"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#558 Trocando de roupa




A passagem de Efésios traz uma lista de preceitos do tipo não furte, não minta, livre-se da amargura, da indignação, da ira, da gritaria, da calúnia, da maldade, etc.. Mas é importante perceber que antes dessa lista vem o segredo para se viver de acordo com a natureza de Deus, não seguindo uma lista de preceitos, mas trocando de roupa: “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.” (Ef 4:22-24).

Regras morais ou códigos de conduta você encontra em todas as religiões, mas existe uma diferença no cristianismo. Neste não é a mudança de comportamento que faz de você um novo homem, mas é o ser um novo homem que o leva a mudar de comportamento. O cristão deve viver e agir de acordo com a nova identidade que recebeu por graça, e não tentar usar uma identidade forjada por suas próprias mãos. É a diferença entre receber um "RG" emitido pelo governo, em papel timbrado e impresso na Casa da Moeda, e criar seu próprio "RG" numa impressora jato de tinta.

As religiões humanas dizem “Não faça o mal”, porém Deus diz “Você não é dos que praticam o mal”. As religiões dizem para você fazer o bem para se tornar uma pessoa melhor; Deus diz que você faz o bem por já ser uma pessoa melhor. Ao crer em Jesus você descobre que seu velho “eu” foi morto na cruz e você nasceu de novo, purificado pela água da Palavra e comprado pelo sangue de Cristo, ambos vertidos do lado ferido de Jesus. Agora você tem o Espírito Santo de Deus habitando em si, e quando você peca, Deus não diz “Não faça assim!”, mas diz “Você não é assim!”.

“Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?... Assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos em novidade de vida.” (Rm 6:2-4). Só conseguimos perdoar “como Deus nos perdoou em Cristo” (Ef 4:32) quando trocamos de roupa, nos despimos do velho homem e nos vestimos do novo. Aí temos “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus... [que] esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens... humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2:7-8).

Nos próximos 3 minutos os discípulos pedem por mais fé.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#557 Ira santa




A dificuldade para perdoar está associada à nossa dificuldade em lidar com as emoções. A carta aos Efésios diz: “Fiquem irados, mas não pequem” (Ef 4:26). A passagem não diz para não ficarmos irados, mas para não pecarmos. O problema não está na ira, pois o próprio Deus fica irado, mas em como administrá-la. A continuação diz que não devemos permanecer irados até o final do dia e nem darmos lugar ao diabo. Este certamente se aproveitará de nossos sentimentos para nos tentar.

Sentimentos que costumamos chamar de negativos, como ira, indignação ou tristeza, não são apenas humanos, mas divinos em sua origem. Se você fizer uma busca em uma Bíblia eletrônica por estes sentimentos e suas variantes descobrirá que muitas vezes eles aparecem relacionados a Deus. Você fica irado com a injustiça? Deus também. Indignado com a infidelidade? Por que Deus não ficaria? Fica triste quando traído? Deus muito mais. Por que achar que Deus seria menos sensível que você?

Um Deus neutro, indiferente e impassível para com o mal seria também alheio para com o bem e incapaz de amar, se compadecer ou se alegrar. Mas sabemos que Deus ama, se compadece e também se entristece, ao mesmo tempo em que odeia “o ímpio e a quem ama a injustiça” (Sl 11:5) -- algo que todos nós somos por natureza. Todavia Deus se compadece do pecador contrito, o perdoa e se alegra com sua conversão.

Mas por que nossa ira costuma se transformar em agressão, a indignação em violência e a tristeza em depressão? Porque somos permeáveis e suscetíveis ao mal. Deus não. “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg 1:13). Sua ira, indignação ou tristeza são santas, isto é, separadas das causas pois estas não podem atingi-lo. A nossa se transforma em pecado quando nos sentimos prejudicados ou ameaçados por aquilo que causou tais sentimentos e queremos nos proteger. Daí a exortação para administrarmos a ira antes que ela se transforme em pecado.

O capítulo 4 da carta aos Efésios continua com preceitos práticos como não furtar, não falar palavrão, não entristecer o Espírito Santo, livrar-se da amargura, indignação, ira, maldade, gritaria e calúnia, e termina dizendo: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” (Ef 4:32).  Mas como viver assim e ainda perdoar como Deus nos perdoou? Trocando de roupa, conforme veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#556 Perdao



Leitura: Lucas 17:4

A ideia de perdão nos faz pensar em dívida. Quando alguém empresta de você e não paga, lhe ofende ou quebra um copo em sua casa, sua reação natural é: “Vai pagar!”. Quando você percebe que nunca irá receber, passa a desejar que o outro pague de outro modo, ficando na miséria, sendo difamado ou tendo seus copos quebrados. Mas perdoar não é apenas abrir mão de receber, e sim pagar pelo devedor, trabalhando duro para repor o dinheiro, reconstruindo a própria reputação ou comprando um novo copo.

O perdão pode ter um custo material ou emocional, mas é o único meio de se livrar da dívida que passou a ser sua. Perdão que guarda rancor não é perdão. É como depositar o pagamento em juízo, ou seja, você paga, mas o outro não recebe. Fazer o outro pagar denegrindo a imagem dele na sociedade ou o demonizando em pensamento, também não é perdoar. O verdadeiro perdão leva você a orar e interceder por seu adversário.

Perdão gerado por um sentimento de superioridade não é perdão. Falo daquele que trata o ofensor com desdém e se considera superior dizendo a si mesmo: “Pobre alma pouco evoluída! Eu jamais faria algo assim”. Se você pensa desta maneira é porque não sabe que também é um devedor necessitado do perdão de Deus. A diferença é que, se o seu devedor tem como pagar por seu copo quebrado, você jamais conseguirá pagar a dívida dos pecados que pratica contra Deus, a qual se acumula a cada dia.

Se você entendeu que perdoar seu ofensor é você mesmo pagar o preço irá entender que, para nos perdoar, Deus precisou entregar o seu próprio Filho em pagamento. Jesus foi julgado em nosso lugar e considerado culpado, pagando na cruz por nossos pecados como se fossem dele. Você não será capaz de perdoar se não assumir a perda, o sofrimento e a dor.

No Salmo 69:4 é Jesus quem diz, profeticamente: “Sou forçado a devolver o que não roubei”. Isaías também profetizou: “O Senhor fez cair sobre ele [Jesus] a iniquidade de todos nós... porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Is 53:6-12); “Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: ‘Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam’.” (Rm 15:3).

Mas como perdoar quando estamos irados? Saiba nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#555 Arrependimento



Leitura: Lucas 17: 4

O versículo 4 de Lucas 17 fala de arrependimento e perdão, e ali o número sete representa algo completo, tanto para o arrependimento como para o perdão. “Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe.” Arrepender-se é ir contra a natureza humana que quer sempre estar com a razão. Para se arrepender você precisa admitir que falhou, e seu ego não vai gosta disso. Você pode até fazer algo para reparar o dano e mesmo assim não estar arrependido, como quando paga uma multa de trânsito. Você sente-se mal pelo dinheiro que gastou, mas não pela infração que cometeu.

Ao pecarmos, nosso primeiro impulso é jogar a culpa em alguém, e isso não vem de hoje. Eva jogou a culpa na serpente: “A serpente me enganou, e eu comi”  (Gn 3:13). Adão culpou a mulher e o próprio Deus: “Foi a mulher que [tu] me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi.” (Gn 3:12). Colocar a culpa no outro é um instinto carnal, mas julgar a si mesmo e se considerar culpado é o resultado da graça operada por Deus na alma, algo contrário à natureza humana.

Três coisas nos levam ao arrependimento: a bondade de Deus, o juízo futuro e a tristeza: “Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4). “Deus... agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou.” (At 17:30-31). “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte.” (2 Co 7:9).

O arrependimento genuíno é um exercício profundo de alma, como descreve o profeta Jeremias: “De fato, depois de desviar-me, eu me arrependi; depois que entendi, bati no meu peito. Estou envergonhado e humilhado” (Jr 31:19). O arrependimento verdadeiro gera uma mudança de atitude, mas o falso é apenas uma fuga das consequências, como acontece com o bandido que se diz arrependido só porque foi preso. Ao tratar com os fariseus e saduceus, que só tinham aparência de piedade, João Batista os alertou da necessidade de demonstrar o arrependimento na prática: “Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento!” (Mt 3:7)

Nos próximos 3 minutos nosso assunto será o perdão.

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#554 Repreensao



Leitura: Lucas 17:3-4

O Senhor diz: “Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe.” (Lc 17:3-4). Repare que a passagem não diz para você deixar para lá ou relevar o pecado. Todo pecado é uma transgressão contra Deus, mesmo quando praticado contra o próximo. Então a forma bíblica de se lidar com o pecado é primeiro repreender quem pecou e depois perdoar, quando houver arrependimento.

Mas repreender não seria falta de amor? Ao contrário, a Bíblia está cheia de exemplos de repreensão para o benefício de quem errou. No livro de Provérbios encontramos passagens como: “A repreensão faz marca mais profunda no homem de entendimento do que cem açoites no tolo... Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto... O Senhor disciplina [ou repreende] a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem...” (Pv 3:12; 17:10; 29:15;). Todavia a repreensão deve ser em um espírito de graça, e não de ódio ou vingança. Seu objetivo é levar o que pecou a arrepender-se e ser restaurado à comunhão com Deus.

Na carta aos Gálatas o apóstolo Paulo repreende aqueles que insistiam em guardar a Lei de Moisés, a qual obviamente devia também influenciar o modo como tratavam o irmão surpreendido em pecado. Afinal, a Lei mandava aplicar o “olho por olho, dente por dente” (Êx 21:24), mas Paulo admoesta: “Se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.” (Gl 6:1).

Quando a repreensão não é feita em amor e graça, aquele que repreende também incorre em pecado se o fizer em um espírito de ódio. O que repreende também corre o risco de achar-se melhor ou mais espiritual que o que pecou. Além disso, não são poucos os que, ao lidarem com a avaliação do pecado, repreensão e aconselhamento, acabam sendo tentados e caindo na mesma falta. Por isso em 1 Coríntios 10:12 temos o alerta: “Aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia”.

Mas o processo de restauração do transgressor não deve parar na repreensão, pois a continuação da passagem fala de arrependimento e perdão, que são os nossos assuntos para os próximos 3 minutos.

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#553 Pedra de tropeco



Leitura: Lucas 17:1-2

“A Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo”, diz João 1:17. Em Lucas 17 Jesus fala aos discípulos coisas que não farão sentido para você se não for um discípulo dele. Por que digo isto? Porque em sua condição natural o ser humano vive “satisfazendo as vontades da carne, seguindo os seus desejos e pensamentos” (Ef 2:3), os quais são contrários à direção do Espírito Santo que habita no crente em Jesus. Se você é dos que acham que ninguém tem nada a ver com a sua vida, então ainda não sabe o que é ser guiado pelo Espírito Santo em submissão a Cristo Jesus, o Senhor.

“Jesus disse aos seus discípulos: ‘É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar.” (Lc 17:1-2). Se as suas palavras e atos puderem levar alguém a cair em pecado você não está vivendo segundo o amor fraternal. A seriedade disso o Senhor mostra com o exemplo da pesada pedra de moinho.

A Palavra de Deus aconselha: “É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair.” (Rm 14:21). Será que depois de saber disso você seria capaz de dizer que ninguém tem nada a ver com a sua vida? Será que poderia viver despreocupado com o fato de alguém poder tropeçar por seguir o seu exemplo? O cristão é exortado a não ser uma pedra de tropeço, mas deve viver no mesmo espírito do Senhor, descrito no capítulo 2 de Filipenses:

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2:3-8).


Mas se alguém me prejudicar, não devo aplicar a lei do “olho por olho, dente por dente” (Êx 21:24)? Não, porque a “lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” (Jo 1:17). Como agir então? Em graça, como veremos nos próximos 3 minutos.


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#552 Destino



Leitura: Lucas 16:19-26

Experimente falar de morte a um incrédulo e ele provavelmente baterá três vezes com os dedos na madeira, numa tentativa supersticiosa de evitar o inevitável. Agora pergunte ao apóstolo Paulo o que ele achava da morte e sua resposta será: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor.” (Fp 1:21).

O incrédulo sabe que, com a morte, deixará de desfrutar de seus bens, reputação, família, amigos, prazeres, etc. Por isso se agarra a essas coisas, pois é tudo o que tem. Não se espante quando vir alguém desesperado em defender opiniões, propriedades ou paixões. Se lhe tirarem isso nada lhe restará. O crente, porém, sabe que as coisas desta vida são passageiras, por isso se agarra às coisas eternas. Abraão diz ao rico: “Lembre-se de que durante a sua vida você recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém, ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento.” (Lc 16:25).

As religiões inventaram purgatório, reencarnação, sono da alma, salvação universal, aniquilamento dos perdidos, etc., mas a verdade é que o rico e Lázaro não estão dormindo e nem aguardando num purgatório. Não estão se preparando para voltar à terra reencarnados e nem podem mudar sua condição. “Há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem.” (Lc 16:26). Portanto não perca seu tempo com rezas e velas, e nem tente consultar os mortos. Os perdidos não podem mais ser ajudados e os salvos não precisam de sua ajuda.

Mas o rico insiste em achar que Lázaro está ao seu serviço e pede a Abraão: “Manda Lázaro ir à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento.” (Lc 16:27-28). Abraão responde que eles já têm a Palavra de Deus, no caso Moisés e os profetas. O rico não desiste: “‘Se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam’. Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’”. (Lc 16:30-31).

Se você está esperando alguém voltar de entre os mortos para poder crer em Jesus então pode crer agora mesmo, pois ele próprio ressuscitou.

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#551 Depois que morremos



Leitura: Lucas 16:19-26

Quer saber o que acontece após a morte? Então preste atenção na história do rico e Lázaro, pois ela revela o além. Ali Deus é representado pela figura de Abraão e a sorte do rico é selada no momento em que morre. Enquanto o seu corpo é sepultado, tem início o sofrimento eterno da alma e do espírito no lugar “onde o seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9:48). De passagens como Jó 17:14 e 25:6 aprendemos que “verme” é uma metáfora usada para o ser humano em seu estado de impotência.

Algumas traduções trazem que o rico estava no “inferno”, mas a palavra original grega é “hades” e não tem a conotação de um lugar físico, mas da condição após a morte. Se aqui Lázaro aparece no seio de Abraão, mais tarde Jesus revelaria que a alma e o espírito dos salvos vão para junto dele. Foi o que prometeu ao ladrão convertido na cruz minutos antes de morrer: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43). Em 2 Coríntios 12:2 o apóstolo Paulo identifica o Paraíso como sendo o “terceiro céu”.

Jesus revela que a condição após a morte não é de sono, pois tanto Lázaro quanto o rico estão bem despertos. Apenas os seus corpos estão no sono da morte: Lázaro aguardando “a ressurreição da vida” e o rico “a ressurreição da condenação” (Jo 5:29). O rico pode ter recebido um funeral de luxo, mas foi Lázaro quem recebeu um transporte angelical: “O mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão” (Lc 16:22).

Consciente de sua perdição e sofrimento, e do lugar privilegiado que Lázaro agora ocupa, o rico faz dois pedidos. O primeiro parece mostrar que ele ainda se considera um homem de posição, pois trata Lázaro como um servo ao seu dispor: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo” (Lc 16:24). Ele não pede para ser tirado dali, mas para que Lázaro seja enviado em seu socorro. Um perdido jamais irá querer ser tirado da perdição se isto significar ter de viver para sempre junto a Deus. Ele não quis isso aqui e não irá querer isso lá.


É impossível Lázaro levar algum refrigério ao rico, conforme explica Abraão: “Entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem” (Lc 16:26). Você já pensou no que significa isso? Se não pensou, vou ajudá-lo a pensar nos próximos 3 minutos.

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#550 O anonimo e Lazaro



Leitura: Lucas 16:19-21

“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias. Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Em vez disso, os cães vinham lamber as suas feridas.” (Lc 16:19:21).

Alguns leem esta história achando que é uma parábola, mas não é. Trata-se da história real de um rico anônimo aos olhos de Deus, e um mendigo cujo nome o Espírito Santo fez questão de registrar, apesar de ser invisível aos olhos do rico. Provérbios 10:7 diz que “a memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá.”.

Tudo neste capítulo tem a ver com a maneira como utilizamos nossos bens. Jesus começa falando do administrador que, apesar de infiel, foi elogiado por seu senhor por ser previdente no uso da riqueza alheia. Então ele segue alertando para o perigo do amor ao dinheiro, fala da mudança radical exigida para se viver no Reino de Deus e do engano da justiça própria. O rico vestia-se de “púrpura”, cor usada pela realeza, e “linho fino”, que na Bíblia tem a conotação de justiça individual. Ele se achava nobre e justo, mas Deus tinha uma ideia diferente a seu respeito.

A história não fazia sentido para o judeu. Afinal, como poderia o rico, que foi abençoado com prosperidade, estar perdido, se no Antigo Testamento a prosperidade era prometida como consequência da obediência a Deus? E como Lázaro teria sido salvo se era doente e não trazia nenhuma evidência de bênção física e prosperidade material? Em Deuteronômio 28 Deus havia prometido a Israel que, se obedecessem e seguissem fielmente todos os mandamentos, Deus os colocaria "muito acima de todas as nações da terra" e lhes concederia saúde e "grande prosperidade". A desobediência traria o inverso, isto é, doenças e pobreza como no caso de Lázaro.

Jesus deixa claro que a salvação não vem da obediência para a justificação própria, que na Lei poderia ser evidenciada pela prosperidade, mas é pela fé e resultado da graça do Deus que “justifica o ímpio” (Rm 4:5). Mas salvação é algo decidido nesta vida, pois a porta do céu fica na terra. Daqui você sai salvo ou perdido eternamente, como diz em Eclesiastes 11:3, “Caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair ali ficará”. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.