"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#495 O dono da casa e o ladrao



Leitura: Lucas 12:39
Vídeo: http://youtu.be/3IBXlaj8wLw

Nos versículos 37 e 38 deste capítulo 12 de Lucas Jesus chama de “servos” aqueles que esperam por sua vinda iminente, mas a linguagem muda no versículo 39. Agora ele apresenta outro tipo, que chama de “dono da casa”, antes de exortar os discípulos a estarem preparados para sua vinda. Ele diz: “Entendam, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não permitiria que a sua casa fosse arrombada. Estejam também vocês preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que não o esperam” (Lc 12:39-40).

Em 1 Timóteo 3:15 Paulo chama o testemunho cristão de “casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade”. Porém em 2 Timóteo 2:20 aquela casa é vista em um estado de degradação como uma “grande casa” na qual “há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos”. O mesmo que os líderes do judaísmo fizeram com a casa de Deus de então, os cristãos fizeram com o a casa de Deus na atual dispensação. Em Lucas 19, enquanto expulsava os vendedores do Templo, Jesus dizia: “Está escrito: ‘A minha casa será casa de oração’; mas vocês fizeram dela um covil de ladrões” (Lc 19:46).

Por causa da volúpia por riquezas e poder, a imagem que o mundo tem hoje do cristianismo é muito diferente daquela encontrada nos primeiros cristãos. Neste capítulo Jesus diz que “onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lc 12:34), isto é, o tesouro é o imã que atrai o coração. Ao adotar para si as bênçãos terrenas que eram prometidas a Israel, a Igreja colocou o seu foco no acúmulo de tesouros terrenos. Não foram os pregadores do evangelho da prosperidade que inventaram isso, mas foi o comportamento adotado desde o terceiro século, quando os cristãos deixaram de ser perseguidos para se transformarem em perseguidores.

O patrimônio da cristandade é imenso, se somarmos as riquezas de suas organizações. Não é de admirar que, no último estágio do testemunho cristão no mundo, representado por “Laodicéia” em Apocalipse 3, ela se considera rica e bem suprida. Mas a opinião do Senhor é outra: “[Você] é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar” (Ap 3:17-18).

O caráter de “dono da casa”, usado pelo Senhor em sua parábola, cai muito bem para aqueles que apenas professam ser cristãos e também para a cristandade institucional. Para estes a vinda de Cristo será como a chegada inesperada de um ladrão e irá pegá-los de surpresa, causando a perda de tudo o que juntaram aqui.

Nos próximos 3 minutos conheça o vigilante que nunca fica ocioso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#494 Meia-noite



Leitura: Lucas 12:37-38
Vídeo: http://youtu.be/oIaCF3eWmrg

O capítulo 12 de Lucas nos exorta a vivermos na expectativa da vinda iminente de Jesus, justamente por não sabermos quando será. Ele diz: “Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes... Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar” (Lc 12:37-38). Em Marcos 13:35 ele fala das quatro vigílias usadas na época: “...à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo ou ao amanhecer”. Porém aqui apenas duas são mencionadas, a da “meia-noite” e a do “cantar do galo”, pois o assunto é sua vinda para os seus, e não para o mundo.

A vigília da “meia-noite” é mencionada na parábola das dez virgens, que nos fala da responsabilidade dos que levam o testemunho de Deus na terra, sejam genuínos ou falsos; com ou sem o azeite do Espírito. Mateus 25:6 diz que “À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima!’”. Este aviso a todas as virgens foi dado há cerca de duzentos anos, quando muitos cristãos voltaram a pregar que Jesus voltaria a qualquer momento para arrebatar sua Igreja.

A Teologia do Pacto, adotada até então por católicos e protestantes, não tinha qualquer preocupação com a vinda iminente de Jesus. Por considerar a Igreja como a legítima sucessora de Israel, portanto beneficiária das bênçãos terrenas prometidas àquele povo, durante séculos o foco da cristandade esteve em conquistar o mundo para a Igreja e não as pessoas para Cristo. O objetivo era preparar o mundo para Jesus poder vir reinar. Nessa visão não havia lugar para a ideia de Jesus vir buscar sua Igreja a fim de levá-la para o céu.

No século 19 foram restauradas algumas verdades das Escrituras que estavam perdidas sob o entulho de dogmas católicos e protestantes. Uma delas foi a posição singular da Igreja como algo totalmente novo, e não como sucessora de Israel. Ao contrário do Israel terreno, a Igreja teve sua origem no céu com a vinda do Espírito Santo do céu, e estava destinada a ser levada de volta para o céu com a retirada do Espírito deste mundo. Isto foi chamado de arrebatamento da Igreja, ou a vinda de Jesus para encontrar o seu povo nos ares, não no chão.

Portanto a partir do século 19 os cristãos voltaram a esperar por Jesus para tirá-los do mundo, não pela morte, mas no arrebatamento. A redescoberta desta verdade teve efeitos colaterais tanto na evangelização quanto na política mundial. Se Jesus podia voltar a qualquer momento era importante levar o evangelho o mais rápido possível a mais pessoas, e este sentimento impulsionou a evangelização dos povos pagãos. Além disso, o conhecimento de que a Igreja não era sucessora de Israel, e que a antiga nação ainda teria suas promessas realizadas, gerou um movimento em prol da volta dos judeus à sua terra.

Obviamente os que se consideravam “donos da casa” da cristandade não viam com bons olhos estas ideias, e é disto que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#493 O dia e a hora



Leitura: Lucas 12:37-38
Vídeo: http://youtu.be/K2VV70w6MJo

Ao contrário do que muitos falsos profetas têm feito, não encontramos na Bíblia qualquer autorização para determinar o momento exato da vinda de Jesus. Em Marcos 13:32 o Senhor diz: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai”. Por causa desta passagem alguns colocam em dúvida a divindade de Jesus. Se ele era Deus, como poderia desconhecer o dia e a hora de sua própria vinda?

Mas um versículo em João 15:15 indica que “o servo não sabe o que o seu senhor faz”, e era neste caráter que Jesus estava no mundo. Filipenses 2:6-7 diz que “Cristo Jesus... embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens”. Como Deus ele sabia, mas como servo não lhe era dado saber, principalmente se a finalidade fosse revelar isso a outros.

Atos 1:6-7, embora se referindo aos discípulos, ajuda a entender a competência que cada um tem conforme sua posição e autoridade. Ali diz: “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: ‘Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?’ Ele lhes respondeu: ‘Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade’”.

Com base nisto podemos dizer que a Jesus, o Filho, em seu caráter de Servo, não competia saber a data de sua vinda, pois tal conhecimento era da competência exclusiva do Pai. Se Jesus usasse de sua prerrogativa de ser Deus para revelar a data de sua vinda, estaria passando por cima da autoridade do Pai. Vemos que isto jamais aconteceria, pois ele próprio disse: “Desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:38).

Sua submissão ao Pai era tamanha que até aquilo que ele tinha poder para fazer preferiu deixar que o Pai fizesse. Em João 10:18, ao falar de sua morte e ressurreição, Jesus revela ter autoridade ou poder para entregar sua vida e voltar a tomá-la, isto é, ressuscitar. Ele diz: “Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem [ou mandato] recebi de meu Pai”. Todavia ele não fez uso desse poder, como Paulo revela: “Deus Pai... o ressuscitou dos mortos” (Gl 1:1).

Portanto qualquer especulação em torno de datas é querer passar por cima da autoridade do Pai. Mesmo assim, temos indícios de que estamos nos últimos dias pois vemos o testemunho de Deus no mundo se deteriorando, e esta sempre foi uma característica de mudança de era ou dispensação. Sempre que Deus confia ao homem alguma responsabilidade as coisas começam bem e terminam mal.

Nos próximos 3 minutos saiba como foi restaurada a expectativa da volta de Jesus e quais foram suas consequências.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#492 Servo ou Juiz?



Leitura: Lucas 12:37
Vídeo: http://youtu.be/JyvMKRrt6uU

Se você já foi salvo por Cristo deve viver agora como um servo que aguarda ansioso pela volta de seu Senhor. Para os seus ele voltará para servi-los. Ele diz: “Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los” (Lc 12:37). “Ele se vestirá para servir” indica uma roupagem que nada tem a ver com a roupa de um juiz, que é como ele virá vestido para o mundo em geral.

Em Apocalipse 1:13-17, João descreve as vestes de Jesus em seu caráter de um juiz severo, e elas nada tem a ver com este manso Senhor que volta como se fosse um garçom para acomodar os seus confortavelmente reclinados à mesa e servi-los. O caráter do Senhor como o Juiz que virá para julgar o mundo pode ser visto no capítulo 1 de Apocalipse quando o Senhor apareceu ao apóstolo João numa roupagem de meter medo.

Ele trazia “uma veste que chegava aos seus pés”, semelhante à toga que vemos os juízes usarem nos tribunais. Também “um cinturão de ouro ao redor do peito” simbolizando a justiça e fidelidade com que ele julga, como em Isaías 11:5, que diz: “A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão”. “Sua cabeça e seus cabelos... brancos como a lã” representam sua eternidade, além da experiência e sabedoria de um ancião, como ele é visto também em Daniel 7:9.

“Seus olhos... como chama de fogo” nos falam de um conhecimento perfeito, de um discernimento infalível e de um escrutínio profundo. Você ficaria à vontade diante de alguém com olhos de fogo? “Seus pés... como o bronze numa fornalha ardente” mostram sua função judicial, pois o fogo prova todas as coisas. Sua voz é como “o som de muitas águas”. Será que alguém conseguiria se fazer ouvir diante do bramido das poderosas ondas do mar?

Em Gênesis vemos que os astros e estrelas foram criados para governar, e é o que representam as “sete estrelas” que Jesus tem na mão direita. Todo o governo está em suas mãos, a quem pertence todo poder, controle e honra. A “espada afiada de dois gumes”, que João vê sair de sua boca, é a Palavra de Deus, pela qual todos serão julgados. Finalmente, sua face “como o sol quando brilha em todo o seu fulgor” revela a glória da sua divindade (Ap 1:13-17).

Felizmente não será esta a visão que os salvos terão de seu Senhor. Para estes, como diz nosso capítulo em Lucas, ele virá vestido para servir e dar descanso. Obviamente o apóstolo João estava salvo quando Jesus lhe apareceu numa visão apenas para mostrar como virá para o mundo. Mesmo assim, para tranquilizar João, ele colocou sua mão direita sobre o apóstolo e disse: “Não tenha medo”.

E você, como espera por Jesus? Ansioso que ele volte para você ser servido por ele, ou aterrorizado pela expectativa de ele voltar para você ser julgado?

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#491 Imediatamente



Leitura: Lucas 12:35-36
Vídeo: http://youtu.be/07wdlSWlmBI

Nem todo cristão percebe as consequências das distorções causadas pela Teologia do Pacto. Durante séculos a Igreja, que deveria viver como estrangeira neste mundo e em constante expectativa pela vinda do Noivo, achou-se no direito de reivindicar para si as promessas feitas por Deus a Israel no Antigo Testamento. Assim os judeus foram perseguidos de forma implacável por aqueles que estavam de olho em seu espólio ou eram simplesmente levados pelas ideias vigentes na época. Se você estudou história aprendeu que não foram apenas os Papas, mas também reformadores como Lutero e Calvino que perseguiram judeus.

Mais recentemente pregadores inescrupulosos passaram a oferecer à Igreja as bênçãos terrenas prometidas originalmente a Israel. A Teologia da Prosperidade é um dos subprodutos da Teologia do Pacto. Portanto, se você acreditava que não importa muito adotar uma ou outra visão -- Dispensacionalismo ou Teologia do Pacto -- é melhor reconsiderar. Sua escolha determinará se no topo da lista das coisas que você espera para qualquer momento está encontrar-se com o Senhor nos ares ou os eventos que virão após o arrebatamento da igreja.

Dentro da visão dispensacionalista, que é a que eu acredito ser a correta, o Senhor pode voltar neste exato momento para ressuscitar a todos os que morreram em Cristo e arrebatar sua Igreja para o céu. Paulo explica isto em 1 Tessalonicenses 4, incluindo-se entre os que em seu tempo já aguardavam pelo Senhor: “Pois... o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, [nós] os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim [nós] estaremos com o Senhor para sempre” (1 Ts 4:16-17).

Depois do arrebatamento virão três anos e meio chamados de “início das dores” seguido pela manifestação do anticristo e pela “grande tribulação” (Mt 24:8, 21). Só depois é que Cristo se manifestará ao mundo, vindo do céu com todos os que foram levados para lá sete anos antes. Nessa ocasião ele virá para julgar as nações e estabelecer o seu Reino de mil anos literais na terra. Nela habitarão israelitas e gentios convertidos após o arrebatamento da Igreja. Enquanto isso, a Igreja, a noiva do Cordeiro, estará com Cristo no céu reinando sobre a terra.

Portanto, se você espera pelo estabelecimento do Reino no mundo, não está esperando pela volta iminente do Senhor, já que há muitos eventos que precisam ocorrer antes de Cristo vir reinar. Todavia, o Senhor deseja que sejamos “como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente” (Lc 12:36). “Imediatamente”, é o que ele diz. Quer um conselho? Não deixe para esperar para amanhã o que pode esperar para hoje.

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#490 O que voce espera?



Leitura: Lucas 12:35-36
Vídeo: http://youtu.be/WZ1J7_FWqOs

“Estejam cingidos os lombos de vocês, e acesas as suas candeias”, diz o Senhor no versículo 35 do capítulo 12 de Lucas. Deus disse o mesmo aos israelitas, prestes a saírem do Egito. Eles também deviam ter os “lombos cingidos”, uma corda amarrada à cintura para não tropeçarem nas bordas das longas vestes ao caminharem rápido. Ter uma candeia acesa significa estar preparado, pois só quem tem azeite não é pego de surpresa. É na expectativa de sua vinda iminente para nos tirar daqui que o Senhor quer que vivamos. Mas infelizmente não é a volta do Senhor a qualquer momento que alguns cristãos esperam.

Quando o assunto é profecia, existem basicamente duas correntes de interpretação das Escrituras: Dispensacionalismo e Teologia do Pacto. A primeira crê numa interpretação literal das profecias, portanto onde você lê "Israel" é Israel mesmo, o povo terreno de Deus e descendente de Jacó. Esta corrente de interpretação crê que todas as promessas de Deus feitas a Israel no Antigo Testamento ainda se cumprirão para Israel no futuro, apesar de terem sido suspensas por um intervalo que já passa de dois mil anos.

O dispensacionalismo acredita ainda que a Igreja é um povo distinto de Israel e só veio a existir a partir do capítulo 2 do livro de Atos. Ao contrário de Israel, Deus não deu à Igreja qualquer promessa ou esperança aqui no mundo, mas só nos céus. Os cristãos, que formam a igreja, o corpo de Cristo, deveriam viver na expectativa da volta do Senhor a qualquer momento para arrebatá-los daqui. Seu destino não é viver na terra, mas nos céus.

A maioria das religiões cristãs fundamentalistas católicas e protestantes não veem assim, pois seguem a Teologia do Pacto. Seus seguidores não esperam pela volta do Senhor a qualquer momento para serem arrebatados ao céu e se encontrarem com ele nos ares. Ao contrário, esperam por sua vinda para reinar na terra e estão ocupados com os acontecimentos deste mundo, já que muitas profecias ainda precisam se cumprir antes de Cristo vir reinar. Além disso, para a Teologia do Pacto o reino de mil anos que é citado várias vezes no capítulo 20 de Apocalipse seria apenas simbólico, e não um período definido de tempo.

A mesma Teologia do Pacto ensina que os cristãos devem evangelizar todos os habitantes do planeta antes que o Senhor possa voltar, condicionando a volta de Cristo ao trabalho dos cristãos. Uma das vertentes da Teologia do Pacto é a Teologia do Domínio, a mesma adotada pelo catolicismo romano nas Cruzadas e por países protestantes expansionistas, como Inglaterra e Estados Unidos. A ideia que estes têm de cristianizar o mundo é melhorá-lo e prepará-lo para Cristo vir reinar. Alguns cristãos fazem isto através do evangelismo, outros pela política, e outros, como os da Teologia do Domínio, pela força das armas.

Se você crê na Teologia do Pacto, nos próximos três minutos irá querer se apossar de tudo o que Deus prometeu, não para a Igreja, mas para Israel.

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#489 Onde esta o seu tesouro?



Leitura: Lucas 12:32-34
Vídeo: http://youtu.be/Ge5OWdSvhDQ

Você recebe uma grande soma em dinheiro e sua preocupação é correr depositá-lo no banco sem ser assaltado no caminho. Então você reparte as notas em maços e os distribui pelos bolsos, por dentro da roupa e até nas meias. Mesmo assim você fica preocupado. E se algum assaltante perceber seu olhar inquieto? E se você desmaiar no caminho ou sofrer um acidente? Ser levado a um pronto-socorro inconsciente e de bolsos cheios não é exatamente o que você gostaria que acontecesse. Quem irá garantir que seu dinheiro não desaparecerá?

Se você pudesse despachar tudo para o banco, sem precisar andar por aí recheado de notas, certamente faria isso. Assim teria a garantia de poder usar seu tesouro quando precisasse, sem correr o risco de perdê-lo. Jesus diz: “Vendam o que têm e deem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lc 12:33-34). O cristão é o único que pode realmente agir assim, pois quando compartilha do que tem não está gastando, mas guardando.

Mas qual é verdadeiramente o tesouro do crente? Serão seus bens, sua carreira ou posição na sociedade? O apóstolo Paulo pertencia à nata da sociedade de sua época, mas depois de convertido a Cristo passou a enxergar tudo o que era e possuía com outros olhos. Veja o que ele diz: “O que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Fp 3:7-8).

Jesus tranquiliza os discípulos, dizendo: “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino” (Lc 12:32). Ser pequeno -- em força, tamanho ou capacidade -- não é uma vantagem neste mundo selvagem onde impera a lei do mais forte, mas é isto o que diferencia o cristão do incrédulo. Quando lemos a história de Sansão aprendemos que ninguém sabia de onde vinha sua força, pois ele devia ser um homem comum, e não um gigante musculoso. Os que seguem a Cristo encontram sua força somente naquele que revelou a Paulo que o seu “poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Ao que o apóstolo concluiu: “Quando sou fraco é que sou forte” (2 Co 12:9-10).

Neste momento de nosso capítulo 12 de Lucas o reino ainda não tinha sido manifestado. O reino estava entre os discípulos, pois o Rei estava ali, mas ele ainda seria rejeitado e voltaria ao céu, o lugar de origem do reino. Um dia Jesus viria para estabelecer seu reino de forma visível e seus discípulos reinariam com ele. É desta expectativa, e de como os discípulos deveriam viver neste mundo, que Jesus fala nos próximos 3 minutos.

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#488 Bem nascido



Leitura: Lucas 12:31-32
Vídeo: http://youtu.be/jWij0Sud7NE

No versículo 31 deste capítulo 12 de Lucas, Jesus diz aos discípulos: “Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas”, mas no versículo 32 ele diz: “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino” (Lc 12:31-32). Seria uma contradição? O versículo 31 nos diz para buscarmos o Reino, enquanto o 32 nos diz para não nos preocuparmos, pois o Pai quer nos dar o Reino. Devo buscar ou esperar receber? As duas coisas.

Veja que neste capítulo o Senhor já vinha preparando os discípulos para viverem simultaneamente duas realidades: a presente e a futura, ainda a ser manifestada. O versículo 32 estabelece o fato de que o crente já é “rico para com Deus” (Lc 12:21), pois seu Pai quer lhe dar o Reino. Ele não precisa invejar o que os outros têm ou cobiçar o que nunca teve, pois sabe que vive duas realidades: uma que é presente e passageira, e outra que é futura e permanente.

Imagine que você seja um garotinho bem-nascido, filho de um rico industrial. Você sabe que irá herdar a indústria de seu pai e toda a sua fortuna quando chegar a hora. Mas enquanto é pequeno, você ainda não está na direção da empresa, não tem um carro de luxo ou avião particular, e nem é dono daquele time de futebol que seu pai comprou. Você se contenta em brincar com um carrinho e um aviãozinho de brinquedo, e a jogar bola com seus amiguinhos.

Como você deveria agir se fosse esse garotinho? Será que invejaria o carrinho ou o aviãozinho do amigo? Não, pois quando chegasse a hora você estaria dirigindo uma Ferrari e viajando de jato executivo. Acaso você brigaria com seus colegas por causa de um bate-bola depois da aula? Não, pois saberia que um dia seria dono de um time campeão. Você não iria se preocupar com um joguinho qualquer. O que você faria se encontrasse um garotinho pobre e sem brinquedos? Você abriria mão dos seus por saber que seu pai lhe daria outros quando pedisse. Não ficaria apegado aos brinquedos de hoje, mas teria um comportamento compatível com a posição que iria ocupar amanhã.

Aquele garotinho ainda não é o rico industrial que será, mas se for inteligente aproveitará sua infância para brincar de “dono de indústria”, se inteirando dos negócios de seu pai e se comportando de modo compatível com sua herança. Assim deve ser o cristão, diferente do incrédulo que só pode contar com os brinquedos que tem aqui. O cristão vive segundo a moral do Reino, e não do mundo. Seu caráter aqui deve compatível com sua herança futura. Seus investimentos devem ter por objetivo um “tesouro no céu” (Mt 19:21). Vivendo nessa expectativa ele é capaz de abrir mão dos brinquedos de hoje porque sabe que seu Pai poderá prover estes e muito mais amanhã. E é de investimentos futuros que falaremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.