"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#591 “Vocês não quiseram!”



Leitura: Lucas 19:41-44

“Quando se aproximou e viu a cidade [Jerusalém], Jesus chorou sobre ela e disse: ‘Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos. Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, e a rodearão e a cercarão de todos os lados. Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitaria’”. (Lc 19:41-44).

Duas passagens nos Evangelhos falam de Jesus chorando. Em João 11:35, quando Lázaro morreu, ele chorou, mas não um pranto de luto, pois sabia que traria Lázaro de volta da morte. Ele chorou por Marta e Maria, irmãs de Lázaro, e pela ruína causada pelo pecado. No original, a palavra grega para o choro das irmãs tem o sentido de pranto. A palavra usada para o choro de Jesus significa que verteu lágrimas em silêncio. Mas o choro à entrada de Jerusalém é de pranto, de profunda desolação.

A vinda de Jesus havia sido acompanhada da promessa de “paz na terra” (Lc 2:14), mas os judeus rejeitaram seu Messias, apesar dos avisos dos profetas que tinham vindo antes dele. Ele já havia se lamentado disso em Lucas 13:34, quando disse: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Eis que a casa de vocês ficará deserta. Eu lhes digo que vocês não me verão mais até que digam: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor’”.

Agora preste muita atenção nesta frase de Jesus ao falar dos judeus: “Vocês não quiseram”. Por não desejarem o Príncipe da Paz tudo o que restava para eles seriam guerras. Não é surpresa, portanto, toda a desgraça que caiu sobre esse povo nos últimos dois mil anos. O profeta Oseias revela o sentimento por detrás desse pranto de Jesus: “Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho... Mas, quanto mais eu o chamava, mais eles se afastavam de mim. Eles não perceberam que fui eu quem os curou. Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor; tirei do seu pescoço o jugo e me inclinei para alimentá-los... O meu coração está enternecido” (Os 11).

Agora pense em seu destino se um dia Jesus precisar dizer de você que, por mais que tenha tentado atrair sua atenção, você não quis recebê-lo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#590 Paz no ceu



Leitura: Lucas 19:35-40

Costumamos pensar na obra de Cristo apenas no sentido de nos salvar, mas sua morte, ressurreição e glorificação “à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1:3) têm uma abrangência bem maior. Antes de Adão e Eva caírem em pecado houve outra queda envolvendo Satanás, o “querubim guardião” (Ez 28:14). Aquilo criou uma situação estranha, pois tanto os anjos fieis a Deus como “as forças espirituais do mal”, contra as quais o cristão é exortado a lutar, passaram a compartilhar de uma mesma esfera “nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Por isso nos capítulos 1 e 2 do Livro de Jó você encontra Satanás no céu e Apocalipse 12 revela a futura expulsão de Satanás e seus anjos com estas palavras:

“Houve uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra. Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: ‘Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite’.” (Ap 12:7-10).

A vitória de Miguel e seus anjos contra os rebeldes do céu só será possível no futuro porque na cruz Jesus esmagou a cabeça da serpente, como havia sido predito no Jardim do Éden. Não foi por intermédio de anjos que Deus selou a sorte de Satanás, o querubim mais elevado na hierarquia angelical, mas por meio de um Homem, Jesus, descendente da mulher que o diabo enganou no princípio. Por isso o evangelho está entre as “coisas que até os anjos anseiam observar” (1 Pe 1:12) e buscam conhecer a “multiforme sabedoria de Deus” (Ef 3:10) manifestada através da Igreja.

“Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Cl 1:19-22).

Nos próximos 3 minutos Jesus chora.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#589 Bendito e' o Rei



Leitura: Lucas 19:35-40

Lucas descreve a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém: Os discípulos “lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele. Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo caminho. Quando ele já estava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente, em alta voz, por todos os milagres que tinham visto: ‘Bendito é o rei que vem em nome do Senhor!’ ‘Paz no céu e glória nas alturas!’” (Lc 19:35-38).

A cena do homem gentil que estende seu casaco sobre a poça de lama para a mulher passar é bem conhecida nos romances. E é nessa disposição que as pessoas estendem suas vestes para forrar o caminho de Jesus. Ele não está montado num possante cavalo, como faria um rei conquistador. Isso ele ainda fará, como revela o Livro do Apocalipse: “Vi o céu aberto e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo.” (Ap 19:11-12). Aqui ele monta humildemente um jumentinho, pois entra em Jerusalém para morrer e salvar, e não para conquistar e julgar.

A multidão o exalta “por todos os milagres que tinham visto”, porém Deus coloca em suas bocas o devido louvor: “Bendito é o rei que vem em nome do Senhor”, e “Paz no céu e glória nas alturas”, anunciam “alegremente, em alta voz”. É fácil perceber a origem divina dessas palavras, pois quando “alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: ‘Mestre, repreende os teus discípulos!’ ‘Eu lhes digo’, respondeu ele, ‘se eles se calarem, as pedras clamarão’. (Lc 19:39-40). Aquele que seria capaz de fazer as pedras clamarem é quem faz sair louvor da boca daquelas pessoas, mesmo que não entendessem o que falavam.

Em Lucas 2:14 os anjos proclamavam “Glória a Deus nas alturas”, e depois “paz na terra”. Mas aqui o Rei já foi rejeitado e não se fala em “paz na terra”, pois esta ficará devastada antes que ele volte para reinar. Aqui o clamor divinamente inspirado diz “Paz no céu” e só depois “glória nas alturas”. Antes que a paz venha sobre a terra Jesus precisa morrer, ressuscitar e ser glorificado, cumprindo assim a única obra capaz de garantir “paz no céu” e “glória nas alturas”. Se você é daqueles que acreditam na possibilidade de paz neste mundo sinto dizer que está iludido. Nenhuma paz haverá até Cristo voltar para reinar, mas seria bom você atentar para o fato de a paz já ter sido resolvida no céu, e é disto que iremos falar nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#588 O jumento xucro



Leitura: Lucas 19:28-35

Em seu caminho em direção a Jerusalém Jesus envia “dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: ‘Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. Se alguém lhes perguntar: ‘Por que o estão desamarrando?’ digam-lhe: ‘O Senhor precisa dele.’”. Os discípulos fazem como lhes fora ordenado. Depois, “lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele.” (Lc 19:28-35).

O jumento xucro representa o homem religioso, ainda amarrado à Lei dada a Moisés para restringir seus passos e impedir que ele se comporte como um animal selvagem. Paulo explica que “antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor.” (Gl 3:23-25).

Jesus ordena aos discípulos que desamarrem o jumento para este poder ser útil e transportar o Senhor. Hoje cada crente em Cristo está liberto da Lei e pode servir a Cristo levando alegremente o seu nome e testemunho neste mundo como prova de gratidão, e não por obrigação. Os fariseus costumavam fazer o contrário: Atavam “fardos pesados e difíceis de suportar” (Mt 23:4) e os colocavam nos ombros dos homens, apesar de eles próprios não desejarem carregá-los. Muitos líderes religiosos fazem o mesmo hoje com seus seguidores, alheios ao fato de que a salvação não é recebida por mérito ou pela guarda da Lei, mas por graça.

Por outro lado, há também os que compreendem que sua salvação é por graça, porém estão interessados apenas em se verem livres das amarras. Se o jumento tivesse apenas sido solto, que utilidade teria para o Senhor? Todavia, “o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Co 5:14-15).

Depois de liberto da Lei, do pecado e da condenação, para quem você vive? Como tem empregado sua vida aqui? Que utilidade você tem para Deus?

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#587 Sacrificio vivo



Leitura: Lucas 19:12-26

Na parábola deste capítulo vimos dois servos úteis e um inútil e ignorante do caráter de seu senhor. Os dois primeiros foram recompensados por sua iniciativa, enquanto o terceiro foi censurado por sua apatia. Sua desculpa se baseou no que ele pensava de seu senhor. Será que você está entre os que têm a mesma opinião a respeito de Deus? Você o considera um Deus severo, que tira o que não deu e colhe o que não plantou? Esta é a opinião daqueles que acusam Deus de querer privá-los dos prazeres desta vida.

Se tal atitude já é reprovável nos incrédulos, que ignoram que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5:45), quanto mais nos que dizem crer em Jesus. Nós, os que cremos no Salvador, fomos “lavados... santificados... justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Co 6:11), e estamos prontos a ocupar um lugar no céu. Se somos deixados na terra é “para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Ef 2:10), e não para vivermos “como os gentios, que vivem na futilidade dos seus pensamentos” (Ef 4:17).

Talvez você alegue ser incapaz de fazer algo para Deus, mas será que não pode orar e interceder pelos que fazem? Talvez sua desculpa seja falta de dinheiro, esquecendo-se da pobre mulher que tinha apenas duas moedas e foi elogiada pelo Senhor por sua liberalidade. Ainda que não tenha coisa alguma, você ainda tem a si mesmo para oferecer. Na carta aos Romanos Paulo exorta os cristãos a oferecerem o próprio corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, chamando a isto de “culto racional” (Rm 12:1).

Quando Jesus entregou-se a Deus como sacrifício por mim e por você aquilo significou sua morte. Mas quando um crente é convidado a sacrificar-se para Deus isto significa entregar-se vivo -- seu corpo, seu trabalho, sua adoração e seus bens. Mas nosso sacrifício não é para remover pecados, pois Deus proveu o sacrifício perfeito, Cristo, “oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9:28).

Além dos dois servos úteis e do inútil, existe na parábola uma outra classe de pessoas, das quais o Rei declara: “Aqueles inimigos meus, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui e matem-nos na minha frente!” (Lc 19:27). Esses representam os judeus que não querem se sujeitar a Cristo, algo que até um jumento xucro se dispõe a fazer nos próximos 3 minutos.

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#586 A parabola das minas



Leitura: Lucas 19:12-27

Jesus conta uma parábola: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar. Então, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas. Disse ele: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’. Mas os seus súditos o odiavam e depois enviaram uma delegação para lhe dizer: ‘Não queremos que este homem seja nosso rei’. Contudo, foi feito rei e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado.” Será bom você ler Lucas 19:12-27 para conhecer a história completa.

Jesus está se referindo ao fato de o povo pensar “que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Mas não. Antes de voltar para reinar Jesus teria de morrer, ressuscitar e ser glorificado. Jesus é esse “homem de nobre nascimento” da parábola que agora está nessa “terra distante” de onde prometeu voltar. Os judeus são os que declararam “Não queremos que este homem seja nosso rei” (Lc 19:14) e “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27:25), ao rejeitarem seu testemunho em vida e assumirem a responsabilidade por sua morte.

Na continuação da parábola o Rei volta e passa a indagar dos servos quanto tinha rendido os recursos que cada um recebeu para administrar. O primeiro fez a “mina” ou moeda que recebeu render “outras dez”, e seu empenho é premiado com a responsabilidade de governar sobre “dez cidades”. O segundo transformou uma moeda em cinco e foi posto sobre cinco cidades. O terceiro não negociou com a moeda e nem teve a iniciativa de investi-la para render juros, e ainda culpa o Rei por seu marasmo: “Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o que não semeaste” (Lc 19:21).

Aquela era a opinião que o mau servo tinha do Rei, que aproveita para julgá-lo segundo suas próprias palavras e recompensar o que mais multiplicou o dinheiro. O Rei diz: “‘Tomem dele a sua mina e deem-na ao que tem dez’. ‘Senhor’, disseram, ‘ele já tem dez!’  Ele respondeu: ‘Eu lhes digo que a quem tem, mais será dado, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado.’” (Lc 19:23-26). Enquanto os dois primeiros servos representam cristãos genuínos, este último pode tanto representar um falso professo como também um que será “salvo como alguém que escapa através do fogo” (1 Co 3:15), sem nada ter construído para Deus.

Mas este é um assunto que voltaremos a abordar nos próximos 3 minutos.

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#585 Na esfera do Reino



Leitura: Lucas 19:11

No episódio anterior Jesus declarou que a salvação havia entrado na casa de Zaqueu, mas não por merecimento de Zaqueu. A salvação é recebida por fé, a mesma fé de Abraão, chamado de “pai de todos os que creem” (Rm 4:9-11). Agora Jesus vai falar da responsabilidade daquele que crê com o coração e com a boca confessa que Cristo é seu Senhor. Se a salvação é recebida por graça e mediante a fé, a recompensa é recebida pelas obras e pelo modo como o crente utiliza o que recebeu de Deus.

Mas antes Jesus precisava esclarecer algo. Com sua presença no mundo aqueles judeus “foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir” (Hb 6:4-5), ou seja, do reino do Messias. Agora, “porque [Jesus] estava perto de Jerusalém o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Porém os profetas indicavam uma ausência do Messias entre sua primeira vinda e o estabelecimento do Reino em glória. O profeta Daniel dissera: “O Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele” (Dn 9:26).

O Reino de Deus aparece em diferentes aspectos no Novo Testamento. João Batista veio como precursor do Rei para anunciar esse reino. Seu discurso era: “O tempo é chegado... O Reino de Deus está próximo” (Mc 1:15). Então, no início de seu ministério, Jesus declarou, “O Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21), pois ele, o Rei, estava entre eles ainda que o reino não tivesse sido estabelecido em poder. Após Jesus morrer, ressuscitar e subir aos céus, o Reino permanece na terra em sua ausência e dele fazem parte os que se sujeitam a Cristo, vivendo segundo os princípios que ele estabeleceu para o seu Reino. Esses são os “bem aventurados” dos capítulos 5 de Mateus e 6 de Lucas.

Fica fácil entender se nos lembrarmos da História do Brasil. Quando D. João VI transferiu o reino para as terras brasileiras, Portugal foi invadido e dominado por Napoleão. Os portugueses que continuaram a viver em Portugal permaneceram sujeitos a um rei ausente, falando a língua e praticando os costumes desse reino, mesmo vivendo em terras tomadas pela França. Assim vivem os cristãos no Reino de Deus, um reino cujo Rei viajou para o céu e prometeu voltar. E é exatamente assim que Jesus começa a parábola que veremos nos próximos 3 minutos, quando “um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar.” (Lc 19:12).

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#584 Desde quando?



Leitura: Lucas 19:5-10

No episódio anterior conhecemos Zaqueu, um pecador perdido que dava metade de seus bens aos pobres e restituía quadruplicado algum imposto cobrado a mais. Porém não foi por suas boas obras que o Senhor lhe declarou: “Hoje houve salvação nesta casa!”. Zaqueu foi salvo por pertencer à linhagem dos filhos Abraão, aquele cuja “fé lhe foi creditada como justiça” e é chamado de “pai de todos os que creem” (Rm 4:9-11).

Será que você também é da descendência de Abraão? Se for, então não tentará apoiar sua salvação em suas boas obras, mas na graça de Deus. Pois “a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça e seja assim garantida a toda a descendência de Abraão” (Rm 4:16). Repare nas palavras “promessa”, “fé”, “graça” e “garantida”. Assim é a salvação: ela foi prometida pelo Deus que não pode mentir, é recebida por , não por obras, vem de graça e é garantida, isto é, impossível de se perder.

Mas desde quando Deus teria concebido uma tal salvação? Quando teria começado a se interessar por Zaqueu, por mim ou por você? Por cinco vezes a Bíblia fala de um tempo antes da existência do tempo, e você ficará surpreso ao saber que, na eternidade Deus já estava interessado em Zaqueu, em mim e em você. Então já estávamos nos pensamentos de Deus.

Tudo começa com o amor do Pai pelo Filho eterno, Jesus, que diz: “Pai... [tu] me amaste antes da criação do mundo(Jo 17:24). Descobrimos então que “Deus nos escolheu nele [em Cristo] antes da criação do mundo... [e] em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos” (Ef 1:4-5). Para isso Deus preparou “um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo (1 Pe 1:20).

Se você já creu em Jesus como seu Salvador, saiba que ele “nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos (2 Tm 1:9). Sabemos também que a “fé e o conhecimento da verdade que conduz à piedade... se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos.” (Tt 1:1-2).

Agora, quando lhe perguntarem quando Deus começou a amar você, a melhor resposta é “nunca”, pois ele sempre amou, “antes da criação do mundo”, “antes dos tempos eternos”, antes mesmo de você existir.

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#583 Zaqueu



Leitura: Lucas19:5-10

Zaqueu é um homem de baixa estatura que deseja ver Jesus passar e, por causa da multidão, sobe numa árvore. “Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ‘Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje’. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria.” (Lc 19:5-6). Como Jesus sabia o nome daquele coletor de impostos trepado numa figueira brava? Porque ele é Deus, o Senhor.

O profeta Isaías escreve acerca de um rei, dizendo: “Eu sou o Senhor... que diz acerca de Ciro: ‘Ele é meu pastor, e realizará tudo o que me agrada; ele dirá acerca de Jerusalém: ‘Seja reconstruída’, e do templo: ‘Sejam lançados os seus alicerces’” (Is 44:24-28). Detalhe: Isaías escreveu estas linhas e citou o nome de um rei que iria nascer uns 150 anos depois. Como ele poderia saber? Por revelação divina, como tudo mais nas Escrituras.

Deus sabe o nome de cada pessoa que viveu, vive e viverá, e também “determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome.” (Sl 147:4). Os astrônomos não sabem quantas estrelas existem e já não conseguem dar nomes as recém descobertas. Hoje elas são chamadas por códigos alfanuméricos. Mas Jesus sabe o nome das estrelas, de Zaqueu e também o meu e o seu. Ele diz a Zaqueu: “Quero ficar em sua casa hoje” e Zaqueu “desceu rapidamente e o recebeu com alegria” (Lc 19:5-6). Não seria esta também sua reação se Jesus quisesse se hospedar em sua casa? Certamente você o receberia alegremente e de portas abertas. Ou não?

A oposição formada por “todo o povo” logo condena a iniciativa de Jesus. “Ele se hospedou na casa de um ‘pecador’” (Lc 19:7), dizem eles, como se aquele que sabe o nome das estrelas não conhecesse cada pecado de Zaqueu. Incomodado com os comentários, Zaqueu tenta se justificar: “Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.” (Lc 19:8).

Esta é a versão mais correta da passagem, e não as que parecem apontar que Zaqueu teria decidido agir assim como consequência da visita de Jesus. Isto porque não é com base em um bom proceder que a salvação entra na casa de Zaqueu, mas por graça e como resposta a uma fé genuína igual à de Abraão, que “creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gl 3:6). Por isso Jesus diz: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (Lc 19:9-10). Se você ainda está perdido, faça como Zaqueu: receba a Jesus com alegria.

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#582 Vergonha



Leitura: Lucas19:1-5

No capítulo 18 de Lucas vimos um rico, que idolatrava suas riquezas, rejeitar Jesus. Na ocasião Jesus comentou: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!”, e quando os discípulos perguntaram, “Então, quem pode ser salvo?”, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus.” (Lc 18:24-27). O capítulo 19 começa com Jesus em Jericó e “havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos” (Lc 19:1-2). Jesus mostra agora como o “impossível para os homens”, isto é, alguém salvar-se a si mesmo, “é possível para Deus”.

É significativo o fato de Zaqueu morar em Jericó, cidade amaldiçoada no capítulo 6 do livro de Josué. Jesus irá libertar Zaqueu da maldição do pecado que assola cada coração humano. Ao contrário do rico do capítulo anterior, que queria guardar a Lei mais para ter boa reputação diante dos homens do que diante de Deus, Zaqueu não dá a mínima importância à sua riqueza e posição social. Ele está disposto a se expor ao ridículo para conhecer a Jesus. Por ser baixinho, Zaqueu sobe numa figueira brava, árvore cujo fruto é de má qualidade e uma figura da incapacidade do ser humano pecador de produzir bons frutos para Deus.

Zaqueu não quer ver a Jesus por curiosidade, ganância de prosperidade ou necessidade de cura. Ele é rico e saudável. Seu foco está na Pessoa de Jesus. Se no capítulo anterior Jesus parou por causa de um cego que não tinha vergonha de gritar por misericórdia, mesmo sendo criticado pela multidão, aqui ele se detém para falar com um rico que não tem medo do que as pessoas irão pensar dele. Espero que você não esteja entre os que estão mais preocupados com a própria reputação do que com a salvação.

Muitos não confessam fé em Jesus para não serem ridicularizados, porém Jesus declarou: “Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lc 12:8-9). Uma fé genuína em Jesus inclui crer de coração em sua Pessoa, morte e ressurreição, e também confessar com a boca sujeição a ele. “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (Rm 10:9-10). Você prefere passar vergonha diante de Deus ou dos homens?

Nos próximos 3 minutos Jesus chama Zaqueu pelo nome.

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#581 Incapaz de fazer



Leitura: Lucas18:31-34

Jesus passa por Jericó e à beira do caminho há um mendigo cego que, ao ouvir o ruído da multidão, pergunta o que está acontecendo. A resposta é que “Jesus de Nazaré está passando” (Lc 18:35). Jesus era de Belém, mas por ter sido criado em Nazaré alguns o chamavam assim. Os nascidos em Nazaré eram discriminados, como você percebe na passagem do Evangelho de João, quando Natanael é informado por Filipe que haviam encontrado o Messias, “Jesus de Nazaré, filho de José”. Natanael contestou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (Jo 1:45-46).

Mas se os homens dizem que é “Jesus de Nazaré”, não é assim que o cego o chama. Ele “se pôs a gritar: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (L 18:38). Chamá-lo de “Filho de Davi” era tratá-lo com a dignidade real que ele merecia. “Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto”, talvez embaraçados com o escândalo causado pelo cego, “mas ele gritava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Lc 18:39). O que acontece a seguir é significativo: “Jesus parou” (Lc 18:40).

Em um episódio no Antigo Testamento, quando o anoitecer poderia atrapalhar a vitória de Israel sobre o inimigo, “Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: ‘Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de Aijalom!’ O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos” (Js 10:12-13). O Senhor é capaz de fazer o sol parar no meio do alto céu, mas aqui vemos um cego capaz de fazer o Senhor parar na terra.

Lemos em Isaías 57:15: “Assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito’”. Um pouco antes vimos um rico saudável perguntar a Jesus: “Que farei para herdar a vida eterna?” (Lc 18:18). Agora vemos um cego pobre que clama por misericórdia por saber que é incapaz de fazer coisa alguma. E como poderia, se precisou da ajuda de outros para saber que Jesus passava e ser levado a ele?


É Jesus quem pergunta: “‘O que você quer que eu lhe faça?’ ‘Senhor, eu quero ver’, respondeu ele. Jesus lhe disse: ‘Recupere a visão! A sua fé o curou’. Imediatamente ele recuperou a visão; e seguia a Jesus glorificando a Deus. Quando todo o povo viu isso, deu louvores a Deus.” (Lc 18:41-43). E você? Ainda está querendo saber o que fazer para ser salvo ou se reconhece incapaz ao ponto de deixar que Jesus faça por você? 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#580 Criterio de auto referencia



Leitura: Lucas 18:31-34

Depois de tranquilizar a Pedro, preocupado com o que iria ganhar por ter deixado tudo para segui-lo, Jesus faz uma revelação surpreendente. Ele, que “sendo rico, se fez pobre” (2 Co 8:9) por amor de nós, iria entregar seu bem mais precioso, a própria vida, para que pudéssemos ser salvos.

“Jesus chamou à parte os doze e lhes disse: ‘Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará’. Os discípulos não entenderam nada dessas coisas. O significado dessas palavras lhes estava oculto, e eles não sabiam do que ele estava falando.” (Lc 18:31-34).

Pela terceira vez Jesus avisa que irá morrer, mas os discípulos não compreendem. Eles sabiam que Jesus corria o risco de cair numa emboscada ou ser apedrejado em um ato espontâneo por suas críticas contra o clero. Mas ser entregue às autoridades romanas significava um julgamento formal. E como poderia ele ser julgado e condenado à morte sem ter cometido crime algum?

Ele avisa que “tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá”, e se eles tivessem buscado nas Escrituras teriam visto muitas referências à humilhação e morte do Messias antes de ele vir em glória como libertador. “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras” (Mt 22:29), dissera ele aos fariseus em outra ocasião. Apesar de copiarem, estudarem e pregarem as Escrituras todos os dias, os religiosos judeus julgavam tudo pelo critério de auto referência, que é quando você analisa as coisas com base em ideias preconcebidas e não segundo a verdade.

Mais tarde, os próprios discípulos no caminho para Emaús demonstrariam sua frustração com a morte de Jesus, pois pensavam exatamente como os religiosos. Eles diriam: “Nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel.” (Lc 24:20-21). As referências à morte do Messias eram abundantes nos Salmos e nos livros dos profetas, mas o povo tinha sido cegado pelo ensino errôneo dos escribas, fariseus e sacerdotes. E você, confere na Bíblia tudo o que escuta por aí ou simplesmente acredita nas ideias preconcebidas da religião humana?

Nos próximos 3 minutos um cego faz Jesus parar.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#579 Muitas vezes mais



Leitura: Lucas18:28-30

Quando os discípulos veem que o homem rico preferiu conservar suas riquezas a seguir a Jesus, Pedro comenta: “Nós deixamos tudo o que tínhamos para seguir-te!”. O Senhor, então, responde: “Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pai ou filhos por causa do Reino de Deus deixará de receber, na presente era, muitas vezes mais, e, na era futura, a vida eterna” (Lc 18:28-30).

No fundo o que Pedro quer saber é o que ganhará por ter trocado o que tinha nesta vida para seguir a Jesus. Este raciocínio é natural ao coração humano. Se existir em nós qualquer desejo de seguir a Jesus esse desejo será egoísta e interesseiro. Uma leitura distraída da resposta de Jesus dada a Pedro pode parecer indicar que nossa disposição de deixar nossos bens para seguir o Senhor seria recompensada com a garantia de vida eterna.

Mas é preciso lembrar que Jesus tinha acabado de comentar que a salvação “é impossível para os homens”, mas “é possível para Deus” (Lc 18:27). Ou seja, nada do que fazemos irá nos garantir a vida eterna. Esta só pode ser recebida por graça, e isto fica patente desta afirmação de Jesus e de muitas outras passagens das Escrituras, como a de Efésios 2:8-10: “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.”.

Então o que significa a resposta de Jesus a Pedro? Que a pessoa salva pela fé em Cristo é transformada em um instrumento de Deus para “boas obras”, as quais incluem o desapego pelas coisas materiais e pelos vínculos afetivos, e até a disposição para abrir mão disso se esta for a direção recebida de Deus. Esse desapego é fruto de um coração que recebeu a salvação por graça.

Além disso, de uma certa maneira aquele que crê recebe, na vida presente, “muitas vezes mais... casa, mulher, irmãos, pai ou filhos” no sentido de encontrar nos milhares de irmãos em Cristo aquilo que talvez não tenha encontrado nos bens e parentescos desta vida. Esse mesmo desapego pelas coisas do aqui e agora faz o crente desfrutar melhor das coisas que são eternas. O que Jesus revela aos discípulos nos próximos 3 minutos é prova disso, ou seja, de como ele tinha vindo ao mundo, não para salvar sua própria vida, mas para entregá-la numa cruz de dor e humilhação.

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#578 Camelo em buraco de agulha



Leitura: Lucas 18:24-27

O rico saiu decepcionado da conversa com Jesus. Seu coração revelara que ele só se importava consigo mesmo e com suas riquezas. Você já buscou a Deus e saiu decepcionado? O problema não estava em Deus, mas em suas prioridades. Talvez você tenha ido a ele pensando no que iria ganhar, quando devia pensar no que iria perder: seus pecados. Você só pede por socorro quando sente a lama bater no queixo e percebe que irá perecer.

O primeiro clamor de um pecador convicto não é por riqueza, saúde ou algum outro benefício, mas para que Deus o purifique de seus pecados, algo que homem algum consegue fazer. Deus pergunta, através do profeta Jeremias: “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal” (Jr 13:23).

Será que você acredita ser capaz de escapar do juízo eterno sendo bom? Isso é tão impossível quanto fazer passar um camelo pelo buraco de uma agulha. O pecado fez de você réu culpado e merecedor do juízo, e a única saída é aceitar o perdão divino. Um condenado pode ser liberto se cumprir sua pena ou receber um perdão judicial. É o caso de uma mãe culpada de causar a morte de um filho por acidente. Primeiro o juiz a condena e depois a isenta da pena concedendo o perdão por misericórdia.

Nem pense em cumprir a pena imposta por Deus para seus pecados, pois ela é eterna. Então só lhe resta confiar na misericórdia divina e clamar por perdão. Trata-se de um perdão que decorre de uma pena cumprida em sua totalidade por um Substituto, Jesus. Na cruz Deus fez dele pecado por nós, derramando sobre ele em três horas de trevas uma eternidade de castigo. Agora, pela fé e por graça, você pode ter um perdão completo, independente do peso de seus pecados e do juízo que eles mereciam.

Jesus comenta: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. E os que ouviram disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.” (Lc 18:24-27). Em seus devaneios os teólogos ficam discutindo se “camelo” seria uma corda de amarrar navio e “agulha” um portão estreito. Mas o assunto de Jesus é a impossibilidade de o homem salvar-se a si mesmo. Então nos próximos 3 minutos vem Pedro e pergunta: “E o que eu ganho com isso?”.

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#577 Que farei?




Leitura: Lucas18:18-23

“Certo homem importante lhe perguntou: ‘Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?’. ‘Por que você me chama bom’, respondeu Jesus. ‘Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus. Você conhece os mandamentos: ‘Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’. ‘A tudo isso tenho obedecido desde a adolescência’, disse ele. Ao ouvir isso, disse-lhe Jesus: ‘Falta-lhe ainda uma coisa. Venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me’. Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico.” (Lc 18:18-23).

Jesus decide testar esse príncipe de Israel. Ao chamar Jesus de “bom” ele aprende que ninguém é bom, exceto Deus. O teste é para ver se ele reconhece que Jesus é Deus, mas isto não acontece. Ele está mais interessado em si mesmo e em receber a vida eterna. Então Jesus faz outro teste. Ele quer saber o que fazer? Então aqui vai uma lista que tem apenas cinco mandamentos que falam da responsabilidade do homem para com o seu próximo. Jesus omite os quatro primeiros mandamentos da Lei dada aos judeus que falavam da responsabilidade para com Deus.

Mas aquele homem se gaba de estar em dia com todos esses cinco mandamentos. Afirma que nunca adulterou, matou, furtou, mentiu ou deixou de honrar pai e mãe. Você conhece alguém assim? Mesmo que ele não tivesse praticado adultérios, homicídios ou roubos, em outra passagem dos evangelhos Jesus ensina que o simples desejo de fazê-lo é pecado. Nunca mentiu? Nunca desobedeceu seus pais? Se ele for feito da mesma carne que eu então não posso acreditar no que diz.

No Evangelho de Mateus Jesus resume a Lei e os Profetas em dois mandamentos: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento e... ame o seu próximo como a si mesmo.” (Mt 22:37-40). Se este homem realmente amasse o seu próximo como a si mesmo não teria problemas em dar sua fortuna aos pobres, e se amasse a Deus de todo o coração seguiria a Jesus. Mas ele não faz nem uma coisa nem outra, pois amava a si mesmo e às suas riquezas mais que a seu próximo e a Deus.

Seu problema não era a riqueza, mas a avareza. Outros ricos, como Nicodemos e José de Arimateia, não foram testados do mesmo modo porque não confiavam nas riquezas e queriam seguir a Jesus.

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#576 Empecilhos a salvacao




Leitura: Lucas 18:15-17

Os discípulos impediam aqueles que tentavam levar as crianças a Jesus, talvez por acharem que aquilo era conversa para gente grande. Jesus os repreende deixando claro que a fé não é dos que se consideram entendidos, mas dos que se colocam na condição de simples crianças que creem em coisas que não conseguem compreender. Mas o capítulo 18 de Lucas traz ainda outros empecilhos à fé e à salvação.

No início do capítulo, ao falar da insistência da viúva pelo auxílio do juiz o Senhor sinaliza que tem seus ouvidos atentos ao nosso clamor. O profeta Jeremias escreveu: “‘Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor.” (Jr 29:12-14). Desistir não é uma opção.

Outro empecilho à salvação é considerar-se justo, comparando-se a outros ou confiando em sua justiça própria. O fariseu do versículo 10 se achava melhor que o publicano por dar o dízimo e jejuar. O publicano, por sua vez, não se achava digno de se aproximar de Deus e, ao bater no próprio peito, reconhecia merecer o castigo divino. Jesus afirma “que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (Lc 18:14).

O versículo 18 de Lucas fala do encontro de Jesus com um príncipe, que confiava que seria justificado se guardasse a Lei. Mas o primeiro mandamento dizia: “Não terás outros deuses além de mim” (Dt 20:3), e ao ao recusar abrir mão de suas riquezas para seguir a Jesus, que é Deus e Homem, ele deixava claro quais eram os deuses que seguia e adorava.

Mais um empecilho à salvação está implícito na resposta de Jesus à pergunta dos discípulos acerca de quem poderia ser salvo. “Jesus respondeu: O que é impossível para os homens é possível para Deus.” (Lc 18:27). Se você considerar a salvação humanamente possível de se obter por mérito, ainda não entendeu a magnitude de seu pecado e que é só por graça ou favor imerecido que somos salvos. Qualquer coisa vinda de nós -- seja a guarda da Lei, as boas obras, a religião, jejuns, dízimos, etc. -- acabará anulando a verdade de que a salvação é uma dádiva de Deus àqueles que a recebem por graça quando creem em Jesus, o Salvador.

Nos próximos 3 minutos voltaremos a falar do príncipe que idolatrava seus bens.

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#575 Atrapalhando os dons




Uma leitura desatenta do versículo 15 de Lucas capítulo 18 pode nos levar a pensar que os discípulos estivessem impedindo as crianças de irem a Jesus. Embora esta fosse uma consequência do que faziam, na verdade eles criticavam os que levavam as crianças: “O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido.” (Lc 18:15).

Você pode causar um grande estrago à obra do evangelho atrapalhando os que querem levar as pessoas a Jesus. Chamamos a isto de “evangelizar”, porém evangelização não é tarefa da igreja ou de alguma missão ou organização, mas de cristãos individualmente. Para isso alguns recebem de Cristo o dom de evangelista, conforme é explicado em Efésios 4:8-11: Quando Cristo “subiu em triunfo às alturas... deu dons aos homens... e ele designou alguns para... evangelistas”.

Como ocorre com os outros dons citados no mesmo capítulo, nenhum homem ou curso teológico pode fazer de alguém um evangelista, ou tirar tal dom, pois "pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:29). Conheci o pastor de uma denominação que me confidenciou: “Mario, eu não sirvo para ficar no púlpito ensinando crentes e nem tenho jeito para visitar os membros da congregação. Meu prazer é estar nas ruas pregando o evangelho!”. Ele tinha sido consagrado pastor por sua religião, mas seu dom era de evangelista, e a responsabilidade do evangelista é para com o seu Senhor e não para com uma organização.

Mesmo os que não têm o dom de evangelista podem fazer o trabalho de um, e parece ter sido esta a razão de Paulo dizer a Timóteo “Faça a obra de um evangelista” (2 Tm 4:5). E antes que você pense que é só falando que se conduz alguém a Cristo, veja o que Pedro aconselha às esposas de maridos incrédulos: “Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à Palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.” (1 Pe 3:1-2).

Sempre que os homens tentam interferir nos dons que são dados por Cristo acabam atrapalhando o trabalho daqueles que querem levar adultos e crianças a Jesus, como acontecia com os discípulos neste capítulo. Mas existe uma outra maneira de colocar tropeços à salvação de alguém, conforme veremos nos próximos 3 minutos.

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#574 Um reino de criancas



“O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido.  Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: ‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele’.” (Lc 18:15-17).

Uma criança não precisa se tornar adulta para ser salva, mas um adulto precisa se tornar como criança para receber o Reino de Deus. Isto é de grande consolo aos pais que perderam seus filhos em tenra idade ou que se converteram a Cristo e ainda trazem na memória algum aborto praticado quando ainda não conheciam a Verdade. Todas essas crianças estão neste exato momento “com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1:23).

Crianças são automaticamente beneficiadas pelos resultados do sacrifício de Cristo, pois ainda não têm consciência de seu pecado. Mas este não é o meu caso e nem o seu. Nós temos idade suficiente para saber que somos pecadores e que nenhuma boa obra nossa poderá nos salvar. Como escreveu Paulo aos cristãos de Éfeso, “vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9).

Portanto, se você perdeu um filho ainda na infância alegre-se com o fato de a qualquer momento poder encontrar-se com ele. Mas se você ainda não se converteu a Cristo jamais voltará a vê-lo: ele estará na presença de Deus e você no lago de fogo. Como resolver isso? Transforme-se agora mesmo numa criança crendo com uma fé infantil que Jesus morreu na cruz em seu lugar para pagar por seus pecados ali. Deus precisava condenar o pecador, mas queria também salvá-lo. Se inocentasse o culpado seria injusto; se o condenasse não estaria agindo com misericórdia.

Ao entregar o seu próprio Filho para substituir o pecador na condenação Deus foi justo e misericordioso: por graça deu ao pecador a salvação que ele não merecia e por misericórdia o livrou da condenação que merecia. Para aquele que crê em Jesus com a simplicidade de uma criança seus pecados foram todos pagos na cruz. Mas muitos que hoje se dizem cristãos agem como os discípulos de outrora: Conhecem a Jesus, porém impedem que outros sejam encaminhados a ele. É o que veremos nos próximos 3 minutos.

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#573 Batendo no peito alheio



Leitura: Lucas18:9-14

Jesus conta uma parábola sobre “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Ele diz: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.” (Lc 18:9-13).

Os fariseus eram a seita mais rigorosa do judaísmo, sempre preocupados em apresentar boa aparência mesmo que fossem “sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23:27). Publicanos eram coletores de impostos que entregavam ao invasor romano o dinheiro de seu próprio povo. Eles sabiam que estavam enfiados até o pescoço num esquema de traição e corrupção. Apesar de insistir para que se arrependessem, Jesus não era severo com publicanos, ladrões e prostitutas, porém chamava de “raça de víboras” (Mt 23:33) os religiosos fariseus.

Mesmo que Deus nunca tenha incluído na Lei a obrigatoriedade ou frequência do jejum, o fariseu se gaba de jejuar duas vezes por semana. Do mesmo modo, muitos dos que hoje se dizem cristãos inventam regras, “as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Cl 2:23). No fundo o fariseu não está satisfazendo a Deus, mas a seu próprio ego por não ser ladrão, corrupto ou adúltero, e por jejuar e dar o dízimo. Ao fazer isso ele condena os que não são como ele, batendo, por assim dizer, no peito alheio.

O publicano, por sua vez, bate no próprio peito, ou seja, mostra que é merecedor do juízo divino por ser pecador. Ele ficava “à distância... e nem ousava olhar para o céu”, mas confiava na misericórdia de Deus, e não em sua obediência ou boas obras. Se você gosta de bater no peito alheio saiba que quando tiver um dedo apontado para alguém terá três apontados para o seu próprio peito. Apesar de toda a aparência de religiosidade do fariseu, Jesus revela: “Eu lhes digo que este homem [o publicano], e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

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#572 Maldicao ou intercessao?



Leitura: Lucas18:1-8

Como você já viu, a parábola da viúva que roga ao injusto juiz está no contexto do judaísmo e para o remanescente de judeus fiéis que habitarão na terra após o arrebatamento da Igreja. É um erro pensar que a viúva aqui represente a Igreja, pois esta não é viúva, e sim “noiva, a esposa do Cordeiro” (Ap 21:9), uma “virgem pura” (2 Co 11:2) pela qual Cristo “entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.” (Ef 5:25-27). Mas de Jerusalém o profeta diz: “Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações.” (Lm 1:1).

Outro detalhe é que a viúva da parábola não roga pelo pão diário ou por outra necessidade, mas por vingança. Ela diz: “Faze-me justiça contra o meu adversário” (Lc 18:3). Esse tipo de oração fazia sentido para Israel, que tinha inimigos de carne e ossos contra os quais lutar, mas não para a Igreja, cuja “luta não é contra pessoas, mas contra... as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Ef 6:12). Este detalhe passa despercebido para a maioria dos cristãos, que acreditam que as promessas feitas a Israel se apliquem à Igreja. Por isso você encontra tantos hinos evangélicos falando de maldição, vingança e vitória sobre os adversários.

Alguém poderia alegar que tudo isso é encontrado nos Salmos, mas este é o ponto: os Salmos não são hinos cristãos. Se você discorda, tente cantar algo com estes versos tirados dos Salmos: “Certamente Deus esmagará a cabeça dos [meus] inimigos, o crânio cabeludo dos que persistem em seus pecados... para que [eu] encharque os pés no sangue dos inimigos, sangue do qual a língua dos cães terá a sua porção... Puseste os meus inimigos em fuga e exterminei os que me odiavam... Fiquem órfãos os seus filhos e a sua esposa, viúva. Vivam os seus filhos vagando como mendigos... Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha!” (Sl 68:21-23; 18:40; 109:9-10; 137:9).

Todavia, na doutrina dos apóstolos aprendemos a interceder pelos que nos fazem mal: “Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem... Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber... Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Rm 12:14, 20-21). Deu para perceber que cristianismo não é uma fé motivacional de prosperidade, vingança e vitória? 

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#571 Orar sempre




No capítulo 18 de Lucas o Senhor conta uma parábola sobre a necessidade de “orar sempre e nunca desanimar”, mas ainda no contexto do assunto do capítulo anterior, que era sua vinda para reinar na terra. Ele diz:

“Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’. E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa.” (Lc 18:1-8).

A parábola da viúva neste capítulo 18 de Lucas serve de ânimo para os crentes de todas as épocas, mas não devemos perder de vista que ela é dirigida primeiramente ao remanescente de judeus fiéis que estará na terra quando acontecer o que foi descrito no capítulo 17 e após a Igreja ter sido arrebatada. O Senhor conclui a parábola com uma pergunta retórica, isto é, para a qual ele já sabe a resposta: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lc 18:8).

Ele fala de um tempo de “grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” (Mt 24:21), quando a fé será quase inexistente e os judeus, que aguardarão pelo Messias, serão “perseguidos e condenados à morte... odiados por todas as nações...”. Uma época quando muitos, “escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24:9-14). Isso precederá sua vinda para estabelecer seu reino na terra, por isso diz que “se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria” -- ou “nenhuma carne se salvaria”, como diz outra tradução. “Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.” (Mt 24:22).

Os eleitos de Deus precisarão estar vivos para entrarem no reino terreno, por isso os dias serão “abreviados” ou não sobraria ninguém na terra. Mas “orar sempre e nunca desanimar” também serve para nós, porém com outra conotação, como veremos nos próximos 3 minutos.

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#570 Uns tirados, outros deixados



Leitura: Lucas17:30-37

Os versículos seguintes apresentam o cenário na terra por ocasião da vinda de Cristo para julgar as nações e estabelecer o seu reino: “Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado. Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve desça para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve voltar atrás por coisa alguma. Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada.” (Lc 17:30-36).

O capítulo 24 de Mateus, que trata dos mesmos eventos, diz: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.” (Mt 24:37). Repare que foi o juízo de Deus que levou a todos pela morte, e será também o juízo que descerá como abutre fazendo distinção entre duas pessoas ocupadas numa mesma atividade: “uma será tirada e a outra deixada” (Lc 17:36).

Apesar de alguns interpretarem estas passagens como o arrebatamento da Igreja, elas falam de juízo e morte. Quando Cristo vier reinar ele separará os bodes das ovelhas, tirando uns e deixando outros para habitarem em seu reino na terra com o remanescente de judeus convertidos que ele chama de “meus pequeninos irmãos” (Mt 25:31-46). Quando os discípulos perguntam onde ocorrerá esse terrível juízo discriminatório Jesus responde: “Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres” (Lc 17:37).  Abutres ficam pairando sobre suas vítimas até a hora do mergulho final para despedaçá-las, e assim será na vinda de Cristo. Naquele dia o Senhor irá tirar da terra todo aquele que não servir para viver em seu reino. Os que restarem entrarão com seus corpos físicos e naturais no reino que irá durar mil anos.

Neste capítulo 17 de Lucas o Senhor falou de exercitarmos um espírito de graça em perdoar, de humildade no servir, de gratidão como a do leproso curado e de vigilância aguardando por sua vinda. Nos próximos 3 minutos ele abre o capítulo 18 falando da perseverança na oração.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#569 Jesus ou conspiracoes?




Leitura: Lucas17:30-37

Do versículo 22 ao final do capítulo 17 de Lucas o contexto é o da vinda de Cristo para reinar e não deve ser confundido com o arrebatamento da igreja. No arrebatamento ele não desce à terra, mas o encontro se dá “nas nuvens” e “nos ares” (1 Ts 4:17). Em sua vinda para reinar “os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras” (Zc 14:4-5). No arrebatamento apenas os salvos o verão, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15:52), mas a sua vinda “será como o relâmpago cujo brilho vai de uma extremidade à outra do céu” (Lc 17:24) e “todo olho o verá” (Ap 1:7).

O arrebatamento da igreja não depende de sinais para acontecer, “porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Co 5:7). São os judeus que “pedem sinais” (1 Co 1:22), como “grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis” (Lc 21:11). No arrebatamento Cristo vem libertar a Igreja (1 Ts 1:10), mas a sua vinda como Rei será para libertar Israel (Sl 6:1-4). Por isso no arrebatamento é ele quem reúne pessoalmente os seus (1 Ts 4:15-18; 2 Ts 2:1), enquanto em sua vinda ele enviará os seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24:30-31).

No arrebatamento o Senhor tira do mundo os crentes e deixa os incrédulos (Jo 14:2-3). Em sua vinda os ímpios serão tirados do mundo para juízo, enquanto os convertidos em tempos de tribulação serão deixados para viver na terra no reino de mil anos (Mt 13:41-43; 25:41). No arrebatamento ele vem libertar os seus “da ira que há de vir” (1 Ts 1:10), mas em sua vinda ele vem derramar sua ira (Ap 19:15). Portanto, Jesus veio uma vez, voltará para arrebatar os que lhe pertencem, ressuscitando os mortos e transformando os vivos, e uns sete anos mais tarde virá de maneira manifesta a todo o mundo para julgar as nações e reinar por mil anos.

Se você já tem a salvação, não há com que se preocupar. A Internet está infestada de teorias conspiratórias de uma nova ordem mundial, Illuminati e invasões extraterrestres. Isso é estratégia do diabo para tirar nossos olhos de Cristo e colocá-los nas circunstâncias, como Pedro, “quando reparou no vento, ficou com medo” e começou a afundar (Mt 14:30). Para os que já têm sua salvação assegurada valem estas palavras: “Não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente... como se o dia do Senhor já tivesse chegado” (2 Ts 2:2). Afinal, quando você se converteu “deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro”, não foi para ficar amedrontado com conspirações, mas para “esperar dos céus a... Jesus, que nos livra da ira que há de vir” (1 Ts 1:9-10).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#568 Surpresa!



Leitura: Lucas 17:26-29

Jesus avisa: “Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do homem. O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e os destruiu a todos. Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos.” (Lc 17:26-29).

Esta passagem mostra que tudo ia bem até as pessoas serem pegas de surpresa por um juízo de morte. Comer, beber, comprar, vender, plantar e construir são coisas que eu e você fazemos porque acreditamos que amanhã ainda estaremos aqui. Se você soubesse que o mundo iria acabar hoje dispensaria os pedreiros que constroem sua casa, os agricultores que plantam sua comida e cancelaria suas compras pois perderia o apetite.

O mundo pode não acabar hoje, porém ao final desta mensagem de três minutos mais de trezentas pessoas terão partido desta vida. No final do dia 153 mil pessoas terão passado para a eternidade. Ao descrever os dias de Noé, Jesus fala de comer, beber e se casar, atividades tão antigas quanto o homem. Ao falar dos dias de Ló, séculos mais tarde, mais atividades são mencionadas: as pessoas compravam, vendiam, plantavam e construíam. Desde então muitas atividades foram acrescentadas à vida moderna, mas elas em nada mudam o fato de que estamos aqui de passagem.

Se você acha que falar de morte e fim do mundo é pressão psicológica, então enfie a cabeça na areia e continue a alimentar sua negação. Caso contrário, saiba que Deus oferece uma rota de escape. O apóstolo Pedro escreve: “Há muito tempo existiam céus e terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios. Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pe 3:5-9).

Nos próximos 3 minutos Jesus revela o que acontecerá quando ele vier em poder e glória para reinar neste mundo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.