"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#695 Doze apostolos


Leitura: Marcos 3:13-19

Vemos aqui uma mudança de nível. Jesus começou na sinagoga dos judeus, passou à beira mar dos povos e agora sobe a um lugar elevado. “Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demônios. Estes são os doze que ele escolheu: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa filhos do trovão; André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.” (Mc 3:13-19).

É num plano acima do ocupado pelo judaísmo e das gentes que Jesus passa a chamar os que irão levar sua mensagem ao mundo. O critério desse chamado é muito simples: Porque “ele quis”, e não por capacidade ou experiência deles. O chamado tem um triplo objetivo: “para que estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demônios”. Antes de saírem em campo eles precisam ficar a sós com Jesus, e este é o ponto de partida de qualquer trabalho para o Senhor.

Sua atividade principal seria a de pregar o evangelho, mas seriam também revestidos de poder sobrenatural para enfrentar as hostes de demônios que fariam oposição a essa obra. Se você ler a Bíblia toda irá reparar que quase não ocorrem possessões demoníacas no Antigo Testamento. Todavia nos Evangelhos elas são uma constante. O “Filho do Deus Altíssimo”, como os espíritos malignos costumam chamá-lo, estava no mundo, e Satanás sabia que o relógio estava contra ele. “Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?”, reclamam os demônios em Mateus 8:29.

Esse revestimento de poder permitiria que realizassem sinais e milagres, demonstrando que era Deus agindo. Sempre que Deus inaugura uma nova fase ela é acompanhada de provas visíveis, como se costuma fazer com os fogos de artifício, bandas e bandeiras no lançamento de empreendimentos imobiliários. Depois, ao longo da construção, essas provas já não são necessárias. Você irá reparar que é assim no livro de Atos e nas epístolas. O início da Igreja, em Atos 2, foi acompanhado de curas, milagres e maravilhas que aos poucos foram escasseando, pois Deus não precisava mais provar que aquilo vinha dele. Ao ponto de Paulo deixar Trófimo doente em Mileto sem curá-lo (2 Tm 4:20) e até indicar a Timóteo um remédio caseiro para sua doença de estômago: beber vinho (1 Tm 5:23).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.