"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#591 “Vocês não quiseram!”



Leitura: Lucas 19:41-44

“Quando se aproximou e viu a cidade [Jerusalém], Jesus chorou sobre ela e disse: ‘Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos. Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, e a rodearão e a cercarão de todos os lados. Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitaria’”. (Lc 19:41-44).

Duas passagens nos Evangelhos falam de Jesus chorando. Em João 11:35, quando Lázaro morreu, ele chorou, mas não um pranto de luto, pois sabia que traria Lázaro de volta da morte. Ele chorou por Marta e Maria, irmãs de Lázaro, e pela ruína causada pelo pecado. No original, a palavra grega para o choro das irmãs tem o sentido de pranto. A palavra usada para o choro de Jesus significa que verteu lágrimas em silêncio. Mas o choro à entrada de Jerusalém é de pranto, de profunda desolação.

A vinda de Jesus havia sido acompanhada da promessa de “paz na terra” (Lc 2:14), mas os judeus rejeitaram seu Messias, apesar dos avisos dos profetas que tinham vindo antes dele. Ele já havia se lamentado disso em Lucas 13:34, quando disse: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Eis que a casa de vocês ficará deserta. Eu lhes digo que vocês não me verão mais até que digam: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor’”.

Agora preste muita atenção nesta frase de Jesus ao falar dos judeus: “Vocês não quiseram”. Por não desejarem o Príncipe da Paz tudo o que restava para eles seriam guerras. Não é surpresa, portanto, toda a desgraça que caiu sobre esse povo nos últimos dois mil anos. O profeta Oseias revela o sentimento por detrás desse pranto de Jesus: “Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho... Mas, quanto mais eu o chamava, mais eles se afastavam de mim. Eles não perceberam que fui eu quem os curou. Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor; tirei do seu pescoço o jugo e me inclinei para alimentá-los... O meu coração está enternecido” (Os 11).

Agora pense em seu destino se um dia Jesus precisar dizer de você que, por mais que tenha tentado atrair sua atenção, você não quis recebê-lo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#590 Paz no ceu



Leitura: Lucas 19:35-40

Costumamos pensar na obra de Cristo apenas no sentido de nos salvar, mas sua morte, ressurreição e glorificação “à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1:3) têm uma abrangência bem maior. Antes de Adão e Eva caírem em pecado houve outra queda envolvendo Satanás, o “querubim guardião” (Ez 28:14). Aquilo criou uma situação estranha, pois tanto os anjos fieis a Deus como “as forças espirituais do mal”, contra as quais o cristão é exortado a lutar, passaram a compartilhar de uma mesma esfera “nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Por isso nos capítulos 1 e 2 do Livro de Jó você encontra Satanás no céu e Apocalipse 12 revela a futura expulsão de Satanás e seus anjos com estas palavras:

“Houve uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra. Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: ‘Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite’.” (Ap 12:7-10).

A vitória de Miguel e seus anjos contra os rebeldes do céu só será possível no futuro porque na cruz Jesus esmagou a cabeça da serpente, como havia sido predito no Jardim do Éden. Não foi por intermédio de anjos que Deus selou a sorte de Satanás, o querubim mais elevado na hierarquia angelical, mas por meio de um Homem, Jesus, descendente da mulher que o diabo enganou no princípio. Por isso o evangelho está entre as “coisas que até os anjos anseiam observar” (1 Pe 1:12) e buscam conhecer a “multiforme sabedoria de Deus” (Ef 3:10) manifestada através da Igreja.

“Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Cl 1:19-22).

Nos próximos 3 minutos Jesus chora.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#589 Bendito e' o Rei



Leitura: Lucas 19:35-40

Lucas descreve a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém: Os discípulos “lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele. Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo caminho. Quando ele já estava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente, em alta voz, por todos os milagres que tinham visto: ‘Bendito é o rei que vem em nome do Senhor!’ ‘Paz no céu e glória nas alturas!’” (Lc 19:35-38).

A cena do homem gentil que estende seu casaco sobre a poça de lama para a mulher passar é bem conhecida nos romances. E é nessa disposição que as pessoas estendem suas vestes para forrar o caminho de Jesus. Ele não está montado num possante cavalo, como faria um rei conquistador. Isso ele ainda fará, como revela o Livro do Apocalipse: “Vi o céu aberto e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo.” (Ap 19:11-12). Aqui ele monta humildemente um jumentinho, pois entra em Jerusalém para morrer e salvar, e não para conquistar e julgar.

A multidão o exalta “por todos os milagres que tinham visto”, porém Deus coloca em suas bocas o devido louvor: “Bendito é o rei que vem em nome do Senhor”, e “Paz no céu e glória nas alturas”, anunciam “alegremente, em alta voz”. É fácil perceber a origem divina dessas palavras, pois quando “alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: ‘Mestre, repreende os teus discípulos!’ ‘Eu lhes digo’, respondeu ele, ‘se eles se calarem, as pedras clamarão’. (Lc 19:39-40). Aquele que seria capaz de fazer as pedras clamarem é quem faz sair louvor da boca daquelas pessoas, mesmo que não entendessem o que falavam.

Em Lucas 2:14 os anjos proclamavam “Glória a Deus nas alturas”, e depois “paz na terra”. Mas aqui o Rei já foi rejeitado e não se fala em “paz na terra”, pois esta ficará devastada antes que ele volte para reinar. Aqui o clamor divinamente inspirado diz “Paz no céu” e só depois “glória nas alturas”. Antes que a paz venha sobre a terra Jesus precisa morrer, ressuscitar e ser glorificado, cumprindo assim a única obra capaz de garantir “paz no céu” e “glória nas alturas”. Se você é daqueles que acreditam na possibilidade de paz neste mundo sinto dizer que está iludido. Nenhuma paz haverá até Cristo voltar para reinar, mas seria bom você atentar para o fato de a paz já ter sido resolvida no céu, e é disto que iremos falar nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#588 O jumento xucro



Leitura: Lucas 19:28-35

Em seu caminho em direção a Jerusalém Jesus envia “dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: ‘Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. Se alguém lhes perguntar: ‘Por que o estão desamarrando?’ digam-lhe: ‘O Senhor precisa dele.’”. Os discípulos fazem como lhes fora ordenado. Depois, “lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele.” (Lc 19:28-35).

O jumento xucro representa o homem religioso, ainda amarrado à Lei dada a Moisés para restringir seus passos e impedir que ele se comporte como um animal selvagem. Paulo explica que “antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor.” (Gl 3:23-25).

Jesus ordena aos discípulos que desamarrem o jumento para este poder ser útil e transportar o Senhor. Hoje cada crente em Cristo está liberto da Lei e pode servir a Cristo levando alegremente o seu nome e testemunho neste mundo como prova de gratidão, e não por obrigação. Os fariseus costumavam fazer o contrário: Atavam “fardos pesados e difíceis de suportar” (Mt 23:4) e os colocavam nos ombros dos homens, apesar de eles próprios não desejarem carregá-los. Muitos líderes religiosos fazem o mesmo hoje com seus seguidores, alheios ao fato de que a salvação não é recebida por mérito ou pela guarda da Lei, mas por graça.

Por outro lado, há também os que compreendem que sua salvação é por graça, porém estão interessados apenas em se verem livres das amarras. Se o jumento tivesse apenas sido solto, que utilidade teria para o Senhor? Todavia, “o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Co 5:14-15).

Depois de liberto da Lei, do pecado e da condenação, para quem você vive? Como tem empregado sua vida aqui? Que utilidade você tem para Deus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#587 Sacrificio vivo



Leitura: Lucas 19:12-26

Na parábola deste capítulo vimos dois servos úteis e um inútil e ignorante do caráter de seu senhor. Os dois primeiros foram recompensados por sua iniciativa, enquanto o terceiro foi censurado por sua apatia. Sua desculpa se baseou no que ele pensava de seu senhor. Será que você está entre os que têm a mesma opinião a respeito de Deus? Você o considera um Deus severo, que tira o que não deu e colhe o que não plantou? Esta é a opinião daqueles que acusam Deus de querer privá-los dos prazeres desta vida.

Se tal atitude já é reprovável nos incrédulos, que ignoram que Deus “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5:45), quanto mais nos que dizem crer em Jesus. Nós, os que cremos no Salvador, fomos “lavados... santificados... justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Co 6:11), e estamos prontos a ocupar um lugar no céu. Se somos deixados na terra é “para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Ef 2:10), e não para vivermos “como os gentios, que vivem na futilidade dos seus pensamentos” (Ef 4:17).

Talvez você alegue ser incapaz de fazer algo para Deus, mas será que não pode orar e interceder pelos que fazem? Talvez sua desculpa seja falta de dinheiro, esquecendo-se da pobre mulher que tinha apenas duas moedas e foi elogiada pelo Senhor por sua liberalidade. Ainda que não tenha coisa alguma, você ainda tem a si mesmo para oferecer. Na carta aos Romanos Paulo exorta os cristãos a oferecerem o próprio corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, chamando a isto de “culto racional” (Rm 12:1).

Quando Jesus entregou-se a Deus como sacrifício por mim e por você aquilo significou sua morte. Mas quando um crente é convidado a sacrificar-se para Deus isto significa entregar-se vivo -- seu corpo, seu trabalho, sua adoração e seus bens. Mas nosso sacrifício não é para remover pecados, pois Deus proveu o sacrifício perfeito, Cristo, “oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9:28).

Além dos dois servos úteis e do inútil, existe na parábola uma outra classe de pessoas, das quais o Rei declara: “Aqueles inimigos meus, que não queriam que eu reinasse sobre eles, tragam-nos aqui e matem-nos na minha frente!” (Lc 19:27). Esses representam os judeus que não querem se sujeitar a Cristo, algo que até um jumento xucro se dispõe a fazer nos próximos 3 minutos.

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#586 A parabola das minas



Leitura: Lucas 19:12-27

Jesus conta uma parábola: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar. Então, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas. Disse ele: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’. Mas os seus súditos o odiavam e depois enviaram uma delegação para lhe dizer: ‘Não queremos que este homem seja nosso rei’. Contudo, foi feito rei e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado.” Será bom você ler Lucas 19:12-27 para conhecer a história completa.

Jesus está se referindo ao fato de o povo pensar “que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Mas não. Antes de voltar para reinar Jesus teria de morrer, ressuscitar e ser glorificado. Jesus é esse “homem de nobre nascimento” da parábola que agora está nessa “terra distante” de onde prometeu voltar. Os judeus são os que declararam “Não queremos que este homem seja nosso rei” (Lc 19:14) e “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27:25), ao rejeitarem seu testemunho em vida e assumirem a responsabilidade por sua morte.

Na continuação da parábola o Rei volta e passa a indagar dos servos quanto tinha rendido os recursos que cada um recebeu para administrar. O primeiro fez a “mina” ou moeda que recebeu render “outras dez”, e seu empenho é premiado com a responsabilidade de governar sobre “dez cidades”. O segundo transformou uma moeda em cinco e foi posto sobre cinco cidades. O terceiro não negociou com a moeda e nem teve a iniciativa de investi-la para render juros, e ainda culpa o Rei por seu marasmo: “Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o que não semeaste” (Lc 19:21).

Aquela era a opinião que o mau servo tinha do Rei, que aproveita para julgá-lo segundo suas próprias palavras e recompensar o que mais multiplicou o dinheiro. O Rei diz: “‘Tomem dele a sua mina e deem-na ao que tem dez’. ‘Senhor’, disseram, ‘ele já tem dez!’  Ele respondeu: ‘Eu lhes digo que a quem tem, mais será dado, mas a quem não tem, até o que tiver lhe será tirado.’” (Lc 19:23-26). Enquanto os dois primeiros servos representam cristãos genuínos, este último pode tanto representar um falso professo como também um que será “salvo como alguém que escapa através do fogo” (1 Co 3:15), sem nada ter construído para Deus.

Mas este é um assunto que voltaremos a abordar nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#585 Na esfera do Reino



Leitura: Lucas 19:11

No episódio anterior Jesus declarou que a salvação havia entrado na casa de Zaqueu, mas não por merecimento de Zaqueu. A salvação é recebida por fé, a mesma fé de Abraão, chamado de “pai de todos os que creem” (Rm 4:9-11). Agora Jesus vai falar da responsabilidade daquele que crê com o coração e com a boca confessa que Cristo é seu Senhor. Se a salvação é recebida por graça e mediante a fé, a recompensa é recebida pelas obras e pelo modo como o crente utiliza o que recebeu de Deus.

Mas antes Jesus precisava esclarecer algo. Com sua presença no mundo aqueles judeus “foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir” (Hb 6:4-5), ou seja, do reino do Messias. Agora, “porque [Jesus] estava perto de Jerusalém o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Porém os profetas indicavam uma ausência do Messias entre sua primeira vinda e o estabelecimento do Reino em glória. O profeta Daniel dissera: “O Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele” (Dn 9:26).

O Reino de Deus aparece em diferentes aspectos no Novo Testamento. João Batista veio como precursor do Rei para anunciar esse reino. Seu discurso era: “O tempo é chegado... O Reino de Deus está próximo” (Mc 1:15). Então, no início de seu ministério, Jesus declarou, “O Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21), pois ele, o Rei, estava entre eles ainda que o reino não tivesse sido estabelecido em poder. Após Jesus morrer, ressuscitar e subir aos céus, o Reino permanece na terra em sua ausência e dele fazem parte os que se sujeitam a Cristo, vivendo segundo os princípios que ele estabeleceu para o seu Reino. Esses são os “bem aventurados” dos capítulos 5 de Mateus e 6 de Lucas.

Fica fácil entender se nos lembrarmos da História do Brasil. Quando D. João VI transferiu o reino para as terras brasileiras, Portugal foi invadido e dominado por Napoleão. Os portugueses que continuaram a viver em Portugal permaneceram sujeitos a um rei ausente, falando a língua e praticando os costumes desse reino, mesmo vivendo em terras tomadas pela França. Assim vivem os cristãos no Reino de Deus, um reino cujo Rei viajou para o céu e prometeu voltar. E é exatamente assim que Jesus começa a parábola que veremos nos próximos 3 minutos, quando “um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar.” (Lc 19:12).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.