"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#696 Privilegios mais elevados


Leitura: Marcos 3:13-19

Os momentos que Jesus passa com os doze apóstolos no monte exigem algumas considerações, se quisermos compreender corretamente a Palavra de Deus. Muito da confusão e divisão entre os cristãos ocorre por negligenciarem o conselho dado por Paulo a Timóteo de “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que... maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Tm 2:15). Esse manejar é dividir cada porção dentro de seu próprio contexto e propósito, e não misturá-las. Jesus “escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar  e tivessem autoridade para expulsar demônios.” (Mc 13:14). Adotar literalmente isto para nossos dias pode nos induzir ao erro.

Apesar de ainda valer o princípio de que, antes de dedicar-se à obra do Evangelho, é preciso o crente em Cristo “estar com ele” numa posição separada e elevada, como a que o monte representa aqui, ninguém hoje poderia ter a audácia de denominar-se “apóstolo”. O dom e a posição foram dados aos doze, dos quais Judas seria substituído mais tarde por Matias em Atos 1. Após a fundação da Igreja o Senhor acrescentaria mais um apóstolo e revelaria a ele a verdade do corpo de Cristo, que durante séculos ficara oculta em Deus e da qual os profetas de Israel nada sabiam. Portanto se hoje você encontrar alguém com um crachá de “Apóstolo”, certamente não passará de um “Impóstolo”. Um apóstolo impostor.

Apesar do imenso privilégio dos apóstolos de estar ali com Jesus na terra, receberem dele esse mandato, e serem revestidos por ele de poder sobrenatural para pregar, expulsar demônios e realizar milagres, hoje cada crente em Jesus desfruta de um privilégio ainda maior. Salvos por sua graça, somos membros do Seu corpo que é a Igreja, e temos habitando em nós o Espírito Santo, que é a garantia ou penhor de nossa herança celestial. Nenhum apóstolo naquele momento — nenhum santo do Antigo Testamento, e nem mesmo João Batista — podia ser chamado de templo de Deus, pois Jesus precisaria ainda morrer, ressuscitar e ser glorificado para enviar o Espírito Santo que hoje habita nos salvos por ele.

Ao contrário deles, que naquele momento ainda não tinham a completa revelação de Deus, hoje temos a sã doutrina que o Espírito os inspirou a escrever, com  verdades desconhecidas até então. E o Espírito Santo nos capacita a entendê-las e a nos comunicarmos com Deus em um nível muito superior ao que todos os santos de antes da formação da Igreja puderam experimentar, além de termos a certeza de uma salvação já consumada.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.