"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#298 O primeiro



Leitura: João 20:3-10
Vídeo: http://youtu.be/n290dQKumXg

Pedro e João são pegos de surpresa. Maria Madalena, aflita e ofegante, chega do sepulcro de Jesus dando a eles a notícia: o corpo sumiu. A grande pedra foi tirada e o sepulcro está vazio! Pedro e João saem em disparada.

João é o primeiro a chegar, mas não entra na gruta escavada no barranco. Ele espia dentro e vê as faixas de linho que tinham sido enroladas no corpo de Jesus. Pedro chega, entra, e vê as faixas e também o lenço que tinha sido colocado sobre a face de Jesus. Ao contrário do que diz a lenda do Santo Sudário, o corpo de Jesus foi sepultado enrolado em faixas de linho, conforme o costume da época.

Alguns capítulos antes você viu a história da ressurreição de Lázaro, quando "Jesus bradou em alta voz: 'Lázaro, venha para fora!'. O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: 'Tirem as faixas dele e deixem-no ir'" (Jo 11:43-44).

Lázaro, com as mãos e pés presos pelas faixas, foi incapaz de se livrar das faixas de tecido, mesmo depois de voltar a viver. Ele precisou de ajuda para isso. Se Jesus ressuscitou da mesma maneira que Lázaro, quem o ajudou a desatar as faixas? A menos que a ressurreição de Jesus tenha sido diferente. E foi.

Lázaro ressuscitou, porém iria morrer novamente depois. Era o mesmo corpo, apenas curado e revivido, mas ainda sujeito à doença, morte e degeneração. Jesus ressuscitou como primícias da nova criação, o protótipo dos que aguardam a ressurreição em um corpo de carne e ossos, porém celestial. Um corpo diferente.

Tão diferente que pôde sair de dentro daquele emaranhado de faixas de linho sem desenrolá-las ou rasgá-las. Tão surpreendente ao ponto de aparecer no meio dos discípulos numa sala com portas e janelas fechadas. Mas ao mesmo tempo tão real que comeu peixe e mel diante deles. Não era um corpo etéreo, um espírito ou assombração. Era o próprio Jesus, corpo, alma e espírito.

Depois de Pedro, João entra no sepulcro e aqui diz que "ele viu e creu" (Jo 20:8). Como assim creu? Creu em quê? Não há nada ali para crer, além de um sepulcro vazio e faixas de tecido! Exatamente. João creu no invisível, e é com o invisível que a fé se ocupa. Cremos em alguém que não vemos, em Jesus, que morreu para nossa salvação e ressuscitou para nossa justificação.

João agora entende passagens como a do Salmo 16: "Por isso o meu coração se alegra e no íntimo exulto; mesmo o meu corpo repousará tranquilo, porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição" (Sl 16:9-10). Quantas vezes Jesus falou de sua morte e ressurreição e os discípulos não entenderam? Quantas vezes você já ouviu a mesma história e ainda não entendeu?

Nos próximos 3 minutos Maria Madalena escuta alguém chamar seu nome.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.