"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#646 Rico ou pobre?



Leitura: Lucas 23:50-56

Hoje há tantos evangélicos pregando prosperidade que quase nos esquecemos de que nos anos 70 e 80 a moda entre católicos era a “Teologia da Libertação”. Ao contrário da “Teologia da Prosperidade”, que tenta aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel ao afirmar que todo cristão deve ser rico, a chamada “opção pelos pobres” foi adotada por revolucionários para dar um tom religioso ao marxismo e à luta de classes.

Nenhuma delas tem fundamento bíblico, pois o objetivo do cristão neste mundo não é ser pobre ou rico, e nem colocar pobres contra ricos ou se achar capaz de erradicar a pobreza. É claro que a Palavra de Deus sempre exortou “que nos lembrássemos dos pobres” (Gl 2:10), mas Jesus deixou claro que “os pobres vocês sempre terão consigo” (Jo 12:8), mostrando que este problema não será resolvido até que ele venha para reinar.

É tão errado um rico gloriar-se em sua riqueza, quanto um pobre em sua pobreza. No corpo de Cristo existem mais pobres que ricos, mais iletrados que sábios, mais fracos que poderosos, mas “quem se gloriar, glorie-se no Senhor” (1 Co 1:26-31). Deus permite as diferentes condições para usar os seus de diferentes maneiras. Cristianismo não é comunismo. Os pobres não devem acreditar nas palavras dos pregadores da prosperidade, achando que se fossem ricos seriam felizes, e os ricos não devem confiar nas riquezas, mas estarem prontos a ajudar “especialmente aos da família da fé” (Gl 6:10), ou seja, dando prioridade aos seus irmãos em Cristo.

Se alguns discípulos, pobres e humildes, não tinham acesso ao governador Pilatos para requerer o corpo de Jesus, Deus usou dois discípulos ricos e influentes para esta tarefa. “José, membro do Conselho, homem bom e justo... de Arimateia... “dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus”, e “Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés” para preparar o corpo para o sepultamento no sepulcro novo doado por José de Arimateia. (Lc 23:50-56; Jo 19:38-42).

Entre o povo de Deus há pessoas de diferentes classes sociais, mas todos devem aprender a se contentar com o que possuem, seja riqueza ou pobreza, à semelhança do apóstolo Paulo, que disse: “Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:11-13).


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.