"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#538 Parabola do Pai prodigo



Leitura: Lucas 15:11-32

As três parábolas que abrem o capítulo 15 do Evangelho de Lucas mostram respectivamente o papel do Filho, do Espírito Santo e do Pai na salvação de uma alma. Mas a terceira parábola, a do filho pródigo, é a que mais toca nossos sentimentos por apresentar não uma ovelha ou moeda, mas o pecador de carne e ossos colhendo o fruto amargo de sua rebelião. Esta é a mensagem mais óbvia passada pela parábola, a de que devemos nos arrepender e voltar para a casa do Pai. Mas existe outra mensagem menos óbvia que só percebemos quando analisamos o contexto.

Perceba que o Senhor não conta estas parábolas para os publicanos e pecadores, mas para os religiosos fariseus. Se na primeira parábola eles eram as noventa e nove ovelhas que não se achavam perdidas, nesta eles são representados pelo filho mais velho, o “bom rapaz” da história. O que temos nesta parábola são dois perdidos. Um por ser mau, baladeiro e gastador; outro por ser bom, caseiro e controlado. Independente de seu modo de vida, todo ser humano é um pecador perdido.

Talvez você pergunte a razão do título desta mensagem ser “O Pai pródigo” e não “O filho pródigo”. Se considerarmos que “pródigo” significa “gastador”, podemos dizer que o pai da parábola é bem mais pródigo que o filho rebelde. Por quê? Preste atenção no que ele faz: “Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.” (Lc 15:11-12). Ao entregar ao filho pródigo a sua parte da herança ele automaticamente fica sem nada, pois o que restou pertence ao outro filho. O próprio pai declara isso ao filho mais velho: “Tudo o que tenho é seu.” (Lc 15:31).

Agora pense no que fez Deus, “aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós.” (Rm 8:32). “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16). O filho pródigo “desperdiçou os seus bens” (Lc 15:13). E Deus, com que gastou o seu maior tesouro, o seu Filho amado? Com pecadores como eu e você; com ladrões, prostitutas e corruptos da pior espécie. Será possível encontrar alguém tão pródigo e “mão aberta” quanto Deus?

Nos próximos 3 minutos vamos acompanhar as desventuras do filho pródigo em seu caminho de volta à casa do pai.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.