"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#335 Uma voz no deserto



Leitura: Lucas 3:1-2
Vídeo: http://youtu.be/UzZFwLaZftc

Depois dos reis Davi e Salomão, o declínio da nação de Israel teve diferentes fases. O reino dividiu-se em dois, mergulhou na idolatria e perdeu dez de suas doze tribos. Mesmo assim Deus preservou um remanescente fiel que não se deixou levar pela ruína generalizada, como vimos na história de Simeão e Ana.

Agora, no capítulo 3 do evangelho de Lucas, entra em cena João Batista, a "voz que clama no deserto", e é assim que Israel é visto aqui: um deserto moral e dominado pelo inimigo. O versículo 1 explica que o povo está sob o domínio do imperador romano Tibério Cesar, e governado localmente por Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Traconites e Lisânias, um time de escórias humanas.

Alguém poderia argumentar que as coisas melhoraram se comparadas com os anos de idolatria, já que o Templo foi reconstruído, a ordem sacerdotal restabelecida e os ídolos banidos do culto judaico. Mas é só aparência. O templo foi reconstruído pelo iníquo Hedores, o Grande, há dois sumo sacerdotes, Anás e Caifás, ao invés de um como seria o correto, e a idolatria continua. O ídolo da hora não é de pedra, pau ou barro; é a cobiça, travestida de religiosidade.

No capítulo 1 do livro do profeta Isaías, quando Deus descreve o estado deplorável do povo, ele os chama de "governantes de Sodoma... povo de Gomorra... raça de malfeitores, filhos dados à corrupção". Depois de detalhar a iniquidade em que mergulharam e a aparência de piedade de seus rituais, Deus conclui: "Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene" (Is 1:13).

Deus não mudou e o homem também não. Hoje vemos a cristandade em um estado semelhante a Israel. Ela está dividida e vendida ao dominador estrangeiro, o príncipe deste mundo. Em sua volúpia por prosperidade e poder, constrói luxuosos templos e catedrais na vã tentativa de dar uma aparência de santidade à cobiça. A cristandade é chamada em Apocalipse de Babilônia, a meretriz, por se prostituir com os governantes e comerciantes do mundo em troca de favores.

Mas Deus continua alertando: "Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene" (Is 1:13), e mais: "Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados" (Ap 18:4).

Nos próximos 3 minutos alguns escutam o clamor de João Batista e são levados ao arrependimento.


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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.