos falando de "fruto", que tal irmos até a carta de Paulo aos Gálatas para ver um pouco mais sobre o assunto? Nos próximos 3 minutos.

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#252 Uma paz diferente



Leitura: João 14:27-31
Vídeo: http://youtu.be/RiFEDmnoR9I

Quando Jesus morreu, deixou poucas coisas materiais. O seu espólio não passava de algumas peças de roupa que acabaram sendo sorteadas entre os soldados que o crucificaram. Ele também não deixou qualquer coisa escrita de próprio punho, e tudo o que sabemos sobre ele e das coisas que falou é aquilo que seus discípulos nos legaram.

Antes de morrer, porém, Jesus deixou em seu testamento algo inigualável, e é disso que fala o versículo 27 do capítulo 14 de João: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou". De que paz ele está falando? Daquela que não temos por natureza, porque se a tivéssemos ele não precisaria ter vindo ao mundo morrer por nós.

Quando está prestes a morrer, Jesus aponta para uma das consequências de seu sacrifício: a paz. O seu sacrifício seria o único meio de Deus fazer as pazes com o homem. Uma pessoa que crê em Jesus, que aceita para si tudo o que o seu sacrifício significa, tem paz com Deus. Trata-se de uma paz eterna e permanente que nada ou ninguém poderá tirar.

Como você se sentiria se acabasse de receber a notícia de que um câncer foi curado? Ou que uma dívida impagável foi anistiada? Ou que sua pena, caso fosse um criminoso, tivesse sido anulada? Você teria paz com respeito a essas coisas, uma sensação de alívio que o levaria a suspirar e sorrir. Você teria trocado um futuro sombrio por um futuro brilhante. Seria essa a sensação de paz que invadiria seu coração.

E se Deus disser que seus pecados estão todos perdoados; que você vai viver eternamente em um corpo imortal e incorruptível; que tem para si um lugar reservado na glória dos céus, como você se sentiria? "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou". Este é o legado de Jesus para aqueles que creem nele. Não um alívio passageiro de um problema de saúde, financeiro ou legal, mas uma paz eterna e consolidada por Jesus por meio de sua morte e ressurreição.

Eu e você herdamos o pecado de Adão e nem sequer podemos alegar que não tínhamos nada a ver com o que aconteceu no jardim do Éden. É só ver quantas vezes pecamos para entendermos que estamos constantemente fazendo uso dessa herança. Agora Cristo oferece outra herança, o perdão completo de seus pecados e a paz que excede todo entendimento. "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize".

Sim, o mundo também oferece uma paz, mas ela é como as poucas peças de roupa que os soldados tiraram de Jesus e logo estariam podres. A paz que o mundo oferece é uma satisfação efêmera na compra de uma roupa, do primeiro carro ou na conquista de um novo amor. Quantas vezes você quis desesperadamente algo, conseguiu, e depois perdeu o interesse?

Nos próximos 3 minutos, descubra como obter o máximo de seu relacionamento com Jesus.

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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.