"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#644 Hoje e' o dia da salvacao



Leitura: Lucas23:32-43

Quando alguém pega a promessa de Jesus ao ladrão arrependido, de que estariam juntos naquele mesmo dia no Paraíso, e junta com Atos 2:27, que previa que Cristo não ficaria no hades, e ainda acrescenta 1 Pedro 3:19 e 4:6 ao pacote, a confusão fica completa. Como já expliquei, hades não é um lugar físico, mas o estado de separação do corpo quando a pessoa morre. Sua alma e espíritos continuam vivos e despertos com Cristo no céu, no caso dos salvos, ou longe de Cristo e sofrendo nessa condição, no caso dos perdidos. Mas vamos ler a passagem em 1 Pedro 2:5; 3:19 e 4:6, inserindo algumas explicações no texto para facilitar sua compreensão.

“[Deus] não poupou o mundo antigo quando trouxe o dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas... [Jesus] foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito, no qual [Espírito] também foi e pregou [por intermédio de Noé] aos espíritos [que agora estão] em prisão que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída... Por isso mesmo o evangelho foi pregado também aos [que hoje estão] mortos, para que eles, mesmo julgados no corpo segundo os homens, vivam pelo Espírito segundo Deus.” (1 Pe 2:5; 3:19; 4:6).

Juntando tudo, Jesus não foi ao hades pregar o evangelho no dia em que morreu na cruz. Nesse dia ele foi direto ao Paraíso, se é que você acredita no que ele disse ao ladrão. O que Pedro menciona em sua carta ocorreu muito tempo antes, quando Jesus, no Espírito, usou Noé, o “pregador da justiça”, para avisar os homens do juízo que iria cair sobre o mundo. Essa pregação de Noé durou mais de cem anos, enquanto Deus pacientemente aguardava a construção da arca. Os espíritos dos que ouviram a pregação de Jesus por intermédio de Noé e morreram no dilúvio, estão hoje aprisionados no hades aguardando para serem lançados no lago de fogo.


Nos últimos dois mil anos muitos ouviram o evangelho e morreram na incredulidade e estão hoje no hades. Escutaram da graça de Deus enquanto estavam vivos e agora, mortos, já nada podem fazer para mudar seu destino. De nada adiantaria Cristo ir até eles pregar o evangelho, pois o dia da oportunidade já passou. Que dia? O mesmo que Jesus prometeu ao ladrão que estaria com ele no Paraíso: Hoje! Se você ainda não tomou uma decisão por Cristo, lembre-se de que esse mesmo “hoje” serve para quem escuta o evangelho saber que amanhã será tarde demais. “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hb 4:7).


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#643 Hoje no Paraíso



Leitura: Lucas23:32-43

Nos últimos 3 minutos vimos o que o ladrão convertido na cruz pediu e recebeu. Você reparou que ele pediu uma coisa e recebeu outra? Assim é a maneira de Deus, porque nem sempre sabemos ou entendemos o que pedimos. O ladrão arrependido reconheceu que Jesus era o Rei esperado para governar Israel. Reconheceu também que, apesar de tudo, o seu reino seria de algum modo estabelecido. Tudo o que ele pediu foi ser lembrado por Jesus quando este entrasse em seu reino. Só isso. Não ser esquecido.

Ele certamente não esperava pela resposta de Jesus, que não falou do reino, mas do Paraíso. Não em alguma data futura e indeterminada, mas no menor espaço de tempo possível, e ainda com uma garantia: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23:42-43). Em 2 Coríntios 12:2-4 Paulo identifica o Paraíso como o terceiro céu e Apocalipse 2:7 revela ser a presença de Deus. Mas como poderia Jesus ir ao Paraíso naquele mesmo dia se dizem que ele desceria ao inferno?

A confusão é gerada por uma tradução pouco precisa do Salmo 16:10, citado também em Atos 2:27: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção”. Outras versões dizem “não deixarás a minha alma na morte”, outras, “na região dos mortos” ou “no sepulcro”. A palavra grega é “hades”, que não significa um lugar, mas uma condição. Naquele dia o ladrão e Jesus estariam ao mesmo tempo no “hades” e “no Paraíso”, isto é, na condição de terem a alma e o espírito separados do corpo, porém no lugar chamado Paraíso.

Então quando é que Jesus teria descido ao inferno? Nunca. A palavra “inferno” não existe na Bíblia. Ela foi usada por tradutores no lugar de palavras com diferentes significados, como “hades”, que é a condição de morte, e “geena”, que é o “lago de fogo”, o destino final dos perdidos. O lago de fogo ainda está vazio. Todos os que morreram estão no hades, isto é, na condição de morte, mas alguns já estão salvos, com Cristo, e outros perdidos e impossibilitados de passarem para o lado dos salvos. Um dia todos deixarão o hades — ou a condição de morte física — para receberem seus corpos: uns para estarem com Deus em corpo, alma e espírito, outros para serem lançados no lago de fogo. Em ambos os casos, eternamente.

Mas se Jesus subiu naquele dia ao Paraíso, quando ele teria pregado aos condenados que estão no hades, como Pedro diz em sua carta? Há muitos séculos, antes do Dilúvio, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Nova versao do aplicativo "O Evangelho em 3 Minutos" para Android

A nova versão Android do aplicativo "O Evangelho em 3 Minutos" já está disponível:

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Antes de instalar desinstale a versão antiga. A função "Rádio" ainda não foi implementada na nova versão. Enquanto isso aqueles que gostam de ouvir as mensagens corridas usem www.renovo.net.br ou o link http://tunein.com/radio/renovonetbr-s223534/ Uma alternativa é instalar o app Tunein e buscar pela rádio renovo.net.br ou ouvir via web em http://tunein.com/radio/renovonetbr-s223534/

A versão iOS vem depois, pois a Apple é mais complicada para aprovar aplicativos. O aplicativo é totalmente GRÁTIS e sem propaganda. Aprecio orações por este trabalho e para que muitos sejam alcançados. Divulgue em sua rede de contatos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#642 Entre ladroes


Leitura: Lucas23:32-43

“Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda... Um dos criminosos que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: ‘Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!’ Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: ‘Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal’.” (Lc 23:32-33, 39-41).

Mateus e Marcos dizem que “igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele” (Mt 27:44; Mc 15:32), portanto algo fez com que um dos malfeitores parasse de ofender a Jesus. O que o teria feito mudar de ideia? Certamente as palavras de Jesus intercedendo por seus algozes: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23:34). João e Paulo explicam que “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele... Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens” (Jo 3:17; 2 Co 5:19).

Neste ladrão vemos a conversão do pecador. Ele é um condenado prestes a morrer e se perder eternamente, mas não parece ligar para isso, como qualquer pessoa que “pensa que escapará do juízo de Deus”. Ele insulta Jesus, como muitos fazem, sem perceber que “está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento e Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento” (Rm 2:3-6). Porém, quando escuta as palavras de bondade ditas por Jesus, é como se despertasse para a exortação: “Será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4).


Portanto, não é você, de si mesmo, quem se arrepende, como se fosse uma boa obra sua, mas é a bondade de Deus que o leva a arrepender-se, pois o Espírito Santo é quem convence o “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8). E, uma vez arrependido, você passa a condenar-se a si mesmo — como fez o ladrão — e a justificar a Deus. Então vem o pedido de um que deposita toda a sua fé e confiança em Jesus: “Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. Será que Jesus respondeu ao ladrão: “Ok, então desça daí, arrume sua vida, seja batizado, filie-se a uma igreja e depois venha falar comigo”? Não, ele apenas disse: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23:42-43).


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#641 Futuro sombrio



Leitura: Lucas 23:26-31

Em outro evangelho Jesus carrega a cruz, mas aqui nos é dito que ela é carregada por Simão de Cirene. As duas coisas aconteceram em diferentes momentos. Antes o Senhor havia exortado os discípulos a carregarem cada um a sua própria cruz, mas ele certamente não falava de uma cruz de madeira, como fazem os pagadores de promessas na tentativa de agradarem a Deus por seus esforços. Em Lucas 9 Jesus disse:

“Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará.” (Lc 9:23-24). A cruz era o instrumento de morte, como é a cadeira elétrica hoje. Tomar a própria cruz não significa se resignar a um sofrimento, mas considerar-se morto para o mundo, porém vivo para Deus.

“Fui crucificado com Cristo”, escreveu Paulo aos Gálatas apontando a posição que um crente ocupa agora aos olhos de Deus e do mundo. “Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim... Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo... Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus.” (Gl 2:20; 6:14; Rm 6:11).

O cortejo era acompanhado por mulheres que “lamentavam e choravam”, e Jesus lhes diz: “Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem por vocês mesmas e por seus filhos! Pois chegará a hora em que vocês dirão: ‘Felizes as estéreis, os ventres que nunca geraram e os seios que nunca amamentaram!’. Então dirão às montanhas: ‘Caiam sobre nós!’ e às colinas ‘Cubram-nos!’. Pois se fazem isto com a árvore verde, o que acontecerá quando ela estiver seca?” (Lc 23:27-31).

Jesus é a “árvore verde” que veio dar fruto e foi cortada. Israel, a árvore seca, já sofreu dois mil anos de perseguição pelo que fez a Jesus, porém mais sofrimentos aguardam esse povo e também os gentios que pisam “aos pés o Filho de Deus” e insultam “o Espírito da graça” (Hb 10:29): “Os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos... gritarão às montanhas e às rochas: ‘Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?’” (Ap 6:15-17).

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#640 Dia de eleicao


Leitura: Lucas 23:13-25

Pilatos sabe que não faz sentido condenar Jesus, e tenta de todas as formas livrar-se dessa responsabilidade. Por três vezes ele afirma que Jesus é inocente, além de dizer que Herodes pensava o mesmo. Na Páscoa era costume soltar um prisioneiro, e é com esta possibilidade que Pilatos conta para libertar Jesus. Porém ele acaba cedendo ao clamor popular: “Acaba com ele! Solta-nos Barrabás!... Crucifica-o! Crucifica-o!... pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse crucificado; e a gritaria prevaleceu. Então Pilatos decidiu fazer a vontade deles.” (Lc 23:18-23).

O nome “Barrabás” é, na verdade, um sobrenome composto das palavras “Bar” e “Abbas”. No hebraico não se usava sobrenomes como hoje, mas a pessoa era identificada pelo nome do pai. Daí você encontrar nomes como “Simão Barjonas”, que significa “Simão filho de Jonas”, “Bartolomeu” que é “Filho de Tolmai” e “Bartimeu”, o “Filho de Timeu”. A ironia do momento é que o verdadeiro “Filho de Deus” está sendo trocado por uma versão pirata: “Barrabás” — o “Bar Abbas” ou “Filho do Pai”.

Em diferentes passagens Barrabás é identificado como ladrão, insurgente e homicida. Estas características são encontradas no diabo, o ladrão que “vem apenas para furtar, matar e destruir”, em contraste com Jesus, “o bom Pastor” que “dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10:10-11). Barrabás também prefigura o anticristo, que será aclamado pela opinião pública. E aí, você realmente acredita que este mundo tenha conserto, depois de ter trocado o “Filho de Deus” por um falso “Filho do Pai”?

Ao escancarar as trevas que traz no coração, a humanidade inaugura o que seria aclamado como a solução para todos os problemas da sociedade: um sistema de governo em que a voz do povo governado prevalece sobre a autoridade do governante. Se o Império Romano é o “quarto reino, forte como o ferro” do sonho profético de Nabucodonosor no capítulo 2 do Livro de Daniel, ou a materialização das pernas da grande estátua, nesta cena temos o embrião dos pés e dos dedos, “em parte de barro e em parte de ferro” (Dn 2:42). Trata-se do futuro renascimento do Império Romano, que “será em parte forte e em parte frágil”. O ferro tipifica a mão forte do governo, porém o barro revela a humanidade. Se na prova cair uma questão perguntando quando foi que começou a democracia, pode responder que foi há dois mil anos com a eleição de Barrabás.

Nos próximos 3 minutos os judeus selam seu próprio destino.

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#639 Imagine



Leitura: Lucas23:9-12

Gosto das canções dos Beatles, mas “Imagine” me faz arrepiar. De terror. Em que pese sua beleza poética e melódica, a canção seria o fundo ideal para a cena que temos diante de nós no capítulo 23 de Lucas. Tudo se encaixa: As pessoas unidas em um propósito comum, vivendo em harmonia e sem a preocupação de um destino no céu ou juízo no inferno. Imagine tudo isso “e o mundo viverá como um só”, cantava John Lennon.

De judeus a gentios, de reis a ladrões, de sacerdotes a soldados, aqui todos são um só. “Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam ali, acusando-o com veemência... Herodes e seus soldados ridicularizaram-no e zombaram dele... Herodes e Pilatos, que até ali eram inimigos, naquele dia tornaram-se amigos... Igualmente o insultavam os ladrões que haviam sido crucificados com ele.” (Lc 23:10-12; Mt 27:44).

No Éden nossos ancestrais creram na promessa da serpente: “Vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gn 3:5). O que o diabo não contou foi que, apesar de se tornarem “conhecedores do bem e do mal”, eles não teriam poder para fazer o bem ou evitar o mal. Ao decidirem ser “como Deus”, romperam seus laços com o Criador, acabaram nos “laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.” (2 Tm 2:26).

Hoje o homem sonha e canta uma paz mundial, um mundo livre de diferenças, com um só propósito, porém sem Deus. Ou melhor, pode-se até crer em uma força superior, energia cósmica ou grande arquiteto do universo, como se exige nas sociedades que visam unir os homens, independente de suas crenças, raças ou nacionalidades. Como nada acontece sem um denominador comum, nada melhor do que a inimizade contra Deus para servir de elemento aglutinador da paz.

Existe nesta cena um frenesi de atividade humana, com todos falando e todos votando com unanimidade. Apenas um está em silêncio: Jesus. Herodes “interrogou-o com muitas perguntas, mas Jesus não lhe deu resposta.” (Lc 23:9). Hoje, quando a violência e a iniquidade correm soltas no mundo, Jesus está em silêncio. Ele voltará a falar ao mundo, porém não serão palavras de graça, mas de juízo. No livro de Apocalipse ele diz: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.” (Ap 22:11-12).

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#638 Quer ver milagres?


Leitura: Lucas23:1-8

Concluído o julgamento religioso, Jesus é levado a Pilatos para o julgamento civil. Por estarem sob domínio romano, os judeus não podem executar um transgressor. Jesus foi condenado pelos judeus por se declarar Filho de Deus, o que ele realmente era. Agora, diante de Pilatos, os judeus tentam convencer o inimigo invasor de que Jesus conspira contra César. Mas não era isso que eles próprios gostariam de fazer?

“E começaram a acusá-lo, dizendo: ‘Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de imposto a César e se declara ele próprio o Cristo, um rei’. Pilatos perguntou a Jesus: ‘Você é o rei dos judeus?’ ‘Tu o dizes’, respondeu Jesus. Então Pilatos disse aos chefes dos sacerdotes e à multidão: ‘Não encontro motivo para acusar este homem’.” (Lc 23:2-4). Nada é mais degradante do que ver um ímpio ter mais discernimento do que aqueles que conhecem a Palavra de Deus.

Pilatos quer livrar-se do problema, por isso “sabendo que Jesus era da [Galileia], jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, que também estava em Jerusalém naqueles dias. Quando Herodes viu Jesus, ficou muito alegre, porque havia muito tempo queria vê-lo. Pelo que ouvira falar dele, esperava vê-lo realizar algum milagre.” (Lc 23:7-8).

Quantos hoje ficam alegres ao ouvirem falar de Jesus, mas não por estarem dispostos a crer com o coração e confessá-lo como Senhor, submetendo-se a ele. Ficam alegres apenas com possibilidade de presenciarem algum milagre: serem curados de uma enfermidade, prosperarem nos negócios ou resolverem um relacionamento amoroso. Se este for o seu caso, você não é diferente de Herodes Antipas, o mesmo que mandou matar João Batista por incomodar sua consciência adúltera; o mesmo filho de Herodes, o Grande, que quis se livrar de Jesus quando nasceu e promoveu o massacre dos meninos de Belém.

Portanto, não se iluda com as multidões que hoje enchem os templos da cristandade, achando que todos ali estão interessados em Jesus. “Enquanto [Jesus] estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25). Você já parou para pensar qual o real motivo de você querer ver a Jesus?

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#637 A volta do rejeitado



Leitura: Lucas 23:1

Chegamos ao capítulo 23 de Lucas, ao momento mais solene da história da humanidade. Alguns dias mais tarde Pedro dirá aos judeus: “Vocês negaram publicamente o Santo e Justo e pediram que lhes fosse libertado um assassino. Vocês mataram o autor da vida!” (At 3:14-15). Embora os judeus tenham sido os principais responsáveis pela morte de Jesus, neste capítulo vemos todas as classes de pessoas representadas nessa injustiça.

Os religiosos entregam Jesus às autoridades seculares para ser executado. O povo prefere “Barrabás, que havia sido lançado na prisão por causa de uma insurreição na cidade e por assassinato.” (Lc 23:19). Os ladrões, alheios à própria sorte, se põem ao lado das autoridades e do povo contra Jesus. Então Pilatos, de forma sarcástica, manda pregar uma placa sobre a cruz, e sem saber torna oficial o fato de toda a humanidade estar representada ali: “Este é o Rei dos Judeus”, anuncia em três idiomas. O latim, do poder secular e militar; o grego, língua universal do comércio, da filosofia, artes e ciência, e o hebraico, representando a religião. Por fim, o próprio Deus, que é luz, será obrigado a abandonar “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Então as trevas reinarão.

Você fica indignado com tanta violência e corrupção no mundo? O que você esperava? A humanidade condenou à morte o Filho de Deus, o autor da vida! É muita ingenuidade achar que este mundo tenha conserto. Talvez você diga que se estivesse lá não o teria rejeitado. Não? Seria você melhor que Pedro, que conviveu com Jesus por mais de três anos e mesmo assim se acovardou quando uma simples criada o expôs como amigo dele? Não se iluda, todos nós teríamos feito o mesmo, pois nascemos inimigos de Deus.

Dizem que se Jesus viesse hoje não seria tratado assim, pois a humanidade está mais evoluída. É mesmo? Neste exato momento algum ‘homem evoluído’ está detonando uma bomba amarrada ao corpo em meio a uma multidão. A questão agora é entre você e Deus. A primeira vinda de Cristo ao mundo já passou, e na próxima “ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram” (Ap 1:7). “Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio.” (Zc 14:4). “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos’.” (Mt 25:41).

Você não vai esperar até lá para reconciliar-se com Deus, vai?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.