"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#483 De servos a filhos


Leitura: João 20:17
Vídeo: http://youtu.be/-axP0wqsUrA

Outro contraste que encontramos entre a antiga e a nova dispensação está no conhecimento de Deus como Pai, algo que um judeu não podia desfrutar. Isto foi completamente revelado em Cristo e é um dos maiores privilégios do cristão. No Evangelho de João diz que “ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (Jo 1:18). Em sua carta o mesmo João fala de Jesus como sendo “o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20).

No Antigo Testamento os israelitas celebravam sacrifícios que eram “uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:3-4). A eles era apenas prometido que Deus iria prover um Cordeiro para tirar o pecado, porém só no futuro. O cristão tem, ao invés de promessas, o fato da redenção já consumada. É como se Israel tivesse apenas uma nota promissória, porém a Igreja desfrutasse do resgate do valor prometido.

Outra diferença é que na antiga dispensação um israelita podia contar apenas com a influência do Espírito Santo ou sua atuação eventual em si mesmo. Agora o Espírito habita permanentemente no cristão. Aos seus discípulos, ainda no período dos evangelhos em que vigorava o judaísmo, Jesus disse que o Espírito Santo estava com eles, mas que em breve viria habitar neles. A passagem está em João 14:16 e diz textualmente: “Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro [ou Consolador] para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês”.

Outro privilégio que Israel não tinha, mas agora a Igreja tem, é o de não sermos mais servos de Deus, porém filhos. Esta revelação gradual você encontra nos evangelhos. “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (Jo 15:15). Isto Jesus disse antes de morrer, mas após a ressurreição ele revela a Maria Madalena o novo relacionamento do qual podemos desfrutar: “Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês” (Jo 20:17).

Por tudo isto e muito mais que você encontra nas Escrituras, como alguém poderia querer voltar às velhas práticas da lei ou dos rituais judaicos agora que estamos do lado de cá da cruz? Por que buscar no Antigo Testamento um modelo de adoração com aqueles que não podiam ter a certeza de sua salvação, que precisavam de um templo de pedras, de instrumentos musicais e de muito ouro para adorar? Como buscar bênçãos terrenas agora que “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo”? (Ef 1:3).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#482 Corpo, casa e noiva



Leitura: Efésios 1:20-23
Vídeo: http://youtu.be/y9wnVpNB29k

A carta aos Efésios diz que, depois de ressuscitar a Cristo e fazê-lo assentar-se “à sua direita, nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir, Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” Ef 1:20-23. Portanto, a Igreja representa a Cristo neste mundo durante o tempo de sua ausência e rejeição, sendo ela agora a rejeitada por sua associação a ele.

Satanás queria livrar-se de Cristo e expulsá-lo da terra, porém Jesus continua aqui representado por seu povo. Aquele que perseguir a Igreja estará perseguindo a própria Pessoa de Jesus, pois foi isto que ele disse a Paulo, que perseguia os cristãos: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (At 9:4). Além de ser o corpo de Cristo na terra, enquanto a Cabeça está no céu, a Igreja também é a casa de Deus, “um santuário santo no Senhor”, no qual os salvos “estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito” (Ef 2:21-22).

A Igreja é também vista na Bíblia como a Noiva que Deus planejou para o seu Filho, uma companhia que pudesse desfrutar de tudo o que Cristo possui na glória celestial. Um casal formado por um homem e uma mulher representa essa união de Cristo com sua Noiva, a Igreja. É por isso que, ao exortar os maridos a amarem suas esposas, Paulo revela estar falando figuradamente de Cristo e da Igreja. É por isso também que qualquer tentativa de desfigurar o matrimônio é uma abominação aos olhos de Deus, cujo plano era que a relação homem-mulher representasse a relação entre o seu Filho e sua Esposa. Em Efésios diz:

“Os maridos devem amar as suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja” (Ef 5:28-32).

Esta união de Cristo com sua Noiva é vista em algumas passagens do Livro de Apocalipse, e narrada em forma de júbilo, como ocorre também nas núpcias entre um homem e uma mulher. Veja este exemplo: “‘Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou. Foi-lhe dado para vestir-se linho fino, brilhante e puro. O linho fino são os atos justos dos santos’. E o anjo me disse: ‘Escreva: Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!’” (Ap 19:7).

Nos próximos 3 minutos você verá mais coisas que revelam o contraste existente entre Israel e a Igreja, mostrando que esta não é uma continuação de Israel.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#481 Uma nova dispensacao



Leitura: Atos 2:1-8
Vídeo: http://youtu.be/b5mj4FeoNyg

A morte de Cristo marcou o fim do período em que Deus tratou com Israel como nação. Sua ressurreição e a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes para habitar neste mundo deram início à atual dispensação. Naquele dia os discípulos de Jesus estavam reunidos num só lugar quando o Espírito Santo desceu e os batizou em um só corpo, não apenas os que estavam ali, mas a todos os que depois viriam a ser salvos por Cristo. Portanto, quando você ouvir alguém falar em “ser batizado com o Espírito Santo”, entenda que esse batismo já aconteceu ao formar o corpo de Cristo, a Igreja, conforme lemos no Livro de Atos:

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua” (At 2:1-8).

Que esse batismo só ocorreu uma vez, e nele estão incluídos todos os que viriam a crer em Jesus, está bem explicado por Paulo em sua carta aos Coríntios. Os cristãos em Corinto eram gregos convertidos a Cristo que não estavam em Jerusalém no dia de Pentecostes. Mas ao escrever a eles Paulo revela que haviam sido batizados em um só Espírito formando um só corpo. Paulo diz: “Em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito (1 Co 12:12-13). Se o batismo no Espírito ocorresse todas as vezes que alguém recebesse o Espírito Santo, como acreditam alguns, isto significaria que um novo corpo de Cristo estaria sendo formado a todo momento, o que seria um erro grave.

Portanto entenda que hoje, quando alguém é salvo por Cristo, não ocorre outro “batismo no Espírito”, pois este ocorreu uma vez e vale para todos. O crente que hoje recebe o Espírito Santo para habitar em si está sendo selado, e não batizado, com o Espírito. Paulo explicou isto aos Efésios: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.” (Ef 1:13-14).

Se agora Deus tem a Igreja como o seu povo, enquanto Israel é deixado de lado por um tempo, qual o papel da Igreja no mundo? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#480 Das sombras para a realidade



Leitura: João 4:20-24
Vídeo: http://youtu.be/EdZWZ6uc0VI

Em sua conversa com a mulher samaritana, Jesus apontou uma mudança radical no modo e lugar de adoração a Deus. Os judeus adoravam em um Templo em Jerusalém, o único lugar autorizado por Deus para a adoração. Porém Jesus disse à samaritana: “Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:23). A carta aos Hebreus ratifica essa mudança, ao deixar de lado o antigo sistema de adoração do judaísmo. Em seu capítulo 13 diz:

“Nós temos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. O sumo sacerdote [do judaísmo] leva sangue de animais até o Santo dos Santos, como oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou. Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb 13:10-16).

Hoje o cristão não possui um sistema religioso para adorar a Deus, como tinham os israelitas em sua adoração baseada em rituais que eram sombras das coisas que viriam. A igreja adora com base em realidades já consumadas. Por mais preciosas que fossem as sombras e figuras da antiga dispensação, o cristão tem o privilégio de se ocupar com a realidade para a qual as figuras apontavam: Cristo. “A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a realidade dos mesmos” (Hb 10:1). Em Cristo as sombras se tornaram realidade, o Espírito a revelou aos apóstolos e o crente agora pode contemplar esta realidade com os olhos da fé. “Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Co 4:18).

No Antigo Testamento as bênçãos eram condicionais e terrenas. Hoje Deus já “abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1:3) a todos os salvos pela fé em Jesus. A esperança dos israelitas estava na terra e a promessa para Israel era de ser um canal de bênção para todas as nações terrenas. A Igreja é a noiva do Cordeiro e todas as suas promessas e esperanças residem nos céus, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

Mas quando teria ocorrido essa mudança tão radical, isto é, quando foi que Deus deixou Israel de lado por um tempo para que o período da Igreja tivesse início? É disto que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#479 Chamados para fora



Leitura: Atos 15:13
Vídeo: http://youtu.be/b2W0oxBrs9E

Para se entender a Bíblia é preciso enxergar a diferença entre o modo de Deus tratar com Israel e com a Igreja. A antiga dispensação girava em torno de uma nação, Israel, enquanto a nova diz respeito ao corpo de Cristo, a Igreja. Nenhum outro povo havia recebido a Lei, mas apenas uma nação, Israel, por isso os privilégios da Lei eram destinados mais à nação do que ao indivíduo. Em tempos de ruína Deus tratava particularmente com indivíduos, mas sempre tendo em vista seu lugar numa nação eleita para habitar numa terra, Israel.

Na nova dispensação não existe qualquer característica nacional na Igreja. Ao contrário da Lei, que fora dada exclusivamente a um povo, o evangelho agora é pregado a todas as nações. A Igreja não é nacional e nem internacional ou mundial, mas é independente das nações. Ela é extranacional e chamada para fora do mundo. Por isso Atos 15:14 revela que Deus está tirando de entre as nações um povo para si: “Deus... visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome”. Repare que a passagem diz “dentre eles”, ou seja, a Igreja não é tampouco um agrupamento de gentios, mas de pessoas tiradas de entre gentios e judeus.

A igreja é um povo distinto e separado, e é neste sentido que Pedro a chama de “nação santa” (1 Pe 2:9). Hoje, ao olhar para o mundo, Deus vê três classes de pessoas: judeus, gentios e igreja. Por isso Paulo escreveu: “Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gentios, nem para a igreja de Deus” (1 Co 10:32). Pense na Igreja como um contêiner sendo preparado para exportação. Assim que for colocado nele o último item comprado por Cristo, o contêiner será despachado para o céu.

A Igreja é representada na Bíblia como “um rebanho”, “um corpo”, uma “casa espiritual”, um “sacerdócio santo” e também como uma “família” formada pelos filhos de Deus (Jo 10:16; 1 Co 12:13; 1 Pe 2:5; 1 Jo 2:13; 3:1). Ao contrário de Israel, iniciado com um povo, a Igreja começou com pessoas salvas em sua individualidade e que vão sendo acrescentadas ao corpo de Cristo, ao rebanho do verdadeiro Pastor, ao sacerdócio santo e à casa e família de Deus. Este caráter individual é representado por termos como “membros” do corpo de Cristo ou “pedras vivas” da casa de Deus. Mas Deus enxerga a Igreja como um só corpo.

Na Bíblia você nunca encontra a expressão “membro da igreja”. O salvo é membro do corpo de Cristo e é acrescentado a ele pelo próprio Senhor, e não pelo batismo ou por alguma organização. Apenas os salvos por Cristo, que tiveram seus pecados perdoados e foram selados com o Espírito Santo, são membros do corpo de Cristo. Você deve estar se perguntando: “Se a Igreja não é uma continuação de Israel, e sim um povo distinto, então o seu modo de adorar a Deus não deveria ser diferente?” Sim, e é disto que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.