"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#423 O verdadeiro Samaritano - Lc 10:30-37



Leitura: Lucas 10:30-37
Vídeo: http://youtu.be/hXeMUHNdVAo

Os versículos 30 a 37 de Lucas 10 trazem a parábola conhecida como “O Bom Samaritano”. A parábola é a resposta de Jesus a um mestre da Lei que tem a intenção de colocá-lo à prova. Após mencionar que a Lei se resumia em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, o homem pergunta a Jesus: “Quem é o meu próximo?”. A resposta é a parábola.

“Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita... Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’” (Lc 10:30-35).

A vítima do assalto é o ser humano, que saiu da presença de Deus, aqui representada por Jerusalém. Ele segue para Jericó, palavra hebraica que significa “perfume” e é um lugar amaldiçoado por Deus no livro de Josué. O pecado de Adão foi afastar-se de Deus para obedecer aos sentidos e isso resultou em maldição. Os assaltantes são uma figura de Satanás, que deixa o pecador vazio e quase morto em sua jornada afastando-se de Deus. O sacerdote e o levita representam, respectivamente, a religião e a lei, incapazes de ajudar o pecador. Somente o samaritano pode salvá-lo. Os judeus odiavam os samaritanos e o termo é usado pelos fariseus em João 8:48 como uma ofensa contra Jesus: “Não estamos certos em dizer que você é samaritano e está endemoninhado?”.

Quando Jesus pergunta ao mestre da lei, “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”, ele responde corretamente: “Aquele que teve misericórdia dele” (Lc 10:36-37). O próximo é, portanto, o samaritano, o único que poderia salvar o homem ferido. Atos 2:36 diz: “Portanto, que todo Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo”. Percebe agora o peso que tem a expressão amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo? Aquele que ama a Deus sobre todas as coisas ama o verdadeiro Samaritano da parábola, Jesus, e somente um amor assim pode transbordar e se derramar sobre aqueles que entram em contato com um verdadeiro cristão.

Jesus conclui dizendo ao mestre da Lei: “Vá e faça o mesmo”. Mas antes de fazer como fez o samaritano ele precisava confiar totalmente nele e se deixar curar, reconhecendo-se perdido e ferido pelo pecado. E é dessa cura que a parábola fala nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#422 Que vida e' essa? - Lc 10:25-29



Leitura: Lucas 10:25-29
Vídeo: http://youtu.be/Q5I156WsFhg

Em Lucas 10 Jesus é abordado por um doutor da Lei e o versículo 25 revela que sua intenção era “por Jesus à prova”. Ele pergunta: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”. Para entendermos a pergunta precisamos entrar na mente daquele judeu e raciocinar como ele. De que vida ele está falando? Não é da mesma “vida eterna” que hoje um crente em Cristo possui.

O doutor da Lei pergunta “o que preciso fazer” porque a Lei exigia do homem obediência para ser recompensado em sua vida aqui, porém homem algum jamais foi capaz de guardar toda a Lei, exceto Jesus. A Lei, portanto, não pode salvar, mas apenas mostrar que o homem é incapaz de alcançar os padrões divinos. A esperança de um judeu era de vida neste mundo, uma vida longa, próspera e sem fim no reino terrenal do Messias. A Lei dizia: “Obedeçam aos meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles... Os mansos comerão e se fartarão... o vosso coração viverá eternamente...” (Lv 18:5; Sl 22:25-31).

Na doutrina dada à igreja pelos apóstolos aprendemos que, para o cristão, a vida eterna está em Cristo. Ela nada tem a ver com a vida de abundância de alimento e prosperidade sem fim prometida aos israelitas. É uma vida sem começo nem fim, como Cristo é eterno, sem começo nem fim. Escrevendo aos crentes, João diz: “Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida. Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que creem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna... Este [Jesus] é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:11-13).

Em João 3:36 lemos que “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. O doutor da Lei, que quer por Jesus à prova, está numa posição de antagonismo e rebeldia contra o Filho de Deus. Por mais que ele fizesse, por mais que obedecesse aos preceitos da Lei, ainda assim ele não teria vida eterna e estaria destinado ao fogo do juízo eterno. A vida eterna é recebida por graça e pela fé em Jesus, não por nossa obediência à Lei.

Então é a vez de Jesus colocá-lo à prova, pedindo que ele responda o que está escrito na Lei. Ele responde: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento, e ame o seu próximo como a si mesmo”. Jesus responde, mas sem falar em vida eterna, dizendo apenas que se ele obedecesse aos mandamentos continuaria vivendo, como era a promessa da Lei. Ele diz: “Faça isso, e viverá” (Lc 10:28). Mas em seguida o homem, “querendo justificar-se, perguntou a Jesus: ‘E quem é o meu próximo?’” (Lc 10:27-28).

A resposta de Jesus está nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#421 O Pai revelado



Leitura: Lucas 10:22-24
Vídeo: http://youtu.be/4wM5MCOOb7U

Depois de agradecer ao Pai por revelar as coisas celestiais aos “pequeninos” ou ignorantes deste mundo e não aos “sábios e cultos”, Jesus diz: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar” (Lc 10:21-22). A chave para se conhecer a Deus está no verbo “revelar”.

É impossível ao homem compreender as coisas eternas pela razão pois nossa mente natural foi criada para viver no espaço-tempo material. Deus se faz conhecer apenas por revelação. E como se obtém tal revelação? Pela fé, crendo que Deus enviou o seu Filho ao mundo para morrer numa cruz e receber ali o juízo pelo pecado.

Quando você tira uma foto com uma câmera de filme, você sabe que a foto está ali, mas não consegue vê-la até que ela seja revelada. Ao crer em Jesus você sabe que ele morreu por você e seus pecados foram pagos na cruz, ainda que nada disso lhe seja visível. Mas Deus revela esse filme em seu coração e você pode dizer sem hesitar: “Jesus morreu por mim, ele levou sobre si os meus pecados na cruz e agora eu conheço o Pai”.

Quando ele diz “todas as coisas me foram entregues” está se referindo a tudo o que foi criado. Jesus é Deus e Criador de todas as coisas, e o Evangelho de João diz que “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3). Aqueles que negam sua divindade e acham que Jesus foi criado não saberão explicar como o Criador poderia ter criado a si mesmo. Mas aqui ele fala no sentido da autoridade que lhe foi conferida pelo Pai em sua condição de Homem e herdeiro universal. Hebreus 2 fala destes dois aspectos, que Jesus é aquele “para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe” (Hb 2:10).

Repare que Jesus diz que ninguém conhece o Filho, mas que o Pai pode ser conhecido daqueles a quem o Filho quiser revelar. O conhecimento do Pai não é no sentido de se dissecar a divindade. Eu conheci meu pai humano durante todo o tempo de sua vida e nunca vi suas entranhas. É o mesmo que Jesus promete àqueles a quem revela o Pai, um relacionamento de pai e filho.

Muito bem, agora você sabe que pode conhecer o Pai pela fé e através da revelação de Jesus, mas por que o Pai não pode fazer o mesmo, isto é, revelar o Filho para nós o conhecermos como tal? Porque a humanidade do Filho sempre será um mistério e a encarnação jamais será compreendida pela mente humana, nem aqui, nem na eternidade. Olhe para a imensidão do Universo. Você consegue entender como tudo foi criado pelo mesmo Ser que viveu aqui em um frágil corpo humano? Eu também não. É por isso que eu simplesmente creio e “a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hb 11:1).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#420 A mente celestial



Leitura: Lucas 10:21
Vídeo: http://youtu.be/dSAL09Eznww

Ao escrever aos cristãos da Galácia, que insistiam em guardar a Lei de Moisés para serem salvos, Paulo diz: “De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação” (Gl 6:15). Em sua carta aos Coríntios ele acrescenta: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Co 5:17). Percebe que isto implica uma mudança no modo de Deus tratar o homem antes e depois de Cristo?

Na cruz Deus pôs um ponto final no homem em seu estado natural e na velha criação. Em Jesus ressuscitado temos o primeiro exemplar de uma nova criação. O homem da primeira criação possuía um cérebro de matéria vinda da terra e limitado a entender as coisas em um espaço-tempo tridimensional. O homem da nova criação terá seu cérebro transformado para compreender as coisas nos novos céus e na nova terra -- a eternidade -- quando o tempo deixar de existir.

Quando você recebe a nova vida que está em Jesus, e crê nele como seu Salvador, seu cérebro físico ainda permanece o mesmo, bem como o seu corpo material. Mas você já recebe a nova natureza que pertence à nova criação, e o Espírito Santo vem habitar em você. Seu corpo ainda aguarda a ressurreição para ser transformado à semelhança do corpo glorioso de Jesus, mas sua mente já está capacitada a entender as coisas celestiais, ainda que “como em espelho”. É como se você vivesse no velho hardware rodando um software de última geração.

O apóstolo Paulo explica: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente” (1 Co 13:12). Naquele tempo espelhos eram chapas de bronze polido que davam uma vaga ideia do que era refletido neles, nunca a imagem perfeita. Portanto, enquanto você estiver neste corpo de matéria terrena será capaz de entender as coisas eternas, mas como um “reflexo obscuro”. E quem não é de Cristo, não tem a nova natureza e não pertence à “nova criação”?

O incrédulo “...não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois ‘quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo?’ Nós, porém, temos a mente de Cristo”. Isto Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:14-16. O cérebro humano natural, independente de quão inteligente seja, não consegue entender a Palavra de Deus. É mais fácil ensinar física quântica a uma lesma do que fazer o homem natural entender as coisas eternas.

Mas como obter essa mente celestial para poder conhecer a Deus? Isto é o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#419 Os mais inteligentes



Leitura: Lucas 10:21
Vídeo: http://youtu.be/Box94AYsmN4

Após ter revelado a completa expulsão de Satanás do céu, o que ainda está para acontecer, Jesus exulta no Espírito Santo por algo que dificilmente alguém exultaria: a vantagem da falta de inteligência. Ele diz: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado” (Lc 10:21).

As pessoas gostam de colocar Jesus no pódio lado a lado com grandes filósofos e cientistas. Porém a filosofia se ocupa da sabedoria humana e a ciência do conhecimento humano, coisas que não são eternas, portanto seu valor é relativo. Para entender isto é preciso levar em consideração as dispensações ou maneiras como Deus trata a humanidade.

Em um determinado momento da história Deus tomou de uma amostra para testar a raça humana. Quando você quer verificar se a água de uma represa é boa, você não testa toda a represa, mas apenas uma amostra. Foi o que Deus fez e esta amostra é o povo de Israel. Durante o período do judaísmo o homem ainda estava sendo testado em seu estado natural para viver na terra para sempre. Para isso, além da direção divina, ele precisaria também de inteligência e conhecimento, e esta é uma das razões de os judeus darem tanto valor às conquistas intelectuais.

Até hoje, 25% dos ganhadores do Prêmio Nobel foram judeus. Se considerar que em um planeta de sete bilhões de habitantes existem menos de vinte milhões de judeus, você irá concordar que este é o povo mais inteligente do planeta. Os cientistas relutam reconhecer isto por medo de serem taxados de racistas, mas o fato de certas doenças neurológicas afetarem principalmente judeus demonstra que eles possuem um cérebro diferenciado.

Se você for palestino deve estar me odiando por eu dizer isto, mas espere até eu concluir. Se, por um lado, os judeus são os seres humanos com maior capacidade intelectual do mundo, por outro, esta amostragem que Deus tomou para testar a raça humana é também uma prova de que não é pela inteligência e pelo conhecimento intelectual que se chega a Deus.

Os judeus não apenas rejeitaram seu Messias e Rei, como também o pregaram numa cruz e até hoje persistem em odiá-lo. Pergunto: Isto é inteligência? Sim, isto é inteligência humana, e é por esta razão que Jesus, exclama, exultante: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos” (Lc 10:21).

Nos próximos 3 minutos saiba o porquê de a inteligência humana não ser uma vantagem na nova criação.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#418 Expulso do ceu



Leitura: Lucas 10:17-20
Vídeo: http://youtu.be/Sc2axTeINhY

A resposta de Jesus aos discípulos tem dupla aplicação. Uma, como já vimos, foi alertá-los do perigo de se deixarem dominar pelo orgulho, o mesmo sentimento que foi fatal para o diabo. Em Ezequiel 28 há um texto que mescla informações sobre o rei de Tiro e a origem de Satanás. Trata-se de um estilo literário encontrado algumas vezes na Bíblia, como quando Jesus repreende Pedro dizendo: “Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens” (Mc 8:33). Obviamente Pedro não era Satanás, mas os seus pensamentos estavam sendo forjados pelo diabo.

Do versículo 12 à metade do 17 de Ezequiel 28 você descobre o que levou Satanás a pecar. Deus diz: “Você era o modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza... ungido como um querubim guardião... no monte de Deus... inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você... Por isso eu o lancei em desgraça para longe do monte de Deus, e eu o expulsei, ó querubim guardião... Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor” (Ez 28:12-17).

Em tempos imemoráveis, muito antes de Adão e Eva, Satanás caiu em pecado. Apesar disso, Satanás e seus anjos continuaram no céu, como é possível ver lendo os dois primeiros capítulos do livro de Jó. A partir da metade do versículo 17 de Ezequiel 28 o sentido é profético e fala da queda literal do diabo, quando ele será expulso do céu e lançado na terra. “Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis”. Esta é também a aplicação profética do que Jesus diz aos discípulos em Lucas 10:18: “Eu vi Satanás caindo do céu como um relâmpago”.

Esta queda ainda irá acontecer e é prevista também pelo capítulo 12 de Apocalipse: “Houve uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra” (Ap 12:7-9).

Após o Espírito Santo e a Igreja serem retirados da terra no arrebatamento, o anticristo será revelado e começará a agir. Por enquanto a presença do Espírito Santo no mundo o detém, mas quando for “afastado aquele que agora o detém, então será revelado o perverso” (2 Ts 2:7) ou iníquo anticristo. Nessa época Satanás será expulso do céu para energizá-lo e exercer seu poder na terra, enganando a humanidade e perseguindo os eleitos de Deus. Ao revelar que via Satanás caindo do céu Jesus só podia enxergar a cena por ser Deus. Afinal, onde ele poderia estar para ter uma visão tão privilegiada assim?

Nos próximos 3 minutos Jesus mostra a vantagem da falta de inteligência.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#417 O orgulho dos discipulos



Leitura: Lucas 10:17-20
Vídeo: http://youtu.be/gO6oXG9c3hc

Os setenta discípulos voltam alegres da missão de levar as boas novas do Reino, porém o que fez seus olhos brilharem e seus corações palpitarem foi o poder que tinham em mãos. “Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome”, dizem eles a Jesus. Mais uma vez a resposta de Jesus revela o que há em seus corações: “Eu vi Satanás caindo do céu como um relâmpago” (Lc 10:17).

Jesus traz à tona o orgulho dos discípulos, o mesmo orgulho responsável pela queda do diabo. Não há nada pior do que você orgulhar-se do trabalho que Deus colocou em suas mãos, como se isso dependesse de sua força, talento ou inteligência “Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”, escreveu Paulo aos Filipenses (Fp 2:13).

Deus não precisa de nós, mas nos dá o privilégio de participar de sua obra. Se falharmos, ele escolherá outros para a tarefa, pois a obra é dele, por ele e para ele. É uma insensatez louvarmos aqueles que Deus usa. Deveríamos louvar a Deus por usá-los, não o contrário. E se você busca reconhecimento por seu trabalho no evangelho deveria se envergonhar por querer ficar sob o mesmo holofote com Deus. Ele diz: “Não darei a outro a minha glória” (Is 42:8).

Deus está atento para nossa vanglória e não raro providencia um freio para nosso orgulho. Foi o que fez com o apóstolo Paulo. Tamanhas eram as revelações que Deus lhe deu que, sem freio, a carne de Paulo teria se descambado a gloriar-se de seus feitos. O próprio Paulo conta em sua primeira carta aos Coríntios como Deus colocou um freio nessa sua tendência:

“Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: ‘Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza’. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas... Pois, quando sou fraco é que sou forte” (1 Co 12:7-10).

Jesus também revela a insensatez dos discípulos, deslumbrados com o poder que tiveram sobre os demônios. Como crianças facilmente impressionáveis, muitos hoje correm atrás de espetáculos de cura e libertação, coisas tipicamente terrenas, ao invés de se ocuparem com as coisas eternas. Por isso Jesus os adverte que, apesar de lhes ter dado “autoridade... sobre todo o poder do inimigo” eles deviam alegrar-se “não porque os espíritos” se submetiam a eles, mas “porque seus nomes” estavam “escritos nos céus” (Lc 10:19-20).

Nos próximos 3 minutos a resposta de Jesus revela muito mais de Satanás.

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#416 Os Salmos



Leitura: Livro dos Salmos
Vídeo: http://youtu.be/L_Bs-hz56qQ

Embora os Salmos sejam de grande edificação, exortação e consolo para o cristão, sua natureza é profética e contêm muito mais do que apenas mensagens devocionais. Ali vemos os sentimentos de Cristo, o Rei e Messias de Israel, identificado com um pequeno remanescente que o aguarda como Rei. Os Salmos, em sua maioria, também foram escritos por um Rei, Davi.

Os Salmos são divididos em cinco livros. O primeiro livro dos Salmos vai do capítulo 1 ao 41. Esta porção mostra o Messias se identificando com o remanescente judeu fiel em seus sofrimentos passados e futuros até serem expulsos de Jerusalém. Essa expulsão é profeticamente vista em Mateus 24:16, que diz: “os que estiverem na Judéia fujam para os montes”. O primeiro Livro dos Salmos começa com “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1:1).

O segundo livro dos Salmos vai do capítulo 42 ao 72 e mostra apenas as tribos de Judá e Benjamim, que hoje chamamos de “judeus”, expulsas de Jerusalém e esperando em Deus, enquanto o anticristo exerce o seu domínio. Esta segunda parte dos Salmos começa com Cristo se identificando com os sentimentos de seu povo, ao dizer: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (Sl 42:1).

O terceiro livro vai do capítulo 73 ao 89 e apresenta a história de todo o Israel, desde o Egito até o reino do Messias. Nesta porção o santuário de Deus é visto mais em sua conexão com a casa de Davi do que com a Pessoa de Cristo. Este terceiro livro dos Salmos começa declarando: “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração” (Sl 73:1).

Os capítulos 90 ao 106 compõem o quarto livro dos Salmos e mostram o remanescente judeu expressando a certeza da vinda do Messias e de seu reino em justiça. Ali vemos Jerusalém como o centro de adoração na terra. Nesta porção é possível identificar todas as doze tribos e também as nações gentias introduzidas nas bênçãos do reino de mil anos de Cristo na terra. O quarto livro começa com “Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração” (Sl 90:1).

Finalmente vemos o quinto livro dos Salmos, do capítulo 107 ao 150, que fala da restauração de Israel em meio a muita tribulação, e do Messias exaltado, que vem para destruir os inimigos e inaugurar um louvor universal. Esta parte começa com “Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre” (Sl 107:1. Volto a lembrar que a igreja não aparece nos Salmos.

Nos próximos 3 minutos voltaremos ao capítulo 10 do Evangelho de Lucas e ao orgulho dos discípulos.


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#415 Uma campanha pelo Rei



Leitura: Lucas 10:3-16
Vídeo: http://youtu.be/zpyJx8Fu5SM

Se você fosse candidato à presidência, como seria a sua campanha? Primeiro você organizaria um partido ou grupo de simpatizantes que o apoiassem. Então passaria a viajar pelo país apresentando suas credenciais para provar ser você a pessoa certa para o cargo. Mas antes, como fazem todos os candidatos, você enviaria seus correligionários adiante de você para apresentarem seu plano de governo, distribuírem benefícios e testarem sua popularidade.

Eles iriam de casa em casa, conquistando simpatizantes e até angariando donativos para a campanha. Os índices de aprovação ou rejeição seriam medidos pelo número de pessoas que recebessem bem seus representantes ou os expulsassem de suas casas e cidades. Os que o rejeitassem seriam vistos como tendo rejeitado o próprio presidente, e você encontraria uma forma de puni-los quando fosse eleito, ou os privaria dos benefícios dados aos outros.

O exemplo é bastante tosco comparado à sublimidade do que vemos no capítulo 10 de Lucas, mas é didático o suficiente para entendermos o que acontece aqui. Jesus é o único candidato legítimo a Rei de Israel e Rei de reis. Os setenta são seus representantes que saem adiante dele para testar sua popularidade entre o povo sobre o qual ele irá reinar. Eles são instruídos a aceitarem a hospitalidade dos que os receberem bem e a alertarem publicamente os que os rejeitarem, dizendo: “Fiquem certos disto: o Reino de Deus está próximo!” (Lc 10:11). Haveria consequências graves para aqueles que não recebessem o Rei, o próprio Filho de Deus vindo ao mundo, como é alertado por Deus no Salmo 2:

“‘Eu mesmo estabeleci o meu rei em Sião, no meu santo monte’. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: ‘Tu és meu filho; eu hoje te gerei. Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade. Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro’. Por isso, ó reis, sejam prudentes; aceitem a advertência, autoridades da terra. Adorem ao Senhor com temor; exultem com tremor. Beijem o filho, para que ele não se ire e vocês não sejam destruídos de repente” (Sl 1:6-12).

Os Salmos complementam a narrativa dos evangelhos e apresentam os sentimentos de Cristo, como quando ele é rejeitado e morto por seu povo no Salmo 22. Os fiéis, tanto nos Salmos como nos evangelhos, não fazem parte da igreja, mas formam um remanescente de judeus fiéis que aguardam o estabelecimento do reino do Messias na terra. Enquanto isso o Espírito de Cristo é visto nos Salmos identificando-se, sofrendo e se alegrando com eles, além de prover sustento e proteção, como no Salmo 23. Então, no Salmo 24 e outros, o Rei da glória vem para reinar.

Que tal fazermos um resumo de 3 minutos do caráter profético do livro dos Salmos? Então não perca o próximo episódio de O Evangelho em 3 Minutos.

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#414 O no' da questao



Leitura: Lucas 10:1-2
Vídeo: http://youtu.be/f1LSW4316Mw

O capítulo 10 do evangelho de Lucas começa com o Senhor escolhendo e enviando setenta discípulos, de dois em dois, “a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita’” (Lc 10:1-2). Em Mateus 10 vimos algo semelhante com os doze discípulos e vale lembrar que as duas missões estavam relacionadas ao evangelho do Reino, e não ao evangelho da graça.

É importante saber fazer a distinção. Evangelho do Reino era o que João Batista, os discípulos e o próprio Jesus pregavam, e tinha a ver com a chegada do Messias. Para Israel, Jesus é o Rei. O evangelho da graça é o que os discípulos passaram a pregar após o advento da igreja. Para a Igreja, Jesus é o Noivo e também sua Cabeça, e não seu Rei. Ele tampouco é Rei para o cristão individualmente. Para este, Jesus é Senhor. Já reparou que do livro de Atos em diante nenhum cristão chama Jesus de Rei, exceto em seu caráter universal e em conexão com Israel?

O evangelho do Reino dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 1:15), preparando assim um povo terreno para participar, na terra, do reinado do Rei vindo dos céus. O evangelho da graça anuncia “Creia no Senhor Jesus e será salvo” (At 16:31), preparando um povo celestial, a igreja, para deixar a terra e ir ao encontro de seu Noivo. O evangelho do Reino falava de um reino a ser estabelecido na terra com Israel e as nações sujeitas ao Rei Jesus, que já estava entre eles. Os judeus esperavam o Messias? Ele estava bem ali. Queriam um Rei? Esse Rei era Jesus. Buscavam uma era de prosperidade e saúde? Jesus multiplicava pães e curava enfermos para provar suas credenciais. O ungido de Deus havia chegado para reinar.

Para entender a Bíblia na sua totalidade, imagine a linha do tempo como uma gravata. Só duas partes são visíveis: uma grande e outra pequena. A grande representa a história da humanidade até Jesus e a pequena os sete anos de tribulação e os mil anos de reinado de Cristo. Era assim que os profetas do Antigo Testamento enxergavam. Não viam a parte escondida sob o colarinho, que é o atual período da igreja que teve início após a morte e ressurreição de Jesus. Pense no nó da gravata como a parada e reinício do relógio profético. Este só voltará a bater após a igreja ser tirada da terra no arrebatamento, dando início ao reino de mil anos de Cristo na terra, a parte menor da gravata. Portanto, nos evangelhos Jesus não está tratando com a igreja, mas com Israel.

Agora nunca mais você irá se esquecer de como dividir ou manejar bem a Palavra da verdade. Basta olhar para alguém de gravata. As religiões, porém, oferecem uma verdadeira salada mista de ingredientes do Antigo e do Novo Testamento, por não entenderem a distinção clara entre o evangelho do Reino e da graça, entre Israel e igreja.

Nos próximos 3 minutos uma campanha pelo Rei.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#413 Sentimentalismo



Leitura: Lucas 9:61-62
Vídeo: http://youtu.be/P0A-oVQVE8c

Como aconteceu com o primeiro, o terceiro homem, além de não ter sido chamado por Jesus, está igualmente errado em suas prioridades. Ele diz: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família” (Lc 9:61). Jesus não quer que desprezemos nossa família, mas deseja nos ensinar que não podemos perder o foco. Se você tomou a decisão de servir a Jesus todas as pendências já deveriam ter sido resolvidas de antemão para não precisar voltar atrás. Lembre-se de que o assunto aqui não é a salvação eterna, mas o serviço.

“Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”, diz Jesus ao homem ocupado com despedidas. Sentimentos são importantes, mas o sentimentalismo não tem lugar entre aqueles que sabem que estão de passagem por aqui. Quando no final de sua provação Deus deu em dobro a Jó tudo o que havia perdido, não deu o dobro de filhos, mas um número igual ao que Jó tivera no princípio. Jó podia ter perdido gado e bens materiais, mas seus filhos que morreram não estavam perdidos. Ele iria encontrar-se com eles e aí efetivamente terminaria também com o dobro de filhos.

As despedidas nesta vida entre os que creem em Cristo não têm o peso de tristeza e aflição das despedidas entre incrédulos, que nunca sabem se voltarão a se encontrar. Enquanto o céu é um lugar de paz, alegria e regozijo coletivo, com milhares de milhares juntos louvando a Cristo, o lago de fogo é um lugar escuro e solitário. Esqueça a ideia de uma grande caverna iluminada pelas chamas e chefiada por Satanás com milhões de pessoas interagindo entre si. Satanás será apenas mais um dos condenados. Se você ainda não creu em Cristo ficará ali só; não enxergará ninguém, não falará com ninguém, não reconhecerá ninguém. Você, e só você, com sua consciência e a escuridão eterna. Será este o seu destino?

Voltando agora aos três homens, que de um modo ou de outro tiveram a possibilidade de seguir e servir a Jesus, três coisas os impediam: O desejo de conforto material, a ocupação com tarefas que os espiritualmente mortos poderiam executar e o sentimentalismo para com familiares e amigos. O serviço dedicado a Deus deve ter foco e a figura do arado é bastante clara. Se você já arou a terra usando um arado puxado por animal de tração sabe que é impossível manter-se na linha se não tiver foco. Basta uma pequena olhada para trás para você sair da trilha e desviar o sulco.

Apesar dos três homens terem sido reprovados, pelo menos setenta são escolhidos e enviados para levar as boas novas do Reino nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#412 Mortos sepultam mortos



Leitura: Lucas 9:59-60
Vídeo: http://youtu.be/SxNLUv3sWwg

Ao contrário do primeiro homem, que decidiu de si mesmo seguir o Senhor, mas aparentemente de olho no conforto de um ninho de ave ou covil de raposa, agora o Senhor chama. “‘Siga-me’. Mas o homem respondeu: ‘Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai’. Jesus lhe disse: ‘Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus’ (Lc 9:59-60). Mais uma vez o assunto aqui é o serviço para Deus e não a salvação da alma.

Ao querer primeiro sepultar seu pai, ele revela um coração dividido. Além de priorizar a morte, seus laços familiares o impedem de seguir prontamente a Jesus. O Senhor não teria respondido da mesma forma se o homem precisasse sustentar a esposa ou cuidar de um filho enfermo. Alguém que esteja empenhado na obra de Deus, e com isso acabe negligenciando os seus, está errando, pois “se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1 Tm 5:8). Por isso se você receber um chamado específico para a obra de Deus precisará saber escolher suas prioridades. E aqui cabe uma palavra àqueles que buscam por uma companhia.

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu: “Gostaria de vê-los livres de preocupações. O homem que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar ao Senhor. Mas o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar sua mulher, e está dividido. Tanto a mulher não casada como a virgem preocupam-se com as coisas do Senhor, para serem santas no corpo e no espírito. Mas a casada preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar seu marido. Estou dizendo isso para o próprio bem de vocês; não para lhes impor restrições, mas para que vocês possam viver de maneira correta, em plena consagração ao Senhor” (1 Co 7:32-35).

Ele não está condenando o casamento, mas alertando para que nossas escolhas sejam feitas tendo em vista o quanto pretendemos nos dedicar ao Senhor. Os casados assumem a responsabilidade de cuidar de seus cônjuges e não podem negligenciar isso. Deus pode abençoar muito um casal cristão em sua obra, mas o mesmo não se pode dizer de um crente que busca por um cônjuge descrente. Ao colocar-se em jugo desigual com um incrédulo estará acrescentando tristezas e frustrações à sua vida, e ocupando-se com coisas que são ocupações de mortos.

A resposta de Jesus àquele que queria sepultar seu pai traz também outra lição: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus”. Existem atividades que somente um salvo por Cristo pode fazer, enquanto outras podem muito bem ser executadas por incrédulos. Pense nisto quando for escolher as prioridades para sua vida.

Nos próximos 3 minutos o perigo do sentimentalismo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#411 Raposas e aves



Leitura: Lucas 9:57-58
Vídeo: http://youtu.be/pByoevSuW4Q

Você já se deu conta do quanto está perdendo por não ler a Bíblia toda? Quando a lemos nossa mente é abastecida de expressões, princípios e significados que serão usados pelo Espírito Santo no momento oportuno para entendermos o que Deus quer nos falar. Veja, por exemplo, a passagem de Lucas 9:57 a 58. Uma leitura rápida nos faria passar rapidamente pelas raposas e aves mencionadas aqui, mas se nossa mente tiver sido abastecida de outras passagens que falam desses animais nosso entendimento será ampliado.

No capítulo 15 do livro de Juízes Sansão usou trezentas raposas com suas caudas transformadas em tochas para destruir os campos de trigo, as vinhas e os olivais dos filisteus. Em Cantares 2:15 diz que as raposas “fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor”. Se as raposas têm esse caráter destrutivo, as aves também nem sempre aparecem como coisas positivas. No capítulo 13 do Evangelho de Mateus elas são os agentes de Satanás que arrebatam a semente à beira do caminho e depois aparecem confortavelmente aninhadas na grande e corrupta árvore da cristandade, que nasceu da pequenina semente de mostarda.

Voltando ao Evangelho de Lucas, lemos: “Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: ‘Eu te seguirei por onde quer que fores’. Jesus respondeu: ‘As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça’”. Sempre que você ler um diálogo preste atenção na resposta que Jesus dá, pois ela revela o coração de quem fala com ele.

O homem parece ter a melhor das intenções, mas na verdade ele nem sequer foi chamado para seguir a Jesus. Sua decisão nasceu da vontade própria. Suas intenções são comparadas às das raposas e aves, ou seja, covis e ninhos. A lição é clara: ninguém pode seguir a Jesus de vontade própria e sem ter sido chamado, e se fizer isso visando ganho material e estabilidade nesta vida seu ministério acabará mais arruinando do que edificando. Aves aninhadas nos falam de conforto e acomodação e raposas são destrutivas.

O capítulo 13 de Ezequiel compara os falsos profetas de Israel a “raposas nos desertos... Suas visões são falsas e suas adivinhações, mentira. Dizem ‘Palavra do Senhor’, quando o Senhor não os enviou; contudo, esperam que as suas palavras se cumpram”. Qualquer semelhança com a atual volúpia por conforto e bens materiais prometidos pelos falsos profetas da cristandade não é coincidência. Os que decidem seguir a Cristo de olho no ganho financeiro e no conforto que isso trará, forjando visões e mentindo em suas adivinhações, são “raposas nos desertos”. Um dia terão de dar contas a Deus do mal e desonra que trouxeram ao testemunho cristão.

Nos próximos 3 minutos alguém está mais ocupado com a morte do que com a vida.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.