"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

Carregando...

#680 Quatro amigos


Leitura: Marcos 2:1-4

No capítulo anterior Jesus cura um leproso, e a lepra é uma figura da corrupção causada pelo pecado. Agora é a vez de um paralítico ser levado a ele, e a paralisia nos fala de nossa própria incapacidade e limitações. Quatro amigos decidem levar o paralítico, e acaso não é isso que fazem aqueles que levam um pecador ao encontro do Salvador? Todavia, os quatro homens descobrem que a tarefa será mais difícil do que pensavam. Sempre que você desejar levar alguém a Cristo não se surpreenda se encontrar uma multidão de amigos e parentes barrando a entrada.

“O povo ouviu falar que ele — Jesus — estava em casa, então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta... Não podendo levá-lo até Jesus, por causa da multidão, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico.” (Mc 2:1-4).

Por mais que alguém venha a se gloriar de ter levado um pecador a Jesus, essa não é uma tarefa individual. Tudo começa com o trino Deus — Pai, Filho e Espírito Santo. Portanto, se a mensagem que você leva não está fundamentada na ação da Trindade, esteja certo de que esse seu evangelho é tão capenga quanto o paralítico deste capítulo. Paulo ensina que “há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.” (1 Co 12:4-6).

A salvação é uma obra sobrenatural. Não depende de persuasão humana, e nem de diploma de teologia, mas do Espírito Santo. Quem prega não precisa estar sujeito a uma organização missionária, mas ao Senhor. E o que escuta a boas novas não será salvo pela eloquência do pregador ou pela música e outras artificialidades, mas pela obra de Deus. Aclamar, aplaudir e bajular pregadores é carnalidade, conforme explica o apóstolo Paulo:

“Quando alguém diz: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estão sendo mundanos? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento.” (1 Co 3:1-7). Pense nisto da próxima vez que sentir vontade de bajular alguém por sua dedicação, conhecimento e eloquência no Evangelho.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.