"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#266 Amor ou juizo?



Leitura: João 16:33
Vídeo: http://youtu.be/S7W7AWbXGds

Nos últimos 3 minutos Jesus afirmou que seus discípulos o abandonariam na hora de sua morte, porém o Pai estaria consigo. Vimos também que ele seria abandonado por Deus. Duas verdades aparentemente contraditórias revelam que "Deus é amor" (1 Jo 4:8), mas que também "é fogo consumidor" (Hb 12:29). Amor ou juízo -- o que você quer?

Nós não nascemos neste mundo como Jesus nasceu. Somos gerados pela vontade da carne e trazemos em nós o pecado de Adão, o primeiro homem da velha criação. Não nascemos com o direito de chamar a Deus de Pai. Mesmo assim, ele nunca nos abandona, esperando que venhamos a crer em Jesus, o último Adão, que é também o segundo homem e as primícias da nova criação.

Jesus, por sua vez, saiu do Pai e entrou no mundo na forma humana por geração divina. Ele foi concebido pelo Espírito de Deus no ventre da virgem Maria. Diferente de nós, ele veio sem pecado, isto é, sem o princípio ativo que nos leva a pecar. Por ser Deus e sem pecado, Jesus era incapaz de pecar. Ele era o único que podia chamar a Deus de Pai.

De um lado temos o homem, pecador e destinado ao juízo eterno quando se encontrar com um Deus santo. De outro, temos Jesus, Deus e Homem perfeito, o Filho eterno que saiu do Pai para cumprir uma missão: tomar o lugar do pecador e receber sobre si a culpa dos nossos pecados, e o terrível juízo de Deus. O Salmo 37:25 diz: "Nunca vi o justo desamparado". No entanto, na cruz Deus o abandonou para poder receber os pecadores cujos pecados foram julgados e condenados ali em Jesus.

Percebe a importância do que ele fez? Na cruz Jesus foi feito pecado e abandonado por Deus. Pense nesse amor, que assumiu a culpa de pecados que não cometeu, para receber o castigo que jamais mereceu! Mas ele foi até o fim, e Deus, satisfeito com seu sacrifício, o ressuscitou de entre os mortos. Agora ele vive para sempre no céu, em um corpo humano, o primeiro homem a entrar ali assim, as primícias da nova criação.

Deus é um juiz santo, justo e terrível em julgar. Por outro lado, o Pai é amoroso, cheio de graça e vontade de salvar. Aqueles que ainda não têm o perdão dos pecados pela fé em Jesus se encontrarão com Deus na condição de juiz. Os que creem em Jesus receberam o poder de serem feitos filhos de Deus. Já não entrarão em juízo. E você, como está?

Jesus termina o capítulo dizendo: "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". Ele não promete paz no mundo, mas sim nele. Ao contrário dos pregadores de mentirinha, que prometem saúde, prosperidade e paz neste mundo, aqui Jesus prevê aflições para os seus. Mas ele venceu o mundo, e isto é suficiente para aquele que crê.

Nos próximos 3 minutos Jesus nos dá uma prévia do que está fazendo agora no céu.

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#265 A hora da despedida



Leitura: João 16:27-32
Vídeo: http://youtu.be/HQmzZb-8jiw

Geralmente as coisas importantes são mencionadas na hora da despedida, e não é diferente neste capítulo. Ao falar da época quando eles teriam o Espírito Santo habitando em si -- isto é, a nossa época -- Jesus diz: "Nesse dia, vocês pedirão em meu nome", e acrescenta: "Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês". Enquanto estava aqui, Jesus orava ao Pai pelos discípulos. Em breve eles próprios orariam por si mesmos ao Pai.

Ele continua revelando uma verdade fundamental da fé cristã "Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai". Este versículo põe por terra qualquer crença em Jesus como um mero homem, apenas mais evoluído espiritualmente. Ele não foi criado como eu e você. Ele saiu do Pai. Isto significa que Jesus coexistia com o Pai na eternidade antes mesmo de assumir a forma humana ao nascer da virgem.

Ao escrever aos Colossenses Paulo deixa claro quem é este que entrou no mundo: "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória" (1 Tm 3:16). Os alicerces do cristianismo se assentam sobre o fato de Jesus ser Deus e Homem: tão divino quanto o Pai e o Espírito Santo, e tão humano quanto eu e você, exceto o pecado.

Mas agora ele diz aos discípulos que irá deixar o mundo e voltar ao Pai, e em seguida revela que seria abandonado por eles na pior hora, mas que não ficaria só, pois o Pai estaria com ele. Este é outro mistério da Trindade. Na cruz Jesus seria abandonado por Deus ao ser feito pecado por nós. Deus não poderia ter comunhão com o pecado; ele é luz e a luz sairia de cena nas três horas de trevas quando o juízo divino caísse sobre Jesus.

Cumprindo a profecia do Salmo 22:1, Jesus daria o brado: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?". Mas, do mesmo modo como Abraão acompanhou seu filho Isaque até o altar, o Pai faria o mesmo com Jesus, o Filho. Só que neste caso não haveria um carneiro para substitui-lo: Jesus, o Cordeiro de Deus, seria a vítima. Ele seria abandonado por Deus, porém consolado pelo Pai: "Na adversidade estarei com ele", diz o Salmo 91:15.

Como pode ser isso? Deus abandona Jesus, mas o Pai não? Parece uma contradição, mas não é. Trata-se apenas de nossa limitação humana para entender a intimidade das coisas de Deus. Aqui Jesus diz claramente aos discípulos: "Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas, eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo" (Jo 16:32). E assim seria, até mesmo na hora de seu brado, "Deus meu! Deus meu ! Por que me abandonaste?". Deus longe, o Pai perto.

Talvez você entenda isso melhor nos próximos 3 minutos.

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#264 Orando ao Pai e ao Filho



Leitura: João 16:23-26
Vídeo: http://youtu.be/rszUtQfXtCE

Após Jesus morrer, ressuscitar, subir ao céu e ser glorificado, os discípulos não iriam mais perguntar as coisas a ele, como faziam aqui. Eles iriam orar diretamente ao Pai em nome de Jesus, na certeza de serem atendidos graças à estima que o Pai tem por Jesus. O Espírito Santo os capacitaria e ensinaria como orar.

Antes disso nenhum judeu se dirigia a Deus como Pai. Nos evangelhos Jesus introduz a oração ao Pai, e nas epístolas você encontra o apóstolo Paulo dizendo "orei ao Senhor", isto é, a Jesus. Mas em nenhum lugar na Bíblia você encontra alguém orando ao Espírito Santo, apesar de ele ser Deus. Se os apóstolos e profetas, que escreveram o Novo Testamento inspirados pelo Espírito, não ensinaram que ele deva ser invocado, adorado ou louvado, é melhor você não fazê-lo. Nunca se sabe que espírito irá atender à sua invocação.

Nos bastidores do mundo físico existem espíritos malignos com milhares de anos de experiência em enganar os seres humanos. Nós não os vemos, mas eles nos veem e nos acompanham. Sabem quase tudo a nosso respeito, conseguem prever nossos próximos passos pela observação de nosso comportamento, e são hábeis na arte de iludir e enganar. Pense neles como estelionatários espirituais.

Paulo advertiu que "o Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (1 Tm 4:1). João exortou: "Não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus" (1 Jo 4:1). Embora ele fale do espírito do homem que ensina, isso vale também para um espírito que porventura o esteja influenciando.

Como ter certeza se um espírito é de Deus? Não indo além do que está na Bíblia. Invocar o Espírito Santo é ir além do que está escrito. Se o próprio Espírito não nos autorizou a fazê-lo, devemos evitar.

As aparências enganam. Quando passavam pela Macedônia, Paulo e os que estavam com ele foram seguidos por uma jovem que proclamava: "Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação". Aquilo que parecia ser uma propaganda do evangelho revelou ser um espírito maligno.

Agora você entende por que algumas reuniões de cristãos mais parecem rituais pagãos, com pessoas rodopiando, caindo e se debatendo no chão, como se estivessem possuídas por algum espírito. Um cristão cheio do Espírito Santo não perde o domínio de si mesmo; ao contrário, Paulo afirma na carta aos Gálatas que o fruto do Espírito é "domínio próprio" (Gl 5:23). Confira na Bíblia.

Nos próximos 3 minutos Jesus se despede dos discípulos.

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#263 Alegria, alegria!



Leitura: João 16:16-22
Vídeo: http://youtu.be/JhHVXDZ3iuA

Jesus diz aos seus discípulos: "mais um pouco e já não me verão; um pouco mais, e me verão de novo". Como assim? Ele iria morrer e ser sepultado, e eles não o veriam mais até Jesus ressuscitar e ficar com eles por 40 dias. Então ele subiria aos céus e outra vez não seria visto até voltar para buscá-los no arrebatamento da igreja, ou antes, caso morressem. Quanto tempo se passaria nesses intervalos? Nem eles saberiam dizer, de tão rápido que seria.

Pelo menos é assim que Jesus ilustra a situação: "A mulher que está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter nascido no mundo um menino" (Jo 16:21). Ainda que um trabalho de parto seja demorado, toda a angústia da espera desaparece quando a mãe vê a criança. Aí é só alegria.

Os discípulos se angustiariam quando o vissem desfigurado e morto numa cruz, e pouco depois suas esperanças seriam literalmente sepultadas para sempre. Enquanto isso os incrédulos se alegrariam por terem se livrado de Jesus.

A ressurreição de Jesus pegaria os discípulos de surpresa e injetaria neles uma renovada dose de alegria. Mas não seria nada comparada à alegria que sentiriam a partir do dia em que o Espírito Santo de Deus viesse habitar neles e em cada crente em Jesus. No livro de Atos você encontra aqueles tímidos e amedrontados discípulos transformados em ousados pregadores. Aquela alegria ninguém poderia tirar deles.

De que tipo é a sua alegria? Se você só quer gozar esta vida sem prestar contas a ninguém, você se encaixa no perfil daqueles que se alegraram quando viram Jesus morto. Ele seria uma pedra no sapato deles se continuasse vivo por aí. Jesus nem precisava abrir a boca para deixar as pessoas incomodadas. Bastava ele ser quem era: o Filho de Deus, o único homem perfeito, a luz dos homens.

Qualquer coisa exposta à luz tem seus defeitos revelados, e é esse incômodo que Jesus causa nas pessoas até hoje quando ele é apresentado numa pregação do evangelho. Naturalmente fugimos da Palavra de Deus, pois ela é "viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4:12-13) .

Você fica incomodado quando ouve falar de Jesus? Então você ainda não tem uma alegria eterna. E nem o acesso ao Pai, que é o assunto dos próximos 3 minutos.

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#262 Toda a verdade



Leitura: João 16:12-15
Vídeo: http://youtu.be/Q_TFN433SHY

Jesus revela aos discípulos que ainda tem muito para dizer, mas eles não podem suportar. A verdade é absoluta, mas sua transmissão é progressiva e sua recepção depende da condição do homem. Falta algo a eles, e esse algo é o Espírito Santo que desceria alguns dias depois para habitar neste mundo. Até aqui o Espírito agia para os seus. A partir de então agiria nos seus.

A vinda do Espírito Santo após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus capacitaria os apóstolos a receberem a revelação de TODA a verdade, e os crentes a compreendê-la. O Espírito os guiaria a "toda a verdade" (Jo 16:13). Ouviu isso: TODA a verdade foi entregue aos apóstolos e pode hoje ser encontrada no Novo Testamento, tanto de forma explícita, como implícita. É só por meio do Novo que é possível entender o Velho Testamento.

Não existe mais verdade do que a que já foi revelada aos apóstolos. Nada mais há para ser revelado. Tudo agora está na completa Palavra de Deus, à qual você e eu temos acesso. Surpreso? Então veja o que Jesus diz no versículo 15: "Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês". "TUDO"! Nada menos que tudo o que pertence ao Pai é de Cristo e esse "tudo" o Espírito revelou aos apóstolos.

Em 1 Coríntios 2:9-10 Paulo escreve: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" -- esta era a situação no Antigo Testamento. "Mas Deus o revelou a nós [apóstolos] por meio do Espírito" -- esta é a situação do Novo Testamento, a completa revelação de Deus.

Em Hebreus capítulo 1 diz que "há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo". No original grego, a expressão "falou-nos por meio do Filho" está "falou-nos no Filho".

No início de sua primeira epístola, o apóstolo João explica: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam -- isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada" (1 Jo 1:1-2). Essa vida é Jesus.

Mas neste evangelho os apóstolos ainda não podem conter tamanha revelação. Apenas após terem recebido o Espírito Santo é que este os inspiraria, ou ditaria tudo a eles, palavra por palavra. O apóstolo Paulo explica: "Temos empregado as próprias palavras que nos foram dadas pelo Espírito Santo, e não palavras que nós, como homens, pudéssemos escolher. Assim, usamos as palavras do Espírito Santo para explicar as realidades do Espírito Santo" (1 Co 2:13-14).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de tristeza e também de alegria.

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#261 Pecado, justica e juizo



Leitura: João 16:8-11
Vídeo: http://youtu.be/mQqrDvI-jto

Após Caim ter matado seu irmão Abel, Deus lhe perguntou: "Onde está seu irmão?". Caim alegou que não era responsável por seu irmão e ouviu de Deus a sentença: "Da terra o sangue do seu irmão está clamando. Agora amaldiçoado é você pela terra, que abriu a boca para receber da sua mão o sangue do seu irmão" (Gn 4:9-11). Algo semelhante acontece aqui.

Abel é uma figura de Jesus, que foi igualmente entregue à morte por seus irmãos judeus. Jesus revela aos discípulos que o Espírito Santo viria preencher a lacuna criada por sua rejeição e morte, e assim convencer "o mundo do pecado" (Jo 16:8). É como se Deus perguntasse: "Onde está meu filho?". A presença do Espírito Santo no mundo é a evidência de que Jesus foi expulso daqui. A vinda do Espírito torna o mundo convicto do pecado.

Além de convencer o mundo do pecado, o Espírito o convence "da justiça". Jesus, o justo aos olhos do Pai, foi considerado pelos judeus como possuído por demônio. Deus atestou sua justiça ressuscitando-o de entre os mortos. O Espírito só viria depois de Jesus ressuscitar e ir para o Pai, que o chamou de "meu servo, o Justo" (Is 53:11). A presença do Espírito aqui convence o mundo da justiça.

Jesus diz ainda que a vinda do Espírito Santo convenceria o mundo "do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado" (Jo 16:11). Isso demonstra que Satanás é o príncipe deste mundo e os seres humanos seus súditos. Ele conseguiu liderar a humanidade em sua rejeição ao Filho de Deus. Como fora prometido no Éden, a serpente feriu o calcanhar do descendente da mulher, mas teve sua cabeça esmagada por este.

Na cruz Satanás foi vencido e condenado. Agora só falta ele receber a pena e ser lançado no "fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos" (Mt 25:41). O lago de fogo não foi preparado para o homem, mas para os anjos. Quem insiste em permanecer na incredulidade irá compartilhar com os anjos caídos de um destino que Deus não havia preparado para o homem.

Há quem diga que se Jesus estivesse aqui o mundo não teria tanta tristeza e dor. É verdade, se ele tivesse sido recebido teria dado início ao seu reino aqui. Mas ele não está aqui, e sua ausência torna o homem ainda mais culpado. O Espírito não desceu para endireitar o mundo; Ele veio para tornar o mundo convicto do pecado, da justiça e do juízo. E para consolar, edificar e exortar os que pertencem a Cristo.

O fato de o Espírito Santo habitar hoje no corpo de Cristo, que é a igreja, formada por todos os salvos por Jesus, cria uma espécie de barreira para Satanás não agir livremente. Sim, pode crer que o mundo ficará muito pior depois que a Igreja e o Espírito forem tirados daqui. Jesus voltará para buscar os que são seus, aqueles aos quais foi dado tudo o que é dele. "Tudo"? Sim, saiba nos próximos 3 minutos.

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#260 O Espirito de verdade



Leitura: João 16:1-7
Vídeo: http://youtu.be/cx_xjoZrZ1I

No capítulo 16 do evangelho de João os discípulos de Jesus são avisados que receberiam algo que ninguém jamais recebera: o Espírito Santo. Até mesmo um israelita, que se considerava cidadão de uma nação governada por Deus, nunca pensou em ter o Espírito Santo de Deus habitando dentro de si.

No Antigo Testamento, nos evangelhos e no período anterior ao dia de Pentecostes descrito em Atos 2, o Espírito Santo inspirava e influenciava os que eram de Deus, capacitando-os para coisas extraordinárias. Era assim com os apóstolos de Jesus. Porém o Espírito, que estava com eles ou sobre eles, jamais esteve neles.

Com a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, o Espírito de Deus seria enviado para habitar na igreja, como um todo, e no crente individualmente. É esta a promessa que Jesus agora faz aos discípulos, não sem antes alertá-los de que neste mundo eles seriam odiados, como o próprio Jesus era odiado e seria odiado até hoje.

Não se iluda: o ódio da humanidade contra Jesus é o mesmo do dia em que a multidão escolheu Barrabás. Não falo só do ódio que se traduz em perseguição aos cristãos em países avessos ao cristianismo. Nesses o ódio a Jesus é notório e o diabo "anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar" (1 Pd 5:8).

Falo dos países cristianizados, onde "Satanás se disfarça de anjo de luz" e seus servos fingem ser "servos da justiça" (2 Co 11:14-15). A civilização ocidental disfarça seu ódio com uma fachada de reverência que esconde guerras, torturas psicológicas e estelionatos praticados em nome de Jesus. Se você quiser arruinar a reputação de alguém é só associar o nome dessa pessoa a atividades criminosas. É o que o Ocidente vem fazendo com o nome de Jesus há dois mil anos.

Você acha que os discípulos entendem o que Jesus lhes diz? Absolutamente nada! Neste momento eles não passam de cabos eleitorais em plena euforia de campanha. Para eles Jesus é o candidato vitorioso a Rei de Israel. Afinal, ele acabara de ser aclamado pelo povo em sua entrada triunfal em Jerusalém. Eles estão certos de que Jesus veio libertá-los do opressor romano e estabelecer seu reino.

Mas Jesus lhes diz: "Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus" (Jo 16:2). Bem, não é exatamente isso o que eles esperam. Ser expulso da sinagoga é humilhante; é como perder a identidade de judeu em uma nação considerada teocrática, isto é, governada por Deus.

Mal sabem eles que muito em breve os únicos governados por Deus neste mundo seriam aqueles que tivessem o Espírito Santo de Deus habitando em si. E que nos séculos seguintes o mundo seria como um grande tribunal, com Deus perguntando à humanidade: "Onde está meu Filho?". É o que veremos nos próximos 3 minutos.

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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.