"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

Carregando...

#304 O prototipo



Leitura: João 20:21-23
Vídeo: http://youtu.be/UP6DiRbLqSU

"Assim como o Pai me enviou, eu vos envio", diz Jesus aos discípulos. "E com isso, soprou sobre eles e disse: 'Recebam os Espírito Santo'. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados" (Jo 20:21-24).

Três coisas ocorrem nesta cena. Primeiro, os discípulos são comissionados a ocuparem o lugar de um testemunho de Deus no mundo. Segundo, o Senhor sopra sobre eles e diz: "Recebam o Espírito Santo'", capacitando-os para essa comissão. Aqui não tem o mesmo caráter de Atos 2, quando o Espírito Santo viria habitar na igreja coletivamente e em cada crente individualmente.

Em terceiro lugar, ele diz: "Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados". Judicialmente falando, só Deus pode perdoar pecados, porém administrativamente ele autoriza os discípulos a fazê-lo. Não entendeu? Digamos que alguém ofenda você e confesse a Deus, que garante a ele o perdão, pois "se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 Jo 1:9). Porém falta restaurar a comunhão entre vocês, e é aí que entra o seu poder de perdoá-lo, não judicialmente, mas na esfera das relações humanas.

Esta reunião dos discípulos com as portas fechadas é um protótipo do que viria a existir alguns dias depois: a igreja de Deus na terra. Primeiro Israel deixaria de representar Deus neste mundo. A igreja tomaria esse encargo, não como o povo terreno com promessas terrenas e bênçãos materiais que Israel tinha sido, mas como um povo celestial com esperanças celestiais e bênçãos espirituais.

Segundo, Deus enviaria o Espírito Santo para habitar na igreja, coletivamente, e nos crentes, individualmente. Isto seria algo inédito, pois até então o Espírito estava com os santos, mas no período da igreja ele habitaria nos santos. Terceiro, seria delegado à igreja o poder de perdoar pecados administrativamente, ou seja, "ligar" e "desligar", como em Mateus 18:18; introduzir na comunhão alguém considerado puro, ou excluir dela o impuro. Um exemplo? 1 Coríntios capítulo 5.

Jesus tinha celebrado a ceia com os discípulos em um cenáculo ou pavimento elevado, acima do nível do mundo. A reunião aqui é a portas fechadas. A igreja seria separada, nada teria a ver com a política, as organizações e os negócios do mundo. Estaria no mundo, sem ser do mundo. Finalmente, o mais importante: Jesus estaria no meio; seria ele o único e suficiente foco de atenção, e dele emanaria toda a autoridade na igreja. Ele seria o Senhor de fato. Será que é assim onde você congrega?

Nos próximos 3 minutos Jesus repreende a incredulidade dos que querem ver para crer.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.