"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#727 Miseravel homem que sou!


Leitura: Marcos 5:6-8

Foram em vão as tentativas de controlar o homem endemoninhado, e do mesmo modo eu e você, nascidos e criados em pecado, não podíamos ser reformados pela Lei de Moisés. A Lei só revela o mal existente no homem, como explica o apóstolo Paulo: “Na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’... de modo que por meio do mandamento o pecado se mostrasse extremamente pecaminoso... Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado... Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne... Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” (Rm 7:7, 13, 14, 18, 24).

Será que você já deu esse mesmo grito desesperado em busca de libertação? Já percebeu que está cercado de morte, como o possesso de nosso capítulo, incapaz de se controlar ou ser controlado, a não ser por sua própria carne e pelo diabo “que agora está atuando nos que vivem na desobediência”? (Ef 2:1-3). Acaso já se sentiu como o profeta Jeremias, quando declarou: “Eu me arrependi, depois que entendi, bati no meu peito. Estou envergonhado e humilhado porque trago sobre mim a desgraça da minha juventude.”? (Jr 31:19).

“Miserável homem que sou!” deveria ser sua exclamação ao se enxergar um zumbi de filmes de terror. Deus não encontrou nada em você e em mim que lhe agradasse, por isso precisou enviar a Jesus para nos libertar. É o que ele fará com este endemoninhado, que “noite e dia andava gritando e cortando-se com pedras entre os sepulcros e nas colinas.” (Mc 5:5). O possesso corre e se prostra diante de Jesus, mas sua aparente adoração é falsa. Ele quer Jesus longe de si. “‘Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te por Deus que não me atormentes!’. Pois Jesus lhe tinha dito: ‘Saia deste homem, espírito imundo!’” (Mc 5:6-8).

Nos evangelhos os únicos que se dirigem a Jesus sem dizer “Senhor” antes do nome são os demônios. Mas eles sabem que ele é o Filho do Deus Altíssimo, um Ser divino, Deus e Homem. Que tal você agora dar o passo impossível aos demônios, que nunca poderão ser salvos da condenação eterna? Você pode agora mesmo se diferenciar deles e escapar do “fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos” (Mt 25:41). “Se confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo... pois “todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome” (Rm 10:9; At 10:43).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#726 Demonios religiosos


Leitura: Marcos 5:2-5

“Quando Jesus desembarcou, um homem com um espírito imundo veio dos sepulcros ao seu encontro. Esse homem vivia nos sepulcros, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes; pois muitas vezes lhe haviam sido acorrentados pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés. Ninguém era suficientemente forte para dominá-lo. Noite e dia ele andava gritando e cortando-se com pedras entre os sepulcros e nas colinas.” (Mc 5:2-5).

Que terrível imagem esta do homem em seu estado natural, “sem Cristo... sem esperança e sem Deus no mundo... morto em suas transgressões e pecados... [seguindo] a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência... satisfazendo as vontades da carne, seguindo os seus desejos e pensamentos... por natureza merecedores da ira.” (Ef 2:12, 1-3). Todavia nem eu, nem você, nos enxergamos tão maus assim, pois viemos ao mundo sem as lentes de Deus para termos uma visão clara das coisas.

Deus, porém, revela em sua Palavra o que realmente somos aos seus olhos. “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hb 4:12-13).

O homem possesso traz as características de todo ser humano, adquiridas com a queda. Morte — “veio dos sepulcros” —, rebelião —  “ninguém conseguia prendê-lo” — e falta de domínio próprio — “lhe haviam sido acorrentados pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés”. Ao escrever que “ninguém era suficientemente forte para dominá-lo” obviamente Marcos se referia a seres humanos. Mas 2 Pedro 2:19 diz que “aquele que é vencido fica escravo do vencedor”, e foi esse o resultado de Eva ter sucumbido à mentira do diabo e Adão ter se aliado a ela. “Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora.” (1 Tm 2:14).

Mas existe ainda outra característica do homem pecador e controlado pelo diabo: ele é religioso! “Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele” (Mc 5:6).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#725 Intriga da oposicao


Leitura: Marcos 5:1-4

Jesus e os discípulos “atravessaram o mar e foram para a região dos gerasenos. Quando Jesus desembarcou, um homem com um espírito imundo veio dos sepulcros ao seu encontro. Esse homem vivia nos sepulcros, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes; pois muitas vezes lhe haviam sido acorrentados pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés. Ninguém era suficientemente forte para dominá-lo.” (Mc 5:1-4).

Sempre que Deus está para agir e trazer bênção não espere que os poderes das trevas fiquem sossegados. No capítulo anterior o inimigo usou do vento e das ondas para impedir o barco de chegar ao seu destino. Alguns anos depois Paulo escreveria aos cristãos em Corinto: “Permanecerei em Éfeso... porque se abriu para mim uma porta ampla e promissora; e há muitos adversários.” (1 Co 16:8-9). Esses adversários ele já havia mencionado no capítulo anterior:  “Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se foi por meras razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que ganhei com isso? Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’.” (1 Co 15:31-32).

Se essas ‘feras’ eram animais ou humanas, não sei. A lição não é que ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’, mas que tudo vale a pena quando a glória da ressurreição não é pequena. Nossa travessia pela vida pode enfrentar ondas e tempestades, e termos de lidar com servos do diabo como o homem possesso deste capítulo. Homens maus podem querer nos deter por causa do ódio que destilam contra Cristo e os que lhe pertencem. Que importa? Esta vida não é a única vida que temos. Se fosse, faríamos bem em nos esquivar dos problemas que acompanham o testemunho cristão e, como diz Paulo citando a filosofia grega hedonista dos epicureus, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’.

Se você não entende a razão de alguns viverem tão apegados às coisas desta vida, lembre-se de que para esses esta é a única vida que conhecem. Sem Cristo o destino deles é de morte, lançados nas trevas exteriores onde ficarão sós eternamente, sem qualquer companhia e sofrendo as agruras do lago de fogo do juízo eterno. Quão diferente seria se tivessem um breve vislumbre do destino que lhes espera, ou talvez da real imagem que Deus tem deles. A mesma deste homem possesso que vive nos sepulcros e que as correntes não são capazes de dominar sua rebelião e vontade própria.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#724 De Adao a Cristo


Leitura: Marcos 4:41

É difícil conceber uma imagem de maior desolação que a da “terra sem forma e vazia”, quando “trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gn 1:2). Tal desolação não fazia jus à perfeição de Deus, “que moldou a terra e a fez, ele a fundou; ele não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada” (Is 45:18). A queda dos anjos transtornou a Criação original, e tudo virou um caos.

Logo Deus prepararia a terra para um novo ser, macho e fêmea, aos quais chamaria de homem ou “Adão” (Gn 5:2). Mas a história se repetiu e, por causa da rebelião do homem, “as comportas do céu se abriram” (Gn 7:11) e Deus derramou um dilúvio de juízo sobre a terra. O juízo é uma obra estranha — ainda que necessária — a um Deus de amor cuja real intenção é “abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las” (Ml 3:10). Mas antes de ele abençoar, algo precisava ser feito em relação ao pecado que manchou a Criação.

Séculos mais tarde “abriram-se os céus” para o profeta Ezequiel, e este viu “uma figura que parecia um homem” (Ez 1:1, 26). No primeiro capítulo do Evangelho de Marcos você viu os céus se abrirem para Jesus, agora na terra, e ouviu a voz do Pai dizer: “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”. Você viu também a terceira Pessoa da Trindade, “o Espírito descendo como pomba sobre ele” (Mc 1:9-11), antes de enviá-lo ao deserto para ser testado pelo diabo e provar ser impermeável ao pecado. Poucos anos mais tarde Estêvão, prestes a ser martirizado, diria: “Vejo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus” (At 7:56). O capítulo 4 do Evangelho de Marcos termina com os discípulos de Jesus apavorados e perguntando uns aos outros: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4:41). Você sabe responder a esta pergunta, não sabe?

“Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas” (Ef 4:10), escreveria depois Paulo. Entre um evento e outro temos a cruz, quando das trevas de um céu fechado para o Filho de Deus caiu juízo. Se o “primeiro homem, Adão” falhou, o último Adão não podia falhar. “O primeiro homem era do pó da terra; o segundo Homem do céu”. Percebe que “os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são do céu, ao homem celestial”? “Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial”, pois “carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem o que é perecível pode herdar o imperecível.” (1 Co 15:45-50).

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#723 Voce chegou tarde demais


Leitura: Marcos 4:37-39

Um dia tentei pagar uma conta pela Internet e no site do banco apareceu um aviso dizendo que ela já tinha sido paga. O sistema detectou que eu tentava introduzir um código de barras repetido. Fez-me lembrar da história de um homem rico na Europa do século 16, quando era comum dar dinheiro ao Papa em troca de indulgências. Esse homem saiu viajando e perguntando a clérigos e leigos o que precisava fazer para ser salvo. As respostas que recebia não traziam paz ao seu coração. Finalmente alguém lhe indicou um dos ‘reformadores’ que teria a resposta, pois surpreendentemente afirmava estar salvo eternamente pela fé em Jesus.

Ao se encontrar com o tal homem prometeu fazer o que fosse preciso, e pagar qualquer quantia necessária, desde que pudesse ter a certeza do perdão de seus pecados. A resposta do outro só aumentou seu desespero: “Sinto dizer, mas você chegou tarde demais. Agora não há nada que você possa fazer ou pagar para ter o perdão de seus pecados e a salvação eterna”. Mas seu desespero se dissipou quando ouviu o outro concluir: “Você chegou tarde porque o que precisava ser feito e pago já aconteceu há séculos. Na cruz do Calvário Cristo fez a obra da redenção e pagou ali por sua salvação. A você resta crer nele para ser salvo pela fé”.

Pedro disse  algo parecido a Cornélio e seus amigos, antes de crerem e receberem o selo do Espírito Santo como garantia da salvação. Disse Pedro: “Nós somos testemunhas de tudo o que ele [Jesus] fez na terra dos judeus e em Jerusalém, onde o mataram, suspendendo-o num madeiro. Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e fez que ele fosse visto, não por todo o povo, mas por testemunhas que designara de antemão, por nós que comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que este é aquele a quem Deus constituiu juiz de vivos e de mortos. Todos os profetas dão testemunho dele, de que todo aquele que nele crê recebe o perdão dos pecados mediante o seu nome.” (At 10:39-43).

Após repreender o vento e as ondas do mar, Jesus repreendeu os discípulos no barco: “Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?” (Mc 4:40). Então, se você me disser que ainda não tem a certeza do perdão de seus pecados, a questão é: “Ainda não tem fé?... Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9). Será que você está tentando pagar o que já foi pago?

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#722 Pecadores radioativos


Leitura: Marcos 4:37-39

Libertados de uma tormenta, os discípulos no barco “estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: ‘Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?’.” (Mc 4:41). Tinham acabado de ver um Jesus perfeitamente humano, quando “estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro” (Mc 4:38), e perfeitamente divino, quando “se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou e fez-se completa bonança” (Mc 4:39). Qual é o problema deles? Como muitos religiosos hoje, ocupam-se com Jesus, mas não o conhecem.

Se você não conhece quem é Jesus e o que realmente fez não pode ter certeza da salvação eterna, e por eterna falo de uma salvação impossível de ser perdida. Antes de sair por aí berrando nas praças com uma Bíblia na mão, é melhor fazer a lição de casa, pois alguém poderá perguntar se você tem certeza de ir para o céu. O que você responderá? Que não é “como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros”? Que jejua “duas vezes por semana” e dá “o dízimo de tudo” quanto ganha? O fariseu que se gabava de seus feitos saiu perdido da presença de Deus. O publicano, que “nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’”, saiu justificado (Lc 18:9-14).

A versão moderna daquele fariseu são os que confiam em sua própria justiça e, de nariz empinado, se acham mais justos e santos do que os que não frequentam a mesma congregação e seguem sua mesma lista de regras. Se for mulher, talvez acredite que seu cabelo, roupa ou ausência de cosméticos a torne melhor que a pecadora que “trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume.” (Lc 7:37-38).

Deus não liberta você das cadeias eternas por bom comportamento. Sua salvação só pode ser recebida por graça, não como recompensa por sua religião, modo de vestir ou perseverança. Tudo isso vem de você, mas a salvação vem de Deus e só é dada aos que se veem tão pecadores quanto incapazes de serem salvos por seus próprios meios. Nas siderúrgicas a sucata passa por um detector de radiação antes de ser transformada na panela de sua cozinha. Metais usados em processos radioativos devem ser eliminados. Eu e você somos a sucata que Deus quis transformar em ouro. A menos que você entenda a real contaminação de seu pecado e que nada do que é seu serve para Deus, não irá entender o valor da obra de Cristo.

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#721 Predestinou


Leitura: Marcos 4:37-39

Os discípulos ficam surpresos e atemorizados diante daquela manifestação de poder que saiu dos lábios de Jesus, que fez o vento e o mar sossegarem. “Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: ‘Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?’ Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: ‘Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?’.” (Mc 4:39-40). Se você crê realmente que Jesus, na cruz, pagou por você a pena que era devida ao pecado, então já tem sua salvação assegurada pelo sangue derramado no Calvário. Acaso haveria algo ou alguém com maior poder?

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” (Rm 8:28). Não é pouca coisa você ter sido predestinado por Deus para ser conforme à imagem de seu Filho. A ordem dos eventos é a que o apóstolo Paulo descreve nesta passagem da carta aos Romanos: “Pois aqueles que [1] de antemão conheceu, também [2] os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também [3] chamou; aos que chamou, também [4] justificou; aos que justificou, também [5] glorificou.” (Rm 8:29-30).

“Ah!”, dirá você, “Mas eu não acredito em predestinação!”. Ok, então apague o termo “predestinou” e limite Deus a apenas ter conhecido você de antemão deixando o resto para você fazer. O problema é que se você rejeitar o “predestinou” perderá a certeza de ser feito “conforme à imagem” de Cristo, pois aí diz que foi para isso que Deus predestinou. E esqueça a ideia de ter sido chamado por Deus, porque aí diz que isso ele fez aos que predestinou. Você também terá de eliminar de sua agenda sua justificação e a certeza de ser glorificado, pois tudo faz parte de um só pacote que Deus prometeu aos que “de antemão conheceu... predestinou... chamou... justificou... e glorificou”.

Ao duvidar da capacidade de Deus, é a vez de ele lhe perguntar: “Quem é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?’... O Oleiro não tem direito de... tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória, ou seja, a nós, a quem também chamou”? (Rm 9:19-24).

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#720 Muita calma nessa hora


Leitura: Marcos 4:37-39

“Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: ‘Mestre, não te importas que morramos?’ Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: ‘Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?’ Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: ‘Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?’”. (Mc 4:37-41).

Os discípulos aqui não estão apenas sob o ataque dos elementos da natureza, mas de Satanás, que sabe que Jesus dirige-se para a região dos gadarenos, onde um homem será liberto de uma legião de demônios. Quando Deus permitiu que Satanás tocasse em tudo o que Jó possuía, o diabo fez isso manipulando os homens e os elementos. “Um vento muito forte veio do deserto e atingiu os quatro cantos da casa, que desabou” (Jó 1:19) matando os filhos e filhas de Jó que participavam de um banquete. Não se esqueça de que o poder do diabo é tão grande que na tentação conseguiu transportar Jesus do deserto a um lugar alto, portanto não é impossível que tenha sido ele aqui também a criar esta tempestade.

Todavia, se existe o poder das trevas, existe aquele que é mais poderoso que o diabo. Por meio de Jesus e para Jesus todas as coisas vieram a existir a partir do nada, e se os discípulos realmente conhecessem quem eles tinham levado para dentro do barco, não se preocupariam ao vê-lo dormindo enquanto o vento e o mar rugiam ferozes ao redor. Acaso não é ele quem sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1:3)? Basta ele falar para o vento, as ondas e os corações sossegarem.

Será que você já provou desse poder quando uma passagem da Bíblia foi suficiente para aquietar seu coração? “Não andem ansiosos por coisa alguma” — diz a Palavra — mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” (Fp 4:6-7). A Bíblia fala da “paz de Deus” e também do “Deus da paz” (Fp 4:9). Você não pode ter uma sem a outra. Sobre Cristo na cruz caiu a tormenta do juízo divino por causa do pecado, e Deus oferece fazer ‘as pazes’ com você somente se você crer em Jesus. Caso contrário a previsão do tempo para sua vida é de uma eterna tormenta.

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#719 Nenhum mar de rosas


Leitura: Marcos 4:35-36

“Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: ‘Vamos atravessar para o outro lado’. Deixando a multidão, eles o levaram no barco.” (Mc 4:35-36). Neste capítulo 4 de Marcos vimos que o Semeador semeia a semente e se ausenta enquanto ela germina, cresce e dá fruto. Assim o crente em Cristo é deixado no mundo para seu testemunho frutificar, enquanto aguarda a vinda daquele que prometeu voltar. Porém mesmo em sua ausência podemos contar com sua companhia no mesmo “barco” em que navegamos pelas ondas agitadas desta vida.

Se um dia você decidiu crer em Cristo como Senhor e Salvador também deve ter decidido que era bom segui-lo aonde quer que fosse levado por ele. Afinal, quem mais seria tão digno de confiança quanto aquele que morreu e ressuscitou por você? Ele jamais seria capaz de pedir a você para segui-lo em alguma enrascada. Ou seria? Quando Jesus diz aos discípulos “vamos passar para o outro lado” nenhum deles imagina que isso os levará literalmente para o olho do furacão. Mas veja o que mais diz a passagem: “Eles o levaram no barco”. Jesus diz aonde devem ir, mas deixa que os discípulos o levem no barco. Aonde quer que o Senhor queira nos levar, seu desejo é que nós o levemos conosco. Se não pudermos, por assim dizer, “levá-lo no barco” é melhor nem sairmos do porto.

Se alguém prometeu a você que depois de convertido sua vida seria um mar de rosas, essa pessoa mentiu. Depois de salvo pela fé em Cristo você se vê em um mar hostil onde o príncipe das potestades do ar, o diabo, é capaz de produzir ventos e ondas para criar tempestades apavoradoras. Deus permite isso para provar e fortalecer sua fé. Se dermos uma olhada no próximo capítulo tudo fará sentido. Satanás não queria de modo algum que Jesus chegasse lá, pois era onde ele iria libertar um homem possesso de uma legião de demônios. Não havia lugar mais seguro para os discípulos estarem naquele momento além do barco abatido pelo vendaval e pelas ondas. Eles estavam com Jesus e Jesus estava com eles.

O versículo 36 diz que “havia também com ele outros barquinhos”. Eles não tinham Cristo a bordo, mas estavam sendo assolados pelo mesmo temporal. Eu acredito que isto nos fale daqueles que são indiretamente abençoados por nossa fé. Ainda que não tenham crido em Jesus para sua própria salvação, são influenciados por aqueles que creem ao seu redor. Eles certamente ouvem falar de Cristo e da salvação que é resultado de sua Palavra poderosa. E aí podem se converter e tê-lo a bordo de suas vidas.

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#718 Segredos de familia


Leitura: Marcos 4:33-34

Marcos explica que “com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber. Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo.” (Mc 4:33-34). Em Lucas 8:10 Jesus explica que aos discípulos “foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino de Deus, mas aos outros” ele falava por parábolas “ para que ‘vendo, não vejam; e ouvindo, não entendam.”. A Palavra de Deus só faz sentido entre irmãos, membros de uma mesma família, filhos de um mesmo Pai.

Se para a multidão Jesus falava em parábolas, na intimidade da comunhão com seus discípulos ele “explicava-lhes tudo”. Mas eles ainda não podiam receber tudo, pois não estavam capacitados. Por isso em outro evangelho ele diz: “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.” (Jo 16:13-15).

Se você acha que sabe alguma coisa por possuir um diploma de teólogo ou título eclesiástico, saiba que tudo o que adquiriu na faculdade ou recebeu por ordenação humana são conhecimento e status humanos. Você não tem qualquer vantagem sobre um semianalfabeto crente em Cristo que, pelo Espírito e através dos dons que ele deu à Igreja, aprende da Palavra de Deus, podendo ele mesmo ministrar segundo o dom que recebeu. Paulo explica isso em sua carta aos Coríntios, uma assembleia de cristãos orgulhosos de seu elevado padrão teológico, socioeconômico e cultural:

“Quem dentre os homens conhece as coisas do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, comunicando coisas espirituais por meios espirituais. O homem natural não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.” (1 Co 2:11-14).

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#717 Cada ave no seu galho


Leitura: Marcos 4:30-32

Quando você começa a abotoar a camisa com o botão errado todos os outros acabam em casas erradas e sua camisa fica torta. Assim é quem assume uma interpretação equivocada das Escrituras. Outras doutrinas igualmente erradas se seguirão como consequência. O mesmo ocorre quando não entendemos que o Reino de Deus não é o céu, pois nele existem tanto joio quanto trigo, mas no céu só entram os salvos, o trigo.

Jesus diz: “Com que compararemos o Reino de Deus? Que parábola usaremos para descrevê-lo? Como um grão de mostarda, que, quando plantada, é a menor semente de todas. No entanto, plantada, ela cresce e se torna a maior de todas as hortaliças, com ramos tão grandes que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra.” (Mc 4:30-32). Adotando um pressuposto errado, muitos interpretam essa grande árvore de mostarda como uma expansão benigna do Evangelho. Mas é uma aberração.

O Reino de Deus, que é a esfera dos que se submetem à influência moral de Deus na terra, começou tão pequeno quanto uma semente de mostarda. Logo, porém, multidões abraçaram a ideia e governantes viram nisso uma oportunidade de exercer poder de clero sobre o povo leigo. Em poucos séculos o perseguido passaria a perseguidor e o resto é história. Se no início os cristãos eram lançados como atores nas mortais arenas romanas, logo eles seriam os espectadores se divertindo nas arquibancadas.

Você se lembra das aves, que em outra parábola Jesus eram instrumentos de Satanás roubando a semente à beira do caminho? Elas reaparecem aqui aninhadas à sombra da grande árvore de mostarda. Se você se sente enojado com tanta gente fazendo do cristianismo uma plataforma política e comercial, não está só; Deus sente o mesmo. Virá o dia em que essas “aves imundas” que lideram a cristandade apóstata, a “Babilônia” do livro de Apocalipse, cairão do galho em que estão empoleiradas.

“E ele [o anjo] bradou com voz poderosa: ‘Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou habitação de demônios e antro de todo espírito imundo antro de toda ave impura e detestável, pois todas as nações beberam do vinho da fúria da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela; à custa do seu luxo excessivo os negociantes da terra se enriqueceram’. Então ouvi outra voz do céu que dizia: ‘Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam!’” (Ap 18:2-4).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#716 Germinar, crescer, frutificar


Leitura: Marcos 4:26-29

Jesus “prosseguiu dizendo: O Reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente sobre a terra. Noite e dia, quer ele durma quer se levante, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como. A terra por si própria produz o grão: primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga. Logo que o grão fica maduro, o homem lhe passa a foice, porque chegou a colheita.” (Mc 4:26-29). O Senhor continua a ensinar por meio de parábolas e agora traz uma inédita. Esta aparece apenas no Evangelho de Marcos.

Lembre-se de que o Reino de Deus não é o céu, mas a esfera na terra onde o poder e influência de Deus são manifestados. Enquanto Jesus estava aqui dizia aos discípulos “o Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21), pois contavam com o próprio Rei entre eles exercendo sua influência moral em suas vidas. Mas o Rei seria rejeitado e o Reino continuaria a existir na terra na ausência do Rei. Para a época presente nos é dito que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17), pois agora quem está na terra é o Espírito Santo, que habita no crente individualmente e na Igreja como um todo.

O “homem” que lança a semente sobre a terra é Jesus, mas uma vez feito isso ele sai de cena e todo o trabalho de crescimento e frutificação ocorre em sua ausência. Ele reaparecerá no final, mas então como aquele que vem com a foice para fazer a colheita. Este é o ensino aqui, quando o Reino de Deus assumiria a forma de um reino em que o Rei estaria ausente, mas que iria voltar para exercer seu juízo. A única influência que esse Rei exerce agora na terra é uma influência moral por meio do Espírito nos que são seus, mas ele pessoalmente não interfere nos negócios deste mundo.

Quando vista da perspectiva do evangelho, esse processo de germinar, crescer e frutificar ocorre “noite e dia, quer ele durma quer se levante, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como”. Assim é a maneira secreta como a Palavra de Deus está trabalhando em um mundo alheio a ela. A ação do Espírito de Deus nas pessoas que recebem a Palavra neste este mundo é, conforme exemplificou Jesus, como “o vento que sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai” (Jo 3:8). Por mais que se tente explicar em termos humanos a transformação que ocorre na vida de um salvo por Cristo, isso continuará um mistério para a mente natural. Enquanto falo, fico aqui pensando se essa transformação já aconteceu com você. Será?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#715 Quando a luz desvanece


Leitura: Marcos 4:24-25

O crente irradia uma luz que era desconhecida dos santos do Antigo Testamento. Porém muitos ainda fundamentam sua fé na Lei tentando produzir luz própria por meio de mandamentos. Mas esta logo se desvanece. Assim foi com Moisés. “O seu rosto resplandecia por ter conversado com o Senhor” e ele o cobriu com um véu, pois os que viram seu “rosto resplandecente tiveram medo de aproximar-se dele”. Então, “toda vez que entrava para estar na presença do Senhor e falar com ele... sempre que saía... eles viam que o seu rosto resplandecia. Então, de novo Moisés cobria o rosto com o véu” (Êx 34:29).

No Novo Testamento temos a explicação dos episódios do Antigo e às vezes até a intenção do coração de seus protagonistas. É o caso de Moisés e do véu sobre sua face. A princípio era para não espantar os israelitas assustados com seu fulgor, mas a real intenção é revelada por Paulo: “Não somos como Moisés, que colocava um véu sobre a face para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia.” (2 Co 3:13). A glória na face de Moisés era transitória por estar baseada na Lei, e não na graça. Hoje o cristão não precisa esconder a face, pois desfruta de glória permanente que é sua por graça, e não pelo cumprimento da Lei. Nesse contexto Paulo explica que Deus “nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Co 3:6).

A frase “a letra mata” é usada por quem diz que não devemos seguir a Bíblia ao pé da letra. Mas o sentido é que “o ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras. Esse ministério veio com tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés por causa do resplendor do seu rosto, ainda que desvanecente. Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso? Se era glorioso o ministério que trouxe condenação, quanto mais glorioso será o ministério que produz justiça! Pois o que outrora foi glorioso, agora não tem glória, em comparação com a glória insuperável. E se o que estava se desvanecendo se manifestou com glória, quanto maior será a glória do que permanece! Portanto, visto que temos tal esperança, mostramos muita confiança. Não somos como Moisés, que colocava um véu sobre a face para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia... Todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.” (2 Co  3:7-18).

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#714 Quando a luz brilha


Leitura: Marcos 4:24-25

Ao dizer “se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça”, Jesus chama a atenção para dois aspectos do ouvir: o que ouvimos e como ouvimos. Se não julgarmos o que chega aos nossos ouvidos pela régua da Palavra de Deus acabaremos contaminados e produzindo frutos de tradição religiosa, legalismo e opressão. O mundo religioso está cheio de pessoas que deturpam o ensino das Escrituras para satisfazer seus próprios interesses. Quando os homens afirmarem algo, pergunte onde aquilo está na Bíblia.

Muito cuidado com algum desses supostos profetas que são abundantes no meio pentecostal e falam ousadamente na primeira pessoa fingindo ser a voz de Deus. Costumam trazer uma revelação fresquinha sob medida para você, do tipo: “Meu servo! Tenho uma mensagem para ti!”, ou “Vou te dar vitória!”, ou “Tenho uma grande obra para ti!”. Você já deve ter visto alguém falar assim, às vezes até mudando o tom de voz. Não caia nessa. Você tem a Bíblia e deve saber que toda a revelação de Deus está ali. Essas “profetadas” em tom de ameaça não passam de técnicas de manipulação.

Por outro lado, o como ouvimos tem a ver com o que fazemos com o que ouvimos, ou seja, o efeito que a Palavra tem em nossa vida prática. Por isso Jesus diz: “Com a medida com que medirem, vocês serão medidos; e ainda mais lhes acrescentarão. A quem tiver, mais lhe será dado; de quem não tiver, até o que tem lhe será tirado.’” (Mc 4:23-25). É recebendo a Palavra de Deus que ficamos capacitados a frutificar, e na parábola um pouco antes Jesus já havia das consequências de se semear em bom solo. O fruto só pode vir da Palavra semeada, e se a recebo em qualquer medida, Deus a fará multiplicar. Porém, se me recusar a recebê-la, como aconteceu com a semente que caiu à beira do caminho, em solo rochoso e entre espinhos, acabarei perdendo o que parecia ter recebido.

Jesus falou da candeia, que deve ser colocada em um lugar alto para iluminar a casa. Assim é com o cristão. Quanto mais nossa luz brilhar, mais luz teremos; quanto menos luz compartilharmos, menos luz receberemos, até ao ponto que “quem não tiver, até o que tem lhe será tirado”. Deus não tira a vida eterna do crente, mas se perder a comunhão Deus tira sim “a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4). Quem olhar para ele não perceberá nada diferente de um incrédulo, pois se “o coração angustiado oprime o espírito”, “a alegria do coração transparece no rosto” (Pv 15:13). É impossível imaginar uma face mais radiante do que a de quem tem a certeza de vida eterna pela fé em Cristo Jesus.

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#713 O ataque das trevas



Leitura: Marcos 4:24-25

Jesus alertou: “Considerem atentamente o que vocês estão ouvindo” (Mc 4:24). Isso mostra o cuidado com o que nos dizem sobre Deus. O diabo está ativo em sua missão de atrapalhar os planos de Deus, e seu primeiro ataque será negar ou distorcer a Palavra de Deus, como fez ao perguntar a Eva: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gn 3:1). Deus não havia dito “de nenhum fruto”, mas que não deviam comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Hoje somos bombardeados por textos, áudios e vídeos de pessoas que querem negar a veracidade das Escrituras. Quando vêm de céticos e ateus é fácil detectar suas intenções, mas o problema é quando os ataques vêm de supostos cristãos. Alguns trazem títulos como “Doutor em Divindade”, “Professor de Hebraico”, “Mestre em Bíblia” etc. Vi um livro cuja capa trazia sob o nome do autor: “A maior autoridade em Bíblia do mundo”. Fiz uma busca pelo nome e descobri que ele é professor e chefe do departamento religioso de uma universidade. Era cristão, mas tornou-se agnóstico, e hoje escreve livros falando mal da Bíblia e de Jesus.

O curioso deste e outros autores que tentam negar os fundamentos da fé cristã é que eles sempre recorrem à Bíblia, a mesma que afirmam não ser digna de confiança. E são tipos assim que ensinam os pastores e ministros que depois irão disseminar suas ideias nos púlpitos das igrejas. Existem também os que argumentam que a Igreja Católica corrompeu as Escrituras e por isso não podemos confiar nelas. O problema é que ninguém possui os manuscritos originais escritos pelos apóstolos, o que deixa no ar a seguinte pergunta: Como esses autores sabem que os textos que temos foram adulterados se ninguém tem acesso aos originais? Você só pode dizer se algo é falso quando tem o verdadeiro para comparar.

Um ataque mais sutil vem daqueles que dizem que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas que apenas contém a Palavra de Deus. Isso dá margem a qualquer um selecionar na Bíblia aquilo que considera ser Palavra de Deus e descartar o resto. Obviamente será difícil dois leitores concordarem nisso. Todavia, qualquer um que conheça a Cristo como Salvador e a Deus como Pai descansará na certeza de que a Bíblia é sim a inerrante Palavra de Deus. O maior interessado de que as Escrituras chegassem intactas até nós é Deus, o Autor. Aqui e ali podem existir pequenas falhas de copistas e tradutores, mas Deus estará sempre no controle e nós poderemos também comparar os textos em centenas de manuscritos e versões.

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#712 Uma serpente 'a porta



Leitura: Marcos 4:24-25

Depois de falar do efeito causado pela Palavra nas diferentes pessoas e situações, Jesus alerta: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça. E disse-lhes: ‘Considerem atentamente o que vocês estão ouvindo. Com a medida com que medirem, vocês serão medidos; e ainda mais lhes acrescentarão. A quem tiver, mais lhe será dado; de quem não tiver, até o que tem lhe será tirado.’” (Mc 4:23-25). Esse ouvir tem dois aspectos: O que ouvimos e como ouvimos.

O que ouvimos tem a ver com nossa responsabilidade de julgar se algo vem de Deus, do diabo, do mundo ou da carne. Nem todas as vozes no mundo falam a pura Palavra de Deus. Alguns pregam a Lei de Moisés como meio de salvação, mas ela foi dada “a fim de que, pelo mandamento, [o pecado] se mostrasse sobremaneira maligno” (Rm 7:13). A Lei não absolve o pecador, a Lei o acusa. Outros pregam preceitos de homens, mensagens motivacionais ou superstições. Com tantas ideias, filosofias e doutrinas o único guia seguro para verificar tudo é a Bíblia, a Palavra de Deus.

Existe também a responsabilidade de conferir a idoneidade da fonte. “Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.” (Tg 3:11-12). Costumo receber links, textos e vídeos de pessoas querendo saber minha opinião. Experimentar tudo seria o mesmo que comer qualquer alimento à venda, mas o fato de algo estar sendo vendido não significa que seja bom. Pode fazer mal à saúde ou estar estragado.

Primeiro eu verifico a embalagem, confiro o fabricante, os ingredientes, conservantes, corantes etc. Se for alimento fresco, o cheiro irá indicar se está estragado. Existe muito lixo na Internet tentando se passar por comida fresca, mas que ataca as verdades fundamentais do cristianismo. É melhor nem chegar perto para não se contaminar. Você precisa estar alerta. Depois de Caim sucumbir ao pecado e matar seu irmão, Deus deu a ele um alerta: “Saiba que o pecado o ameaça à porta” (Gn 4:7).

Quem mora na zona rural sabe que, ao abrir a porta para sair de manhã, poderá encontrar uma serpente na soleira. Ela é atraída pelo calor que sai por debaixo da porta, e se você sair distraído poderá ser picado. O que fazer? Pegue uma vassoura e varra a cobra para bem longe de você, sem tocar nela e nem mesmo cheirá-la. Faça o mesmo com a má doutrina.

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#711 A luz do testemunho


Leitura: Marcos 4:8-22

Na parábola do Semeador a produção da boa terra aparece em quantidades diferentes. É que a ação da Palavra em diferentes pessoas produz diferentes resultados. Lucas acrescenta que “as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança” (Lc 8:15). Isto indica que mansidão, generosidade e retidão estão associadas à produção de fruto, além da paciência necessária ao amadurecimento. Também existe uma diferença na ordem do fruto na mesma parábola em Mateus, Marcos e Lucas.

Enquanto neste Evangelho de Marcos a quantidade de fruto é crescente — “um produziu trinta, outro, sessenta, e outro cem” (Mc 4:8) —, Mateus inverte os números, indo do maior para a menor: “um cem, outro sessenta, e outro trinta” (Mt 13:8). No Evangelho de Marcos Jesus é o perfeito Servo e Mestre que ensina, e assim é quando aprendemos algo: crescemos no gradualmente em conhecimento. Em Mateus, Jesus é o Messias e Rei de Israel, e o caráter daquele Evangelho é mais dispensacional, mostrando um declínio na produção de fruto à medida que o tempo passa.

Mas tudo isso é o aspecto exterior do Reino, o que é corroborado pela declaração de Jesus: “Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo de uma vasilha ou de uma cama? Acaso não a coloca num lugar apropriado?” (Mc 4:21). O testemunho de Deus serve para lançar luz e expor as coisas exatamente como elas são. A candeia, ou lamparina, nos fala do nosso testemunho, e este não deve ser colocado sob uma vasilha, oculto pelas coisas que usamos em nossas atividades diárias. Também não deve ficar debaixo da cama, o lugar do sono e da preguiça.

Aquilo que é fruto para Deus é luz para os homens, e isto não precisa depender de algum dom. Os dons são para evangelização, pastoreio e ensino, mas é com a expressão da vida diária que testemunhamos de Cristo em nosso andar neste mundo. Deus deixa os seus aqui “para que sejam puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida” (Fp 2:15-16).

Aquilo que é obra de Deus oculta no coração não deve ficar só ali, “porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido senão para ser trazido à luz” (Mc 4:22). Por isso Parábola nos fala do efeito exterior causado pela Palavra no Reino de Deus.

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#710 Tudo junto e misturado


Leitura: Marcos 4:7-22

Jesus fala agora de um terceiro solo: “Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto... Ouvem a palavra; mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.” (Mc 4:7, 18). Espinhos causam dor e sofrimento e lendo 1 Timóteo 6:7-10 tudo fica mais claro. “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (1 Tm 6:7-10).

Se no solo à beira do caminho o inimigo foi o diabo, e no segundo a superficialidade e o imediatismo de alguns, no terceiro solo vimos o perigo da ansiedade e das preocupações, que agarram o ser humano como arbustos de espinhos pontiagudos e impedem seu avanço. Nosso desejo extremo de ser alguém e possuir algo pode deixar a Palavra improdutiva.

Finalmente, “outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita... São [os que] ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um.” (Mc 4:8-20). Portanto os solos mostraram diferentes resultados da ação da Palavra. Primeiro aqueles que se deixam influenciar por Satanás, depois os que aceleram levados pelo entusiasmo da carne e voltam ao ponto-morto, os que se deixam seduzir pelos cuidados do mundo e suas tentações, e finalmente aqueles nos quais a Palavra triunfa e produz fruto. Os versículos 21 e 22 dão a conclusão: “Porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido senão para ser trazido à luz”. É tudo uma questão do que vemos ou não.

Portanto tenha em mente que o assunto aqui não é a salvação, mas o resultado exterior da Palavra de Deus no Reino. Não se trata de dizer quem é ou não nascido de novo, mas do ser ou não impactado pela Palavra. Mesmo porque até um salvo pode ser diferentes solos em diferentes dias da semana. Acaso você nunca desperdiçou a Palavra ao se deixar influenciar pelo diabo e a opinião pública à beira do caminho? Ou sentiu-se secar em terra rasa, tolhido pelas pedras das dificuldades? Quiçá você ainda traga no corpo os arranhões dos espinhos das preocupações que impedem seu avanço na carreira cristã. Mas felizmente pode ter tido também seus bons dias como solo fértil nas mãos do Senhor. E deu fruto.

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#709 Influencia superficial


Leitura: Marcos 4:5-17

O segundo tipo de solo que Jesus indica em sua “Parábola do Semeador” é quando parte da semente “caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz... Ouvem a palavra e logo a recebem com alegria. Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam.” (Mc 4:5-6, 16-17).

Se no primeiro caso a opinião pública era suficiente para impedir a semente de germinar, aqui ela até chega a brotar por existir um pouco de terra. São pessoas que “logo a recebem com alegria”, pois são facilmente impressionáveis. Porém nelas a Palavra não atinge a consciência e não as leva a se julgarem na presença de Deus para arrependimento. A Palavra para elas é apenas motivacional, uma droga para um êxtase imediato e passageiro que precisa de outras doses para se manter. Tem muita gente assim nas chamadas ‘igrejas’ que usam de estímulos sensoriais, pirotecnia e shows de música, dança e humor para manter a animação.

As pedras de um solo assim impedem as raízes de atingirem profundidade, e o sol implacável ataca suas folhas fazendo com que logo se sequem. A oposição já não é apenas de influência intelectual, como a causada nas sementes à beira do caminho, mas produzida por um ataque direto às suas raízes e folhas por meio de provas e perseguições. O inverso disso foi o modo como os irmãos de Tessalônica receberam a Palavra, com alegria, mas não superficial, pois era a alegria que vem do Espírito Santo, que convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8).

“Vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor; apesar de muito sofrimento, receberam a Palavra com alegria que vem do Espírito Santo. E, assim, tornaram-se modelo para todos os crentes que estão na Macedônia e na Acaia. Porque, partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor na Macedônia e na Acaia. Não somente isso, mas também por toda parte tornou-se conhecida a fé que vocês têm em Deus. O resultado é que não temos necessidade de dizer mais nada sobre isso, pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos receberam, como se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir.” (1 Ts 1:6-10).

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#708 O caminho da opiniao publica


Leitura: Marcos 4:1-15

Ao Jesus iniciar a série de parábolas “os doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas”. Isso demonstra existir uma classe de pessoas à parte da multidão que deseja entender a Palavra. “Então Jesus lhes perguntou: ‘Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras parábolas?’” (Mc 4:13). Mas não se esqueça de que estamos falando do Reino, portanto daquilo que é exterior, pois entre os doze há também um Judas. Antes de mergulharmos nas parábolas vale a pena recapitular alguns pontos.

No capítulo anterior Jesus é rejeitado por Israel e seus familiares. Isso faz com que ele rompa seus vínculos nacionais e naturais, e desista de encontrar fruto no homem. Agora é ele quem irá assumir o papel de Semeador para produzir fruto. Sua vinda serviu como um teste para Israel e para o homem, e ambos foram reprovados. Ficava claro ser impossível ao homem guardar a Lei, que não fora dada para salvar, mas apenas para denunciar o pecado. Quando você coloca o termômetro em seu filho ele só indica a temperatura, mas não é capaz de curar a febre.

Se juntarmos os versículos da parábola contada para a multidão, com os da explicação que Jesus dá apenas aos discípulos, temos algo assim: “Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram... Os que estão junto ao caminho são aqueles em quem a Palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a Palavra que foi semeada no coração deles.” (Mc 4:5, 15).

O caminho é formado por muitos pés que deixam a terra impermeável ao cultivo. Se você segue a opinião pública não dará importância à semente da Palavra, mesmo que ela caia bem ao seu lado. Mas não é só a dureza de coração que a impede de germinar. Satanás “vem e retira a Palavra nelas semeada” (Mc 4:15). Em Mateus 13:4 diz que “as aves vieram e a comeram”. Na parábola da semente de mostarda você aprenderá que as aves são agentes de Satanás aninhados na grande árvore da cristandade.

Portanto, se você ouviu o puro evangelho da graça, e logo parentes, amigos e até teólogos e clérigos vieram tentar convencê-lo do contrário, saiba que eles estão inconscientemente fazendo o serviço de Satanás. Saia desse caminho da opinião pública e fique só com a Palavra de Deus. Já disseram a você que está ficando louco, que deve aproveitar a vida, ou que para ser salvo precisa se filiar a uma igreja? Então você sabe do que estou falando.

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#707 Teoria dos Conjuntos


Leitura: Marcos 4:1-14

O “mistério do Reino” (Mc 4:11), do qual Jesus fala aos discípulos, é também uma esfera de responsabilidade, mas não é a mesma coisa que a Igreja. No Reino existe joio, na Igreja só trigo. Depois que esta for arrebatada, o Reino permanecerá na terra ainda em mistério, para ser estabelecido de forma visível e em poder com a vinda de Cristo para reinar. Hoje uma pessoa é introduzida no Reino pelo batismo, e passa a fazer parte da “casa de Deus”, que é o aspecto exterior da Igreja na terra. Mesmo assim ela estará eternamente perdida se não tiver nascido de novo.

Pense na Teoria dos Conjuntos que aprendeu nas aulas de Matemática. O Reino é o conjunto maior formado por aqueles que já não são pagãos, pois se associaram ao nome de Cristo pelo batismo e professam ter “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4:5). São os que hoje se dizem cristãos, sejam eles falsos ou verdadeiros. Simão, o mago e falso convertido de Atos 8, era batizado e fazia parte desse conjunto ou “grande casa” (2 Tm 2:20). Uma profissão de fé, mesmo falsa, traz responsabilidades, e foi por isso que Simão recebeu uma severa repreensão de Pedro, que disse: “Você não tem parte nem direito algum neste ministério”  (At 8:21).

Quando Jesus estava na terra o Reino estava aqui na Pessoa dele, pois ele mesmo disse aos judeus: “o Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21). Deus estava em Cristo mostrando a condição moral que deve caracterizar o Reino, e também o poder governante dele, que era capaz de subjugar a própria natureza. Antes de Cristo subir ao céu somente ele estava nesse Reino, mas com a vinda do Espírito Santo para habitar na terra o Reino pôde ser visto aqui manifestado nos que são habitados pelo Espírito. Apesar de o Reino ser apresentado em “mistério” ou  “segredo” nas parábolas, você verá que o Reino é também manifestado em seu aspecto exterior naquilo que Satanás e o homem têm feito com ele.

Aí sim nós o vemos invadido pelo joio, que se parece com o trigo, porém cujas folhas não olham para o Sol e nem acompanham seu movimento no céu como faz o trigo. Também o vemos habitado por aves emissárias de Satanás, que roubam a boa semente caída à beira do caminho, e se aninham na aberração que é a grande árvore de mostarda em seu crescimento anormal. O Reino é também semelhante à massa contaminada pelo fermento da má doutrina, e aquilo que deveria servir de alimento, serve para estufar o orgulho humano. Tudo isso é também a cristandade, um sistema frondoso por fora, porém corrupto por dentro.

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#706 O Reino em misterio


Leitura: Marcos 4:1-14

“Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas, dizendo em seu ensino: ‘Ouçam! O semeador saiu a semear.’” (Mc 4:2-9). Já que nem Israel, nem o homem em seu estado natural produziram fruto para Deus, Jesus irá providenciar isso a partir do zero. Ele é o Semeador e também a semente, pois “o Semeador semeia a Palavra” (Mc 4:14) e aprendemos do Evangelho de João que Jesus é a Palavra ou Verbo de Deus (Jo 1:1).

Embora a tarefa de semear seja de Jesus, ele a compartilha com os que são seus, pois Hebreus diz que “esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram.” (Hb 2:3). Mesmo com a atuação direta do próprio Jesus na semeadura, apenas um quarto das sementes produz fruto. O Semeador é perfeito, a semente é perfeita, porém os resultados variam em função dos diferentes solos. Portanto não desanime quando semear e não vir fruto na mesma proporção da semente.

Após contar a parábola para a multidão, Jesus reúne apenas seus discípulos para explicar seu significado. “Quando ele ficou sozinho, os doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas. Ele lhes disse: ‘A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas, a fim de que, ainda que vejam, não percebam, ainda que ouçam, não entendam; de outro modo poderiam converter-se e ser perdoados”. (Mc 4:10-12). Sempre haverá na terra a multidão que apenas ouve, e os que são do Senhor e entendem.

O assunto desta e das outras parábolas é o “Reino de Deus”, que muitos confundem com salvação, Igreja ou céu. Não é. O Reino é a esfera de governo e influência moral onde a autoridade de Cristo é reconhecida. Dependendo do modo como a Palavra é recebida, ela tem diferentes resultados. Mas tenha em mente que são os resultados exteriores que estarão sendo aqui apontados, e não a salvação. Se fosse, alguém poderia dizer que é possível uns serem mais salvos que outros, pois o resultado ou “fruto” no final difere dependendo do solo.

Pense no Reino de Deus como um batalhão. Por fora parecem todos iguais, mas se existir um inimigo infiltrado fazendo-se passar por soldado, o que ele parece ser não é suficiente para revelar o que existe debaixo da farda. Apenas Deus é capaz de julgar o solo e o fruto. Quer um exemplo? Veja a cristandade hoje e pense naquele ditado popular: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Aí você vai entender o aspecto visível do Reino.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#705 A favor e contra


Leitura: Marcos 4:1-12

Se a rejeição pelos líderes de Israel demonstrou que Jesus podia desistir de encontrar fruto naquela nação, o rompimento com seus familiares indicava que também não iria achar fruto na natureza humana. Então de onde viria fruto para Deus? Do próprio trabalho de Jesus como o Semeador. Assim começa o capítulo 4 de Marcos: “Novamente Jesus começou a ensinar à beira-mar. Reuniu-se ao seu redor uma multidão tão grande que ele teve que entrar num barco e assentar-se nele. O barco estava no mar, enquanto todo o povo ficava na beira da praia. Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas.” (Mc 4:1-2).

Não se impressione com a multidão que é atraída, o que obriga Jesus a usar um barco como púlpito diante de uma praia lotada. Nós bem sabemos que isso não passa de curiosidade humana e do desejo de obter alguma vantagem. Alguns o buscam pela satisfação intelectual obtida com seu ensino, como fazem os teólogos e filósofos modernos. Outros estão interessados em libertação, curas e solução de problemas. Existem ainda os que não perdem um lanche grátis, quando Jesus multiplica pães e peixes. Finalmente, não podemos nos esquecer de um — Judas — que está de olho no dinheiro que a amizade com Jesus pode proporcionar.

Na continuação você encontra Jesus dividindo os seres humanos em duas categorias: os que são de dentro e os que são de fora. Ele faz isso ao explicar aos discípulos a razão de falar por meio de parábolas: “A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas,  a fim de que, ainda que vejam, não percebam, ainda que ouçam, não entendam; de outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados.” (Mc 4:11-12). Por mais politicamente incorreta que você possa achar essa atitude, é melhor se acostumar com o fato de que sempre existirão os que são por Jesus e os que são contra ele.

Se agora as pessoas que enchem a praia parecem estar do lado dele, logo escolherão o lado dos sacerdotes, fariseus, mestres da lei, políticos, soldados romanos e até dos marginais, para lançarem impropérios contra Jesus e exigir que ele seja crucificado. No futuro, após a Igreja — os verdadeiros salvos — ter sido tirada da terra, a grande massa dos que hoje se denominam cristãos, mas nunca nasceram de novo, ficará do lado do anticristo. Unidos como uma falsa “noiva de Cristo”, serão identificados como “Babilônia”, a “Grande Meretriz” de Apocalipse, “embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus” (Ap 17:6).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#704 Vinculos rompidos


Leitura: Marcos 3:31-35

“Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo. Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram’. ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’, perguntou ele. Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’” (Mc 3:31).

Esta passagem complementa o versículo 21, “quando seus familiares... saíram para apoderar-se dele, pois diziam: ‘Ele está fora de si’”. Agora eles chegam à casa onde Jesus está e precisam enviar um recado, pois não conseguem entrar por causa da multidão. Esses irmãos não são primos, mas filhos de Maria, todavia não é esta a principal finalidade da passagem neste contexto. Você já sabe que os líderes judeus tinham rejeitado a Jesus, e sua família o chamou de insano. Portanto agora ele irá desfazer seus laços, não apenas com o povo de Israel, mas também com seus familiares.

Aqui não se trata de Jesus faltar com o respeito à sua mãe, mas sim de enviar uma mensagem clara a todo aquele que deseja segui-lo. A partir de agora ele caminharia sem os vínculos naturais e também aqueles com Israel como nação. Mais tarde ele instruiria seus discípulos sobre a posição marginal que eles ocupariam em um mundo que rejeitou seu Senhor:

“Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome... Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; os inimigos do homem serão os da sua própria família. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim... Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” (Jo 21:16-17; Lc 14:26; Mt 10:34-37).

Percebe como as tentativas de pacificação do mundo estão na contramão do que Jesus falou? E se você acha falta de amor amar a ele mais que a seus filhos e cônjuge, então não prestou atenção quando ele disse que você não deve amar nem a “sua própria vida” mais que a Jesus.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#703 Igreja nao e' Israel


Leitura: Marcos 3:31-35

Existe um aspecto dispensacional no episódio em que os judeus acusam Jesus de possessão demoníaca. Os Evangelhos representam uma mudança de dispensação antes da formação da Igreja — o Corpo de Cristo — composta de judeus e gentios. Mas primeiro Israel deveria rejeitar o Messias que “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11). Essa rejeição é vista aqui nos líderes religiosos da nação e, como consequência, Deus deve colocar Israel à parte para tratar com a Igreja.

Em outro Evangelho Jesus fala do triste resultado que teve sua interação com seu povo: “Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai. Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem razão’.” (Jo 15:22-24).

A falta de entendimento da verdade dispensacional leva muitos cristãos a adotarem em sua adoração costumes judaicos, como templos, clérigos, dízimos etc. Consideram a Igreja uma continuação de Israel e herdeira das mesmas promessas terrenas de prosperidade feitas àquele povo. Mas a Igreja nada tem a ver com Israel, pois é um “mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Ef 3:9). E tampouco ela tem sua esperança na Terra, como Israel, mas foi abençoada “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1:3). Seu destino não é viver aqui, pois “a nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Fp 3:20).

Paulo explica assim: “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o Redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’. Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.” (Rm 11:25-29). Esse “endurecimento em parte” é só “até que chegasse a plenitude dos gentios”, mostrando um período de tempo definido que termina com os últimos gentios sendo acrescentados ao corpo de Cristo. Então “virá de Sião o Redentor” para salvar Israel e estabelecer um Reino de mil anos na terra. 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.