"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#456 Jonas e a Rainha



Leitura: Lucas 11:29-32
http://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/11
Vídeo: http://youtu.be/a1Kj5a1-y14

Jesus tinha deixado claro para aqueles judeus que felizes são os que ouvem a Palavra de Deus. Em seguida ele os repreende por estarem em busca de sinais visíveis, dizendo: “Esta é uma geração perversa. Ela pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas. Pois assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, o Filho do homem também o será para esta geração” (Lc 11:29).

A Bíblia está repleta de sinais feitos por Deus com um propósito bem específico, e não para satisfazerem a curiosidade humana. Nos evangelhos o objetivo dos sinais era convencer os judeus de que Jesus era quem os profetas diziam ser. Os sinais serviam para autenticar a Pessoa e obra de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando alguém pede a você um documento autenticado, basta apontar para os carimbos, selos e assinaturas no documento.

Os sinais que já estão carimbados, selados e assinados na Bíblia são suficientes para você crer na Pessoa e obra de Jesus. O Evangelho de João diz que “Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”.

Basicamente é isto o que Jesus diz aqui. Aquelas pessoa já tinham visto muitos sinais e ainda assim não criam nele. Então ele aponta para Jonas, um sinal que elas não viram, mas que estava no Antigo Testamento, lavrado e sacramentado nas Escrituras que os judeus tinham como a Palavra de Deus. Para os que estivessem dispostos a crer no sinal de Jonas, Deus lhes ajudaria a entender para onde o sinal apontava: a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

Resolvida a questão do sinal, Jesus fala dos ninivitas e da rainha de Sabá, revelando a insanidade dos judeus em rejeitarem aquele que Deus havia enviado. Jonas, o homem que saiu vivo do ventre do grande peixe após ter ficado ali por três dias, serviu de sinal para os habitantes de Nínive se converterem com sua pregação. A rainha de Sabá viajou centenas de quilômetros para ouvir a sabedoria que Salomão recebeu de Deus, e ali estava aquele que era maior que Salomão: Jesus, a Sabedoria em Pessoa.

Aqueles judeus incrédulos não precisaram dar um passo sequer em direção aos céus para ouvir a sabedoria de Deus; eles estavam sendo visitados pela própria, mas ainda assim pediam um sinal para entreter seus olhos. O único sinal de que iriam precisar seria a própria pessoa de Jesus, cujo corpo morto ficou três dias no ventre da terra e saiu ressuscitado. Quantas vezes Deus precisará mostrar a você que não é preciso ver para crer? O incrédulo Tomé deve ter ficado com vergonha ao ouvir Jesus dizer a ele: “Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram” (Jo 20:29).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#455 Felizes



Leitura: Lucas 11:27-28
Vídeo: http://youtu.be/awEirxJG0GI

Se no capítulo 11 de Lucas vimos a resistência dos judeus, acusando Jesus de estar possesso e exigindo dele um sinal, agora vemos uma forma sutil de oposição. Trata-se de uma mulher que parece estar dando todo apoio a Jesus, mas na verdade desvia a atenção das pessoas para as coisas naturais. Ela exclama em meio à multidão: “Feliz é a mulher que te deu à luz e te amamentou”. A intenção dela é boa, mas ao dizer isto ela não exalta a Cristo, e sim a Maria, sua mãe.

Jesus não se opõe ao que ela diz, pois Deus escolheu Maria para o Espírito Santo conceber nela o Salvador do mundo. Mas ele faz uma correção: “Antes, felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem” (Lc 11:28). O nascimento natural é obra de Deus, mas a velha criação iniciada em Adão foi encerrada na cruz. O homem natural morreu ali para que Deus trouxesse à tona uma nova criação, da qual Jesus ressuscitado é as “primícias”, ou primeiros frutos.

A ruína causada pelo pecado arrastou o homem para a morte e o juízo, exigindo de Deus uma operação de resgate que custou a vida de Jesus. Por isso Pedro escreve: “Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que vocês foram resgatados da sua vã maneira de viver que por tradição receberam de seus pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado... E por ele vocês creem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, para que a fé e esperança de vocês estivessem em Deus... sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (1 Pe 1:18-25).

Por isso Jesus diz “antes, felizes são aqueles que ouvem a Palavra de Deus”. Por melhor que seja o nascimento natural, ele nem se compara ao novo nascimento daqueles que são gerados pela Palavra de Deus. O Evangelho de João diz que “o que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (Jo 3:6). Se você ainda não nasceu do Espírito é porque a Palavra de Deus ainda não gerou vida em você. Mas se já tiver nascido de Deus, estará apto a entender a Palavra de Deus e terá discernimento espiritual para glorificar a Deus, e não ao homem.

Este discernimento é ainda mais necessário quando a cristandade atingiu a estatura da grande árvore da parábola da semente de mostarda, em cujos galhos estão aninhadas muitas aves, os mesmos agentes de Satanás que na parábola do Semeador arrebatavam a semente. Hoje muitos são enganados por homens com aparência de piedade, porém que glorificam a si mesmos, a outros homens e as coisas naturais, ao invés de glorificarem a Deus. Para não ser enganado, faça sempre a pergunta: “Isto traz glória a Deus ou ao homem?”.

Nos próximos 3 minutos Jesus chama de maligna ou perversa a geração que pede um sinal.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#454 Laodiceia



Leitura: Apocalipse 3
Vídeo: http://youtu.be/ec4qjFD7m8c

Recapitulando, vimos que as sete cartas às igrejas de Apocalipse representam sete períodos do testemunho cristão na terra, quatro deles permanecendo até a vinda de Cristo. A última carta, que representa o último e atual período da cristandade, é Laodiceia, cujas características dificilmente seriam consideradas ruins aos olhos humanos. Como mandam as regras do politicamente correto, ela não é fria nem quente, mas morna, isto é, procura agradar a todos. Ela é autossuficiente e gloria-se de seus feitos, ao contrário de Filadélfia, que se mostra dependente da Palavra de Deus, exalta o nome de Jesus e é elogiada pelo Senhor, não por si mesma.

Mas os feitos de Laodiceia, que podem parecer grande coisa a quem se deixa impressionar por números e cifrões, servem apenas para causar repulsa no Senhor. Ele está a ponto de vomitá-la de sua boca. “Miserável, digno de compaixão, pobre, cego e nu” (Ap 3:17). Esta é a opinião que Jesus tem do testemunho cristão hoje no mundo. É sempre bom lembrar que, enquanto a igreja é a noiva de Cristo, formada apenas pelos verdadeiros salvos, o testemunho cristão inclui todos os que professam o nome de Jesus, verdadeiros ou falsos. Após o arrebatamento da igreja -- os verdadeiros salvos -- os falsos serão a Babilônia, a noiva infiel que se prostitui com os poderes do mundo e passa a perseguir o remanescente de judeus que se converterá após o arrebatamento.

Na continuação do capítulo 3 de Apocalipse você encontra Jesus do lado de fora dessa cristandade corrupta, batendo à porta em busca de comunhão individual, já que coletivamente Laodiceia é um desastre e representa os últimos dias antes da vinda da apostasia e do anticristo. O arrebatamento é tipificado logo após a carta a Laodiceia, no primeiro versículo do capítulo 4 de Apocalipse, que diz: “Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta no céu. A voz que eu tinha ouvido no princípio, falando comigo como trombeta, disse: ‘Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas’”.

A palavra grega Laodiceia significa “direitos do povo” e é esta a característica da cristandade dos últimos dias. Na carta aos Filipenses Paulo já dizia que “todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo” (Fp 2:21) e a resposta do Senhor à atitude prepotente e autossuficiente de Laodiceia pode ser vista na abertura da carta, quando ele diz: “Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus” (Ap 3:14). O que ele quer dizer é que toda a criação está sujeita a ele, o que põe por terra qualquer ideia de autossuficiência. Além disso, apesar do fracasso do testemunho cristão, ele continua sendo “a testemunha fiel e verdadeira”. E para encerrar qualquer discussão sobre qual opinião deve prevalecer, ele chama a si mesmo de “Amém”, ou seja, aquele que tem a palavra final.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#453 Filadelfia



Leitura: Apocalipse 3
Vídeo: http://youtu.be/0F0G5kQg3q0

No final do século 18 a ideia da maioria dos cristãos era de que a igreja seria a continuação de Israel, depois de os judeus terem rejeitado seu Messias e Rei. Sendo assim, as promessas feitas a Israel, que incluíam uma herança terrena e prosperidade material, teriam passado a valer para a igreja. O protestantismo continuava com a mesma estratégia adotada pelo catolicismo de cristianizar o mundo e prepará-lo para a vinda do Rei Jesus. A existência de um clero e o uso de elementos do judaísmo no culto cristão continuou entre os cristãos reformados.

No início do século 19, cristãos de diferentes denominações passaram a examinar “todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”, como tinham feito os bereanos de Atos 17:11. O Espírito Santo abriu o entendimento deles para compreenderem e resgatarem verdades há muito esquecidas, começando com a vocação celestial da igreja. Eles entenderam que as promessas feitas a Israel na antiguidade continuavam a valer para o povo terreno de Deus, enquanto a igreja, um mistério que ficara escondido dos profetas do Antigo Testamento, era algo novo que tinha suas promessas no céu, e não na terra.

Isto implicava, pela primeira vez em séculos, no reconhecimento do povo judeu como herdeiro das promessas e da terra que lhe fora destinada por Deus. Tais ideias batiam de frente com a crença e prática adotadas até então por católicos e protestantes, que historicamente perseguiram, desterraram e mataram judeus. Se você está surpreso de eu incluir o protestantismo nisto, faça uma busca por um texto de Martinho Lutero intitulado “Sobre os judeus e suas mentiras”. O resgate da verdade do lugar de Israel nas promessas de Deus teve desdobramentos significativos, como os milhares de judeus salvos da ocupação nazista por cristãos do sul da França e a própria fundação do estado de Israel em 1948.

Mas a verdade mais importante resgatada no período de Filadélfia foi entender o que é o corpo de Cristo, sua unidade e a ordem devida à casa de Deus. Os irmãos que saíam dos sistemas denominacionais passavam a congregar somente ao nome de Jesus, reconhecendo a unidade do corpo de Cristo e professando que o batismo não podia salvar e nem tornar alguém membro da igreja. A liberdade do Espírito nas reuniões também foi resgatada, só para ser depois adotada e corrompida pelo pentecostalismo que, por sinal, emprestou também outras verdades como a do arrebatamento da igreja, sem, contudo, abrir mão do clero herdado do catolicismo e de elementos do judaísmo, como templos e dízimos.

As verdades resgatadas no período de Filadélfia foram duramente atacadas e rejeitadas pela maioria dos cristãos, porém permanecem até hoje, quando toda a cristandade compartilha do mesmo estado de ruína e abandono encontrado na carta a Laodiceia, a última antes da vinda do Senhor. É disto que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#452 Tiatira e Sardes



Leitura: Apocalipse 2 e 3
Vídeo: http://youtu.be/qk6jkWI9oMQ

No episódio anterior vimos as cartas a Éfeso, Esmirna e Pérgamo representando, respectivamente, o abandono do primeiro amor, a época das grandes perseguições e a acomodação da igreja ao mundo, comprometendo-se com o poder secular de Roma. Seguem-se as cartas a Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia, quatro períodos bem definidos da história do testemunho cristão no mundo, com características que permaneceriam até a vinda de Jesus.

Tiatira é elogiada por ter muito amor, boas obras, fé e paciência. Porém é repreendida por promover a idolatria e se prostituir, isto é, comprometer-se com o mundo na busca de vantagens seculares. Você não precisa ser grande conhecedor de história para perceber que a descrição serve como uma luva no sistema católico romano. Tiatira também admite que uma mulher ensine, a qual é chamada de Jezabel. Foi com o catolicismo romano que se introduziu a ideia de que a igreja ensina, o que contraria a Palavra de Deus que proíbe a mulher de ensinar. A igreja é feminina, é a noiva de Cristo; ela não ensina, ela aprende. Jezabel continua viva e ativa como um sistema agindo nos bastidores do catolicismo e até os papas estão sujeitos a ela.

O período de Tiatira teve seu apogeu do sexto ao décimo quinto século, quando veio a reforma protestante. Mas nesta carta Jesus fala de sua vinda, dando a entender que este sistema permanecerá até o fim. É dele que sai o protestantismo do período seguinte, representado pela carta à igreja de Sardes. Esta é caracterizada como tendo nome de que vive, porém está morta. Apesar de ter boas coisas, acabou se afastando daquilo que recebeu e ouviu. Por não ansiar pela volta do Senhor a qualquer momento, mas acreditar que o mundo precisaria antes ser cristianizado, ela será surpreendida pela vinda do Senhor como se fosse um ladrão inesperado. Este período vai do século 16 ao 19, quando empresta alguns elementos do período seguinte, representado aqui por Filadélfia.

Filadélfia não recebe palavras de reprovação, mas de consolo e é assegurada de ter diante de si uma porta aberta. Suas características, nem sempre admiradas pelos homens, são elogiadas pelo Senhor. Ela tem pouca força, guarda a Palavra de Deus e está comprometida com o nome de Jesus. Filadélfia surge na virada do século 18 para o 19 como uma reação à tendência da cristandade de buscar força política, desconsiderar a Palavra de Deus e dar pouca importância ao nome de Jesus como o único centro de reunião. Se no período da reforma protestante Deus havia usado Sardes para resgatar a verdade da salvação pela fé, escondida debaixo de séculos de romanismo, no século 19 muitas verdades foram trazidas à tona por Filadélfia, em especial as que dizem respeito à doutrina da igreja revelada ao apóstolo Paulo. Este é o assunto dos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#451 As cartas profeticas



Leitura: Apocalipse 2 e 3
Vídeo: http://youtu.be/_Nq1oXEY0zE

Assim como encontramos nos evangelhos os judeus zelosos de sua religião, porém vazios de Cristo, a história da cristandade evoluiu no mesmo sentido e esse declínio aparece nas cartas às sete igrejas de Apocalipse. Para entender o que vou dizer é preciso que você leia atentamente os três primeiros capítulos de Apocalipse e repare nas três divisões apontadas na ordem dada por Jesus a João no capítulo 1, versículo 19: “Escreva as coisas que você viu, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

“As coisas que você viu” são a própria visão que João teve, de Jesus aparecendo a ele. As coisas “que são” referem-se ao período ao qual João pertencia, o mesmo que nós pertencemos, ou seja, o período da igreja descrito nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. As coisas “que depois destas hão de acontecer” são futuras ao período da igreja, e isto é mostrado na ordem dada a João no capítulo 4, versículo 1: “Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”. Nos capítulos 2 e 3 você encontra um resumo da história da cristandade. Na época de João a maior parte ainda era profética, mas hoje quase tudo é passado.

A carta à igreja de Éfeso revela um estado de apatia da igreja por ter deixado seu primeiro amor, Jesus. Cronologicamente ela representa a igreja do primeiro século, e seus desvios já apareciam nas epístolas da época. A carta a Esmirna mostra que ela não recebeu reprovação, mas consolo por ter sido perseguida. Ela representa o período do primeiro ao quarto séculos, quando os cristãos foram duramente perseguidos e martirizados pelos imperadores romanos.

Então vem a carta à igreja de Pérgamo, que fala da cristandade comprometendo-se com as instituições seculares e colocando-se à sombra do poder. Os cristãos se acomodaram ao mundo e passaram a habitar onde está o trono de seu príncipe, Satanás. Ali já vemos pessoas com o espírito de Balaão, buscando lucrar com as coisas de Deus e levando o povo a tropeçar na idolatria. Surge a doutrina dos nicolaítas, um embrião do clericalismo. Pérgamo representa o quarto e quinto séculos, quando o imperador Constantino fez do cristianismo a religião do império, oficializou o clero e tornando Roma a cidade referência dos cristãos.

Éfeso, Esmirna e Pérgamo passariam e suas características ficariam apenas na história do testemunho cristão neste mundo. Porém é na carta a Tiatira que Jesus faz, pela primeira vez, menção de sua vinda, ao dizer “até que eu venha” (Ap 2:25). Nas três cartas seguintes ele diz “Virei como um ladrão”, “Venho em breve” e “Estou à porta” (Ap 3:3, 11, 20), dando a entender que estas quatro fases do testemunho cristão permaneceriam até sua vinda.

Mas que período representa a carta à igreja de Tiatira? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#450 Casa vazia e arrumada



Leitura: Lucas 11:24-26
Vídeo: http://youtu.be/V5SOfNQ5jPs

Jesus diz, a respeito de Israel: “Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso, e não o encontrando, diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Quando chega, encontra a casa varrida e em ordem. Então vai e traz outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Lc 11:24-26). Em boa parte do Antigo Testamento você encontra Israel imerso em idolatria. Até mesmo Salomão acabou unindo-se a mulheres pagãs e o povo adotou seus costumes idólatras. Mais tarde o reino se dividiu e as dez tribos que ficaram fora do lugar que Deus havia estabelecido para colocar o seu nome mergulharam na idolatria e acabaram cativas do inimigo.

Mas as tribos de Judá e Benjamim, que permaneceram em Jerusalém e das quais descendem os que hoje conhecemos por judeus, não ficaram atrás em termos de idolatria. Diversas vezes vemos Deus repreendendo o seu povo por causa da idolatria, salvo em breves períodos quando algum rei fazia uma faxina parcial, eliminando ídolos e lugares de adoração que os homens criavam fora do lugar determinado por Deus. Então, ao chegarmos aos evangelhos, vemos o povo judeu livre de idolatria e zeloso em guardar a Lei. O que podia haver de errado nisso? O próprio Jesus diz no evangelho de Mateus:

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade... Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça... Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23:23-28). E Deus, por meio do profeta Isaías, já dizia: “Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1:13).

Os judeus haviam se tornado uma “casa varrida e em ordem”, mas estavam tão orgulhosos de si mesmos que expulsaram o próprio Senhor, o único que deveria ocupar tal “casa”. Satanás aproveitará a casa vazia para invadi-la com “sete espíritos piores” do que o que havia no Israel idólatra do Antigo Testamento. Nos sete anos de tribulação que se seguirão ao arrebatamento da igreja Israel acolherá uma idolatria pior do que a do passado, ao crer na mentira do anticristo. A última condição desse judaísmo reformado será muito pior do que a primeira.

Esta verdade não é diferente para muitos hoje que seguem alguma forma de religião vazia de Cristo e cheia de justiça própria, ainda que livre de idolatria, como é o judaísmo atual. No futuro a própria cristandade será a grande aliada do anticristo, mas deixaremos para falar disto nos próximos 3 minutos.

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#449 Voce e' a favor ou contra?



Leitura: Lucas 11:23
Vídeo: http://youtu.be/Jst-p_1uSTk

Jesus diz: “Aquele que não está comigo é contra mim, e aquele que comigo não ajunta, espalha” (Lc 11:23). No trânsito você pode ser aquele que flui com o tráfego ou o que está parado bloqueando tudo, ou ainda o que trafega na contra mão. Mas neutro você não é. Seu posicionamento tem um efeito sobre você e sobre os que o cercam. Assim é também em relação a Cristo. É impossível ser neutro. Se você não está com ele, está contra ele; se não ajunta, espalha.

Você pode até dizer que já tem uma religião e não tem nada a ver com Satanás. Mas o fato de ainda não ter a salvação e o perdão dos pecados pela fé em Jesus faz com que permaneça na mesma posição de todo pecador não redimido, ou seja, sob o domínio das trevas. Saulo era um judeu muito religioso, mas veja o que Jesus lhe falou no caminho para Damasco, quando foi levado a se converter:

“Sou Jesus, a quem você está perseguindo. Agora, levante-se, fique de pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei. Eu o livrarei do seu próprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (At 26:15-18).

Talvez você seja um cristão verdadeiramente convertido, porém ao convidar pessoas para pertencerem à sua denominação não percebe que está cumprindo a segunda parte das palavras de Jesus: “Aquele que comigo não ajunta, espalha” (Lc 11:23). Ajuntar com Cristo é o desejo de Deus. Espalhar é o trabalho do diabo. João 10:12 diz que “o lobo ataca o rebanho e o dispersa” e em Atos 20:29-30 Paulo avisa: “Depois da minha partida lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos”.

No Antigo Testamento Deus designou um só lugar para Israel oferecer sacrifícios e adorar: “O local que o Senhor, o seu Deus, escolher para pôr o seu Nome” é repetido três vezes em Deuteronômio 12. Hoje Jerusalém já não é o lugar e Deus está buscando por adoradores que o adorem em espírito e verdade. Mas uma coisa permanece, o Nome que é o polo de atração e reunião. Hoje sabemos que Nome é esse, o único que deveria identificar um cristão e o único ao qual é possível juntar para não espalhar. Jesus prometeu: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18:20), e Paulo explicou: “Nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo” (1 Co 10:17).

Você procura ajuntar as pessoas ao nome de Jesus ou as espalha pelas denominações que os homens criaram?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#448 O forte e o mais forte



Leitura: Lucas 11:17-22
Vídeo: http://youtu.be/JgAGAYlJtas

Jesus afirma que “todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e uma casa dividida contra si mesma cairá. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como o seu reino pode subsistir? Se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso eles mesmos estarão como juízes sobre vocês” (Lc 11:18-19). Expulsar demônios não era uma prática desconhecida dos judeus, e havia em Israel exorcistas que bem sabiam que Satanás não podia lutar consigo mesmo, ou seu reino não subsistiria.

A vinda do Filho de Deus causou um reboliço na esfera espiritual, tirando o sossego de Satanás, seus anjos e demônios. O Rei prometido de Israel tinha chegado cumprindo cada profecia feita a respeito dele pelos antigos profetas. Apesar de o povo não o reconhecer, os demônios sabiam quem ele era, só não o esperavam tão cedo. Por isso em Mateus 8:29 a legião de demônios que atormentava os gadarenos possessos exclamou: “Que queres conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?” (Mt 8:29).

Aqui Jesus fala de dois reinos: o reino de Satanás e o Reino de Deus. Ele diz: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus” (Lc 11:20). O Reino havia chegado na Pessoa de Jesus e representava o começo do fim para Satanás. A semente da mulher, prometida no Éden para esmagar a cabeça da serpente, vinha reclamar seus domínios. Jesus fala em parábola: “Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos” (Lc 11:21-22).

Até aquele momento Satanás, o “homem forte”, tinha agido com relativa liberdade, aprisionando as almas nas trevas. Porém, um mais forte do que ele havia chegado para vencê-lo. Grande parte da batalha não seria vista por olhos humanos e a cruz iria parecer uma derrota para o Filho de Deus. Mas seria ali que Satanás receberia o golpe mortal. A partir daí o diabo tenta desesperadamente arrastar consigo o máximo de pessoas. “Ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo” (Ap 12:12). Paulo escreve aos cristãos da igreja em Colossos:

“Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades [ou seja, os demônios e anjos caídos], fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz... Pois ele [Cristo] nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (Cl 2:13-15; 1:13-14).

Nos próximos 3 minutos você deve decidir de que lado está.

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#447 Sinais e maravilhas



Leitura: Lucas 11:14-16
Vídeo: http://youtu.be/gkr5Xeko0pE

Em nosso capítulo 11 de Lucas vimos que o pedido dos céticos para que Jesus lhes desse um sinal do céu fazia parte da estratégia de Satanás para confundir os que se admiravam com a libertação operada por Jesus. Eles argumentavam que Jesus expulsava demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios, quando na verdade era pelo poder do Espírito Santo que o Senhor fazia todas as coisas.

Por dizerem que Jesus estava possesso eles seriam privados da salvação, como ele explica no Evangelho de Marcos: "'Eu lhes asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno'. Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: 'Ele está com um espírito imundo'" (Mc 3:28-30).

Hoje é impossível alguém blasfemar contra o Espírito Santo da maneira prevista aqui. Somente alguém que vivesse naquela época e lugar poderia afirmar que Jesus estava fazendo seus milagres pelo poder do diabo. Mas hoje é possível alguém privar-se da salvação por rejeitar o Salvador. Afinal, se alguém rejeita Aquele que morreu no lugar do pecador, como espera receber o perdão?

Eles pedem a Jesus um sinal do céu. A Bíblia fala de muitos sinais, milagres e maravilhas, alguns vindos de Deus, outros do diabo. Satanás pode usar pessoas, como os magos de Faraó, para imitarem os sinais de Deus, ou fazer seus sinais diretamente, como fez na tentação no deserto quando levou Jesus "a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo" (Lc 4:5). Portanto o sinal em si não é garantia de que seja Deus agindo. Ao contrário, o diabo quer que as pessoas fiquem viciadas e dependentes de sinais, pois assim estarão preparadas para a vinda do anticristo.

“A vinda desse perverso é segundo a ação de Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar” (2 Ts 2:9-10). Em Apocalipse diz que o anticristo fará “grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens” e por causa dos sinais ele enganará os habitantes da terra (Ap 13:13-14).

Mas existe um sinal que o diabo não faz: dar vida eterna a uma alma morta em seus pecados. Este é o maior de todos os milagres, pois seus efeitos são eternos. As pessoas alimentadas, curadas ou ressuscitadas de forma milagrosa por Jesus nos evangelhos depois tiveram fome, adoeceram e morreram. Portanto se você quer se ocupar com sinais e milagres, ocupe-se com o melhor deles: a salvação, sua e das pessoas que o cercam. Alimente-as com o Pão da vida que é Jesus e ajude-as a encontrar nele a cura de seus pecados e a ressurreição para a vida.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de uma casa dividida.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#446 Se opondo 'a graca



Leitura: Lucas 11:14-16
Vídeo: http://youtu.be/YFrmP-bmT_M

Satanás sempre está por detrás de quem que se opõe a Jesus. A oposição no capítulo 11 de Lucas surge quando “Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo falou, e a multidão ficou admirada. Mas alguns deles disseram: ‘É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios’. Outros o punham à prova, pedindo-lhe um sinal do céu” (Lc 11:14-17).

O homem acaba de ser liberto de um demônio que o deixava mudo, e mesmo assim eles duvidam de Jesus, que vinha ensinando a Palavra de Deus e dando provas de ser ele o Salvador do mundo. E ainda pedem um sinal. Estes são dois aspectos do trabalho de Satanás: criar obstáculos à graça, dando pouco valor a Jesus e à sua Palavra, e colocar grande importância nos sinais. A oposição à graça ocorre quando alguém ensina que existe alguma condição para você receber o perdão de seus pecados. O homem possesso nada podia fazer, nem pedir socorro, pois era mudo. Ele dependia totalmente de Jesus para libertá-lo.

Deus pode agora agir em graça porque Jesus morreu recebendo sobre o seu corpo os pecados de todos os que nele creem e o juízo divino que esses pecados mereciam. Ao morrer ele cumpriu todas as condições para que você tivesse sua dívida completamente quitada. Se você crê em Jesus como seu Salvador, nada ficou para você fazer e nenhum pecado para ser pago. William Fereday, um britânico que viveu no século 19 e buscava de ter paz com Deus, conta o que aconteceu ao ser abordado por um homem após uma reunião de estudo bíblico.

“Colocando sua mão em meu ombro, ele perguntou: ‘Você sabe que é um pecador?’ Respondi que sim, e sentia profundamente. Afinal, as Escrituras dizem que ‘todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus’ (Rm 3:23). Sua próxima pergunta foi: ‘Você crê que Cristo morreu pelos pecadores?’. Respondi que não tinha dúvidas quanto a isto. Romanos 5:8 nos assegura que ‘Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores’. Ele disse: ‘Então certamente ele morreu por você’, e depois me perguntou: ‘Onde Cristo está agora?’. Respondi: ‘No céu’. ‘Muito bem’, disse ele, ‘e se Cristo está no céu, onde estão os seus pecados que estavam sobre o corpo dele lá no madeiro?’. Aquele era um pensamento novo para mim, então ele explicou assim: ‘Se Cristo se fez culpado pelos pecados que você cometeu, ele não poderia estar hoje no céu se continuasse levando ainda que fosse apenas um de seus pecados. Porém, já que não há dúvidas de que ele está assentado à destra de Deus, que prova mais clara você espera ter de que ele resolveu de uma vez para sempre a questão de seus pecados na cruz do Calvário?’

William Fereday conclui sua história dizendo que naquele momento toda dificuldade desapareceu e ele passou a ter a certeza de estar salvo. Daí em diante teve paz com Deus.

Nos próximos 3 minutos saiba por que o diabo dá tanta importância aos sinais.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#445 A origem do engano



Leitura: Judas 1
Vídeo: http://youtu.be/S8rTffK-6Fs

Por que tanta gente é enganada pelos falsos profetas e mestres da cristandade? Uma razão é a proliferação dos chamados “testemunhos”. Alguns deixam de ler a Palavra de Deus para seguirem testemunhos de homens. Basta alguém contar uma bênção que recebeu, e imediatamente sua experiência é aceita como verdade. Ao mesmo tempo revelações, sonhos e sensações são mais valorizados do que a própria Palavra de Deus. Enquanto alguns parecem ter uma conexão banda larga com o céu, outros vivem frustrados por não sentirem coisa alguma.

Embora Deus possa, através do Espírito, trazer ao coração de uma pessoa a direção de como agir em uma determinada situação, esta é a exceção, não a regra da vida cristã. Muitos que se deixam levar por essas coisas acabam dependentes de falsos profetas e incapazes de ter uma vida normal sem alguma mensagem vinda do além. Hoje o velho horóscopo do jornal ganhou os púlpitos.

A carta aos Hebreus diz que “há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hb 1:1-2). Jesus ressuscitou, subiu aos céus e deu os dons, designando “alguns para apóstolos, outros para profetas” (Ef 4:11). Deus não mais revela a sua Palavra como fazia a Israel, e nem como a revelou aos apóstolos. Estes lançaram os fundamentos da igreja, tendo Paulo recebido a missão de completar a Palavra de Deus, como ele explica em Colossenses 1:25. Hoje Deus usa os dons de “evangelistas, pastores e mestres” para ministrar aquilo que já está revelado nas escrituras e nas epístolas dos apóstolos.

Apegar-se à Bíblia, a Palavra de Deus, é a salvaguarda para você não ser enganado pelas duas principais tendências que levam os cristãos a se desviarem dela. O apóstolo nos fala delas no capítulo 2 de sua carta aos Colossenses, a saber, o misticismo e o asceticismo, às vezes mesclados com legalismo. Aos mais místicos, que se deixam impressionar por sonhos, visões e revelações, Paulo alerta: “Não permitam que ninguém, que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos, os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa.” (Cl 2:18).

Aos ascéticos e legalistas ele diz: “Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: ‘Não manuseie!’ ‘Não prove!’ ‘Não toque!’? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” Cl 2:18-23).

Não se iluda: o homem carnal é extremamente religioso. Nos próximos 3 minutos voltaremos ao Evangelho de Lucas.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#444 Balaao e Cora'



Leitura: Judas 1
Vídeo: http://youtu.be/d27tgPFFfeI

Se a expressão “o caminho de Caim” nos fala de buscar o favor divino por meio do fruto de nosso trabalho, “o erro de Balaão” está ligado à ganância. Balaão se fazia passar por profeta de Deus para enriquecer. Se você já viu algum pregador assim então já teve um encontro com Balaão. Nos capítulos 22 ao 24 do livro de Números você lê a triste história desse mercenário religioso que se prostituía para profetizar mediante pagamento.

Por cinco vezes o rei Balaque tentou fazer com que Balaão amaldiçoasse Israel, o que o falso profeta estava muito disposto a fazer em troca da riqueza prometida. Mas Deus o impediu. Por fim Deus permitiu que ele seguisse a própria vontade, para ruína do falso profeta e bênção para Israel. De sua própria boca Balaão ouviu sair bênção para o povo de Deus e juízo para si, ao afirmar que veria o Messias de Israel, mas de longe, indicando assim seu destino separado de Deus. Ele disse: “Eu o verei, mas não agora; eu o avistarei, mas não de perto” (Nm 24:17).

Mais tarde, no capítulo 25 de Números, Balaão teria sucesso em corromper o povo de Deus levando os israelitas a caírem em idolatria depois de terem relações sexuais com mulheres pagãs. Idolatria é confiar no poder de pessoas e objetos, ao invés de confiar unicamente em Deus. Se você já viu algum pregador dizer que você só será abençoado por ele próprio ou se frequentar sua igreja e adquirir amuletos como azeite do Jardim das Oliveiras, pétalas da rosa de Saron, água do Rio Jordão ou lenços ungidos, então você já viu Balaão.

Depois do “caminho de Caim” e do “erro de Balaão”, Judas nos dá mais uma dica de como detectarmos os lobos e hereges que querem se alimentar das ovelhas ou fazer discípulos. Ele fala da “rebelião de Corá” (Jd 1:11). Ao ler o capítulo 16 de Números você encontra Corá, com Datã e Abirão, questionando a liderança de Moisés e o sacerdócio de Aarão. Sua intenção parecia ser “democratizar” o culto a Deus, mas ele queria mesmo era usurpar o lugar de autoridade e intercessão sacerdotal instituído por Deus, tornando-se um intermediário não autorizado entre Deus e os homens. Hoje não temos Moisés para nos guiar ou Aarão para interceder por nós. Temos a Cristo, e qualquer homem que se coloque como intermediário entre Deus e os homens está agindo como Corá.

A principal característica da apostasia é a exaltação do homem, e não é difícil encontrarmos líderes cristãos elevados à condição de semideuses, cativando multidões e sendo venerados por elas. Eles estão pavimentando o caminho para o anticristo, “o homem do pecado”, aquele que “se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração” (2 Ts 2:3-4).

Mas por que tanta gente se deixa levar por homens assim? A resposta está nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#443 Detector de lobos



Leitura: Judas 1
Vídeo: http://youtu.be/uMIIu8vndZ4

Quando Paulo se despediu dos irmãos de Éfeso, em Atos 20, ele os deixou avisados do que deviam fazer depois que não pudessem contar com a ajuda pessoal do apóstolo: deveriam recorrer a Deus e à Palavra de sua graça. Ele disse: “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas. Agora, eu os entrego a Deus e à Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados” (At 20:29-32).

Hoje não temos mais os apóstolos, portanto é a Deus e à Palavra que devemos recorrer se quisermos identificar essas duas classes de pessoas: os lobos, que vem de fora, e aqueles dentre nós que querem arrebanhar discípulos. A carta de Judas é um excelente detector de lobos e hereges. Os primeiros querem destruir o rebanho alimentando-se das ovelhas, e os outros buscam discípulos para terem a primazia entre os irmãos. Judas diz que eles infiltram-se “dissimuladamente no meio de vocês... são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Jd 1:4).

Estes também “rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais”. Nos evangelhos o único que vemos repreendendo Satanás e os demônios é Jesus. Apesar dos discípulos expulsarem demônios, eles jamais repreendiam Satanás, e “nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: ‘O Senhor o repreenda!’” (Jd 1:8-9). Ao crente é dito para resistir ao diabo, não para repreendê-lo. A prepotência e arrogância no tratamento com as potestades celestiais é um indício para você identificar os falsos obreiros, aqueles que “difamam tudo o que não entendem; e as coisas que entendem por instinto, como animais irracionais, nessas mesmas coisas se corrompem” (Jd 1:10).

Mas Judas não para aí: sua carta dá três características desses homens ímpios vestidos em pele de cordeiro: “Seguiram o caminho de Caim... caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá” (Jd 1:11). Mas o que é uma pessoa que segue o caminho de Caim? É aquele que rejeita a salvação com base apenas no sacrifício do Cordeiro. Caim achou que Deus o aceitaria por causa do fruto do seu trabalho. Você já ouviu algum pregador dizer que é preciso ofertar o fruto do seu trabalho para receber a salvação? Então você ouviu Caim pregando.

Nos próximos 3 minutos Judas ensina como detectar Balaão e Corá.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.