"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#566 Falsos apostolos e profetas



Leitura: Lucas 17:22-24

O apóstolo João escreveu que “todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.” (2 Jo 1:9). Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30), portanto a “doutrina de Cristo” inclui confessar que só tem a Deus quem tem o Pai e o Filho. Paulo a chama de “sã doutrina” em 1 Timóteo 1:1 e 6:3, e acrescenta que a recebeu, não de homens, mas do Senhor juntamente com a revelação do que é a Igreja.

Muitos se gabam de receber novas revelações, mas são falsos profetas, “homens que torcem a verdade, a fim de atrair os discípulos” (At 20:29). Ultrapassar a doutrina de Cristo é ir além do que Deus revelou em sua Palavra, inclusive negando a graça de Deus e o sacrifício expiatório de Jesus, e pregando uma salvação por obras, religião ou pela guarda da Lei de Moisés. Aos cristãos da Galácia, influenciados por judaizantes que pregavam a salvação pela guarda da Lei, Paulo escreveu: “Algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gl 1:6-8).

O falso evangelho dá glória ao homem ao dizer que é por seu próprio esforço que ele pode ser salvo. O verdadeiro evangelho glorifica a Deus, que graciosamente salva o pecador que crê em Jesus. Para identificar uma falsa doutrina basta perguntar: “Quem recebe a glória no final, o homem ou Deus?”. Se os meus esforços me garantissem merecer a salvação, no final eu poderia chegar ao céu e cobrar: “Senhor, eu fiz isso e aquilo, agora me dê a salvação porque mereço”. Isto faria de Deus meu devedor.

O apóstolo Judas acrescenta três características dos falsos profetas. Ele os compara aos que “seguiram o caminho de Caim... caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.” (Jd 1:11). Caim quis conquistar o favor de Deus com seu trabalho; Balaão era ganancioso e profetizava mediante cachê; e Coré era rebelde e prepotente, querendo ser o que não era. Paulo alerta contra os “falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça.” (2 Co 11:13). Quer mais? Então leia o capítulo 3 de 2 Timóteo sabendo que ali o apóstolo descreve os “perversos e impostores” (2 Tm 3:13) dos últimos dias. Será que você está sendo enganado por um deles?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#565 Sob o poder do Maligno



Leitura: Lucas 17:22-24

Jesus alerta seus discípulos contra os que declaram ser o Cristo. As mesmas instruções aparecem no Evangelho de Mateus falando de “falsos cristos e falsos profetas”. Mas não é preciso alguém chegar ao ponto de declarar ser Jesus para estar “sob o poder do Maligno” (1 Jo 5:19). Basta negar a encarnação do Filho de Deus, como explica o apóstolo João:

“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo.” (1 Jo 4:1).

Ele não diz que os que são de Deus confessam “que Jesus Cristo nasceu, mas “que Jesus Cristo veio em carne. Que ele nasceu todos sabemos, mas apenas quem crê que ele é Deus e Homem confessa que ele “veio em carne”. Isto significa reconhecer sua divindade e pré-existência eterna antes de assumir a forma humana. A mesma carta termina confirmando isto: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 Jo 5:20).

Nossa mente é incapaz de entender como Jesus pode ser ao mesmo tempo Deus e Homem, por isso é pela fé e guiados pelo Espírito Santo de Deus que aceitamos isto. A Bíblia ensina claramente que Deus é um, porém em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Nós as encontramos no batismo de Jesus em Mateus 3:16: “Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” (Mt 3:16). Se você aprendeu a contar até três saberá identificar aqui cada Pessoa divina.

Portanto, dois indícios para você identificar os falsos profetas são o fato de negarem a divindade de Cristo e a Trindade. Mas nos próximos 3 minutos veremos ainda outras maneiras de identificar “lobos ferozes” e “homens que torcem a verdade, a fim de atrair os discípulos.” (At 20:29).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#564 Um Rei ausente



Leitura: Lucas 17:22-24

No versículo 22 de Lucas 17 Jesus deixa de lado os fariseus para falar em particular aos discípulos. É importante distinguir quando ele fala aos líderes religiosos, ao povo em geral ou aos discípulos em particular. O apóstolo Paulo exortou Timóteo a “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro... que maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Tm 2:15). O verbo “manejar” tem o sentido de “dissecar” ou separar cuidadosamente as partes. Para entender as Escrituras é preciso perguntar ‘quando’ algo está sendo dito, ‘onde’, ‘em que circunstância’ e ‘com qual objetivo’.

Neste momento Jesus está em Israel, falando a judeus que aguardam pelo Messias em meio à rejeição dos líderes e do povo em geral. Considerando que estes discípulos logo deixariam o status de judeus para serem feitos Igreja, morrendo antes de Cristo voltar para reinar, o discurso não era diretamente para eles. Todavia as instruções permaneceriam válidas para pessoas naquele mesmo caráter: o remanescente de judeus fiéis que viverá na terra nos momentos que precedem a vinda de Cristo para reinar.

Jesus começa falando do período de sua ausência: “Chegará o tempo em que vocês desejarão ver um dos dias do Filho do homem, mas não verão. Dirão a vocês: ‘Lá está ele! ’ ou ‘Aqui está! ’ Não se apressem em segui-los. Pois o Filho do homem no seu dia será como o relâmpago cujo brilho vai de uma extremidade à outra do céu.” (Lc 17:22-24). Mesmo que a aplicação direta da passagem seja para os judeus que se converterão após o arrebatamento da Igreja, o princípio vale também para hoje. Muitos falsos cristos surgiram nos últimos dois mil anos e enganaram a muitos, porém a vinda do verdadeiro para reinar será tão visível quanto um raio no céu.

Mas não é só contra aqueles que descaradamente declaram ser Jesus que devemos nos precaver. Mesmo para o período da Igreja o apóstolo Paulo deixou um alerta ao despedir-se dos anciãos de Éfeso: “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas.” (At 20:29). Os “lobos ferozes” seriam os interessados em se alimentar do rebanho. Os “homens que torcerão a verdade” seriam aqueles em busca de seguidores. Como identificá-los? É o que você verá nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#563 O Reino invisível



Leitura: Lucas 17:20-21

Ao dizer aos fariseus que “O Reino de Deus não vem de modo visível” (Lc 17:20) Jesus está se referindo àquele primeiro momento em que o Rei já estava entre eles, apesar de o Reino ainda não ter sido manifestado em poder e glória. Depois que os judeus rejeitassem seu Rei o Reino ficaria em suspenso. Enquanto isso os crentes viveriam “na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo”, como João identifica o atual período em Apocalipse 1:9. Jesus descreve a condição atual do Reino na parábola de Lucas 19:12 com estas palavras: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar.” (Lc 19:12).

Hoje o reino existe em sua forma misteriosa e compreensível apenas aos crentes. “A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não”, disse Jesus aos discípulos em Mateus 13:11. Hoje eu e milhões de crentes em Jesus nos aproximamos “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” (Hb 4:16). Onde está esse trono? Não na terra, mas no céu, como avisou Jesus na cruz, enquanto era ridicularizado por seus algozes: “De agora em diante o Filho do homem estará assentado à direita do Deus todo-poderoso.” (Lc 22:69).

O mundo agora é liderado por um príncipe usurpador, Satanás, que procura atrapalhar a vida dos cidadãos do céu que vivem na terra. Ainda que a estes possa faltar o que comer e beber, eles já desfrutam de justiça, paz e alegria, atributos do Reino invisíveis ao mundo, porém bem reais para os que têm o Espírito Santo. “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17). Para enxergar este Reino temporariamente invisível aos olhos da carne é preciso nascer de novo, como explicou Jesus a Nicodemos: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo.” (Jo 3:3).

Porém, embora o Reino seja celestial em sua origem, na terra ele foi desfigurado pelos homens. Em Mateus 13 Jesus conta as quatro primeiras parábolas do Reino ao povo em geral, deixando as outras para contar em particular aos discípulos. Estas revelam como o mal se infiltraria até que Cristo voltasse para estabelecer o seu Reino em poder. O Reino hoje não é a Igreja, o Corpo de Cristo que contém apenas os salvos, mas a esfera de todos os que professam ser cristãos, sejam incrédulos ou crentes, falsos ou verdadeiros, joio ou trigo. Nos próximos 3 minutos Jesus explica aos discípulos como será sua vinda para estabelecer o Reino.

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#562 O Reino e o Rei



Leitura: Lucas 17:20-21

“Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: ‘O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês’.” (Lc 17:20-21). Os fariseus esperavam pela manifestação gloriosa do Messias em um reino visível, ignorando o que havia sido previsto pelo profeta Daniel: “...o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá.” (Dn 9:26).

Jesus explica que o Reino já estava entre eles desde o momento em que seu Rei havia chegado ao mundo. Algumas versões da Bíblia trazem a frase “O Reino de Deus está dentro de vós”, porém a tradução correta é “no meio de vós” ou “entre vós”, pois o Reino não poderia estar “dentro” daqueles fariseus incrédulos.  Jesus havia apresentado todas as credenciais do verdadeiro Messias e Rei de Israel, curando enfermos, restaurando a vista aos cegos e ressuscitando os mortos, porém os judeus não queriam recebê-lo. “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19:14) era o sentimento em seus corações.

A religiosidade que há no homem natural irá sempre buscar o que é visível, mesmo que isto signifique virar as costas para Jesus e se ocupar com grandes edifícios e rituais. Enquanto os nove leprosos curados se ocupavam com a grandiosidade física do Templo de Jerusalém e seus rituais, o décimo se prostrava aos pés de Jesus em gratidão. Quando Jesus voltar para estabelecer seu Reino de mil anos em glória, poder e majestade todo olho o verá, mas aqui o Reino e o Rei já estavam entre os judeus.

João Batista havia anunciado a chegada do Reino ao pregar “Arrependam-se porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3:2). A palavra “próximo” tem o sentido de “perto” ou “ao alcance da mão”. Em Mateus 12:28 Jesus explica aos judeus: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus” (Mt 12:28). A expressão “Reino dos Céus” está mais relacionada ao governo desse Reino, que passou a emanar dos céus a partir do momento em que Jesus assentou-se nas alturas. Já a expressão “Reino de Deus” tem mais a ver com o resultado moral que esse governo nos céus causa nas pessoas na terra.

Nos próximos 3 minutos iremos entender melhor alguns aspectos do “Reino” e da forma como ele hoje se apresenta.

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#561 Nove dentre dez leprosos



Leitura: Lucas 17:11-19

“A caminho de Jerusalém... dez leprosos dirigiram-se a ele [a Jesus]. Ficaram a certa distância  e gritaram em alta voz: ‘Jesus, Mestre, tem piedade de nós!’ Ao vê-los, ele disse: ‘Vão mostrar-se aos sacerdotes’.” (Lc 17:11-14). A lepra era uma doença temida. Além da enfermidade, o leproso era discriminado e expulso do convívio social. Por isso estes “ficaram a certa distância”, ao invés de se aproximarem de Jesus.

A lepra é uma figura do pecado, por tirar a sensibilidade da pele fazendo com que o doente se machuque sem sentir dor. O pecado faz o mesmo e nos deixa insensíveis ao mal que nos corrói pouco a pouco, do mesmo modo como as infecções e a gangrena fazem com o corpo do leproso. O pecado também nos mantém “a certa distância” de Jesus.

Os dez leprosos pedem para serem curados, mas recebem instruções para se apresentarem aos sacerdotes. Todos obedecem, pois a Lei dada a Israel determinava que apenas os sacerdotes tinham autoridade para declarar um leproso curado de sua lepra e apto ao voltar ao convívio social. Se você ler o capítulo 14 de Levítico verá que a Lei exigia do leproso curado um complexo cerimonial.

No caminho os dez leprosos são curados, porém apenas um percebe que aquele que o curou é maior que os sacerdotes e toda a lei cerimonial do judaísmo. Ele não chega a ir até lá, mas “quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano.” (Lc 17:14-16). Enquanto nove estão ocupados com o cerimonial, um está ocupado com Jesus, a verdadeira fonte da bênção, de quem ouve algo que os outros não puderam ouvir por estarem presos à religião: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou.” (Lc 17:19).

É triste ver como nove dentre dez cristãos hoje estão mais ocupados com um cerimonialismo vazio do que com a Pessoa de Cristo. As únicas ordenanças dadas à igreja são o batismo, feito uma só vez, e a ceia do Senhor, celebrada a cada dia do Senhor (o Domingo). Tudo o mais -- como templos, sacerdotes, vestes rituais,  sacrifícios, incensos, promessas, instrumentos musicais, dízimos, peregrinações, etc. -- não passa de uma imitação barata do judaísmo. Ocupar-se com isso é ficar de costas para Cristo, aquele que deve ser nossa ocupação agora e eternamente.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala do Reino que estava no meio deles.

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#560 Servir



Leitura: Lucas 17:7-10


Jesus diz aos discípulos: “Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente-se para comer’? Pelo contrário, não dirá: ‘Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber’? Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado? Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’.” (Lc 17:7-10).

A prioridade de quem serve não é o seu próprio bem estar, mas o de seu senhor. Ao servo também não cabe se gloriar por servir e nem esperar por palavras de agradecimento. Seu papel é servir e, depois de cumpridas suas tarefas, se considerar inútil por não ter feito nada mais que a obrigação. E o que isto tem a ver com a fé mencionada nos versículos anteriores? A fé não pode agir em independência, como se fosse um superpoder que o crente possui para fazer sua própria vontade, mas deve estar subordinada ao Senhor e para o serviço dele.

Para que o servo ande por fé ele precisa primeiro se colocar no seu devido lugar de servo. O servo do exemplo dado por Jesus estava arando ou cuidando das ovelhas, duas atividades para as quais encontramos um paralelo na obra de Deus nas mãos do evangelista que semeia ou do pastor que apascenta. Mas quando seu senhor chega ele está pronto a assumir tarefas de menor visibilidade, como preparar o jantar e servir a mesa. Só depois de seu senhor ter comido é que ele prepara o próprio prato.

Qualquer que seja o serviço que estejamos fazendo para o Senhor, não devemos buscar uma posição mais elevada que a de um simples servo. O serviço na obra de Deus só faz sentido quando feito diretamente para o Senhor em comunhão, adoração e submissão a ele. Portanto, se em algum momento você rogar ao Senhor “aumenta a nossa fé”, como fizeram os discípulos, é bom perguntar antes: Será que desejo mais fé para o meu próprio benefício ou para a glória de Deus?  Não seja como aqueles que, “quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” (Tg 4:3).

Nos próximos 3 minutos você irá descobrir que nove dentre dez que rogaram ao Senhor para serem curados não estavam buscando a glória de Deus, mas apenas seu próprio bem-estar.

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#559 Amoreira no mar



Leitura: Lucas 17: 5-6

Os discípulos se sentem impotentes diante dos desafios de não ser pedra de tropeço, saber repreender com graça o pecador e perdoá-lo sete vezes ao dia. Afinal, de si mesmo ninguém consegue agradar a Deus, como diz a carta aos Romanos: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.” (Rm 3:10).

Quando nos damos conta de nossa total incapacidade fazemos como os discípulos e pedimos ao Senhor: “Aumenta a nossa fé” (Lc 17:5). Somente por fé podemos nos aproximar “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.”  (Hb 4:16 ). E graça se obtém por fé, seja ela grande ou pequena. Por isso Jesus explica que a fé, ainda que minúscula, é capaz de grandes proezas:

“Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes obedecerá.” (Lc 17:6). Mas Jesus fala de uma fé colocada fora de si mesmo, a fé em Deus. As pessoas lhe dirão: “Confie em si mesmo!”, porém Deus lhe dirá: “Maldito é o homem que confia no homem.” (Jr 17:5).

Se você já descobriu que é um pecador perdido e incapaz irá depositar sua fé em Deus e em seu Filho Jesus, que morreu para pagar por seus pecados e ressuscitou para sua justificação. Você irá reconhecer que é dele que vem a graça da qual você depende para receber a salvação sem mérito algum de sua parte. Graça significa favor imerecido.

A amoreira produz um emaranhado de raízes que a mantém firme no solo, assim como o pecado que está arraigado em nós. Mas isto não impede que a fé obtenha de Deus graça suficiente para desarraigá-lo e lançá-lo no mar. Miquéias profetizou que Deus nos perdoaria e atiraria “todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” (Mq 7:18-19). Ele pôde fazer isso porque Jesus foi lançado nas profundezas da morte em nosso lugar. São suas as palavras ditas por intermédio de Jonas: “Jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.” (Jn 2:3).

Nos próximos 3 minutos saiba como servir a este Senhor que morreu para nos salvar.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Liberto!



Pregação do Evangelho com Mario Persona. Meditação no capítulo 8 do Evangelho de Lucas. Ouça o significado da parábola da semente, a travessia em mar revolto com Jesus dormindo no barco, a libertação do gadareno possesso de muitos demônios.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.