"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#520 Desculpas



Leitura: Lucas 14:16-20
Vídeo: http://youtu.be/LisdTE0p5YM

“Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’. Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: ‘Acabei de comprar uma propriedade, e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me’. Outro disse: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me’. Ainda outro disse: ‘Acabo de me casar, por isso não posso ir’” (Lc 14:18-20).

O homem da parábola é Deus; ele quer ter comunhão com suas criaturas e para isso envia o convite através do Espírito Santo, aqui representado pelo “Servo”. Na mesma parábola em Mateus 22 você encontra “servos”, no plural, pois ali fala daqueles que levam o convite do evangelho. Os primeiros convidados são pessoas de posses. Um tem bens materiais, outro, juntas de bois para executar seu trabalho, e outro uma esposa para constituir família. Fica claro que eles acham que já têm tudo, portanto não necessitam do favor do anfitrião.

Você pode aplicar esta parábola a qualquer pessoa que coloque bens, trabalho e família acima da salvação e comunhão com Deus, mas no sentido profético estes convidados são os judeus, um povo agraciado por Deus com uma terra, um serviço a Deus e uma família. Mesmo assim os judeus desprezaram o convite para “comer no banquete no Reino de Deus” (Lc 14:15). Quando o servo voltou e relatou as desculpas dadas por cada um “o dono da casa irou-se” (Lc 14:21). Essa ira é a mesma do capítulo 10 de Hebreus, que fala do que espera por aqueles que desprezaram a graça de Deus. Ali diz:

“Quem rejeitava a lei de Moisés morria sem misericórdia... Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: ‘A mim pertence a vingança; eu retribuirei’; e outra vez: ‘O Senhor julgará o seu povo’” (Hb 10:28-31).

Esse “seu povo” que o Senhor julgará de forma tão severa é o povo judeu, pois primeiro Jesus “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11). Mais adiante na parábola, ao se referir aos primeiros convidados, o dono da casa diz que “nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete” (Lc 14:24). Mas nem por isso Deus dá por encerrado seu convite de graça, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#519 Tudo pronto!



Leitura: Lucas 14:16-17
Vídeo: http://youtu.be/5FtfKNhO8eQ

Em resposta ao comentário do homem que disse que felizes seriam os que participariam do banquete no Reino de Deus, Jesus conta uma parábola: “Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’” (Lc 14:16-17). Assim é o convite que Deus faz -- um convite que só precisa ser aceito, pois “tudo já está pronto”. Não faria sentido você ser convidado para um banquete e no convite vir escrito: “Traga sua própria comida, bebida, prato, talheres e guardanapos”.

Pois é exatamente isto que muitas religiões fazem: convidam você para o banquete de Deus, porém mandam que você traga a comida. Pregam uma salvação por obras, dizendo que você precisa se esforçar, sofrer e trabalhar para ser salvo. Mas quem dá o banquete é que deve cuidar de tudo. Assim é a salvação; Deus não exige de você coisa alguma para ajudar na obra que custou a vida de Jesus.

Deus pode dizer “tudo está pronto” porque há dois mil anos Jesus bradou na cruz: “Está consumado!” (Jo 19:30). Horas antes em sua oração ao Pai “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) disse: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17:4). Portanto não resta obra alguma para você fazer para ser salvo e nem para permanecer salvo. A salvação é obra de Deus, do princípio ao fim. Romanos 11:6 diz que “se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça”.

Agora imagine você ser convidado para um jantar e o anfitrião dizer: “O jantar está pronto!”. Você toma seu lugar à mesa e são trazidas as travessas, todas contendo apenas bilhetes com os dizeres “Promessa de Arroz”, “Promessa de Feijão”, “Promessa de Frango” etc. Então seu amigo avisa: “Sirva-se à vontade, mas só no final você saberá se vai ganhar comida, pois isso irá depender do modo como se comportar à mesa”. Loucura, não é mesmo?

Mas é isto que ensinam as religiões que convidam você para sentar-se à mesa do banquete, mas não lhe dão certeza alguma de que será alimentado antes de o banquete terminar. Elas ensinam que você é salvo pela fé, porém precisará perseverar para permanecer salvo. A menos que você seja um hipócrita, nunca terá certeza se está se esforçando o suficiente. Será que você está à mesa de um banquete assim ou do banquete de Deus, que diz: “Tudo está pronto”?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#518 Judeus, gentios e Igreja



Leitura: Lucas 14:15
Vídeo: http://youtu.be/DF__zTgjJgc

Um dos que estão com Jesus à mesa diz: “Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus” (Lc 14:15). Certamente será um privilégio participar dos benefícios do Reino de Deus quando este for estabelecido pelo Messias na terra. Mas será que aquele homem e os outros estavam cientes de que o Rei estava bem ali com eles e convidando cada um a desfrutar desse privilégio?

Hoje, apesar de exilado no céu, Jesus continua convidando a muitos, não do modo como fez com os judeus para serem meros súditos de seu reino, mas para desfrutarem de um privilégio ainda mais elevado: o de filhos de Deus e membros do corpo de Cristo, a Igreja, que é a sua Noiva. Esta reinará com ele, e não sob ele como acontecerá com Israel. Você pode até ter boa intenção ao chamar a Cristo de “Rei”, mas as escrituras nunca o chamam de Rei da Igreja. Para a Igreja ele é o Noivo, um privilégio muito mais elevado do que o prometido a Israel.

Depois de ressuscitar e subir ao céu Jesus sentou-se no trono de seu Pai, mas quando ele estiver sentado em seu próprio trono a sua promessa para os que forem salvos por ele vai muito além de apenas “comer no banquete do Reino de Deus”. Em Apocalipse 3:21 ele diz: “Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono”. Chamar a Cristo de Rei da Igreja é depreciar o amor que ele tem por sua Noiva, a Igreja, e colocá-la no mesmo nível de Israel, o povo terreno de Deus.

Na atual dispensação os chamados por Cristo são tirados dentre judeus e gentios para formarem a Igreja. Judeus, gentios e Igreja são as três classes de pessoas que hoje Deus enxerga no mundo, como o apóstolo Paulo revela nesta passagem: “Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus” (1 Co 10:32). Para o cristão individualmente Jesus não é Rei, é Senhor, e para a Igreja coletivamente ele é Noivo e Cabeça do corpo.

Mas será que estes detalhes são tão importantes assim? Na Bíblia tudo é importante, mas é evidente que ninguém precisa saber estas coisas para ser salvo. Basta ter fé em Cristo, que é a única condição para se receber o perdão dos pecados e a justificação, que significa ser considerado justo aos olhos de Deus. O convite para estar com Cristo e com o Pai nos céus continua a ser feito neste mesmo capítulo 14 de Lucas, quando Jesus conta uma parábola para mostrar que as pessoas dão mais importância aos bens, trabalho e família do que a estarem na companhia de Cristo. É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#517 A segunda ressurreicao



Leitura: Apocalipse 20:11-15
Vídeo: http://youtu.be/FdNqUWsJ5cY

Até aqui vimos que “Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem” (1 Co 15:20-21).

Essa “primeira ressurreição” (Ap 20:5) inaugurada por Jesus ocorre em pelo menos três estágios, até que todos os salvos estejam em corpos gloriosos, imortais e eternos à semelhança do corpo de carne e ossos que Jesus tem hoje nos céus. Mas, e os perdidos? Estes “ressuscitarão para serem condenados” (Jo 5:29), conforme vemos em Apocalipse 20:11-15:

“Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo”.

Ao contrário do que alguns acreditam o juízo final não é para ver quem será salvo e quem será condenado. Naquele dia os salvos já estarão guardados como “trigo” recolhido no celeiro de Deus. O resto é palha, como João Batista revela em Mateus 3:12 ao falar que Jesus “traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”. Mas não pense que isto signifique a destruição literal dos ímpios, pois Jesus afirma que a vida natural que há neles não termina, revelando que no lago de fogo “o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9:48).

E você, é trigo para Deus ou palha para o fogo? Sua decisão de crer em Jesus e ser salvo para participar da primeira ressurreição só pode ser tomada em vida. Quem morre sem salvação nunca poderá ser salvo. Não queira pagar para ver, pois o preço é eterno “e o fogo nunca se apaga” (Mc 9:48).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.