"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#598 Heroi ou Deus?



Leitura: Lucas 20:41-44

Agora é a vez de Jesus perguntar aos religiosos judeus: “Como dizem que o Cristo é Filho de Davi? O próprio Davi afirma no Livro dos Salmos: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Portanto Davi o chama ‘Senhor’. Então, como é que ele pode ser seu filho?” (Lc 20:41-44). Até aqui os judeus estavam preocupados com os relacionamentos pós-ressurreição, mas Jesus eleva a conversa a um outro nível. Ele fala da natureza eterna do Messias que, apesar de descendente de Davi, existia antes dele e era seu superior. Só alguém que fosse Deus e Homem poderia ser tanto Senhor de Davi quanto seu descendente.

Crer em Cristo implica crer que ele é Deus e Homem; reconhecê-lo como o Criador de todas as coisas e honrar o Filho de Deus com a mesma honra devida ao Pai. “Para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. (Jo 5:23). Muitos que se dizem cristãos negam a divindade de Cristo e acham que considerá-lo um grande homem ou um espírito elevado seja honrá-lo. Mas por que tantos resistem em admitir sua divindade? Porque somos condicionados a admirar os heróis.

Herói é quem se distingue por sua coragem, habilidade e poder; que é admirado por sua bravura, altruísmo e nobreza de caráter. Herói é nosso modelo ideal — é o mocinho dos filmes, o campeão dos esportes, o bilionário dos negócios que, por seu próprio mérito, conquistou o status de um semideus. Ou seja, herói é alguém que não somos, mas gostaríamos de ser e adotamos como modelo para um dia chegarmos lá.

Todavia, ao reconhecer que Jesus é Deus você vê aniquilada toda a vaidade de tentar ser como ele é por meio de seus esforços. Você é obrigado a admitir que não passa de um pecador e que “Jesus” significa “Jeová Salvador”, o “Deus conosco” (Mt 1:23). Então você deixa de olhar para ele com a admiração de um fã e passa a buscá-lo como um pecador perdido que necessita, não de um herói para servir de exemplo, mas de um Salvador. Você descobre que ele não subiu ao pódio dos heróis, mas que, “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Fp 2:6-8).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#597 Morte e ressurreicao


Leitura: Lucas 20:37-40

Se Jesus tivesse vindo apenas para servir de exemplo de como deveríamos viver para agradar a Deus, continuaríamos perdidos. Sabe aquela foto na qual você aparece na praia ao lado de amigos e amigas e se sente péssimo, pois a boa forma deles só serve para revelar que você está fora do padrão? Assim é com a perfeição de Jesus. Ela mostra que estamos longe da boa forma espiritual exigida para passarmos pela “porta estreita”, o “apertado caminho que leva à vida” (Mt 7:14). Jesus era naturalmente “sem pecado” (Hb 4:15), mas nós, “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.” (1 Jo 1:8).

Embora a vida de Jesus sirva de exemplo, dizer que para ser salvo você precisaria viver como ele viveu não seria “boa notícia”, que é o significado de “evangelho”. Seria uma péssima notícia, pois ninguém iria conseguir. Então o que é o evangelho? Paulo explica: “Quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei... por meio deste evangelho vocês são salvos... Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Co 15:1-3).

Ao pregar o evangelho a Cornélio e seus amigos, Pedro falou de “como Jesus andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo”, mas não foi por terem escutado isso que eles foram salvos e receberam o Espírito Santo. Foi só quando Pedro disse que “o mataram, suspendendo-o num madeiro” e que “Deus o ressuscitou no terceiro dia... e que todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome” que “o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem.” (At 10:38-44).

A “boa notícia” inclui a ressurreição, por isso Jesus insiste com os mestres da Lei que Deus “não é Deus de mortos, mas de vivos” (Lc 20:38). Paulo explica que “se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados... Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Co 15:12-19). Se o “evangelho” que você tem escutado fala de seguir o exemplo de Jesus para ser salvo, você está sendo enganado. Se não passar de curas, prosperidade e libertação, você está perdendo seu tempo. Um evangelho sem sangue não irá limpar seus pecados, e um evangelho sem ressurreição irá prometer benefícios “só nesta vida”, colocando você entre “os mais miseráveis de todos os homens” (1 Co 15:19).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#596 Os filhos da ressurreicao



Leitura: Lucas 20:27-36

Agora é a vez dos saduceus tentarem fazer Jesus cair em contradição. Por não crerem na ressurreição, eles apresentam um caso hipotético de uma viúva que se casa com o cunhado e fica outra vez viúva, e assim sucessivamente até ter sido casada com sete irmãos antes de ela própria falecer. A pergunta se baseava na Lei, que dizia que uma viúva sem filhos deveria se casar com o cunhado, para deste gerar descendência para o marido falecido. A pergunta deles é: “Na ressurreição, de quem ela será esposa, visto que os sete foram casados com ela?” (Lc 20:33).

Jesus expõe a ignorância dos que analisam as coisas eternas com a mente carnal. Ele diz: “Os filhos desta era casam-se e são dados em casamento, mas os que forem considerados dignos de tomar parte na era que há de vir e na ressurreição dentre os mortos não se casarão nem serão dados em casamento, e não podem mais morrer, pois são como os anjos. São filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição.” (Lc 20:34-36).

Os “filhos desta era” são as pessoas em geral, que vivem num mundo onde Deus estabeleceu o matrimônio entre homem e mulher. “O Criador os fez homem e mulher... Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne.” (Mt 19:4-5). A “era que há de vir” é a eternidade, mas aqui Jesus fala apenas dos salvos, “os que forem considerados dignos” de participar da ressurreição “dentre os mortos”, e não “dos mortos” como aparece erroneamente em algumas versões da Bíblia. Os perdidos também ressuscitarão no final, porém apenas para serem lançado vivos no lago de fogo.

Ao dizer que “os filhos de Deus... que são filhos da ressurreição... não se casarão nem serão dados em casamento, e não podem mais morrer, pois são como os anjos” Jesus mostra que serão imortais e não mais sujeitos às distinções da vida aqui. Aos crentes em Cristo, Paulo escreve: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus... Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.” (Gl 3:27, 28). Isto não implica em perda de gênero ou identidade, mas das posições que ocupavam aqui com suas distinções entre homens e mulheres, judeus e gentios ou escravos e livres. Tampouco significa perda de memória ou da afeição dos relacionamentos, pois depois de ressuscitados não seremos menos humanos do que somos aqui.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#595 A Deus o que e' de Deus



Leitura: Lucas 20:20-26

Primeiro “os chefes dos sacerdotes, juntamente com os mestres da lei e os líderes religiosos” (Lc 20:1) quiseram questionar a autoridade de Jesus tentando acusá-lo de ser uma fraude. Mas a estratégia falhou e foram desmascarados. Agora eles mandam “espiões, que se fingiam justos, para apanhar Jesus em alguma coisa que ele dissesse, de forma que o pudessem entregar ao poder e à autoridade do governador.” (Lc 20:20).

Em Apocalipse o apóstolo João viu a Jesus e disse que “seus olhos eram como chama de fogo” (Ap 1:14). Como um moderno raio laser, o olhar do Senhor penetra todas as coisas. Imagine a ingenuidade dos líderes religiosos enviando “espiões, que se fingiam justos, para apanhar Jesus em alguma coisa” (Lc 20:20). E você, já tentou parecer justo aos olhos de Deus, fingindo-se capaz de viver de modo a merecer o céu?

Aplicar uma maquiagem de religião não vai funcionar. Basta um olhar penetrante do Senhor para o seu rímel derreter, sua base virar meleca e o lápis dos olhos escorrer como negras lágrimas. É assim que Deus nos vê quando fingimos ser justos. A única solução para o pecador é apresentar-se de cara lavada e convicto de sua culpa, arrependido e crendo que Jesus morreu em seu lugar para pagar por seus pecados. Não com a maquiagem da religião ou das boas obras que Deus é convencido, mas com o “sangue de Jesus” que “nos purifica de todos os nossos pecados” (1 Jo 1:7).

Tentar bajular a Deus com rezas e cerimônias é fazer como esses espiões hipócritas, quando dizem: “Mestre, sabemos que falas e ensinas o que é correto, e que não mostras parcialidade, mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade.” Jesus percebe a astúcia deles quando perguntam se seria correto pagar imposto a César. Ele pede uma moeda de um denário e pergunta: “De quem é a imagem e a inscrição que há nela?”. “De César” respondem eles. “Portanto, deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Lc 20:21-26). Mais uma vez eles afastam-se em silêncio.

Os judeus estavam sob o domínio de César por terem rejeitado a Deus, e eram obrigados a dar a César o que era de César. E Deus, o que queria? Queria a eles próprios, do mesmo modo como ele quer a mim e a você. Por isso Paulo escreve aos cristãos de Corinto: “Vocês foram comprados por alto preço” (1 Co 6:20), por Jesus ter pago com a própria vida a redenção do pecador. Se você ainda não creu em Jesus continua súdito do “César” ou príncipe deste mundo, que é Satanás.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#594 Pedra de tropeco



Leitura: Lucas 20:9-19

Jesus conta uma parábola e “os mestres da lei e os chefes dos sacerdotes... perceberam que era contra eles que ele havia contado.” (Lc 20:19). Às vezes você escuta o evangelho e pensa: “Fulano devia ouvir isso...”. Mas e se Deus estiver querendo falar com você? Aqui os fariseus entenderam que o recado era para eles, mas ao invés de se arrependerem, endureceram ainda mais seus corações. Será que você está entre os que endurecem o coração ou entre os que aceitam alegremente as boas novas de salvação?

O evangelho é um divisor de águas que revela os que estão destinados à vida eterna e os que querem continuar inimigos de Deus. Foi o que aconteceu em Antioquia da Pisídia, quando o resultado da pregação de Paulo e Barnabé foi a divisão dos ouvintes entre salvos e perdidos: “Ouvindo isso, os gentios alegraram-se e bendisseram a palavra do Senhor; e creram todos os que haviam sido designados para a vida eterna... Mas os judeus incitaram as mulheres piedosas de elevada posição e os principais da cidade e, provocando perseguição contra Paulo e Barnabé, os expulsaram do seu território.” (At 13:48-50).

A parábola de Jesus previa a rejeição da parte dos judeus. Nela um homem que planta uma vinha, arrenda a terra a alguns lavradores e viaja para longe. A cada colheita ele envia um funcionário para receber sua parte do arrendamento, mas os arrendatários espancam e humilham cada um deles, expulsando-os de mãos vazias. “Então o proprietário da vinha disse: ‘Que farei? Mandarei meu filho amado; quem sabe o respeitarão’. Mas quando os lavradores o viram, combinaram entre si dizendo: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa’. Assim, lançaram-no fora da vinha e o mataram. O que lhes fará então o dono da vinha? Virá, matará aqueles lavradores e dará a vinha a outros”. (Lc 20:13-16).

A vinha representa Israel, que Deus formou para dar fruto para si, mas os judeus falharam miseravelmente e perderam por um tempo sua posição de testemunho, o qual foi entregue à Igreja. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular.” (Lc 20:17). Em outro evangelho Jesus diria a Pedro, “sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16:18), e mais tarde Pedro, em sua carta, identificaria Jesus como a “pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele” (1 Pe 2:4). Para os que creem em Cristo, “esta pedra é preciosa; mas para os que não creem, a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular, pedra de tropeço e rocha que faz cair” (1 Pe 2:7-8).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#593 Com que autoridade?



Leitura: Lucas 20:1-8

“Quando Jesus estava ensinando o povo no templo e pregando as boas novas, chegaram-se a ele os chefes dos sacerdotes, juntamente com os mestres da lei e os líderes religiosos, e lhe perguntaram: ‘Com que autoridade estás fazendo estas coisas? Quem te deu esta autoridade?’” (Lc 20:1-2). A pergunta dos líderes religiosos é pretensiosa. Eles se acham capazes de julgar a resposta de Jesus e decidir se ele tem ou não autoridade para ensinar. Ao fazerem isso estão se colocando acima do próprio Senhor e fazendo-se juiz dele. Jesus responde com uma pergunta para ver se eles têm competência para julgar sua autoridade.

“Digam-me: ‘O batismo de João era do céu, ou dos homens?’ Eles discutiam entre si, dizendo: ‘Se dissermos: ‘do céu’, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’ Mas se dissermos: ‘dos homens’, todo o povo nos apedrejará, porque convencidos estão de que João era um profeta. Assim, responderam: ‘Não sabemos de onde era’. Disse então Jesus: ‘Tampouco lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas.’” (Lc 20:3-8).

Os líderes religiosos revelam assim a sua total incompetência para julgar as coisas divinas. Seu orgulho era tão grande que já haviam abandonado as Escrituras e adotado a si mesmos, seus dogmas e tradições como referencial para julgar. A cristandade segue o mesmo caminho ao adotar títulos acadêmicos para certificar quem está ou não capacitado para falar da parte de Deus. Mas a verdade é que “quando ele [Cristo] subiu em triunfo às alturas... deu dons aos homens... e designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Ef 4:7-12).

Hoje homens outorgam a outros homens dons que só podem ser dados por Cristo. Ordenam ao ministério e enviam para a obra aqueles que cumprem um currículo acadêmico, esquecendo-se de que a seara é do Senhor e que ele próprio ensinou que devíamos pedir “ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara” (Mt 9:38). Homem algum pode enviar outro homem. Pode, no máximo, impor suas mãos em comunhão com aquele que o Espírito Santo envia, reconhecendo assim o mover de Deus, mas nunca querer fazer algo que cabe ao Senhor e ao Espírito.

Nos próximos 3 minutos Jesus conta uma parábola sob medida.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#592 De mercadores a assassinos



Leitura: Lucas 19:45-48

No início de seu ministério Jesus viu no pátio do templo “alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de mesas, trocando dinheiro” e, enquanto expulsava os comerciantes e cambistas, disse: “Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!” (Jo 2:14-16). Agora, no final de seu ministério, mais uma vez ele “entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo”, dizendo: “A minha casa será casa de oração; mas vocês fizeram dela um covil de ladrões.’” (Lc 19:45-46).

É um erro aplicar estas passagens ao comércio nas dependências das chamadas ‘igrejas’, pois isto seria dar a esses templos o mesmo status do Templo em Jerusalém. Deus não autorizou a construção de nenhum templo cristão, portanto os chamados ‘templos’ da cristandade não têm qualquer valor para Deus. Na atual dispensação o Senhor Jesus prometeu estar no meio de dois ou três congregados ao seu Nome. O que importa não são as paredes usadas para reunir os cristãos, mas aquele em torno de quem o Espírito Santo os reúne.

Também é um erro chamar esses edifícios de “casa de Deus”, pois “a casa de Deus... é a igreja do Deus vivo” (1 Tm 3:15). Fazer de quatro paredes o elemento reunidor é perder de vista o Espírito Santo, o único que reúne os crentes em torno de Cristo. Colocar um homem à frente como “pastor” do rebanho é desprezar a liderança do Senhor, que “chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora [do aprisco].” (Jo 10:3-4). Acrescentar ao cristão uma denominação é desonrar o nome que está acima de todo nome — Cristo — dado “como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas.” (Ef 1:21-23).

O corpo de Cristo é perfeito e indivisível, mas a casa de Deus, a esfera da profissão cristã, foi arruinada pelo homem. A “casa de Deus... coluna e fundamento da verdade” (1 Tm 3:15) se transformou numa “grande casa” onde “há vasos... para fins honrosos, outros para fins desonrosos” (2 Tm 2:20), principalmente por causa daqueles que “pensam que a piedade é fonte de lucro” (1 Tm 6:5). Em Israel o comércio associado às coisas de Deus foi só o começo. Na primeira limpeza do Templo Jesus chamou a “casa de Deus” de “mercado”, mas agora a chama de “covil de ladrões” que se transformariam em assassinos, pois “os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo procuravam matá-lo” (Lc 19:47).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.