"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#534 Entretenimento biblico?



Leitura: Lucas 15:3-7

“Então Jesus lhes contou esta parábola: Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?” (Lc 15:3-4). Quando me converti costumava ouvir um hino cuja letra dizia: “As noventa e nove, deixou no aprisco”. Tempos depois fui descobrir que as “noventa e nove” foram deixadas no deserto, não no aprisco. Será que você já se deu conta do quanto é influenciado por músicas, livros e filmes de temas bíblicos? Pois é, nem tudo o que é vendido como “cristão” ou “evangélico” é bom.

Sabe aquele calendário com Jesus de cabelos longos e olhos azuis? Jesus não era europeu e a Bíblia diz que é vergonhoso para o homem ter cabelos longos. Em um desenho animado do “filho pródigo” um cãozinho corre ao encontro do filho, salta em seus braços e lambe seu rosto. No Evangelho é o pai quem corre, o abraça e o beija. Em um livro para crianças Saulo aparece caindo do cavalo, mas Saulo não caiu do cavalo quando ia a Damasco prender cristãos -- ao menos não literalmente.

Noé se esforça para acionar o mecanismo que fecha a porta da arca em um filme cristão, mas na Bíblia quem fecha a porta é Deus. Em Hollywood Sansão é o mais musculoso, mas na Bíblia ninguém sabia de onde vinha sua força, portanto ele não era uma montanha de músculos. Em um filme sobre o Evangelho Judas se joga no fogo do altar para morrer. A Bíblia diz que ele se enforcou e que seu corpo caiu de grande altura. Quantos reis magos você vê no presépio? A Bíblia não diz que eram três e eles não visitaram um bebê numa manjedoura, e sim um menino de dois anos.

Os escritores, ilustradores, roteiristas, artistas e diretores contratados para produzir obras comerciais com temas cristãos geralmente são incrédulos. Com eles você aprende sobre figurinos e arquitetura antiga, mas não a Verdade. Ao contrário, você será influenciado por seus erros, pois para atrair público eles precisam inventar personagens e enredos que induzem você a acreditar que aquilo está na Bíblia, quando não está. O homem natural “não é capaz de entendê-las [as coisas de Deus], porque elas são discernidas espiritualmente” (1 Co 2:14). Portanto nem tudo o que traz o selo “evangélico” ou “cristão” é bom. Não se deixe levar pela arte de incrédulos e pela sabedoria do mundo quando o assunto é a Palavra de Deus.

Nos próximos três minutos saiba quem são as noventa e nove ovelhas perdidas.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#533 O que voce acha de si mesmo?



Leitura: Lucas 15:1-2

Os fariseus criticam Jesus, dizendo: “Este homem recebe pecadores e come com eles” (Lc 15:2). Apesar de estarem cientes do que é o pecado aberto e notório, eles não são capazes de perceber a imundície que há em seus corações sob o manto da religião. Jesus não se defende da acusação dos fariseus, pois eles têm razão: “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores”  (1 Tm 1:15). “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes”, explica Jesus, e completa: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Lc 19:10; Mc 2:17).

“Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo” (Lc 15:1). Por que Jesus exerce tamanha atração sobre os marginalizados? Porque eles reconhecem seus pecados, sabem que estão perdidos e buscam em Jesus o perdão e a cura de suas almas. Portanto esqueça aquela conversa religiosa de que Deus salva os bons, pois ninguém é bom segundo o padrão de Deus que é o seu Filho Jesus. A menos que você se enxergue na descrição do capítulo 3 da carta aos Romanos, não irá querer se juntar aos publicanos e pecadores que se aproximam de Jesus. Ali diz:

“Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer. Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam. Veneno de serpentes está em seus lábios. Suas bocas estão cheias de maldição e amargura. Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz. Aos seus olhos é inútil temer a Deus” (Rm 3:10-13).

Se você é do tipo que processaria por difamação alguém que dissesse estas coisas de você, então ainda não entendeu o que é ser pecador. E se acha que é capaz de ser salvo -- ou permanecer salvo -- por sua obediência, bondade e perseverança, ainda não entendeu como é horrendo o pecado aos olhos de Deus. Tão maligno que nada menos que o sangue do próprio Filho de Deus seria capaz de extirpar tal mancha. Será que há dois mil anos você estaria entre aqueles publicanos e pecadores que buscavam por Jesus, ou você estaria entre os religiosos de boa reputação que se escandalizavam com aquilo?

Nos próximos 3 minutos vamos falar de música, literatura e cinema.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#532 Cobertos de folhas



Leitura: Lucas 15:1-2

O capítulo 15 do Evangelho de Lucas começa dizendo que “todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo. Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: ‘Este homem recebe pecadores e come com eles’” (Lc 15:1-2). Publicanos eram judeus coletores de impostos que traíam seu povo por trabalharem para o invasor romano. Pecadores eram judeus com um comportamento contrário à Lei de Moisés, como prostitutas, homossexuais e ladrões ou mesmo samaritanos e gentios.

Deus havia dado a Lei a Israel como o padrão divino para o homem, provando assim ser ele era incapaz de viver segundo este padrão. Isto porque “quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: ‘Não adulterarás’, também disse: ‘Não matarás’. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei” (Tg 2:10-11). Portanto a Lei só serve para condenar, nunca para salvar. Mas os fariseus e outros religiosos judeus seguiam exteriormente a Lei como meio de salvação, vivendo de aparências.

Assim como fizeram nossos ancestrais no jardim do Éden, o ser humano junta “folhas de figueira para cobrir-se” (Gn 3:7). Ele tenta parecer exteriormente que está com seu pecado coberto pelas “folhas” da justiça própria. Folhas são o que embelezam a árvore, porém se esta não der frutos para nada serve. No Evangelho de Marcos você encontra o que Jesus fez à árvore sem frutos: “Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. Então lhe disse: ‘Ninguém mais coma de seu fruto’. E os seus discípulos ouviram-no dizer isso... De manhã, ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes” (Mc 11:13-20).

Quando Adão e Eva perceberam que Deus vinha ao encontro deles “esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim” (Gn 3:8). Ao perceber que suas “folhas” de justiça própria não serão suficientes aos olhos de Deus o ser humano corre para a religião, a reunião das “as árvores do jardim”, acreditando que camuflado entre as “folhas” de outros fique oculto aos olhos de Deus. Então ele passa a considerar-se melhor que aqueles que não têm uma religião ou cujos pecados são evidentes, como fazem os fariseus aqui. Nos próximos 3 minutos os fariseus pensam estar ofendendo Jesus, mas o que dizem é verdade.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#531 Sal



Leitura: Lucas 14:34-35

Neste capítulo 14 de Lucas aprendemos da bondade daquele que convida para o grande banquete, mostrando que a salvação é pela graça e não por mérito. Também vimos que, se por um lado a salvação é de graça, por outro o discipulado exige empenho daquele que deseja seguir a Jesus. Para ser um discípulo de Cristo há quatro coisas que você deve considerar.

Cristo deve ocupar o primeiro lugar em seu coração, acima de todas as coisas e pessoas, e acima até de sua própria vontade. Além disso, você deve carregar sua própria cruz, isto é, considerar-se morto para si mesmo e saber que o mundo morreu para você e você para o mundo. Você também deve calcular o custo de seguir a Jesus e buscar nele os recursos para edificar um testemunho forte, visível e vigilante. Finalmente você deve estar ciente de quais são os seus verdadeiros inimigos e saber que não vem de você a força para combatê-los.

Este capítulo nos dá os ingredientes da receita da salvação e comunhão com Deus, e como toda receita não poderia faltar o sal, só que neste caso o sal é o próprio discípulo. É disto que Jesus fala nos últimos dois versículos de Lucas 14: “O sal é bom, mas se ele perder o sabor, como restaurá-lo? Não serve nem para o solo nem para adubo; é jogado fora” (Lc 14:34-34).

O sal serve para dar sabor aos alimentos e também para preservá-los. Onde não há refrigeradores a carne é salgada para não estragar. O discípulo é o sal da terra: sua presença aqui não apenas revela o sabor do cristianismo autêntico, mas também evita que o mal se alastre. Mas isto não significa que o cristão deva usar de força bruta ou ingerência nos assuntos deste mundo para conter o mal. Sua simples presença e exemplo causam essa influência. Quantas vezes você chegou numa roda de amigos que falavam bobagens e eles mudaram de assunto quando viram você?

O modo como o cristão se comunica também deve ser equilibrado -- nem pouco, nem muito sal. “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal” (Cl 4:6). Sem comunhão pessoal com Deus você corre o risco de perder o sabor, isto é, virar um sal que não salga. Um sal assim não serve nem para adubar a terra. O mundo pode não gostar de um cristão fiel, mas certamente irá desdenhar de um fracassado na fé. Jesus termina dizendo: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14:35). Você tem ouvidos para ouvir o que vem de Deus, ou vive de escutar a opinião pública como os fariseus dos próximos 3 minutos?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#530 Guerra espiritual



Leitura: Lucas 14:31-33

Uma torre é defensiva, para você vigiar contra ataques e defender sua fé sem atacar pessoas. Mas existe uma esfera onde o cristão é soldado em uma batalha contra seres espirituais. “Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). E é de guerra que Jesus fala aqui.

“Qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz” (Lc 14:28-32).

Esta guerra não é travada com decibéis de berros prepotentes cuspidos num microfone, nem brandindo a Bíblia de forma ameaçadora ou caminhando de um lado para o outro num palco, como um cão bravio que marca território. É de joelhos que o crente luta em oração e sujeição a Deus, mantendo o domínio do próprio corpo. Paulo escreve que “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz... Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1 Co 14:32-33; 9:26-27).

Reprovado é quem começa a edificar ou sai a batalhar confiando na própria inteligência, oratória e poder de persuasão. Sem oração, leitura da Palavra e comunhão com Deus você viverá uma farsa. Muitos que um dia caminharam bem hoje só fingem caminhar. A respeito da torre, Jesus diz: “Se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele” (Lc 14:29). E sobre a guerra contra o inimigo de nossas almas, ele avisa: “Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz” (Lc 14:32).

É num espírito de renúncia, inclusive daquilo que achamos que temos de bom em nós, que o crente segue a Jesus. Não é o pedreiro quem fornece o material da construção onde trabalha, e nem o soldado vai à guerra vestindo a farda que ele mesmo costurou. “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc 14:32).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#529 Cisternas



Leitura: Lucas 14:28-30

Não basta construir torres para vigiar o inimigo; é preciso também cavar cisternas, como fez o rei Uzias, que “construiu torres fortificadas em Jerusalém e...  cavou muitas cisternas, pois ele possuía muitos rebanhos na Sefelá e na planície. Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis, pois gostava da agricultura” (2 Cr 26:9-10). Algumas traduções trazem a palavra “poços”, mas a passagem realmente fala de “cisternas” ou reservatórios de água.

Efésios 5:26 diz que Cristo purificou sua Noiva, a Igreja, “pelo lavar da água mediante a palavra”, e em várias outras passagens a água aparece como figura da Palavra de Deus. Costumamos instalar fechaduras, travas e alarmes para vivermos seguros, mas quem poderia pensar que é cavando “muitas cisternas” que podemos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11)? “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti”, diz o Salmo 119:11. O Salmo 19 diz que essa Palavra “é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes” (Sl 19:7).

A água das cisternas do rei servia para manter seus rebanhos, além dos “trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis” (2 Cr 26:10). O primeiro Salmo diz que aquele que tem prazer na Palavra de Deus e medita nela é como “árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1:1-3). Somos aconselhados a beber dois litros de água por dia para vivermos saudáveis, mas quanto da Palavra realmente bebemos? Não estou falando de volume, pois é possível ler a Bíblia inteira em menos de cem horas corridas sem aproveitar uma vírgula. Estou falando de saborear e digerir a Palavra até ela impregnar nossos pensamentos.

Proteção, vigor, sabedoria, refrigério e muito mais você encontra na Palavra de Deus se as “cisternas” de seu coração estiverem sempre cheias dessa água pura. Os 176 versículos das 22 estrofes que compõem o Salmo 119 mencionam a Palavra de Deus. Cada estrofe começa com o nome de uma letra do alfabeto hebraico, e uma antiga lenda dizia que Davi usava este Salmo como uma cartilha para ensinar o alfabeto e a sabedoria de Deus a seu filho Salomão. Faz sentido. Eu aprendi a ler com uma cartilha chamada “Caminho Suave” e não posso imaginar um caminho mais suave do que a Palavra de Deus para aprender a ler, falar e pensar os pensamentos de Deus.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#528 Visao estrategica



Leitura: Lucas 14:28-30

Olhos e ouvidos são as vias de acesso ao coração, mas eles por si só não são capazes de decidir. É você, por meio de sua vontade, quem decide o que entra ou não, como aconteceu com os judeus que recusaram a verdade: “De má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria” (Mt 13:15).

Se os judeus fecharam olhos e ouvidos à verdade, Eva os abriu à mentira. Ela não só deu ouvidos à serpente, como também “viu que a árvore... era atraente aos olhos” (Gn 3:6). As tentações do inimigo continuam chegando através de nossos olhos e ouvidos, e cabe a cada um discernir e controlar o que deve ou não passar por nossas ‘portas’. O apóstolo Pedro escreveu: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pe 5:8).

No Antigo Testamento há uma figura de como agir. Neemias conta o que fez depois que os judeus reconstruíram os muros de Jerusalém: “Eu lhes disse: As portas de Jerusalém não deverão ser abertas enquanto o sol não estiver alto” (Ne 7:1-3). O sol a pino não deixa sombra, e assim deve ser o nosso cuidado. Enquanto existir alguma sombra de dúvida sobre algo ou alguém é prudente você não abrir as portas do seu coração.

Às vezes você será tentado a abrir para aquilo que é lícito, que não aparenta risco e parece até poder ajudar. Quando os inimigos dos judeus viram que os muros reconstruídos já não tinham brechas, enviaram a Neemias uma proposta: “Venha, vamos nos encontrar num dos povoados da planície de Ono”, mas ele respondeu: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?” (Ne 6:2-3).

Se você também estiver “executando um grande projeto” não irá dar ouvidos aos convites dos ímpios. O primeiro Salmo diz: “Feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1:1-3). E por falar em água, nos próximos 3 minutos voltaremos ao rei Uzias para ver o que mais ele construiu além das torres.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#527 A torre



Leitura: Lucas 14:28-30

Enquanto a salvação é pela fé e de graça a todo aquele que crê em Jesus, segui-lo na prática tem um custo. Jesus dá dois exemplos disso, um que fala de construir uma torre e outro de preparar-se para a batalha. A exortação é para que você saiba que segui-lo tem um preço. Ele diz: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’” (Lc 14:28-29).

Uma torre é alta e visível. Assim é o crente que constrói uma torre: o seu testemunho será evidente a todos os homens e ele ficará numa posição estratégica e privilegiada para perceber a aproximação do inimigo e discernir suas intenções. Ele também discernirá qual é a vontade de Deus e como reagir a cada ataque. Esse discernimento é um privilégio do crente espiritual, isto é, que não apenas foi salvo por Cristo e tem o Espírito Santo, mas que é guiado por este mesmo Espírito e não pela carne.

O apóstolo Paulo escreve que “quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Co 2:15-16). Ou seja, o crente que anda em comunhão com Deus e com a sua Palavra não somente sabe discernir a vontade de Deus, como também as intenções de Satanás e dos incrédulos. Mas para os incrédulos o crente espiritual é um verdadeiro enigma. Não conseguem compreendê-lo.

Um bom exemplo de ‘construtor de torres’ você encontra no rei Uzias.  Ele “construiu torres fortificadas em Jerusalém” e “também construiu torres no deserto” (2 Cr 26:9-10). Ele não construiu apenas em Jerusalém, mas também no deserto para detectar os inimigos quando ainda estivessem longe das portas da cidade. E quais são as ‘portas’ desta nossa ‘cidade’ que é a alma ou coração? Nossos olhos e ouvidos. Deus os colocou numa ‘torre’, isto é, no ponto mais alto do nosso corpo.

Do poeta grego Cícero ao britânico Shakespeare, muitos autores já usaram a frase “os olhos são a janela da alma”, mas nos evangelhos você encontra o Senhor Jesus mostrando que não apenas os olhos, mas também os ouvidos são as principais vias de acesso ao nosso coração. É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#526 Crucificado para o mundo



Leitura: Lucas 14:27

Se você foi a Cristo em busca de uma vida mansa e próspera neste mundo provavelmente foi enganado pelas promessas de um pregador do evangelho da prosperidade. O mesmo falso evangelho foi pregado pela serpente no Éden e oferecia tudo o que “parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e... desejável para... se obter discernimento” (Gn 3:6). Foram estas também as tentações usadas pelo diabo ao sugerir que Jesus transformasse pedras em pão, para agradar seu “paladar”; ao encher seus “olhos” com todas as riquezas do mundo; e ainda insistir que saltasse do ponto mais alto do templo para fazer prova de Deus.

Em sua primeira epístola João nos exorta a não irmos atrás das coisas terrenas como as prometidas pelos pregadores da prosperidade. Ele diz: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo -- a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens -- não provêm do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:15-17).

Esses pregadores apoiam suas promessas principalmente no Antigo Testamento, pois para Israel Deus prometeu sim prosperidade terrena, mas nunca bênçãos celestiais. Para a igreja, porém, a exortação é que “tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos” (1 Tm 6:8).

Pregadores assim certamente prosperam pregando um falso evangelho que apela para o ventre, a ganância e a ambição do ser humano. Paulo já alertava contra isso, ao dizer que “há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo. Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas. A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:18-20).

Portanto esqueça a ideia de que seguir a Cristo seja fácil em um mundo cujo príncipe é Satanás. Você sofrerá oposição e perseguições, e ainda será zombado quando não conseguir viver aquilo que prega. É o que veremos nos próximos 3 minutos, ao considerarmos o custo do discipulado.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#525 Crucificados com Cristo



Leitura: Lucas 14:27

Até aqui vimos que ser discípulo não significa necessariamente estar salvo e ter seus pecados perdoados. Muitos dos que se declaram “cristãos” ou discípulos de Cristo nunca se converteram. Do mesmo modo há cristãos verdadeiramente salvos pela fé, mas que estão longe de serem verdadeiros seguidores de Jesus na vida diária, preferindo seguir suas próprias vontades. É desses salvos de mãos vazias que Paulo fala em 1 Coríntios 3:15: “Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo”.

Jesus falou também de cada um “carregar sua cruz”, e não estava falando da cruz que ele levou, e sim de cada um considerar-se morto para esta vida. Os Gálatas haviam se esquecido da cruz neste sentido e tentavam manter-se salvos por seus próprios esforços. Por isso Paulo pergunta: “Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?” (Gl 3:1). Se Cristo tinha sido crucificado, e com ele o nosso velho homem, como eles podiam achar que iriam melhorar a carne por meio de regras?

Para mostrar que é só pela fé que somos salvos e andamos “em novidade de vida” (Rm 6:4), Paulo afirma: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2:20). Em seguida ele mostra a posição que o crente deve ocupar: “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (Gl 5:24), portanto “que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14).

Cristo foi crucificado por mim, eu fui crucificado com Cristo, crucifiquei minha carne com suas paixões e desejos, o mundo foi crucificado para mim e eu para o mundo. Cinco vezes a cruz é aplicada aqui ao cristão, e todas elas mostram por que devo tomar sobre mim a cruz para seguir a Jesus. Isto é, devo considerar-me morto para minha vida a fim de ter uma vida de real comunhão com Deus seguindo a Cristo como discípulo.

Agora você entendeu o que significam as palavras de Jesus, quando diz: “Aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14:27). E se o mundo foi crucificado para mim e eu para o mundo, seria correto eu viver em função das coisas terrenas prometidas por alguns pregadores? Veja a resposta nos próximos 3 minutos.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#524 Mais que a propria vida



Leitura: Lucas 14:25-27

Na parábola da grande ceia alguns rejeitam o convite por suas vidas girarem em torno dos bens, trabalho e família. A respeito da família Jesus diz que “se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs... não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26). Então ele chega ao extremo de dizer que o amor à própria vida não pode ficar acima do amor a ele. “Se alguém vem a mim e ama... sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26).

Pense bem no que ele diz. Quem teria o direito de exigir tal coisa? Quem poderia dizer a você que nada e ninguém pode ser mais amado do que ele? Quem poderia esperar que você o amasse mais que a própria vida? A história está cheia de ditadores que exigiram isso de seus seguidores, mas eles morreram e foram esquecidos. Somente uma Pessoa poderia, de fato e de direito, pedir tal coisa: o próprio Deus Criador.

Pois Jesus não é nada menos que o Criador e mantenedor de todas as coisas. Você só existe por causa dele e para ele, e sem ele nada em sua vida fará sentido. Quando pensamos nos milhões que foram martirizados por sua fé em Jesus entendemos o que significa amar mais a ele do que a própria vida. Afinal, ele nos amou mais do que a si mesmo quando se entregou como sacrifício por nós numa cruz assumindo nossa culpa.

Então ele diz: “Aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14:27). Isto nada tem a ver com os que saem pelas estradas carregando uma cruz para pagar promessas ou receber uma bênção. Com Deus não se faz barganha. Mas há quem interprete o “carregar sua cruz” como algum sofrimento que ajudaria a limpar seus pecados. Porém o único sofrimento que podia nos purificar foi o de Jesus nas três horas de trevas em que foi julgado e condenado por Deus na cruz em nosso lugar, morrendo ali depois de ter sido feito pecado por nós.

Carregar a própria cruz significa considerar-se morto para a vontade própria para seguir a Jesus. Há dois mil anos quem visse um condenado carregando uma cruz a caminho da execução certamente diria: “Aquele já era; está morto!”. Ninguém iria perder tempo perguntando a ele se queria comprar um campo, uma junta de bois ou casar-se. A cruz era morte certa.

Nos próximos 3 minutos Paulo fala dos que foram crucificados com Cristo e não eram os dois ladrões.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#523 Discipulado



Leitura: Lucas 14:25-27

Muitos dos que se diziam discípulos de Jesus estavam mais interessados nos benefícios do que nas responsabilidades e acabaram decidindo abandoná-lo. “Jesus perguntou aos doze: ‘Vocês também não querem ir?’ Simão Pedro lhe respondeu: ‘Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus’” (Jo 6:67-69).

Pedro e os outros mostraram que não seguiam a Jesus pelas vantagens materiais e transitórias, mas por ele ser quem era e pela promessa da vida eterna. Porém, para mostrar que podem existir falsos discípulos, Jesus revelou: “’Não fui eu que os escolhi, os doze? Todavia, um de vocês é um diabo!’ Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, que, embora fosse um dos doze, mais tarde haveria de traí-lo” (Jo 6:70-71).

Existem também aqueles que são discípulos de homens, achando que isso faz deles discípulos de Cristo. É claro que na Bíblia encontramos discípulos de profetas como João Batista, mas na atual dispensação vemos todos os cristãos como discípulos de Cristo apenas. Paulo alertou os irmãos em Éfeso que depois de sua partida surgiriam homens em busca de seguidores. Ele disse: “Dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos” (At 20:30).

Ele também chamou de mundanos ou carnais aqueles que seguiam a homens, mesmo dentre os verdadeiros servos de Deus: “Pois quando alguém diz: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estão sendo mundanos? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um” (1 Co 3:4-5). O equivalente moderno disso seria dizer “eu sou de Lutero”, “eu de Calvino” ou “eu do pastor fulano”.

Nos evangelhos Jesus revela algumas características de um verdadeiro discípulo: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos” (Jo 8:31). Ter prazer na Palavra de Deus e procurar aprender cada vez mais é uma das marcas de um verdadeiro discípulo. Outra é dar fruto para Deus, como explicou Jesus ao dizer: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (Jo 15:8). Mas para dar fruto primeiro você precisa estar morto, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#522 Graca e Discipulado



Leitura: Lucas 14:25-27

Ao reparar na multidão que o segue, Jesus lhes diz: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14:25-27). Ele não diz que “não pode ser salvo”, mas que “não pode ser meu discípulo”.

Um pouco antes neste capítulo Jesus falou da graça de Deus, o favor imerecido que recebem os que aceitam o convite para a grande ceia. Depois de tamanha revelação de graça não é de estranhar que uma multidão decida segui-lo. Porém graça e discipulado são coisas distintas, apesar de conectadas. Neste capítulo nós vemos primeiro a graça e depois o discipulado, nesta ordem.

Graça é o que Deus oferece ao pecador; é a manifestação do amor livre e desimpedido de Deus que não pede nada em troca. Ele deu o seu Filho para morrer na cruz e agora oferece uma salvação que é totalmente de graça. Ela só pode ser recebida pelos que reconhecem nada ter para dar em troca, como os pobres, aleijados, cegos e mancos da parábola. Deus não está oferecendo uma barganha, mas um presente para aqueles que ele convida a crerem em Jesus.

O discipulado genuíno é resultado da graça na vida de quem crê em Jesus. Se a graça é a ação, discipulado é a reação manifestada na forma de uma sincera gratidão e interesse pelas coisas de Deus. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4:19). O discípulo está sempre desejoso de aprender mais desse amor, como Maria, irmã de Marta, que “ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra” (Lc 10:39). Portanto é a graça que gera o discipulado, e não o contrário.

Porém muitos invertem esta ordem e se declaram discípulos por interesse no favor de Deus. Quem professa o nome de Cristo dizendo-se “cristão” acaba se colocando na condição de discípulo, seja convertido ou não. Enquanto seguir a Jesus significava ouvir belos discursos, ter o pão cotidiano e ser curado das enfermidades, muitos o seguiam. Mas ao descobrirem o que realmente era ser discípulo a reação destes foi: “‘Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?’ Daquela hora em diante muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo” (Jo 6:60, 66).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Convite para a Grande Ceia - Edicao especial de Ano Novo



http://youtu.be/mZ5EykbIFko

Nós estamos na virada de mais um ano. Lá se vai outro ano. Para aqueles que conhecem a salvação que há em Cristo Jesus a Bíblia diz que estamos mais perto de nosso Salvador, estamos mais próximos de nosso encontro com Cristo. Para um incrédulo falar nisso é um terror, pois a pessoa diz: "Imagine! Que ideia! Como alguém pode querer estar mais perto do céu? Um ano a menos? Contagem regressiva?!".

Exatamente, para quem já passou de uma certa idade é possível perceber que a contagem é regressiva. Quando a gente é jovem parece ter muita vida pela frente, ter muito gás para gastar. Mas depois de uma certa idade, quando você já está ladeira abaixo, dá para perceber que não falta tanto tempo assim. Falta pouco, falta muito pouco. E se considerarmos que Cristo pode voltar a qualquer momento este pode ser nosso último, talvez o último mês, talvez o último dia, talvez nossos últimos minutos na terra.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#521 Uma casa cheia



Leitura: Lucas 14:21-24
Vídeo: http://youtu.be/a9JCSzo2Vkk

Diante da recusa dos convidados “o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’. Disse o servo: ‘O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar’. Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia. Eu lhes digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’” (Lc 14:21-24).

Os primeiros convidados são os judeus que rejeitaram o Messias. Então o “dono da casa” envia o servo em caráter de urgência para “as ruas e becos da cidade em busca dos pobres, os aleijados, os cegos e os mancos”. Estes são os discípulos e outros israelitas que seguiam a Jesus e seriam perseguidos e mortos pelos judeus, como foram Estêvão e Tiago (At 7:59; 12:2), e também os que Saulo entregava às autoridades. Todos os apóstolos, exceto João, sofreriam mortes violentas. A eles cabe muito bem o que é dito na carta aos Hebreus a respeito dos mártires do Antigo Testamento: “O mundo não era digno deles” (Hb 11:38).

O que os caracterizava -- e também caracteriza hoje todo aquele que crê em Jesus -- era o fato de serem “pobres”, pois nada possuíam para dar em troca da salvação. Também eram “aleijados” ou incapacitados de qualquer boa obra para Deus. Eram “cegos”, pois por si mesmos nunca teriam encontrado o Caminho, e “mancos” porque sozinhos seriam incapazes de andar nele. Você é assim?

Após estes serem introduzidos no grande banquete o servo avisa que “ainda há lugar”. Se antes ele tinha saído pelas “ruas e becos da cidade”, agora é fora do arraial de Israel que o servo busca pessoas. Seu senhor diz: “Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia”. Estes são os gentios, estrangeiros e estranhos às alianças de Deus com Israel. Devemos nos lembrar de que o servo é uma figura do Espírito Santo, o único que pode realmente “forçar” alguém a crer em Jesus. Mas não é por força brutal, porém com uma irresistível influência que exerce na alma. “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor” (Zc 4:6).

É de grande consolo saber que Deus quer que sua casa fique cheia, o que nos remete a Colossenses 1:18 que diz que o objetivo é que Cristo “em tudo tenha a supremacia” ou o primeiro lugar. Portanto no final será maior o número de salvos por Cristo do que de perdidos, Fica fácil você entender isto se considerar que os bilhões de abortos, crianças e mentalmente incapazes têm seu lugar garantido nos “muitos aposentos” (Jo 14:2) da casa do Pai graças ao sangue derramado na cruz.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.