"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#504 Encurvados



Leitura: Lucas 13:10-17
Vídeo: http://youtu.be/6IkQmFXYhII

No episódio anterior Jesus usou de uma parábola para decretar o fim do judaísmo. Visto profeticamente, este episódio revela que no futuro ele irá curar um remanescente de Israel de sua condição arruinada. “Certo sábado Jesus estava ensinando numa das sinagogas, e ali estava uma mulher que tinha um espírito que a mantinha doente havia dezoito anos. Ela andava encurvada e de forma alguma podia endireitar-se. Ao vê-la, Jesus chamou-a à frente e lhe disse: ‘Mulher, você está livre da sua doença’. Então lhe impôs as mãos; e imediatamente ela se endireitou, e louvava a Deus” (Lc 13:10-13).

O contexto do capítulo fala dos judeus rejeitando seu Messias, portanto não fica difícil identificar o que representa esta mulher. Em Romanos 10:11 Paulo cita uma profecia a respeito de Israel: “Suas costas fiquem encurvadas para sempre”. O Senhor chama a mulher de “filha de Abraão” (Lc 13:16). Em Gálatas 3:7 diz que “os que são da fé, estes é que são filhos de Abraão”. Apesar de sua fé genuína ela sofria as consequências do pecado e do estado geral de incredulidade de sua nação, do mesmo modo como todo verdadeiro crente no Senhor Jesus hoje sofre por causa da apostasia que vai tomando conta da cristandade.

O Senhor diz que “Satanás a mantinha presa”, revelando sob o jugo de quem os judeus haviam se colocado. A indignação do dirigente da sinagoga pela cura ter sido no sábado não tinha fundamento, pois Levítico 23:7 proibia os israelitas apenas de executarem “trabalho servil” no sábado, isto é, aquele feito com finalidade de salário ou lucro. Mas o líder da sinagoga insiste: “Há seis dias em que se deve trabalhar. Venham para ser curados nesses dias, e não no sábado” (Lc 13:14). Ele diz isso como se pudesse curar nos outros dias da semana. Se pudesse, ela não estaria ali esperando há dezoito anos.

Jesus repreende os judeus: “Hipócritas! Cada um de vocês não desamarra no sábado o seu boi ou jumento do estábulo e o leva dali para dar-lhe água? Então, esta mulher, uma filha de Abraão a quem Satanás mantinha presa por dezoito longos anos, não deveria no dia de sábado ser libertada daquilo que a prendia?” (Lc 13:15-16). Eles tinham misericórdia de seus animais que davam lucro, mas não tinham escrúpulos em preferir que a mulher continuasse vivendo naquela condição. A ironia de tudo isso é que, enquanto os religiosos judeus reclamavam do Senhor, a mulher “louvava a Deus” (Lc 13:13).

A libertação dela é completa, assim como será completa a libertação de Israel no futuro. Seu corpo ficou ereto e ela deixou de olhar só para a terra e foi capaz de olhar para o céu. Ela estava livre do peso da Lei e dos grilhões de Satanás e o resultado foi glória e louvor. Assim teria acontecido com os judeus se tivessem recebido seu Messias. Mas a incredulidade os mantinha encurvados e incapazes de ver e entender as coisas do céu, e é também a incredulidade que mantêm ainda hoje muitos encurvados sob o jugo da religião, da Lei e de Satanás.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#503 O fim do judaismo



Leitura: Lucas 13:6-9
Vídeo: http://youtu.be/r_uM-4nM3tA

Após denunciar o orgulho individual de alguns judeus, que se consideravam melhores que os outros, Jesus revela o orgulho nacional do povo usando de uma parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra? ’ Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’” (Lc 13:6-9).

Se você quiser entender o Novo Testamento deve ter sempre em mente o que João diz sobre Jesus em seu evangelho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:11-12). Repare que o primeiro advento ou vinda de Jesus tem duas etapas. Primeiro, ele veio para o que era seu, isto é, os judeus. Como os seus não o receberam, ele passou a tratar com judeus e gentios que o receberam pela fé, fazendo deles filhos de Deus.

Portanto, ao ler os evangelhos, pergunte sempre: “O que isto tem a ver com os judeus?”. Somente depois é que você deve tentar identificar se existe algo que possa ser aplicado de forma direta ou indireta a você. Vemos que este capítulo está claramente relacionado aos judeus. Se perguntarmos ao profeta Isaías que vinha ou fazenda é esta, e o que significa a planta figueira, teremos a resposta: “A vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a planta que ele amava” (Is 5:7).

Durante tempo suficiente -- os três anos mencionados na parábola -- Deus procurou fruto em sua vinha, Israel, e não encontrou. Depois que a nação foi dividida tudo o que sobrou foi um pequeno remanescente -- Judá e Benjamim -- que voltou a Jerusalém para reconstruir a cidade e o Templo. Estes são os judeus e, como a figueira da parábola, representam a planta que devia ter dado fruto, porém não deu. Deus mandou que a figueira fosse cortada, isto é, que fosse dado um fim naquele testemunho. Porém um intercessor suplica: “Deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a” (Lc 13:8-9).

O que intercede é o próprio Senhor Jesus e este “mais um ano” representa o tempo de seu ministério entre os judeus. Apesar dar à figueira todas as condições para que desse fruto, isto não aconteceu e ela acabaria sendo cortada totalmente no ano 70 D.C. quando o Templo de Jerusalém foi destruído e o judaísmo se transformou em mera recordação. Os judeus que hoje existem não podem praticar sua religião sem o Templo e sem sacrifícios, por isso mantêm apenas uma casca ou aparência daquilo que era no passado. Mas o recado de Jesus aos judeus não termina aí, como veremos nos próximos 3 minutos.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#502 Todos iguais



Leitura: Lucas 13:1-5
Vídeo: http://youtu.be/nlRLKIDRGZE

O capítulo 12 do Evangelho de Lucas terminou com o fracasso dos judeus em discernir o tempo da chegada do Messias. Agora o capítulo 13 revela o orgulho individual e nacional do povo. Se você for um dos que acham que quando algo vai mal a alguém isso é porque a pessoa fez algo de errado, o que Jesus diz serve para você. E para mim também, pois não existe um ser humano que não goste de apontar o dedo para as falhas dos outros para desviar a atenção de si mesmo.

Os judeus vão a Jesus contar dos galileus aos quais Pilatos teria mandado matar enquanto ofereciam sacrifícios a Deus. A intenção deles é maliciosa, e Jesus percebe isso. Os habitantes da Judeia não toleravam os da Galileia e os consideravam inferiores. O comentário de Natanael no Evangelho de João sobre Nazaré, cidade da Galileia, revela a opinião comum na Judeia. Quando Filipe avisou Natanael que tinha encontrado Jesus de Nazaré, cidade da Galileia, sua reação foi: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (Jo 1:46).

Jesus não se limita a comentar o caso dos galileus, mas acrescenta outro também trágico: o desmoronamento de uma torre em Siloé que causou a morte de dezoito pessoas. Aquele que sonda os corações certamente sabe o que se passa no interior daqueles judeus orgulhosos de seu território, e por isso mostra que os habitantes da Galileia eram tão pecadores quanto os da Judeia:

“Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão" (Lc 13:1-5).

Ao invés de pensarem na crueldade de Pilatos provavelmente eles estavam levantando suspeitas sobre a conduta das vítimas. No judaísmo, que era um sistema religioso de causa e efeito, bênção e prosperidade eram prometidas como recompensa para a obediência, enquanto para os desobedientes sobravam as adversidades, doenças e morte. Mas Jesus ensina algo que vai muito além do pensamento judeu: aos olhos de Deus, todos -- absolutamente todos -- são igualmente culpados e merecem morrer, a menos que se arrependam.

A carta aos Romanos diz que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus... assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 3:23; 5:12). Você já se enxergou nesse “todos” ou será que é como os da Judeia que se achavam menos culpados que os da Galileia?

Nos próximos 3 minutos Jesus decreta o fim do judaísmo.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#501 Saber julgar



Leitura: Lucas 12:57-59
Vídeo: http://youtu.be/smxQXuTv2AQ

Os versículos finais de Lucas 12 são uma consequência da incapacidade dos judeus de “interpretarem o tempo presente” (Lc 12:56). A rejeição do Messias já era evidente quando ele veio ao mundo e Maria “o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2:7). Ao ser expulso do mundo Jesus sofreu “fora das portas da cidade” (Hb 13:12). Porém, mesmo em meio à rejeição generalizada, um remanescente ainda seguia a Jesus e sofria a rejeição dos religiosos. Eles podiam ser encontrados dentro da grande massa do testemunho judaico, mas separados do mal que havia ali.

Do mesmo modo como foi excluído de entre os judeus na vida e na morte, o Senhor ocupa hoje um lugar fora do cristianismo institucional, apesar de o Espírito Santo habitar individualmente no coração de todo verdadeiro salvo por Jesus. A história do judaísmo se repetirá com a cristandade apóstata. Em Apocalipse ela é chamada de “Babilônia” e irá perseguir o remanescente de judeus que se converterá após o arrebatamento da Igreja. Judeus e gentios convertidos habitarão a terra durante o reinado de mil anos de Cristo. A exortação para os que têm qualquer associação com “Babilônia” é: “Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados” (Ap 18:4).

Enquanto os judeus se opunham à verdade, a cristandade apóstata corrompe a verdade, o que é pior. A ordem é sair dela para evitar a contaminação. Um dos princípios na Palavra de Deus é que o mal contamina pelo simples contato. Em Ageu 2:13 o profeta pergunta: “‘Se alguém levar carne consagrada na borda de suas vestes, e com ela tocar num pão, ou em algo cozido, ou em vinho, ou em azeite ou em qualquer comida, isso ficará consagrado?’ Os sacerdotes responderam: ‘Não’. Em seguida perguntou Ageu: ‘Se alguém ficar impuro por tocar num cadáver e depois tocar em alguma dessas coisas, ela ficará impura?’ ‘Sim’, responderam os sacerdotes, ‘ficará impura’”. Judas usa a expressão “odiando até a roupa contaminada pela carne” (Jd 1:23) para nos alertar do perigo da contaminação por contato.

Não cabe ao cristão decidir quem é ou não salvo por Cristo, pois “o Senhor conhece quem lhe pertence”. Sua responsabilidade é julgar o mal e apartar-se. Paulo escreve: “Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (1 Tm 2:19). Por não saberem julgar ou “interpretar o tempo presente” Jesus repreende os judeus usando de um exemplo que mostra a importância de se saber julgar, falando de coisas que todos nós tememos ter de enfrentar, como “magistrado”, “juiz”, “oficial de justiça” e “prisão”. Ele diz: “Por que vocês não julgam por si mesmos o que é justo? Quando algum de vocês estiver indo com seu adversário para o magistrado, faça tudo para se reconciliar com ele no caminho; para que ele não o arraste ao juiz, o juiz o entregue ao oficial de justiça, e o oficial de justiça o jogue na prisão. Eu lhe digo que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo” (Lc 12:57-59).


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#500 Compre colirio



Leitura: Lucas 12:54-56
Vídeo: http://youtu.be/_S9vjQDhtlk

Um pouco antes Jesus alertava os discípulos da rejeição que sofreriam por segui-lo. Agora ele fala às multidões, uma mescla de judeus crentes e incrédulos: “Quando vocês veem uma nuvem se levantando no ocidente, logo dizem: ‘Vai chover’, e assim acontece. E quando sopra o vento sul, vocês dizem: ‘Vai fazer calor’, e assim ocorre. Hipócritas! Vocês sabem interpretar o aspecto da terra e do céu. Como não sabem interpretar o tempo presente?” (Lc 12:54-56).

Eles eram capazes de julgar os sinais do clima físico, mas não o clima espiritual; viam as nuvens e a chuva, mas estavam cegos para interpretar o “tempo presente”. O juízo estava prestes a vir sobre a nação que levava o testemunho de Deus na terra. Logo depois Jesus diria do Templo: “Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitaria” (Lc 19:44). Esse tempo era o momento da visita do “Emanuel”, nome usado para anunciar o nascimento de Jesus e que significava “Deus conosco”.

Durante séculos o povo esperou pelo Messias e agora o rejeitavam por ele não se encaixar em seus planos. Orgulhosos de sua religião, os judeus estavam cegos para sua própria degradação e ruína. Em outra ocasião eles diriam: “Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém” (Jo 8:33). Eles sequer percebiam que estavam sob o jugo do invasor romano e trabalhavam para o sustento do inimigo. A história se repetiria quando o sistema religioso cristão, batizado profeticamente de “Babilônia”, passasse a se vender como uma prostituta. “Os reis da terra se prostituíram com ela; à custa do seu luxo excessivo os negociantes da terra se enriqueceram” (Ap 18:3).

Assim como aconteceu com Israel, a Igreja falhou miseravelmente como um testemunho de Deus na terra. Dos ricos palácios do Vaticano aos pregadores de prosperidade da TV, passando pelas articulações políticas do protestantismo fundamentalista, tudo na cristandade cheira ao mundano. Ela vive exatamente da mesma maneira que os judeus dos tempos de Jesus: no mundo e para o mundo. Algumas frases das cartas às sete igrejas de Apocalipse resumem a mensagem que Jesus tem para a Igreja hoje: “Sei onde você habita, onde está o trono de Satanás... você tem fama de estar viva, mas está morta... porque você é morna, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-la da minha boca... [você] é miserável, digna de compaixão, pobre, cega e nua.” (Ap 2:13, 3:1, 16-17).

E você? Qual é a sua percepção do testemunho cristão no mundo? Acredita mesmo que está tudo bem e cada vez melhor? Então a receita é a mesma de Apocalipse 3:18: “Compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar”. O lugar que Jesus ocupa hoje, em relação à cristandade, é do lado de fora. Por isso, na continuação, ele diz aos que individualmente querem manter comunhão com ele fora do arraial religioso: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Ap 3:20).


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#499 Rejeicao



Leitura: Lucas 12:49-53
Vídeo: http://youtu.be/9BhUkFsn9n4

Jesus agora fala de sua rejeição: “Vim trazer fogo à terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Mas tenho que passar por um batismo, e como estou angustiado até que ele se realize! Vocês pensam que vim trazer paz à terra? Não, eu lhes digo. Pelo contrário, vim trazer divisão! De agora em diante haverá cinco numa família divididos uns contra os outros: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra mãe, sogra contra nora e nora contra sogra” (Lc 12:49-53).

Se você achou que ao se converter a Cristo a vida seria tranquila já deve ter percebido que não é bem assim. Quando os anjos anunciaram a chegada de Jesus, eles proclamaram: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2:14). Teria havido paz se Jesus não fosse rejeitado, mas ele foi. Sua encarnação trouxe fogo à terra, e tão logo nasceu os homens já queriam matá-lo. Sua vida santa era demais para eles suportarem. “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas” (Jo 3:19-20).

Enquanto Jesus andou aqui, o juízo de Deus se manifestava pelo fogo que queimava as consciências. Ainda não era a hora de o fogo literal do juízo de Deus ser derramado sobre a humanidade culpada. “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele... Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens” (Jo 3:17; 2 Co 5:19).

Jesus diz que tem ainda que passar por um “batismo”, que seria a sua morte na cruz recebendo sobre si o fogo do juízo de Deus por causa do pecado. “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12:24). Jesus morreu, ressuscitou e subiu à glória, consumando assim a obra que o Pai lhe tinha dado. Enquanto andou aqui sua presença acendeu o fogo do juízo; na cruz o fogo caiu sobre si e, por substituição, sobre todo aquele que crê. Para o incrédulo resta a perspectiva futura do fogo eterno.

Todavia o fogo da presença de Jesus continua no mundo, agora por intermédio dos que foram salvos por ele e são rejeitados à semelhança de sua rejeição. A simples presença de Jesus no mundo incomodava, e agora a simples presença do crente incomoda. Casais são separados, famílias são divididas e amigos se tornam inimigos por causa do ódio natural que o homem tem contra Cristo. Assim como nos dias de Jesus foram os religiosos do judaísmo os seus maiores opositores, à medida que a cristandade caminha para a apostasia a oposição à verdade virá cada vez mais dos que professam ser cristãos.

Nos próximos 3 minutos os judeus são incapazes de fazer a previsão do tempo.

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#498 Responsabilidade



Leitura: Lucas 12:47-48
Vídeo: http://youtu.be/htY2bbRPAL8

O versículo 47 diz: “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza, receberá muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:47).

Se para o crente há uma diferença nas recompensas que receberá no céu, para o incrédulo haverá uma variedade de condenações no lago de fogo. Se você foi batizado em nome de Jesus e o chama de Senhor, mesmo sem ser convertido de verdade, você pertence à esfera da responsabilidade cristã e está sujeito a uma condenação mais severa que a do aborígene que nunca ouviu falar de Jesus.

É claro que no final todos os incrédulos -- cristãos nominais ou não -- irão para o mesmo lago de fogo, mas o grau de punição dependerá da responsabilidade de cada um. Mesmo o pagão, que recebeu naturalmente de Deus um testemunho por meio da Criação e de sua própria consciência, será avaliado desta forma “no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo” (Rm 21:16).

Existe até uma diferença geográfica no tratamento que Deus dará aos povos no futuro reino de mil anos de Cristo. Ele abençoará as nações que hoje não são cristãs e transformará em deserto os territórios dos povos que conheceram a verdade. Você entenderá melhor isto se considerar que o livro de Apocalipse identifica a futura “Babilônia” como a falsa cristandade -- aquela que deveria ser noiva, mas surpreende o apóstolo João ao surgir como meretriz.

João diz: “Vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas de Jesus. Quando a vi, fiquei muito admirado” (Ap 17:6). Assim como no passado o sistema católico -- e mais tarde o protestante -- perseguiu e matou cristãos genuínos por não se sujeitarem, a cristandade apóstata que após o arrebatamento crerá no anticristo irá perseguir o remanescente judeu que se converterá em tempos de grande tribulação.

As referências proféticas a “Babilônia” mostram que as terras onde o cristianismo floresceu, como Europa e suas colônias, ficarão desoladas no reinado de Cristo. O profeta Isaías diz: “Nunca mais será repovoada nem habitada, de geração em geração... Mas as criaturas do deserto lá estarão, e as suas casas se encherão de chacais; nela habitarão corujas e saltarão bodes selvagens. As hienas uivarão em suas fortalezas, e os chacais em seus luxuosos palácios. O tempo dela está terminando, e os seus dias não serão prolongados” (Is 13:20-23).

Nos próximos 3 minutos Jesus acende um fogo.

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#497 Comer, rezar e amar?



Leitura: Lucas 12:45-46
Vídeo: http://youtu.be/V_JOW8kpdec

Por três vezes neste capítulo Jesus falar de comer, beber e alegrar-se. A primeira, no versículo 19, expressa o desejo do fazendeiro rico, que quer aumentar seus celeiros para garantir uma vida sossegada. Ele diz a si mesmo “coma, beba e alegre-se” (Lc 12:19), sem saber que irá morrer. Ele quer assegurar uma aposentadoria feliz, o que é perfeitamente lícito. O problema está em excluir Deus de seus planos e confiar em sua própria capacidade. Ele pode até ser um bom cidadão, que cuida de sua família, gera empregos e faz caridade, mas Jesus o chama de “louco” ou “insensato”. Por quê?

Porque loucos são os que “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível... Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador” (Rm 1:21-25).

Embora Romanos 1:21-25 esteja falando dos pagãos, a descrição serve para todos os que idolatram a capacidade humana e vivem em função das coisas criadas. Nesta classe estão os céticos, ateus, humanistas, racionalistas, hedonistas ou quem quer que viva uma vida de indiferença para com Deus, ainda que seja politicamente correto e se preocupe com o ser humano, a comunidade e a salvação do planeta. Alguns acrescentam ao seu humanismo uma pitada de espiritualidade e vivem a vida apenas para comer, rezar e amar.

No versículo 37 de Lucas 12 é a vez dos verdadeiros servos desfrutarem por graça aquilo que o rico buscou obter pelo esforço. Destes, Jesus diz: “Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los” (Lc 12:37). Existe um tempo de descanso, satisfação e alegria para quem crê em Jesus e espera por ele. Mesmo que passe por dificuldades e necessidades nesta vida, ele comerá, beberá e se alegrará quando for servido pelo próprio Senhor.

A próxima passagem sobre comer, beber e alegrar-se é a do falso servo no versículo 45. Ali diz: “‘Meu senhor se demora a voltar’, e então começa a bater nos servos e nas servas, a comer, a beber e a embriagar-se.” (Lc 12:45). Este é o religioso que nunca se converteu, mas chama Jesus de Senhor. Ele não liga para a vinda de Cristo e é pior que o ímpio, que quer apenas comer, beber e se divertir. Ele quer embriagar-se, e é o que acontece com quem detém o poder religioso. Como um ébrio insensível, ele não tem escrúpulos em massacrar as ovelhas que apascenta. Mas sua sentença é clara: “O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe, e o punirá severamente e lhe dará um lugar com os infiéis” (Lc 12:47). Ou seja, o seu destino é o lago de fogo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#496 Vigilantes e ocupados



Leitura: Lucas 12:40-44
Vídeo: http://youtu.be/gxx11GZV13s

A lição deste capítulo 12 de Lucas continua mostrando que não estamos aqui apenas esperando pela vinda do Senhor, mas vigiando e trabalhando. Um vigia não pode cochilar, caso contrário é pego de surpresa. Além da admoestação para vigiarmos (Lc 12:37) existem outras características daquele que realmente vive na expectativa de encontrar-se com Jesus a qualquer momento. Ele diz:

“Estejam também vocês preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que não o esperam... Quem é, pois, o administrador fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega dos seus servos, para lhes dar sua porção de alimento no tempo devido? Feliz o servo a quem o seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar. Garanto-lhes que ele o encarregará de todos os seus bens” (Lc 12:40-44). Portanto, devemos estar preparados, isto é, sempre prontos, pois não sabemos quando o Senhor virá nos buscar. Se você depende da carona de seu amigo que vai passar em sua casa para pegá-lo, o que você faz? Deixa para se aprontar quando seu amigo estiver buzinando no portão ou fica de prontidão?

Deus avisou os israelitas no Egito que deviam se aprontar para sair dali imediatamente após comerem o cordeiro assado no fogo -- uma figura de Cristo sacrificado em lugar do pecador. Deus disse a eles: “Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente” (Êx 12:11). Não sei se existe outro lugar na Bíblia que mostre tamanho senso de urgência. Afinal, você consegue imaginar pessoas comendo com uma mão e segurando um cajado na outra?

Outra exortação para aquele que espera é que seja como um “administrador fiel e sensato”, encarregado de alimentar e cuidar daqueles que o seu Senhor colocou sob sua responsabilidade. Mas como alimentar outros com a Palavra de Deus se nós mesmos não nos alimentarmos dela todos os dias? E se não soubermos administrar o que temos nesta vida, como iremos administrar as coisas do Senhor no futuro? “Com ele reinaremos”, diz 2 Timóteo 2:12, portanto “feliz o servo a quem o seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar. Garanto-lhes que ele o encarregará de todos os seus bens” (Lc 12:43-44).

Portanto, quando o Senhor vier, não irá querer nos encontrar ociosos, e sim ocupados com os interesses dele. Alguns cristãos sentem arrepios quando ouvem falar de boas obras, e vão logo disparando versículos que afirmam que não somos salvos por obras, o que é verdade. Mas somos salvos para um propósito, e este é claramente indicado após o versículo de Efésios 2 que diz que somos “salvos pela graça, por meio da fé... não por obras, para que ninguém se glorie. Somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Ef 2:8-10).

Nos próximos 3 minutos saiba como você pode comer, beber e se divertir.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.