"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#478 A verdade dispensacional



Leitura: Lucas 12:15
Vídeo: http://youtu.be/e-NSqJTEbow

A Lei fora dada apenas a Israel; o evangelho é pregado a todos os povos, e isto já é um indício de que estamos falando de diferentes dispensações ou modos de Deus tratar com a humanidade. João Batista foi o último profeta da antiga dispensação, e Jesus abriu a dispensação da graça na qual a Igreja estaria inserida. “A Lei e os profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus” (Lc 16:16). “A Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” (Jo 1:17).

O contraste também fica evidente na conversa de Jesus com a mulher samaritana, ao deixar claro que haveria uma mudança no lugar e modo de adoração. Ele disse a ela: “Está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém... está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:21-24).

Como Messias prometido, Jesus "veio para o que era seu [o povo judeu], mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus" (Jo 1:11-13). Se na dispensação da Lei nenhum israelita ousaria chamar a Deus de Pai, agora Jesus inaugurava uma nova relação de parentesco. Mas para dar como realmente inaugurada a nova dispensação ele precisava antes morrer, ressuscitar, subir ao céu e enviar o Espírito santo.

Nada disso existiu antes. A Lei exigia que o homem fizesse algo para ser abençoado; a graça abençoa por favor imerecido. Apesar de seu fracasso, Deus em sua misericórdia não destruiu aquele povo, pois tinha em vista a vinda de Cristo. Foi assim que a lei serviu de "tutor", conforme Paulo explica aos Gálatas, que ainda queriam viver sob a Lei: "Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus" (Gl 3:23-26).

O crente em Cristo tem em si um poder muito maior que a Lei. É por isso que sob a potente influência da graça a hipocrisia dos fariseus fica muito mais evidente do que sob a Lei e o pecador pode ser perdoado, não por existir nele algo de bom, mas porque o Espírito o convence de ser totalmente mau. “Onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5:20-21).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#477 Prosperidade



Leitura: Lucas 12:15
Vídeo: http://youtu.be/cHB95gjHEiY

Jesus diz aos discípulos: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12:15). Este aviso deveria ser suficiente para os que enchem os templos dos pregadores da Teologia da Prosperidade, deixando-os cada vez mais ricos. Esses pregadores gostam quando suas riquezas são denunciadas na mídia, pois tal propaganda faz bem para os seus negócios. Afinal, se você for ganancioso irá querer seguir o pregador mais próspero que encontrar, não é mesmo? Na sua cabeça ele é o mais abençoado por Deus, e quanto mais rico maior a probabilidade de ele revelar o segredo de sua prosperidade.

Talvez você pergunte: “Mas o Antigo Testamento não está cheio de promessas de prosperidade para os que forem fiéis?”. Está, mas a pergunta que você deveria fazer é esta: “Por que o Antigo Testamento está cheio de promessas prosperidade e o Novo Testamento diz para nos contentarmos com o que temos?”. Você não terá qualquer dificuldade com isto se entender a verdade dispensacional. Ao dizer que Deus fará “convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1:10), Paulo revela que existem coisas celestiais e terrenas, e há uma dispensação que chama de “plenitude dos tempos”. Um olhar atento por toda a Bíblia ajudará a detectar outras dispensações.

A palavra “dispensação” no grego tem o sentido de “administração de uma casa” e se fizéssemos um paralelo com a história do Brasil poderíamos dividi-la em diferentes dispensações, que podem ter sido tanto as diferentes formas de governo, como os diferentes planos econômicos. Deus também teve diferentes modos de agir, ou dispensações, em diferentes eras da história da humanidade. Mas aqui vou tratar apenas de duas: a dispensação da Lei, dada a Israel, e a dispensação da Graça, na qual está inserida a dispensação especial dada a Paulo revelar e que ficara em segredo nos séculos anteriores, a Igreja.

É bom entender que ao dizer “Israel” não estou me referindo aos judeus ou à nação que existe hoje na Palestina, formada por representantes das tribos de Judá e Benjamim. Refiro-me ao Israel original segundo os propósitos de Deus, composto por doze tribos em um só povo. E quando falo “Igreja”, não me refiro a algum edifício ou organização religiosa, mas ao seu significado original, que é “os chamados para fora”. Isto é, os que são chamados para fora deste mundo durante o período de rejeição de Cristo; que são habitados pelo Espírito Santo e formam um só corpo, do qual Cristo é a cabeça no céu. Na Bíblia “igreja” pode referir-se tanto a esse conjunto como à representação dele, quando dois ou três estão reunidos ao nome de Jesus.

Mas para falar de um assunto tão importante vamos precisar de mais do que 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#476 O pecado sem perdao



Leitura: Lucas 12:8-14
Vídeo: http://youtu.be/T1QX8IGMV1g

Jesus garante aos discípulos que eles estariam plenamente capacitados pelo Espírito Santo para serem testemunhas fiéis de Deus no mundo. “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante dos governantes e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou com o que dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer” (Lc 12:11-12)

Todavia, o mesmo Espírito que viria capacitar os discípulos aumentaria a culpa daqueles fariseus incrédulos, e neste ponto Jesus fala do pecado sem perdão. “Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado” (Lc 12:10). Os fariseus eram culpados deste pecado porque tinham visto Jesus curar e atribuíram seu poder a Belzebu, e não ao Espírito de Deus. Já vimos isto no capítulo 11 deste Evangelho de Lucas, mas também é citado em Mateus 12.

Hoje é impossível a um crente verdadeiro blasfemar contra o Espírito, apesar de alguns ficarem se torturando com esta ideia. Os Evangelhos associam isto explicitamente ao que os escribas e fariseus fizeram. O simples fato de um crente sentir remorso prova que não cometeu o pecado sem perdão. Um incrédulo que fale mal de Jesus ou rejeite o testemunho do Espírito para convencê-lo de pecado também não está blasfemando contra o Espírito. Até o seu último suspiro o perdão estará disponível para ele, mas se morrer na incredulidade estará perdido, não por blasfemar, mas por ter recusado a dádiva de Deus para salvá-lo. Saulo não só falou mal de Jesus, como perseguiu e entregou à morte seus discípulos. Mesmo assim ele foi perdoado quando creu e transformado por Deus num instrumento de bênção para muitos.

Hoje pregadores perversos usam do argumento da “blasfêmia contra o Espírito” como instrumento de terror para manter o controle sobre seus seguidores. Alguns ameaçam os que querem abandonar suas congregações, alegando que estariam assim virando as costas ao Espírito Santo e, portanto, blasfemando. Movidos pelo medo muitos continuam a obedecê-los cegamente e a sustentá-los com seus bens. Quão diferente é esse modo de agir do amor demonstrado pelo verdadeiro Pastor das ovelhas, que não ameaçou nem mesmo os seus carrascos.

“Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pe 2:23). “Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” (Is 53:7).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala justamente de uma característica desses falsos pregadores: a ganância.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#475 O poder para testemunhar



Leitura: Lucas 12:8-14
Vídeo: http://youtu.be/24IunrqE2Qs

O assunto agora é a fidelidade no testemunho, ou a falta dela. Jesus diz: “Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12:8). O poder para confessá-lo não estaria nos discípulos, mas viria do Espírito Santo. Eles confessariam ousadamente o nome de Jesus, e exceto João, todos os apóstolos seriam executados.

O poder para a vida e o testemunho seria Espírito Santo dado a todo o que crê em Jesus, conforme Paulo explica aos Efésios: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória” (Ef 1:13-14).

O mesmo Espírito daria a eles poder para fugir do pecado e resistir ao mal. Porém sua luta não seria contra pessoas, mas contra seres espirituais, “contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Não caberia a eles julgar e reformar o mundo. Jesus faria isso em sua vinda, mas neste momento nem mesmo ele se proporia a julgar as demandas entre os homens. “Alguém da multidão lhe disse: ‘Mestre, dize a meu irmão que divida a herança comigo’. Respondeu Jesus: ‘Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?’” (Lc 12:13-14).

Jesus sairia deste mundo sem mover uma palha para melhorá-lo, social ou politicamente. Ele tão somente exerceria misericórdia, alimentando e curando os necessitados, e não esperando que o poder público o fizesse. Ele não interferiria nos sistemas humanos, não promoveria passeatas, greves ou boicotes, e nem deixaria de pagar impostos. O próprio Filho de Deus passaria por aqui e, exceto pelo testemunho de sua vida exemplar e do sacrifício de si mesmo, o mundo continuaria igual, ou pior por ser culpado de rejeitá-lo.

Em seu lugar ficariam os discípulos, ensinados e movidos pelo Espírito Santo que viria habitar na Igreja e em cada crente individualmente. Ao enviar o Espírito o Senhor estaria agindo em misericórdia para com o homem pecador, e o tempo da paciência de Deus já dura mais de dois mil anos. Mas “o Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente... não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3:9). Neste período da graça a justiça sofre e são “bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (Mt 5:10). Quando Cristo vier a justiça reinará.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala do pecado sem perdão.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#474 Andando na luz



Leitura: Lucas 12:2-7
Vídeo: http://youtu.be/MPv59i8AnAw

O contraste entre o novo testemunho, que Jesus estabelece neste capítulo, e aquele em que estavam os fariseus é evidente. João assinala a entrada de Jesus em cena com estas palavras: “Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram... Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens. Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:5-11). Por isso nada mais haveria escondido que não viesse a ser descoberto, ou oculto que não viesse a ser conhecido, e isto incluiria a verdade da Igreja revelada a Paulo.

Assim como a própria Luz, este testemunho resplandeceria sem impedimento até que fosse dada a revelação completa de Deus, que inclui “o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos” (Cl 1:26). Jesus encoraja seus discípulos: “O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados” (Lc 12:2-3). Eles, que se esconderiam de medo quando Jesus fosse morto, reapareceriam depois de Pentecostes com uma ousadia que só poderia vir do Espírito Santo. Apesar de presos e proibidos de falar de Jesus, eles ousariam responder: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!” (At 5:29). E os próprios sacerdotes e fariseus do judaísmo seriam obrigados a reconhecer “que eles haviam estado com Jesus” (At 4:13).

Os que hoje creem em Cristo têm em si uma nova natureza vinda de Deus e vivem nesta atmosfera de luz que revela tudo o que neles é incompatível com a natureza divina. A Lei havia sido dada a Israel, mas o evangelho é proclamado a todas as nações. Os judeus sob a lei eram provados segundo a aparência externa de obediência aos mandamentos aos olhos dos homens, daí serem chamados de hipócritas por seu exterior não refletir o interior. Além disso, na lei muitas coisas eram toleradas por causa da dureza de seus corações. Mas tendo o véu sido rasgado e o acesso aberto à presença de Deus nada mais está oculto ou velado ao que crê. Preocupados com a aparência, os fariseus andavam no temor dos homens. O cristão anda na luz e no temor de Deus.

Jesus deixa claro aos seus, que chama de “amigos”, que eles não devem temer os homens. “Eu lhes digo, meus amigos: não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer”, e lhes tranquiliza: “Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados”. A morte é o maior dano que alguém pode causar a um amigo de Jesus. Os incrédulos, sim, devem temer “aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer” (Lc 12:4-7).

Nos próximos 3 minutos saiba de onde viria o poder para testemunhar.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#473 O fermento da hipocrisia



Leitura: Lucas 12:1-2
Vídeo: http://youtu.be/04O-wd0XYsc

Em nosso capítulo 12 de Lucas também vemos a revelação progressiva de Deus. A carta aos Hebreus diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1:1-3).

Pela Criação Deus revelou sua glória e poder, pois “os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” (Sl 19:1). Mas ele não se revelou ao homem pelas coisas criadas. Ao entregar a Lei a Moisés ele revelou a incapacidade do homem de cumprir as demandas de um Deus santo, mas ainda não se revelou ao homem. Por mais sincero que um judeu fosse em tentar guardar a lei, ele não podia conhecer a Deus, pois este ainda não tinha sido revelado.

Até mesmo Paulo, um judeu exemplar “circuncidado no oitavo dia de vida, pertencente ao povo de Israel, à tribo de Benjamim, verdadeiro hebreu; quanto à lei, fariseu... quanto à justiça que há na lei, irrepreensível” (Fp 3:5), não conhecia a Deus. Por isso ele dizia que “quando aprouve a Deus... revelar seu Filho em mim... não consultei a carne nem o sangue” (Gl 1:15-16). A revelação de Cristo nada tem a ver com carne e sangue ou com a Criação natural e tampouco com a Lei. A primeira só mostra que nada somos comparados ao Universo e a segunda que nada podemos diante das santas demandas de Deus. Portanto, “os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei’. É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela lei” (Gl 3:10).

Por isso, depois de ter colocado de lado a nação de Israel, Jesus entra no capítulo 12 de Lucas denunciando a hipocrisia daqueles que gozam da maior estima entre os judeus, e mesmo assim são os principais adversários do Messias. Ele avisa seus discípulos: “Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12:1). Hipocrisia é querer parecer que você é algo que não é, e religiosos são hipócritas por natureza. Acham que por seguirem uma lista de regras e viverem de modo irrepreensível aos olhos dos homens estão justificados diante de Deus. Mas Jesus revela que “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 1:2). A Lei tinha mandamentos, promessas e profecias, mas não tinha Jesus, que é a “expressão exata” de Deus. Ele é o Filho Unigênito de Deus, a verdadeira Luz e a atmosfera que o cristão respira.

Nos próximos 3 minutos o Senhor mostra que um novo testemunho estava para ser formado, não governado pela lei, mas pela luz de Deus.

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#472 O ultimo misterio



Leitura: Efésios 3:1-9
Vídeo: http://youtu.be/w-_MTxwSPdo

Faltava um mistério a ser revelado, e a tarefa coube a Paulo. Com este segredo trazido à tona, a revelação de Deus estaria completa. É o que ele diz aos Colossenses, ao falar da Igreja, o corpo de Cristo e habitação do Espírito: “Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para com vocês, para cumprir a palavra de Deus; o mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos... que é Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1:24-27).

No grego a palavra traduzida como “cumprir” tem o sentido de completar ou preencher uma lacuna. É a mesma usada por João, ao dizer: “Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa” (1 Jo 1:4). Paulo colocou a peça que faltava na revelação de Deus e nos fez saber que “os gentios são co-herdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo Jesus”. E continua: “Foi-me concedida... a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Ef 3:6-9).

Por ser um mistério que ficou oculto no passado, a Igreja não existia no Antigo Testamento e nem mesmo nos evangelhos. Jesus a menciona pela primeira vez em Mateus 16:18, mas como algo ainda futuro. Ele diz: “Edificarei a minha igreja”. Como toda edificação da época, ela teria um alicerce com uma pedra de canto ou esquina -- Cristo --, seguida das outras pedras do alicerce -- os apóstolos e profetas do Novo Testamento. Sobre este fundamento as paredes seriam levantadas com o acréscimo de cada salvo por Cristo.

É desta edificação que Paulo fala no capítulo 2 de Efésios ao dizer que somos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor” (Ef 2:20-21). Em 1 Coríntios o apóstolo fala de sua responsabilidade em lançar os fundamentos da Igreja: “Conforme a graça de Deus que me foi concedida, eu, como sábio construtor, lancei o alicerce, e outro está construindo sobre ele” (1 Co 3:10-11). Portanto é impossível você entender o que é a Igreja e saber como ela deve funcionar sem ler as cartas do apóstolo Paulo, a quem foi dada a tarefa de completar a Palavra de Deus.

Obviamente muitos pentecostais ou carismáticos não gostam da ideia de termos uma revelação completa, pois isto não lhes permite trazer suas próprias "revelações". Por isso é comum ouvirmos frases do tipo “O Espírito Santo me revelou....”, “Deus me disse...” etc. Será isso uma necessidade de autoafirmação ou insatisfação com a suficiência das Escrituras? Ou talvez um desejo por novidades? Pode ser. Paulo avisou a Timóteo: “Virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos”. (2 Tm 4:3-4)

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#471 Paulo



Leitura: Efésios 3:2-3
Vídeo: http://youtu.be/NOg287ikrMQ

No Antigo Testamento Jesus foi apresentado em tipos e figuras e depois sua Pessoa descrita em detalhes nos Evangelhos. Mas o modo como ele se revelou a Paulo foi peculiar. Os outros discípulos haviam conhecido Jesus antes de sua morte e também depois, já ressuscitado. A Paulo ele apareceu glorificado e, como se isto não bastasse, levou-o para conhecer o Paraíso ou “terceiro céu”, onde o apóstolo “ouviu coisas indizíveis, coisas que ao homem não é permitido falar” (2 Co 12:4).

Portanto, ainda que você encontre Jesus em figuras no Antigo Testamento, e vivo, morto e ressuscitado nos Evangelhos, é por meio de Paulo que poderá conhecê-lo glorificado e em sua relação com a Igreja, o corpo de Cristo. Isto por causa da “revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações (Rm 16:25-26). A chave para você abrir o cofre dos segredos ou mistérios de Deus é a “obediência por fé”. Não apenas fé, mas a fé daquele que está disposto a obedecer para conhecer a “a sabedoria de Deus, o mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória” (1 Co 2:7).

Trata-se de coisas que pertencem a outra dimensão; que Deus tinha em mente antes que existisse o tempo, pois “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam; mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito”, diz o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios (1 Co 2:8-9). Por mais privilegiados que tenham sido os homens de Deus do Antigo Testamento ou mesmo os discípulos no período dos evangelhos, nenhum deles teve o Espírito Santo habitando em si como o crente tem agora, depois de Pentecostes, e é somente pelo Espírito que estas coisas podem ser compreendidas.

Quando Deus decidiu revelar a verdade do mistério ele escolheu um vaso muito especial, e sabemos disso porque em Efésios 3 Paulo diz: “Certamente vocês ouviram falar da responsabilidade imposta a mim em favor de vocês pela graça de Deus, isto é, o mistério que me foi dado a conhecer por revelação” (Ef 3:2-3). Paulo ainda não tinha recebido a revelação do mistério quando o Senhor mostrou a ele a essência da verdade deste mistério no caminho para Damasco, ao perguntar: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (At 9:4). Jesus revelava assim que os santos, que Saulo perseguia na terra, formavam um corpo e estavam unidos a Cristo, a Cabeça, nos céus.

O detalhamento deste mistério Paulo apresenta em sua carta aos Efésios, mas este é um assunto para os próximos 3 minutos.


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#470 Misterios



Leitura: Romanos 16:25-26
Vídeo: http://youtu.be/lYK8up5XzkI

A revelação dada por Deus aos homens foi progressiva, portanto Moisés e os profetas que vieram depois dele não entenderam a profundidade das revelações que eles próprios recebiam. Muitas coisas só fariam sentido para aqueles que tivessem a revelação completa de Deus, por isso é impossível alguém entender corretamente as sombras e figuras do Antigo Testamento sem ler a realidade apresentada no Novo Testamento. Em sua primeira carta o apóstolo Pedro nos dá uma ideia mais clara disto, ao mencionar a salvação eterna pela fé em Jesus, que hoje o crente pode ter como certa e segura. Ele escreveu:

“Foi a respeito dessa salvação que os profetas que falaram da graça destinada a vocês investigaram e examinaram, procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam àqueles sofrimentos. A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para vocês, quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu; coisas que até os anjos anseiam observar” (1 Pe 1:10-12).

Mesmo assim, nem os próprios apóstolos tiveram toda a revelação de Deus durante o período dos Evangelhos. Algumas coisas ficaram ocultas como “mistérios” e foram reveladas especificamente ao apóstolo Paulo. Ele é o autor do “quinto evangelho”, a carta aos Romanos, onde diz, “pelo meu evangelho e pela proclamação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério oculto nos tempos passados, mas agora revelado e dado a conhecer pelas Escrituras proféticas por ordem do Deus eterno” (Rm 16:25-26). A expressão “agora revelado e dado a conhecer” significa que antes de Paulo ainda era um mistério.

Um dos mistérios revelados a Paulo foi a ressurreição dos santos no arrebatamento. Ele escreveu: “Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (1 Co 15:51-52). A carta aos Tessalonicenses dá mais detalhes deste mistério, e Paulo se inclui ali entre os que já esperavam por este evento: “Dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares” (1 Ts 4:16).

Mas existe muito mais na maneira peculiar como Cristo se revelou a Paulo, como um apóstolo “abortivo” ou “nascido fora de tempo” (1 Co 15:8), e é disto que falaremos nos próximos 3 minutos.

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#469 De Proverbios aos Evangelhos



Leitura: Provérbios a João
Vídeo: http://youtu.be/hbRfrxysP_4

No livro de Provérbios encontramos Jesus, o verdadeiro Filho de Davi e aquele que é “maior do que Salomão”, como a personificação da sabedoria de Deus. Reserve alguns minutos para ler o capítulo 8 de Provérbios e conhecer melhor este que é de “eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força” (Dn 2:20). É neste livro que você encontra Jesus também como "o amigo [que] ama em todos os momentos" e "um irmão na adversidade" (Pv 17:17).

O livro de Eclesiastes quase deixa Cristo de fora, por ser um compêndio de sabedoria humana debaixo do sol, ou seja, como o homem enxerga sua vida neste mundo. Mesmo assim nós o encontramos na alegoria de “uma pequena cidade, de poucos habitantes. Um rei poderoso veio contra ela, cercou-a com muitos dispositivos de guerra. Ora, naquela cidade vivia um homem pobre, mas sábio, e com sua sabedoria ele salvou a cidade. No entanto, ninguém se lembrou daquele pobre” (Ec 9:14-15). A carta de Paulo aos Coríntios nos faz lembrar “de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês” (2 Co 8:9).

Mas se a descrição árida de sabedoria humana encontrada no livro de Eclesiastes só aumenta nossa sede por Jesus, o livro de Cantares abre um manancial de água pura. Trata-se de uma alegoria que fala de Salomão, uma figura de Cristo, e sua noiva, a Sulamita, uma figura do povo terrenal de Deus, em especial o remanescente judeu fiel que será oprimido durante a “grande tribulação”. Ali tudo aponta para Cristo e sua extrema formosura. Ao perguntarem: “Que diferença há entre o seu amado e outro qualquer?”, a Sulamita responde:

“O meu amado tem a pele bronzeada; ele se destaca entre dez mil. Sua cabeça é ouro, o ouro mais puro; seus cabelos ondulam ao vento como ramos de palmeira; são negros como o corvo. Seus olhos são como pombas junto aos regatos de água, lavados em leite, incrustados como joias. Suas faces são como um jardim de especiarias que exalam perfume. Seus lábios são como lírios que destilam mirra. Seus braços são cilindros de ouro engastados com berilo. Seu tronco é como marfim polido adornado de safiras. Suas pernas são colunas de mármore firmadas em bases de ouro puro. Sua aparência é como o Líbano; ele é elegante como os cedros. Sua boca é a própria doçura; ele é mui desejável. Esse é o meu amado, esse é o meu querido” (Ct 5:9-16).

Seguem-se os livros dos profetas, que falam de Cristo, de sua obra e do reino vindouro. Digno de nota é o capítulo 53 de Isaías, escrito 700 anos antes da morte de Jesus e dizendo que ele “foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades... Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores”. Chegamos então aos Evangelhos e em Mateus Jesus é o Rei de Israel, em Marcos o Profeta e Servo fiel, em Lucas o perfeito Homem e em João o Verbo de Deus, a própria habitação de Deus com os homens. Nos próximos 3 minutos falaremos de mistérios.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#468 Lei, Salmos e Profetas



Leitura: 1 Reis a Salmos
Vídeo: http://youtu.be/ene3C5Ggwyo

Deve ter sido maravilhoso para os dois discípulos a caminho de Emaús ouvirem Jesus falar do Antigo Testamento. “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras”. Mais tarde ele diria aos discípulos: “‘Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’. Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras” (Lc 24:27; 44-45).

Embora ele tenha citado apenas a Lei, os Profetas e os Salmos, é possível vê-lo também nos livros de Reis e Crônicas, porém com uma nitidez cada vez menor à medida que Deus esgotava as tentativas de despertar fidelidade em seu povo. Guardadas as devidas proporções, algumas figuras de Cristo são os reis Asa, Josafá, Ezequias e Josias. Então vem o cativeiro e chegamos ao livro de Ester, o único que não menciona o nome de Deus, e nele conhecemos Mordecai, um tipo do verdadeiro Libertador dos judeus. Em Esdras e Neemias vemos figuras de Jesus como o Restaurador do povo e da adoração ao Deus verdadeiro.

A chave para entendermos o livro de Jó continua sendo Cristo, porém ali demonstrado como aquele que é o único cuja justiça pode prevalecer aos olhos de Deus. Era esta a lição que Jó, orgulhoso de sua justiça própria, precisava aprender. Para isto Deus usou Eliú, uma figura de Cristo, nosso Grande Sumo Sacerdote. Ao mesmo tempo em que intercedia por Jó, “Eliú... indignou-se muito contra Jó, porque este se justificava a si mesmo diante de Deus” (Jó 32:2).

O livro de Salmos é como um diário pessoal de Jesus, no qual ele anotou os seus sentimentos em sua identificação com o seu povo. No Salmo 16 encontramos “Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hb 12:2) e em muitos outros ele pode ser visto sofrendo o abandono que sofrerá o remanescente judeu fiel -- os “pequeninos irmãos” de Mateus 25 -- na “grande tribulação”. O Salmo 22 mostra sua senda de sofrimento, desamparado por Deus e massacrado pelos homens. No Salmo 40 ele aparece cumprindo a vontade de Deus pelo sacrifício de si mesmo, e mais detalhes surgem no Salmo 69. O Salmo 102 revela seus sentimentos de pequenez, “como o pardal solitário no telhado” (Sl 102:7).

Porém nos Salmos 8 e 91 nós o vemos como o Segundo Homem, em seu domínio sobre todas as coisas, e no Salmo 18 o Rei aparece triunfante, e no Salmo 24 o Rei da glória toma posse daquilo que é seu por direito. No Salmo 45 ele é o Conquistador, cuja espada não poupa os ímpios em sua vingança a favor do sofrido remanescente fiel, que é amparado na jornada rumo ao reino milenial. Este tem suas glórias descritas no Salmo 100. Falta tempo para mostrar Jesus em todos os Salmos, portanto leia todos eles, começando com o Salmo 1, que mostra a perfeição da sua Pessoa, verdadeiro Deus e genuíno Homem.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#467 Sombras que desvanecem



Leitura: Números a 2 Samuel
Vídeo: http://youtu.be/kEQKW-jwq0c

No capítulo 21 do livro de Números encontramos Jesus representado na serpente de bronze que Moisés fez para curar os israelitas das picadas de serpentes no deserto. “O Senhor disse a Moisés: ‘Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste; quem for mordido e olhar para ela viverá’. Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo” (Nm 21:8-9).

Não teríamos como ver Jesus ali se não fosse pela explicação dada a Nicodemos no Evangelho de João, ao falar da vida que está disponível para o pecador moribundo que crê no crucificado: “Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (Jo 3:14-15). No mesmo livro de Números o mercenário Balaão, um profeta pagão, é obrigado a falar de Jesus, que virá para aIgreja como a Estrela da Manhã, e para Israel como o cetro que reinará por mil anos. Balaão profetizou: “Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel” (Nm 24:17).

Deixamos de lado muitas outras figuras do Pentateuco para entrarmos no livro de Josué, o qual é um tipo de Jesus ressuscitado e liderando o seu povo na conquista da terra prometida. É por Jesus que “somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou... e nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:37-39).

No livro de Juízes vemos a triste figura de um povo que se desviou de Deus, mas ainda ali é possível ver, nos diferentes juízes e libertadores levantados por Deus, uma tênue figura de Jesus, o verdadeiro Libertador e Juiz. Entramos no livro de Rute e nele visitamos Belém, onde nasceu Obede, figura do verdadeiro Servo de Deus que nasceria na mesma cidade e seria descendente do próprio Obede, pai de Jessé, e pai de Davi, do qual viria o Cristo.

Nos dois livros de Samuel vemos o profeta de mesmo nome, que Deus levantou em meio à ruína do testemunho e é uma figura do verdadeiro Profeta por meio de quem Deus falaria nos últimos dias. Ali encontramos Davi, o Rei segundo o coração de Deus e figura do Rei que virá em glória e majestade para reinar. Mas no caráter de um reino de paz Jesus é prefigurado por Salomão. Nos Evangelhos ele fez questão de se apresentar como aquele “que é maior do que Salomão” (Mt 12:42), mostrando que as sombras, por mais representativas que sejam da realidade, podem se desvanecer como aconteceu com o final inglório da vida do primeiro Salomão.

Nos próximos 3 minutos veremos Jesus nos livros de Reis e Crônicas.

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#466 As sombras e a realidade



Leitura: Êxodo
Vídeo: http://youtu.be/ecMJj1jrDS0

No Monte Sinai Moisés ficou quarenta dias e noites ouvindo falar de Jesus, representado em cada detalhe da Lei que homem algum seria capaz de cumprir, exceto o Homem perfeito, Jesus. Em obediência e perfeição ele caminhou neste mundo revelando o Homem segundo o coração de Deus. Imaculado, sem pecado e sem a possibilidade de pecar, por ser Deus e Homem, somente ele poderia, em graça soberana, libertar o pecador da maldição da Lei que o condenava, e torná-lo irrepreensível e sem pecado aos olhos de Deus.

A Lei dada a Moisés não se limitava aos dez mandamentos, porém incluía centenas de ordenanças encontradas nos escritos de Moisés. Cada oferenda ali nos fala de Cristo e cada sacrifício aponta para o sangue que seria derramado na cruz para a glória de Deus e a salvação do pecador. O Tabernáculo, a grande tenda que Deus ordenou como o lugar de adoração dos hebreus, é uma figura de Cristo, bem como seus utensílios e até mesmo o véu, a grande cortina que impedia o acesso ao Santo dos Santos, figura da presença de Deus. É disto que fala a carta aos Hebreus, ao mencionar o véu do Templo rasgado no momento da morte de Jesus: “Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo” (Hb 10:19).

Aarão, irmão de Moisés, era uma figura do sacerdócio de Cristo, intercedendo por nós junto a Deus. Cada detalhe de suas vestes e de seu ministério apontava para o caráter e ministério de Jesus como nosso Sumo Sacerdote. Porém, por mais preciosas que sejam as figuras do Antigo Testamento, a carta aos Hebreus nos exorta a não nos ocuparmos com tabernáculos, templos, sacerdotes humanos e rituais copiados do judaísmo, mas com a realidade que agora é Cristo. Aos Colossenses Paulo referiu-se ao Antigo Testamento como “sombras do que haveria de vir” (Cl 2:16-17) e aos Coríntios que “essas coisas ocorreram como exemplos para nós” (1 Co 10:6), e Hebreus diz que são “figura e sombra das coisas celestes” e devem ser vistas como “figura do verdadeiro” (Hb 8:5; 9:24).

“Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes”, diz a carta aos Hebreus, “ele adentrou o maior e mais perfeito Tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção... Temos um sumo sacerdote... o qual se assentou à direita do trono da Majestade nos céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:1-2).

Depois de saber disto, como um cristão pode de sã consciência adorar a Deus em um templo feito de tijolos, com um sacerdote humano, um altar de mentirinha e tantos utensílios piratas, cópias baratas das figuras do Antigo Testamento?

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#465 Moises



Leitura: Êxodo
Vídeo: http://youtu.be/i6tlE9dAbho

Moisés surge no livro de Êxodo como figura de Jesus, o Libertador de seu povo do jugo de Satanás. Se você leu os Evangelhos deve se lembrar de que o rei Herodes mandou matar os meninos na tentativa de livrar-se de Jesus, a mesma estratégia usada por Satanás ao inspirar Faraó a eliminar os meninos hebreus. Mas Moisés escapou da morte e mais tarde o encontramos casando-se com Zípora, uma mulher gentia cujo nome significa "passarinha", algo pequeno e insignificante.

Paulo também descreveu a Igreja, a noiva de Cristo, como insignificante aos olhos do mundo: “Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Co 1:26-29).

A libertação do povo no Egito aconteceu por meio de outra figura de Cristo: um cordeiro sem defeito sacrificado na instituição da Páscoa. Seu sangue, aplicado ao batente das portas das casas dos hebreus, seria a garantia de que a morte não entraria ali quando o juízo de Deus caísse sobre todo o Egito. Depois, em outra figura representando o crente associado a Cristo em sua morte, vemos os hebreus passando pelo fundo do mar, um lugar de morte, e saindo triunfantes e salvos do outro lado, porém ainda num deserto a caminho da terra prometida.

O deserto é uma figura do mundo onde o cristão se encontra depois de salvo por Cristo. Assim como ocorre hoje com o crente em Jesus em sua jornada rumo à pátria celestial, os hebreus eram guiados por Cristo, representado na coluna de nuvem de dia, e na coluna de fogo à noite. Em sua carta aos Coríntios, Paulo explica que “todos comeram do mesmo alimento espiritual”, referindo-se ao maná que caía do céu, “e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo” (1 Co 10:3).

Chegamos ao Monte Sinai, e ali Moisés é uma figura de Cristo como Mediador entre Deus e os homens e também como o Profeta. Em Deuteronômio Deus disse a Moisés, referindo-se a Jesus: “Levantarei do meio dos seus irmãos um profeta como você; porei minhas palavras na sua boca, e ele lhes dirá tudo o que eu lhe ordenar. Se alguém não ouvir as minhas palavras, que o profeta falará em meu nome, eu mesmo lhe pedirei contas” (Dt 18:18). E no evangelho Jesus diz: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12:48).

Nos próximos 3 minutos Moisés fica quarenta dias ouvindo falar de Jesus.

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#464 De Melquisedeque a Jose



Leitura: Gênesis
Vídeo: http://youtu.be/eWHXwE0pXT0

Em nossa jornada em busca de Jesus nas páginas da Bíblia nós o encontramos em Gênesis 14 prefigurado em Melquisedeque, aquele que era “sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre”. Além de ser chamado de sacerdote eternamente, Melquisedeque é também “rei de justiça” e “rei de Salem”, que significa “rei de paz” (Hb 7:2-3), títulos dados também a Jesus.

Em Gênesis 22 vemos Isaque, o filho de Abraão, como figura de Cristo tanto em sua morte como em ressurreição. A diferença entre o tipo e o antítipo foi que Deus providenciou um carneiro para substituir Isaque, porém Jesus não teve um substituto na morte. Tendo Isaque sido libertado da morte, assim como Cristo na ressurreição, no capítulo 24 de Gênesis Abraão envia um servo através do deserto em busca de uma esposa para seu filho, uma figura de Deus Pai enviando o Espírito Santo a este mundo para reunir a Igreja, a noiva de Cristo.

Vemos então Esaú e Jacó, representando respectivamente o fruto da carne e do Espírito, e ao seguirmos a carreira de Jacó a vida de Cristo vai pouco a pouco sendo revelada nele, até ter sua plenitude em seu filho José. Este, o predileto de seu pai, é também uma figura de Cristo. José foi odiado por seus irmãos, vendido como escravo e dado como morto. No Egito, preso por resistir à tentação da mulher de Potifar, ele se destacou na prisão como capaz de revelar os sonhos e segredos das pessoas. Mais tarde ele revelaria também o que havia por detrás do sonho de Faraó e acabaria exaltado ao trono de vice-rei de todo o Egito.

Não é coincidência encontrarmos Jesus no capítulo 4 do Evangelho de João justamente à beira do poço em “Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José”, conversando com uma mulher samaritana. Impressionada com a capacidade de Jesus descobrir seus segredos, a mulher correu à cidade anunciando: “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito”. Os habitantes do lugar, depois de conhecerem Jesus, disseram a ela: “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo” (Jo 4:1-42).

Hoje Jesus é Salvador de todos os que nele creem e em breve voltará, primeiro para buscar sua Igreja, e depois em glória para reinar. Então ele será reconhecido pelos judeus assim como José foi reconhecido por seus irmãos em uma das mais dramáticas passagens da Bíblia. Depois de rejeitado, vendido e dado como morto por seus próprios irmãos, José se tornou o salvador deles e em amor e graça tirou deles qualquer temor de revanche, ao dizer: “‘Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. Por isso, não tenham medo. Eu sustentarei vocês e seus filhos’. E assim os tranquilizou e lhes falou amavelmente” (Gn 50:20-21).

Nos próximos 3 minutos saiba o quanto de Jesus é possível ver em Moisés.

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#463 De Adao a Noe



Leitura: Gênesis
Vídeo: http://youtu.be/EBGbIix5ErY

Em Gênesis você encontra Adão, o primeiro homem, de cuja costela Deus tirou uma esposa (Gn 2:21-24). Não é difícil enxergar nele uma figura do segundo Homem, Jesus, que Deus colocou no sono da morte para de seu lado saírem sangue e água, os meios da criação e purificação de uma noiva, a Igreja. Você acha que é muita imaginação enxergar Cristo em Adão? A carta de Paulo aos Romanos declara que Adão “era um tipo daquele que haveria de vir” (Rm 5:14).

Após a queda, Deus disse ao diabo: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3:15). Só existe um homem descendente apenas de mulher: Jesus, o filho da virgem Maria. Satanás usaria seus agentes para trai-lo e levá-lo à morte, mas na cruz a cabeça da serpente, que é onde está o veneno, seria esmagada perdendo seu poder mortífero. “Visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele [Jesus] também participou dessas coisas, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2:14).

Mais uma vez Jesus aparece em Gênesis tipificado no animal que Deus sacrificou para, com sua pele, cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3:21). Era uma figura do Cordeiro de Deus, que um dia viria ao mundo para morrer como consequência do pecado. Graças à morte de Cristo você pode ser purificado de seus pecados, perdoado de sua culpa e vestido da justiça que é segundo Deus (2 Co 5:3). Abel é outra figura de Cristo, pois ofereceu a Deus um sacrifício de sangue (Gn 4:4) e “depois de morto, ainda fala” (Hb 11:4). Sete, cujo nome significa “Escolhido”, nasceu depois da morte de Abel e é uma figura de Cristo ressuscitado, do qual veio a linhagem que “começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4:26).

Seu descendente, Enoque, o “sétimo depois de Adão” (Jd 1:14), “foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte; ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado, pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus” (Hb 11:5). Enoque é uma figura de Cristo subindo para o Pai, depois de andar em perfeita obediência e agradar em tudo a Deus.

Por meio de Noé o Espírito de Cristo pregou aos incrédulos antes do dilúvio, os quais agora são espíritos em prisão. Se Adão foi uma figura de Cristo como Senhor de todas as coisas e Cabeça da Igreja, Noé representa Jesus como o regente do mundo vindouro em seu reinado de mil anos numa terra restaurada. Ao sair da Arca, Deus disse a Noé: “Os animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se movem rente ao chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos” (Gn 9:2). Você encontra as mesmas palavras no Salmo 8, porém falando de Cristo.

Nos próximos 3 minutos continuaremos em nossa fantástica jornada em busca de Jesus nas páginas da Bíblia Sagrada.

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#462 O assunto da Biblia



Leitura: Gênesis a Apocalipse
Vídeo: http://youtu.be/HHV6sebSWZo

A Bíblia é a Palavra de Deus, dada aos homens do modo como um compositor distribui sua partitura à orquestra. Os diferentes instrumentos imprimiram nela a tonalidade de cada um, mas um só compositor e maestro esteve por detrás de suas notas. Sua execução levou 1500 anos, tocada por 40 homens de diferentes culturas e níveis sociais. Muitos nunca se conheceram e trabalharam separados por séculos e quilômetros de distância. Pense nesses vídeos do Youtube, com uma mesma música executada por artistas de diferentes países, e você terá uma vaga ideia de como foi a composição do texto sagrado.

Um só é o seu tema, princípio e fim: Cristo. Ele é o Alfa, a primeira letra do alfabeto grego, e o Ômega, a última. Por isso Jesus aparece de Gênesis a Apocalipse, e se você deseja conhecer a Verdade e se aproximar de Deus precisará conhecer a Jesus. Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14:6). Este é o genuíno. Qualquer outro caminho, verdade e vida são falsos. Não se chega a Deus sem Jesus, por isso é tão importante conhecê-lo. Se você ainda não confia nele é porque não o conhece.

Uma vez uma senhora me ligou pedindo referências de uma empregada que havia cuidado de meu filho deficiente. Ela buscava alguém para tomar conta de sua mãe idosa, mas queria uma pessoa de confiança. À medida que eu ia falando, ela ia conhecendo melhor a pessoa e eu podia perceber que sua confiança ia crescendo. Nós pedimos referências de alguém para sabermos o quanto podemos confiar. O mesmo ocorre com Jesus. Como você poderia ter total confiança nele sem conhecê-lo? Portanto, leia a Bíblia, não para saber o que Deus exige de você ou como se fosse um texto motivacional para recarregar suas baterias. Leia para encontrar Jesus em suas páginas, conhecê-lo e confiar nele cada vez mais.

Você sabia que ele aparece no primeiro versículo da Bíblia, em Gênesis 1:1? Sim, ali diz no original: “No princípio criou Elohim os céus e a terra”. Sabia que a palavra hebraica “Elohim” é plural? “Elohim" é plural, mas o verbo “criar” está no singular, mostrando que Deus é um, mas em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. No momento da criação o Filho eterno de Deus, Jesus, já participava da gênese de todas as coisas. João diz em seu Evangelho que “Ele estava com Deus, e era Deus... Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:1-2).

Jesus está também no último versículo da Bíblia, em Apocalipse 22:21, onde diz: “A graça do Senhor Jesus seja com todos. Amém”. E entre o primeiro e o último versículo da Bíblia você encontrará Jesus em todas as páginas da Palavra de Deus, nos mais diversos tipos e figuras, e também em Pessoa nos evangelhos. E é de como encontrar Jesus na Bíblia que falaremos nos próximos episódios de “O Evangelho em 3 minutos”.

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#461 A chave do conhecimento



Leitura: Lucas 11:45-54
Vídeo: http://youtu.be/gBtIneq_vQ8

Um dos doutores da Lei sente-se ofendido e retruca: “Mestre, quando dizes essas coisas, insultas também a nós”. Mas Jesus tem algo a dizer também àqueles que se consideram especialistas na Palavra de Deus e “que pela injustiça aprisionam a verdade” (Rm 1:18): “Quanto a vocês, peritos na lei... ai de vocês também! Porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, e vocês mesmos não levantam nem um dedo para ajudá-los” (Lc 11:45).

Há três lugares onde você pode guardar a Verdade: na biblioteca, no cérebro ou no coração. Muitos colecionam livros para exibirem erudição. Quem trabalha com decoração de ambientes está acostumado a comprar livros por metro para encher estantes de clientes que não leem nem gibi. Guardar a Verdade no cérebro é obter um diploma de “Doutor” em alguma disciplina cristã, sem nunca ter nascido de novo. São pessoas “que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Tm 3:7), pois “rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar... não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça” (2 Ts 2:10-12).

Em Apocalipse 10 o apóstolo João escuta uma voz que diz: “Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo... Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel”. João conta o que aconteceu: “Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo. Então me foi dito: ‘É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis’” (Ap 10:8-11). O conhecimento intelectual da Verdade é doce como o livrinho na boca. Assim são os que gostam de pregar a Verdade aos outros sem nunca a terem experimentado em si mesmos. É só quando João engole o livrinho e sente a realidade da Verdade aplicada em seu interior que ele está apto a testemunhar a “muitos povos, nações, línguas e reis”.

Os judeus de nosso capítulo são confrontados por Jesus por sua cumplicidade naquilo que seus antepassados fizeram, perseguindo e assassinando os profetas de Deus para impedirem que a Verdade chegasse às pessoas. Agora Jesus diz que eles estão fazendo algo muito pior: Vocês “se apoderaram da chave do conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam prestes a entrar!” (Lc 11:52).

A “chave do conhecimento” é o próprio Jesus; é dele que Deus falou por meio de todos os que escreveram o Antigo Testamento, e é dele que Deus fala pelos apóstolos no Novo Testamento. Ao apoderarem-se dele para o matarem aqueles religiosos judeus queriam impedir o acesso ao conhecimento da Verdade. Afinal, “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”, e é disto que continuaremos falando nos próximos 3 minutos.

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#460 O dizimo



Leitura: Lucas 11:42-44
Vídeo: http://youtu.be/pusV-D7A-LE

Jesus continua reprovando os fariseus, que tentam se passar por justos aos olhos dos homens, porém são reprovados aos olhos de Deus. Ele diz: “Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas” (Lc 11:42).

O dízimo fazia parte das ordenanças dadas a Israel, e na época dos evangelhos vigora o judaísmo, não o cristianismo. A igreja só seria criada no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, e é nas epístolas, e não na Lei, que encontramos instruções para a vida e adoração cristãs. Nas epístolas você encontra a doutrina dada à igreja, o povo celestial de Deus, e nela não há dízimos, e sim ofertas voluntárias.

Para o cristão também não há templos, altares, orquestras, dias santos, vestes cerimoniais, alimentos impuros e tantas coisas que a cristandade importou do judaísmo, ignorando a Carta aos Hebreus, que manda os cristãos se apartarem do antigo culto judaico. “Temos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo”, ou seja, os participantes do judaísmo. Considerando que “Jesus também sofreu fora das portas da cidade”, a exortação é para que “saiamos até ele, fora do acampamento”, ou o sistema judaico (Hb 13:10-13).

O dízimo, portanto, era a décima parte do que um israelita obtinha como fruto de seu trabalho e oferecia a Deus para a manutenção do Templo de Jerusalém, dos sacerdotes, levitas e necessitados. Na atual dispensação da igreja não existe um Templo cristão e não há sacerdotes ou líderes para serem sustentados, já que todos os salvos por Cristo são igualmente sacerdócio santo. Mas ainda há necessidades, e o cristão tem o privilégio de fazer ofertas a Deus para este fim.

Porém o foco do que Jesus está dizendo aqui não está especificamente no dízimo, e sim na má fé dos fariseus, que davam religiosamente o dízimo até das coisas de menor valor, porém desprezavam a justiça e o amor de Deus, vivendo para a satisfação própria. Jesus lhes diz para praticarem as coisas mais importantes, sem negligenciar as de menor importância. E ele continua:

“Ai de vocês, fariseus, porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público! Ai de vocês, porque são como túmulos que não se veem, por sobre os quais os homens andam sem o saber!” (Lc 11:43-44). A estratégia daqueles homens, que gostavam de viver de aparências, era tão boa que enganava a muitos. Passar por eles era o mesmo que caminhar sobre túmulos camuflados sem perceber estar pisando em esqueletos ressequidos e sem vida.

Mas o pior ainda estava por vir. Aqueles peritos da Lei tinham se apoderado da chave do conhecimento. Que chave é essa? Você saberá nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#459 Faxina religiosa



Leitura: Lucas 11:37-41
Vídeo: http://youtu.be/VyFDuveFhL4

Existem três formas de oposição à obra de Deus. A primeira é a influência de Satanás, que nós vimos na passagem começando no versículo 14 deste capítulo 11 de Lucas. O diabo levou os homens a duvidarem de Jesus, alegando que ele curava e libertava as pessoas pelo poder do príncipe dos demônios. A partir do versículo 27 vimos uma segunda forma de oposição, quando uma mulher passou a exaltar a mãe de Jesus, desviando a atenção daquele que é a única fonte de toda graça. Os sentimentos naturais, por mais nobres que sejam, podem ser um obstáculo à graça de Deus. Agora vem o terceiro obstáculo: a religião.

Jesus é convidado por um fariseu e o religioso anfitrião repara que Jesus não lava as mãos antes de comer, como era o costume da religião. Ele não comenta, mas Jesus é capaz de ler seus pensamentos e o repreende por sua falta de visão. Aquele homem tinha acabado de ouvir Jesus falar dos preconceitos religiosos que impedem que a luz penetre livremente na alma, e ali estava ele criticando em pensamento o único Homem totalmente limpo aos olhos de Deus.

A resposta de Jesus é certeira: “Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estão cheios de ganância e da maldade. Insensatos! Quem fez o exterior não fez também o interior? Mas deem o que está dentro como esmola, e verão que tudo lhes ficará limpo” (Lc 11:39-41). O mesmo Jesus, que era capaz de ler o pensamento do fariseu, podia sondar o que havia em seu coração, e coisa boa não era. A religião ensina os homens a levarem uma vida correta exteriormente, mas não tem poder para mudar o interior, que é onde está a verdadeira imundície.

O fariseu acha que dar esmolas é uma forma de ficar de bem com Deus, por isso Jesus vai direto ao ponto: “Deem o que está dentro como esmola”. O bem que você procura fazer exteriormente deve ser consequência do que existe dentro de você, e como poderá sair algo limpo de um coração sujo? Todo ser humano é pecador por natureza, e a menos que isto seja resolvido, qualquer aparência exterior de piedade não passará de hipocrisia. O mesmo Deus que fez o exterior fez também o interior, que é de onde tudo provém.

Portanto, se alguém lhe disser que, para receber o perdão de seus pecados, você precisa mudar de vida, deixar seus vícios, fazer-se membro de uma igreja, vestir-se de uma determinada maneira, dar dízimos e ofertas, frequentar regularmente os cultos etc. e tal, livre-se desse fariseu. Ele está mandando você lavar o exterior do copo e do prato, mas não é limpando o exterior que você é purificado, e sim expondo a Deus o interior. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de coisas pequenas e grandes.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#458 Uma questao de lente



Leitura: Lucas 11:34-36
Vídeo: http://youtu.be/sws4b745xOU

Jesus diz: “Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas. Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas. Logo, se todo o seu corpo estiver cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estará completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre você” (Lc 11:33-36).

Os olhos são como a lente de uma câmera fotográfica. Quanto melhor a câmera, mais sofisticada a lente e mais luz ela deixa passar. As fotos ficam mais luminosas, nítidas e com melhor contraste. Câmeras baratas têm lentes com impurezas no material com que são fabricadas e não deixam passar luz em quantidade suficiente. O resultado é uma foto escura e sem nitidez. O problema não está no sol, no flash ou na fonte de luz do ambiente, mas na lente.

Assim é também com relação a Cristo. Quando alguém não enxerga com clareza a graça e verdade reveladas em Jesus, o problema não está na luz, mas nos olhos que impedem que a luz brilhe em seu interior. As pessoas que colocam Jesus à prova neste capítulo são insensíveis à presença de Jesus, tantas são as impurezas religiosas que obstruem o caminho da luz até seus corações.

Você pode se surpreender de eu dizer “impurezas religiosas”, pois somos levados a acreditar que religião seja sinônimo de coisa boa. A religião de Deus sim, mas a religião dos homens não. A atual moda da “espiritualidade”, que invade até os ambientes corporativos, está produzindo uma classe de pessoas religiosas o suficiente para aplacarem suas consciências, porém cegas para a verdadeira luz do evangelho. A “espiritualidade” oferecida em livros, revistas e palestras passa por lentes tão marcadas de dedos que fica impossível encontrar nela alguma luz.

Quando ocorre um acidente ou um crime com testemunhas, é comum que estas apresentem versões diferentes do mesmo evento, pois o que os seus olhos viram foi influenciado por seus preconceitos, ideias, opiniões etc. Assim é na cristandade. Depois de dois mil anos de condicionamento religioso fica difícil separar o que é a luz de Deus, que emana de sua Palavra, e o que são dogmas e preceitos de homens. Se você usa óculos, deve odiar quando as pessoas deixam marcas de dedos em suas lentes.

Para aqueles dispostos a se livrar das marcas de dedos da religião e absorverem a luz em toda a sua magnitude, o próprio Jesus promete: “Se todo o seu corpo estiver cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estará completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre você” (Lc 11:36). Isto equivale dizer que você será uma testemunha fidedigna, usada por Deus para falar de Cristo, e não de doutrinas, dogmas ou religiões de homens.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala da faxina religiosa.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#457 Luz



Leitura: Lucas 11:33
Vídeo: http://youtu.be/5ZJV9pmbwBo

Aqueles judeus incrédulos devem ter ficado indignados por Jesus falar dos ninivitas e da rainha de Sabá. Como Deus poderia ter privilegiado aqueles gentios impuros? Eles não eram israelitas, não pertenciam ao povo de Deus, não eram os guardiões dos oráculos divinos e nem tinham sido escolhidos como testemunho para todas as nações! No entanto eles receberam e creram no testemunho que Deus havia dado por intermédio de Jonas e Salomão. E agora a radiante luz da Sabedoria de Deus em carne e ossos está bem diante deles. Não existe desculpa para ficarem indiferentes.

Jesus diz a eles: “Ninguém acende uma candeia e a coloca em lugar onde fique escondida ou debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, para que os que entram possam ver a luz” (Lc 11:33). Em seu evangelho, João diz que “ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu [isto é, os judeus], e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1:5-12). Deus não escondeu sua luz, mas colocou-a onde todos pudessem vê-la e até hoje Cristo brilha, porém nem todos percebem isto.

O mesmo trecho do Evangelho diz que João Batista foi enviado por Deus “como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem” (Jo 1:7). O sol, nossa fonte de luz natural, não precisa de testemunha. Ninguém chega a você em um dia ensolarado e diz: “Veja, o sol brilha!”. Mas não é de luz natural que Jesus fala aqui, mas da verdadeira luz que faz parte da própria essência de Deus, como João disse em sua carta: “Deus é luz; nele não há treva alguma” (1 Jo 1:5).

Por causa das trevas espirituais em que os homens estão mergulhados, Deus precisa enviar pessoas para testemunharem da luz que é Jesus. Milhões estão testemunhando o tempo todo em conversas, pregações, textos, letras de músicas ou em vídeos como este. Você já deve ter sido iluminado, mas reagiu como os insetos peçonhentos -- aranhas, lacraias e escorpiões -- quando alguém ergue a pedra debaixo da qual se escondem. Sua reação natural é correrem para debaixo de outra pedra, pois não gostam da luz. Esta é também a reação de um pecador ao ouvir falar de Jesus: ele foge. Será que este fujão é você?

Se for, saiba que a razão de seu receio é por ter sido concebido em um mundo de trevas. Mas Jesus continua falando de luz, agora daquela que você traz em seu próprio corpo: os seus olhos. Ele diz que eles podem ser bons ou maus, e não está falando em termos médicos. De quê ele está falando então? Você saberá nos próximos 3 minutos, se estiver de olhos bem abertos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.