"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#618 Linguagem figurada


Leitura: Lucas22:19-20

“Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim’. Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês’.” (Lc 22:19-20).

Não existe fundamento para a ideia de que a ceia seja a repetição do sacrifício de Cristo, e que ali pão e vinho sejam transformados literalmente em carne e sangue. Primeiro, porque ao dizer “Isto é o meu corpo”, Jesus ainda não tinha morrido. O seu corpo estava bem ali e o sangue ainda corria em suas veias. Segundo, porque seu sacrifício não poderia se repetir jamais: “Fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas.” (Hb 10:10). Se o pão não era literalmente o corpo de Cristo, o que seria então?

Um retrato. Você já viu alguém apontar para uma foto e dizer: “Aquele ali sou eu”? Quando Jesus disse “Eu sou o pão que desceu do céu” (Jo 6:41) você entendeu que ele se referia à figura do maná no deserto. Quando disse “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12) você não achou que ele brilhasse no escuro, e quando falou “Eu sou a porta” (Jo 10:9) nem precisou explicar que a linguagem era figurada. Ao dizer “Eu sou a videira; vocês são os ramos” (Jo 15:5) os discípulos não procuraram por folhas uns nos outros.

Considerar a Ceia uma transubstanciação do trigo em carne e do extrato de uvas em sangue é uma desonra para Cristo; é tentar fazer sua carne e sangue voltarem à condição de antes da ressurreição e glorificação. “Se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo” (2 Co 5:16). Então como ele está agora? “Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e glória.” (Hb 2:9). Longe de nós achar que seu corpo possa retroceder à condição de fraqueza e humilhação de seus dias aqui.

Como o erro não caminha sozinho, a ideia de se beber vinho acreditando ser sangue esbarra na proibição de Levítico 17 e também na decisão dos apóstolos Atos 15:20 acerca dos gentios que se convertiam: “Devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham... do sangue”. E mais: nos lugares onde se crê na transubstanciação, nem mesmo uma ordem simples de Jesus é obedecida, pois apenas o autodenominado ‘sacerdote’ bebe do cálice. No entanto Jesus ordenou: “Bebei dele todos (Mt 26:27).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#617 A copia do judaismo



Leitura: Lucas 22:14-20

Jesus não disse para celebrarmos a Páscoa e nem outras datas. Advento, Natal, Quaresma, Semana Santa e datas destinadas a homenagear os chamados ‘santos’ não têm lugar na adoração cristã. Recebemos do Senhor apenas duas ordenanças: o batismo, feito uma vez na vida, e a Ceia do Senhor, celebrada “no primeiro dia da semana” como faziam os primeiros discípulos quando se reuniam “para partir o pão” (At 20:7).

Mas que mal há em celebrar essas datas se a intenção for agradar a Deus? O mal está em contrariar uma ordem dada por Deus e fazer as coisas segundo a própria vontade, o que é rebeldia. Saul sacrificou fora da ordem dada por Deus e foi repreendido: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua Palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria.” (1 Sm 15:22).

A cristandade virou uma cópia do judaísmo, com templos, altares, clérigos, vestes especiais, candelabros e ‘dias santos’. Por isso Paulo repreende os cristãos da Galácia: “Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos! Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis.” (Gl 4:10-11). Aos Colossenses, que vinham sendo assediados “com argumentos aparentemente convincentes... e filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”, Paulo escreveu:

“Não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo... Já que morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: ‘Não manuseie!’ ‘Não prove!’ ‘Não toque!’? Todas essas coisas... se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.” (Cl 2:4-23).

Se você pratica um cristianismo copiado dos rituais judaicos que Deus colocou de lado nesta nova dispensação, é melhor passar uma borracha em tudo o que aprendeu. Ore a Deus pedindo direção para começar de novo seguindo as instruções do Espírito Santo quanto a onde e como adorar. Nos próximos 3 minutos veremos algo mais sobre a Ceia do Senhor.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#616 Um parentese na Pascoa



Leitura: Lucas 22:14-20

Após perguntarem ao Senhor, e seguirem suas instruções de onde ele queria que preparassem a Páscoa, só faltava Jesus. “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.” (Lc 22:14-15). Cristãos não celebram a Páscoa, mas o mesmo privilégio de desfrutar de sua presença têm hoje os que lhe obedecem na forma e lugar de celebrar a Ceia do Senhor. Quando reunidos ao seu nome pelo Espírito Santo, “chegada a hora” o Senhor se põe no meio.

Aqui ele come “o pão da aflição” sem fermento e o cordeiro cozido da Páscoa judaica como qualquer outro judeu. O cálice não fazia parte da instituição original da Páscoa dada por Deus no Antigo Testamento, mas era um costume introduzido pelos judeus. “O vinho alegra o coração do homem” (Sl 104:15), mas para Jesus não há motivo para alegria. Esta será sua última Páscoa. Em questão de horas ele será imolado como um Cordeiro no holocausto do juízo divino. “Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.” (1 Co 5:7).

A Páscoa só voltará a ser celebrada quando Israel for restaurado e Cristo reinar sobre o seu povo, tendo sua Noiva, a Igreja, reinando consigo. Mas neste momento ele se abstém do vinho e da alegria. Por isso, “recebendo um cálice, ele deu graças e disse: ‘tomem isto e partilhem uns com os outros. Pois eu lhes digo que não beberei do fruto da videira até que venha o Reino de Deus.” (Lc 22:15-16).

Lucas abre agora um parêntese na celebração da Páscoa para a instituição da Ceia do Senhor, esta sim destinada à Igreja. Digno de nota é a diferença dos verbos gregos usados na passagem. Jesus ‘recebe’ de alguém o cálice da Páscoa, pois este é o sentido do verbo ‘receber’. Já que a Páscoa não tinha nada de novo, o que ele faz é apenas uma continuidade do que era feito há séculos. Porém ele ‘toma’ o pão, e de igual modo o cálice. No grego o verbo ‘tomar’ tem o sentido de uma iniciativa dele. Ninguém lhe passa o pão ou o cálice da Ceia do Senhor. É algo novo que ele acaba de instituir.

Jesus come a Páscoa, mas não come do pão e nem bebe do cálice da Ceia do Senhor. Ele apenas os entrega aos discípulos, pois em sua Ceia ele é o anfitrião e os discípulos são convidados. Assim é hoje, quando cristãos são congregados pelo Espírito para recordar o Senhor e anunciar a sua morte, e não para repetir rituais judaicos, como veremos nos próximos 3 minutos.

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#615 O homem com o cantaro


Leitura: Lucas22:8-13

“Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Vão preparar a refeição da Páscoa’. ‘Onde queres que a preparemos?’, perguntaram eles. Ele respondeu: ‘Ao entrarem na cidade, vocês encontrarão um homem carregando um pote de água. Sigam-no até a casa em que ele entrar e digam ao dono da casa: ‘O Mestre pergunta: Onde é o salão de hóspedes no qual poderei comer a Páscoa com os meus discípulos?’ Ele lhes mostrará uma ampla sala no andar superior, toda mobiliada. Façam ali os preparativos’. Eles saíram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Então, prepararam a Páscoa.” (Lc 22:8-13).

Os discípulos acabam de descobrir que Jesus tem discípulos secretos em Jerusalém, como o homem que leva o cântaro e o pai de família disposto a receber aquele grupo de simpatizantes de um procurado pela justiça. Sabemos que a essa altura dos acontecimentos “os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham ordenado que, se alguém soubesse onde Jesus estava, o denunciasse, para que o pudessem prender.” (Jo 11:57).

Mas estas instruções escondem verdades ainda mais preciosas. A primeira é a singularidade do homem com um cântaro. Na época eram as mulheres que transportavam água, e dezenas delas circulavam pelas ruas. Os discípulos não têm dificuldade de encontrar o que era provavelmente o único homem fazendo aquela tarefa. Mas eles não deviam dialogar com o homem, apenas segui-lo. Sabe o que representa esse homem? E água que leva? Vou dar uma pista.

“Quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.” (Jo 16:13-14). “Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra.” (Ef 5:25).

É apenas seguindo a direção do Espírito Santo na Palavra de Deus que você encontrará o lugar que o Senhor escolheu para estar com os seus. Se seguir seus instintos ou opiniões humanas vai acabar no lugar errado. Na casa indicada, a “ampla sala no andar superior, toda mobiliada” revela que há lugar para todos, que esse lugar está acima do nível do mundo e que nada precisa ser acrescentado. Nem enfeites, nem imagens, nem velas, nem corais, nem mesmo um homem à frente. Este lugar Jesus iria ocupar.

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#614 Fim dos templos


Leitura: Lucas22:8-9

Fazemos muitas coisas sem perguntarmos a Deus, e por isso existe tanta confusão no testemunho cristão. É o caso dos templos e santuários que cristãos bem intencionados constroem como se fossem lugares físicos de adoração. Mas será que Deus ordenou que os cristãos construíssem templos ou adotassem o modelo judaico de adoração?

É certo que Deus deu a Israel instruções precisas sobre o local onde queria ser adorado. Não era para eles imitarem os pagãos, que adoravam a seus deuses onde e como bem entendessem, mas os israelitas deviam buscar “o local que o Senhor, o seu Deus, escolhesse dentre todas as tribos para ali pôr o seu nome para sua habitação.” (Dt 12:5). Não haveria outro nome e não haveria outro lugar onde Deus pudesse ser adorado. Deus ainda os alertou: “Tenham o cuidado de não sacrificar os seus holocaustos em qualquer lugar que lhes agrade. Ofereçam-nos somente no local que o Senhor escolher.” (Dt 12:13-14). Esse lugar seria o Templo construído em Jerusalém por direção divina. Somente ali o povo deveria adorar.

Quando Jesus esteve aqui revelou uma mudança radical que estava para acontecer. Diante da afirmação da mulher samaritana de que os “judeus dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”, ele declarou: “Está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém... está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade... Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. (Jo 4:20-23). Mais tarde Deus permitiria a destruição total do Templo de Jerusalém, pondo um fim ao modelo judaico de adoração, e a epístola aos Hebreus comprova isso.

Hoje não temos um templo onde adorar e nem estamos separados da presença de Deus por um véu como os judeus estavam. “Temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo.” (Hb 10:19-20). Embora não exista um lugar físico de adoração, o princípio de que é o nome do Senhor que valida o lugar permanece. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18:20). A ordem para hoje é clara: “Saiamos até ele [Jesus], fora do acampamento” (Hb 13:13), ou sistema judaico. Mas aonde ir? Perguntando ao Senhor, como os discípulos fizeram: “Onde queres que a preparemos?” (Lc 22:9).

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#613 Onde e como adorar?



Leitura: Lucas22:8-9

Nos últimos 3 minutos vimos a importância do que Pedro e João fizeram, ao perguntarem ao Senhor onde deveriam preparar a Páscoa. Naquela noite a Páscoa seria celebrada em milhares de lugares, mas Jesus estaria apenas no lugar indicado por ele. Se Pedro e João não tivessem perguntado e decidissem por si mesmos aonde ir, teriam celebrado a Páscoa sem desfrutar da presença do Senhor. Por isso também hoje devemos sempre perguntar ao Senhor onde e como adorá-lo, ou verificar na sua Palavra se estamos fazendo isso da forma correta.

Por exemplo, pergunte a ele se é correto estabelecer diferentes igrejas criando grupos independentes e com diferentes identidades, e a resposta será: “Concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer.” (1 Co 1:10). E o Espírito seguirá mostrando que os que criam divisões e partidos entre os irmãos fazem isso “porque ainda são carnais... agindo como mundanos” (1 Co 3:3).

Se já é pecado dividir os irmãos, o que Deus dirá de dar diferentes nomes a essas divisões? O Senhor deixou claro que existe um único nome ao qual os salvos devem congregar para tê-lo em seu meio: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mt 18:20). E Paulo avisa que quando “estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus... estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 5:4), suas decisões serão endossadas no céu. Jesus garantiu isso, ao dizer: “Tudo o que vocês ligarem na terra será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra será desligado no céu.” (Mt 18:18).

Apesar de vivermos cercados de “Igreja Isso” e “Igreja Aquilo”, o Espírito Santo diz o que pensa dessa colcha de retalhos criada pelos homens: “Há divisões entre vocês... cada um de vocês afirma: ‘Eu sou de Paulo’; ‘eu de Apolo’; ‘eu de Pedro’; e ‘eu de Cristo’. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1:11-13). “Pois quando alguém diz: "Eu sou de Paulo", e outro: "Eu sou de Apolo", não estão sendo mundanos?” (1 Co 3:4). Nenhuma distinção deveria existir entre os cristãos, pois em Cristo “já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.” (Cl 3:11).

Nos próximos 3 minutos perguntaremos o que Deus acha dos templos.

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#612 Perguntar nao ofende


Leitura: Lucas 22:8-9

Olhe ao redor e você encontrará hoje uma triste caricatura do cristianismo: Homens corruptos atraindo multidões desesperadas por curas ou em busca de riqueza; shows de música, luz e pirotecnia apelidados de “louvor”; templos magníficos mantidos por clérigos que vivem no luxo e ostentação... Que semelhança tem isso com os cristãos do princípio, que congregavam em simplicidade e temor? Nenhuma. Em muitos casos, se você espremer será capaz de obter algumas gotas do evangelho da graça ainda incontaminado, mas na maioria das vezes até este virá poluído por regras, condições, rituais e outras coisas inventadas pelo homem.

Quando começou esse desvio? Logo após o tempo dos apóstolos, e Paulo previu que seria assim depois de sua partida: “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos... Agora, eu os entrego a Deus e à Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados. Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros.”  (At 20:29-34).

Veja o antídoto que ele receitou contra os lobos, hereges e avarentos: “Deus e a Palavra da sua graça”. Hoje não existem mais apóstolos, mas eles nos legaram a “Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados”. E nisto reside a importância da passagem que vamos ler em Lucas 22. Embora este episódio tenha ocorrido antes da criação da Igreja, ele estabelece um princípio que vale para todas as épocas, que é o de perguntar ao Senhor antes de agir. Este é nosso seguro contra ataques do inimigo e das heresias ou divisões: “Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Vão preparar a refeição da Páscoa’. ‘Onde queres que a preparemos?’, perguntaram eles.” (Lc 22:8-9).

Pedro e João não decidiram de si mesmos, não perguntaram aos outros discípulos e nem buscaram respostas na literatura dos sábios da época. Eles perguntaram ao Senhor. Hoje, você pode perguntar ao mesmo Senhor, em sua Palavra, onde e como você deve congregar, ou ainda verificar se o lugar e as práticas de onde você congrega estão corretas. Como fazer isso? Simples! Basta comparar com aquilo que Deus nos legou na sua Palavra dada por intermédio dos apóstolos. Quer alguns exemplos? Então nos próximos 3 minutos faremos algumas perguntas ao Senhor.

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#611 Encontro marcado com a morte



Leitura: Lucas 22:7

“Finalmente, chegou o dia dos pães sem fermento, no qual devia ser sacrificado o cordeiro pascal.” (Lc 22:7). Na mesma ocasião em que os judeus celebravam sua libertação da escravidão do Egito Jesus tinha um encontro marcado com a morte. Esta seria a verdadeira Páscoa, a concretização daquilo que foi tipificado em milhares de páscoas celebradas desde a libertação do povo hebreu. Mas desta vez o sacrificado não seria um animal, e sim um Homem, o único e suficiente “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).

Quando Deus, por intermédio de Moisés, libertou o povo da escravidão do Egito, a série de pragas que caiu sobre a terra culminou com a morte dos primogênitos. Só havia uma maneira de os hebreus escaparem daquele juízo que cairia sobre cada família: um sacrifício substitutivo. Para isso Deus deu instruções de como um cordeiro devia ser morto e seu sangue passado do lado de fora dos batentes da porta de cada casa. Deus disse:

“Esta é a Páscoa do Senhor. Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor! O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” (Êx 12:11-13).

A palavra “Páscoa” significa “passar por cima”, e foi o que o Senhor fez com as casas nas quais o sangue foi aplicado ao batente da porta: passou por cima, pois a morte já havia estado ali. A salvação proporcionada pelo sangue do cordeiro era ampla o suficiente para incluir também os egípcios que acreditassem na ameaça, e foi assim que muitos deles e de outros povos acabaram saindo junto com os hebreus. Em Números 11:4 nós os encontramos como “um bando de estrangeiros que havia no meio deles”.

Aquele sacrifício do cordeiro substituto era uma figura do sacrifício maior que Deus faria séculos mais tarde. Todavia, no lugar de um animal, Deus usaria o seu Cordeiro perfeito e sem mancha de pecado, seu próprio Filho Jesus. Se o sangue daquele sacrifício no Egito foi capaz de livrar da morte hebreus e estrangeiros que creram no que Deus disse, “quanto mais, então, o sangue de Cristo” (Hb 9:14). Se Jesus tivesse faltado ao encontro que Deus marcou com ele na cruz ninguém seria salvo. E o que aconteceria se os discípulos não seguissem as instruções dos próximos 3 minutos?

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#610 Judas quer ficar rico



Leitura: Lucas 22:1-6

Lucas não segue uma ordem cronológica. Os outros Evangelhos mostram Satanás entrando em Judas durante a refeição da Páscoa e antes da ceia do Senhor. Em João 13:27 Jesus diz que o traidor seria “aquele a quem eu der este pedaço de pão molhado no prato’. Então, molhando o pedaço de pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Tão logo Judas comeu o pão, Satanás entrou nele. ‘O que você está para fazer, faça depressa’, disse-lhe Jesus... Assim que comeu o pão, Judas saiu.”. Neste evangelho Judas, Satanás e os líderes religiosos aparecem reunidos numa mesma trama.

Aproximava-se “a festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa, e os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de matar Jesus, mas tinham medo do povo. Então Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, um dos Doze. Judas dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes e aos oficiais da guarda do templo e tratou com eles como lhes poderia entregar Jesus. A proposta muito os alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Ele consentiu e ficou esperando uma oportunidade para lhes entregar Jesus quando a multidão não estivesse presente.” (Lc 22:1-6).

Quando se quer eliminar um terrorista toma-se o cuidado de surpreendê-lo só a fim de evitar danos colaterais. Para os sacerdotes Jesus é um agitador que visa tirá-los do poder e deve ser capturado, porém longe da multidão. Mas como saber onde e quando? O que eles não imaginavam era que um dos discípulos fosse procurá-los, movido pela ganância. “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (1 Tm 6:9-10).

Pense nisto na próxima vez que invejar algum milionário. Muitos dizem que “o dinheiro é a raiz de todos os males”, mas não é o que diz a passagem. Não é pecado ser rico. Pecado é querer ser rico. Lembre-se de que foi “um homem rico, de Arimateia, chamado José” (Mt 27:57-60) que Deus escolheu para ir a Pilatos requerer o corpo de Jesus. Só alguém rico e influente poderia ser recebido pelo governador, ter seu pedido atendido e ainda pagar as despesas do funeral. Outro rico, “Nicodemos, levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés” (Jo 19:39) para preparar o corpo de Jesus. Se o Senhor lhe der mais do que o necessário, isto é um sinal de que você deve usar sua riqueza para ele.

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#609 'A espera de Cristo



Leitura: Lucas 21:34-38
Vídeo: http://youtu.be/Rk0cle6Jh7s

Pergunte a um grupo de cristãos qual é a expectativa de cada um e você terá diferentes respostas. Uns esperam que o evangelho seja pregado em todo o mundo para criar uma nova era de paz e prosperidade. Na profecia você realmente encontra uma terra transformada com Cristo reinando por mil anos, porém essa expectativa é para Israel, não para a Igreja. Afinal, como poderia “a esposa do Cordeiro” (Ap 21:9) viver na terra sabendo que “a nossa cidadania está nos céus” (Fp 3:20)? Nós reinaremos sobre a terra” (Ap 5:10) e seus habitantes judeus e gentios, e não na terra.

Outros estão esperando por guerras, fomes e catástrofes globais, pela chegada do anticristo e, finalmente, pela vinda de Cristo em glória para julgar. Porém esta expectativa é para os cristãos nominais que serão deixados para trás após o arrebatamento da igreja, pois “rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar” (2 Ts 2:10). Ela também serve para um remanescente de judeus féis que sofrerá com a grande tribulação. Nesse tempo os verdadeiros salvos já não estarão no mundo, pois o Senhor prometeu que sua Igreja seria guardada “da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo” (Ap 3:10).

Os viciados em teorias conspiratórias vivem nessa expectativa de catástrofes sem perceber que ocupar-se com o anticristo, guerras e organizações secretas não é ocupar-se com Cristo. Alguns ainda acrescentam a toda essa desgraça a ideia de que o crente será julgado no final e vivem em total insegurança e pavor. Não creram na afirmação de Jesus de que o crente já “tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24).

Enquanto alguns esperam pela morte, pelo anticristo e pelo juízo final, qual a expectativa que Deus dá aos cristãos? “Esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos” (1 Ts 1:10). Como será isso? “Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles”. Onde? “Nas nuvens para o encontro com o Senhor nos ares.” (1 Ts 4:16). Quando? “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.” (1 Co 15:52). Não se deixe enganar esperando pela volta de Cristo para alguma época remota. Para o cristão, entre o presente momento e o encontro com Cristo nos ares não há nada que ainda precise acontecer. Ou melhor, há sim: Um piscar de olhos!

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#608 'A espera da ira



Leitura: Lucas 21:34-38

A Bíblia tem apenas uma interpretação, mas muitas aplicações. Apesar de os evangelhos falarem especificamente de Israel e do mundo, seus princípios morais podem ser aplicados ao corpo de Cristo, que é a Igreja. É o caso de Lucas 21:34-36: “Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem”.

Aqui os discípulos representam os judeus que passarão pela “grande tribulação” (Mt 24:21) que terminará uns sete anos após a Igreja ter sido arrebatada da terra para se encontrar com o Senhor nos ares. Ao cristão, porém, a promessa é: “Eu o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra. Venho em breve!” (Ap 3:10). A certeza de que não passariam pela grande tribulação foi dada também aos cristãos de Tessalônica, que “se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir” (1 Ts 1:10).

Não se trata aqui da ira da condenação eterna, pois desta Jesus já livrou cada um que creu nele. Trata-se da ira que cairá sobre os incrédulos que estiverem na terra quando Cristo vier para reinar. A interpretação direta do texto é para os que estarão na terra na “grande tribulação” (Mt 24:21), que atingirá seu ponto máximo com as “sete últimas pragas, pois com elas se completa a ira de Deus... as sete taças de ouro cheias da ira de Deus” (Ap 15:1, 7) que “os sete anjos vão derramar sobre a terra (Ap 16:1), e não sobre os perdidos no juízo final. Mas a exortação à vigilância serve também para os cristãos hoje, que antes disso serão “arrebatados... nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares” (1 Ts 4:17).

Após o arrebatamento essa expectativa afligirá a “todos os que vivem na face de toda a terra” (Lc 21:35). Dentre eles estarão gentios, judeus e a falsa igreja ou “grande prostituta” (Ap 17:1). Mas esta não é a expectativa dos verdadeiros crentes hoje, que “não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão” (1 Ts 5:2). Estes não esperam por um ladrão que venha privá-los de seus “tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mt 6:19). Eles esperam pelo Amado de suas almas.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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