"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#660 Um encontro no deserto


Leitura: Marcos1:1-8

Jesus “veio para o que era seu” (Jo 1:11), isto é, o povo de Israel. Estes que “desde a criação do mundo” (Mt 25:34) haviam sido destinados a herdar um Reino que jamais teria fim, eram agora agraciados com a visita do próprio Rei, ainda que no caráter de Servo. Séculos de história haviam se passado até este momento para provar a incapacidade do homem de atender às santas demandas de Deus e demonstrar a paciência daquele que ainda estava disposto a dar mais uma chance a Israel. “A Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17).

Mas neste ponto só restam na terra prometida duas tribos, das doze originais: Judá e Benjamim, ou “judeus”, como a Bíblia as chama aqui. Séculos antes as dez outras tribos haviam sido dispersas entre os próprios povos pagãos dos quais tinha adotado a idolatria. Mesmo assim Deus pretendia restaurá-las um dia para que fossem um povo só, começando pelos judeus. Todavia a soberba era a marca registrada dos judeus, que acabariam por rejeitar este de quem João Batista dizia: “Depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de encurvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias” (Mc 1:7).

“Assim surgiu João [Batista], batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados” (Mc 1:4). Batismo não era algo estranho ao povo terreno de Deus. Eles se lembravam de Moisés, e de como este havia sido lançado nas águas da morte por sua mãe para ser salvo das garras de Faraó. Também não podiam se esquecer de que seus “antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar”. (1 Co 10:1). Mesmo não sendo um batismo cristão o que João Batista ministrava, era também uma figura de morte, sem o que seria impossível Deus reiniciar o relacionamento com seu povo.

Deus vinha agora ao encontro do que restou de seu povo original, ao qual havia sido prometida uma gama de bênçãos terrestres jamais dadas a qualquer outro povo. Mas esse encontro não foi marcado num palácio real, em meio ao luxo e à riqueza, mas no deserto, uma clara figura do estado em que eles se encontravam aos olhos de Deus, depois de séculos de rebelião e desprezo contra Jeová. Por isso aquele era necessariamente um batismo de arrependimento para que eles, “confessando os seus pecados, fossem batizados por [João] no rio Jordão” (Mc 1:5).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.