"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#549 Adulteros



Leitura: Lucas 16:18

Jesus diz: “Quem se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher estará cometendo adultério, e o homem que se casar com uma mulher divorciada do seu marido estará cometendo adultério.” (Lc 16:18). Por que será que ele interrompe o assunto da Lei do versículo 17 para falar de adultério e divórcio? Ele não interrompe; o assunto aqui ainda é a Lei, e você só entenderá isso se ler o que Paulo escreve em sua Carta aos Romanos, que é o evangelho explicado.

“Acaso vocês não sabem que a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive? Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento. Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei, e mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera. Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos.” (Rm 7:1-4).

A questão é: Pode um morto guardar a Lei? Não! E por acaso não é assim que Deus vê o crente em relação à Lei? “Agora, mortos para aquilo que antes nos prendia, fomos libertados da lei, para que sirvamos em novidade de espírito, e não segundo a velha forma da lei escrita.” (Rm 7:6).  Agora veja como tudo está maravilhosamente conectado a este capítulo de Lucas: “Quem se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher estará cometendo adultério.” (Lc 16:18). O assunto aqui não é divórcio, mas adultério, caso o vínculo não tenha sido desfeito pela morte.

Por isso o apóstolo Paulo explica: “Vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos.” (Rm 7:4). Se agora pertencemos a Cristo, como continuar pertencendo à Lei para a qual morremos? Querer viver sob ambos é adultério. Além disso, “tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5:1). Isto significa que aqueles que creem em Jesus são justos aos olhos de Deus, e Paulo escreve a Timóteo que a Lei “não é feita para os justos.” (1 Tm 1:9).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de um rico anônimo e de um mendigo chamado Lázaro.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#548 Lei ou graca



Leitura: Lucas 16:15-17

A Lei dada por Deus recompensava o homem por sua fidelidade. Se você obedecesse, seria recompensado, caso contrário viveria doente, na miséria, sem filhos e seu nome cairia no esquecimento. A Lei é pura e perfeita para o homem natural vivendo na terra. O problema é que somos imperfeitos, por isso a Lei acabou desvirtuada pelos judeus, que faziam de conta que a praticavam de olho na recompensa. Tornaram-se gananciosos de riquezas materiais e posições de destaque na sociedade.

Jesus fala de uma mudança: "A Lei e os profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forçar sua entrada nele. É mais fácil o céu e a terra desaparecerem do que cair da Lei o menor traço." (Lc 16:16-17). A Lei não deixava de existir, mas seria em vão tentar justificar-se por ela. João Batista anunciara a chegada do Messias e seu Reino, e os judeus, culpados de violar a Lei, deviam se arrepender e serem batizados, assumindo uma nova posição no Reino. “Mas os fariseus e os peritos na Lei rejeitaram o propósito de Deus para eles, não sendo batizados por João.” (Lc 7:30).

Se o normal até ali era buscar a justificação pela Lei, não seria normal arrepender-se por não ter conseguido e aceitar “as boas novas do Reino”. “Forçar sua entrada” no Reino seria equivalente à expressão “forçar a barra”. Quem fizesse isso seria perseguido pelos que se justificavam a si mesmos. O problema não estava na Lei, que é boa e perfeita, mas no homem que é incapaz de cumpri-la por estar morto em delitos e pecados. Este precisaria depender inteiramente da graça de Deus, “pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17).

Em suma, a lei não deixou de existir; o que deixou de existir foi o homem descendente de Adão. Na cruz Jesus deu um fim nele, inaugurando um novo homem pela ressurreição. Aqueles que insistem em permanecer sob a Lei colocam a corda no próprio pescoço, pois a Lei não foi feita para salvar, e sim para condenar. Ela prometia prosperidade aos fiéis, mas condenação aos infiéis. Você se considera cem por cento fiel e cumpridor de todos os preceitos da Lei? A menos que seja hipócrita, a resposta será não. Então, sob a Lei você está condenado, não só por transgredi-la, mas por ser adúltero. Não entendeu? Então é melhor ouvir os próximos 3 minutos, quando veremos que é adultério querer viver com dois maridos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#547 Justificacao



Leitura: Lucas 16:15

Nem tudo no Evangelho de Lucas está em ordem cronológica. Algumas coisas seguem uma ordem moral, como neste capítulo 16. Ele começa com a parábola do administrador infiel, segue falando da correta administração do que pertence a Deus e denuncia a avareza dos fariseus. Agora Jesus fala da justiça própria, antes de falar da lei, do divórcio e terminar com a história do rico e do mendigo. Apesar de parecerem assuntos diferentes, tudo está ligado e tem a ver com os judeus, a lei e o judaísmo.

Jesus diz aos fariseus: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês.” (Lc 16:15). Encontramos na Bíblia tanto a justificação horizontal -- de homem para homem -- como a justificação vertical, do homem para com Deus. Tiago, em sua epístola, fala da primeira, mostrando que diante de seu semelhante o homem é justificado pelas obras. Ali diz:

“A fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: Você tem fé; eu tenho obras. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar?” (Tg 2:17-21). Ao dizer “Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras” fica fácil entender que ele está falando de uma justificação horizontal, de homem para homem.

Porém na carta aos Romanos, Paulo fala da justificação vertical, do homem para com Deus: “Se de fato Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar, mas não diante de Deus.” -- ou seja, diante dos homens. “Que diz a Escritura? ‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça’.” (Rm 4:2-3). Deus, que vê os corações, justifica o homem por sua fé e deposita isso em sua conta. “Àquele que não trabalha, mas confia em Deus que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça.” (Rm 4:5).

Um exemplo de ímpio justificado apenas pela fé é o ladrão que se converteu na cruz. Sem fazer qualquer obra, sem ser batizado ou cumprir qualquer ordenança, ele recebeu a certeza de encontrar-se naquele mesmo dia com o Senhor no Paraíso. Mas o que isso e tudo o mais neste capítulo tem a ver com os judeus e o judaísmo? Bem, e é disso que falaremos nos próximos 3 minutos.

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#546 Lideres gananciosos



Leitura: Lucas 16:15

Na dispensação da Lei a bênção era prometida na forma de prosperidade material como consequência da obediência. Por isso os homens buscavam obedecer -- ou ao menos parecer que obedeciam -- a fim de serem beneficiados com saúde e riquezas. Seus líderes religiosos acabaram se esquecendo de que a obediência deveria ser aos olhos de Deus, e não dos homens, e passaram a alardear seus próprios feitos ou ocupar posições de destaque segundo o que achavam de si mesmos.

No Evangelho de Mateus Jesus os critica, dizendo: “Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’ [mestres].” (Mt 23:5-7).

Filactérios eram fitas amarradas ao corpo com trechos das Escrituras. Ao alargar seus filactérios, os líderes queriam exibir um maior conhecimento delas. Deus também havia ordenado que fizessem franjas nas vestes, mas não para serem vistas por outros, e sim como um lembrete para si mesmos. “Quando vocês virem essas franjas se lembrarão de todos os mandamentos do Senhor, para que lhes obedeçam.” (Nm 15:40). Na cristandade isso equivaleria aos vários títulos eclesiásticos e teológicos inventados pelos clérigos para se mostrarem superiores aos leigos.

Mas o que os leigos acham disso? Eles gostam, e o Salmo 49:18 explica essa característica do comportamento humano: “Os homens te louvam, enquanto fazes o bem a ti mesmo.”. Por isso muitos seguem os pregadores de prosperidade, indiferentes às denúncias que revelam suas fortunas. Eles os seguem por desejarem a mesma prosperidade, e o raciocínio é que quanto mais próspero o líder, mais poder ele tem de tornar prósperos seus liderados. Para esses pregadores denúncias de riqueza servem de propaganda, pois atraem mais gente em busca de prosperidade material.

Ao descrever a cristandade, Paulo diz que “nos últimos dias os homens serão egoístas, avarentos [ou gananciosos], presunçosos, arrogantes...” (2 Tm 3:1-9). A lista de adjetivos continua e diz também que  eles fazem como os magos de Faraó, que imitavam os sinais que Deus fazia por meio de Moisés. Qualquer semelhança com o que você vê em alguns pregadores do rádio e TV não é mera coincidência. 

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#545 Justificar-se



Leitura: Lucas 16:15

Após revelar a avareza do coração dos religiosos fariseus -- e ser ridicularizado por eles -- Jesus lhes diz: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus.” (Lc 16:15). Estamos sempre prontos a nos justificarmos a nós mesmos, seja culpando outros por nossos erros, seja apresentando boas obras na tentativa de neutralizá-los.

Desde o dia em que Adão tentou se justificar diante de Deus, dizendo, "foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi" (Gn 3:12), ficamos especialistas na arte da justiça própria. Porém, se é fácil identificar a justificativa que joga a culpa em terceiros, o mesmo não acontece com a justiça própria construída pela autovalorização, quando tentamos parecer melhor do que somos exibindo os nossos feitos.

Ainda que nas coisas dos homens essa atitude ajude você a conseguir emprego, pois é necessário apontar os gols que marcou na carreira, nas coisas de Deus ela é deplorável. Neste mesmo evangelho Jesus alerta: “Quando vocês tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’.” (Lc 17:10). A exaltação própria é característica da cristandade dos últimos dias, representada por Laodiceia. Ela diz: “Estou rica, adquiri riquezas e não preciso de nada”, porém o Senhor retruca: “Não reconhece, porém, que é miserável, digna de compaixão, pobre, cega e que está nua.” (Ap 3:17). 

Quantos cristãos você conhece que se gabam da riqueza de seus templos, do número de membros de suas “igrejas” ou da capacidade intelectual de seus pregadores? Ao fazerem isso estão medindo as coisas pela régua dos homens, e não de Deus. Eles se esquecem de que “aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus.” (Lc 16:15). E o que tem valor para Deus? Ele mostra claramente ao elogiar Filadélfia, na sexta carta de Apocalipse: “Você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.” (Ap 3:8).

A cristandade dos últimos dias busca ter muita força -- às vezes até por meios políticos --, despreza a Palavra, em especial a doutrina de Paulo, e identifica seus membros por diferentes denominações, considerando insuficiente serem identificados com Cristo apenas como “cristãos”. Quanto a seus líderes, bem, é o que veremos nos próximos 3 minutos.

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#544 Pouco ou muito?



Leitura: Lucas 16:10-14

Um amigo não convertido foi convidado a uma dessas “igrejas” de pregadores da prosperidade e, ao invés de sair dali convencido a crer em Jesus, saiu enojado. Marcou no relógio uma hora e quarenta minutos de pedidos de dinheiro. Ele, que pensava ter sido convidado para um culto a Deus, saiu convencido de que aquilo era um culto a Mamom, o dinheiro.

Mas qual é a importância que Deus dá ao dinheiro? Ao compará-lo às “moradas eternas” em Lucas 16, Jesus diz que “quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.” (Lc 16:10). Para Deus, o valor da riqueza é “pouco”, mas ele chama de “muito” os “tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.” (Mt 6:20).

Deus diz: “Tanto a prata quanto o ouro me pertencem... Não tenho necessidade de nenhum novilho dos seus estábulos, nem dos bodes dos seus currais, pois todos os animais da floresta são meus, como são as cabeças de gado aos milhares nas colinas... fui eu quem lhe deu o trigo, o vinho e o azeite, quem o cobriu de ouro e de prata.” (Ag 2:8; Sl 50:10; Os 2:8-9). Você acha que aquele que em Mateus 17:27 colocou uma moeda na boca do peixe que Pedro iria pescar precisaria do nosso dinheiro?

Mas então por que a Bíblia diz para contribuirmos para a propagação do evangelho e as necessidades dos irmãos? Porque Deus quer testar a nossa capacidade de administrar “o pouco”, isto é, o dinheiro, antes de nos confiar o “muito” das riquezas espirituais. Jesus diz: “Se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?”. Antes de lhe entregar um violino Stradivarius de quinze milhões de dólares Deus quer saber se você cuida bem do pandeiro.

Ele também dá um recado aos que se dedicam ao culto a Mamom: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” Obviamente os adeptos do evangelho da prosperidade irão rir disso, mas não é novidade. A passagem continua dizendo que “os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus.” (Lc 16:10-14).

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#543 Administradores de Deus



Leitura: Lucas 16:1-9

No princípio Deus escolheu um homem, Adão, para ser administrador da Criação. Ele e Eva deveriam se multiplicar, povoar a terra, dominar sobre os animais e cultivar o jardim do Éden. Havia um único mandamento: Não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Antes mesmo de terem seu primeiro filho, ou colherem os primeiros frutos de seu cultivo, eles já tinham desobedecido esse mandamento.

Adão e Eva descobriram que o mero conhecimento do bem e do mal, adquirido ao comerem da árvore proibida, não lhes capacitava a fazer o bem ou evitar o mal. Seus descendentes mergulharam na iniquidade e Deus decidiu destruir o mundo num dilúvio, preservando a Noé e sua família. A eles foi ordenado: “Sejam férteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra e proliferem nela.” (Gn 9:7). Para administrar a terra Noé recebeu a autoridade de governar e exercer poder sobre seus semelhantes.

Mas seus descendentes falharam, por não se espalharam pela terra como Deus havia ordenado. Ao contrário, concentraram-se num só lugar para construir uma cidade e uma torre com um objetivo contrário à ordem dada por Deus. Eles disseram: “Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra.” (Gn 11:4). Deus confundiu suas línguas e os espalhou pela face da terra, formando assim diferentes nações.

De uma dessas nações Deus tirou um homem, Abraão, e prometeu que nele todas as famílias da terra seriam abençoadas. De seu descendente, Jacó, Deus criou a nação de Israel, responsável por administrar as coisas de Deus na terra. Israel recebeu a Lei, as promessas, os concertos, a adoração e possessões terrenas. Mas, assim como o administrador da parábola, Israel não soube multiplicar as bênçãos terrenas que recebeu.

Então Deus criou outro povo, a Igreja, para transformar coisas terrenas em resultados espirituais. Como os lendários alquimistas, que tentavam transformar chumbo em ouro, o cristão é capaz de transformar bens materiais em espirituais. Como ele faz isto? Usando os recursos que Deus coloca em suas mãos para promover a obra do evangelho, a fim de que pessoas se convertam a Cristo e sejam salvas. É assim que conseguem “ganhar amigos, de forma que, quando ela [a riqueza] acabar, estes os recebam nas moradas eternas” (Lc 16:9).

Mas para isto é preciso ser idôneo, como Jesus explica nos próximos 3 minutos.

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#542 O administrador corrupto



Leitura: Lucas 16:1-9

Jesus conta a parábola de um homem rico que decide demitir seu administrador. Ao receber o aviso prévio ele se preocupa, pois já não tem idade para fazer trabalho braçal e teria vergonha de mendigar. Então planeja um esquema: chama cada devedor de seu patrão e reduz a dívida para poderem quitá-la. Ele “perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve ao meu senhor? ’ ‘Cem potes de azeite’, respondeu ele. O administrador lhe disse: ‘Tome a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta’. A seguir perguntou ao segundo: ‘E você, quanto deve? ’ ‘Cem tonéis de trigo’... Ele lhe disse: ‘Tome a sua conta e escreva oitenta’.” (Lc 16:5-7).

Jesus diz que o homem rico elogiou o administrador desonesto, não sua desonestidade, mas sua prudência. Você só entenderá a parábola se ler a conclusão: “Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz.” (Lc 16:16). Por que Jesus diz que os “filhos deste mundo”, isto é, os incrédulos, são mais espertos do que os “filhos da luz” ou crentes? Porque aproveitam o tempo presente para garantir amigos no futuro, como fez o administrador. A lição aqui não é ser desonesto, mas ser prudente e investir no futuro. Por isso Jesus diz: “Usem a riqueza deste mundo ímpio” -- ou “riquezas da injustiça” -- “para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.” (Lc 16:9).

A “riqueza deste mundo ímpio” é o dinheiro. O cristão deve ser sábio investindo nas coisas que permanecem. O administrador desonesto negociou com dinheiro que não era dele para garantir resultados futuros. Os cristãos também negociam com riqueza que não é deles, mas de Deus, para “ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas” (Lc 16:9). A pergunta é: Quantos “amigos” eu e você iremos encontrar na glória? Quantos nós ajudamos a terem suas dívidas perdoadas por Deus para garantirem seu lugar nas “moradas eternas”? E quanto das “riquezas da injustiça”, isto é, do dinheiro que Deus nos dá, nós investimos neste trabalho de “ganhar amigos”?

Nosso tempo aqui na terra é breve, mas os recursos que Deus nos dá para fazer sua obra são infinitos. A questão é saber se somos confiáveis para administrar esses recursos, ao contrário de muitos que passaram por aqui e falharam. Como veremos nos próximos 3 minutos.

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Somos todos macacos?



http://youtu.be/RdjRXal0gRQ

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#541 Desprezando a bondade



Leitura: Lucas 15:11-32

Enquanto o filho pródigo era recebido com festa, “o filho mais velho... chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo... ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’” (Lc 15:25-30).

O filho mais velho não é diferente do pródigo. Um queria gastar a herança com prostitutas, o outro com os amigos, e para eles o pai só servia para financiar a diversão. Porém, enquanto um entra na casa arrependido, o outro não. Ele se revolta por achar que merecia receber algo pelo tempo de serviço ao pai. Mas o pai responde que, por graça, tudo já pertencia a ele. “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.” (Lc 15:31).

O filho pródigo estava perdido por ser mau, gastador e baladeiro. O filho mais velho estava perdido por ser bom, trabalhador e caseiro, as mesmas qualidades que o fizeram recusar a graça do pai e a negar-se a entrar em sua casa. Alguém que confie em sua vida correta como meio de salvação não entende a magnitude do sacrifício de Cristo na cruz e não crê na eficácia de seu sangue derramado para nos purificar de nossos pecados. Ele acredita ser capaz purificar-se a si mesmo.

Nunca me esquecerei da visita que fiz com um irmão à tia dele, que estava numa cama há anos, vítima de uma doença deformante. Assim que ele terminou de falar da graça de Deus e da salvação pela fé, a mulher se alterou. Extremamente irada e aos berros, contestava: “Quer dizer que todos esses anos na cama, todas as dores que passei e as orações que fiz não contam nada para minha salvação?!”. Nós achamos melhor sair dali antes que ela se exaltasse ainda mais.

E você, reagiria da mesma maneira se soubesse que sua caridade, seu sofrimento, suas orações ou qualquer outra coisa não contam pontos para o perdão de seus pecados e a salvação eterna? “Será que você despreza as riquezas da bondade, tolerância e paciência [de Deus], não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4).

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#540 Correndo para o abraco



Leitura: Lucas 15:11-32

Quando você assiste a um filme não imagina como irá terminar. Se soubesse, não perderia seu tempo assistindo. Cabe ao roteirista, que escreve o enredo, surpreendê-lo introduzindo novos personagens, trazendo à tona segredos ocultos e criando reviravoltas para entreter o público. Você acha que Deus seria menos criativo que esses roteiristas?

Existe um plano e existe um roteiro nos estúdios de Deus, e nada acontece por acidente. Você não pode julgar o filme enquanto não assistir até o fim, quando se dá o desfecho. Então todos os fios da meada, que pareciam soltos, se encontram para formar uma perfeita trama. O “filme” que Deus escreveu ainda não terminou. Ele foi escrito antes da criação do tempo, quando foi também ensaiado pela Divindade.

Seu tema é o amor, e seus principais protagonistas -- o Pai, o Filho e o Espírito Santo -- já ensaiavam o verbo “amar” desde eternamente. No mundo Jesus orou ao Pai dizendo: “Me amaste antes da criação do mundo.” (Jo 17:24). Esse amor era tanto, que outros personagens foram convidados a participar do “filme”, e é aí que nós entramos, como o filho perdido da parábola. No enredo existe um “novilho cevado”, que é morto, figura do “Cordeiro sem mancha e sem defeito”, preparado de antemão para ser sacrificado, “conhecido antes da criação do mundo, [e] revelado nestes últimos tempos” (1 Pe 1:19-20).

Se alguém me pergunta quando foi que Deus começou a me amar, respondo que ele nunca começou, pois sempre me amou. Afinal, como teria preparado na eternidade um Cordeiro para morrer por mim antes que eu existisse? Como teria escolhido a mim e a outros “antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.”? “Em amor nos predestinou -- também antes da criação do mundo -- para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo.” (Ef 1:4-5).

Eu nunca teria chegado ao Pai se ele não tivesse me enxergado de longe -- de uma eternidade de distância -- e corrido me abraçar, como ao filho da parábola. “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” (Lc 15:20). Não fui eu quem tirou meu “trapo imundo” (Is 64:6), “mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. ’” (Lc 15:22-23).

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#539 Perdido ou achado?



Leitura: Lucas 15:11-32

Eu e você sabemos o que significa ser um filho pródigo numa terra distante, pois nascemos assim, pecadores e longe de Deus por causa de nosso pecado e rebelião. Sem perceber, passamos boa parte da vida na “escravidão da decadência” (Rm 8:21) e obrigados a servir a alguém que nos priva até da comida destinada aos porcos. Esse alguém é o diabo.

Mas nem todos se consideram perdidos até perderem as coisas que realmente valorizam nesta vida, como aconteceu com o jovem da parábola. Foi só depois de perder o dinheiro e os amigos que ele caiu em si. Alguns, porém, nem perdendo tudo se reconhecem perdidos. Ou adotam uma postura de um otimismo cego, acreditando que tudo vai dar certo, ou se desesperam sem enxergar uma solução. O problema é que não consideram uma terceira opção: Deus.

O jovem da parábola reconhece seu estado arruinado. Ao invés de tentar recuperar o que perdeu ou mergulhar de vez na lama dos porcos, ele pensa nos privilégios de se viver na casa do pai: “Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!” (Lc 15:17). Então ele toma uma decisão: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.” (Lc 15:18-19). Arrependido, envergonhado e humilhado, ele está pronto para voltar.

“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” (Lc 15:20). O que o filho faz? Diz a seu pai para tratá-lo como um empregado? De jeito nenhum. Ele sabe que não é digno de ser chamado filho, mas mesmo assim é recebido como um filho arrependido, e não como um empregado. Ele diz: “Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho.” (Lc 15:21).

Porém o pai diz aos servos: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado.” (Lc 15:22). A expressão “foi achado” mostra que não foi o filho quem se encontrou, e sim o pai nunca desistiu de procurá-lo. Neste exato momento Deus está procurando por você e quer dizer a seu respeito: “Foi achado!”. Você já foi achado ou ainda nem se deu conta de que está perdido?

Nos próximos 3 minutos o pai corre para o abraço.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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