"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#584 Desde quando?



Leitura: Lucas 19:5-10

No episódio anterior conhecemos Zaqueu, um pecador perdido que dava metade de seus bens aos pobres e restituía quadruplicado algum imposto cobrado a mais. Porém não foi por suas boas obras que o Senhor lhe declarou: “Hoje houve salvação nesta casa!”. Zaqueu foi salvo por pertencer à linhagem dos filhos Abraão, aquele cuja “fé lhe foi creditada como justiça” e é chamado de “pai de todos os que creem” (Rm 4:9-11).

Será que você também é da descendência de Abraão? Se for, então não tentará apoiar sua salvação em suas boas obras, mas na graça de Deus. Pois “a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça e seja assim garantida a toda a descendência de Abraão” (Rm 4:16). Repare nas palavras “promessa”, “fé”, “graça” e “garantida”. Assim é a salvação: ela foi prometida pelo Deus que não pode mentir, é recebida por , não por obras, vem de graça e é garantida, isto é, impossível de se perder.

Mas desde quando Deus teria concebido uma tal salvação? Quando teria começado a se interessar por Zaqueu, por mim ou por você? Por cinco vezes a Bíblia fala de um tempo antes da existência do tempo, e você ficará surpreso ao saber que, na eternidade Deus já estava interessado em Zaqueu, em mim e em você. Então já estávamos nos pensamentos de Deus.

Tudo começa com o amor do Pai pelo Filho eterno, Jesus, que diz: “Pai... [tu] me amaste antes da criação do mundo(Jo 17:24). Descobrimos então que “Deus nos escolheu nele [em Cristo] antes da criação do mundo... [e] em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos” (Ef 1:4-5). Para isso Deus preparou “um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo (1 Pe 1:20).

Se você já creu em Jesus como seu Salvador, saiba que ele “nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos (2 Tm 1:9). Sabemos também que a “fé e o conhecimento da verdade que conduz à piedade... se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos.” (Tt 1:1-2).

Agora, quando lhe perguntarem quando Deus começou a amar você, a melhor resposta é “nunca”, pois ele sempre amou, “antes da criação do mundo”, “antes dos tempos eternos”, antes mesmo de você existir.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#583 Zaqueu



Leitura: Lucas19:5-10

Zaqueu é um homem de baixa estatura que deseja ver Jesus passar e, por causa da multidão, sobe numa árvore. “Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ‘Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje’. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria.” (Lc 19:5-6). Como Jesus sabia o nome daquele coletor de impostos trepado numa figueira brava? Porque ele é Deus, o Senhor.

O profeta Isaías escreve acerca de um rei, dizendo: “Eu sou o Senhor... que diz acerca de Ciro: ‘Ele é meu pastor, e realizará tudo o que me agrada; ele dirá acerca de Jerusalém: ‘Seja reconstruída’, e do templo: ‘Sejam lançados os seus alicerces’” (Is 44:24-28). Detalhe: Isaías escreveu estas linhas e citou o nome de um rei que iria nascer uns 150 anos depois. Como ele poderia saber? Por revelação divina, como tudo mais nas Escrituras.

Deus sabe o nome de cada pessoa que viveu, vive e viverá, e também “determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome.” (Sl 147:4). Os astrônomos não sabem quantas estrelas existem e já não conseguem dar nomes as recém descobertas. Hoje elas são chamadas por códigos alfanuméricos. Mas Jesus sabe o nome das estrelas, de Zaqueu e também o meu e o seu. Ele diz a Zaqueu: “Quero ficar em sua casa hoje” e Zaqueu “desceu rapidamente e o recebeu com alegria” (Lc 19:5-6). Não seria esta também sua reação se Jesus quisesse se hospedar em sua casa? Certamente você o receberia alegremente e de portas abertas. Ou não?

A oposição formada por “todo o povo” logo condena a iniciativa de Jesus. “Ele se hospedou na casa de um ‘pecador’” (Lc 19:7), dizem eles, como se aquele que sabe o nome das estrelas não conhecesse cada pecado de Zaqueu. Incomodado com os comentários, Zaqueu tenta se justificar: “Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.” (Lc 19:8).

Esta é a versão mais correta da passagem, e não as que parecem apontar que Zaqueu teria decidido agir assim como consequência da visita de Jesus. Isto porque não é com base em um bom proceder que a salvação entra na casa de Zaqueu, mas por graça e como resposta a uma fé genuína igual à de Abraão, que “creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gl 3:6). Por isso Jesus diz: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (Lc 19:9-10). Se você ainda está perdido, faça como Zaqueu: receba a Jesus com alegria.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#582 Vergonha



Leitura: Lucas19:1-5

No capítulo 18 de Lucas vimos um rico, que idolatrava suas riquezas, rejeitar Jesus. Na ocasião Jesus comentou: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!”, e quando os discípulos perguntaram, “Então, quem pode ser salvo?”, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus.” (Lc 18:24-27). O capítulo 19 começa com Jesus em Jericó e “havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos” (Lc 19:1-2). Jesus mostra agora como o “impossível para os homens”, isto é, alguém salvar-se a si mesmo, “é possível para Deus”.

É significativo o fato de Zaqueu morar em Jericó, cidade amaldiçoada no capítulo 6 do livro de Josué. Jesus irá libertar Zaqueu da maldição do pecado que assola cada coração humano. Ao contrário do rico do capítulo anterior, que queria guardar a Lei mais para ter boa reputação diante dos homens do que diante de Deus, Zaqueu não dá a mínima importância à sua riqueza e posição social. Ele está disposto a se expor ao ridículo para conhecer a Jesus. Por ser baixinho, Zaqueu sobe numa figueira brava, árvore cujo fruto é de má qualidade e uma figura da incapacidade do ser humano pecador de produzir bons frutos para Deus.

Zaqueu não quer ver a Jesus por curiosidade, ganância de prosperidade ou necessidade de cura. Ele é rico e saudável. Seu foco está na Pessoa de Jesus. Se no capítulo anterior Jesus parou por causa de um cego que não tinha vergonha de gritar por misericórdia, mesmo sendo criticado pela multidão, aqui ele se detém para falar com um rico que não tem medo do que as pessoas irão pensar dele. Espero que você não esteja entre os que estão mais preocupados com a própria reputação do que com a salvação.

Muitos não confessam fé em Jesus para não serem ridicularizados, porém Jesus declarou: “Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lc 12:8-9). Uma fé genuína em Jesus inclui crer de coração em sua Pessoa, morte e ressurreição, e também confessar com a boca sujeição a ele. “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (Rm 10:9-10). Você prefere passar vergonha diante de Deus ou dos homens?

Nos próximos 3 minutos Jesus chama Zaqueu pelo nome.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#581 Incapaz de fazer



Leitura: Lucas18:31-34

Jesus passa por Jericó e à beira do caminho há um mendigo cego que, ao ouvir o ruído da multidão, pergunta o que está acontecendo. A resposta é que “Jesus de Nazaré está passando” (Lc 18:35). Jesus era de Belém, mas por ter sido criado em Nazaré alguns o chamavam assim. Os nascidos em Nazaré eram discriminados, como você percebe na passagem do Evangelho de João, quando Natanael é informado por Filipe que haviam encontrado o Messias, “Jesus de Nazaré, filho de José”. Natanael contestou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (Jo 1:45-46).

Mas se os homens dizem que é “Jesus de Nazaré”, não é assim que o cego o chama. Ele “se pôs a gritar: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (L 18:38). Chamá-lo de “Filho de Davi” era tratá-lo com a dignidade real que ele merecia. “Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto”, talvez embaraçados com o escândalo causado pelo cego, “mas ele gritava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Lc 18:39). O que acontece a seguir é significativo: “Jesus parou” (Lc 18:40).

Em um episódio no Antigo Testamento, quando o anoitecer poderia atrapalhar a vitória de Israel sobre o inimigo, “Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: ‘Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de Aijalom!’ O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos” (Js 10:12-13). O Senhor é capaz de fazer o sol parar no meio do alto céu, mas aqui vemos um cego capaz de fazer o Senhor parar na terra.

Lemos em Isaías 57:15: “Assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito’”. Um pouco antes vimos um rico saudável perguntar a Jesus: “Que farei para herdar a vida eterna?” (Lc 18:18). Agora vemos um cego pobre que clama por misericórdia por saber que é incapaz de fazer coisa alguma. E como poderia, se precisou da ajuda de outros para saber que Jesus passava e ser levado a ele?


É Jesus quem pergunta: “‘O que você quer que eu lhe faça?’ ‘Senhor, eu quero ver’, respondeu ele. Jesus lhe disse: ‘Recupere a visão! A sua fé o curou’. Imediatamente ele recuperou a visão; e seguia a Jesus glorificando a Deus. Quando todo o povo viu isso, deu louvores a Deus.” (Lc 18:41-43). E você? Ainda está querendo saber o que fazer para ser salvo ou se reconhece incapaz ao ponto de deixar que Jesus faça por você? 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#580 Criterio de auto referencia



Leitura: Lucas 18:31-34

Depois de tranquilizar a Pedro, preocupado com o que iria ganhar por ter deixado tudo para segui-lo, Jesus faz uma revelação surpreendente. Ele, que “sendo rico, se fez pobre” (2 Co 8:9) por amor de nós, iria entregar seu bem mais precioso, a própria vida, para que pudéssemos ser salvos.

“Jesus chamou à parte os doze e lhes disse: ‘Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará’. Os discípulos não entenderam nada dessas coisas. O significado dessas palavras lhes estava oculto, e eles não sabiam do que ele estava falando.” (Lc 18:31-34).

Pela terceira vez Jesus avisa que irá morrer, mas os discípulos não compreendem. Eles sabiam que Jesus corria o risco de cair numa emboscada ou ser apedrejado em um ato espontâneo por suas críticas contra o clero. Mas ser entregue às autoridades romanas significava um julgamento formal. E como poderia ele ser julgado e condenado à morte sem ter cometido crime algum?

Ele avisa que “tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá”, e se eles tivessem buscado nas Escrituras teriam visto muitas referências à humilhação e morte do Messias antes de ele vir em glória como libertador. “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras” (Mt 22:29), dissera ele aos fariseus em outra ocasião. Apesar de copiarem, estudarem e pregarem as Escrituras todos os dias, os religiosos judeus julgavam tudo pelo critério de auto referência, que é quando você analisa as coisas com base em ideias preconcebidas e não segundo a verdade.

Mais tarde, os próprios discípulos no caminho para Emaús demonstrariam sua frustração com a morte de Jesus, pois pensavam exatamente como os religiosos. Eles diriam: “Nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel.” (Lc 24:20-21). As referências à morte do Messias eram abundantes nos Salmos e nos livros dos profetas, mas o povo tinha sido cegado pelo ensino errôneo dos escribas, fariseus e sacerdotes. E você, confere na Bíblia tudo o que escuta por aí ou simplesmente acredita nas ideias preconcebidas da religião humana?

Nos próximos 3 minutos um cego faz Jesus parar.

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#579 Muitas vezes mais



Leitura: Lucas18:28-30

Quando os discípulos veem que o homem rico preferiu conservar suas riquezas a seguir a Jesus, Pedro comenta: “Nós deixamos tudo o que tínhamos para seguir-te!”. O Senhor, então, responde: “Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pai ou filhos por causa do Reino de Deus deixará de receber, na presente era, muitas vezes mais, e, na era futura, a vida eterna” (Lc 18:28-30).

No fundo o que Pedro quer saber é o que ganhará por ter trocado o que tinha nesta vida para seguir a Jesus. Este raciocínio é natural ao coração humano. Se existir em nós qualquer desejo de seguir a Jesus esse desejo será egoísta e interesseiro. Uma leitura distraída da resposta de Jesus dada a Pedro pode parecer indicar que nossa disposição de deixar nossos bens para seguir o Senhor seria recompensada com a garantia de vida eterna.

Mas é preciso lembrar que Jesus tinha acabado de comentar que a salvação “é impossível para os homens”, mas “é possível para Deus” (Lc 18:27). Ou seja, nada do que fazemos irá nos garantir a vida eterna. Esta só pode ser recebida por graça, e isto fica patente desta afirmação de Jesus e de muitas outras passagens das Escrituras, como a de Efésios 2:8-10: “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.”.

Então o que significa a resposta de Jesus a Pedro? Que a pessoa salva pela fé em Cristo é transformada em um instrumento de Deus para “boas obras”, as quais incluem o desapego pelas coisas materiais e pelos vínculos afetivos, e até a disposição para abrir mão disso se esta for a direção recebida de Deus. Esse desapego é fruto de um coração que recebeu a salvação por graça.

Além disso, de uma certa maneira aquele que crê recebe, na vida presente, “muitas vezes mais... casa, mulher, irmãos, pai ou filhos” no sentido de encontrar nos milhares de irmãos em Cristo aquilo que talvez não tenha encontrado nos bens e parentescos desta vida. Esse mesmo desapego pelas coisas do aqui e agora faz o crente desfrutar melhor das coisas que são eternas. O que Jesus revela aos discípulos nos próximos 3 minutos é prova disso, ou seja, de como ele tinha vindo ao mundo, não para salvar sua própria vida, mas para entregá-la numa cruz de dor e humilhação.

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#578 Camelo em buraco de agulha



Leitura: Lucas 18:24-27

O rico saiu decepcionado da conversa com Jesus. Seu coração revelara que ele só se importava consigo mesmo e com suas riquezas. Você já buscou a Deus e saiu decepcionado? O problema não estava em Deus, mas em suas prioridades. Talvez você tenha ido a ele pensando no que iria ganhar, quando devia pensar no que iria perder: seus pecados. Você só pede por socorro quando sente a lama bater no queixo e percebe que irá perecer.

O primeiro clamor de um pecador convicto não é por riqueza, saúde ou algum outro benefício, mas para que Deus o purifique de seus pecados, algo que homem algum consegue fazer. Deus pergunta, através do profeta Jeremias: “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal” (Jr 13:23).

Será que você acredita ser capaz de escapar do juízo eterno sendo bom? Isso é tão impossível quanto fazer passar um camelo pelo buraco de uma agulha. O pecado fez de você réu culpado e merecedor do juízo, e a única saída é aceitar o perdão divino. Um condenado pode ser liberto se cumprir sua pena ou receber um perdão judicial. É o caso de uma mãe culpada de causar a morte de um filho por acidente. Primeiro o juiz a condena e depois a isenta da pena concedendo o perdão por misericórdia.

Nem pense em cumprir a pena imposta por Deus para seus pecados, pois ela é eterna. Então só lhe resta confiar na misericórdia divina e clamar por perdão. Trata-se de um perdão que decorre de uma pena cumprida em sua totalidade por um Substituto, Jesus. Na cruz Deus fez dele pecado por nós, derramando sobre ele em três horas de trevas uma eternidade de castigo. Agora, pela fé e por graça, você pode ter um perdão completo, independente do peso de seus pecados e do juízo que eles mereciam.

Jesus comenta: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. E os que ouviram disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.” (Lc 18:24-27). Em seus devaneios os teólogos ficam discutindo se “camelo” seria uma corda de amarrar navio e “agulha” um portão estreito. Mas o assunto de Jesus é a impossibilidade de o homem salvar-se a si mesmo. Então nos próximos 3 minutos vem Pedro e pergunta: “E o que eu ganho com isso?”.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.