"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#607 “Não passara' esta geracao”



Leitura: Lucas 21:29-33

Você não encontra a Igreja nas profecias do Antigo Testamento, e ela só aparece nos Evangelhos duas vezes, em Mateus 16:18 e 18:17. Por isso é inútil buscar nas profecias coisas relacionadas à Igreja. É de Israel e do mundo que elas falam. Mesmo assim, quando vemos sinais de que as profecias para Israel podem se cumprir a qualquer momento ficamos alegres, pois seu cumprimento só poderá acontecer após a Igreja sair daqui. E hoje vemos “a figueira e todas as árvores” brotando (Lc 21:29).

Ao dizer aos discípulos, “quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo” (Lc 21:31), Jesus não se dirigia a eles como Igreja, pois esta só viria a existir em Atos 2. Ele falava a um remanescente de judeus que “esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2:38), como foram Ana, Simeão e outros. Após Jesus ser rejeitado, morrer, ressuscitar e subir aos céus Deus enviou o Espírito Santo à terra, batizando os salvos num só corpo. Então a Igreja, o mistério guardado desde a eternidade, passou a existir reunindo judeus e gentios convertidos a Cristo.

Jesus diz aos discípulos: “Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam.” (Lc 21:32). Alguns achavam que ele falava da geração dos discípulos, mas quando eles morreram sem que Cristo tivesse voltado em glória, ficou claro que a interpretação devia ser outra. Ele poderia estar se referindo à geração que visse a “figueira e todas as árvores” brotando, ou seja, a atual. Apesar de não existir qualquer pré-requisito profético para o arrebatamento, esta interpretação nos levaria a cancelar o plano funerário, por assim dizer, já que somos a mesma geração que viu Israel ressurgir. A terceira possibilidade é que Jesus estaria falando de uma geração no sentido moral, de judeus que, à semelhança daqueles discípulos, estarão aguardando o Reino.

Após o arrebatamento, além desse remanescente judeu fiel, ficarão na terra judeus e gentios incrédulos e também cristãos nominais que não foram arrebatados por nunca terem nascido de novo. “Rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar” e não poderão mais crer. Será que você estaria entre os ‘deixados para trás’ que ouviram o evangelho e “não creram na verdade”? Ao contrário do que dizem nos filmes e livros sobre o tema, não haverá segunda chance para quem ouviu e não creu, pois “Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade.” (2 Ts 2:10-12). Quem foi evangelizado e não creu em Cristo será enganado e crerá no anticristo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#606 “Observem a figueira”



Leitura: Lucas21:29-33

Jesus fez apenas um milagre para amaldiçoar ao invés de abençoar: “Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Nunca mais dê frutos!’ Imediatamente a árvore secou.” (Mt 21:19). A figueira representa Israel que Jesus encontrou sem fruto para Deus e determinou que secasse. E assim tem sido enquanto Jerusalém é “pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram” (Lc 21:24). Por isso Paulo explica que “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios.” (Rm 11:25). Apesar da volta dos judeus à sua terra, o tempo de os gentios interferirem na terra deles ainda não chegou ao fim.

Jesus volta a falar da figueira: “Observem a figueira e todas as árvores. Quando elas brotam, vocês mesmos percebem e sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo.” (Lc 21:29). Brotos e folhas dão uma aparência de vida às árvores, porém de nada valem se não existir fruto. Assim tem sido desde 1948, não apenas com a figueira, mas com “todas as árvores”. Nos últimos anos Israel renasceu graças à capacidade de seu povo, e o petróleo fez as nações vizinhas passarem de tribos nômades a potências com influência global. Mas nada de fruto para Deus.

Quando Adão e Eva caíram em pecado cobriram sua nudez com aventais de folhas de figueira. Assim está Israel hoje, com seus aventais de folhas e nenhum fruto para Deus. A volta à sua terra ainda não é o cumprimento da profecia que diz: “Quando vocês e os seus filhos voltarem para o Senhor, para o seu Deus, e lhe obedecerem de todo o coração e de toda a alma, de acordo com tudo o que hoje lhes ordeno, então o Senhor, o seu Deus, lhes trará restauração e terá compaixão de vocês e os reunirá novamente de todas as nações por onde os tiver espalhado... Ele os trará para a terra dos seus antepassados, e vocês tomarão posse dela.” (Dt 30:2-5).

Os judeus voltaram para sua terra mas não para o Senhor. Sua inimizade contra Cristo permanece a mesma. A promessa de restauração é ainda futura, quando um remanescente se converterá em meio a grande tribulação e dois terços da população perecer, como mostra Zacarias 13:8-9: “Na terra toda, dois terços serão ceifados e morrerão; todavia a terça parte permanecerá... Colocarei essa terça parte no fogo, e a refinarei como prata, e a purificarei como ouro. Ela invocará o meu nome, e eu lhe responderei. É o meu povo, direi; e ela dirá: ‘O Senhor é o meu Deus’.”

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#605 Uma triplice pergunta


Leitura: Lucas21:20-28

Jerusalém já foi cercada várias vezes e será novamente quando Cristo voltar.  Apesar das semelhanças entre os textos, Lucas 21:20-24 fala da destruição do Templo no ano 70 da era cristã, e Mateus 24 dos eventos da última semana profética de Daniel 9. Esta começa com “uma aliança [do anticristo] que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível” (Dn 9:27, Mt 24:15). Os primeiros três anos e meio são “o início das dores” (Mt 24:8) e os últimos a “grande tribulação.” (Mt 24:21).

“Jesus passava o dia ensinando no templo; e, ao entardecer, saía para passar a noite no monte chamado das Oliveiras. Todo o povo ia de manhã cedo ouvi-lo no templo” (Lc 21:37-38). Em Mateus 24:3, após falar da destruição do Templo, “tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: ‘Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?’”. A revelação da destruição do Templo foi pública, mas as outras coisas foram ditas aos discípulos em particular.

A tríplice pergunta — “quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24:3) — exige uma tríplice resposta. Lucas 21:8-24 mostra o que os discípulos sofreriam antes e depois da destruição do Templo. A partir do versículo 25 o assunto é a vinda de Cristo para derrotar os inimigos e libertar os judeus convertidos no período de sete anos profetizado por Daniel. O tema de Mateus 24 é a “grande tribulação”, da qual os cristãos terão sido livrados pelo arrebatamento da Igreja descrito em 1 Tessalonicenses 4:13-18.


Tudo em Mateus 24:13-22 tem a ver com Israel, que voltará a ser o testemunho de Deus após a partida da Igreja. “Sacrilégio, “lugar santo”, “Judeia” e “sábado” nada têm a ver com cristãos. O “evangelho do Reino” a ser pregado em todo o mundo não é o mesmo “evangelho da graça de Deus” (At 20:24) que pregamos, e o “perseverar até o fim” não é para a salvação eterna, mas para a sobrevivência do corpo. Os sobreviventes entrarão vivos no Reino de mil anos de Cristo na terra, enquanto a Igreja reinará com ele a partir do céu. Se você já se converteu a Cristo, não irá se encontrar nesta fotografia. Se não se converter poderá estar entre os que serão “levados” pela morte, como quando “veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt 24:37-41).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#604 Cade o Messias?


Leitura: Daniel9:23-27

No início dos anos 80 eu aguardava na fila do caixa de uma livraria cristã em São Paulo, quando um jovem à minha frente puxou conversa. Com um LP de música cristã nas mãos, ele me contou que era judeu e tinha entrado ali só para comprar o disco para a brincadeira de ‘amigo secreto’. Uma colega cristã havia escolhido aquele presente. A consciência do rapaz devia incomodá-lo para ele se dar ao trabalho de se justificar a um desconhecido. Seu olfato judeu desaprovava sua presença entre pessoas que exalavam “o aroma de Cristo” (2 Co 2:15).

Decidi então acrescentar mais umas gotas desse perfume falando do evangelho com versículos tirados do Novo Testamento da Bíblia que eu tinha ido ali comprar. Sua rejeição foi imediata. Em tom de zombaria declarou: “Nós judeus, quando pegamos uma Bíblia, descartamos o Novo Testamento porque é tudo mentira”. Senti-me totalmente impotente. Como falar do evangelho sem usar o Novo Testamento?

Então um homem atrás de mim pediu licença, pegou a Bíblia de minhas mãos e, abrindo no capítulo 9 do livro do profeta Daniel no Antigo Testamento, começou a ler a partir do versículo 24. Vi que o rapaz demonstrou aprovação com um aceno da cabeça. A passagem identificava com “semanas” de anos os principais eventos passados e futuros da história de Israel: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade... Desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas [totalizando 69 semanas ou 483 anos]; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”.

O homem fez uma pausa e perguntou quando teria sido essa restauração, e o rapaz indicou que fora na época de Esdras e Neemias. O homem continuou: “E depois... será cortado o Messias... e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário.”. Então ele perguntou quando ocorreu a destruição da cidade e do Templo, e o rapaz apontou o ano 70 da era cristã. Então aquele irmão em Cristo falou: “Aqui diz que o Messias viria e seria tirado em algum momento entre a reconstrução do Templo e sua destruição. O Templo já foi destruído. Cadê o Messias?”.

O jovem ficou pálido. Jogou o LP sobre o balcão e começou a gritar: “Não! Não! Não pode ser Jesus! Se fosse nossos mestres teriam nos ensinado assim!”. E saiu correndo da livraria sem levar o presente para a colega.

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#603 O cerco de Jerusalem



Leitura: Lucas 21:20-24

Os versículos 20 ao 24 de Lucas 21 falam do cerco de Jerusalém e da destruição do Templo pelos romanos no ano 70. Quando Jesus diz que não ficaria pedra sobre pedra ele falou sério. O Templo foi incendiado e todo o ouro dos revestimentos, vasos e utensílios se derreteu infiltrando-se por entre as pedras da construção. Para recuperá-lo os romanos desmontaram pedra por pedra, deixando no lugar apenas a laje, hoje ocupada por uma mesquita, e um muro de arrimo conhecido como “Muro das Lamentações”.

“Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima... pois esses são os dias de vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito... haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos deles se cumpram.” (Lc 21:20-24).

Esse cerco e destruição foram profetizados por Daniel no capítulo 9 de seu livro. Dos versículos 23 ao 27 o profeta fala de um período de 490 anos da história e do futuro de Israel que começa com a reconstrução de Jerusalém e do Templo descrita em Esdras e Neemias. Então o profeta revela a vinda e morte do Messias, seguidas do cerco e destruição da cidade e do Templo ocorridos no ano 70 da era cristã. A profecia ignora o período de quase dois mil anos da Igreja e passa a tratar dos sete últimos anos que precedem a volta de Cristo para julgar as nações e estabelecer seu reino.

É nesse período de sete anos, ou “semana”, que o anticristo, o “governante que virá” (Dn 9:26), fará uma aliança com os judeus, porém os enganará. Esse “governante” será líder do mesmo povo que destruiu o Templo há dois mil anos, o que nos dá a entender que o Império Romano será restabelecido com um misto de totalitarismo e democracia. A estátua do sonho de Nabucodonosor, decifrado por Daniel no capítulo 2 de seu livro, tinha as pernas de ferro, representando o Império Romano, e os pés de ferro misturado com barro indicavam um ressurgimento do mesmo império, porém como uma mescla de poder autoritário e vontade do povo.

Sugiro a leitura de Daniel 9:23-27 antes dos próximos 3 minutos, quando contarei o que aconteceu com um judeu que foi confrontado com esta mesma profecia. Esse povo, que rejeitou e matou seu Messias, dará as boas-vindas ao anticristo juntamente com a cristandade apóstata que ficar na terra após o arrebatamento da Igreja.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#602 Curiosidade morbida



Leitura: Lucas 21:7-19

Gostamos de nos sentir vivos, e uma forma de experimentarmos isso é vendo a morte alheia. Crimes, acidentes ou tragédias geram em nós sensações de terror, indignação e alívio, esta última por não sermos nós os protagonistas da dor. Somos movidos a adrenalina e na falta da tragédia real buscamos a artificial nos filmes. Vemos corridas, lutas e touradas torcendo para o carro explodir, o atleta sangrar e o touro chifrar. Alguém precisa morrer para nos sentirmos vivos e despertos.

Esta curiosidade mórbida inclui saber como será a maior de todas as tragédias, o fim do mundo. Pensamos nisso achando que as coisas irão se desmoronar numa tela de um cinema onde seremos meros espectadores. Se foi com uma curiosidade assim que os discípulos perguntaram a Jesus quando aconteceria a destruição do Templo e que sinal haveria de que estava prestes a acontecer, a resposta que recebem tem um fundo moral e não visa satisfazer a curiosidade de quem quer ver a notícia no jornal.

Depois de avisar para não serem enganados com falsos Cristos e nem se amedrontarem com notícias alarmantes de guerras e rebeliões, ele dá uma ideia de eventos que precederão sua vinda futura para reinar: “Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu.” (Lc 21:10-11). Acredito que os versículos 10 e 11 façam parte do que ele diz a partir do versículo 25, quando “haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas”.

Os versículos 12 ao 24 já aconteceram. Os discípulos foram perseguidos, presos e levados à presença dos governantes, aos quais testemunharam de Cristo com notável intrepidez. Todos os apóstolos, exceto João, foram martirizados. Mesmo assim Deus esteve no controle, pois ainda que seus corpos tenham sido mortos Jesus lhes prometeu: “Nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá” (Lc 21:18). Isto porque o crente tem a certeza da ressurreição, como diz a letra de um hino: “Porque ele vive, posso crer no amanhã, porque ele vive, temor não há. Pois eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está.”

Se você ainda não tem esta mesma certeza e acha que a profecia bíblica só serve para tema de filmes de catástrofes, é melhor crer em Jesus como seu Salvador e garantir seu lugar no céu. 

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#601 Expectativa ou pavor?



Leitura: Lucas 21:5-9

Se você visitasse Jesus ficaria ocupado com ele ou com sua casa? Você não ficaria olhando a decoração tendo o Senhor bem ali na sua frente! Mas os discípulos aqui “estavam comentando como o templo era adornado com lindas pedras e dádivas dedicadas a Deus.” (Mt 21:5). Porém Jesus mostra que o Templo já não era importante e anuncia sua destruição: “Disso que vocês estão vendo, dias virão em que não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas.” (Lc 21:6).

É fácil ficarmos mais ocupados com as profecias acerca do Senhor do que com o Senhor das profecias. E é o que parece estar acontecendo aqui, ao perguntarem: “Quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal de que elas estão prestes a acontecer?” (Lc 21:7). Em Apocalipse 19:10 aprendemos que “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”, portanto é a sua Pessoa que importa, e não os eventos. Jesus quer mostrar aos discípulos que o judaísmo chegara ao fim e que, quando o assunto fosse profecia, deviam ficar atentos pois muitos iriam querer enganá-los.

Ele alerta: “Cuidado para não serem enganados. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ‘o tempo está próximo’. Não os sigam. Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente.” (Lc 21:8-9). Dos versículos 8 ao 24 ele fala da destruição do Templo que ocorreria no ano 70 da era cristã. Dos versículos 25 ao 33 deste capítulo 21 de Lucas ele trata de sua vinda para estabelecer o Reino.

Hoje enquanto alguns dizem ser o Cristo, outros ficam aterrorizados com teorias conspiratórias e alarmes “de guerras e rebeliões”. Mas o Senhor tranquiliza os seus ao dizer: “Não tenham medo”. Quem é salvo por Cristo não deve se ocupar com o que aterroriza, mas com a vinda do Senhor para buscar sua Igreja. Ao escrever aos crentes Paulo não falou de terror, mas de consolo. “Nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados... para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras.” (1 Ts 4:17-18).

Porém para o incrédulo resta “tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus.” (Hb 10:27). Para o incrédulo o Senhor virá como ladrão de noite, mas o crente o espera como o Noivo que vem buscar sua noiva, a Igreja. “O Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22:17). E você, deseja muito a volta do Senhor ou sente pavor só de pensar?

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#600 A viuva pobre



Leitura: Lucas 21:1-4

No capítulo 21 do Evangelho de Lucas “Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: ‘Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver’.” (Lc 21:1-4). A divisão de capítulos não existe nos originais, portanto devemos ler este episódio como uma sequência do capítulo 20. E que sequência é essa?

No capítulo 20 encontramos Jesus no templo ensinando e tendo sua autoridade questionada pelos líderes religiosos dos judeus. Então ele conta uma parábola expondo a avareza desses líderes que, à semelhança dos lavradores maus, não teriam escrúpulos em matar o próprio filho do senhor da vinha para ficar com a herança. Eles eram os “pastores de Israel” que apascentavam a si mesmos, comiam a gordura das ovelhas e se vestiam com sua lã, como são descritos em Ezequiel 34. O capítulo termina com o alerta para os discípulos terem cuidado com os “mestres da Lei” que “devoram as casas das viúvas” (Lc 20:47), ou seja, roubam seus bens.

E o que vemos agora no capítulo 21? Uma dessas viúvas espoliadas pelos mestres da Lei à qual restam apenas duas moedas que ela fielmente coloca na caixa das ofertas do Templo. Nos versículos seguintes Jesus anuncia a total destruição do Templo, e no capítulo 2 do Evangelho de João revela ser o seu corpo o verdadeiro Templo que seria derrubado na morte, porém levantado três dias depois na ressurreição. Apesar de a pobre mulher estar entregando seu dinheiro no lugar que Deus já havia rejeitado, Jesus não a repreende por isso, muito pelo contrário. Ele elogia sua fidelidade.

Assim é também com as pobres viúvas que hoje são enganadas por falsos pastores que se apascentam a si mesmos nos falsos templos da cristandade. À semelhança dos líderes judeus eles “serão punidos com maior rigor” (Lc 20:47), mas elas recompensadas por sua fidelidade. Foi para o Senhor que elas entregaram, e se esses pregadores ímpios tomaram para si essas ofertas, não roubaram delas, mas do Senhor. É a ele que irão prestar contas e, ainda que supliquem “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?”, o Senhor lhes dirá: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” (Mt 7:22-23).

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#599 Seminarios teologicos?


Leitura: Lucas 20:45-47

Recebi um e-mail de alguém em dúvida se devia ler ou não meus livros de comentários bíblicos, pois não encontrou em meu currículo uma formação em teologia. Os cristãos se acostumaram ao modelo judaico de sacerdotes, escribas e doutores da Lei, e não percebem que isso não existe na Igreja. No judaísmo havia um clero intermediando os homens e Deus, mas não na Igreja. Nela todos são “sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.” (1 Pe 2:5). Hoje alguém que adote o título de “sacerdote” para se distinguir de outros cristãos é um impostor. Todos desfrutam igualmente de “plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus.” (Hb 10:19).

Mas não deveria existir na Igreja pessoas aptas a ensinarem as Escrituras? Certamente, e para isso Cristo “deu dons aos homens... com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado.” (Ef 4:8-12). Aprendemos dos dons nas reuniões da igreja, onde “todos podem profetizar”, que significa proferir algo da Palavra de Deus, “de forma que todos sejam instruídos e encorajados” (1 Co 14:31). E podemos adotar a sugestão de Paulo a Timóteo: “As coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros.” (2 Tm 2:2).

Alguém poderá dizer: “Ah! Eis aí o fundamento para os seminários teológicos!”. Será? Observe que Paulo fala de transmitir a “sã doutrina” (2 Tm 1:13) que Timóteo havia escutado dele e que hoje temos nas epístolas, e não na filosofia, sociologia, psicologia etc. ensinadas nos seminários. O critério para decidir a quem ensinar não seria a capacidade intelectual dos alunos, mas que fossem “homens fiéis”. E tudo o que receberiam seria ensino, e não investidura de autoridade e poder sobre os irmãos.

O modelo judaico de “mestres da lei” produziu uma classe de homens versados nas Escrituras, porém inimigos de Deus. Foram eles que ajudaram Herodes quando quis matar o menino Jesus (Mt 2). Serão também os líderes de uma cristandade sem Cristo, a “grande prostituta” de Apocalipse 17, os instrumentos do diabo para perseguir os judeus fiéis na “grande tribulação” (Ap 7:14). Por isso Jesus aqui alerta seus discípulos: “Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questão de andar com roupas especiais, e gostam muito de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes... e para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens serão punidos com maior rigor!”  (Lc 20:45-47).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.