"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#442 As segundas epistolas



Leitura: 2 Co; 2 Ts; 2 Tm; 2 Pe; 2 Jo; Tt
Vídeo: http://youtu.be/NWhBLQJvw50

Para você entender como a Palavra de Deus já previa o abandono da verdade, leia as segundas epístolas. Elas revelam a apostasia que entraria na casa de Deus e nos exorta a nos apartarmos da corrupção. Na Segunda aos Coríntios o antídoto contra o “jugo desigual”, que é a associação e contaminação com judaísmo, paganismo e mundanismo é: “Saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor. Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei” (2 Co 6:17).

Na Segunda carta aos Tessalonicenses alguns distorciam o que Paulo havia ensinado na primeira epístola sobre a vinda do Senhor para buscar sua igreja. Estes alarmavam os irmãos dizendo que o período de tribulação já tinha chegado, enquanto outros paravam de trabalhar para viver à custa dos irmãos. A exortação é: “Se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a tradição que receberam de nós” (2 Ts 3:6). Entenda como “tradição” os costumes ensinados pelos apóstolos, que alguns consideram detalhes insignificantes da Bíblia.

A Segunda epístola a Timóteo trata dos ensinos e doutrinas errôneas, e nela a exortação é para não ficarmos preocupados com quem é ou não de Cristo, pois “o Senhor conhece quem lhe pertence”. A ordem também não é para tentarmos consertar o que está errado, e sim “afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor” (2 Tm 2:19). Na Segunda Epístola de Pedro você encontra o abandono da piedade na vida prática e o alerta para nos separarmos de pessoas que não andam segundo a verdade. Ali diz: “Guardem-se para que não sejam levados pelo engano dos homens abomináveis, nem percam a sua firmeza e caiam” (2 Pe 3:17).

Finalmente, na Segunda Epístola de João o assunto é o erro doutrinário relacionado à Pessoa de Cristo. O tratamento ali é drástico: “Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2 Jo 1:11).

Digno de nota é também o que o apóstolo Paulo escreve em sua última epístola a Timóteo, pouco tempo antes de ser martirizado: “Todos me abandonaram” (2 Tm 4:16). Seria isto um indício de que nos últimos dias a doutrina dada pelo Espírito a Paulo -- a saber, a doutrina das coisas relativas à igreja -- seria a mais atacada? Sim, e não é preciso muito conhecimento da Palavra para perceber que o que hoje é chamado de “igreja” não passa de uma triste caricatura do que Paulo ensinou.

A epístola de Judas não é uma segunda epístola, mas nas edições modernas da Bíblia ela vem antes de Apocalipse, que relata o fim. Ela nos ajuda a entender o caráter dos homens apóstatas que precedem o aparecimento do verdadeiro anticristo, e é desses homens que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#441 Difamando a Palavra de Deus



Leitura: Lucas 11:14-16; Judas 1
Vídeo: http://youtu.be/PAAiOGYXsUs

“Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo falou, e a multidão ficou admirada. Mas alguns deles disseram: ‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios’. Outros o punham à prova, pedindo-lhe um sinal do céu” (Lc 11:14-16). Enquanto alguns dentre o povo são categóricos em afirmar que o poder de Jesus vem do diabo, outros exigem que ele faça um sinal do céu para provar a origem de seu poder.

A resposta para os que o acusam de ser energizado por Satanás vai do versículo 17 ao 26 deste capítulo 11 de Lucas. Jesus demonstra o absurdo que seria o diabo agir contra si mesmo. Aos que pedem que ele faça um sinal do céu Jesus responde no versículo 29: “Esta é uma geração perversa. Ela pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas” (Lc 11:29).

A reação do povo revela um comportamento encontrado também entre cristãos, que é o de difamar aquilo que não conseguem compreender ou não querem aceitar. Quer um exemplo? Você já deve ter ouvido cristãos chamarem Paulo de machista ou solteirão frustrado quando leem, no capítulo 14 de 1 Coríntios, o que o Espírito Santo ensina sobre os limites da atuação das mulheres nas reuniões da igreja. Mas no mesmo capítulo a ordem para as mulheres ficarem caladas nas igrejas termina assim: “Se alguém pensa que é profeta ou espiritual, reconheça que o que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor” (1 Co 14:37).

Alguns também insinuam que não devemos nos prender aos detalhes da Bíblia, alegando que são esses detalhes que causam divisão entre os crentes. Sem perceber difamam o Espírito de Deus que decidiu incluir esses detalhes em sua revelação, refutando as Escrituras por elas terem sido mal utilizadas pelos homens. No interior de São Paulo, onde eu moro, costumamos dizer que pessoas que agem assim “matam a vaca para acabar com o carrapato”.

Com isso a Bíblia vai sendo transformada em um mero acessório da vida cristã, de onde se pode eventualmente extrair um ou dois versículos motivacionais. Ao invés de terem seus pensamentos formados pela Palavra de Deus, as pessoas concebem suas próprias ideias e depois procuram na Bíblia um ou dois versículos para ampará-las. O apóstolo Judas previu um tempo assim, ao mencionar em sua epístola os falsos líderes da cristandade. Ele escreveu:

“Senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos. Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios” (Jd 1:3-4). Mas como identificar estes apóstatas, que “difamam tudo o que não entendem” (Jd 1:10)? E como essa influência maligna acabou se misturando com o povo de Deus? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#440 Cornelio



Leitura: Atos 10
Vídeo: http://youtu.be/sCZyLqHAFPA

Em Atos capítulo 10 você encontra Cornélio, um centurião romano convertido ao judaísmo. Mas ele não é um mero religioso e nem recebeu a Palavra de Deus só intelectualmente, como os fariseus de outrora ou alguns teólogos atuais. A água da Palavra de Deus foi aplicada em Cornélio pelo Espírito de Deus, por isso ele possui vida espiritual. Cornélio é nascido de novo, porém não salvo.

Mas como posso afirmar que ele é nascido de novo? Porque a nova vida que traz em si o leva a buscar a Deus e a fazer coisas que agradam a Deus. Veja o que diz Atos 10:1-4: “Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus... suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus”. Agora compare com Romanos 3:10-11: “Não há um justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus... não há ninguém que faça o bem”.

Percebe o contraste? Romanos fala de alguém em sua condição natural de pecador arruinado: não entende, não busca a Deus e não faz o bem. Atos fala de alguém nascido de novo, com a nova vida que o Espírito de Deus injeta numa pessoa ao aplicar nela a Palavra de Deus, mesmo que no caso de Cornélio tenha sido apenas o Antigo Testamento. Ele busca e teme a Deus, e o bem que faz é reconhecido por Deus. Mesmo assim Cornélio ainda não está salvo, pois precisa encontrar-se com Pedro para escutar as boas novas de salvação.

Enquanto um anjo aparece a Cornélio exortando-o a se encontrar com Pedro, o Senhor prepara Pedro para encontrar-se com Cornélio. O livro de Atos descreve um momento de transição e Pedro ainda não sabe o que é o corpo de Cristo, a igreja, formada de judeus e gentios. Esta verdade só seria revelada a Paulo. Pedro é judeu, e para um judeu os gentios são uma classe impura e inferior. Por isso o Senhor diz três vezes a ele: “Não chame impuro ao que Deus purificou” (At 10:15). Agora Pedro está preparado, não só para pregar as boas novas do Evangelho ao gentio Cornélio, como também para reconhecer que Deus irá recebê-lo.

E é o que acontece do versículo 34 ao 43 de Atos 10. No final da mensagem Cornélio e os que o acompanham creem em Jesus, depois de escutarem que ele morreu e ressuscitou, e que “todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome” (At 10:42-43). Pedro ainda está falando quando o Espírito Santo desce sobre os que ouvem a mensagem, demonstrando que não só creram como foram ali selados com o Espírito Santo. Esta é a ordem: nascer de novo, crer em Jesus e ser selado com o Espírito. Mas será que alguém pode parar na metade do processo? Não, porque Deus não faz nada pela metade. “Aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6).

Nos próximos 3 minutos voltaremos ao capítulo 11 de Lucas para encontrar Jesus expulsando um demônio.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#439 Ouvir, crer e ser selado



Leitura: Lucas 11:13
Vídeo: http://youtu.be/xp_3-oOF--8

A passagem em Efésios 1:13 é categórica: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória”. Hoje uma pessoa convertida a Cristo não precisa pedir pelo Espírito Santo, pois sua vinda para habitar no novo convertido é automática.

Em Efésios Deus enxerga o cristão com tudo resolvido. No capítulo 1 ele foi abençoado “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (v. 3); foi escolhido em Cristo “antes da fundação do mundo” para ser santo e irrepreensível (v. 4); foi predestinado para ser filho por adoção (v. 5); já possui a redenção por meio do sangue e o perdão dos pecados (v. 7); tem revelado para si o mistério da vontade de Deus (v. 9) e foi selado com o Espírito Santo depois de ouvir e crer na palavra da verdade (v. 13).

O capítulo 2 de Efésios continua explicando que o crente tem vida juntamente com Cristo (v. 5); está ressuscitado com Cristo e assentado nas regiões celestiais (v. 6); foi salvo pela graça, por meio da fé (v. 8); tem acesso ao Pai (v. 18); é membro da família de Deus (v. 19) e é morada do Espírito Santo, coletiva e individualmente. Já que o crente em Jesus possui, não só o Espírito Santo, mas todo um pacote de benefícios e privilégios, não faria muito sentido ele orar por algo que já recebeu, não é mesmo? Além disso, em Romanos 8:9 diz que “se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”.

Isto mostra que, na atual dispensação, uma pessoa é considerada pronta para o céu depois que ouviu o Evangelho, creu em Jesus e foi selada com o Espírito Santo. Mas quando analisamos outras passagens dos Evangelhos e das epístolas percebemos que a divisão no versículo 13 de Efésios não é sem um propósito. Ali diz que ouviram, creram e foram selados, indicando assim três momentos bem definidos da salvação, ainda que possam ocorrer simultaneamente. Esta é uma verdade pouco compreendida na cristandade, principalmente por aqueles que acreditam ser possível ao homem crer em Cristo sem um empurrão de Deus.

Para que alguém creia em Cristo é preciso que antes tenha recebido vida espiritual vinda de Deus. Quem está espiritualmente morto não sente o peso de seus pecados e não tem qualquer motivação para buscar a Deus. É isto que Jesus chama de nascer de novo em sua conversa com Nicodemos no capítulo 3 de João. O novo nascimento se dá quando o Espírito de Deus aplica a água da Palavra de Deus em uma alma gerando vida. Assim que recebe vida, o pecador passa a se interessar pelas coisas de Deus, ao mesmo tempo em que é incomodado por seu pecado e aterrorizado pelo juízo. É este o estado de Cornélio, no capítulo 10 de Atos. Mas quem é Cornélio? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

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#438 Pedir o Espirito Santo



Leitura: Lucas 11:13
Vídeo: http://youtu.be/y19Gqt6TFmA

No versículo 13 de Lucas 11, Jesus diz: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!”. Para entendermos o que significa pedir o Espírito Santo precisamos antes entender um princípio fundamental de interpretação bíblica. O fato de Deus dizer algo em sua Palavra nem sempre significa que esteja dizendo a você. Se você costuma abrir a Bíblia a esmo e acha que o primeiro versículo que vê é uma ordem direta de Deus para você, cuidado para não fazer bobagem quando a passagem disser: “[Judas] foi e enforcou-se” (Mt 27:5).

Existem passagens que são ditas a Israel e existe a doutrina dos apóstolos dada à igreja nas epístolas. Há ordens dadas no Antigo Testamento para determinadas pessoas, que hoje nos servem de alento, mas que não foram dirigidas diretamente a nós. Existem também experiências pessoais de servos de Deus que nada têm a ver conosco. Portanto, quando ler algo, pergunte: A quem Deus disse? Quando Deus disse? Em que circunstâncias? O que veio antes? O que vem depois?

Se aplicarmos este princípio aqui, veremos que Jesus está dizendo isto aos discípulos que ainda não têm o Espírito Santo habitando neles. Em João 7:39 diz que “até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado”. Portanto temos aqui um grupo de pessoas que, apesar de terem o Espírito Santo com eles, ainda não desfrutam do Espírito habitando neles. É normal que Jesus lhes dissesse para pedir o Espírito Santo, o que eles efetivamente passariam a fazer até o dia de Pentecostes, quando o Espírito veio habitar neste mundo -- no crente individualmente e na igreja coletivamente.

Logo após a ressurreição Jesus diria aos discípulos em Lucas 24:49: “Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto”, e minutos antes de sua ascensão aos céus, ele prometeria, em Atos 1:8: “[Vocês] receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês”. Então, no capítulo 2 de Atos, lemos que “chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (At 2:1-4).

Ao fundar a igreja Deus desfazia a confusão de línguas que começou em Babel, quando os homens quiseram construir uma torre que alcançasse o céu para perpetuarem seu nome na terra. Em Atos 2 Deus estava formando o corpo de Cristo, um povo que, apesar das diferenças linguísticas, deveria se entender como se todos falassem um mesmo idioma. Só então aqueles discípulos receberiam o Espírito Santo para habitar neles. E hoje, quando é que alguém recebe o Espírito Santo? A resposta nós veremos nos próximos 3 minutos.

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#437 Confiar em Deus



Leitura: Lucas 11:11-13
Vídeo: http://youtu.be/hDlGWxBib3w

Eu já disse que Deus sempre responde nossas orações, mas a resposta pode ser “sim”, “não” ou “espere”. Nas guerras os soldados procuram um terreno alto para usar como ponto de observação. As muralhas de antigamente tinham torres e a guerra moderna adotou satélites para ter uma visão estratégica. Quanto mais alto, mais privilegiada a visão. Com Deus não é diferente; ele enxerga o fim desde o começo. Você jamais terá um ponto de observação tão alto e privilegiado quanto o dele, portanto é melhor confiar nele quando pedir algo e aceitar a resposta que ele der a você. Ele vê o que você não vê.

O problema é que desde a queda do homem nós desconfiamos de Deus e fazemos como fez Adão, que se escondeu entre as árvores do jardim do Éden. Em alguns lugares na Bíblia as árvores são usadas como figura da humanidade, por suas raízes estarem na terra e serem vulneráveis ao fogo. É comum pecarmos e fugirmos de Deus, nos refugiando em recursos humanos. Porém a intenção de Deus a nosso respeito é das melhores. O profeta Miqueias escreveu:

“Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:18-19). Será que é de um Deus assim, misericordioso e pronto para perdoar, que você está fugindo? É a ele que você está relutante em confessar seus pecados para receber o perdão? O próprio Deus, falando por intermédio do profeta Ezequiel, garantiu: “Não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ez 33:11).

Isto nos traz de volta ao que Jesus diz no capítulo 11 do Evangelho de Lucas: “Qual pai, entre vocês, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!” (Lc 11:11-13). Davi sabia muito bem o que era cair, confessar o pecado, e ser restaurado. No Salmo 86 ele diz:

“Inclina os teus ouvidos, ó Senhor, e responde-me, pois sou pobre e necessitado... Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam. Escuta a minha oração, Senhor; atenta para a minha súplica! No dia da minha angústia clamarei a ti, pois tu me responderás... Tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade” (Sl 86). E Deus pode ser misericordioso, porque já julgou o pecado com justiça quando derramou todo o castigo sobre o seu Filho na cruz. A provisão para sermos salvos do juízo já foi feita e pode ter certeza de que se você pedir por salvação Deus lhe atenderá.

Mas o que significa pedir pelo Espírito Santo? Veja nos próximos 3 minutos.

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#436 O mais feliz do Universo



Leitura: Lucas 11:9-10
Vídeo: http://youtu.be/65QbJkMojb4

Jesus disse que “há maior felicidade em dar do que em receber” (At 20:35). Portanto a felicidade em dar está diretamente relacionada ao valor daquilo que é dado, e neste sentido ninguém é mais feliz do que o próprio Deus. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). E o Filho de Deus, por sua vez, “se entregou por nós” (Tt 2:14) e “deu a sua vida por nós” (1 Jo 3:16). Portanto, “Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho” (1 Jo 5:11).

Se a alegria de Deus está em dar, como você ousa querer privá-lo dessa alegria ao tentar fazer algo para merecer a salvação que é de graça? Deus não pediu nada em troca. Será que você já se deu conta de que todas as vezes que na Bíblia aparece a palavra “graça” está falando de algo que só podemos receber... de graça? Esta é a condição! O apóstolo Paulo explica em Romanos 11:6 que “se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça”. Alguns cristãos deturpam tanto a palavra “graça” que a transformam em sinônimo de pertencer a uma denominação religiosa ou viver segundo uma lista de regras.

Dificilmente encontraremos um exemplo melhor de graça do que a demonstrada ao ladrão na cruz. No início os dois ladrões zombavam de Jesus, mas quando um deles ouviu Jesus dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, teve a certeza de estar diante de seu único e último recurso antes de morrer. Se Jesus estava disposto a interceder por seus cruéis algozes, podia muito bem fazer algo por aquele fracassado ladrão. Ele não tentou justificar-se a si mesmo, mas condenou-se e justificou a Cristo, ao dizer ao outro ladrão: “Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal". Em seguida, crendo, pediu: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23:34-43).

Que resposta ele recebeu de Jesus? “Desça daí e vá remendar todo o mal que fez”? “Sinto muito, mas antes você precisa passar pelo o purgatório”? “É impossível antes que você seja batizado”? “Mostre-me os comprovantes de que está em dia com o dízimo”? Nada disso. Da boca do Salvador o ladrão ouviu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. Um pouco depois aquele vil ladrão tinha saído da cruz para a glória da presença do Filho de Deus. Pregado ali ele nada podia fazer além de pedir e crer que seria atendido, não por causa de algum bem que pudesse fazer, mas daquele a quem pediu. Em nosso capítulo 11 de Lucas Jesus garante: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Lc 11:9-10).

Você já pediu a Deus a salvação crendo que pode recebê-la por graça e tão somente pela fé em Jesus? Mas será que Deus dá mesmo tudo o que pedimos? A resposta está nos próximos 3 minutos.

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#435 Perseverar em oracao



Leitura: Lucas 11:5-8
Vídeo: http://youtu.be/ybj_iT-Tx64

Jesus continua sua aula sobre oração com o exemplo de um homem que recebe uma visita inesperada e bate à porta de seu amigo à meia-noite pedindo três pães emprestados para alimentar o visitante. O amigo, que não quer ser importunado, responde que não pode levantar-se para ir buscar os pães. A lição ensinada por Jesus é que “embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar” (Lc 11:8).

O objetivo do exemplo não é dizer que Deus se sente importunado com nossas orações, mas que devemos ser persistentes. Deus é acessível a qualquer ser humano, e sem intermediários. Você não encontra Jesus dispensando alguém que o tenha procurado, dizendo: “Vá a Pedro” ou “Peça a Maria”. Ele disse “Venham a mim”. Querer colocar alguém para intermediar nossas orações é não conhecer quem é esse Pai amoroso que está pronto a receber nossos pedidos por meio de Jesus. Paulo escreve a Timóteo: “Há um só Deus e um só mediador [ou intermediário] entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Tm 2:5).

Mas apesar de não precisarmos de intermediários para falar com Deus, a história contada por Jesus traz mais uma lição. Você percebeu que o homem não procura seu vizinho para suprir sua própria necessidade, mas sim a do hóspede inesperado? Estamos sempre prontos a pedir por nós, mas quantas vezes nos lembramos de interceder por outros? O homem talvez suportasse a fome até o amanhecer, mas ele não está pensando em si mesmo. Está preocupado com as necessidades do hóspede, e isto nos leva a outra prática importante para o cristão.

Hebreus 13:2 diz: “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos”. No mesmo capítulo são indicados dois sacrifícios que agradam a Deus, o louvor e a beneficência. Lá diz: “Por ele [Cristo] ofereçamos a Deus sem cessar sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome. Não negligencieis a beneficência e a liberalidade. Estes são sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13:15-16). Mas repare que a ajuda ao próximo é algo que devemos fazer, e não esperar ou exigir que outros nos façam.

Em uma cristandade cheia de pregadores que vivem pedindo para si mesmos, que bom seria se seguíssemos o exemplo de Paulo em Atos 20:33-35: “Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’”.

Se há maior felicidade em dar do que em receber, quem poderia ser chamado de “o mais feliz” do Universo? A resposta você encontra nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#434 "Levanto os meus olhos"



Leitura: Salmo 121:1-8
Vídeo: http://youtu.be/ZcKe-O3Cec0

Já que o nosso assunto tem sido a oração que Jesus ensinou aos discípulos, seria bom nos ocuparmos por alguns minutos com o Salmo 121, que diz: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta, sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta! O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita. De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite. O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre” (Sl 121:1-8).

Primeiro, é levantando os olhos para Deus que você encontra socorro nas dificuldades. O mundo irá dizer “Confie em si mesmo”, “Siga o seu coração”, mas isso não passa de uma grande bobagem sussurrada pelo diabo. Por que você iria confiar nessa ruína que vive no vale da sombra da morte, quando pode confiar naquele que está acima dos montes? É do Senhor que vem o seu socorro; daquele que fez os céus e a terra.

O Salmo 121 traz várias vezes a palavra “guarda” ou “protetor” e o verbo “guardar” ou “proteger”, sempre se referindo a Deus. Se você é daqueles que buscam por proteção em religião, crucifixo, terço, talismã, santo, imagem, pastor, azeite, vela, guru ou em qualquer coisa que não seja o próprio Deus é porque ainda não tem a Jesus como seu Salvador; você ainda não creu nele para receber o perdão de seus pecados e a vida eterna. Se já tivesse confiado nele para receber o mais difícil, que é a Salvação, você iria também confiar para receber o seu cuidado.

Deus promete ao salvo por Cristo que não permitirá que tropece ou caia em pecado. Precisamos desta proteção por estarmos cercados de armadilhas e enganos. O inimigo de nossas almas, Satanás, odeia o fato de termos sido tirados de suas garras quando cremos em Cristo, e não se cansa de procurar a nossa queda para manchar a reputação de Deus. Quando Jesus diz a você para segui-lo está dizendo que você só estará seguro pisando em suas pegadas.

Qualquer vigia humano pode se distrair ou cair no sono, mas o Salmo diz que Deus “não dormirá, ele está sempre alerta”, de dia e de noite. No tempo de Noé o mal estava em toda parte, mas Deus manteve a ele e à sua família impermeáveis ao mal. E quando caiu sobre o mundo o juízo divino na forma do dilúvio, eles ficaram literalmente impermeáveis a esse juízo. “O Senhor o protegerá de todo o mal”, diz o Salmo. Em todas as circunstâncias você será guardado, em sua “entrada” e em sua “saída”, agora e na eternidade. Mas, volto a dizer, estas promessas são apenas para aqueles que se tornaram filhos de Deus pela fé em Jesus, e podem, por assim dizer, importunar a Deus em oração. Como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#433 "Fui eu que fiz isso"



Leitura: 1 Reis 12:24
Vídeo: http://youtu.be/sLxxlo118z4

John Nelson Darby viveu na Grã-Bretanha no século 19 e ficou conhecido pela autoria de dezenas de livros e hinos e de uma excelente tradução da Bíblia a partir do grego e hebraico. Curiosamente um dos textos que ele mais ajudou a divulgar nem era de sua autoria, mas de autor desconhecido. Foi descoberto após sua morte anotado em sua Bíblia, como se fosse uma carta recebida de Deus, e nos ajuda a entender que Deus sempre responde nossas orações. Porém a resposta pode ser “Sim”, “Não” ou “Espere”. O texto diz assim:

“Os desapontamentos da vida são, na realidade, apenas determinações do meu amor. Hoje tenho uma mensagem para você, meu filho. Vou segredá-la suavemente ao seu ouvido, para que quando surgirem as nuvens, que são um prenúncio tempestade, elas sejam douradas de glória, e para que os espinhos nos quais você talvez tenha que pisar se quebrem. A mensagem é curta -- uma simples frase -- mas deixe que ela penetre no fundo do seu coração e sirva para você como um travesseiro onde possa descansar a sua cabeça fatigada: ‘Fui eu que fiz isso’ (1 Rs 12:24).

Você já parou para pensar que tudo o que lhe diz respeito também diz respeito a mim? Porque aquele que tocar em você toca na menina dos meus olhos (Zc 2:8). Você é precioso para mim e é por isso que eu me interesso especialmente por seu crescimento espiritual. Quando a tentação o assalta e o inimigo chega como uma inundação (Ap 12:15), quero que saiba que ‘fui eu que fiz isso’.

Eu sou o Deus das circunstâncias. Você não foi colocado onde está por acaso, mas porque é o lugar que escolhi para você. Você não orou pedindo para ser humilde? Pois fique sabendo que o lugar onde está é o único onde poderá aprender bem esta lição. É por meio de tudo e de todos ao seu redor que a minha vontade se cumprirá em você.

Você tem dificuldades financeiras? Está difícil viver com o que ganha? ‘Fui eu que fiz isso’, pois eu sou o dono de todas as coisas. Quero que receba tudo de mim e dependa exclusivamente de mim. Minhas riquezas são ilimitadas. (Fp 4:19). Prove-me, para que não se diga a seu respeito que não creu no Senhor seu Deus.

Você está passando pela noite escura da aflição? ‘Fui eu que fiz isso’. Eu sou o Homem de dores e experimentado em trabalhos (Is 53:3). Deixei que você ficasse sem qualquer auxílio humano para que se voltasse para mim para encontrar consolação eterna (2 Ts 2:16, 17).

Você está desiludido com algum amigo a quem talvez tenha aberto seu coração? ‘Fui eu que fiz isso’. Permiti esse desapontamento para você aprender que seu melhor amigo é Jesus, que o livra de cair e combate as suas batalhas. Sim, Jesus é o seu melhor Amigo. Eu anseio por ser seu confidente.

Alguém disse coisas falsas a seu respeito? Não fique irado; chegue mais perto de mim, debaixo das minhas asas, longe de qualquer discussão, porque eu deixarei claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que é inocente (Sl 37:6).

Seus planos foram frustrados? Você se sente esmagado e abatido? ‘Fui eu que fiz isso’. Acaso não foi você quem fez os planos e depois pediu que eu os abençoasse? Sou eu quem deseja fazer os seus planos. Eu assumirei essa responsabilidade, porque ela é pesada demais para você. Você não seria capaz de carregá-la sozinho, pois não passa de um instrumento. (Ex 18:18).

Alguma vez você desejou fervorosamente fazer alguma grande obra para mim? E, em vez disso, você foi deixado de lado, num leito de dor e sofrimento? ‘Fui eu que fiz isso’. Eu não poderia prender sua atenção de outra forma, enquanto você estava tão ativo. Quero ensinar-lhe algumas das minhas lições mais profundas. Somente aqueles que aprendem a esperar pacientemente é que podem me servir. Às vezes os meus melhores obreiros são aqueles que foram colocados fora do serviço ativo a fim de poderem aprender a manejar melhor a arma que se chama oração.

Você foi chamado de repente a ocupar uma posição difícil, cheia de responsabilidades? Vai em frente, conte comigo. Estou colocando você nessa posição cheia de dificuldades simplesmente porque abençoarei você em tudo o que fizer (Dt 15:18).

Ponho hoje em suas mãos o vaso de santo azeite. Tira o quanto você quiser, meu filho, para que toda circunstância que surgir em seu caminho -- cada palavra que o magoe, cada obstáculo que prove a sua paciência, cada manifestação de sua fraqueza -- possa ser ungida com este óleo. Lembre-se de que os obstáculos são instruções divinas. A dor que você sofrer será na medida certa para você me enxergar em todas as coisas. Portanto, aplique o seu coração a todas as palavras que hoje digo a você, pois elas são a sua vida (Dt 32:46, 47).”

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#432 Nao nos deixes cair em tentacao



Leitura: Lucas 11:4
Vídeo: http://youtu.be/Qd6HbXz0wWg

O último pedido da oração ensinada por Jesus é: “Não nos deixes cair em tentação” (Lc 11:4). A palavra “tentação” aqui é no sentido de teste ou prova, como quando testamos os freios do carro antes de uma descida ou participamos de uma prova na escola. Repare que o pedido não é para não sermos tentados, mas para não cairmos ou falharmos no teste. Jó e Pedro foram testados assim e falharam, por confiarem em si mesmos. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser testado pelo diabo e provou ser quem ele era: o Filho de Deus sem pecado e incapaz de pecar.

Para o cristão é um privilégio passar por este tipo de tentação ou provação, pois quando Deus a permite o objetivo é produzir algum resultado em nós. Veja o que diz Tiago no primeiro capítulo de sua carta: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança” (Tg 1:2-4).

Pedro, o mesmo que foi reprovado, escreveu mais tarde exortando os cristãos a se alegrarem naquilo que receberam em Cristo, ainda que no momento presente, e por um pouco de tempo, fossem “entristecidos por todo tipo de provação”. Ele explica a razão desses testes ou provas que Deus permite: “Para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado” (1 Pe 1:6-7).

Mesmo assim devemos rogar ao Pai que não nos deixe tirar zero nas provas, e que ele possa transformar essas experiências amargas em benefício para nossas almas e em louvor para a glória de Deus. O Senhor Jesus podia muito bem ficar no deserto quarenta dias sem comer e beber sendo testado pelo diabo por ser o Filho de Deus, ao mesmo tempo Deus e Homem. Se ele, que nunca falhou e nem poderia falhar em razão de sua natureza divina, andou aqui em total dependência do Pai, quanto mais nós devemos imitá-lo, buscando em Deus a capacidade para tirarmos boas notas nas provas pelas quais devemos passar.

Este é um modelo perfeito de oração, pois cobre tudo. Primeiro vimos os pontos relacionados a Deus, como o privilégio de chamá-lo de Pai, o reconhecimento de sua glória e santidade por ele ser quem é, e a expectativa dos novos céus e nova terra no final da história. Depois falamos de nossas necessidades físicas e espirituais, ao pedirmos pelo pão cotidiano -- e não mensal ou anual --, reconhecermos quem é a fonte de nosso perdão e, finalmente, buscarmos em Deus a capacidade para não falharmos nos testes ou provações. Mas volto a lembrar que este modelo de oração foi dado antes que os discípulos tivessem recebido o Espírito Santo e desfrutassem da certeza do perdão de pecados.

Nos próximos 3 minutos daremos uma olhada por sobre o ombro de um servo de Deus para ver o que estava anotado em sua Bíblia.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#431 Perdoa-nos os nossos pecados



Leitura: Lucas 11:4
Vídeo: http://youtu.be/Z9xRqR2ofJM

Em seu modelo de oração Jesus ensina os discípulos a dizerem: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11:4). Deus trata o perdão em duas esferas: a judicial e a administrativa. Do ponto de vista judicial, ao crer em Jesus como seu Salvador você está de uma vez para sempre perdoado de todos os seus pecados; todos eles foram pagos na cruz. O sacrifício de Cristo não valeu apenas para os pecados passados, de antes de você crer, pois todos eles eram futuros quando Jesus morreu. Na cruz os seus pecados foram pagos; na sua conversão eles foram perdoados.

Se o sangue de Jesus só valesse para os pecados cometidos até o dia de sua conversão você já teria perdido sua salvação, pois se disser que nunca pecou desde então você é um grande mentiroso. A primeira carta de João diz que “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 Jo 1:9-10).

Funciona assim: o perdão judicial você recebeu ao crer em Jesus porque ele morreu por você e a provisão para o perdão administrativo -- para os pecados cometidos após sua conversão -- é garantida pelo mesmo sacrifício. Neste caso Deus quer que você os confesse para restaurar sua comunhão com o Pai, mas veja se fez antes a lição de casa, pois a passagem não diz apenas “Perdoa-nos os nossos pecados”, mas continua dizendo “pois também perdoamos a todos os que nos devem” (Lc 11:4). Isto demonstra que o perdão buscado aqui é um perdão para a restauração de um relacionamento, como também acontece na esfera humana.

Quando viajo a trabalho recebo de meu cliente um “voucher”, uma espécie de vale, para eu usar para as despesas de alimentação, táxi e hotel. Tendo o “voucher” não preciso me preocupar em levar dinheiro para estas despesas, pois o pagamento está garantido. Mas a cada despesa eu preciso apresentar o “voucher” para provar que os recursos já foram supridos. O sangue de Jesus é o “voucher” que garante, não apenas o perdão judicial no momento de sua conversão, mas também o perdão administrativo no dia a dia, se eventualmente você pecar. A primeira carta de João diz: “O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado... Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 2:1-2).

Nos próximos 3 minutos a oração ensinada por Jesus fala de nossa necessidade de pedir ao pai por proteção na tentação.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#430 Nossas necessidades - Lc 11:3



Leitura: Lucas 11:3
Vídeo: http://youtu.be/5zpxXqigTZk

No início do capítulo 11 de Lucas encontramos Jesus ensinando seus discípulos a orar, não com uma reza para ser repetida, mas apresentando a eles os principais pontos de uma oração. Os três primeiros nos falam do privilégio de chamarmos a Deus de Pai, do reconhecimento de sua santidade e da expectativa do dia em a sua vontade será feita “assim na terra como no céu”, quando o Filho entregar o reino ao Pai. Os três pontos seguintes falam do crente e de suas necessidades físicas e espirituais, começando com: “Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano” (Lc 11:3).

O cristão reconhece que seu sustento vem de Deus, que nos considera mais valiosos que “as aves do céu [que] não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros”. Ele promete nos alimentar e vestir melhor do que faz com as aves e os lírios que “não trabalham nem tecem”. O Senhor diz: “Não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘que vamos beber?’ ou ‘que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas" (Mt 6:28-34).

Mas é importante entender que, na questão do sustento, Deus trata Israel e Igreja de maneiras distintas. A Israel Deus prometeu prosperidade material na terra, pois é o povo terreno de Deus. O Antigo Testamento não fala de bênçãos celestiais, e sim materiais, com muito leite e mel, filhos e rebanhos, ouro e prata. Agora, porém, Deus está tratando com a igreja, um povo ao qual ele não prometeu a terra, mas o céu. Israel e os que habitarão na terra receberão “como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34). À Igreja, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” para habitarmos no céu (Ef 1:3-4).

Aos cristãos a Palavra de Deus não promete prosperidade material, porém diz: “Nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1 Tm 6:7-9). Portanto não vá na conversa desses pregadores que prometem riqueza e prosperidade. Paulo alertou que eles seriam “egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes... mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Tm 3:1-6).

Nos próximos 3 minutos Jesus nos ensina a pedir: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11:4). Como assim? Já não fomos perdoados quando cremos em Jesus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#429 Capacitados a orar - Lc 11:1-4



Leitura: Lucas 11:1-4
Vídeo: http://youtu.be/GAggbM1wZm0

Como já aprendemos, a oração deve começar com expressões de exaltação e gratidão a Deus, para só depois falar de nossas necessidades. É preciso também lembrar o caráter dispensacional da oração ensinada por Jesus. Ela foi dada numa época quando a igreja ainda não existia e o Espírito Santo estava com os discípulos, mas não habitava neles. No Evangelho de João Jesus lhes disse: “o Espírito da verdade... vive com vocês e estará em vocês.” (Jo 14:17).

Estas coisas só aconteceriam no dia de Pentecostes, no capítulo 2 de Atos. A partir daí todo aquele que é salvo por Jesus desfruta da presença do Espírito Santo habitando em si, individualmente, e na igreja, coletivamente. Enquanto Jesus estava no mundo o Espírito Santo agia nos discípulos de fora para dentro. Hoje o Espírito Santo Consolador age no crente de dentro para fora.

Daí a diferença entre a oração que Jesus ensinou aos discípulos e a que o cristão hoje tem o privilégio de colocar em prática. Paulo escreve em Romanos 8:26: “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus” (Rm 8:26-27).

Antes da descida do Espírito Santo os discípulos ainda não contavam com este privilégio, e mais uma vez vemos o absurdo das orações decoradas e repetitivas. Hoje o cristão é ajudado pelo Espírito Santo a orar, e por mais importante que seja intercedermos uns pelos outros, não devemos nos esquecer de que todo crente tem o privilégio de um acesso direto a Deus, sem intermediários. Algumas religiões ensinam seus seguidores que este acesso só é possível com a intermediação de algum líder ou sacerdote. Porém, o cristão esclarecido sabe que desde Satanás as coisas neste mundo funcionam na base da manipulação, dominação e controle.

Paulo se preocupava para isto não acontecer. Aos Coríntios ele disse: “Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus” (1 Co 2:4-5). E aos Filipenses escreveu: “Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar” (Fp 2:12-13).

Portanto, se você já creu em Jesus, desfrute do acesso direto que tem ao Pai, sabendo que ele “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós” (Ef 3:20). Nos próximos 3 minutos falaremos de como apresentar a Deus nossas necessidades.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#428 Venha o teu reino - Lc 11:2



Leitura: Lucas 11:2
Vídeo: http://youtu.be/XkZpsDiKHAM

Qualquer oração deve começar de cima para baixo, de Deus para o homem. Portanto é bom você iniciar exaltando ao Pai pelo que ele é e ao Filho que consumou a obra que nos trouxe salvação. Se você se encontrasse com alguma grande personalidade da história, como iniciaria a conversa? Provavelmente mencionando algum feito admirável daquela pessoa. Faça o mesmo quando falar com o Pai. Diga a ele o quanto significou para você o fato de ter enviado seu Filho ao mundo para morrer.

Muitos acreditam que a expressão “venha o teu reino” esteja se referindo ao reino milenar de Cristo neste mundo, mas não é assim. O que costumamos chamar de milênio, ou reino de mil anos de Jesus, é um estado intermediário e não o final da história. É o reino do Filho do Homem, não o reino do Pai do qual Jesus fala na oração ao dizer “o teu reino”. No milênio ainda haverá mortes e no fim uma guerra de grandes proporções. Veja esta passagem de 1 Coríntios 15:

“Então virá o fim, quando ele [Jesus] entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque ele ‘tudo sujeitou debaixo de seus pés’. Ora, quando se diz que ‘tudo’ lhe foi sujeito, fica claro que isso não inclui o próprio Deus, que tudo submeteu a Cristo. Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos” (1 Co 15:24-28).

Portanto, ao dizer “venha o teu reino” ele está se referindo ao reino do Pai, o epílogo desta fantástica história, quando Jesus entregar o reino ao Pai. Haverá novos céus e nova terra e o próprio tempo deixará de existir. Estaremos então no estado eterno, onde só é possível estar em um corpo ressuscitado ou transformado à semelhança do corpo de Jesus. É por isso que em João 5:29 diz que “os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados”. Todos estarão ressuscitados no final.

A expressão “fizeram o bem” não significa que a salvação seja por obras, mas que as obras são os resultados. Como numa contabilidade, o que é mencionado são os resultados, não a operação que levou a eles. Os salvos que viverem na terra durante o milênio ressuscitarão e habitarão na nova terra; os salvos pertencentes à igreja e muitos outros já terão sido ressuscitados ou transformados para habitarem nos céus. Só então será feita a vontade do Pai “assim na terra como no céu”, uma aspiração que você encontra na versão desta mesma oração em Mateus 6:10.

Nos próximos 3 minutos saiba de onde vem o poder e a capacidade para a oração.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#427 A oracao - Lc 11:2



Leitura: Lucas 11:2
Vídeo: http://youtu.be/FNDHDBJhKzo

Ao ensinar aos discípulos como orar, Jesus mostra a eles os principais pontos que compõem uma oração, e não um texto para ser decorado e repetido como fazem os pagãos com seus mantras e fórmulas mágicas. O conhecido “Pai Nosso” que é rezado por milhões de católicos e protestantes foi tirado do capítulo 6 do Evangelho de Mateus, onde a palavra “Amém” do final não existe nos melhores manuscritos. Em Lucas 11 está assim:

“Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação” (Lc 11:2-4). Como se fosse uma lista de tópicos a serem lembrados, Jesus ensina que devemos nos dirigir ao Pai que é santo; que nossa expectativa deve estar na vinda do Reino; que devemos buscar em Deus a fonte de nosso sustento; que devemos ter consciência de nossa condição de pecadores, e dependermos continuamente dele para proteção.

Tudo começa reconhecendo a Deus como Pai, um relacionamento pessoal e familiar que nenhum judeu ousaria desfrutar. No mundo ocidental estamos tão acostumados a chamar a Deus de Pai que nem percebemos o quão radical foi o ensino de Jesus. Um judeu no Antigo Testamento chamaria a Deus de Pai no sentido de Criador, mas nunca com a ideia de um relacionamento familiar como encontramos nos evangelhos e epístolas. Para um muçulmano, então, nem pensar. No islamismo Deus tem 99 nomes e nenhum deles é Pai.

Antes que alguém pense que chamar a Deus de Pai seja diminuir sua Pessoa, a expressão “Santificado seja o teu nome” deixa clara a distinção que é devida a Deus. Ele é santo, isto é, separado de tudo e de todos, assim como a luz está separada das trevas. Ao nos dirigirmos a Deus podemos desfrutar de familiaridade, mas com reverência. Deus deve ser reverenciado, adorado e exaltado acima de todas as coisas.

Chamar a Deus de “Amigão lá de cima” ou de “O Cara”, como fazem alguns, é não compreender quem Deus realmente é. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1 Jo 4:8), mas também que ele é “fogo consumidor” (Hb 12:29). Na Lei dada a Moisés o segundo mandamento era: “Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão” (Êx 20:7). Um cristão jamais deveria falar de Deus em anedotas, brincadeiras ou de qualquer outra maneira desrespeitosa.

Os três primeiros tópicos da oração -- “Pai”, “santificado” e “teu Reino” -- dizem respeito a Deus e os três restantes falam de nós. Mas que “Reino” é este que Jesus menciona na oração? A resposta está nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#426 Como orar - Lc 11:1



Leitura: Lucas 11:1
Vídeo: http://youtu.be/GWz9Y_EAD_s

Na visita a Marta e Maria, no capítulo 10 de Lucas, vimos a importância de estar sempre próximo de Jesus ouvindo sua Palavra. O capítulo 11 começa mostrando como devemos imitá-lo. Um discípulo vê Jesus orando e sente que deve fazer o mesmo. “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11:1), pede ele a Jesus. Ele talvez ainda não esteja ciente de estar diante do próprio Filho de Deus, o Criador do Universo, e que o seu pedido é o mesmo que uma oração. Ele é logo atendido.

Antes de entrarmos nos detalhes de como orar, é preciso entender algumas coisas. Você encontra na Bíblia pessoas orando a Deus, em um sentido geral, ao Pai, em um sentido particular como Jesus irá ensinar aqui, e a Jesus, o Filho. Mas você nunca encontra alguém orando ao Espírito Santo. Portanto dirigir-se ao Espírito Santo para orar, louvar ou adorar não tem fundamento bíblico, mesmo sabendo que ele é uma das três Pessoas da Trindade.

Outro ponto importante é o que Jesus ensina em Mateus 6:7: “E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos”. As repetições, também conhecidas como rezas podem ser encontradas nas religiões pagãs orientais, mas não têm fundamento bíblico. Alguém poderia alegar que no Jardim do Getsêmani Jesus usou de repetições, quando “orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras” (Mt 26:44). A diferença é clara.

Numa reza repetitiva são usadas frases pré-definidas que não têm relação direta com a necessidade daquele momento. As frases são usadas como palavras mágicas e não como pedidos de ajuda. Já a oração é uma conversa com Deus apresentando um pedido específico. Não há nada de errado em se apresentar um pedido mais de uma vez com as mesmas palavras. Até uma criança, quando quer um brinquedo, fica repetindo seu desejo até ser atendida. Ela não pega uma frase genérica para repetir, pois seus pais não saberiam que presente lhe dar.

Outro argumento é que muitas rezas são passagens bíblicas e trazem muito proveito quando repetidas. Porém repetir a Palavra de Deus não é falar com Deus; é ouvir o que ele diz. Uma oração é falar com ele, recordar sua benignidade, misericórdia e graça, e também apresentar nossas dificuldades, fraquezas e necessidades. Como estas coisas diferem de pessoa para pessoa, não existem duas orações completamente idênticas.

Mas se assim for, por que Jesus ensina aqui o “Pai Nosso” que é repetido por milhões de pessoas? Não estaria ele ensinando uma reza para ser repetida? Não, e basta comparar esta passagem com a do capítulo 6 de Mateus para notar que são diferentes. O Espírito Santo mostrou assim que Jesus estava ensinando os discípulos a orar, e não dando a eles um script para ser repetido. Os detalhes das instruções dadas por Jesus nós veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#425 Marta e Maria - Lc 10:38-42



Leitura: Lucas 10:38-42
Vídeo: http://youtu.be/RM0o7LV-J1w

Em meio à rejeição dos religiosos judeus, Jesus encontra um oásis de refrigério na casa de Lázaro, Marta e Maria. Os três irmãos moram no povoado de Betânia, a poucos quilômetros de Jerusalém, e é ali que Jesus costuma repousar em suas viagens. A parábola do samaritano nos ensinou o que é realmente amar e servir segundo o padrão de Deus, mostrando no verdadeiro Samaritano o exemplo perfeito do amor que não se omite em salvar e cuidar.

Mas antes que você arregace as mangas e saia por aí resgatando os perdidos caídos à beira do caminho, conheça Marta e sua disposição para o trabalho. Tentando servir o hóspede Jesus da melhor maneira, Marta “estava ocupada com muito serviço” enquanto “Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra”. Indignada com a aparente inatividade da irmã, Marta se queixa: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude!” (Lc 10:38-40).

Você às vezes se sente assim? Corre de um lado para outro e se indigna de alguns que parecem não fazer coisa alguma, pois só ficam ocupados com a leitura da Palavra e a oração? Talvez você pense: “Só eu trabalho!” Cuidado, você está tão ocupado em servir ao Senhor que pode cair no erro de se queixar e dar ordens a ele, como Marta faz aqui: “Senhor... dize-lhe que me ajude!”. Sempre que nos queixamos estamos nos queixando ao Senhor, pois afinal é ele quem cuida de nós e não estamos satisfeitos com seu cuidado. E quando nos achamos mais úteis e responsáveis do que outros, por não fazerem exatamente o que fazemos, nosso coração acaba ficando cheio de orgulho e soberba.

Marta se deixou levar pelo trabalho sem perceber que perdeu o foco em Jesus e na sua Palavra. O Senhor a repreende: “Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10:41-42). O trabalho de Marta faz com que ela deixe de se ocupar com Cristo e sua Palavra. Repare que Jesus não diz que Maria escolheu “a melhor parte”, mas “a boa parte”. Ele não está fazendo comparações e dizendo a Marta que seu serviço não é importante, mas apenas dizendo que ela perdeu o foco. Quando estamos muito ocupados com a obra do Senhor acabamos perdendo de vista o Senhor da obra.

Existe uma ordem na vida do cristão. Primeiro ele deve sentar-se aos pés de Jesus para aprender dele, lendo e meditando em sua Palavra. É assim também que você aprende qual é a vontade de Deus para a sua vida. Então as tarefas que Deus colocar em suas mãos para cumprir virão naturalmente. Quando aprendemos dele ficamos prontos “para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Ef 2:10).

Nos próximos 3 minutos Jesus nos ensina a orar.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#424 A hospedaria - Lc 10:30-37



Leitura: Lucas 10:30-37
Vídeo: http://youtu.be/D3564poeR2c

Vimos que a parábola do “Bom Samaritano” é cheia de figuras. O homem que se afasta de Jerusalém, o lugar da presença de Deus, é o pecador. Enganado por seus sentidos ele segue para Jericó, que significa “perfume” e é sinônimo de maldição. Vítima de assaltantes, figura de Satanás, termina vazio e quase morto à beira do caminho. A religião, representada pelo sacerdote, passa indiferente. O levita, uma figura da lei, nada pode fazer por ele. Mas o samaritano, desprezado e odiado pelos judeus, se compadece dele e o salva. Jesus é o verdadeiro Samaritano.

A parábola traz ainda outras figuras que nos ajudam a compreender a sequência de eventos na salvação de um pecador. O homem ferido nada pode fazer por si mesmo, portanto é o samaritano quem “aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’” (Lc 10:34-35).

Somente aquele que foi extremamente ferido pelo juízo de Deus pode tratar as feridas do pecador. O profeta Isaías escreveu que Jesus foi “castigado por Deus, por ele atingido e afligido... transpassado por causa das nossas transgressões, esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Is 53:4-5). Portanto só Jesus pode curar as horríveis feridas causadas pelo pecado.

O vinho e o óleo nos falam, respectivamente, do sangue de Cristo e do Espírito Santo. O sangue de Jesus nos limpa de todo pecado e infunde uma nova alegria. O Salmo 104:15 fala do “vinho, que alegra o coração do homem”, e também do “azeite, que faz brilhar o rosto”. Repare que, depois de cuidar das feridas o samaritano coloca o homem “sobre o seu próprio animal”, o que é uma bela figura da posição em que somos colocados quando salvos por Cristo: o lugar que é dele. Efésios 1:6 diz que Deus nos fez “agradáveis a si no Amado”; ele nos enxerga em Cristo, o que não deixa qualquer dúvida quanto à aceitação do crente em Jesus.

Mas o cuidado do verdadeiro Samaritano não termina aí. Ele leva o homem a uma hospedaria e continua a cuidar dele. Precisando se ausentar, ele deixa com o hospedeiro “dois denários” para duas diárias, garantindo a continuidade do tratamento e o sustento do homem até a sua volta. A hospedaria é uma bela figura da assembleia, o lugar onde o Senhor nos mantém e cuida de nós até sua vinda. Ali, congregados ao seu nome, somos alimentados da Palavra de Deus e cuidados por meio dos diferentes dons que Cristo deu à igreja. Ali adoramos a Deus, recordamos o Senhor em sua morte nos símbolos do pão e do vinho e apresentamos nossas orações. Ali também desfrutamos da comunhão dos irmãos e da presença de Jesus, tão real quanto a que Maria irá desfrutar nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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