"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#573 Batendo no peito alheio



Leitura: Lucas18:9-14

Jesus conta uma parábola sobre “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Ele diz: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.” (Lc 18:9-13).

Os fariseus eram a seita mais rigorosa do judaísmo, sempre preocupados em apresentar boa aparência mesmo que fossem “sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23:27). Publicanos eram coletores de impostos que entregavam ao invasor romano o dinheiro de seu próprio povo. Eles sabiam que estavam enfiados até o pescoço num esquema de traição e corrupção. Apesar de insistir para que se arrependessem, Jesus não era severo com publicanos, ladrões e prostitutas, porém chamava de “raça de víboras” (Mt 23:33) os religiosos fariseus.

Mesmo que Deus nunca tenha incluído na Lei a obrigatoriedade ou frequência do jejum, o fariseu se gaba de jejuar duas vezes por semana. Do mesmo modo, muitos dos que hoje se dizem cristãos inventam regras, “as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Cl 2:23). No fundo o fariseu não está satisfazendo a Deus, mas a seu próprio ego por não ser ladrão, corrupto ou adúltero, e por jejuar e dar o dízimo. Ao fazer isso ele condena os que não são como ele, batendo, por assim dizer, no peito alheio.

O publicano, por sua vez, bate no próprio peito, ou seja, mostra que é merecedor do juízo divino por ser pecador. Ele ficava “à distância... e nem ousava olhar para o céu”, mas confiava na misericórdia de Deus, e não em sua obediência ou boas obras. Se você gosta de bater no peito alheio saiba que quando tiver um dedo apontado para alguém terá três apontados para o seu próprio peito. Apesar de toda a aparência de religiosidade do fariseu, Jesus revela: “Eu lhes digo que este homem [o publicano], e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#572 Maldicao ou intercessao?



Leitura: Lucas18:1-8

Como você já viu, a parábola da viúva que roga ao injusto juiz está no contexto do judaísmo e para o remanescente de judeus fiéis que habitarão na terra após o arrebatamento da Igreja. É um erro pensar que a viúva aqui represente a Igreja, pois esta não é viúva, e sim “noiva, a esposa do Cordeiro” (Ap 21:9), uma “virgem pura” (2 Co 11:2) pela qual Cristo “entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.” (Ef 5:25-27). Mas de Jerusalém o profeta diz: “Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações.” (Lm 1:1).

Outro detalhe é que a viúva da parábola não roga pelo pão diário ou por outra necessidade, mas por vingança. Ela diz: “Faze-me justiça contra o meu adversário” (Lc 18:3). Esse tipo de oração fazia sentido para Israel, que tinha inimigos de carne e ossos contra os quais lutar, mas não para a Igreja, cuja “luta não é contra pessoas, mas contra... as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Ef 6:12). Este detalhe passa despercebido para a maioria dos cristãos, que acreditam que as promessas feitas a Israel se apliquem à Igreja. Por isso você encontra tantos hinos evangélicos falando de maldição, vingança e vitória sobre os adversários.

Alguém poderia alegar que tudo isso é encontrado nos Salmos, mas este é o ponto: os Salmos não são hinos cristãos. Se você discorda, tente cantar algo com estes versos tirados dos Salmos: “Certamente Deus esmagará a cabeça dos [meus] inimigos, o crânio cabeludo dos que persistem em seus pecados... para que [eu] encharque os pés no sangue dos inimigos, sangue do qual a língua dos cães terá a sua porção... Puseste os meus inimigos em fuga e exterminei os que me odiavam... Fiquem órfãos os seus filhos e a sua esposa, viúva. Vivam os seus filhos vagando como mendigos... Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha!” (Sl 68:21-23; 18:40; 109:9-10; 137:9).

Todavia, na doutrina dos apóstolos aprendemos a interceder pelos que nos fazem mal: “Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem... Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber... Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” (Rm 12:14, 20-21). Deu para perceber que cristianismo não é uma fé motivacional de prosperidade, vingança e vitória? 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#571 Orar sempre




No capítulo 18 de Lucas o Senhor conta uma parábola sobre a necessidade de “orar sempre e nunca desanimar”, mas ainda no contexto do assunto do capítulo anterior, que era sua vinda para reinar na terra. Ele diz:

“Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’. E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa.” (Lc 18:1-8).

A parábola da viúva neste capítulo 18 de Lucas serve de ânimo para os crentes de todas as épocas, mas não devemos perder de vista que ela é dirigida primeiramente ao remanescente de judeus fiéis que estará na terra quando acontecer o que foi descrito no capítulo 17 e após a Igreja ter sido arrebatada. O Senhor conclui a parábola com uma pergunta retórica, isto é, para a qual ele já sabe a resposta: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lc 18:8).

Ele fala de um tempo de “grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” (Mt 24:21), quando a fé será quase inexistente e os judeus, que aguardarão pelo Messias, serão “perseguidos e condenados à morte... odiados por todas as nações...”. Uma época quando muitos, “escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24:9-14). Isso precederá sua vinda para estabelecer seu reino na terra, por isso diz que “se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria” -- ou “nenhuma carne se salvaria”, como diz outra tradução. “Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.” (Mt 24:22).

Os eleitos de Deus precisarão estar vivos para entrarem no reino terreno, por isso os dias serão “abreviados” ou não sobraria ninguém na terra. Mas “orar sempre e nunca desanimar” também serve para nós, porém com outra conotação, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#570 Uns tirados, outros deixados



Leitura: Lucas17:30-37

Os versículos seguintes apresentam o cenário na terra por ocasião da vinda de Cristo para julgar as nações e estabelecer o seu reino: “Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado. Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve desça para apanhar os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve voltar atrás por coisa alguma. Lembrem-se da mulher de Ló! Quem tentar conservar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservará. Eu lhes digo: naquela noite duas pessoas estarão numa cama; uma será tirada e a outra deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra deixada. Duas pessoas estarão no campo; uma será tirada e a outra deixada.” (Lc 17:30-36).

O capítulo 24 de Mateus, que trata dos mesmos eventos, diz: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.” (Mt 24:37). Repare que foi o juízo de Deus que levou a todos pela morte, e será também o juízo que descerá como abutre fazendo distinção entre duas pessoas ocupadas numa mesma atividade: “uma será tirada e a outra deixada” (Lc 17:36).

Apesar de alguns interpretarem estas passagens como o arrebatamento da Igreja, elas falam de juízo e morte. Quando Cristo vier reinar ele separará os bodes das ovelhas, tirando uns e deixando outros para habitarem em seu reino na terra com o remanescente de judeus convertidos que ele chama de “meus pequeninos irmãos” (Mt 25:31-46). Quando os discípulos perguntam onde ocorrerá esse terrível juízo discriminatório Jesus responde: “Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres” (Lc 17:37).  Abutres ficam pairando sobre suas vítimas até a hora do mergulho final para despedaçá-las, e assim será na vinda de Cristo. Naquele dia o Senhor irá tirar da terra todo aquele que não servir para viver em seu reino. Os que restarem entrarão com seus corpos físicos e naturais no reino que irá durar mil anos.

Neste capítulo 17 de Lucas o Senhor falou de exercitarmos um espírito de graça em perdoar, de humildade no servir, de gratidão como a do leproso curado e de vigilância aguardando por sua vinda. Nos próximos 3 minutos ele abre o capítulo 18 falando da perseverança na oração.

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#569 Jesus ou conspiracoes?




Leitura: Lucas17:30-37

Do versículo 22 ao final do capítulo 17 de Lucas o contexto é o da vinda de Cristo para reinar e não deve ser confundido com o arrebatamento da igreja. No arrebatamento ele não desce à terra, mas o encontro se dá “nas nuvens” e “nos ares” (1 Ts 4:17). Em sua vinda para reinar “os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras” (Zc 14:4-5). No arrebatamento apenas os salvos o verão, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15:52), mas a sua vinda “será como o relâmpago cujo brilho vai de uma extremidade à outra do céu” (Lc 17:24) e “todo olho o verá” (Ap 1:7).

O arrebatamento da igreja não depende de sinais para acontecer, “porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2 Co 5:7). São os judeus que “pedem sinais” (1 Co 1:22), como “grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis” (Lc 21:11). No arrebatamento Cristo vem libertar a Igreja (1 Ts 1:10), mas a sua vinda como Rei será para libertar Israel (Sl 6:1-4). Por isso no arrebatamento é ele quem reúne pessoalmente os seus (1 Ts 4:15-18; 2 Ts 2:1), enquanto em sua vinda ele enviará os seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24:30-31).

No arrebatamento o Senhor tira do mundo os crentes e deixa os incrédulos (Jo 14:2-3). Em sua vinda os ímpios serão tirados do mundo para juízo, enquanto os convertidos em tempos de tribulação serão deixados para viver na terra no reino de mil anos (Mt 13:41-43; 25:41). No arrebatamento ele vem libertar os seus “da ira que há de vir” (1 Ts 1:10), mas em sua vinda ele vem derramar sua ira (Ap 19:15). Portanto, Jesus veio uma vez, voltará para arrebatar os que lhe pertencem, ressuscitando os mortos e transformando os vivos, e uns sete anos mais tarde virá de maneira manifesta a todo o mundo para julgar as nações e reinar por mil anos.

Se você já tem a salvação, não há com que se preocupar. A Internet está infestada de teorias conspiratórias de uma nova ordem mundial, Illuminati e invasões extraterrestres. Isso é estratégia do diabo para tirar nossos olhos de Cristo e colocá-los nas circunstâncias, como Pedro, “quando reparou no vento, ficou com medo” e começou a afundar (Mt 14:30). Para os que já têm sua salvação assegurada valem estas palavras: “Não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente... como se o dia do Senhor já tivesse chegado” (2 Ts 2:2). Afinal, quando você se converteu “deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro”, não foi para ficar amedrontado com conspirações, mas para “esperar dos céus a... Jesus, que nos livra da ira que há de vir” (1 Ts 1:9-10).

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#568 Surpresa!



Leitura: Lucas 17:26-29

Jesus avisa: “Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do homem. O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e os destruiu a todos. Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos.” (Lc 17:26-29).

Esta passagem mostra que tudo ia bem até as pessoas serem pegas de surpresa por um juízo de morte. Comer, beber, comprar, vender, plantar e construir são coisas que eu e você fazemos porque acreditamos que amanhã ainda estaremos aqui. Se você soubesse que o mundo iria acabar hoje dispensaria os pedreiros que constroem sua casa, os agricultores que plantam sua comida e cancelaria suas compras pois perderia o apetite.

O mundo pode não acabar hoje, porém ao final desta mensagem de três minutos mais de trezentas pessoas terão partido desta vida. No final do dia 153 mil pessoas terão passado para a eternidade. Ao descrever os dias de Noé, Jesus fala de comer, beber e se casar, atividades tão antigas quanto o homem. Ao falar dos dias de Ló, séculos mais tarde, mais atividades são mencionadas: as pessoas compravam, vendiam, plantavam e construíam. Desde então muitas atividades foram acrescentadas à vida moderna, mas elas em nada mudam o fato de que estamos aqui de passagem.

Se você acha que falar de morte e fim do mundo é pressão psicológica, então enfie a cabeça na areia e continue a alimentar sua negação. Caso contrário, saiba que Deus oferece uma rota de escape. O apóstolo Pedro escreve: “Há muito tempo existiam céus e terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios. Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pe 3:5-9).

Nos próximos 3 minutos Jesus revela o que acontecerá quando ele vier em poder e glória para reinar neste mundo.

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#567 Rejeicao, morte e ressurreicao



Leitura: Lucas 17:25

Antes de entrar nos detalhes da profecia que fala dos momentos que precedem sua vinda para reinar, Jesus revela que sua rejeição pelos judeus seria condição necessária para ele voltar e estabelecer o seu Reino. Ele diz: Antes é necessário que ele [o Cristo] sofra muito e seja rejeitado por esta geração.” (Lc 17:25). Sua rejeição desencadearia uma sequência de eventos que marcariam o fim de uma era e o início da atual dispensação.

“Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse... No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva’. Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado.” (Mc 8:31; Jo 7:37-39).

Nunca antes o Espírito Santo tinha habitado na terra, embora já atuasse aqui. Para que ele fosse enviado ao mundo era preciso Jesus morrer, ressuscitar, subir aos céus e ser glorificado. Qualquer ideia de que a Igreja seja uma continuação de Israel esbarra no fato de o Espírito Santo nunca ter habitado em Israel de forma permanente, seja no povo em geral, seja no israelita em particular. A carta de Paulo aos Efésios mostra ainda que os dons só foram dados após Cristo ter subido aos céus: “Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’... E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Ef 4:8-12).

Você entende agora a razão de em Mateus 16:18 Jesus ter usado o verbo no futuro, quando disse a Pedro: Edificarei a minha igreja”? Foi para edificá-la que ele deu os dons, o que só aconteceu após ele ter morrido, ressuscitado e subido aos céus. Boa parte da confusão que você encontra na cristandade hoje se deve ao fato de muitos não entenderem que Deus possui dois povos distintos, Israel e Igreja. E é de Israel, e não da Igreja, que Jesus fala na passagem dos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.