"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#288 Joao cuida de Maria



Leitura: João 19:25-27
Vídeo: http://youtu.be/BZPSPbnKd1w

Algumas mulheres estão próximas da cruz, inclusive Maria, mãe de Jesus. Ao lado dela está João, o autor do evangelho. Devemos observar o tratamento usado entre Jesus e os discípulos, a fim de nos precavermos do erro de adotar títulos espirituais ou eclesiásticos sem qualquer base bíblica.

Jesus chama a Deus de Pai, mas não faz o mesmo com José, seu pai adotivo. Maria é chamada pelos discípulos de "mãe de Jesus", mas nunca de "mãe de Deus". Jesus, por sua vez, não a chama de mãe, e sim de "mulher", uma expressão equivalente a "senhora". Depois que os judeus alegam que o poder de Jesus viria do príncipe dos demônios, ele rompe seus vínculos naturais com Israel.

Vemos isto quando avisam que sua mãe e irmãos o procuram. Sua resposta é: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?", e apontando para os discípulos, diz: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mt 12:46-50). A última referência a Maria é no capítulo 1 do livro de Atos. Ela não é mencionada nas epístolas, que são as cartas que contêm a doutrina dos apóstolos para a Igreja.

Os discípulos não chamavam outros discípulos de "pai", mas encontramos João e Paulo chamando de "filhinhos" a seus filhos na fé, aqueles aos quais pregaram o evangelho. O tratamento é de mão única, pois o próprio Jesus ordenou: "A ninguém na terra chamem 'pai', porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus" (Mt 23:9). O catolicismo adota para seus líderes o título de "padre", que é "pai" em latim, numa clara desobediência à ordem de Jesus. Também usa o título "monsenhor", de origem francesa, que significa "meu senhor". Porém Paulo ensina: "Para nós... há um único Deus, o Pai... e um só Senhor, Jesus Cristo" (1 Co 8:6).

Vemos os discípulos chamarem a Jesus de Senhor, mas nunca de "amigo". Só ele podia chamá-los de "amigos", por revelar a eles coisas que só um amigo deveria saber. Também não os vemos chamando a Jesus de Pai ou de Rei, por não ser esta nossa relação com ele. Ele é Rei para Israel, mas para a Igreja ele é Senhor. Entender estas coisas nos ajuda a compreendermos melhor a Palavra de Deus.

Na cruz Jesus preocupa-se com Maria. "Aí está seu filho", diz a ela, referindo-se a João. "Aí está a sua mãe", diz ele a João. "Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa", numa clara indicação de que seria João quem cuidaria de Maria, e não o contrário. E ambos poderiam contar com Jesus no céu cuidando deles. Ele já havia franqueado esse acesso, ao dizer: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mt 11:28). É a ele que nós também devemos recorrer em busca de um perpétuo socorro.

Nos próximos 3 minutos Jesus faz um pedido.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.