"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#616 Um parentese na Pascoa



Leitura: Lucas 22:14-20

Após perguntarem ao Senhor, e seguirem suas instruções de onde ele queria que preparassem a Páscoa, só faltava Jesus. “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.” (Lc 22:14-15). Cristãos não celebram a Páscoa, mas o mesmo privilégio de desfrutar de sua presença têm hoje os que lhe obedecem na forma e lugar de celebrar a Ceia do Senhor. Quando reunidos ao seu nome pelo Espírito Santo, “chegada a hora” o Senhor se põe no meio.

Aqui ele come “o pão da aflição” sem fermento e o cordeiro cozido da Páscoa judaica como qualquer outro judeu. O cálice não fazia parte da instituição original da Páscoa dada por Deus no Antigo Testamento, mas era um costume introduzido pelos judeus. “O vinho alegra o coração do homem” (Sl 104:15), mas para Jesus não há motivo para alegria. Esta será sua última Páscoa. Em questão de horas ele será imolado como um Cordeiro no holocausto do juízo divino. “Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.” (1 Co 5:7).

A Páscoa só voltará a ser celebrada quando Israel for restaurado e Cristo reinar sobre o seu povo, tendo sua Noiva, a Igreja, reinando consigo. Mas neste momento ele se abstém do vinho e da alegria. Por isso, “recebendo um cálice, ele deu graças e disse: ‘tomem isto e partilhem uns com os outros. Pois eu lhes digo que não beberei do fruto da videira até que venha o Reino de Deus.” (Lc 22:15-16).

Lucas abre agora um parêntese na celebração da Páscoa para a instituição da Ceia do Senhor, esta sim destinada à Igreja. Digno de nota é a diferença dos verbos gregos usados na passagem. Jesus ‘recebe’ de alguém o cálice da Páscoa, pois este é o sentido do verbo ‘receber’. Já que a Páscoa não tinha nada de novo, o que ele faz é apenas uma continuidade do que era feito há séculos. Porém ele ‘toma’ o pão, e de igual modo o cálice. No grego o verbo ‘tomar’ tem o sentido de uma iniciativa dele. Ninguém lhe passa o pão ou o cálice da Ceia do Senhor. É algo novo que ele acaba de instituir.

Jesus come a Páscoa, mas não come do pão e nem bebe do cálice da Ceia do Senhor. Ele apenas os entrega aos discípulos, pois em sua Ceia ele é o anfitrião e os discípulos são convidados. Assim é hoje, quando cristãos são congregados pelo Espírito para recordar o Senhor e anunciar a sua morte, e não para repetir rituais judaicos, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.