"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#310 Sem fim



Leitura: João 21:18-25
Vídeo: http://youtu.be/iHEXHlsIkV4

Depois de passar por uma sabatina, quando Jesus lhe perguntou três vezes se o amava, e lhe deu também uma tripla responsabilidade, Pedro fica sabendo que seu desejo será realizado. Que desejo? O de morrer pelo Senhor. Antes da crucificação, e antes de sua tripla negação, Pedro dissera estar pronto a morrer. Jesus lhe garante que será assim, com estas palavras:

"Quando você era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir". O texto continua explicando que "Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus" (Jo 21:18-19).

A intenção de Pedro era boa, mas colocá-la em prática estava fora de seu alcance. O mesmo aconteceu com Moisés. Ele quis libertar o povo de Israel da escravidão, porém começou assassinando um egípcio. A intenção era boa, porém jamais poderia ser executada por seus esforços guiados pela vontade própria.

Depois de viver 40 anos na corte de Faraó, aprendendo toda a ciência do Egito, Moisés foi obrigado a viver 40 anos escondido para aprender a não confiar em si mesmo. Só então ele estava pronto para guiar o povo numa peregrinação de 40 anos pelo deserto rumo à terra de Canaã.

Se Pedro tivesse morrido antes, teria sido para sua própria glória. Porém agora ele morreria para a glória de Deus. Paulo expressou bem qual deve ser o sentimento do cristão de glorificar a Deus na vida ou na morte: "Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fp 1:20-21).

Quando Pedro pergunta o que seria de João, Jesus responde: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa?" (Jo 21:22). Isto fez os discípulos pensarem que João não morreria, mas o texto esclarece que não foi o que Jesus quis dizer. João permaneceria vivo até a volta de Cristo porque a ele seria mostrada essa volta na revelação do Apocalipse. Antes de morrer em idade avançada, João teve o privilégio de ver Cristo voltar na visão que recebeu.

Este evangelho não tem começo nem fim, porque assim é Jesus: Deus eterno. Ele começou falando que "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez". Agora diz que "Jesus fez também muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos".

Seria possível descrever tudo o que Jesus fez? Jamais. O profeta Isaías o chamou de "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". O evangelho de João nos mostrou Jesus, Deus infinito e Homem acessível. O que você está esperando para crer nele? O que está esperando para dedicar sua vida a ele?

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#309 O rebanho de Deus



Leitura: João 21:15-17
Vídeo: http://youtu.be/nwwA4KkPjls

Cada vez que Jesus pergunta a Pedro se este o ama, ele também faz um pedido. O primeiro é para que Pedro alimente os seus cordeiros. Os outros são para que ele pastoreie e alimente as ovelhas. Estas são também as incumbências dos que recebem do Senhor a responsabilidade de cuidar do rebanho. Cordeiros são os mais novos, frágeis e tenros, que precisam de leite. Ovelhas são mais crescidas. Um pastor ou ministro deve saber diferenciar umas das outras.

O significado destes dois termos -- "pastor" e "ministro" -- foi totalmente corrompido pelas religiões. O mesmo aconteceu com o termo "igreja", que hoje é mais aplicado a uma denominação ou templo de tijolos do que a uma reunião de pessoas, em sua forma local, ou o corpo de Cristo, no seu aspecto universal.

Na Palavra de Deus você encontra três tipos de pastores. O primeiro é um dom, dado pelo Senhor. Na carta aos Efésios Paulo diz que Jesus, após subir aos céus, "deu uns para... pastores... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4:11-12). A atuação deste pastor é universal, para todo o corpo de Cristo, não fica restrita à uma assembleia local. O pastor não é necessariamente um pregador, já que sua função é cuidar.

Outro "pastor" na Bíblia é o que tem a responsabilidade administrativa de uma assembleia local, mas ele nunca aparece no singular, sempre no plural -- "pastores". São chamados também de "bispos", "presbíteros" ou "anciãos". Eles podem ou não ter o dom de pastor citado em Efésios 4. Tanto o "pastor", o dom universal, como os "pastores", na função local de supervisores, jamais são vistos na Bíblia dirigindo uma reunião de cristãos. É o Espírito quem usa os diferentes dons. Você também não encontra na Bíblia a formação, eleição ou ordenação de pastores, seja por cursos de teologia, congregações locais ou denominações.

Tanto o dom de "pastor" de Efésios 4, como o ofício de "pastores", "bispos", "presbíteros" ou "anciãos", são exercidos por meio do ministério de cada um, ou seja, eles são ministros de Deus, não de uma denominação. A palavra "ministro" também foi corrompida e transformada em sinônimo de cargo de liderança eclesiástica. Mas o seu significado é o de um servo ou escravo, cuja tarefa é servir. Pense no Senhor Jesus e você terá ideia de um perfeito Ministro. Ele ensinou: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos" (Mc 9:35).

Finalmente, o terceiro tipo de pastor na Bíblia é aquele que o profeta Ezequiel chama de "pastores... que só cuidam de si mesmos" (Ez 34:2). São como os filhos de Eli, que roubavam as ofertas ao Senhor, ou como Diótrefes, que queria ser o mais importante em sua congregação. São descritos por Paulo como "egoístas, avarentos [ou ávidos por dinheiro], presunçosos, arrogantes... tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder" (2 Tm 3:1-5). Destes devemos nos afastar.

Nos próximos 3 minutos o Senhor atende o desejo de Pedro.

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#308 Uma triplice restauracao



Leitura: João 21:15-17
Vídeo: http://youtu.be/rg_dmuaz9io

Como você se sentiria se tivesse traído a confiança de seu melhor amigo e, em troca, recebesse dele só amor e consideração? Depois de Pedro estar alimentado e aquecido, Jesus decide aquecer também seu coração. O arrependimento de Pedro havia sido sincero, porém reservado. Jesus quer agora restaurá-lo publicamente.

No original grego são utilizadas duas palavras diferentes aqui -- ágape e filéo -- traduzidas em nossas Bíblias pelo genérico verbo "amar". Mas a diferença é significativa, por isso vou transcrever a passagem com o sentido original:

"Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: 'Simão, filho de Jonas, você me ama mais do que estes?' Disse ele: 'Sim, Senhor, tu sabes que tenho afeição por ti'. Disse Jesus: 'Alimente meus cordeiros'. Pela segunda vez Jesus disse: 'Simão, filho de Jonas, você me ama?' Ele respondeu: 'Sim, Senhor tu sabes que tenho afeição por ti'. Disse Jesus: 'Pastoreie as minhas ovelhas'. Pela terceira vez, ele lhe disse: 'Simão, filho de Jonas, você tem afeição por mim?' Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez 'Você tem afeição por mim?' e lhe disse: 'Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que tenho afeição por ti'. Disse-lhe Jesus: 'Alimente minhas ovelhas'" (Jo 21:15-17).

Antes de negar Jesus por três vezes, Pedro quis parecer mais fiel que os outros discípulos ao afirmar que estava pronto a morrer por ele. Confiança própria é fruto da carne, portanto veja se você não é desses que gostam de se gabar, fazendo alarde de sua fé e perseverança. A autoconfiança nas coisas de Deus costuma esconder o sepulcro caiado da hipocrisia dos fariseus.

Para tratar dessa autoconfiança de Pedro Jesus pergunta se ele o ama mais que os outros discípulos. Jesus sabe que era isso que havia no coração de Pedro, ao afirmar que estava disposto a morrer por Jesus, antes de negá-lo três vezes. Pedro se achava "O Cara". Mas aqui Pedro não responde usando o amor "ágape", o amor puro e desinteressado, mas o amor "filéo" da afeição fraternal. Agora ele aprendeu a não confiar em si mesmo. Na terceira vez é Jesus quem pergunta usando "filéo", e não "ágape": "Simão... você tem afeição por mim?". Então Pedro reconhece a divindade e onisciência de Jesus: "Senhor, tu sabes todas as coisas".

Pedro passa no teste e Jesus o trata com graça. Na restauração de Pedro é usada a mesma graça que cancela a pena no lago de fogo que o pecador merece, para lhe dar um lugar na glória que ele não merece. O Deus da Bíblia é um Deus de perdão e restauração para quem crê em Jesus. Pedro, que três vezes negou conhecer Jesus, deixa de receber o que merece -- uma tripla reprovação -- para receber o que não merece -- uma tripla incumbência de cuidar dos cordeiros e ovelhas do rebanho.

Você sabe a diferença entre um cordeiro e uma ovelha? Não? Então veja nos próximos 3 minutos.

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#307 Companhia, conforto e alimento



Leitura: João 21:9-14
Vídeo: http://youtu.be/U3Z9hOPQLzM

Os discípulos chegam à praia, ainda surpresos com resultado de terem jogado a rede seguindo as instruções de Jesus. Ali encontram Jesus, uma fogueira, peixes sobre as brasas e pão. Será que você é daqueles que acreditam que seu sustento é fruto do seu trabalho e não da providência divina? Se você tivesse nascido na Somália, quais teriam sido as chances de ter o emprego que tem?

Deus "faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos" (Mt 5:45), mesmo que eles não saibam disso. Porém, aquele que creu em Jesus como seu Salvador, que teve todos os seus pecados perdoados e foi recebido na família de Deus pela fé, deveria ao menos reconhecer quem o sustenta e quer dirigir sua vida. Alguns dias antes Jesus tinha ensinado os discípulos: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" (Jo 15:5).

Você reparou que neste encontro na praia é Jesus quem providencia tudo? As brasas, o peixe, o pão e até a rede cheia que irá sustentá-los por alguns dias. Não espere ir a Jesus pensando que é por seus esforços e ofertas que ele lhe dará em troca descanso e sustento. No Salmo 50 Deus deixa claro o que pensa de pessoas que tentam se aproximar de Deus na base da barganha:

"Não tenho necessidade de nenhum novilho dos seus estábulos, nem dos bodes dos seus currais, pois todos os animais da floresta são meus, como são as cabeças de gado aos milhares nas colinas. Conheço todas as aves dos montes, e cuido das criaturas do campo. Se eu tivesse fome, precisaria dizer a você? Pois o mundo é meu, e tudo o que nele existe. Acaso como carne de touros ou bebo sangue de bodes? Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão" (Sl 50:9-14).

Tudo o que Deus espera de você é sua gratidão, mas antes é preciso que você tenha de que agradecer. Jesus convida: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mt 11:28). E em Atos Pedro deixa claro que "não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (At 4:12).

"Venham comer", convida Jesus. Ele tinha tudo preparado: companhia, conforto e alimento. Pedro talvez se lembre de outra fogueira recente no pátio da casa do sumo sacerdote, quando quis se aquecer na companhia dos inimigos de Jesus. Tudo dá errado na companhia das pessoas erradas. Você ainda se ilude pensando encontrar companhia, conforto e alimento em seus amigos incrédulos? Cuidado com o ilusório conforto das fogueiras dos homens. Pedro precisou até negar que conhecia o Senhor para não sofrer o repúdio dos inimigos de Jesus.

O desejo de Pedro voltar à velha vida, e arrastar os outros consigo pode ser o resultado de uma pendência em seu coração: ele ainda não se recuperou de ter falhado e negado que conhecia Jesus. O que acontece quando falhamos? Veja a resposta nos próximos 3 minutos.

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#306 "Vou pescar"



Leitura: João 21:1-8
Vídeo: http://youtu.be/a9V6vuX92PY

Ao crer em Jesus como seu Senhor e Salvador, uma nova vida começa em você. Ao contrário da religião, que espera que você se transforme numa pessoa melhor para ser aceito por Deus, o evangelho ensina que Jesus veio salvar pecadores, não pessoas boas. A única coisa que você pode apresentar a Deus para provar que é um candidato à salvação são os seus pecados. Basta crer nele para ser perdoado.

Mas depois de salvo pela fé em Cristo, o que acontece? Uma mudança de atitude. Você passa a gostar de coisas que não gostava, e a sentir aversão por coisas que antes apreciava. Novas crenças e valores passam a pautar sua vida como filho de Deus, reconhecendo Jesus como Senhor e dono de seu ser. Como diz na carta aos hebreus, você começa a se ocupar com as "coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação" (Hb 6:9).

Mas e se você voltar a viver exatamente como vivia antes? Bem, parece ser o que encontramos os discípulos fazendo neste capítulo 21 do evangelho de João. Aqueles ex-pescadores tinham sido transformados, por Jesus, em pescadores de homens. Eles ganharam novas prioridades e uma nova perspectiva, porém neste capítulo não vemos mudança alguma. Eles voltam a fazer o que faziam.

Sem perceber o quanto de influência pode exercer nos outros, Simão Pedro diz: "Vou pescar". Os outros decidem fazer o mesmo: sobem no barco e voltam ao modo de vida que tinham antes de conhecerem a salvação. O resultado foi uma pescaria de uma noite inteira sem um peixe sequer. Assim somos nós, quando nos esquecemos de que, após crermos em Jesus, estamos sob nova direção. "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas" (2 Co 5:17).

Já amanhecia quando voltavam e viram alguém na praia, mas não reconheceram que era Jesus. Quanto mais nos afastamos dele e da comunhão com as coisas de Deus, mais difícil fica reconhecermos que ele tem algo para nos dizer. E o Senhor tem uma pergunta para eles: "Filhos, vocês têm algo para comer". A resposta óbvia é "Não". Qualquer verdadeiro discípulo de Cristo passará fome se tentar viver longe dele e buscar satisfação nas coisas de sua velha vida.

Eles estavam a menos de cem metros da praia e podiam ouvir Jesus lhes dizer: "'Lancem a rede do lado direito do barco e vocês encontrarão'. Eles a lançaram, e não conseguiam recolher a rede, tal era a quantidade de peixes" (Jo 21:6). E você, de que lado tem lançado sua rede? Qualquer lado será o lado errado se não for o lado da vontade de Deus. João identifica que é o Senhor na praia, e Pedro, bem ao seu estilo, pula na água e vai ao encontro de Jesus, enquanto os outros chegam no barco.

Nos próximos 3 minutos os discípulos encontram companhia, conforto e alimento na presença de Jesus.

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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.