"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#619 Coma do pao e beba do calice



Leitura: Lucas 22:19-20

Não foi à toa que Jesus escolheu o pão como figura de seu corpo. Para um pão ser produzido é preciso que o trigo seja triturado, a massa batida e finalmente assada no fogo. Tudo aponta para Cristo, pois “se o grão de trigo... não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” (Jo 12:24). De igual modo, a uva precisou ser esmagada para se transformar em vinho. Ao dizer “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês... e meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22:19-20) o Senhor mostra que nos substituiu na morte para podermos ter vida.

Na Páscoa os judeus recordavam a bondade de Jeová por libertá-los da escravidão; na Ceia lembramos o Senhor e anunciamos sua morte. Na Páscoa eles comiam o “pão da aflição” (Dt 16:3) que experimentaram quando escravos; na Ceia anunciamos, não a nossa aflição, mas a do Senhor. A Páscoa era retrospectiva; a Ceia é comemorativa e celebrada com a perspectiva futura de nosso encontro com o Senhor, pois a celebramos “até que ele venha” (1 Co 11:26).

A Ceia do Senhor não é uma pregação do Evangelho ou meio de salvação, pois dela participam os que já estão salvos. Não é feita com orações e súplicas, mas com ações de graças. Não nos ocupamos com um ritual, mas com Cristo simbolizado pelo pão e pelo cálice de vinho representando seu corpo e seu sangue. Não são pães, fatias ou hóstias, mas, “um único pão... [pois]somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão.” (1 Co 10:17). Não são dadas graças genéricas pelos símbolos, mas pelo pão e pelo vinho: “Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos... Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos” (Mt 26:26-27).

A Ceia não é aberta, mas exclusiva àqueles que foram recebidos em comunhão à mesa do Senhor, que não estejam vivendo em pecado. “Um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada... Com qualquer que, dizendo-se irmão, for imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão, com tais pessoas vocês nem devem comer... Não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” (1 Co 5:6-13; 10:21). Assim, aos que estão aptos a participar, a ordem é: “Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.” (1 Co 11:28). Não é um exame para decidir se deve ou não comer e beber, mas para comer e beber: “Então coma do pão e beba do cálice”.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.