"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#340 Uma triplice tentacao



Leitura: Lucas 4:3-13
Vídeo: http://youtu.be/ilI2_w5w2jU

A tentação de Jesus tem por objetivo confirmar suas credenciais. É o Espírito Santo quem o leva ao deserto para ser tentado pelo diabo, ou seja, para deixar clara a sua divindade. Em duas de suas provocações o diabo coloca isso em dúvida, pois começa dizendo "Se você é o Filho de Deus...". Os judeus o acusavam de blasfêmia, pois ao declarar-se Filho de Deus ele se fazia igual a Deus.

Portanto temos aqui um teste para provar se Jesus é quem ele diz ser. Pecar está fora de cogitação, por ele ser Deus. Ao contrário do primeiro homem, Adão, este segundo homem é sem pecado e cada tentação só confirma isso. Numa delas Satanás nem questiona se ele é o Filho de Deus, mas vai direto ao assunto: Jesus poderia antecipar a posse de todos os reinos do mundo sem passar pelo dissabor da cruz, bastando para isso adorar a criatura, Satanás, em lugar do Criador.

As três tentações revelam três coisas que nos são oferecidas todos os dias: obedecer ao diabo, adorar a criatura e colocar Deus à prova. Quando não somos guiados pela Palavra de Deus, seguimos "a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência". Ou seja, obedecemos ao diabo, "satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos" (Ef 2:1-3).

Para adorar a criatura não precisa ir longe. Basta escutar a voz do orgulho em nosso coração, que diz: "Primeiro eu". A filosofia humana ensina que para amar ao próximo como a si mesmo você precisa primeiro amar a si mesmo. Ora, isso você já faz por natureza, e se essa for a sua prioridade o próximo terá de esperar sentado. O diabo atinge sua meta quando você se acha o máximo.

Provar a Deus é a terceira coisa que Satanás propõe, ao sugerir que Jesus pule do alto do Templo, confiando que Deus o guardará. Jesus responde: "Dito está: 'Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus'" (Lc 4:12). Os adoradores de Mamom e da prosperidade adotam como lema o versículo de Malaquias 3, que diz: "Ponham-me à prova... e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las" (Ml 3:13).

O que não percebem é que o contexto começa no capítulo 2 e é uma bronca dada aos desobedientes sacerdotes de Israel, concluindo com o "Ponham-me à prova", no sentido de "Experimentem me obedecer". Se você não for um sacerdote judeu vivendo nos tempos de Malaquias, a passagem não é para você. Veja que a continuação, no capítulo 4, até mesmo já se cumpriu, ou seja, a vinda de João Batista. Lá diz: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição" (Ml 4:5-6) e no capítulo 3 "Eu enviarei o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim... diz o Senhor dos Exércitos" (Ml 3:1). Acabamos de ver isso em Lucas 3.

Nos próximos 3 minutos o diabo aperta os três botões do desejo.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.