"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#674 A mao de Jesus


Leitura: Marcos1:29-31

Jesus visita a sogra de Pedro, pois os discípulos lhe “falaram a respeito dela” que “estava de cama, com febre” (Mc 1:29). Aqueles jovens mal o conhecem e já sabem que podem confiar em Jesus e apresentar a ele suas dificuldades. Quando João Batista foi morto, seus discípulos sentiram a mesma confiança de compartilhar com Jesus sua dor e sofrimento. “Foram contar isso a Jesus” (Mt 14:12). Contamos a todo mundo nossas dificuldades, mas será que nos lembramos de contar a ele? “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão” (Pv 18:24). Esse Amigo é Jesus, o mesmo que um dia disse “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28).

Jesus se aproximou da sogra de Pedro e “tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los.” (Mc 1:29-31). Eu conheço essa mão, porém não do modo com a sogra de Pedro a viu ali. A mão que eu conheço me foi estendida pelo mesmo Jesus quando eu ainda estava perdido, porém trazia uma ferida que não cicatriza jamais: a marca deixada pelo cravo que a perfurou cravando-a num viga de madeira.

Quando João viu o Cordeiro de Deus no céu, ele o descreveu “como havendo sido morto” (Ap 5:6). Esta é uma das melhores versões, pois no original a ideia é de um cordeiro que acaba de ser ferido de morte. E assim será eternamente com respeito a Cristo. Nenhum de nós terá cicatrizes no céu, exceto ele. Mas mesmo as que ele traz ali não são marcas de feridas saradas, mas cortes abertos, que trazem todo o frescor do momento em que foram feitos. Assim é também o seu sacrifício por nós: estará sempre fresco na memória de Deus e na visão dos redimidos.


Quando a febre da sogra de Pedro a deixou, “ela começou a servi-los” (Mc 1:31). Depois de salvo por Cristo e perdoado de seus pecados você passa naturalmente a servi-lo, não antes. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Ef 2:8-10). Quando Jesus estender a mão a você pela primeira vez, para sua salvação e perdão de todos os seus pecados, largue tudo o que estiver fazendo e deixe sua mão livre para segurar na dele. Ele não salva mãos ocupadas. Ele dá ocupação para as mãos daqueles que já salvou.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#673 A sa doutrina


Leitura: Marcos1:29-31

“Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e falaram a respeito dela a Jesus. Então ele se aproximou dela, tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los.” (Mc 1:29-31). Se você for católico talvez fique surpreso ao saber que Simão Pedro, que o catolicismo chama de seu primeiro Papa, tivesse uma sogra. Pedro era casado, e Deus não tem nada contra o casamento. Em sua Palavra ele até nos alerta contra aqueles que o proíbem:

“O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento.” (1 Tm 4:1-3). Pedro identifica os “últimos tempos” como aqueles em que vivia: “Vocês foram redimidos... pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês.” (1 Pe 1:18-20).

Nas cartas dos apóstolos você percebe que alguns já se opunham aos seus ensinos, chamados por Paulo de “sã doutrina” (2 Tm 1:13). Ao escrever sobre a Lei de Moisés, Paulo diz “que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina.” (1 Tm 1:9-10). Repare que o apóstolo coloca “todo aquele que se opõe à sã doutrina” na lista dos que praticam tamanhas aberrações aos olhos de Deus.

Religiões católicas e protestantes têm suas doutrinas baseadas nos escritos dos chamados “Pais da Igreja”, que surgiram após a partida dos apóstolos. Por mais piedosos e sinceros que tenham sido seus autores, tais escritos não são “a sã doutrina” dos apóstolos, portanto estão sujeitos a erros. Entre estes está a proibição do casamento, imposta aos ministros católicos, e “de alimentos que Deus criou” (1 Tm 4:3), seguida por alguns cristãos durante o período conhecido como “Quaresma”. Você sabe que comer alimentos naturais é sempre melhor que consumi-los processados, portanto fique só com a “sã doutrina” dos apóstolos e evite engolir aquilo que os “Pais da Igreja” cozinharam com seus próprios temperos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#672 As midias do diabo


Leitura: Marcos1:24-28

Jesus rejeita o testemunho das trevas e não permite que demônios interfiram em seu ministério. Por isso ele ordena ao espírito imundo: “Cale-se e saia dele!” (Mc 1:25). Isso impressiona a multidão e “todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: ‘O que é isto? Um novo ensino — e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!” (Mc 1:27). Jesus “expulsou muitos demônios; não permitia, porém, que estes falassem, porque sabiam quem ele era” (Mc 1:34). Isto demonstra que os homens estão bem menos informados que os demônios sobre quem é quem no mundo espiritual.

Não devemos procurar espíritos imundos para aprendermos sobre Cristo e a vida no além. Esses espíritos malignos são tão mentirosos quanto aquele a quem servem, “o diabo... [que] foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8:44). É inegável que os demônios sejam sedutores e exerçam poder sobre os seres humanos. Embora de suas bocas não saia qualquer som, é da boca de pessoas dominados e influenciadas por eles que saem suas opiniões. Muitos que dão ouvidos a um porta-voz de espíritos rejeitam o evangelho trazido por um crente em Jesus, porta-voz do Espírito Santo.

A Bíblia não revela a origem dos demônios, mas seu destino eles conhecem bem: o tormento eterno. Nos Evangelhos uma única vez o próprio Satanás entra no corpo de alguém, e esse alguém é Judas em Lucas 22:3. Mas os demônios, estes sim, praticam a invasão de corpos para transformar suas vítimas em mídias para suas mensagens. Agora você já sabe de onde vem a palavra “médium”. Neste evangelho encontraremos um homem possuído de uma legião desses espíritos que, ao serem expulsos, rogam que Jesus lhes permita entrar numa manada de porcos. O Senhor permite a fim de demonstrar a verdadeira intenção dos demônios, que é destruir os que são dominados por eles: “A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou.” (Mc 5:13).


Depois de Jesus libertar o endemoninhado na sinagoga, “as notícias a seu respeito se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia” (Mc 1:28). De agora em diante nem todas as pessoas que ele irá ajudar estarão possuídas por demônios, mas todas estão arruinadas pelo pecado que traz enfermidade e morte. Jesus seguirá amenizando seus sofrimentos e sua próxima parada será a casa de Pedro, cuja sogra está enferma.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#671 Obreiros enganosos


Leitura: Marcos1:24-25

O demônio incorporado no homem na sinagoga diz a Jesus: “Sei quem tu és, o Santo de Deus”. Mas Jesus o repreende dizendo: “Cale-se e saia dele!” (Mc 1:24-25). O Filho de Deus não iria permitir que o testemunho de demônios interferisse em sua obra. De modo semelhante, no livro de Atos uma jovem possessa é vista seguindo os discípulos e proclamando nas ruas: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação” (At 16:17). Um leitor menos atento poderia pensar que ela estava ajudando, mas Paulo discerne aquilo e recusa o testemunho demoníaco, libertando a jovem do espírito maligno que a afligia.

A especialidade de Satanás, dos anjos caídos e dos espíritos malignos é a imitação. Eles são mestres nesta arte e costumam usar seres humanos, influenciados ou incorporados, como explica Paulo: “Tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.” (2 Co 1:13-15).

A cristandade está cheia de “falsos apóstolos, obreiros fraudulentos” e falsos servos fingindo ser “servos de justiça”. Ingênuo é o que acredita em tudo que se diz “cristão” ou “evangélico”, pois o próprio Jesus alertou: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci’.” (Mt 7:22-23). O argumento usado pelos crédulos é: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mt 7:1). Mas aí Jesus fala do julgamento de pessoas, de seus corações e intenções, o que ele fará no dia do juízo.

Na continuação Jesus diz: “Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos” (Mt 7:6). Para fazer isso é preciso discernir e identificar tais pessoas. O alerta continua: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” (Mt 7:15). O crente deve sim julgar as doutrinas e frutos dessa matilha que invadiu a cristandade e ficar longe deles. Paulo aconselha: “Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz” (Ef 5:11). Por trás desses homens e mulheres está o poder de Satanás; seus mentores são anjos caídos, e seus operadores de milagres são demônios ou espíritos imundos. Isto quando não usam de meros truques de mágica de salão.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#670 Demonios


Leitura: Marcos1:23-24

O homem na sinagoga está possuído por um grupo de espíritos imundos que se identificam, ora no plural, ora no singular. “O que queres conosco... Vieste para nos destruir... [Eu] sei quem tu és: o Santo de Deus” (Mc 1:23-24). Em outro episódio de possessão demoníaca eles dizem a Jesus: “Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?” (Mt 8:29). Os demônios sabem que seu destino está traçado e que lhes resta pouco tempo para enganar, manipular e desviar as pessoas.

Não vemos manifestações demoníacas com tanta frequência no Antigo Testamento, mas elas estão lá por trás dos ídolos pagãos. “O que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus” (1 Co 10:20). Mesmo nas religiões pagãs é possível encontrar curas, milagres e manifestações de poder, e por esta razão o demonismo sempre foi popular em todas as épocas. Os magos de Faraó usaram de poder satânico para imitar os sinais que Deus realizava por Moisés, e eram também demônios que os adivinhos e feiticeiras consultavam pensando consultar os mortos.

O ser humano não mudou desde então. Muitos hoje praticam versões modernas de demonismo, mesmo que não usem um nome tão repulsivo. Quando Allan Kardec adaptou as antigas crenças reencarnacionistas pagãs para a cultura ocidental, tomou o cuidado de associá-las ao cristianismo para que fossem aceitas sem contestação por pessoas criadas numa cultura cristã. Em um artigo de 1866 numa revista espírita ele explicou o porquê de utilizar o evangelho como pano de fundo de suas doutrinas:

“Começamos por aí a fim de sermos aceitos sem contestação, aguardando de resto que a opinião pública fique mais familiarizada com a ideia espírita”. Essa técnica de sincretismo religioso é explicada assim no “Livro dos Médiuns”: “Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina, ainda que falsa, é necessário que lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas ideias: é para que não fiquem de súbito ofuscados e não deixem de se instruir conosco. Aliás, não é prudente atacar bruscamente os preconceitos.”.

Mas por que as manifestações demoníacas no tempo em que Jesus andou aqui eram tão abundantes? Porque os demônios sabiam quem era aquele que havia chegado, e da boca do homem possesso na sinagoga vinha essa confirmação: “Sei quem tu és: o Santo de Deus” (Mc 1:24).

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#669 O espirito imundo




Leitura: Marcos1:23-24

“Na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: ‘O que queres conosco, Jesus de Nazaré?’” (Mc 1:23-24). O espírito imundo se dirige a Jesus chamando-o simplesmente de “Jesus de Nazaré”. Nos Evangelhos e epístolas, ao falarem dele os discípulos eventualmente usam apenas “Jesus”, mas todas as vezes que falam com ele o chamam de “Senhor” ou “Senhor Jesus”. Apenas os demônios se dirigem a ele chamando-o só de “Jesus”. Portanto, da próxima vez que você orar ou adorar o Senhor chamando-o simplesmente de “Jesus” saiba que está usando a forma daqueles que não se submetem ao senhorio de Cristo.

Até Jesus entrar na sinagoga, o lugar onde os judeus liam as Escrituras, os demônios estavam à vontade em meio àqueles que professavam conhecer a Deus. Isto nos remete à passagem onde o Senhor diz: “Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso e não encontra, e diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa.” (Mt 12:43-45).

Ele não está falando de um indivíduo, mas de toda uma geração de judeus que adoravam a Deus apenas da boca para fora. Mais tarde ele dirá: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mc 7:6). A hipocrisia tinha se tornado marca registrada dos líderes do judaísmo e os espíritos imundos aproveitavam para ocupar aquela “casa” esvaziada de Deus, vivendo nela sem serem molestados. A cristandade segue o mesmo caminho ao substituir Cristo por um clero, o Espírito Santo por shows motivacionais, e a Palavra de Deus por psicologia e filosofia.

Naquela época os judeus adoravam em verdade, pois eram rigorosos em seguir a Lei. “A casa”  estava “desocupada, varrida e em ordem”. Tinham se livrado da idolatria encontrada em Israel no Antigo Testamento, mas não adoravam em espírito. Tudo não passava de uma casca vazia de religião exterior e os demônios se sentiam confortáveis com isso. Assim será a Babilônia, a falsa noiva e derradeira forma da cristandade apóstata. Ela terminará como “habitação de demônios e antro de todo espírito imundo, antro de toda ave impura e detestável”. (Ap 18:2). São demônios e seres humanos que, na “Parábola do Semeador” de Mateus 13, Satanás usa para arrebatar a semente que o Semeador está a semear.  

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#668 “Cri, por isso falei”



Leitura: Marcos1:21-22

Juntando o que aprendemos nos episódios anteriores, vimos que o Senhor chama discípulos para segui-lo, não para seguirem alguma junta de homens ou religião. Vimos também que, antes de fazer suas escolhas na vida pessoal, profissional ou sentimental, o servo de Deus deve evitar aquelas que comprometam seu testemunho e serviço ao Senhor. Em hipótese alguma ele deve se valer do serviço para Deus como forma de enriquecer. A “Teologia da Prosperidade” é uma mentira que tenta aplicar à Igreja, cuja esperança é celestial, promessas de prosperidade material que Deus fez a Israel, cuja esperança é terrena.

A pregação do servo de Deus deve ser centrada em Cristo, não num líder, doutrina ou denominação. Ela jamais deve exaltar aquele que prega, o qual deve apresentar Cristo às pessoas e sair da frente. Não bajular e nem aceitar a bajulação é um exercício diário de todo cristão ocupado em exaltar apenas o Senhor. Ao contrário dos mestres da Lei, que ensinavam suas próprias opiniões sobre as Escrituras, Jesus ensinava com a autoridade que a própria Palavra de Deus confere. Pregue o que a Bíblia diz, com o discernimento do Espírito Santo, e você estará pregando com a autoridade que emana da Palavra de Deus, não de alguma religião.

Lembro-me de um irmão que, quando perguntado sobre algum assunto, respondia: “Vamos ver o que diz a Palavra de Deus”, e abria sua Bíblia. Não é na história, arqueologia, cultura ou costumes que você encontra o entendimento da Bíblia, mas na própria Palavra aplicada no poder do Espírito. “Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre.” (1 Pe 4:11). Não é pela sabedoria humana que se aprende a Palavra, mas pela sujeição a ela, pois o Senhor “guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho.” (Sl 25:9).

A afirmação de Paulo serve para quem se propõe a pregar a Palavra. Ele disse: “Cri, por isso falei. Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por isso, falamos, porque sabemos que aquele que ressuscitou ao Senhor Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará com Jesus” (2 Co 4:13). Se você não tem certeza da salvação pela fé em Jesus, é melhor fazer a lição de casa. Como pode dizer aos outros que devem crer em Jesus se você que crê não está seguro de seu destino eterno? Será que seu evangelho não passa de uma religião ou lista de regras a ser seguida?


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#667 Bajuladores e bajulados


Leitura: Marcos1:21-22

“Eles foram para Cafarnaum e, assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.” (Mc 1:21-22). Tenha sempre em mente que “sinagoga” não é uma igreja, templo ou denominação. Sinagogas eram simplesmente escolas de judaísmo aonde as pessoas iam para ler, ouvir e estudar as Escrituras. Os Evangelhos retratam o dia-a-dia de Jesus, um judeu, com discípulos judeus, vindo pregar a judeus. A Igreja só teria início após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus à glória.

No episódio anterior vimos Jesus chamando seus discípulos para servirem a Deus, mas é fácil um servo de Deus se desviar e cair em pecado quando passa a ser bajulado. Você se lembra do episódio anterior, quando os discípulos “deixaram as suas redes e o seguiram” (Mc 1:18)? Provérbios 29:5 diz que “quem adula seu próximo está armando uma rede para os pés dele”. Portanto fuja da rede dos bajuladores, e se você for do tipo bajulador de servos de Deus, é melhor cuidar de sua língua antes que caia. O salmista não usa de palavras muito agradáveis em sua súplica: “Que o Senhor corte todos os lábios bajuladores” (Sl 12:3).

Tanto o que bajula como o bajulado devem se lembrar do rei que foi castigado com a morte ao deixar seu ego se inflar pela bajulação de seus admiradores. Em Atos 12:21-23 diz que “no dia marcado, Herodes, vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: ‘É voz de deus, e não de homem’. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.” (At 12:21-23).

O que impressiona as pessoas na sinagoga é que Jesus ensina com autoridade, e não como os mestres da Lei. Estes são chamados sete vezes de “hipócritas” no capítulo 23 de Mateus , e é fácil entender a razão. Jesus explica que “eles fazem questão de andar com roupas especiais, de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes.” (Mc 12:38-39). Conhece algum clérigo assim? Para o discípulo de Cristo o modelo é outro. Ele diz: “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mc 10:43-45).

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#666 Pescadores de homens


Leitura: Marcos1:16-20

“Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: ‘Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens’. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando Zebedeu, seu pai, com os empregados no barco.” (Mc 1:16-20).

Jesus chama esses pescadores para outro tipo de pescaria. Eles sabem que para pescar é preciso paciência, perseverança, persistência e saber onde, quando e como jogar a isca. Além disso, o bom pescador procura ficar invisível, não chama atenção para si. É Jesus quem irá fazê-los “pescadores de homens”, não uma escola de teologia. Eles serão instrumentos de Deus, não vassalos de um líder ou religião. A ordem é, primeiro, “sigam-me”, e depois “eu vos farei pescadores de homens”. Ninguém entra na obra de Deus sem antes ter comunhão com o Senhor e o exercício de segui-lo todos os dias.

Veja agora o efeito do chamado do Senhor: “No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram... e eles o seguiram, deixando Zebedeu, seu pai, com os empregados no barco”. Os compromissos que assumimos na vida podem nos enredar e impedir de sermos úteis ao Senhor. Você não precisa deixar o emprego e a família para ser “pescador de homens”, mas deve deixar os enroscos que atrapalham sua comunhão e o serviço para Deus. Sempre que você for assumir um compromisso pessoal, profissional ou sentimental, pergunte antes: “Será isto um auxílio ou empecilho para Deus me usar?”.

Agora um alerta: Se você fica impressionado de ver como os pregadores modernos enriquecem às custas do Evangelho, compare a conta bancária deles com a destes que foram escolhidos pelo Senhor para pregar. Quando um aleijado pediu a Pedro e João uma esmola, Pedro lhe respondeu: “Não tenho prata nem ouro” (At 3:6). Quando Paulo se despediu dos anciãos de Éfeso ele fez questão de lembrar: “Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’.” (At 20:33-35).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Retrato de familia



https://youtu.be/s8OQ8TVqTT4


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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.