"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#664 Deserto



Leitura: Marcos 1:13

No deserto, Jesus “esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás” (Mc 1:13), mas não foi iniciativa do diabo, e sim do Espírito Santo que “o impeliu para o deserto” (Mc 1:12). No grego há uma diferença sutil ao compararmos os Evangelhos. Em Mateus Jesus é apresentado como Rei, por isso diz que “Jesus foi carregado pelo Espírito ao deserto” (Mt 4:1). O verbo é “anago”, que tem o sentido de carregar, como um rei numa liteira. Em Lucas ele é visto como Homem, por isso “foi guiado ao deserto” (Lc 4:1). No grego “ago” tem o sentido de se conduzir pela mão. Em Marcos ele é o Servo que o Espírito “impeliu para o deserto” (Mc 1:12). A palavra grega é ekballo”, forma usada para dar uma ordem do tipo “vá logo”.

A tentação de Jesus é como um teste que alguém faz antes de assumir uma função. Não é para ver se Jesus é capaz de resistir ao diabo e às tentações, mas provar ser ele um Homem divino e perfeito. Não havia nele o pecado que em nós opera de dentro para fora, e nem resposta para qualquer tentação vinda de fora para dentro. O primeiro homem, Adão, foi testado num jardim de delícias e falhou. O segundo Homem é agora testado no deserto em que o pecado transformou o mundo, e passa no teste.

Quando o ourives derrama ácido no ouro ele não faz aquilo para ver se o ouro aguenta a prova, mas apenas para provar que é ouro. Assim é com Jesus. A tentação atesta que ele é sem pecado e incapaz de pecar, e não poderia ser diferente. Se ele tivesse em si o pecado ou fosse capaz de pecar, ele mesmo precisaria de alguém para salvá-lo de seus pecados. Sendo ele Deus e Homem, o mero pensar na possibilidade de ele pecar já criaria uma situação inusitada: Deus seria pecador!

Satanás termina seu ataque e anjos vêm servir a Jesus. Cumpre-se assim mostrando ser ele “tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles... E ainda, quando Deus introduz o Primogênito no mundo, diz: ‘Todos os anjos de Deus o adorem’” (Hb 1:4-6). Mas embora tivesse todos os anjos ao seu dispor, em sua pior hora ele não faria uso desse recurso.  Ao ser preso Jesus repreendeu a Pedro, que usou de violência para evitar a prisão, dizendo: “Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos? Como então se cumpririam as Escrituras que dizem que as coisas deveriam acontecer desta forma?" (Mt 26:53-54).

Nos próximos 3 minutos Jesus começa seu ministério na Galileia.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.