"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#651 Todas as Escrituras

Leitura: Lucas 24:25-32

Os discípulos a caminho de Emaús são repreendidos por serem lerdos em crer no que diziam as Escrituras. “Ele lhes disse: ‘Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória?’ E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.” (Lc 24:25).

O tema principal do Antigo Testamento é Cristo, o Cordeiro que viria para morrer no lugar do pecador, ressuscitar e “entrar na sua glória”. O tema do Novo Testamento é o mesmo Cristo, que agora já veio e cumpriu a obra que havia sido prenunciada no Jardim do Éden, quando Deus sacrificou um animal inocente para cobrir com sua pele a nudez de Adão e Eva. No passado uma pessoa devia crer no Cordeiro que Deus iria providenciar; hoje você é salvo crendo no Cordeiro que Deus já providenciou.

Quando Jesus começa “por Moisés e todos os profetas” para explicar o que tinha sido escrito de si mesmo, ele está incluindo todas as Escrituras, de Gênesis a Malaquias. Alguém que diz crer apenas nos Evangelhos ou nas palavras de Jesus, e não no Antigo Testamento, certamente nunca percebeu que ele está aqui autenticando tudo o que foi escrito, inclusive aquelas passagens que muitos consideram desagradáveis ou politicamente incorretas segundo os costumes da civilização moderna.

Lembre-se de que ainda que nós não sejamos capazes de compreender o que Deus disse e fez no Antigo Testamento, mesmo assim ele é Deus e a sua Palavra é verdade. Sempre que duvidarmos dele estaremos errando, por mais que a lógica e o bom senso queiram no dizer que é a sabedoria humana que deve prevalecer. Os homens têm suas próprias maneiras de enxergar as coisas por desconhecerem os propósitos de Deus e se colocarem como o centro do Universo. É por isso que Jesus repreende os fariseus por sua incredulidade no capítulo 5 do Evangelho de João:

“Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?” (Jo 5:44-47).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#650 Nova criacao


Leitura: Lucas 24:13-24

No dia da ressurreição dois discípulos “estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém. No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles; mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo.” (Lc 24:13-16). A pergunta que me vem à mente é: O que aqueles dois discípulos estavam fazendo fora de Jerusalém?

Mesmo que não compreendessem os avisos de Jesus, de que seria entregue à morte e ressuscitaria ao terceiro dia, por que não deram crédito às mulheres que “contaram que tinham tido uma visão de anjos, que disseram que ele estava vivo”? Talvez pela decepção de não ter ocorrido o que queriam, “que fosse ele que iria trazer a redenção a Israel” (Lc 24:21).

Sempre que nossa vontade não está em harmonia com os pensamentos de Deus ficamos decepcionados e nos afastamos do lugar onde o Senhor gostaria que estivéssemos. Naquele momento Jerusalém era o lugar onde deveriam estar, e a redenção que Deus tinha efetuado ia além da mera libertação do opressor romano. Pela obra da cruz Deus “nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (Cl 1:12-13).

Seus “rostos entristecidos” e olhos marejados são incapazes de ver as coisas com clareza. Jesus havia predito aquela tristeza, quando disse: “Vocês se entristecerão, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria... agora é hora de tristeza para vocês, mas eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria.” (Jo 16:21-22). Agora Jesus está bem ao lado deles, mas a alegria prometida não parece se manifestar. Afinal, eles nem mesmo o reconhecem!

Em 2 Coríntios 5:16-17 Paulo diz que “se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo”. Durante alguns anos eles andaram ao lado de um Jesus fraco e humilde. Agora caminham com o Ressuscitado, num corpo de carne e ossos, porém não mais desta criação. Mas eles só irão perceber isso daqui a pouco, quando o Senhor expressar comunhão com eles e abrir seus olhos. É impossível conhecer a Cristo com os sentidos que herdamos de Adão. Por isso Jesus diz que “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (Jo 3:3). Com que olhos você busca ver a Jesus? Com os olhos da carne, da inteligência e razão? 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#649 Pare de duvidar e creia!


Leitura: Lucas 24:9-12

“Quando [as mulheres] voltaram do sepulcro, contaram todas estas coisas aos Onze e a todos os outros... Mas eles não acreditaram nas mulheres; as palavras delas lhes pareciam loucura. Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se, e voltou admirado com o que acontecera.” (Lc 24:9-12). Aqui só fala de Pedro e de como teria ficado “admirado”, mas em outro Evangelho vemos que ele estava acompanhado de João na visita ao sepulcro vazio, e este, chegando lá, “viu e creu” (Jo 20:8). Creu em que, se no sepulcro restavam apenas “as faixas de linho e mais nada” (Lc 24:12; Jo 20:6-7)? Creu nas Escrituras que previam a morte e ressurreição do Messias, e nas palavras de Jesus.

Naquele primeiro dia da semana, e nos demais do período de quarenta dias que Jesus ainda ficaria na terra, muitos teriam o privilégio de vê-lo, e outros creriam pelo testemunho destes. O Evangelho de Marcos nos diz que “quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios.” (Mc 16:9). Vemos que apareceu também a Pedro, antes do encontro com dois discípulos no caminho de Emaús.

Em sua carta aos Coríntios Paulo diz que Jesus “apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez... Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos.” (1 Co 15:5-8). Ele não menciona as mulheres, pois na época elas não eram tidas como testemunhas. Embora então só restassem onze apóstolos, Paulo fala de Jesus ter aparecido “aos doze”, tratando-os como um corpo administrativo, algo como quando dizemos que o Congresso aprovou uma lei, mesmo que nem todos os congressistas estivessem presentes à sessão.

Não sabemos quantos desses creram na ressurreição antes de terem visto o Ressuscitado. O que sabemos é que Tomé não creu enquanto não o viu com seus próprios olhos e foi convidado a tocar em seu corpo. Talvez você considere Tomé feliz por tamanho privilégio, mas não é o que Jesus pensa dos que querem ver para crer. “Disse-lhe Tomé: ‘Senhor meu e Deus meu!’ Então Jesus lhe disse: ‘Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram’.” Talvez a reprimenda feita a Tomé sirva para você, caso esteja vacilando em aceitar o evangelho, ou se for um daqueles que vivem correndo atrás de sinais, curas e milagres: “Pare de duvidar e creia”, Jesus disse a Tomé e diz o mesmo a você e a mim. (Jo 20:27-29).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#648 Nem razao, nem emocao


Leitura: Lucas24:1-8

As mulheres que foram ao sepulcro com perfumes para aplicar ao corpo morto de Jesus eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, além de outras. Mas em outra parte vemos Maria, de Betânia, aplicar perfumes ao corpo vivo de Jesus. Incitados por Judas alguns protestaram. Afinal, o dinheiro do perfume teria sido melhor empregado se fosse dado aos pobres. Na ocasião Jesus repreendeu os discípulos, dizendo:

“Deixem-na em paz. Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória.” (Mc 14:6-9).

Aquela mulher era a única com discernimento espiritual para crer nas palavras de Jesus: “É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia.” (Lc 24:6-7). E os outros? Bem, talvez pensassem como Pedro, que reagiu à notícia da morte e ressurreição dizendo: “‘Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!’ Jesus virou-se e disse a Pedro: ‘Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens’.” (Mt 16:22-23).

Erramos quando tentamos compreender as coisas de Deus com a razão ou com a emoção. Quando nossas conclusões não são sopradas pelo diabo, como aconteceu com Pedro, elas brotam de sensações e desejos carnais que nada têm a ver com as coisas espirituais. Afinal, seria perfeitamente natural alguém reagir como Pedro diante de um que dizia que seria morto para depois ressuscitar. Ninguém gosta de morrer ou de perder alguém para a morte, e ressurreição não é coisa lógica que se aceite com a razão.

Por isso, para o incrédulo, que anda segundo “a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora atua nos que vivem na desobediência... satisfazendo as vontades da carne, seguindo os seus desejos e pensamentos... a palavra da cruz é loucura... Mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.” (Ef 2:2-3; 1 Co 1:18-19).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#647 Crer no impossivel



Leitura: Lucas 24:1-8

Chegamos ao último capítulo do Evangelho de Lucas, quando “no primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres tomaram as especiarias aromáticas que haviam preparado e foram ao sepulcro. Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Ficaram perplexas, sem saber o que fazer.” (Lc 24:1-4). A perplexidade delas é igual à minha e à sua, quando as coisas não saem do modo como esperávamos. A razão é que, à semelhança daquelas mulheres, nos esquecemos de incluir Deus em nossa equação. Então, quando Deus age fora do esperado, perdemos o chão.

Para elas, a dor da morte de Jesus aumentou ainda mais com a ideia de seu corpo ter sido roubado do sepulcro. Mas e se ele tivesse ressuscitado? Não, elas não cogitariam tal coisa, pois aí seria preciso pensar fora da caixa de como as coisas acontecem nesta vida sem a intervenção divina. Porém, em alguns minutos elas irão aprender que, para Deus, nada é impossível.

“De repente dois homens com roupas que brilhavam como a luz do sol colocaram-se ao lado delas. Amedrontadas, as mulheres baixaram o rosto para o chão, e os homens lhes disseram: ‘Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava com vocês na Galileia: ‘É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia’. Então se lembraram das suas palavras.” (Lc 24:4-8).

A espera entre a morte de Jesus e a boa notícia dos anjos elas passaram horas de angústia e depressão. A Lei do descanso obrigatório no sábado não permitia que fossem dar sequência aos trabalhos de aplicar especiarias aromáticas ao corpo do defunto. É triste ver quantos hoje vivem nesse hiato de sofrimento e dor. Ouviram que Jesus morreu, penduram na parede de suas casas uma miniatura da cruz com a figura de um homem morto, e passam a vida “procurando entre os mortos aquele que vive”.

Isso faz lembrar a história do jovem que, ao se converter a Cristo, entendeu logo que crer no evangelho incluía crer na morte e ressurreição de Cristo. Então, quando reparou no crucifixo na parede da sala, não hesitou em arrancar dele a figura do homem morto. Quando sua mãe viu a cruz vazia, exclamou horrorizada: “Cadê o Jesus que estava aqui?!”. “Ressuscitou!”, respondeu o jovem com a naturalidade de quem crê no impossível.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#646 Rico ou pobre?



Leitura: Lucas 23:50-56

Hoje há tantos evangélicos pregando prosperidade que quase nos esquecemos de que nos anos 70 e 80 a moda entre católicos era a “Teologia da Libertação”. Ao contrário da “Teologia da Prosperidade”, que tenta aplicar à Igreja as promessas feitas a Israel ao afirmar que todo cristão deve ser rico, a chamada “opção pelos pobres” foi adotada por revolucionários para dar um tom religioso ao marxismo e à luta de classes.

Nenhuma delas tem fundamento bíblico, pois o objetivo do cristão neste mundo não é ser pobre ou rico, e nem colocar pobres contra ricos ou se achar capaz de erradicar a pobreza. É claro que a Palavra de Deus sempre exortou “que nos lembrássemos dos pobres” (Gl 2:10), mas Jesus deixou claro que “os pobres vocês sempre terão consigo” (Jo 12:8), mostrando que este problema não será resolvido até que ele venha para reinar.

É tão errado um rico gloriar-se em sua riqueza, quanto um pobre em sua pobreza. No corpo de Cristo existem mais pobres que ricos, mais iletrados que sábios, mais fracos que poderosos, mas “quem se gloriar, glorie-se no Senhor” (1 Co 1:26-31). Deus permite as diferentes condições para usar os seus de diferentes maneiras. Cristianismo não é comunismo. Os pobres não devem acreditar nas palavras dos pregadores da prosperidade, achando que se fossem ricos seriam felizes, e os ricos não devem confiar nas riquezas, mas estarem prontos a ajudar “especialmente aos da família da fé” (Gl 6:10), ou seja, dando prioridade aos seus irmãos em Cristo.

Se alguns discípulos, pobres e humildes, não tinham acesso ao governador Pilatos para requerer o corpo de Jesus, Deus usou dois discípulos ricos e influentes para esta tarefa. “José, membro do Conselho, homem bom e justo... de Arimateia... “dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus”, e “Nicodemos levou cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés” para preparar o corpo para o sepultamento no sepulcro novo doado por José de Arimateia. (Lc 23:50-56; Jo 19:38-42).

Entre o povo de Deus há pessoas de diferentes classes sociais, mas todos devem aprender a se contentar com o que possuem, seja riqueza ou pobreza, à semelhança do apóstolo Paulo, que disse: “Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:11-13).


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#645 O ponto alto da historia



Leitura: Lucas 23:44-49

A crucificação de Jesus é o ponto alto da história de ódio do pecador por seu Criador. Até este momento os homens pensavam estar no controle da situação, e o próprio Jesus lhes havia dito: “Esta é a hora de vocês, quando as trevas reinam” (Lc 22:53). Mas Deus, que até aqui parecia indiferente a tudo o que faziam ao seu Filho, apaga a luz. Homem algum poderia evitar que o sol do meio dia se tornasse em trevas. Aquele era também um sinal de que Deus abandonava Jesus ali para assumir os nossos pecados como se fossem seus, e pagar por todos eles. Por isso ele declara profeticamente no Salmo 69:4: “Sou forçado a devolver o que não roubei”.

Não existe vida para o homem do lado de cá da cruz e da morte. É preciso estar em Cristo, ter morrido ali com ele e ressuscitado ao terceiro dia, para receber vida nova. Na cruz Deus colocou um ponto final na raça dos filhos de Adão para iniciar uma nova criação que está além da morte, onde a verdadeira vida começa.

O Filho de Deus se fez Filho do Homem para, por sua morte, poder transformar em filhos de Deus aqueles que nasceram filhos de homens. O que tinha vida em si mesmo, veio ao mundo morrer para dar vida aos que estavam mortos em delitos e pecados. Aquele que tinha seu lar no céu desceu à terra para dar um lar no céu a nós, criaturas da terra. O único que era perfeitamente justo foi feito pecado na cruz, para que nós, que nascemos em iniquidade, fôssemos feitos justiça de Deus. O imortal se fez mortal para dar vida eterna a nós mortais. Ele que era eternamente livre se fez escravo deixando-se pregar numa cruz, a fim de libertar a nós, escravos do pecado. Aquele que era infinitamente rico se fez pobre ao entregar seu último bem, a própria vida, para enriquecer aqueles que nem vida possuíam. Aquele que é luz desceu às trevas, para transformar em filhos da luz a nós, que éramos trevas. Aquele que estava no seio do Pai veio a esta terra distante e desceu à morte, para levar para perto de si aqueles que estavam longe de Deus.

Jesus bradou em alta voz: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. Tendo dito isso, expirou. O centurião, vendo o que havia acontecido, louvou a Deus, dizendo: ‘Certamente este homem era justo’. E todo o povo que se havia juntado para presenciar o que estava acontecendo, ao ver isso, começou a bater no peito e a afastar-se. Mas todos os que o conheciam, inclusive as mulheres que o haviam seguido desde a Galileia, ficaram de longe, observando essas coisas.” (Lc 23:44-49).

(3º parágrafo extraído e adaptado de uma pregação de Don Rule)

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.